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Ernest Hemingway — Paris é uma festa

Paris é uma festa (impressões da vida do autor em Paris, por alturas da segunda década do século XX / tradução de Virgínia Motta)

Edição «Livros do Brasil» Lisboa (Rua dos Caetanos, 22). In-8º de 249, [VII] págs. Br.

Primeira versão em língua portuguesa de A Moveable Feast, que se reporta aos anos entre 1920 e 1926 mas apenas terá sido escrito entre 1956 e 1960 - três décadas depois da residência do escritor na cidade que "te acompanhará sempre até ao fim da tua vida, vás para onde fores, porque Paris é uma festa móvel". 
Alguns dos capítulos: «Shakespeare & Companhia» (a mítica livraria que ainda hoje existe), «Gente do Sena», «Ford Madox Ford e o discípulo do Diabo», «Ezra Pound e o seu «Bel Esprit»», «Scott Fitzgerald» - um tempo em que a cidade-centro-do-mundo o era até para os anglófonos, como se pode conferir.

10€

Aquilino Ribeiro — Filhas de Babilónia

Livrarias Aillaud e Bertrand. (MCMXXV). In-8º de 299, [5] págs. Enc.

Parte d'este livro escrevia-a há anos em Paris, a Babilónia, cuja taça d'ouro inebria toda a terra, como bradava e brada ainda do fundo dos séculos a voz irosa do profeta”, cidade em que também se passam e da qual falam ambas as novelas aqui acasaladas (termo bastante apropriado às duas narrativas): Os Olhos Deslumbrados e Maga.

Exemplar do sétimo milhar impresso (corresponde à 3.ª e definitiva edição), na série especial encadernada pelos editores em percalina conservando a frente da bela capa de publicação – composta por Stuart Carvalhais. Ou por defeito de tiragem, ou por supressão entretanto, não apresenta folha de rosto. Além disso, a encadernação tem já alguns sinais de desgaste.

10€

DUFRENOY – Atlas des 20 Arrondissements de Paris

Atlas des 20 Arrondissements de Paris: Index des Rues / Renseignements / Autobus / Métropolitain

Girard et Barrère, Géographes Editeurs / Paris_VIe. (1946). In-8º de 115, [1] + [12] ff. desd. Cart.

Além das rubricas típicas de um guia turístico da época – este publicado no ano do «renascimento» parisiense e francês após a Grande Guerra – distingue-se o que aqui se descreve pelos mapas que apresenta em folhas desdobráveis de cada um dos então 20 bairros (como é próprio dos sítios civilizados, mantêm-se os mesmos vinte até hoje, sem «reformas administrativas»).

Bom exemplar, conservando os referidos mapas na íntegra e padecendo apenas de muito ligeiro desgaste exterior.

12€

André Castelot — Le Grand Siècle de Paris

Le Grand Siècle de Paris
(De la prise de la Bastille à l'effondrement de la Commune / Avec la reproduction intégrale, en 32 feuillets, du Plan de Paris 1853 gravé par Gérard pour Napoléon III)

Amiot Dumont, Paris. (1955). In-8º gr. de 364, [6] págs. + [24] de estampas. Br.


Em bom rigor, não se trata aqui de um século mas de uma centúria - a que começa no terceiro quartel do séc.XVIII, em 1783, tomando por pretexto o lançamento pioneiro de um balão em La Muette, então arredores de Paris, com direito a uma anedota atribuída a um dos circunstantes, nem mais nem menos que Benjamin Franklin: "A quoi, monsieur, peuvent servir les ballons?", que respondeu "Monsieur, à quoi peut servir l'enfant qui vient de naitre?"; terminando na Comuna de 1871 e respectivas sequelas até ao ano a vários títulos simbólico de 1885.
Elaborado por um escritor com queda para as biografias, o texto do livro é todo nesse registo, de enredo histórico tratado em toada literária. Saliente-se no final do volume os referidos mapas traçados por Gérard, um total de 32 pranchas. A capa apresenta em alto-relevo uma imagem da época.

Edição original, já entretanto várias vezes reeditada por casas diferentes.

Exemplar com algum desgaste exterior, conservando-se o miolo em relativo bom estado.

12

Ernest Hemingway — Paris é uma festa

Paris é uma festa (impressões da vida do autor em Paris, por alturas da segunda década do século XX / tradução de Virgínia Motta)

Edição «Livros do Brasil» Lisboa (Rua dos Caetanos, 22). In-8º de 249, [VII] págs. Br.

Primeira versão e primeira edição em língua portuguesa de A Moveable Feast, que se reporta aos anos entre 1920 e 1926 mas apenas terá sido escrito entre 1956 e 1960 - três décadas depois da residência do escritor na cidade que "te acompanhará sempre até ao fim da tua vida, vás para onde fores, porque Paris é uma festa móvel". 
Alguns dos capítulos: «Shakespeare & Companhia» (a mítica livraria que ainda hoje existe), «Gente do Sena», «Ford Madox Ford e o discípulo do Diabo», «Ezra Pound e o seu «Bel Esprit»», «Scott Fitzgerald» - um tempo em que a cidade-centro-do-mundo o era até para os anglófonos, como se pode conferir.

12€

Paul Ariste — La Vie et le Monde du Boulevard

La Vie et le Monde du Boulevard (1830-1870)/(Un Dandy: Nestor Roqueplan)/Préface de Jacques Boulenger

Éditions Jules Tallandier, Paris. (1930). In-8º de XI, [I], 270, [VI] págs. Br.

Mais do que apenas pela reportagem da vida e das anedotas do castiço jornalista, o livro, publicado na série «La France et la Vie d’Autrefois», monta sobretudo enquanto fresco da sociedade parisiense da época – com os cafés, a ópera, os teatros e as lorettes – e pelas numerosas gravuras que apresenta, quer originais, quer reproduzidas do período (em clichés extra-texto da própria editora e da autoria de, por exemplo, Daumier, Duran e Gavarni).

20€

André Maurois — Paris

Fernand Nathan (Cet ouvrage de la collection «Merveilles de la France et du Monde» a été tiré sur les presses de Hélio-Cachan et achevé d’imprimer le 23 Janvier 1951). In-4º de 188, [2] págs. Br.

O texto de Maurois, «Lettre a une Étrangère», estende-se por cerca de quatro dezenas de páginas; seguindo-se 120 maravilhosas pranchas daquela que é verdadeiramente a Cidade-Maravilha, com a esplendorosa fotogravura típica da colecção neste caso acentuada pela luz que a Cidade-Luz esbanja – fotografia capaz de, seguindo o mote inicial do autor, fazer amar Paris até a quem não a conheça. Impressão sobre bom papel encorpado.


Exemplar bem conservado, mas apresentando já algum desgaste exterior, principalmente na sobrecapa; além de uma certa desconjunção dos cadernos face ao encaixe.

20€

Eugène Sue — Les Mystères de Paris (roman)

Les Mystères de Paris
(roman) / Version rajeunie par François Fosca et présentée par M. Edmond Jaloux (de l’Académie française)

Genève, Éditions du Milieu du Monde. (1943). In-8º de 428, [4] págs. Br.

O autor desta versão destacava no seu prefácio a ideia de aproveitar o livro e reescrevê-lo pelo valor documental e histórico, apesar da “miséria do seu estilo” – argumentando que em nenhum momento da história francesa se escreveu pior do que no romantismo, salvo algumas “gloriosas excepções”.

Reedição de 5 mil exemplares de uma tiragem inicial de mais de 16 mil dada a lume em 1941; padecendo este já de algum desgaste exterior.


12€