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Sommerset Maugham — Férias de Natal

Férias de Natal (Tradução de Leonel Vallandro revista para Portugal por A. Vieira d'Areia)

Edição «Livros do Brasil» Lisboa. In-12º de 247, [i] págs. Br.

Publicado na «Colecção Miniatura» com a conhecida advertência preliminar ao leitor que assim terminava: "Defenda a sua saúde não manuseando livros usados", o que mesmo num tempo em que não existia «Lei do Preço Fixo» já soaria um tanto hipocondríaco.

Exemplar usado, este, sem malefícios para a saúde. 

5€

Era Tormes e amanhecia (Dicionário Gastronómico Cultural de Eça de Queiroz)

Edição «Livros do Brasil» Lisboa (Rua dos Caetanos, 22). (1992). 2 vols. in-8º de 470, [II] e 444, [IV] págs. Br.

Quem queira conferir o prestígio de que Eça gozou do «nosso» (linguístico) outro lado do Atlântico só tem de reparar nestas palavras de Jorge Amado acerca desta monumental recolha do seu compatriota: "evidencia mais uma vez não só o profundo conhecimento da obra do principal romancista de língua portuguesa em todos os tempos, como vasta e detalhada erudição no que se refere à culinária portuguesa. Dário Castro Alves admira Eça de Queiroz e ama comer bem"; não parecendo nada deslocado trazer à colação o romancista brasileiro, que sempre que podia vinha a Portugal comer bacalhau, em particular, e deliciar-se com a culinária do Alto-Minho, em particular (não era nada tolo / ficaram célebres as suas estadias e excursões à volta da bela Viana); mais ainda se nos lembrarmos de que foi o autor de ABC de Castro Alves (temo-lo, entre muitos outros), dedicado ao homónimo - antepassado? - do destes dois volumes. 

24€

João Paulo Cavalcanti — Eça de Queirós, agitador no Brasil

Eça de Queiroz, agitador no Brasil (edição revista e aumentada)

Edição «Livros do Brasil» Lisboa (Rua dos Caetanos, 22). In-8º de 363, [V] págs. Br. 

"A obra de Eça de Queiroz não teve repercussão apenas no plano literário. Entre as suas consequências noutras esferas da vida social contam-se os variados incidentes que veio a desencadear no Brasil devido ao modo como as «Farpas» trataram a visita de Pedro II ao nosso país. É esse o tema central deste valioso ensaio de Paulo Cavalcanti" - ensaio não será talvez o mot just para este mui documentado estudo que se debruça mais sobre a história brasileira (e pernambucana, em particular) ao longo do séc.XIX do que do incidente per se de 1872 com aquele a que o autor, no seu prefácio com alguns apontamentos de interesse, chamava o maior romancista luso-brasileiro. 

14€

Juan Ramón Jiménez — Platero e Eu

Livros do Brasil, Limitada / Lisboa. [S/d]. In-8º de 139, [5] págs. Br.

Foi a mais conhecida incursão em prosa do poeta modernista - ela mesma constituída por curtos capítulos que em muitos trechos são prosa quase poética.
Tradução do castelhano por José Bento e ilustrações a toda a extensão do volume de Bernardo Marques.

Exemplar por estrear.

8€

James Joyce — Exilados

Edição «Livros do Brasil» Lisboa (1987). In-8º de 334, [II] págs. Br.

Algumas palavras do extenso prefácio do tradutor, João da Palma-Ferreira: "Poucos autores contemporâneos comentaram, criticaram ou se detiveram sobre este texto, apesar do entusiasmo de Stefan Zweig, ou do interesse de Italo Svevo. (...) Os temas identificados em Exiles relacionam-se quase directamente com os problemas e crises que, em 1914, atingiam James Joyce. O escritor terminara O Retrato do Artista Quando Jovem, o primeiro grande expurgo dele-próprio; no entanto, não tão profundo, radical ou definitivo que não deixasse semente para a tarefa interminável da autognose". 

