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José Gomes Ferreira — Lisboa na moderna pintura portuguesa

artis. (1971). In-8º gr. de 15, [1], V, [III] págs. + [42] ff. de estampa. Enc.

O texto de apresentação de Gomes Ferreira é (mais) uma bela declaração de amor à cidade adoptiva, oferecendo de passagem apontamentos acerca da convivência que teve, na primeira metade do séc. XX, com vários dos principais artistas do tempo. Das estampas, impressas em heliogravura pela Neogravura lisboeta, destacam-se em quantidade trabalhos de Francisco Smith, Abel Manta e sobretudo Carlos Botelho (dito aqui o “pintor oficial de Lisboa”), sendo reproduzidos dois de António Soares, Bernardo Marques e Vieira da Silva e apenas um de gente para o efeito também bastante recomendável: Almada, Barradas, Dourdil, Pomar, Lima de Freitas e Skapinakis, por exemplo. O álbum foi encadernado pela editora em pele e apresenta em cliché, colado na pasta superior, uma reprodução do conhecido óleo de Botelho «Costa do Castelo».

35€

Adriano de Gusmão ― Nuno Gonçalves

Artis. 1958. In-folio de 16 págs. + [27] ff. ilust. em estampa. Br.

Edição muito cuidada, impressa em papel de boa qualidade, saída na prestigiada série «Nova Colecção de Arte Portuguesa», da Artis; com 27 reproduções estampadas em heliogravura e tetracromia. O estudo introdutório e competente de Adriano de Gusmão ensaia a algo exagerada tese de um perfeito vanguardismo da pintura de Nuno Gonçalves – o pintor régio de Afonso V era até aí visto geralmente, salvo algumas excepções (Almada à cabeça), mais como um medieval do que como um homem da Renascença –, “artista isolado, não só pelo estilo e personalidade própria mas também pelo problema que a sua pintura levanta no panorama da arte portuguesa”, constituindo o seu trabalho “um poderoso e altíssimo manifesto de modernidade no Portugal do século XV – um dos raros momentos em que não nos atrasámos na história vivida”.
 

Exemplar em razoável condição, sem defeitos significativos.
 
18€