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Charles Dickens — Cântico de Natal

Cântico de Natal (Adaptação de António Marques Francisco / Capa de José Antunes / Ilustrações de João Pedro Cochofel)

Editorial Publica (Composto e impresso por Printer Portuguesa / Outubro de 1989). In-8º peq. de 192 págs. Br.

Além do por cá mais famoso «tale» que deu título ao volume, tem este a seguir também uma versão - aparentemente, resumida - do talvez ainda mais fabuloso «The Chimes» / «Os Carrilhões».
As ilustrações de Cochofel, cinco no total, foram impressas a plena página.   

5€

Sommerset Maugham — Férias de Natal

Férias de Natal (Tradução de Leonel Vallandro revista para Portugal por A. Vieira d'Areia)

Edição «Livros do Brasil» Lisboa. In-12º de 247, [i] págs. Br.

Publicado na «Colecção Miniatura» com a conhecida advertência preliminar ao leitor que assim terminava: "Defenda a sua saúde não manuseando livros usados", o que mesmo num tempo em que não existia «Lei do Preço Fixo» já soaria um tanto hipocondríaco.

Exemplar usado, este, sem malefícios para a saúde. 

5€

Shakespeare — O Rei Lear

O Rei Lear (Tradução e notas de Álvaro Cunhal / Introdução de Luís de Sousa Rebelo)

caminho (Impressão e acabamento: Tipografia Peres / Data de impressão: Setembro de 2002). In-8º gr. de 269, [I] págs. Enc.

“A versão d’O Rei Lear, que agora se publica, apareceu inicialmente nas Obras de Shakespeare, editadas em fascículos pela Tipografia Scarpa em Lisboa, que, para o efeito, se assumiu como editora do projecto. (...) O problema da produção da capa para o último volume, devido à falência da casa fornecedora, deixou o conjunto da obra materialmente deficiente, impedindo a sua posterior circulação no mercado. Estas circunstâncias fazem da edição (...) uma raridade bibliográfica”, assim começava Rebelo o seu prefácio, passando depois a explicar as circunstâncias e o anonimato da tradução – de um Cunhal que, como Lear..., se encontrava então preso pelo regime.
Falando nisso, vêm bem a propósito estas palavras da fala do Duque da Cornualha, a págs. 77, que imediatamente nos fazem pensar no principal saudoso do dito regime nestes nossos parvos tempos, mais e menos parvos do que ele: “Isto é um homem que, louvado pela sua sem-cerimónia, afecta uma insolente grosseria e afasta a fala do seu uso natural: ele não sabe adular, ele! Sendo honesto e franco, tem de dizer a verdade; se é bem recebida, tanto melhor; se não o é, fica a franqueza. Conheço bem esta espécie de mariolas que, sob tal franqueza, escondem mais manhas e más intenções que vinte cortesãos insignificantes e mesureiros, que entretanto cumprem com o máximo escrúpulo os seus deveres”.

Encadernação em tela fina gravada a dourado, com sobrecapa ilustrada de papel.

17€    

Shakespeare — Medida por Medida

Medida por Medida (Introdução, tradução e notas por M. Gomes da Torre)

Campo das Letras (Novembro de 2001). In-8º de 152, [I], [iii] págs. Enc. 

“O enredo de Medida por Medida foi algumas vezes usado por outros dramaturgos como base para adaptações expurgadas das partes mais escabrosas em situações e linguagem, assim se adaptando à mentalidade dominante dos períodos em que tais adaptações foram feitas. Em face de tudo isto, pode ser um tanto ou quanto surpreendente que no último meio século (...) tenha figurado entre as peças de Shakespeare mais frequentemente representadas” 

Volume publicado na colecção «Shakespeare para o século XX», com capa cartonada gravada a dourado. 

Exemplar novo.