12€

João Gaspar Simões — Eça de Queirós: O Homem e o Artista

Edições Dois Mundos / Livros do Brasil, Lda.  Livros de Portugal, Lda. / 1945. (Este livro foi composto e impresso na Tipografia Ramos de Ramos, Afonso e Moita, Lda. Na Rua da Voz do Operário, 8 a 12, Lisboa // Junho de 1945). In-8º gr. de 668, [IV] págs. Br.

Primeira edição de um trabalho ainda hoje de referência, publicado por ocasião do centenário de nascimento do romancista que deu azo a várias empresas editoriais.

Exemplar da tiragem comum; globalmente em bom estado, mas um tanto prejudicado por ligeiro desgaste da capa, no topo do encaixe, e por um rasgão e correspondente restauro na folha de rosto.

25€ 

Mikhail Cholokhov — O Don tranquilo

O Don tranquilo (versão portuguesa integral de Mário Braga)

Edição «Livros do Brasil» Lisboa. 3 vols. in-8º. Br.

Considerada a peça magna do autor, e a que mais directamente contribuiu para o Nobel que lhe foi atribuído, de interesse agora muito particular por se tratar exactamente do cenário fronteiriço russo-ucraniano onde decorre a guerra, e de onde o autor (do lado russo, mas com mãe ucraniana do outro lado da «raia») era ele próprio natural - nela se reflecte, diziam os editores, "a alma cossaca, irrequieta, generosa, dura, às vezes mesmo egoísta e cruel. Mas, para além desse aspecto particular, é a própria vida humana e o próprio carácter do homem que surgem retratados no circunstancionalismo excepcional de uma jornada histórica não menos excepcional". 

25€

Ernest Hemingway — Por Quem os Sinos Dobram

Por Quem os Sinos Dobram (tradução de Monteiro Lobato / revisão de Alfredo Margarido)

Edição da Companhia Editora Nacional - São Paulo para Livros do Brasil, Limitada - Lisboa. In-8º de 450, [V] págs. Br.

Geralmente considerada a principal das peças do romancista, e aquela que principalmente lhe valeu o Nobel, é como se saberá uma mescla de romance e reportagem sobre os tempos da Guerra Civil de Espanha, que acompanhou no local - e de que constitui um dos lados do «quadrado», editado pela Livros do Brasil, que forma com os livros de Bernanos, Malraux e Orwell. 
Primeira edição portuguesa, salvo erro.

Exemplar com ligeiro desgaste marginal na face superior da capa.

12€

Ernest Hemingway — Paris é uma festa

Paris é uma festa (impressões da vida do autor em Paris, por alturas da segunda década do século XX / tradução de Virgínia Motta)

Edição «Livros do Brasil» Lisboa (Rua dos Caetanos, 22). In-8º de 249, [VII] págs. Br.

Primeira versão em língua portuguesa de A Moveable Feast, que se reporta aos anos entre 1920 e 1926 mas apenas terá sido escrito entre 1956 e 1960 - três décadas depois da residência do escritor na cidade que "te acompanhará sempre até ao fim da tua vida, vás para onde fores, porque Paris é uma festa móvel". 
Alguns dos capítulos: «Shakespeare & Companhia» (a mítica livraria que ainda hoje existe), «Gente do Sena», «Ford Madox Ford e o discípulo do Diabo», «Ezra Pound e o seu «Bel Esprit»», «Scott Fitzgerald» - um tempo em que a cidade-centro-do-mundo o era até para os anglófonos, como se pode conferir.

10€

Piero Bargellini — Florença, cidade de pintores

Florença, cidade de pintores (tradução de Oliva Guerra)

Edição «Livros do Brasil», Lisboa. (Os trabalhos gráficos deste livro foram executados na primeira quinzena do mês de Abril de mil novecentos e cinquenta e quatro, nas oficinas de Livros do Brasil, lda.). In-8º gr. de 245, [I] págs. Br.

Edição de bom apuro gráfico, impressa sobre bom papel e graciosamente ilustrada, deste livro que dedicava capítulos a Giotto, Simone Martini, Guidolino di Pietro, Filippo Lippi e Botticelli.


