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Fernando Campos — A Casa do Pó

A Casa do Pó (11.ª edição)

Difel / Difusão Editorial, S. A. (Impressão e acabamento: Tipografia Guerra – Viseu / Outubro 1999). In-8º de 436, [2], [ii] págs. Br.

"Na esquina da Avenida João XXI com a Avenida de Roma, uma senhora vendia livros em segunda mão num antigo triciclo de gelados transformado em livraria ambulante. Era pelos idos de 1976. O então desconhecido escritor namorava um exemplar raríssimo de Frei Pantaleão de Aveiro com data de 1700. Cinco contos era muito dinheiro. Depois de bem negociado, acabou por ficar por um conto e quinhentos. A sua leitura precipitou a escrita de A Casa do Pó - concluído o livro, foi só fazer uma listagem das editoras presentes nas Páginas Amarelas e, como a que estava mais perto era a Difel, foi para lá que a filha do escritor se encaminhou com o original. Nasceu, com esta simplicidade, um dos grandes êxitos da literatura portuguesa contemporânea" [José do Carmo Francisco]

Exemplar com dedicatória manuscrita e assinada pelo autor.

15€

Fernando Campos — A Sala das Perguntas

A Sala das Perguntas (2.ª edição)

Difel / Difusão Editorial, S. A. (Impressão e acabamento: Tipografia Guerra – Viseu / Janeiro 1999). In-8º de 399, [1], [iv] págs. Br.

“Neste romance o leitor viaja com Damião de Góis pela Europa do segundo quartel do séc.XVI e conhece o Portugal contraditório da glória dos descobrimentos, dos primeiros sinais da decadência e do começo da Inquisição. Venha, leitor, a Antuérpia, à feitoria portuguesa, ver junto ao Esclada a faina do embarque e desembarque das mercadorias. / Dê um salto a Londres conversar com Henrique VIII e com Tomás Morus. / Vá de jornada à Dinamarca, passe em Vitemberga a almoçar e merendar com Lutero e Melâncton. / Em Gdansky conheça os mercadores da Hansa, assista, no porto, ao carregamento de mastros das florestas do norte para as naus portuguesas, ouça Góis falar sobre o Preste João e sobre a infeliz sorte dos Lapões com o bispo de Upsala, João Magnus Gotus e seu irmão Olau... / Regresse à Flandres, matricule-se na universidade de Lovaina e, ao defendê-la de um cerco de tropas francesas, seja feito refém só resgatável a peso de ouro... E regresse à pátria para ser perseguido por ter amor à verdade e para ser finalmente acusado ao Santo Ofício, preso nos cárceres da Inquisição, inquirido sobre a sua consciência na sala das perguntas dos Estaus..."

10€

Fernando Campos — A Esmeralda Partida

Difel / Difusão Editorial, S. A. (Impressão e acabamento: Tipografia Guerra – Viseu / 1995). In-8º de 682, [1], [v] págs. Br.

"É o século XV que nos entra nos sentidos. (...) A galeria dos Almadas e dos Senhores de Montemor-o-Velho, que nos impelem para lugares como Alfarrobeira e o panteon de S. Marcos. Os vultos isolados dos nomes mais sonantes da época em que os portugueses foram universais. / A acção ultrapassa fronteiras além Pirinéus. A Inglaterra, a Flandres e a Borgonha, a França do pérfido Luís a contracenar com o temerário Carlos e o inocente Afonso de Portugal. O Sacro Império do imperador Segismundo, Roma, Veneza e outros tantos lugares sem esquecer as plagas africanas e as terras por desvendar."

Edição original - dois exemplares disponíveis, um melhor e outro com ligeiro desgaste exterior.

12€ / 14€

Marguerite Duras — O Amante

O Amante (14.ª Edição / Tradução de Luísa Costa Gomes e Maria da Piedade Ferreira)

Difel / Difusão Editorial, Lda. Lisboa. (Impressão e acabamento: Tipografia Guerra, Viseu). In-8º de 98, [ii] págs. Br.

Vencedor por unaninimidade do Goncourt, ia já aqui na 14ª de ainda muitas mais edições – num tempo não assim tão distante em que por cá se ligava alguma coisa à literatura, em geral, e ao principal prémio das letras francesas em particular. Vendidos quase 3 milhões de exemplares só em França, viria a ter adaptação cinematográfica, supervisionada pela própria Duras, já na década de 90.

8€

Marguerite Duras — Olhos Azuis Cabelo Preto

Olhos Azuis Cabelo Preto (Tradução de Tereza Coelho)

Difel / Difusão Editorial, Lda. Lisboa. (Impressão e acabamento: Tipografia Guerra, Viseu). In-8º de 109, [iii] págs. Br.

“É a história de um amor, o maior e mais aterrador que me aconteceu escrever. Sei-o. Sabemo-lo para nós mesmos. Trata-se de um amor jamais nomeado nos romances, inominado até por aqueles que o vivem, de um sentimento que de algum modo não encontrou ainda o seu próprio vocabulário, os seus hábitos, os seus ritos. Um amor perdido. Perdido enquanto perdição.” (Marguerite Duras)
Olhos Azuis Cabelo Preto é um texto nos limites do confessável. O mais irredutivelmente durasiano que Duras publicou. Por isso mesmo o mais notável: simultaneamente misterioso e de uma terrível clareza” (Teresa Coelho)

Primeira edição portuguesa deste título recuperado mais recentemente pela Relógio d’Água. 