12€

Shakespeare — Muito Barulho por Nada

Muito Barulho por Nada (Introdução, tradução e notas por Maria João Pires)

Campo das Letras (Novembro de 2001). In-8º de 151, [v], [II] págs. Enc.

No texto introdutório, a tradutora dizia esta a terceira edição da comédia publicada em Portugal, tendo-a precedido uma de Sophia (que traduziu o Hamlet, recorde-se) uma década antes e a de Henrique Braga e João Grave na década de 1920, para a Lello, na colecção shakesperiana que começou nessa altura – embora Maria João Pires, por lapso, referisse noutro passo que datou da segunda metade do século. “Nada nesta peça se afigura previsível: a vivavidade e a espontaneidade, com as quais os brilhantes jogos de palavras e de wit se revelam, mantêm sempre presente o compromisso entre a liberdade, a criatividade e o carácter formal das personagens e suas atitudes.  

Outro que tal (ver acima).

12€

Thomas de Quincey — La Rivolta dei Tartari

G. C. Sansoni Editore, Firenze. (Finito di stampare nelle Officine Grafiche Fratelli Stianti / Maggio 1943 – XXI). In-12º de 97, [II], [i] págs. Br. 

Pequeno volume publicado na colecção «La Meridiana», com uma extensa nota final que se presume do tradutor - segundo o catálogo de uma livraria italiana, Nicola de Feo.
Salvo erro, não há edição portuguesa deste que é porém um dos títulos mais conhecidos do escritor inglês.

15€

Thomas de Quincey — O Camponês de Portugal

O Camponês de Portugal: Um conto das Invasões Francesas // bilingue // Tradução de Ricardo Tinoco

estratégias criativas (junho de 2020). In-8º peq. de 53, [ii], [III] págs. Br.

O escritor inglês estava quase «predestinado» a escrever acerca deste tema, uma vez que o pai serviu no exército britânico precisamente durante as guerras peninsulares e, como o seu nome indica, teria alguma mais ou menos remota ascendência francesa. Publicado de origem num periódico londrino em 1823, o conto seria «redescoberto» apenas na década de 1980.
Edição graficamente cuidada, com uma ilustração da Oficina Gato Bravo.

Vários exemplares disponíveis. 

9€ [P.V.P.]

Daniel Defoe — A Vida e as Aventuras de Robinson Crusoe

A Vida e as Aventuras de Robinson Crusoe (traducção de Pinheiro Chagas / com 42 illustrações)

Livrarias Aillaud, Bertrand (Paris, Boulevard Montparnasse / Lisbonne, Rue Garrett). In-8º peq. de 358 págs. Enc.

Volume publicado na «Bibliotheca Rosa Illustrada» - a cor da encadernação em percalina; que apresenta algum desgaste, como por regra sucede, o mesmo se podendo dizer das notas de oxidação típicas do papel utilizado na impressão.
Relativamente invulgar.

20€

Daniel Defoe — A Vida Amorosa de Moll Flanders

Publicações Europa-América (Abril de 1998). In-8º de 312, [IV] págs. Br.

“As aventuras e desventuras da famosa Moll Flanders que nasceu em Newgate e, durante uma vida de sessenta anos, além da infância, foi doze anos cortesã, cinco vezes mulher casada (uma delas com o seu próprio irmão), doze anos ladra, oito anos delinquente deportada na Virgínia e, finalmente, enriqueceu, viveu com honestidade e morreu arrependida. Escrito a partir das suas próprias notas por / Daniel Defoe”

“O que é uma vida, quando vista à distância? Duas datas, um nome e alguns adjectivos. É assim com Moll Flanders: mulher dissoluta, ladra, incestuosa e, por fim, penitente. A sua vida é feita de eternos recomeços que a transformam num exemplo superior de humildade e de vontade férrea: nascida na prisão, educada por caridade e seduzida aos dezasseis anos, Moll Flanders conhece, ao longo da sua vida, três ligações irregulares e cinco maridos, alternando sucessivamente entre a miséria e a fortuna... Mais do que um romance de aventuras, o retrato de uma personalidade única e uma acerba crítica de costumes."