17€

Fernando Namora ― Domingo à Tarde

Edição «Livros do Brasil», Lisboa. (1961). In-8º de 258, [6] págs. Enc.

Primeira edição, inteiramente assinada pelo autor e numerada, com uma encadernação da própria editora ilustrada na pasta frontal.

Exemplar ainda valorizado por dedicatória de oferta manuscrita pelo autor.

28€


Fernando Namora ― Deuses e Demónios da Medicina

Livros do Brasil, Limitada Lisboa. In-8º de 316, [2] págs. Br.

Edição original de um dos mais célebres livros deste escritor-médico, com capítulos dedicados aos seus colegas antepassados Hipócrates, Galeno, Avicena, Paracelso, Vesálio, Ambroise Paré, Harvey, Sydenham, John Hunter, Mesmer, Jenner, Laennec, Claude Bernard, Virchow, Lister, Koch, Pavlov, Ramon y Cajal, Freud e Osvaldo Cruz: nem um compatriota para amostra. Justificando as escolhas, dizia o autor no prefácio ter descurado nomes de maior prestígio científico, deixando-se tentar “por certas figuras que, por tão inesperadas ou tão ricas de romanesco, sempre apetece biografar”.

Exemplar valorizado por dedicatória de oferta manuscrita pelo próprio Namora a um jornalista e crítico literário português, ainda vivo, muito ligado precisamente ao neo-realismo.

35€

H. G. Wells — História Universal

História Universal (Gravuras e Mapas de J. P. Horrabin / / Tradução de Anísio Teixeira / Texto revisto, anotado e prefaciado para a edição portuguesa por Óscar Lopes)

Edição «Livros do Brasil» Lisboa. [S/d]. 3 vols. in-8º gr. Br. 

Menos conhecido do público português, este ensaio histórico do ficcionista de A Guerra dos Mundos deveu-se, conforme Óscar Lopes salientava no prefácio, à mudança de rumo da sua opera depois da primeira Grande Guerra: dedicar-se-ia a partir daí sobretudo a trabalhos mais ou menos didácticos e de divulgação, entre os quais se destaca justamente este (o título foi traduzido com bastante liberdade...) The Outline of History: Being a Plain History of Life and Mankind
O primeiro volume estende-se «Dos começos da vida na Terra até ao fim do Império de Alexandre Magno», prosseguindo o segundo «Da ascensão e queda do Império Romano até o Renascimento da civilização ocidental», contemplando o terceiro o meio milénio decorrido desde então.

35€

George Orwell — Homenagem à Catalunha

Homenagem à Catalunha (tradução de Fernanda Pinto Rodrigues)

Edição «Livros do Brasil» Lisboa. [S/d]. In-8º de 266, [6] págs. Br.

“Impedida de circular em língua portuguesa ao longo de quarenta anos, embora nos ofereça uma visão muito parcial de acontecimentos já longínquos mas de tanta repercussão nos destinos da Península Ibérica, Homenagem à Catalunha não deixa de contribuir para a elucidação de tantos aspectos polémicos de uma das revoluções mais trágicas do nosso tempo”, a republicana espanhola, que Orwell defendeu durante a Guerra Civil pegando em armas como voluntário sobretudo em território catalão, e deixando aqui dessa defesa o relato – com «For Whom the Bell Tolls», de Hemingway, e os de Malraux e Bernanos, um dos principais testemunhos literários do conflito.

10€

Franz Kafka — O Processo (tradução de Gervásio Álvaro)

Edição «Livros do Brasil» Lisboa (Rua dos Caetanos, 22). In-8º de 285, [III] págs. Br.

Dispensará apresentações este 70.º e um dos mais importantes títulos da recentemente recuperada «Colecção Dois Mundos».

Exemplar por estrear.

12€

Ernest Hemingway — Paris é uma festa

Paris é uma festa (impressões da vida do autor em Paris, por alturas da segunda década do século XX / tradução de Virgínia Motta)

Edição «Livros do Brasil» Lisboa (Rua dos Caetanos, 22). In-8º de 249, [VII] págs. Br.

