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Irene Lisboa — 13 Contarelos

13 Contarelos que Irene escreveu e Ilda ilustrou para a gente nova

(Livraria Sá da Costa, Lisboa). (Êste livro foi composto e impresso na tipografia da Escola Normal Primária de Lisboa). [S/d – 1926?]. In-8º de [XII], 171, [9] págs. Br.

Primeira edição do primeiro livro de Irene Lisboa, que ainda recentemente foi reeditado em fac-simile pelo jornal Público e talvez dispense grandes apresentações; impresso em bom papel, com a graciosa capa de papel kraft. Integra os contos «Joanico», «Fala a Pena», «LindaLinda», «Còradinha», «Serão», «A Flauta Mágica», «O Conto da Serpente», «Maria, a Macha», «Medo», «As Três Pedrinhas Vermelhas», «Valverde», «Tiroleto» e «Número 12». Ilustrações de Ilda Moreira.
Bom exemplar, sem qualquer defeito a referir.
 
32€

Irene Lisboa — Um dia e outro dia...

(Composto e impresso na Tip. da «Seara Nova» - Calçada do Tejolo 37-A / Lisboa - 1936). In-8º de 339, [1] págs. Br.
 
Foi o segundo livro publicado por Irene Lisboa (sob o pseudónimo de João Falco), o primeiro em verso; a que chamou, em subtítulo, «Diário de uma mulher».
 
Exemplar conforme saiu dos prelos, conservando os cadernos por abrir e as margens por aparar. Alguns picos de acidez na capa.
 
25€

Irene Lisboa — Modernas Tendências da Educação

Modernas Tendências da Educação, por (...) / (Ilustrações de Ilda Moreira)

Cosmos (Rua da Emenda, 111-2.º), Lisboa. (1942). In-8º de 115, [1] págs. Br.

“A lêr, tôda a escola hoje ensina, em mais ou menos tempo. Qualquer criança que cumpra o quatriénio das nossas escolas primárias fica apta a percorrer um jornal e a escrever uma carta. Não é, portanto, contra o analfabetismo que iremos travar peleja. Não é êsse o único benefício (o de o debelar) que os verdadeiros pedagogos atribuem à escola, ao seu espírito e à sua função. Consideram-na capaz de ajudar à educação integral da criança: de lhe fornecer meios de a desenvolver em todos os sentidos, mentalmente, física e moralmente.”

Edição original.
 
10€

Irene Lisboa — Apontamentos

Lisboa, 1943. («Gráfica Lisbonense»). In-8º de 282, [6] págs. Br.

Publicado em edição de autor com tiragem decerto exígua, é este não só dos mais raros como um dos mais interessantes livros de Irene Lisboa, à base de, justamente, «Apontamentos» de tipo diarístico – que foram aqui seccionados nas duas grandes partições «De Setembro de 1942 a Fevereiro de 1943» e «De 1942 para trás, ao acaso» (constando esta dos capítulos «A fonte do veado», «Os reformados», «Férias no campo» e «Uma mão cheia de nada», anunciando o célebre livro-a-vir «Uma mão cheia de nada, outra de coisa nenhuma»).

Bom exemplar, sem defeitos de relevo.
 
25€

Irene Lisboa — Título qualquer serve (para novelas e noveletas)

Portugália Editora, Lisboa. (1958). In-8º de 271, [5] págs. Br.

Edição original de um livro que recolheu novelas como «O Braga», «Alexandrino», «O Passarinho da Serra», «O Baile», «Vigília», «Senilidade», «Contar Não é o Meu Forte», «Província», «Noite» e «Tempo Passou».
Bom exemplar, sem vestígios de anterior uso e tendo apenas ligeiras marcas de envelhecimento, que o tipo de papel utilizado propicia. Com um discreto carimbo na folha de guarda indicando ter-se tratado de “oferta dos editores”.
 
20€ 

Irene Lisboa — Uma Mão Cheia de Nada, Outra de Coisa Nenhuma

Livraria Figueirinhas / Porto (1976). In-8º de 155, [5] págs. Br.

Segunda edição, apreciada pelos desenhos de Pitum Keil do Amaral que a ilustram ao longo do volume e na capa.

Exemplar em bom estado, descontando ligeiro desgaste superficial da capa e uma assinatura de propriedade na folha preliminar, de anterrosto.

7€

Poetas Novos de Portugal (selecção e prefácio de Cecília Meireles)

Edições Dois Mundos Editora Ltda. Rio de Janeiro. (1944). In-8º de 315, [5] págs. Enc.

Do longo – estende-se por quase cinquenta páginas – texto introdutório da escritora brasileira, como de costume, nestas circunstâncias, proclamador de intenções e explicador de critérios, poder-se-ia, entre outras coisas, reportar: a indicação habitual de Cesário, Nobre e Antero como as raízes desta «nova» poesia portuguesa, atribuindo-lhes depois como «caules» Pessanha e, até certo ponto, Afonso Duarte, o que hoje parecerá quase uma extravagância (salvo o caso de alguns nomes do Novo Cancioneiro, Carlos de Oliveira – que aqui nem aparece –, confessado tributário do poeta da Ereira, à cabeça), para não dizer um contra-senso, mesmo cronológico (Sá-Carneiro, por exemplo, era mais velho, pelo que ainda aí não se entende que influência haveria o Orpheu de lhe ir beber...); a inclusão, aliás com algum destaque, de Irene Lisboa (João Falco) e Fernanda de Castro neste contexto, talvez explicável por simpatia feminina, ou nem isso (se por aí fôssemos, antes a lamurienta Florbela); a colação larguíssima de um Fernando Pessoa então quase inédito, mas já credor do maior – de longe – destaque e assinalado “o caso mais extraordinário das letras portuguesas”, o que as amizades portuguesas de Cecília explicariam; e a atribuição à Presença de mais méritos dos que comummente, e com bom juízo, por estes dias se lhe reconhecerá. Cronologia, gostos, tendências, compadrios e presumível «mão» lusa (de Casais Monteiro, de Cortes-Rodrigues, ou ambas; não a de Cortesão, director desta «Coleção Clássicos e Contemporâneos» e também a viver no Brasil, que decerto ditaria outras escolhas) a esmo: tudo certamente cheio de boas intenções, mas demasiado confuso, atabalhoado, desequilibrado e falho de critério.
São os principais representados Pessanha, Sá-Carneiro, Pessoa, João Falco, Régio, Nemésio, Botto, Alberto de Serpa, Carlos Queirós, Casais Monteiro, Saul Dias e J. J. Cochofel.

Primeira edição; rara em Portugal (e mesmo no Brasil pouco frequente). Este exemplar, da série encadernada pelo editor, pertenceu também a Laureano Barros, que nos típicos apontamentos a lápis sobre a guarda indicou isso mesmo - a série e a raridade. A encadernação apresenta-se porém um tanto manchada e escurecida junto às margens.
 
35€