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Shakespeare no Cinema

Shakespeare no Cinema (em colaboração com o Teatro Nacional D. Maria II / com o apoio do British Council e de Filmes Lusomundo / por Ocasião da vinda a Portugal da Renaissance Theatre Company de Kenneth Branagh). 

Cinemateca Portuguesa, Sala Dr. Félix Ribeiro / Abril de 1990. 18 ff. em policópia, agrafadas.  

De tiragem plausivelmente não muito ampla, dada a opção por impressão policópia, com o conjunto de folhas A4 agrafado manualmente a uma capa em cartolina, a publicação teve uma «Nota de Abertura» do director, Bénard da Costa, intitulada «Um Programa Shakespeare»; e depois o texto principal («Shakespeare e o Cinema») de Frederico Lourenço, que para quem não saiba foi fugaz crítico de cinema antes de se lançar na literatura e na linguística; terminando por uma bastante exaustiva «Filmografia» preparada por Manuel Cintra Ferreira.

15€

The Complete Works of William Shakespeare, edited by Thomas Keightley

The Complete Works of William Shakespeare, edited by Thomas Keightley / with a preface by J. H. Lobban, M. A. "Editor of The Granta Shakespeare", Lecturer in English Literature, Birbeck College (University of London) / with 32 illustrations in colour after famous artists (...)

Virtue & Co., ltd. / Selfridge & Co. Ltd. (Printed in Great Britain at The Mayflower Press, Plymouth). In-4º de xiv, [ii], 209, [i]; [ii], 237, [i]; [ii], 198; e [ii], 299, [i] págs. Enc.

A nota preliminar, mais extensa do que o prefácio aludido, argumentava que a divisão tripartida tradicional das peças - a do «First Folio» - era incongruente e insatisfatória, defendendo a que aqui se adopta (quadripartida - quatro partições aliás numeradas de forma autónoma) com a ideia de que "The critical rearrangement of the plays, the nineteenth century's greatest contribution to our literary history, was the result of a vast amount of detailed and highly specialised international research, textual, bibliographical, prosodic".
Edição esmerada, com cerca de um milhar de páginas (em tamanho de letra pequeno) impressas sobre papel fino tendo o corte dourado por todo e encadernadas em pele maleável também gravada a ouro. As boas ilustrações foram impressas em folhas à parte de papel couché, reproduzindo trabalhos de uma dúzia de artistas entre os quais os nomes cá mais conhecidos serão hoje os de Millais, Collier e Holman Hunt.

Dois ligeiros rasgões em cada uma das extemidades da lombada; de resto, sem defeitos significativos a destacar.  

40€

Shakespeare — Obras Completas

Obras Completas / estudio preliminar, traduccion y notas por Luis Astrana Marin / primera version integra del ingles / unica edicion completa en lengua castellana / (octava edicion)

M. Aguilar, editor / Madrid, 1947. In-8º de 1877, [III] págs. Enc.

Recolha no figurino e formato habituais da Aguilar, com o volume encadernado em pele maleável gravada a ouro e a seco - e, neste caso, tendo o corte das folhas tintado com motivos ornamentais que parecem decalque de antigos padrões saxónicos. Os textos dramáticos ocupam naturalmente quase toda a extensão do livro, cabendo pouco mais de uma centena de páginas finais à produção lírica, mormente os sonetos – que aqui foram traduzidos de forma um tanto preguiçosa, em prosa, e não «à Graça Moura».
A ilustrar as guardas está um quadro do grande astro literário do período isabelino declamando em face precisamente da sua rainha Elizabeth.

40€

Shakespeare — O Rei Lear

O Rei Lear (Tradução e notas de Álvaro Cunhal / Introdução de Luís de Sousa Rebelo)

caminho (Impressão e acabamento: Tipografia Peres / Data de impressão: Setembro de 2002). In-8º gr. de 269, [I] págs. Enc.

“A versão d’O Rei Lear, que agora se publica, apareceu inicialmente nas Obras de Shakespeare, editadas em fascículos pela Tipografia Scarpa em Lisboa, que, para o efeito, se assumiu como editora do projecto. (...) O problema da produção da capa para o último volume, devido à falência da casa fornecedora, deixou o conjunto da obra materialmente deficiente, impedindo a sua posterior circulação no mercado. Estas circunstâncias fazem da edição (...) uma raridade bibliográfica”, assim começava Rebelo o seu prefácio, passando depois a explicar as circunstâncias e o anonimato da tradução – de um Cunhal que, como Lear..., se encontrava então preso pelo regime.
Falando nisso, vêm bem a propósito estas palavras da fala do Duque da Cornualha, a págs. 77, que imediatamente nos fazem pensar no principal saudoso do dito regime nestes nossos parvos tempos, mais e menos parvos do que ele: “Isto é um homem que, louvado pela sua sem-cerimónia, afecta uma insolente grosseria e afasta a fala do seu uso natural: ele não sabe adular, ele! Sendo honesto e franco, tem de dizer a verdade; se é bem recebida, tanto melhor; se não o é, fica a franqueza. Conheço bem esta espécie de mariolas que, sob tal franqueza, escondem mais manhas e más intenções que vinte cortesãos insignificantes e mesureiros, que entretanto cumprem com o máximo escrúpulo os seus deveres”.

