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Maria de Castro Henriques Osswald — A Ronda dos Meses

Natal de 1934
/ Editora – Educação Nacional (Rua das Oliveiras, 75–Porto). (Executado nas Oficinas Gráficas da Sociedade de Papelaria, Lda. Rua da Boavista, 321). In-8º de 108, [II], [ii] págs. Br.

Ilustrado por fotogravuras e reproduções de trabalhos artísticos, o livro faz corresponder um capítulo a cada um dos meses do ano, respectivamente: «A lenda da neve», «Uma criança caminha», «A história de S. José», «A balada das rosas», «O hino da felicidade», «A história do oiro», «Sangue de Cristo», «As canções andam no ar», «O mês dos heróis», «Os anjos da guarda», «A festa do pensamento» e «O milagre – o Natal».

Exemplar valorizado por nota de oferta manuscrita pela própria Maria Osswald e datada de Junho de 1959 (Porto).

20€

Fernando Campos — A Casa do Pó

A Casa do Pó (11.ª edição)

Difel / Difusão Editorial, S. A. (Impressão e acabamento: Tipografia Guerra – Viseu / Outubro 1999). In-8º de 436, [2], [ii] págs. Br.

"Na esquina da Avenida João XXI com a Avenida de Roma, uma senhora vendia livros em segunda mão num antigo triciclo de gelados transformado em livraria ambulante. Era pelos idos de 1976. O então desconhecido escritor namorava um exemplar raríssimo de Frei Pantaleão de Aveiro com data de 1700. Cinco contos era muito dinheiro. Depois de bem negociado, acabou por ficar por um conto e quinhentos. A sua leitura precipitou a escrita de A Casa do Pó - concluído o livro, foi só fazer uma listagem das editoras presentes nas Páginas Amarelas e, como a que estava mais perto era a Difel, foi para lá que a filha do escritor se encaminhou com o original. Nasceu, com esta simplicidade, um dos grandes êxitos da literatura portuguesa contemporânea" [José do Carmo Francisco]

Exemplar com dedicatória manuscrita e assinada pelo autor.

15€

Fernando Campos — A Sala das Perguntas

A Sala das Perguntas (2.ª edição)

Difel / Difusão Editorial, S. A. (Impressão e acabamento: Tipografia Guerra – Viseu / Janeiro 1999). In-8º de 399, [1], [iv] págs. Br.

“Neste romance o leitor viaja com Damião de Góis pela Europa do segundo quartel do séc.XVI e conhece o Portugal contraditório da glória dos descobrimentos, dos primeiros sinais da decadência e do começo da Inquisição. Venha, leitor, a Antuérpia, à feitoria portuguesa, ver junto ao Esclada a faina do embarque e desembarque das mercadorias. / Dê um salto a Londres conversar com Henrique VIII e com Tomás Morus. / Vá de jornada à Dinamarca, passe em Vitemberga a almoçar e merendar com Lutero e Melâncton. / Em Gdansky conheça os mercadores da Hansa, assista, no porto, ao carregamento de mastros das florestas do norte para as naus portuguesas, ouça Góis falar sobre o Preste João e sobre a infeliz sorte dos Lapões com o bispo de Upsala, João Magnus Gotus e seu irmão Olau... / Regresse à Flandres, matricule-se na universidade de Lovaina e, ao defendê-la de um cerco de tropas francesas, seja feito refém só resgatável a peso de ouro... E regresse à pátria para ser perseguido por ter amor à verdade e para ser finalmente acusado ao Santo Ofício, preso nos cárceres da Inquisição, inquirido sobre a sua consciência na sala das perguntas dos Estaus..."

10€

Fernando Campos — A Esmeralda Partida

Difel / Difusão Editorial, S. A. (Impressão e acabamento: Tipografia Guerra – Viseu / 1995). In-8º de 682, [1], [v] págs. Br.

"É o século XV que nos entra nos sentidos. (...) A galeria dos Almadas e dos Senhores de Montemor-o-Velho, que nos impelem para lugares como Alfarrobeira e o panteon de S. Marcos. Os vultos isolados dos nomes mais sonantes da época em que os portugueses foram universais. / A acção ultrapassa fronteiras além Pirinéus. A Inglaterra, a Flandres e a Borgonha, a França do pérfido Luís a contracenar com o temerário Carlos e o inocente Afonso de Portugal. O Sacro Império do imperador Segismundo, Roma, Veneza e outros tantos lugares sem esquecer as plagas africanas e as terras por desvendar."