10€

Oscar Wilde — o retrato de Dorian Gray

o retrato de Dorian Gray (Tradução de Januário Leite)

Portugália Editora, Lisboa (composto e impresso (...) na Empresa Norte Editora, Póvoa de Varzim / Dezembro de 1969). In-8º de 370, [V], [i] págs. Br.

43.º título publicado na colecção «Os Romances Universais: os grandes mestres do romance clássico e contemporâneo», com capa de Câmara Leme, aqui já em quinta edição/reimpressão.

Muito bom exemplar, só com as quase inevitáveis pequenas notas de oxidação na capa e nas margens do papel.

12€ 

Oscar Wilde — O Retrato de Dorian Gray

O Retrato de Dorian Gray (Tradução de Rodrigues Rocha)

Editorial «Gleba», L.da / Lisboa. (Composto e impresso no Centro Tip. Colonial. In-8º de 283, [ii], [III] págs. Br.

“Os que encontram feias intenções nas coisas belas estão corrompidos e não encantam, o que é um defeito. Os que descobrem belas intenções em coisas belas são cultos. A estes fica a esperança. Os eleitos são os únicos para quem as coisas belas significam simplesmente beleza. Um livro nunca é moral ou imoral. Está bem escrito ou mal escrito. E é tudo”. 
Volume publicado na colecção «Romances Célebres».

Exemplar nas mesmas circunstâncias do anterior. 

12€

Oscar Wilde — O Retrato de Dorian Gray (romance)

Romano Torres (Comp. e Imp. na Gráfica Santelmo, Lda. – Lisboa – 1971). In-8º peq. de 255, [I] págs. Br. 

O volume foi o 72.º título publicado na colecção «Obras Escolhidas de Autores Célebres».

Tradução de Maria Lígia Guterres.

6€

Oscar Wilde — Contos

Contos de (…) / Traduzidos do inglês por Cabral de Nascimento

Portugália Editora, Lisboa. (Composto e impresso (…) na Tipografia Garcia & Carvalho, Lda.). In-8º de 227, [iii], [II] págs. Br.

Integra “Esfinge sem segredo», «O Reizinho», «O Aniversário da Infanta», «O Pescador e a Alma», «Filho de Estrela», «O Príncipe Feliz», «O Rouxinol e a Rosa», «O Gigante Egoísta», «O Amigo Fiel», «O Foguete de Lágrimas», «O Modelo Milionário» e «O Espectro de Canterville».

Exemplar com carimbo de “Oferta dos editores”, decerto à Brotéria, de cuja biblioteca tem também o carimbo na página de frontispício. 

10€

Oscar Wilde — Le Crime de Lord Arthur Saville

Le Crime de Lord Arthur Saville, par (...) / Traduit de l'anglais par Albert Savine

1923 / douzième édition (na capa: quatorzième édition). Librairie P. - V. Stock / Delamain, Boutelleau et Cie, Éditeurs - Paris. In-8º de 259, [III] págs. Br. 

Além da que lhe deu título, o volume recolhe um conjunto de novelas e short-stories como «L'Ami Dévoué», «Le Prince Heureux», «Le Rossignol et la Rose», «Le Géant Égoïste», «Old Bishop's», «La Peau d'orange».

10€

Oscar Wilde — O Crime de Lord Artur Savile

O Crime de Lord Artur Savile (Tradução de Vergílio Mendes)

Editorial «Gleba». Lisboa. (1943). In-8º de 158, [2] págs. Br.

Publicado na colecção «Contos e Novelas», o volume inclui os conhecidos «O Crime de Lord Artur Savile» e «O Fantasma de Canterville», a que se seguem «A Esfinge sem Segredo», «O Modêlo Milionário», «A Casca de Laranja», «Poemas em Prosa» e «A Santa Cortesã».