Encadernação em tela fina gravada a dourado, com sobrecapa ilustrada de papel.

17€    

Shakespeare — Medida por Medida

Medida por Medida (Introdução, tradução e notas por M. Gomes da Torre)

Campo das Letras (Novembro de 2001). In-8º de 152, [I], [iii] págs. Enc. 

“O enredo de Medida por Medida foi algumas vezes usado por outros dramaturgos como base para adaptações expurgadas das partes mais escabrosas em situações e linguagem, assim se adaptando à mentalidade dominante dos períodos em que tais adaptações foram feitas. Em face de tudo isto, pode ser um tanto ou quanto surpreendente que no último meio século (...) tenha figurado entre as peças de Shakespeare mais frequentemente representadas” 

Volume publicado na colecção «Shakespeare para o século XX», com capa cartonada gravada a dourado. 

Exemplar novo.

12€

Shakespeare — Muito Barulho por Nada

Muito Barulho por Nada (Introdução, tradução e notas por Maria João Pires)

Campo das Letras (Novembro de 2001). In-8º de 151, [v], [II] págs. Enc.

No texto introdutório, a tradutora dizia esta a terceira edição da comédia publicada em Portugal, tendo-a precedido uma de Sophia (que traduziu o Hamlet, recorde-se) uma década antes e a de Henrique Braga e João Grave na década de 1920, para a Lello, na colecção shakesperiana que começou nessa altura – embora Maria João Pires, por lapso, referisse noutro passo que datou da segunda metade do século. “Nada nesta peça se afigura previsível: a vivavidade e a espontaneidade, com as quais os brilhantes jogos de palavras e de wit se revelam, mantêm sempre presente o compromisso entre a liberdade, a criatividade e o carácter formal das personagens e suas atitudes.  

Outro que tal (ver acima).

12€

Shakespeare — Como Queiram

Como Queiram (tradução e prefácio: Daniel Jonas)

húmus (Impressão: Papelmunde / Maio de 2014). In-8º de 121, [vi], [I] págs. Br.

"A tradução aqui publicada foi realizada para a criação apresentada no Teatro Carlos Alberto (Porto), entre 14 e 23 de Fevereiro de 2014", com encenação de Beatriz Batarda e interpretações de, entre outros, Bruno Nogueira, Leonor Salgueiro, Marco Martins, Nuno Lopes, Rui Mendes e Sara Carinhas.

12º título da «Colecção Teatro Nacional São João», no habitual figurino gráfico da série.  

8€

«Traduttore, traditore»: os reis também podem trair.

Supondo que Deus não seja estrangeiro, a Bíblia não conta, mas um dos candidatos a livro da literatura estrangeira mais variadamente traduzido por cá talvez seja o «Hamlet»: assim de memória, foram tradutores o rei Dom Luís, Santos Quintela, Domingos Ramos, Sofia de Melo Breiner e António Feijó, por exemplo.
Para quem não saiba, o nosso  monarca foi um dos mais denodados tradutores de Shakespeare, e um dos primeiros - ou mesmo o primeiro - a traduzi-lo sistematicamente a partir do original. Camilo, no afã de dar graxa para obter o tão solicitado título de Visconde, chegou mesmo a publicar um opúsculo a que chamou "esboço de crítica" acerca da tradução do «Othello». E Junqueiro diria que mais valia ter ensinado o filho a escrever antes de se preocupar com traduções. Quase todas em exposição na Biblioteca Nacional.
   

Charles & Mary Lamb ― Contos de Shakespeare

Contos de Shakespeare (traduzidos do inglês por Januário Leite)

Portugália Editora, Lisboa. (1946). 2 vols. in-8º de 221, [3] e 241, [7] págs. Br.

