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Cruz Malpique — História de um Elegante do Romantismo

História de Um Elegante do Romantismo (uma biografia de Garrett)/1799-1854

Editora: Livraria Progredior. Porto – 1954. In-4º de 264, [2] págs. Br.

Primeira edição, publicada na série «Historia Una, Species Mille»; em grande formato, e ilustrada sobre folhas destacadas de papel couché (por retratos de Garrett, documentos vários, objectos pessoais, casas onde nasceu e morreu no Porto e em Lisboa, etc.). Esta biografia de Malpique é ainda hoje das mais consideradas – com as Memorias Biographicas de Gomes de Amorim, a quem de resto foi, a par de Costa Pinto, dedicada – de todas as votadas ao escritor
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25€

Artur Magalhães Basto ― Fernão Lopes

Fernão Lopes (suas «Crónicas Perdidas» e a Crónica Geral do Reino – a propósito duma Crónica Quatrocentista Inédita dos Cinco Primeiros Reis de Portugal // em apêndice, largos trechos da crónica inédita em confronto com os trechos correspondentes de Galvão, Pina, Acenheiro :: e Crónica da Conquista do Algarve)

Editora – Livraria Progredior – Pôrto, 1943. In-4º de VIII, 131, [1] págs. Br.

“Verifiquei recentemente que um dos Códices da riquíssima colecção de manuscritos da Biblioteca Pública Municipal do Porto contém, além de outras peças de grande interesse histórico-literário, uma crónica dos cinco primeiros reis de Portugal, a qual, embora mui parecida com as crónicas afonsinas de Duarte Galvão e Rui de Pina, considero anterior às dêstes autores. (...) Se se provar que a Crónica do Códice a que me referi é, efectivamente, anterior e serviu de base às correspondentes daqueles autores, ocorre naturalmente a pregunta: será essa Crónica dos Cinco Reis uma parte da obra histórica «perdida» de Fernão Lopes?

Edição graficamente cuidada, ornada por capitulares e outros elementos decorativos e impressa a duas cores na capa, na folha de rosto e no frontão de abertura.

20€

Magalhães Basto ― Um Episódio na Praça da Liberdade às 4 Horas da Manhã

Um Episódio na Praça da Liberdade às 4 Horas da Manhã (Palestra radiofónica pronunciada em 1939 pelo A. (Pôsto da Invicta Rádio) e promovida pela Comissão Organizadora da Feira do Livro

Editora – Livraria Progredior / Pôrto – 1943. In-12º de 21, [3] págs. Br.

Livrinho composto pelo autor num seu certo registo típico, descaradamente fantasioso e bem-humorado, inventando uma conversa imaginária de madrugada “Para os que me não conhecem, devo advertir que não é meu hábito passear na Praça Nova às 4 da manhã. Fi-lo (ou se preferem físe-o) uma noite destas, porque não podia dormir de preocupado que andava com o que havia de dizer hoje aqui” com os fantasmas dos escritores portugueses arrumados nas prateleiras das estantes dos pavilhões da Feira do Livro, alinhavados em torno da estátua de D. Pedro (há desse tempo uma ou outra deliciosa fotografia do pavilhão da alfarrabista portuense Moreira da Costa, ainda hoje com actividade aberta ali bem perto, na Rua de Avis, de onde um hoteleiro recém-arrivista não a conseguiu tirar – coisa talvez tão rara nos tempos que correm como os exemplares que vão aparecendo deste pequeno opúsculo.) Para quem não saiba – e parece haver ainda muita gente... – a Feira do Livro tem ultimamente decorrido nos jardins encantados do Palácio de Cristal, onde marcamos presença ano após ano, saindo de lá por vezes quase às 4 da manhã.
 
10€

L. Frank Baum — O Feiticeiro de Oz

O Feiticeiro de Oz (Desenhos de Hugo Manuel segundo o filme da M-G-M – Tradução de Maria Lamas)

Editorial Progresso, L.da (165-A, Rua da Palma, 165-B) – Lisboa. (1940). In-4º de 159, [5] págs. Cart.

