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Joaquim Leitão — Os Deuses Voltaram
Arte de Ontem e de Hoje
“Esta obra foi organizada e dirigida por Ricardo R. de Espírito Santo Silva e pelo pintor Eduardo Malta. As gravuras, composição e impressão são das Oficinas de Bertrand Irmãos Limitada, sob a direcção de Vicente Bertrand e António Marques. As fotografias são de Domingos Bertrand, Mário Novais, Coutinho, Bobone, Correia, Alvão, Biel, Braun, (Paris) Alinari, (Roma) e dos fotógrafos privativos de alguns museus estrangeiros. A edição é numerada e rubricada” por Ricardo Espírito Santo e Eduardo Malta, que a este exemplar atribuíram o n.º 428.
Edição graficamente esmerada, impressa a duas cores sobre bom papel couché e copiosamente ilustrada a p/b e a cores no texto e em belíssimas estampas tipo cliché sobre folhas destacadas – que no exemplar se conservam por inteiro.
Alguns dos textos: "A estatuária das monjas de Arouca" (Reinaldo dos Santos); "Os retratos da sala dos Tudescos (Vila Viçosa)" (Júlio Dantas); "A lição de Columbano" (Varela Aldemira); "Em redor de Soares dos Reis" (Diogo de Macedo); "8 artistas portugueses contemporâneos" - Francisco Franco, Eduardo Malta, Diogo de Macedo, Jorge Barradas, Leopoldo de Almeida, Portela Júnior, Álvaro de Brée, Machado da Luz - e "Como descobri a mãe de Lupi" (Fernando de Pamplona); "4 cartas do Visconde de Menezes" (Guilherme Possollo); "Missão estética" (Raul Lino); "Antecedentes do Bailado Moderno" (Margarida de Abreu).
Júlio Dantas — Pátria Portuguesa
1916 – Parceria António Maria Pereira, Livraria Editora, Lisboa. In-4º de 312, [4] págs. Enc.
Alguns dos capítulos: «Rei-Saudade», «O Prior do Hospital», «Frei António das Chagas», «Mousinho», «Santa Isabel», «As violas de Alcácer-Kibir».
30€
Júlio Dantas — Pátria Portuguesa
Júlio Dantas — Cartas de Londres
Primeira edição deste caderno de viagem escrito durante uma missão diplomática a terras de Sua Majestade. Na esteira dos de Garrett, Oliveira Martins e Eça de Queirós, que várias vezes cita, mas mais diversificado nos temas, o livro é um curioso mosaico – ainda que assumidamente ligeiro – da sociedade inglesa da época, cujos tipos, hábitos e feitios compara a todo o tempo com os da portuguesa. Com respeito a Portugal, aliás, é de destacar o capítulo «Seis poetas tísicos e uma inglesa loura» que supunha morrerem tuberculosos todos os poetas portugueses (notas sobre Soares de Passos, Nobre, Cesário, José Duro, etc.).
Exemplar em muito bom estado, com as folhas perfeitamente limpas e acusando apenas um ligeiríssimo desgaste na capa (pequenos rasgões e falhas de papel).
Júlio Dantas — Cartas de Londres (2.ª edição / 2.º milhar)
Este segundo milhar é no fundo uma reimpressão da edição original, a que só a capa foi alterada – agora em nome da Bertrand, que nem o frontispício lhe mudou.
Júlio Dantas — Espadas e Rosas (segunda edição, ampliada)
15€
Júlio Dantas — Ao ouvido de M.me X.
22€
Júlio Dantas — Marcha Triunfal
1954 / Lello & Irmão – Editores, Porto. In-8º de 307, [5] págs. Br.
Um dos últimos livros publicados pelo autor, narrativa de inspiração histórica muito ao jeito de Lopes de Mendonça.
Exemplar com pequena falha de papel no topo do encaixe; pertenceu a Neves Águas, de quem tem o egípcio ex-libris.
Júlio Dantas — Revoada de Musas (As mulheres na vida dos homens célebres)
Primeira edição do livro, e primeira das várias publicadas póstumas dos textos que o autor deixou - no prefácio, defendiam-nas os editores enquanto "criações inteiramente acabadas", esta em particular incluindo "alguns dos mais belos retratos traçados" pela sua pena. Contam-se, entre os muitos capítulos, «As musas de Garrett», «As «diabólicas» de Rodin», «Goethe e as mulheres», «A mãe de D. Sebastião», «A infanta D. Maria», «Leonor de Áustria», George Sand», «As mulheres vistas por Erasmo», «A vida amorosa do Prior do Crato», «Luísa Todi», «As espanholas de Musset» e «As musas de João de Deus».
15€
Júlio Dantas — Lisboa dos Nossos Avós
Dada a lume na série «Publicações Culturais da Câmara Municipal de Lisboa», a edição inclui, de início, um retrato do autor (por Eloi) e a sua bibliografia. Alguns dos capítulos: «Tipos das ruas de Lisboa», «As velhas procissões», «Os cafés lisboetas», «As feiras», «Figuras pombalinas», A vida lisboeta no segundo quartel do século XIX», «Escândalos de bastidores do século XVIII», «Modas», «As meninas».
Júlio Dantas ― O amor em Portugal no século XVIII
Porto: Livraria Chardron, de Lélo & Irmão, editores (Rua das Carmelitas, 144) – 1916. In-4º de 364 págs. Enc.
Primeira edição em volume, graficamente apurada e por isso bastante apreciada, de um livro antes publicado em folhetins no vespertino lisboeta A Capital; com composição nas «Officinas do “Commercio do Porto”» rival. São alguns dos capítulos, ao típico estilo coloquial de Dantas, «Namôro de Bufarinheiro», «Namôro de estafermo e de estaca», «O beliscão», «O amor na côrte», «Mulheres-damas», «Senhoritas da comédia», «Cartas de amor», «O casamento», «Maridos cucos», «Bruxedos de amor», «As descidas de côche», «Minuetes brèjeiros», «Os marotinhos», «O passeio Público».
Exemplar da série encadernada pelos editores integralmente em percalina gravada por todo, lombada e pastas (atrás, o emblema da Lello; na frente, uma das ilustrações, aí a cor, preparadas por Alberto de Sousa); conservando a face da capa de brochura e tendo nas guardas quatro engraçados medalhões a ouro, parecendo um deles figurar Mariana Alcoforado e o Cavaleiro de Chamilly. Em muito bom estado – praticamente, impecável, não fôra uma ligeira folga da lombada face ao volume.