Edição original - dois exemplares disponíveis, um melhor e outro com ligeiro desgaste exterior.

12€ / 14€

Magnus Berström — Coitas de Amor

Coitas de Amor (A primeira saüdade portuguesa – Claridade e sombra – Estrêla de alva – O Rei-Trovador - «Até a Fin do Mundo») / Ilustrações de Alberto Sousa, Alfredo Morais e Armando de Lucena / 3.ª Edição

Emprêsa Nacional de Publicidade (Lisboa, 1938). In-8º de 202, [I], [ii] págs. Enc.

“O Tempo, sempre a fugir, sôbre ruínas, vitórias e bençãos de santidade, conseguiu construir o monumento que aos homens indica o Passado, com as suas misérias e grandezas, ― a História. Nas páginas desta ficam estampadas as tempestades da alma humana, desde a ambição de glória que foi vertigem, até àquelas alucinadas paixões que, transformadas em lágrimas de saüdade, orvalham as velhas campas do Amor”; Teresa e Fernão Peres, Pedro e Inês. Os três capítulos intermédios estão igualmente indicados no subtítulo e referem-se a Sancho I, Branca e o avô do Pedro com que encerra o volume este luso-sueco, filho de pai svensk e mãe portuguesa que ainda em criança terá vindo para Portugal, onde se formou em Direito mas estudou também muitas coisas mais interessantes – sobretudo história medieval portuguesa e linguística, sendo autor de vários livros do género deste, sobre personagens do tempo da formação da nacionalidade. Entre muitos outros ofícios, dirigiu a Empresa Nacional de Publicidade que editou esta peça. 

Encadernação do editor, com capa de plausível série em brochura. 

15€   

Maria Velho da Costa — Madame / versão de cena (2000)

húmus (Impressão: Papelmunde / Novembro de 2018). In-8º de 80 págs. Br. 

Publicada na colecção Teatro Nacional São João, que a co-edita, a edição contou com prefácios da própria Maria Velho da Costa (explicando como e porque reconfigurou a peça para esta encenação, após várias conversas com encenador e actrizes, alterando substancialmente a verão original publicada na Dom Quixote) e do encenador Ricardo Pais; e com um posfácio de Abel Barros Baptista, aproveitado do programa de sala à altura da encenação.
O texto cruza temas e personagens femininas (Maria Eduarda e Capitu, representadas por Eunice Muñoz e Eva Wilma, que pelos vistos pretendiam contracenar – funcionando esta peça quase como encomenda para esse efeito) dos romances Os Maias, de Eça, e Dom Casmurro, de Machado de Assis. 

8€   

Filomena Cabral — Os anjos andam nus

imagem do corpo, n.º 22 (Ulmeiro, Fevereiro de 1985). In-8º de 57, [ii], [V] págs. Br.

Exaustiva ou não, a lista apresentada de bibliografia da autora indicava este como o seu quinto título, depois de Sol Intermitente (1976), Poemas do Amor e da Morte (1977), Muxima (1979), todos estes de poemas, e Staccato (1981).

Bom exemplar. 

10€

Filomena Cabral — Iluminuras

átrio, 1987 (Impressão: Tipografia do Carvalhido, Porto). In-8º de 99, [i] págs. Br.

Este livro de poesia da portuense foi o segundo título publicado na colecção Harpa, e ilustra bem os  traços que alguém muito mais tarde apontaria quer à poética, quer à prosa (muitas vezes poética) desta escritora e jornalista: “uma inscrição do feminino no que de mais secreto e inapreensível ele 
possui, aqui cercado na sensualidade dos olhares, dos perfumes, das relações espectaculares. Escrita  de um erotismo algo místico”.

10€

Obras de Gil Vicente

Obras de Gil Vicente (autos – farsas – comédias – tragicomédias – obras várias – contribuições para o conhecimento das obras de Gil Vicente)

1965 / Lello & Irmão – Editores (144, Rua das Carmelitas – Porto). In-8º de 1468 págs. Enc.

