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Antero de Quental — Prosas Escolhidas (Selecção e prefácio de Fidelino de Figueiredo)

Livros de Portugal, ltda. Rio de Janeiro, 1942. In-8º gr. de 309, [9] págs. Br.

É  bastante extenso (ultrapassa as duas dezenas de páginas) o prefácio do professor então já exilado no Brasil, que aqui recolheu «Bom-senso e Bom-gosto», «A Dignidade das letras e as Literaturas Oficiais», «Causas da Decadência dos Povos Peninsulares nos últimos três séculos», «Considerações sôbre a Filosofia da História Literária Portuguesa», «Teoria do Socialismo. Evolução política e econômica das sociedades da Europa, por J. P. de Oliveira Martins», «A Poesia na Actualidade», «A "Philosophia da Natureza" dos naturalistas» e «Tendências gerais da Filosofia na segunda metade do século XIX». 

20€

Fidelino de Figueiredo ― Menoridade da Inteligência

Coimbra: Imprensa da Universidade, 1933. In-8º de 162, [2] págs. Br.

Publicado na «Biblioteca de Ensaios», agrega este «Política e Inteligência», ««Uma interrogação vital»», «Noção de cultura», «A passividade da escola», «A assimilação da turba» e «Memorialismo e voluntarismo»; juntando-se-lhe, em apêndice, «De regresso de Hollywood…(reflexões sobre o cinema)».

17€

Fidelino de Figueiredo ― Cultura Intervalar

Coimbra, Editorial Nobel, 1944. In-8º de 145, [3] págs. Br.

Primeira edição de um dos principais livros do autor, escrito já no exílio (brasileiro) do Estado Novo, via monárquica - o que não deixa de ser curioso, tendo em conta que ocupara na BN o lugar de anteriores exilados republicanos, propriamente em cultura intervalar. Com vários capítulos de interesse, podendo destacar-se os dois centrais «A Melancolia da História» e «Tragédia de um Poeta». Tem ainda, a terminar, um apêndice que reúne «Sete anedotas exemplares».

12€

Fidelino de Figueiredo ― Motivos de Novo Estilo

Coimbra, Editorial Nobel, 1944. In-8º de 96, [8] págs. Br.

Segunda edição, acrescentada de um prólogo do autor. Inclui o ainda hoje frequentemente repescado «Do conceito de geração».

Exemplar por estrear, em muito bom estado.

10€

Fidelino de Figueiredo ― Interpretações

Coimbra, Editorial Nobel, 1944. In-8º de 88, [8] págs. Br.

Segunda edição de um livro que reúne os ensaios «Imagem-Fôrça: Um conceito para a filosofia da educação» e «America the Beautiful».

Exemplar em bom estado, sem defeitos de relevo (apenas uma pequena marca na folha preliminar).

8€

Fidelino de Figueiredo ― Diálogo ao Espelho

Guimarães Editores, Lisboa. (1957). In-8º de 177, [7] págs. Br.

O volume – constante de 3 longas cartas de resposta a Michele de Filippis, às quais se seguem um igualmente longo («Sobre criteriologia literária») e um breve («Mensagem à Universidade de São Paulo») apêndices – reúne textos em que, num modo habitual no autor, se mesclam ensaios e memórias pessoais de vária sorte.

14€

Fidelino de Figueiredo ― Entre Dois Universos

Guimarães Editores, Lisboa. (1959). In-8º de 278, [10] págs. Br.

Um dos trabalhos tardios do autor, o volume, publicado na colecção «Filosofia e Ensaios», reúne textos que, como habitualmente, se estendem pela literatura, pela história e pela filosofia, com predominância aqui para temas da história e da filosofia da história; contendo as secções de capítulos «Velhice e Literatura», «História: Aparência e realidade», «Histeria ou Estruturação?», «Grandes manchas da história», «O anti-eslavismo e a filosofia da história» (sobre Spengler, Keyserling, Weber, Berdiaeff, etc.), «Vida – Palavra sem antonimo» e «Viagem à volta do Homem».

14€


Fidelino de Figueiredo — Paixão e Ressurreição do Homem

Portugália Editora. (1967). In-8º de [II], 171, [13] págs. Br.

“Ao editar agora Paixão e Ressurreição do Homem, a Portugália deseja homenagear a memória do mestre da História e da Literatura, cuja acção nas cátedras universitárias de Espanha, do Brasil, da Argentina, do México, dos Estados Unidos, enobreceu o pensamento português e contribuiu decisivamente para a difusão dos momentos mais relevantes da cultura nacional”. O volume, publicado na colecção «Problemas», inclui uma «Carta-dedicatória» de Fidelino ao filho e um interessante (e ainda invulgarmente lúcido) «Prólogo antimemorialista», a que se seguem os ensaios tardios «A duplicidade humana – uma evidência», «O cerco das limitações humanas – outra evidência», «Antiguidade e nobreza da Filosofia da História», «Concentração plutocastrense», «O último reduto» e «Problemas & mistérios». É ainda apresentada, a terminar, a longa bibliografia completa do professor. 

Exemplar um quanto desgastado na capa. 

12€

Fidelino de Figueiredo — A Épica Portuguesa no Século XVI

A Épica Portuguesa no Século XVI // apêndices: Ainda a épica portuguesa (Nótulas de autocrítica) / Variações sobre o espírito épico / Os séculos XV e XVI (Ideias para uma introdução) / Apêndices bibliográficos (I, II e III) // Edição fac-similada com apresentação de Antônio Soares Amora

Descoberta do Mundo ———— ciclo de edições comemorativas dos centenários das grandes navegações portuguesas, de Bartolomeu Dias a Pedro Álvares Cabral (1487-1500) / Imprensa Nacional - Casa da Moeda. (Acabou de imprimir-se em Março de 1987 com uma tiragem de três mil exemplares). In-8º de [II], 585, [IX] págs. Br.

