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Natália Correia — Erros Meus, Má Fortuna, Amor Ardente

Erros Meus, Má Fortuna, Amor Ardente : peça em 3 actos

Natália Correia • Fernando Ribeiro de Mello/Edições Afrodite. (Esta edição com o total de duzentas e setenta páginas em papel La Crème de noventa gramas. com «vergé» seis desdobráveis. dezoito extra-textos em papel «printomat» de cento e cinquenta gramas. foi composta e impressa em novembro de mil novecentos e oitenta e um na Gráfica Maiadouro)

No mesmo sentido do texto de David Mourão-Ferreira apresentado nas badanas, aludindo ao “sombrio e sinistro soba que «reinou», em 1980, na esfera oficial da cultura portuguesa”, rezava assim a nota preliminar graficamente ornamentada: “Esta peça foi encomendada à autora pelo Teatro Nacional D. Maria II, para celebrar em 1980 o 4.º centenário da morte de Luís de Camões. A «má fortuna» que, em vida, perseguiu o poeta, atravessou-se neste projecto impedindo a sua concretização, por critérios que deslustram quem os assumiu”. O director do D. Maria II era Lima de Freitas, um dos ilustradores nesta passagem a livro; o “soba” seria decerto o Secretário de Estado da Cultura do governo de Pintasilgo, Vasco Pulido Valente, que terá recusado o financiamento à peça, sem o qual não pôde subir à cena - V.P.V. com quem a autora colaborava ou tinha colaborado na Secretaria de Estado, passando depois a referir-se a ele como “aquele com asco no nome”... .
“A peça camoniana de Natália (...) é acima de tudo uma luxuriante celebração da língua, pela recriação/reinvenção de um português falado por Camões e seus contemporâneos, que fosse digna de dar voz ao vate e receber intertextualidades de poemas e dramaturgia de Camões ele mesmo” (Armando Nascimento Rosa).

Ilustrações de Ângelo de Sousa, Carlos Calvet, Cruzeiro Seixas, Francisco Relógio, Júlio Resende e Lima de Freitas.

35€

Francisco Ferreira ― 26 anos na União Soviética

26 anos na União Soviética: notas de exílio do «Chico da C.U.F.»

edições afrodite / fernando ribeiro de mello (1976). In-8º de 332, [12] págs. Br.

Uma nota editorial logo na abertura indicava terem sido já publicados desde Janeiro quase 30.000 exemplares do livro, a que se somariam os 10.000 desta quinta tiragem (em Abril); o que, a ser verdade, terá constituído um dos maiores casos de sucesso comercial da Afrodite. Capa, como habitualmente, de Henrique Manuel e prefácio de José Augusto Seabra – que contava alguns pormenores biográficos sobre o amigo, o modo como se conheceram e estreitaram relações na Rússia e até as aptidões literárias que via no que fôra já seu co-tradutor dos livros de Soljenitsin. De resto, o volume reproduz documentos vários e interessa sobretudo ao conhecimento (crítico...) da ex-União e de alguns episódios do clandestino P.C.P., quase sempre envolvendo o também exilado na U.R.S.S. Álvaro Cunhal.
 
10€