Primeira versão e primeira edição em língua portuguesa de A Moveable Feast, que se reporta aos anos entre 1920 e 1926 mas apenas terá sido escrito entre 1956 e 1960 - três décadas depois da residência do escritor na cidade que "te acompanhará sempre até ao fim da tua vida, vás para onde fores, porque Paris é uma festa móvel". 
Alguns dos capítulos: «Shakespeare & Companhia» (a mítica livraria que ainda hoje existe), «Gente do Sena», «Ford Madox Ford e o discípulo do Diabo», «Ezra Pound e o seu «Bel Esprit»», «Scott Fitzgerald» - um tempo em que a cidade-centro-do-mundo o era até para os anglófonos, como se pode conferir.

12€

Erico Verissimo ― Fantoches

Fantoches / Edição fac-similada comemorativa dos quarenta anos de actividades literárias do Autor

Livros do Brasil / Lisboa, 1973. In-4º de XVI, 211, [5] págs. Br.

Edição em bom papel, apresentada por uma nota do editor português e por um prefácio do autor. O interesse específico são as sátiras do próprio Veríssimo, entre ilustrações e comentários, aos textos deste que foi o seu primeiro livro, reproduzidos a partir do exemplar da edição original em que as fez.
 
10€

Joracy Camargo ― Deus lhe Pague...

Deus lhe Pague... (Comédia completa em 3 actos divididos em 9 quadros) / Prefácio de Procópio / (3.ª edição)

Livros do Brasil, Limitada – Lisboa. [S/d]. In-8º de 173, [3] págs. Br.

O prefácio do actor brasileiro, aunque bastante palavroso e sentencioso, louvava esta peça como “a grande obra cultural do teatro brasileiro” até então, marcando “o início da nossa arte cénica, na sua verdadeira expressão: - teatral, cultural e social”.

Não estando a edição datada, o exemplar apresenta uma assinatura de propriedade indicando o ano de 1951.

5€

Odylo Costa (filho) ― a faca e o rio (mais) a invenção da ilha da madeira

Edição «Livros do Brasil» Lisboa. [S/d]. In-8º de 199, [9] págs. Br.

Primeira edição portuguesa (segunda geral) do romance e primeira propriamente da pequena novela, ou “conto alongado”, com direito a frontispício próprio, que o então adido cultural do Brasil em Portugal aproveitava para deixar – um «diálogo» lá em cima no Paraíso entre Jesus e São Pedro, que o/O pretendia convencer a permitir que os portugueses descobrissem a Madeira: “Senhor, deixa que os homens cheguem à minha ilha. O que resta do Paraíso terreal ali resta”. Por sua vez, pedia o autor ao leitor que nestas duas histórias “entre a leitura de uma e outra ponha o mesmo intervalo oceânico que separa o Vale do Parnaíba da Baía do Funchal”.
Foi com este livro que Odylo se deu cá a conhecer, sobretudo no meio que então frequentava, havendo por exemplo um capítulo que lhe é dedicado in as (e)vocações literárias, de A. M. Couto Viana. 
Não estando a edição datada, uma assinatura de propriedade no primeiro frontispício marca o ano de 1967.
 
7€

Lígia Fagundes Teles ― Antes do Baile Verde

Edição «Livros do Brasil» Lisboa. [S/d]. In-8º de 229, [3] págs. Br.

“Uma história de carnaval brasileiro, Avant le Bal Vert, valeu a Lygia Fagundes Telles o Grande Prémio Internacional Feminino para Estrangeiros em Língua Francesa, num concurso efectuado em Cannes, em 1969. Vinha essa vitória juntar-se às numerosas colhidas no Brasil por essa autora. Ao conto vencedor ela acrescentou outros, novos, e alguns de fases anteriores, especialmente reescritos para a presente edição”, não parecendo evidente se a nota se refere a esta, primeira portuguesa, ou à original brasileira que saíra talvez pouco antes (1970).
 
Exemplar por estrear.
 
10€