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Al Berto (& José Pedro Croft) — Canto do amigo morto

Livro de Artistas (Comissariado para a Europália 91  Portugal). (Capa, layout e supervisão gráfica de Paulo da Costa Domingos / Desenhos a grafite e têmpera sobre papel, 1990 / Composição, impressão e acabamento de Eurolitho-Impressores Gráficos, Ld.ª). In-4º gr. de 38, [ii] págs. Br.

Título inaugural de uma colecção que juntava sempre, a par, escritor/poeta e artista plástico; e que ao texto em português, impresso em folhas de papel couché, fazia seguir a tradução para francês, esse em tipo mais pequeno e sobre papel ligeiramente avergoado.
Teve o apoio espalhafatoso do Banco Comercial Português e da Portugal Telecom, «pormenor» a que o supervisor, sempre pródigo em arengas anti-capitalistas (o mal não está obviamente no anti-capitalismo, e sim no despropósito moralista, sentencioso-infrene, das arengas), parece ter fechado os olhos. "Bem prega Frei" etc.

20€ (reservado)

Al Berto ― O Medo

Assírio & Alvim (1997). In-8º gr. de 640, [II] págs. Br.

Dispensará decerto apresentações esta conhecida recolha da produção do poeta de Sines, aqui na terceira das cinco edições dadas a lume até hoje - a primeira na Assírio e a primeira póstuma, publicada no próprio ano da morte do autor; sendo as duas anteriores da Contexto, cuja capa homoerótica, aproveitando um retrato do poeta em pose de «diva» por Paulo Nozolino, era aqui substituída (mas recentemente recuperada) por uma mais sóbria em fundo negro com o corte das folhas tintado, numa solução graficamente discutível, a roxo. Das cinco, há-de ter sido de longe esta a mais lida, consultada e requisitada pelo luso público ledor de poesia, pelo que também ela dispensará minuciosas descrições.


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