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Júlio Denis (Homenagem da Faculdade de Medicina do Pôrto)

Júlio Denis (Homenagem da Faculdade de Medicina do Pôrto / 1 de Dezembro de 1926)

Pôrto – 1927 == Araujo & Sobrinho, Suc.res. In-8º gr. de 115, [1] págs. Br.

O prefácio (assinado H. M. – Henrique Marques?) elenca em breves pinceladas a preparação da homenagem e simultaneamente da fundação da maternidade que ao escritor portuense tomaria o nome; por iniciativa de Alfredo de Magalhães, então director da Faculdade de Medicina do Porto. Segue-se uma breve bibliografia e depois a transcrição dos discursos proferidos na sessão, à qual acorreu gente como Bento Carqueja, Branca de Gonta Colaço, Campos Monteiro, Eugénio de Castro (sobre o Júlio Dinis versejador, que menoriza: “Pela fatalidade do tempo, o poeta Julio Denis, amigo e discipulo do autor do Noivado do Sepulcro, teve a infelicidade de pertencer á legião dos ultra-romanticos, que metamorfosearam os loureiros, cheios de cotovias, em ciprestes cheios de corujas, as Graças em carpideiras, o Parnaso num cemiterio, e o Templo das Musas numa agencia funeraria”) e Fidelino de Figueiredo. Em boas folhas hors-texte estão fotogravuras do conhecido monumento ao homenageado e alguns aspectos da homenagem. Uma hoje curiosa nota final refere que “foi mantida a ortografia dos autores que nele colaboraram” (cheia de ph’s, e y’s, e por aí fora), como também agora estamos habituados a ler.

23€ 

João Gaspar Simões — Interpretações Literárias

Lisboa, Editora Arcádia. 1961. In-8º de 204, [8] págs. Br.
 
Primeira edição de um conjunto de longos ensaios, em parte inéditos, sobre Balzac, Tolstoi, o brasileiro Jorge de Lima, Júlio Dinis, Afonso Duarte e James Joyce. Inclui um prefácio do autor, em que se lê ter-se ele empenhado “em obter a chave que abre a porta dos romances de Balzac, de Tolstoi ou de Júlio Dinis, associando à interpretação destes as circunstâncias psicológicas ou os traços de carácter dos romancistas que se lhe afiguram conexos nessa elaboração”. Tem ainda, no final, um índice de todos os (muitos) escritores citados ao longo do volume.
 
10€

Júlio Dinis ― Obras

Lisboa. (Composição e impressão na Typographia «A Editora».) [S/d]. 9 vols. em 7 tomos in-8º. Enc.
 
Colecção publicada por inícios do século passado, aqui na série encadernada em pele maleável com gravações a ouro sobre pasta superior e lombada de cada um dos tomos, todos também dourados à cabeça das folhas. Recolhe «As Pupillas do Senhor Reitor», «Uma Familia Ingleza», «Os Fidalgos da Casa Mourisca», «A Morgadinha dos Cannaviaes», «Serões da Provincia», «Ineditos» e «Poesias».
 
Boa condição geral.
 
75€

Júlio Dinis ― Obras

Porto, Lello & Irmão – Editores. [S/d]. 2 vols. In-8º de XXVII-1232 e 1388 págs. Enc.

Edição monumental da «opera omnia» de Júlio Dinis, em papel da índia e com finas ilustrações a cores em folhas destacadas. Reproduz, também hors-texte em papel mais encorpado e a abrir o primeiro volume, um conhecido retrato do escritor.
Encadernação dos editores inteira em pele, azul, com gravações a ouro.

Vol.1
- As Pupilas do Senhor Reitor ; - A Morgadinha dos Canaviais; - Uma Família Inglesa; - Os Fidalgos da Casa Mourisca

Vol.2
- Serões da Província; - Poesias; - Inéditos e Esparsos; - Teatro.

Ambos os volumes em bom estado, praticamente sem defeitos.
 
50€

Júlio Dinis ― Uma Família Inglesa

Uma Família Inglesa: Cenas da Vida do Porto, por Júlio Dinis / nova edição conforme a segunda, revista pelo autor, e actualizada na grafia, precedida de breves palavras de Fernando de Castro Pires de Lima (da Academia das Ciências de Lisboa), com desenhos de Gouvêa Portuense

Lello & Irmão - Editores - Porto. 1972. In-4º gr. de XII, 468 págs. Enc.

Foi talvez a edição de maior esmero daquele que Pires de Lima, no prefácio que a introduz, entendia o romance “mais representativo dos do introdutor do Naturalismo em Portugal” (a segunda asserção, sobretudo, é discutível), impressa em grande formato sobre bom papel e enriquecida pelas ilustrações em folhas extra-texto com reproduções das aguarelas do pintor portuense e de gravuras e desenhos da época; bem encadernada pelo editor em tela de linho, espessa, tendo um estojo de resguardo, que o exemplar conserva.
 
50€