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Carolina Michaëlis — Algumas palavras a respeito de Púcaros de Portugal

Coimbra: Imprensa da Universidade, 1921. In-8º de 90, [2] págs. Enc.

Desprezado pelos especialistas que com erudição e amor se ocuparam da Cerâmica Portuguesa, de faianças e porcelanas, o meu Ensaio agradou ainda assim a alguns amadores tanto daquela arte como da etnografia e lingüística nacional, e inspirou mesmo um alegre e espirituoso Diálogo, na maneira clássica de Francisco de Moraes: Os Púcaros, de Matos Sequeira, na Atlantida, Ano IV, n.os 42 e 43, p. 700-707. Desejoso de o possuir, mais de um coleccionador instou comigo reiteradas vezes para que o publicasse em edição independente” – assim rezava a «Explicação Prévia» da autora a esta bonita edição impressa a duas cores e ilustrada em folhas à parte de papel mais fino.

O exemplar, entretanto revestido de uma boa e minimal encadernação recente que lhe conserva a frente da capa primitiva, foi valorizadíssimo por uma dedicatória manuscrita – na sua bela letra – pela lusitanista “Ao benemerito hispanófilo Aubrey F. G. Bell”, datada de 6-XII-21; tendo-o o inglês muito cuidado, sem qualquer defeito significativo a assinalar.

40€

Carolina Michaëlis de Vasconcelos — Notas Vicentinas

Notas Vicentinas (Preliminares de uma edição crítica das Obras de Gil Vicente)

Coimbra: Imprensa da Universidade. 1912 – 1922. 4 vols. in-4º. Enc.

Colecção completa desta série de três livrinhos e um livrão (o quarto e último, com mais de quatrocentas páginas), a saber: I – Gil Vicente em Bruxelas ou o Jubileu de Amor; II - A Raínha Velha e O Monólogo do Vaqueiro; III – Romance à Morte del Rei Dom Manuel e à Aclamação de Dom João Terceiro; IV – Cultura Intelectual e Nobreza Literária. Os segundo e terceiro volumes foram publicados ambos em 1918.

Boa e bonita encadernação conjunta dos quatro volumes, com cantos e lombada em pele gravada a ouro, que na lombada foi ainda sobre-revestida de rótulo e duas tiras de alto a baixo em pele azul; tendo sido também a ouro carminado o corte das folhas à cabeça (restantes margens por aparar); estando as pastas forradas a «pele-de-cobra»; e conservando-se quase na totalidade ambas as faces das capas primitivas (falta apenas a inferior de uma delas). Excepção feita às folhas iniciais do primeiro, todos conservam ainda além disso as folhas por abrir.

75€

Carolina Michaëlis — O Cancioneiro Fernandes Tomás

O Cancioneiro Fernandes Tomás (índices, nótulas e textos inéditos)

Coimbra: Imprensa da Universidade, 1922. In-8º de 171, [3] págs. Br.

Explicava Carolina Michaëlis no prefácio ter este trabalho sido concebido para inclusão no In Memoriam preparado por Cardoso Marta em honra do amigo defunto Fernandes Tomás; ultrapassada em muito a extensão suposta para o efeito, acabou por ter aqui a sua primeira edição.

Exemplar em bom estado, mas com uma falha de papel e vários pequenos defeitos na capa. Pertenceu ao polígrafo (ligado à Seara Nova) Neves Águas, de quem tem o ex-libris no verso da folha de rosto.

20€