“A presente edição das obras completas de Gil Vicente em «papel bíblia» visa proprocionar ao leitor uma visão de conjunto das manifestações artísticas de um dos gigantes do século XVI (...) um dos grandes génios da plêiade do Renascimento, sem haver renegado a Idade Média. (...) Espírito superior, a sua obra teatral é fonte preciosa para o estudo da linguagem, dos costumes, da vida social do tempo”.
Mais uma edição dada a lume por ocasião do penta-centenário, com a típica encadernação em pele maleável comum à generalidade destas monumentais da Lello; infelizmente, não é sequer indicada a responsabilidade pela fixação do texto.

40€ 

Sophia — Contos Exemplares

Contos Exemplares (3.ª edição, com um Prefácio de D. António Ferreira Gomes)

Portugália Editora (1970). In-8º de 195, [9] págs. Br.

85.º título publicado na célebre colecção «contemporânea», com a habitual capa de Câmara Leme, o volume apresenta na face inferior da dita capa um retrato de Sophia e nas abas apreciações críticas ao livro da pena de Álvaro Salema e José Palla e Carmo. É nesta edição que pela primeira vez aparece o longo paratexto do bispo do Porto aproveitado nas dezenas de edições seguintes que o livro conta até hoje, pelo menos até à Figueirinhas (não acompanhamos a actividade da Porto Editora).

Exemplar relativamente bem conservado, mas padecendo já a capa de algum desgaste.

14€        

Lídia Jorge — Misericordia (Traducción de María Jesús Fernández)

La Umbría y La Solana (abril de 2024). In-8º de 417, [xiii], [II] págs. Br.

"Misericordia se publicó recientemente en Portugal, pero en poco tiempo ha llegado a lectores de todo el mundo seducidos por una narrativa de singular intensidad lírica y dramática. Se trata del diario del último año de la vida de una mujer en el que se narra también la historia de otras vidas en el escenario de una residencia de ancianos y en el contexto del desafío al que se enfrentó la humanidad a lo largo de 2020. La voz de la protagonista, en su lucha por el conocimiento, conduce al lector, desde la primera hasta la última página, a un magnífico testimonio de alguien que busca el sentido de la vida sin renunciar nunca a entenderlo.  Entre lo real y lo onírico, Misericordia es la historia de una vida que sobrevive gracias al espíritu y a la fuerza de la resistencia."

Último exemplar disponível.

23€

Lídia Jorge — Los tiempos del esplendor

Los tiempos del esplendor (Traducción de Martín López-Vega / Ilustraciones de Arturo Revuelta)

La Umbría y La Solana (julio de 2020). In-8º de 203, [iv], [I] págs. Br.

"Los tiempos del esplendor son nueve relatos en los que se mezclan historias de amor y desconcierto, un discurso sobre el rumbo de la humanidad."
O título desta recolha publicada no país vizinho baseia-se num dos contos, que em português foi O Tempo do Esplendor.

Dois exemplares ainda disponíveis.

17€

Lídia Jorge — La costa de los murmullos (Traducción de Felipe Cammaert)

La Umbría y La Solana (septiembre de 2021). In-8º de 324, [I], [i] págs. Br.

“La costa de los murmullos, novela publicada en 1988, ocupa un destacado lugar en la historia de la literatura en lengua portuguesa. Es, en effecto, uno de los primeros que se adentra en el período histórico del fin del imperio colonial portugués desde la perspectiva de las mujeres que estuvieron presentes al lado de sus compañeros soldados en territorio africano”.

Dois exemplares restantes na livraria.

17€

Lídia Jorge — A Costa dos Murmúrios

Publicações Dom Quixote / Lisboa, 1988. In-8º de 259, [1] págs. Br.

Edição original do mais conhecido romance da actual Conselheira de Estado, passado no estertor dos tempos coloniais em Moçambique que ela própria lá viveu, entretanto adaptado para cinema com o casal Beatriz Batarda (interpretação) e o já falecido Bernardo Sassetti (música); sendo o par da actriz o também já falecido Filipe Duarte.
Foi o primeiro livro da romancista na Dom Quixote, para onde foi levada pelo agora igualmente falecido editor Nélson de Matos.

15€

Fernando Gil — O efeito-Lusíadas

Edições João Sá da Costa, Lisboa. (1999). In-8º peq. de 77, [3] págs. Br.