Fac-simile da edição publicada no Brasil, em 1950, em separata do boletim da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo.

Exemplar por estrear.

18€ 

Raul Proença — O Caso da Biblioteca

O Caso da Biblioteca (Organização, estudos e notas de Daniel Pires e José Carlos González)

Biblioteca Nacional / Lisboa, 1988. In-8º gr. de 188, [II] págs. Br.

"Pretende-se com este livro reconstituir a sindicância à actividade de Raul Proença e de Jaime Cortesão, responsáveis máximos da Biblioteca Nacional, de 1919 a 1927, instaurada na sequência da primeira revolução contra a Ditadura, que deflagrou no Porto e em Lisboa, em Fevereiro de 1927", melhor dizendo: que deflagrou no Porto, chegando a Lisboa vários dias depois...; e na sequência da qual ambos seriam demitidos e logo exilados para fugir à prisão, Cortesão, director, e Proença, originalmente convidado para o cargo, que recusou, indicando o nome do amigo. Além de vários relatórios e peças de imprensa, o volume reproduz a peça que lhe deu título, praticamente inédita, na qual Proença se atira a tudo e todos - incluindo o novo director indigitado pela ditadura, Fidelino de Figueiredo, que a serem verdade algumas das coisas aqui arguidas não sai dela nada bem tratado. 
Ao contrário deste exemplar, novo.

10€

Fidelino de Figueiredo ― Um Seculo de Relações Luso-Brasileiras (1825-1925)

Um Seculo de Relações Luso-Brasileiras (1825-1925) / (Separata da Revista de Historia, vol. 14.º, 1925)

Emprêsa Literária Fluminense, L.da / Lisboa. In-8º de 28, [4] págs. Br.

Interessante panorâmica de um professor português que anos mais tarde, durante o Estado Novo, se viria a exilar precisamente no Brasil (e nos Estados Unidos); partindo de uma muito razoável perspectiva equilibrada que ainda hoje faz todo o sentido, entre os extremos do lusotropicalismo e de um certo complexo de Édipo anti-lusitano que se tornaria moda na esquerda brasileira a partir de meados do século passado: “A minha amizade ao Brasil está bem demonstrada e o meu obstinado sentimento patrio já recebeu tambem sufficiente tempêro de amargura probatoria para á vontade poder applaudir aquelle nacionalismo brasileiro, não lusophobo, nem xenophobo, que com firme commedimento de expressão declara a sua vontade de insuflar no formidavel corpo brasileiro uma alma brasileira, que não renega a hereditariedade de que provém”.

Exemplar desvalorizado por algum desgaste e pequenas falhas de papel na capa.
 
7€

Homenagem a Almeida Garrett: Festas da Biblioteca do Clube Fenianos Portuenses

(Composto e impresso na Empresa «Diário do Porto», L.da / Rua S. Bento da Vitória, 10). In-4º gr. de [38] págs. Br.

Interessantíssima e pouco conhecida publicação dos Fenianos – cuja devoção pelo esquerdista Garrett, em pleno Estado Novo, não parece nada de estranhar –, com contribuições literárias variadas: «Uma “Verdadeira Curiosidade Literária” “ e não menos interessante Curiosidade Política” da biografia de Garrett (três cartas do poeta)», por Magalhães Basto, sobre as insistentes e vãs tentativas em se fazer eleito deputado pelo círculo eleitoral do Porto; «Almeida Garrett e o Porto», por António de Macedo, então presidente do Ateneu e várias vezes publicador nas edições dos Fenianos; «Shakespeare e Garrett», do exilado (nessa altura no Brasil) Fidelino de Figueiredo, perorando acerca da influência d’«O Bardo» na literatura de Garrett, o Camões e o Frei Luiz de Sousa em particular; «Quelques traducteurs de Garrett ou Le Désir d’Universalité», Andrée Crabbé Rocha; e «Almeida Garrett e a Etnografia Portuguesa», por Jorge Dias, sublinhando o cariz pioneiro das recolhas folclóricas pelo poeta.
Na parte artística, destaque para os retratos de Garrett aqui apresentados por Augusto Gomes, Gouveia Portuense, Mário Norton e Carlos Craveiro; sendo do segundo as ilustrações, no seu típico desenho, para uma pequena recolta de versos e de prosa a meio do volume. A cores, apresentam-se em folha destacada os três emblemas originais do clube, após uma resenha da sua actividade por Eduardo Ralha.
 
Exemplar de uma suponível série especial numerada pelos editores (coube a este o n.º6) e assinada pelo presidente da Assembleia Geral, Correia Guimarães; que se distingue da corrente por isso, pelas cores da capa e por não conter as folhas iniciais com publicidade. Em bom estado, mas parecendo ter perdido o agrafo original por efeito de ferrugem.
 
20€

Homenagem a Almeida Garrett: Festas da Biblioteca do Clube Fenianos Portuenses

(Composto e impresso na Empresa «Diário do Porto», L.da / Rua S. Bento da Vitória, 10). In-4º gr. de [38] págs. Br.

Exemplar da série corrente, sensivelmente nas mesmas condições.

10€

Fidelino de Figueiredo ― Mariana Alcoforado

Coimbra: Imprensa da Universidade, 1920. In-4º de 12 págs. Br.

Primeira edição independente, em separata de «O Instituto», com tiragem limitada a 50 exemplares; estando este relativamente bem conservado (dada a fraca qualidade do papel), mas com alguma acidez na capa.
 
8€