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Jaime Cortesão — O Infante de Sagres

O Infante de Sagres (drama épico em IV actos, com duas composições musicais de Oscar da Silva / representado pela primeira vez no «República» de Lisboa em Dezembro de 1916)

Edição da «Renascença Portuguesa», Porto. (1916). In-4º de 104, [12] págs. Br.

 
Primeira edição propriamente dita da peça, que na estreia contou, segundo o elenco apresentado, com Ângela Pinto, Augusto Rosa, Chaby e Robles Monteiro, entre outros; e que o próprio Cortesão conta ter tido apoio na composição de, por exemplo, António Vasconcelos, Joaquim Vasconcelos e Pedro Azevedo. 
Capa em papel vegetal com ilustração a cores, na face inferior reproduzindo a Cruz de Aviz.
 
25€

Raul Proença — O Caso da Biblioteca

O Caso da Biblioteca (Organização, estudos e notas de Daniel Pires e José Carlos González)

Biblioteca Nacional / Lisboa, 1988. In-8º gr. de 188, [II] págs. Br.

"Pretende-se com este livro reconstituir a sindicância à actividade de Raul Proença e de Jaime Cortesão, responsáveis máximos da Biblioteca Nacional, de 1919 a 1927, instaurada na sequência da primeira revolução contra a Ditadura, que deflagrou no Porto e em Lisboa, em Fevereiro de 1927", melhor dizendo: que deflagrou no Porto, chegando a Lisboa vários dias depois...; e na sequência da qual ambos seriam demitidos e logo exilados para fugir à prisão, Cortesão, director, e Proença, originalmente convidado para o cargo, que recusou, indicando o nome do amigo. Além de vários relatórios e peças de imprensa, o volume reproduz a peça que lhe deu título, praticamente inédita, na qual Proença se atira a tudo e todos - incluindo o novo director indigitado pela ditadura, Fidelino de Figueiredo, que a serem verdade algumas das coisas aqui arguidas não sai dela nada bem tratado. 
Ao contrário deste exemplar, novo.

10€

Neves Águas — Bibliografia de Jaime Cortesão

Bibliografia de Jaime Cortesão (Edição comemorativa do Primeiro Centenário do Nascimento de Jaime Cortesão)

Biblioteca Nacional / Lisboa, 1985. In-4º de 221, [5] págs. Br.

Importante trabalho de referência, destes que em Portugal infelizmente pouco se fazem, da mão de um amigo e admirador dilecto, principal conhecedor da opera de Jaime Cortesão – bastante exaustivo, embora como de costume não completamente (logo em 1987 o sempre competente Daniel Pires acrescentaria mais algumas dezenas de entradas na Revista da Biblioteca Nacional).
Capa ilustrada, assim todas nesta série, por um retrato de Cortesão desenhado por Tagarro.

15€

Óscar Lopes — Jaime Cortesão (coordenação de...)

Editora Arcádia / a Obra e o Homem. [S/d]. In-8º peq. de 339, [3] págs. Br.

Foi bastante extenso este nono título da colecção, não tanto pela prosa de Óscar Lopes mas sobretudo pela abundância de elementos que recolhe, podendo destacar-se a amplitude de «Depoimentos Biográficos» pedidos a gente como Álvaro Pinto («A Renascença Portuguesa e o movimentos das Universidades Populares»), Augusto Casimiro, Carolina Michaelis, Carlos Malheiro Dias, Sarmento Pimentel, Henrique de Barros, Urbano Tavares Rodrigues, etc.; e «Apreciações e Homenagens» de toda a nossa fina flor coeva (Gomes Leal, Pascoaes, Pessoa, Ferreira de Castro, Aquilino, Torga, Nemésio, por aí fora), além dos brasileiros Murilo Mendes, Manuel Bandeira e João Neves Fontoura. Do próprio Cortesão se apresentam textos, alguns inéditos, como um que reporta a experiência na guerra civil espanhola – além da habitual antologia própria da série. Igualmente habitual a documentação iconográfica, apresentando por exemplo o louvor redigido pelo comandante do batalhão, André Brun, na Flandres.

Exemplar muito valorizado pela dedicatória de oferta manuscrita pelo autor ao também biógrafo de Cortesão, e principal estudioso da sua obra: “A Neves Águas, mais competente do que eu nesta matéria, pelo menos, agradece o Óscar Lopes” (uma fotografia de Cortesão com Neves Águas faz aliás parte das ilustrações do livro).
 
20€  

Jacinto Baptista — Jaime Cortesão, Raul Proença: Idealistas no mundo real

Biblioteca Nacional / Lisboa, 1990. In-8º gr. de 125, [3] págs. Br.

“Reúnem-se dois textos neste opúsculo [sic; é um livro, propriamente]: intervenção na sessão de homenagem a Jaime Cortesão por ocasião do centenário do seu nascimento promovida pela Associação Portuguesa de Escritores e pela Biblioteca Nacional (24 de Janeiro de 1985), trabalho posteriormente distinguido com o Prémio Jaime Cortesão da APE (...); e conferência integrada no ciclo coincidente com a Exposição Comemorativa do Primeiro Centenário de Jaime Cortesão e Raul Proença”. Respectivamente: «O «sócio número um»: Jaime Cortesão, herói cívico» e o que deu título ao volume. Segue-se um longo apêndice documental que dele ocupa quase metade, incluindo textos de ambos e cartas variadas.

Exemplar novo, mas com ligeiras marcas na capa por deficiência de armazenamento.

