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Henrique Galvão — Pele

1956/1957 (na capa: 1958). (Soc. Gráfica Nacional, Lda. (Antiga Imprensa Libânio da Silva) Lisboa). In-8º de 369, [7] págs. Br.

“Este romance não pretende demonstrar seja o que for que, em comédia humana, não esteja demonstrado há centenas de anos. / Também não pretende levantar, e, menos, agitar qualquer problema ou questão social. / Não é o que soi chamar-se uma obra de tese e não se filia nem deseja integrar-se em qualquer escola, movimento, corrente, ou clube literários. / É apenas o que é: uma história de gentes civilizadas, e baptizadas, do Ocidente, contada como eu gostaria que me contassem.”
Primeira edição, publicada pelo próprio autor.

Exemplar já um quanto desgastado, prejudicado por manchas antigas de humidade e vincos de manuseio.

14€

Henrique Galvão — Por Angola

Por Angola (Quatro anos de actividade parlamentar)/1945-1949

Edição do Autor/Depositária: Livraria Popular, Lisboa. (Composto e impresso na Gráfica Santelmo). In-8º gr. de 367, [1] págs. Br.

“Não tem este livro, que ressuscita os trabalhos do autor, durante os quatro anos da quarta Legislatura, em que representou Angola na Assembleia Nacional, outro intuito senão mostrar àqueles que o elegeram como cumpriu o mandato que lhe foi confiado – e àqueles outros que desejariam ter sido representados por outro deputado e lutaram por outras ideias, que os interesses de Angola nem por isso deixaram de ser defendidos e apregoados com isenção e probidade”; Galvão, então ainda nas boas graças do Estado Novo, fôra convidado por Marcelo Caetano, pela época o Ministro das Colónias, a encabeçar uma nova lista às eleições em questão.
Primeira edição, pouco frequente.

25€

Henrique Galvão — Teatro

(Teatro) Comédia da Morte e da Vida (Uma peça em 3 actos) // A Mulher e o Demónio / Um caso raro de loucura (Duas peças em um acto)

Lisboa — 1950. (Composto e impresso na Tipografia da Empresa Nacional de Publicidade – Lisboa). In-8º de 258, [2] págs. Br.

O volume recolhe a produção teatral do autor, e é ocupado na grande maioria pela primeira peça, estreada em Maio desse ano no D. Maria II com Amélia Rei Colaço no papel principal; a terceira estreara em Abril no São Luís igualmente com a actriz como cabeça de cartaz.

Bom exemplar.

17€

Henrique Galvão — Kurika

(romance dos bichos do mato:) Kurika

Livraria Popular de Francisco Franco / Lisboa. [1944]. In-8º de 231, [1] págs. Br.

É a primeira edição deste já «clássico» da nossa literatura infanto-juvenil, ilustrada por capitulares e vinhetas não só no início mas também no fim de cada capítulo; além de duas folhas à parte de fotogravuras.

O exemplar apresenta uma nota manuscrita coeva que aparenta ter sido passada em nome do autor – andou de facto pelo “Mindelo” (e por Cabo Verde em geral) nesses anos 40 – mas não necessariamente por ele, até porque a caligrafia não parece exactamente a que lhe conhecemos dos anos 50.

22€  

Henrique Galvão — Terras do Feitiço (contos africanos)

Depositária: Parceria António Maria Pereira, Lisboa. (Composto e impresso na oficina «Ottosgrafica, Ltd.ª. In-8º de 199, [5] págs. Br.

Primeira edição, publicada pelo próprio autor e já relativamente rara. Constam do volume os contos «A aventura de António Pais», «Mulheres Boers», «Pai, filho e dono», «O branco que odiava as brancas», «História sentimental dum leão e dum porco», «A valorização de M.me Gaudens», «O macaco e o macaqueiro», «Regresso às Trevas», «Feitiço», «Aquela branca no mato», «Terras do Feitiço (Usanças do gentio)», «Pretos e brancos» e «Era uma vez em África».

Exemplar valorizado por dedicatória manuscrita de Galvão, sobre a folha de anterrosto, a Pinheiro Torres.
 
38€

Henrique Galvão — O Vélo d’Oiro

O Vélo d’Oiro (Romance colonial)/1.º Prémio de Literatura Colonial – 1933//2.ª edição

Depositária: Parceria António Maria Pereira, Lisboa. (Composto e impresso na Ottosgrafica, ltd.). In-8º de 291, [1] págs. Br.

Edição do autor, já invulgar.

Exemplar valorizado por dedicatória manuscrita do próprio Henrique Galvão.
 
25€

A Pérola do Oceano

No alto, em regiões do céu, copas de árvores muito juntas, frisadas, vão descer. Sente-se cá de longe, da amurada, o prodígio que deve ser esta paisagem vista de cada curva do terreno, do alto de cada outeiro, do mirante de cada monte.
Depois, em águas mais transparentes, num ponto que todas as casas da Ilha parecem demandar, surge o Funchal, doce presépio desta romagem dos Oceanos, uma grande cidade europeia em ar de jardim, um grande bordado multicor, garrido, movimentado e alegre.
Tantas vezes tenho passado nestes caminhos e sempre me comovi como na primeira.
E ainda hoje não compreendo que havendo já em Portugal tanta gente que viaja por prazer, haja tantos ingleses que vão à Madeira e tão poucos portugueses que a conheçam.
Já lhe chamaram a Pérola do Oceano - que mais posso eu dizer?

(Henrique Galvão, in Outras Terras, Outras Gentes)
 
Celebram-se este mês os 600 anos do povoamento da Madeira.

Henrique Galvão ― Irreverência

Irreverência? (Notas à margem da política e dos costumes)

1946/Livraria Popular de Francisco Franco, Lisboa. In-8º de 245, [3] págs. Br.

Primeira edição conjunta de uma série de textos antes publicados na imprensa e aqui coligidos nas duas secções «Aquem...» e «...e Além-Mar».

Exemplar por estrear, com as folhas ainda por abrir, apesar de prejudicadas no topo, ao longo do volume, por um certo engelhamento devido a humidade.
 
23€