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Sampaio Bruno — Portugal e a Guerra das Nações

Porto: Livraria Chardron de Lello & Irmão, editores (R. das Carmelitas, 144) – 1906. In-8º de VII, [I], 508, 4 págs. Br.

Alguns dos temas anunciados na capa, sob as duas grandes secções «França, etc.» e «Inglaterra, etc.»: ««Portugal na Balança da Europa»», «A Paz Perpetua», «O nihilismo moscovita», «Portugal e a Russia», «A guerra russo-japonesa», «Formação da hegemonia britannica», «A questão de Cuba», «A guerra hispano-americana», «O Japão e Portugal», «Portugal e os Estados Unidos», «Portugal e a Catalunha», «O regime a e conservação colonial», «A alliança ingleza».

Exemplar valorizadíssimo por dedicatória de oferta manuscrita por Bruno ao nosso principal dramaturgo da primeira metade do século passado, João da Câmara.

35€

Amorim de Carvalho — O Positivismo Metafísico de Sampaio Bruno

O Positivismo Metafísico de Sampaio Bruno (As influências de Comte e Hartmann / Crítica e reflexões filosóficas)

Sociedade de Expansão Cultural / Lisboa – 1960. In-8º de 313, [7] págs. Br.

O ensaio foi dividido nas grandes secções de capítulos «Sampaio Bruno e Augusto Comte», «Sampaio Bruno e Eduardo de Hartmann» e «O Misticismo Verbal e Prelógico no Positivismo de Bruno».
 
10€ 

Do Prefácio

Sampaio Bruno, que morreu faz hoje cem anos, apresentava assim um livro: «Advertencia preambular, prefacio, prolegomeno, introito, ou como queiram chamar-lhe, manda a technica que aqui o escrevunhe» (Notas do Exilio, 1893). Da técnica sabia ele, bibliógrafo aturado que era - e que mais foi quando director da nossa cara Biblioteca Municipal do Porto, em São Lázaro, da qual quase só saía para recolher à Rua do Bonjardim. Aliás, por aqueles finais de dezanove, iniciar um livro com um prefácio, próprio ou alheio, parecia quase inevitável, muito mais ainda do que agora. O que nos leva a pensar. Por que razão, afinal, decide um autor (palavra incerta, mas "manda a technica que aqui a escrevunhe") dar as próprias palavras a público envoltas num embrulho em vez de nuas.