8€  

Jaime Cortesão ― A Colonização do Brasil

Portugália Editora |  Lisboa. (1969). In-8º de 367, [7] págs. Br.

Edição em volume único de quatro estudos primitivamente publicados pelo autor na História de Portugal da Portucalense e na História da Expansão Portuguesa no Mundo da Ática: «Colonização do Brasil», «Colonização dos Portugueses no Brasil», «Relações entre a Geografia e a História do Brasil» e «Expansão Territorial e Povoamento do Brasil». Com a habitual finura e erudição deste republicano decerto insuspeito de nacionalismo e colonialismo luso-tropical, muito se recomenda a leitura àquele pós-colonialismo bem menos fino e erudito – é um eufemismo – que desconhece até o bê-a-bá da História do Brasil e voltou agora à carga, a 8 mãos, nas páginas do Público, vituperando a estátua do Padre António Vieira em Lisboa não como padrão da evangelização mas enquanto, repare-se, “símbolo do colonialismo”. Sorte deles que os disparates, tal como os colonos, pouco ou nenhum imposto pagam.
Ilustrações variadas em folhas à parte.
 
12€

Jaime Cortesão — A Sinfonia da Tarde

Porto, Renascença Portuguesa. 1912. In-8º de 13, [3] págs. Br.

Primeira e elegante edição de uma das primeiras – salvo erro, a terceira – publicações do autor, com dedicatória impressa a Raul Proença (que o viria a acompanhar, alguns anos depois, na direcção da Biblioteca Nacional). Integrada na série «Biblioteca de A Renascença Portuguesa».

Exemplar valorizado pela assinatura manuscrita de Cortesão; em bom estado, salvo leve desgaste da capa.
 
22€

Jaime Cortesão — A Carta de Pêro Vaz de Caminha

Portugália Editora |  Lisboa. (1967). In-8º de 377, [7] págs. Br.

Já póstuma, esta segunda edição (mas primeira portuguesa) reproduz basicamente a original, com o estudo preliminar de Cortesão e a reprodução em fac-simile da carta.

Exemplar por estrear, conservando as folhas por abrir.
 
14€

Ricardo Saraiva — Jaime Cortesão (subsídios para a sua biografia)

Lisboa, Seara Nova. 1953. In-8º de 69, [3] págs. Br.

Primeira edição em volume do estudo de Ricardo Saraiva, publicado originalmente nas páginas da «Seara Nova» em 1952; impressa em bom papel couché e ilustrada por vários retratos do historiador, só ou acompanhado de Régio, Câmara Reis, Ferreira de Castro, etc. O texto, uma despretensiosa mas interessante mini-biografia de Cortesão até à data, importa sobretudo pelos (muitos) episódios curiosos que narra, com particular detalhe os do combate à investida monárquica de 1919 – culminando na escalada de Monsanto – e os da actividade política da Seara nos seus primeiros anos, até 1926, em que ambos, biógrafo e biografado, coincidiram.

Exemplar praticamente impecável, sem qualquer defeito de realce (apenas muito reduzidas e pontuais marcas de acidez).
 
12€

Jaime Cortesão — Memórias da Grande Guerra

Portugália Editora | Lisboa. (1969). In-8º de 267, [7] págs. Br.

“Direi apenas o que vi e ouvi. Sofri demais para poder mentir. O sentido da verdade e a coragem de a dizer são as maiores conquistas que esta guerra deu aos que nela mergulharam a fundo. Por isso me rio tristemente tanto dos que, sem terem posto o pé numa trincheira, querem contar a guerra, como daqueles que tendo lá estado venham para público, penteados e lustrosos, na sua fatiota de heróis, poisar para a galeria. / O que todos, todos puderam sentir nesta guerra foi a sua infinita capacidade de misérias”

Segunda edição, publicada nas «obras completas».

12€

Jaime Cortesão - História dos Descobrimentos Portugueses

Círculo de Leitores (1978). 3 vols. in-8º gr. de 394, [2]; 317, [3]; e 302, [6] págs. Enc.
 
Dizia Cortesão no seu prefácio a este trabalho, que andará perto de ser, nas várias versões quase «in progress», o mais importante em toda a longa bibliografia ao tema dedicada, pretender, como sempre, idealista, dar uma ideia da “grande revolução geográfica e humana que os descobrimentos portugueses vão desencadear”, propiciando “um novo humanismo, penetrado do sentido do relativo, de compreensão e tolerância e dos novos e mais amplos deveres do homem para com o homem”. O primeiro volume conta as secções de capítulos «As Causas da Expansão da Cristandade e o Problema dum Método Específico Aplicado à História dos Descobrimentos», «As Navegações Pré-Henriquinas» e «Período Henriquino»; o segundo, «D. João II e o Descobrimento do Caminho Marítimo para a Índia» e «O Tratado de Tordesilhas e o Descobrimento do Brasil»; e o terceiro «Descobrimentos e Império no Índico e no Pacífico», a que se segue um amplo (duas centenas de páginas) e bastante ilustrado apêndice final, também dividido por vários capítulos, «Influência dos Descobrimentos Portugueses na História da Humanidade». A mais das ilustrações no texto, são ainda apresentadas outras em extra-texto sobre folhas destacadas de papel couché. 
 
Boas encadernações do editor em tecido sintéctico imitando pele, gravado a ouro e a seco nas lombadas; com sobrecapa (alguns pequenos rasgões, sobretudo a do primeiro volume) ilustrada. 
 
40€