10€

Marguerite Yourcenar — Fogos

Fogos (Tradução de Maria da Graça Morais Sarmento)

DIFEL / Difusão Editorial, S. A. (Impressão e acabamento: Tipografia Guerra, Viseu, 1995). In-8º de 155, [v] págs. Br.

“Aqui não há sublimação, como pretende uma fórmula decididamente infeliz e insultuosa para a própria carne, mas sim percepção obscura de que o amor por uma determinada pessoa, por muito dilacerante que pareça, muitas vezes não é mais do que um belo acidente passageiro, menos real em certo sentido do que as predisposições e as escolhas que o antecedem e que lhe sobreviverão” [sem mais considerações, substitua-se é nessa ideia «amor» por «paixão»].

12€

Lawrence Durrell — Monsieur ou O Príncipe das Trevas

Monsieur ou O Príncipe das Trevas (Tradução de Daniel Gonçalves)

Difel, Difusão Editorial. [S/d – DL 1984]. In-8º de 226, [VI] págs. Br.

“Depois do «Quarteto de Alexandria», Monsieur ou o Príncipe das Trevas, que inicia uma nova série de cinco romances, conta a história de um estranho triângulo amoroso (...)” com acção entre França e Veneza. Edição portuguesa com tradução de Rogério Petinga.

10€

James Joyce — Retrato do Artista quando Jovem

Retrato do Artista quando Jovem (Tradução e prefácio de Alfredo Margarido / 3.ª edição)

Difel (2009). In-8º de 269, [III] págs. Br.

Bastante extenso o prefácio a dois tempos de Margarido, começando por equiparar Joyce e Proust como fundadores do romance contemporâneo (isto tem muito que se lhe diga...), traçando um paralelo bio-bibliográfico entre Joyce e Pessoa e acabando a dedicar este trabalho a Mário-Henrique Leiria, com quem dizia ter discutido nos anos 50/60 os problemas que a prosa de Joyce punha aos tradutores portugueses - e sublinhando que "Deve haver no espólio de Mário Henrique algumas curtas tentativas de traduzir este romance".

Exemplares por estrear.

10€

Marguerite Yourcenar — Como a água que Corre

Como a Água que Corre (2.ª edição) / Tradução de Luiza Neto Jorge

Difel, Difusão Editorial, Lda. (1983). In-8º gr. de 230, [II] págs. Br.

Yourcenar agregou neste volume as novelas «Anna Soror» , «Um Homem Obscuro» e «Uma Bela Manhã»; de todas elas explicando a génese nos posfácios consecutivos que apresenta no final (o último em Sintra, o primeiro já alguns dias depois em Marrocos; muito viajava a senhora...).

12€

Gonzalo Torrente Ballester ― A Rosa dos Ventos

A Rosa dos Ventos: Materiais para uma opereta sem música (Tradução de Vanda Anastácio / 2.ª edição)

Difel, Difusão Editorial, S. A. (1995). In-8º de 256, [2] págs. Br.

Primeira edição portuguesa.

Exemplar com ligeiro desgaste exterior.

10€



Gonzalo Torrente Ballester ― A Rosa dos Ventos

A Rosa dos Ventos: Materiais para uma opereta sem música (Tradução de Vanda Anastácio / 2.ª edição)

Difel, Difusão Editorial, S. A. (2000). In-8º de 256, [2] págs. Br.

"A acção de A Rosa dos Ventos decorre nos últimos anos do séc.XIX., num minúsculo país imaginário. Reconstitui o final do reinado do Grão Duque Ferdinando Luís, deposto por seu primo, o imperador centro-europeu Carlos Frederico Guilherme, depois de uma série de intrigas e de ameaças. Juntamente com a narração, na primeira pessoa, do Duque, incluem-se muitas cartas trocadas entre os seus súbditos. Através delas, evoca a sua vida nesse diminuto e inerme Estado: uma imperatriz magestosa, livre, desenvolta, apaixonada; duas filhas; militares fiéis; servidores astutos; um povo que acredita em sortilégios, em presságios, em bruxas – porque as há –, um imperador de pacotilha e um lento agonizar da independência deste país feliz.

Tudo isto passa por estas páginas mágicas, irónicas e abertas a todos os ventos da inteligência".

12€

Gonzalo Torrente Ballester ― O Casamento de Chon Recalde

O Casamento de Chon Recalde
(Romance quase cor-de-rosa) / (Tradução de António Gonçalves)

Difel, Difusão Editorial (1996). In-8º de 211, [1] págs. Br.


Villarreal de la Mar, uma das quatro cidades imaginárias de Gonzalo Torrente Ballester, situada no “finisterra” da Europa, ou seja, na Galiza. Anos quarenta, Segunda Guerra Mundial, ou antes, porque mais marcante no romance pós-guerra civil espanhola. (…) um impressionante retrato da condição feminina em épocas muito difíceis”.

Exemplar com pequenas marcas na capa.

10€ (reservado)


Gonzalo Torrente Ballester ― As Ilhas Extraordinárias

As Ilhas Extraordinárias (Tradução de Vanda Anastácio / 3.ª edição)

Difel, Difusão Editorial (1997). In-8º de 143, [1] págs. Br.

Uma “irónica fábula sobre o poder absoluto, ao qual não escapa nenhum aspecto da sociedade (militar, industrial, cultural, sexual). Na tradição das Novelas e contos de Voltaire, o autor apresenta uma fantasia brincalhona, divertida e também amarga e inquietante, que constitui uma reflexão sobre o poder politico e as desumanas consequências a que pode conduzir”.


10€ (reservado)