Exemplar com pequenas falhas na capa e vestígios de acidez nas folhas iniciais e finais.

7€

Oscar Wilde — Three Tales by (…)

London: Oxford University Press / Geoffrey Cumberlege. (Published 1937 / Ninth impression 1952). In-8º peq. de 46 págs. Br.

O volume, graciosamente ilustrado, recolhe «The Happy Prince», «The Nightingale and the Rose» e «The Star-Child».

Este exemplar tem na capa o carimbo da Livraria Figueirinhas – primeira que o livreiro frequentou, ainda na tenríssima infância.

7€

Edgar Allan Poe em Portugal

Biblioteca Nacional de Portugal / Centro de Estudos Anglísticos da Universidade de Lisboa / Fundação para a Ciência e a Tecnologia (Setembro 2009). In-8º de 84, [I], [iii] págs. Br.

A edição contou com um extenso e importante texto introdutório da académica, poeta e tradutora Margarida Vale de Gato, que no entanto bem poderia ter evitado não assim tão pequenos lapsos como o de chamar Paul Breton a André Breton e o de omitir na recensão bibliográfica a edição em volume, nos anos 90, de um dos textos a que dá merecido destaque. A essa introdução, abundante de notas úteis, juntou-se a reprodução de trabalhos artísticos de Filipe Abranches e de Júlio Pomar, de capas de livros e de ilustrações variadas – resultando o conjunto mais rico do que os pequenos catálogos do mesmo género que a BN tem (felizmente) editado, aqui talvez apelativo para o público leitor em geral e não só para os bibliófilos e bibliógrafos em particular.

Exemplares novos, com o marcador próprio da edição. 

5€

Edgar Allan Poe — Contos Completos

Contos Completos (1.º volume) / Tradução e prefácio de Manuel Barbosa (Licenciado em Direito e Ciências Históricas e Filosóficas)

Editorial «Saber» / Coimbra – 1941. (Composto e impresso nas oficinas da Coimbra Editora. In-8º de 219, [iii], [II] págs. Br.

Do prefácio do tradutor: “Não se procure na obra de ficção de Poe qualquer preocupação moral ou doutrinária. O seu credo artístico é a arte pela arte. Na poesia, o objectivo essencial a atingir é a beleza suprema, principalmente através da música - «the rhytmical creation of beauty», nas suas palavras; no conto, são efeitos de terror, paixão e assombro, mediante a subordinação de todos os factores ao resultado em vista. Não há um sucesso, um pormenor do ambiente nem, por assim dizer, uma simples palavra que não tenda para o mesmo fim.” 
Este volume integrou «Ligeia», «Morella», «O Encontro», «A Máscara da Morte Vermelha», «A Sombra», «Descida ao Maelström», «Ms. encontrado numa garrafa», «A queda da Casa de Usher» e «O poço e o pêndulo».

12€

Charles Dickens — The Pickwick Papers

The Pickwick Papers (With an introduction by Alec Waugh)

Collins / London and Glasgow. (Printed in Holland by Druckkerij Holland, N. V., Amsterdam). (1953). In-8º peq. de 796, [II] págs. Cart.

Volume publicado na série da editora londrina com cartonagem revestida a pele maleável gravada na lombada a dourado e o corte das folhas carminado à cabeça; neste caso impresso na Holanda, e não nas oficinas da própria Collins, ao contrário do habitual. 
O estudo de Waugh é de bastante proveito.

20€

Charles Dickens — The Old Curiosity Shop

The Old Curiosity Shop (With an introduction by R. Brimley Johnson)

Collins / London and Glasgow. (Printed in Great Britain by Collins Clear Type Press). (1953). In-8º peq. de 510, [II] págs. Cart.

Volume publicado na série da editora londrina com cartonagem revestida a pele maleável gravada na lombada a dourado e o corte das folhas carminado à cabeça.

20€