“O Feiticeiro de Oz foi escrito para agradar à criança de hoje. Pretende ser uma história moderna de fadas, na qual o encanto, a alegria e o imprevisto substituem os pesadelos e sustos de outras histórias maravilhosas”, assim terminava o autor a sua breve introdução.
Esta primeira edição portuguesa (devida à Senhora que traduziu) teve tiragem de 3100 exemplares compostos na Lith. de Portugal, de acordo com a nota inserta na capa; mas as estampas litográficas a cores impressas sobre folhas destacadas indicam execução da também lisboeta Litografia Amorim, supondo que sejam diferentes.

O exemplar em causa apresenta significativo desgaste exterior, e mesmo no miolo não foi muito bem cuidado pela anterior proprietária.

23€

Magalhães Basto ― Homens e Casos duma Geração notável

Homens e Casos duma Geração notável (D. António Alves Martins, Augusto Soromenho, Antero do Quental, Ramalho Ortigão, Eça de Queiroz, Vieira de Castro, Alexandre da Conceição, Júlio Denis, Teófilo Braga, Germano Vieira de Meireles, Jaime Batalha Reis, Oliveira Martins, Guerra Junqueiro, Alexandre Herculano, Camilo Castelo Branco, D. Pedro V, etc.)

Livraria Progredior – Editora (Pôrto – 158, Rua de Passos Manuel, 162). In-8º de 238, [6] págs. Br.

Um dos mais interessantes (e menos conhecidos) livros da bibliografia passiva camiliana, tendo em conta que a grande parte do volume recolhe capítulos acerca do novelista, figura maior que perpassa pelo Porto de oitocentos. Esses como os outros capítulos recolheu-os o autor da secção «Falam velhos manuscritos» em que publicava n’O Primeiro de Janeiro.
Primeira edição, pouco frequente. 

Exemplar em condição muito aceitável, mas prejudicado por alguma folga da frente da capa e do encaixe em relação ao volume; mais tarde ou mais cedo, devendo precisar de reforço.  
 
20€

Artur de Magalhães Basto — Silva de Historia e Arte (Notícias Portucalenses)

Silva de Historia e Arte (Notícias Portucalenses) / Mestres de pedraria, carpintaria, escultura e ensamblagem. Pintores. A Sé do Pôrto e seus anexos. Mosteiros. Igrejas e Capelas. A Tôrre de Pero Sem. Calmels e o monumento a D. Pedro IV. O Pôrto como meio musical.

Editora – Livraria Progredior de Manuel Pereira & C.ª. Pôrto. In-8º gr. de VI, [II], 359, [1] págs. Br.

Primeira edição, já consideravelmente invulgar, de um livro fundamental para a bibliografia do Porto. Além de todos os muitos capítulos incluídos nas secções indicadas no complemento de título, apresenta ainda mais três num apêndice final: I – Documentos quatrocentistas a respeito da Capela de João Gordo; II – A Foz do Douro, couto do Mosteiro de Santo Tirso; III – A «Tôrre de Pero Sem». Numerosas estampas alusivas foram gravadas em folhas destacadas de papel couché.
 
Bom exemplar, sem defeitos dignos de realce.
 
30€

Afonso Ribeiro ― Plano Inclinado (romance)

Depositária: Livraria Progredior (158, Rua de Passos Manuel, 162) - Pôrto. (1941). In-8º de 235, [1] págs. Br.

Foi o romance de estreia de Afonso Ribeiro, por ele publicado ainda em restrita edição de autor; até então, apenas dera a lume o livro de pequenas novelas e contos Ilusão na Morte, que será hoje o mais raro de toda a sua bibliografia (pelo menos, a saída cá).  

Exemplar em muito bom estado, sem qualquer falha a salientar, tendo só leve desgaste da capa.
 
20€