Este vencedor do Prémio Pessoa (em 1993) dedicava-se aqui ao émulo Super-Pessoa num extenso e complexo ensaio sob o mote que assim descrevia: “Este estudo tenta elucidar uma impressão de leitura que porventura não é só do seu autor. Os Lusíadas suscitam reacções contraditórias. São por um lado uma obra laboriosa e árdua de ler – e, por outro, um deleite, para dizer como Tétis ao Gama. Foi para saber porque é assim que me pus à procura do seu princípio de composição”. Só para exemplo, uma das argúcias do filósofo na decomposição do livro é a de compreender quatro níveis no Camões que o escreveu: o homem, o autor, o narrador e o poeta.
 
7€

José Gomes Ferreira — O Enigma da Árvore Enamorada

O Enigma da Árvore Enamorada: divertimento em forma de novela quase policial (1980)

Moraes editores (Composição: Gris Impressores, SARL). In-8º de 87, [iv], [I] págs. Br.

Além da principal peça que deu título ao volume, inclui depois «Diálogo de Cosme com o Diabo», um texto de 1923 que o escritor apresenta no intermezzo «Papéis Velhos»: “Não há escritor em que o tempo, sujo de pó e traças, não acumule nas gavetas, nos armários, nas malas e arcas, para confundir o futuro, papéis velhos do tamanho da indisciplina dos pesadelos de cada um”.

Primeira edição.

Exemplar quase impecável.

14€

José Gomes Ferreira — Revolução Necessária

Diabril (1975). In-8º de 243, [9] págs. Br.

Extensa recolha de peças antes publicadas na imprensa («O Primeiro de Janeiro», «Vida Mundial», «Diário de Notícias», «Diário Popular» e «Seara Nova»), infelizmente sem data assinalada, aqui agrupadas nas secções «Construção do Presente» (25 de Abril), «Intervalo, para recordar alguns amigos mortos», «O Passado, Memórias da 1.ª República», «Outro Intervalo, para meditações jornalísticas», «Tirania Ilúcida» e «Regresso à Luta Presente». Algumas das crónicas: «O meu 25 de Abril», «Reportagem do Rossio em 1974», «Memórias do M.U.D.», «O M.U.D. Juvenil», «A minha proposta de Constituição», etc.

Primeira edição.

15€

José Gomes Ferreira — Imitação dos Dias

Diabril (Este livro foi composto e impresso na Sociedade Industrial Gráfica Telles da Silva, Lda. (...) e acabou de se imprimir em Maio de 1977). In-8º de 190, [II] págs. Br.

Terceira edição desta heterodoxa espécie de diário, que o autor poderia ter dedicado a um futuro livreiro nascido no início do mês – este vosso. Não dedicou a edição, mas dedicou o livro aos netos Sílvia e Pedro José, acompanhando a dedictória de dois desejos, um bastante realizável e outro bastante irrealizável: que ele (o livro) ainda fosse legível no tempo deles, e que nesse tempo não houvesse já tiranos no mundo (temo-lo notado...).

Exemplar com ligeiro desgaste da capa; miolo em bom estado.  

10€ 

José Gomes Ferreira — O Mundo dos Outros

Publicações Europa-América, Lisboa (Este livro foi composto e impresso na Sociedade Industrial Gráfica (...) e concluiu-se em Junho de 1961). In-8º peq. de 173, [i], [II] págs. Br.

Foi salvo erro a segunda edição, publicada na colecção «os livros das três abelhas» com capa do pintor António Domingues, de uma recolha de textos originalmente publicada em 1950 pelo Centro Bibliográfico – nome hoje bastante implausível. Algumas das peças soarão familiares, até porque pelo menos duas tiveram edição autónoma: «A Boca-Enorme» e «O barbeiro de má-morte».

17€

Hélia Correia — Montedemo

Ficção Portuguesa (Relógio d’Água, 1987). In-8º de 56, [ii] págs. Br.

“Para meu espanto e maravilhamento, eis que o Montedemo e a sua gente me aparecem agora, passados alguns anos – e armados de um esplendor, de uma frescura, de tão bela e dramática energia que confesso – me enchi de desumano orgulho com que Pigmaleão viu mexer-se a sua estátua”, dizia a autora no seu prefácio a esta 3.ª edição do livro, aproveitado do catálogo da representação da peça pelo teatro «O Bando» que lhe servira de mote; as duas primitivas saídas na Ulmeiro em 1983 e 1984.
Ilustram a frente da capa precisamente uma fotografia dessa encenação e atrás uma outra, «retrato da escritora quando jovem». 

10€