Edição portuguesa da versão adaptada, vulgata,  dos irmãos Lamb, originalmente publicada em Inglaterra no início de XIX. O primeiro volume recolhe, após o prefácio do tradutor, «A tempestade», «Sonho duma noite de S. João», «Conto de inverno», «Muito barulho para nada», «Como lhes aprouver», «Os dois veroneses», «O mercador de Veneza», «Cimbeline», «O rei Lear» e «Macbeth»; e o segundo, «Bem está o que bem acaba», «A megera domesticada», «A comédia dos erros», «Pena de Talião», «Noite de Reis ou o que quiserem», «Tímon de Atenas», «Romeu e Julieta», «Hamlet, príncipe da Dinamarca», «Otelo» e «Péricles, príncipe de Tyro». Não estando indicada, a ilustração da capa parece de Ribeiro de Pavia.
 
10€

Shakespeare ― Júlio César

A Tragédia de Júlio César (traduzida em verso e prosa, conforme o original, e anotada por Luis Cardim, professor da Faculdade de Letras da Universidade do Porto)

Edição de A «Renascença Portuguesa» / Porto – 1925. In-8º de 283, [5] págs. Enc.

Dedicando-a a Ginestal Machado, dizia Cardim desta sua versão procurar “satisfazer, pelo seu texto e pelas suas notas, as duas maneiras de lèr Shakespeare: como diletante e como estudioso”; enquanto louvava no trabalho do escritor preferido “o maravilhoso verso sôlto, dádiva adaptada da antiguidade, as citações clássicas, certos elementos de Séneca, o estudo dos caracteres, as sublimidades do pensamento e, acima de tudo, o derramar de beleza, em profusão”. O prefácio termina lamentando, estranhamente, uma suposta falta contemporânea de traduções competentes do inglês – não sendo plausível que desconhecesse as que Domingos Ramos andava a publicar na Lello, é porque não gostaria muito delas, ou dele...

Exemplar revestido de boa encadernação em material sintético com dourados na lombada; preserva por inteiro a capa de brochura, mas aparada, como o foram todas as margens do papel.

15€

Shakespeare ― Hamlet

Hamlet (Tragedia em 5 Actos / Versão de F. dos Santos Quintella)

Escriptorio de Publicações (Rua de Santa Catarina, 231), Porto. [S/d]. In-8º de 223, [1] págs. Enc.

Edição popular, hoje porém já de esporádico aparecimento, publicada no início do século passado.

Exemplar revestido de sóbria encadernação em material sintético; conservando por todo a capa primitiva.
 
10€

Shakespeare ― Hamlet

Hamlet (Tragedia em 5 Actos / Versão de Santos Quintella // 2.ª Edição)

1913 – Escriptorio de Publicações de J. Ferreira dos Santos (Rua Formosa, 384 – ) Porto – (Portugal). In-8º de 223, [1] págs. Enc.

Esta segunda tiragem, sim, aparece com mais frequência; distinguindo-se pelo diverso retrato de Shakespeare gravado em folha destacada couché de anteportada, por uma outra folha couché preliminar com algumas vinhetas provavelmente copiada de alguma edição inglesa (não é indicada a proveniência) e por uma nova capa, ilustrada – que a encadernação editorial (percalina gravada a ouro), a cuja série este exemplar pertence, manteve na íntegra.

10€

Shakespeare ― Hamlet

Hamlet (Publicado pela primeira vez em 1603 e definitivamente em 1604 / A data da representação é incerta) // Tradução do Dr. Domingos Ramos

Porto: Livraria Chardron, de Lélo & Irmão, L.da, editores – Rua das Carmelitas, 144 – 1928. In-8º de XXXIII, [I], 306 págs. Enc.

“Debaixo de todos os pontos de vista, o Hamlet é o drama mais extraordinário e o mais excêntrico que tôda a arte dramática tem dado à luz. (...) Não poderia haver, como efectivamente não há, nada de maior no mundo. OEdipo rei e Hamlet são os dramas que não sofrem comparação com outros dramas”.

Exemplar da típica série encadernada pelo editor em percalina com dourados e a efígie do autor na pasta frontal. Assinatura de propriedade no rosto e dedicatória (posto que curiosa) de oferta na primeira página preliminar. 
 
10€ 

Shakespeare ― Hamlet

Hamlet (Publicado pela primeira vez em 1603 e definitivamente em 1604 / A data da representação é incerta) // Tradução do Dr. Domingos Ramos

1945 / Livraria Lello & Irmão, Editores (144, Rua das Carmelitas) – Pôrto / Aillaud e Lellos, Limitada (76, Rua do Carmo, 80 a 84) – Lisbôa. In-8º de XXXIII, [I], 306 págs. Br.

A mesma edição, reimpressa.

Exemplar maioritariamente por estrear, ainda com os cadernos por abrir em três quartos do volume.
 
5€