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Na Mão de Deus: Antologia da Poesia Religiosa Portuguesa

Na Mão de Deus: Antologia da Poesia Religiosa Portuguesa / Organizada por José Régio e Alberto de Serpa / Ilustrada por Guilherme Camarinha

Portugália Editora (1958). In-8º de 383, [1] págs. Br.

“(...) tendo de procurar, no tesoiro da nossa poesia, os poemas inspirados pela vida religiosa, achámos que a nossa antologia teria de abarcar a distância entre a concepção dum poeta como Antero e a dum anónimo poeta popular”, o que explica que o volume – começando com o século XV e arrolando uma excessiva falange presencista, e todo ele muito ao gosto de Régio – termine pela recolha de meia-dúzia de quadras populares. Dos antologiados, foram os mais representados Camões, Agostinho da Cruz (o mais), Baltazar Estaço e Bocage.

Exemplar em muito boa condição, quase impoluto e inteiramente por aparar.
 
30€

Poesia de Amor: Antologia Portuguesa

Poesia de Amor: Antologia Portuguesa / selecção e prefácio de José Régio e Alberto de Serpa / ilustrações de Paulo

1945, Livraria Tavares Martins – Pôrto. In-8º peq. de 301, [3] págs. Br.

Divide-se a recolha em secções respeitantes aos séculos XII a XVI, XVI, XVII e XVIII, XIX, XIX e XX; começando em Sancho I e terminando com Francisco Bugalho, um mais entre dez exagerados presencistas. O curto prefácio dos antologiadores destaca o móbil amoroso como propriamente definidor do «sentimento» e da «raça» (duvidosa que seja a palavra) portugueses; as ilustrações de Paulo, a pena e tinta, aparecem a página inteira em folhas contadas.

25€

Manuel Laranjeira — Prosas Perdidas

Prosas Perdidas (Selecção, Introdução e Notas de Alberto de Serpa)

Portugália Editora, Lisboa (1958). In-8º de 264, [4] págs. Br.

Terceiro e último dos volumes preparados por Alberto de Serpa a coberto da Portugália, recolhendo alguns dos muitos textos de Laranjeira dispersos pela imprensa da época e ainda não publicados em livro: sobre literatura (Camilo, Junqueiro, João de Deus, etc.), artes plásticas, religião, medicina, etc. etc.

O exemplar apresenta uma dedicatória de oferta daquelas que quase valem mais – ou valem mesmo... – do que a peça; manuscrita e assinada pelo próprio Alberto de Serpa a Cupertino de Miranda, que porém não o chegou a ler, conservando-se ainda com os cadernos por abrir: “Ao belo e largo espírito de Arthur Cupertino de Miranda, com muita estima e admiração, estes papéis que lhe lembrarão saudosos tempos”. Capa e folhas iniciais e finais com ligeiras marcas marginais de escurecimento.


35€

Novo Almanaque de Lembranças Luso-Brasileiro (1954)

Novo Almanaque de Lembranças Luso-Brasileiro (Colaboração de: Alberto de Serpa ֊ Campos de Figueiredo ֊ Carlos Drummond de Andrade ֊ Francisco Costa ֊  José Régio ֊ Manuel Bandeira ֊  Pedro Homem de Mello ֊  Ribeiro Couto)

1954. (Esta provàvelmente única edição do Novo Almanaque de Lembranças Luso-Brasileiro, que não entra no mercado e é apenas destinada a ofertas dos colaboradores, foi executada nas oficinas da Imprensa Portuguesa, à Rua Formosa, N.º 108, do Porto, em Julho de 1954). In-8º de 29, [3] págs. Br.

Muito mais pequeno do que o antepassado, em jeito propriamente de «lembrança», foi o volume impresso a duas cores sobre bom papel; apresentando este exemplar uma dedicatória de oferta manuscrita pelo próprio organizador, Alberto de Serpa.
 
20€

Poetas Novos de Portugal (selecção e prefácio de Cecília Meireles)

Edições Dois Mundos Editora Ltda. Rio de Janeiro. (1944). In-8º de 315, [5] págs. Enc.

Do longo – estende-se por quase cinquenta páginas – texto introdutório da escritora brasileira, como de costume, nestas circunstâncias, proclamador de intenções e explicador de critérios, poder-se-ia, entre outras coisas, reportar: a indicação habitual de Cesário, Nobre e Antero como as raízes desta «nova» poesia portuguesa, atribuindo-lhes depois como «caules» Pessanha e, até certo ponto, Afonso Duarte, o que hoje parecerá quase uma extravagância (salvo o caso de alguns nomes do Novo Cancioneiro, Carlos de Oliveira – que aqui nem aparece –, confessado tributário do poeta da Ereira, à cabeça), para não dizer um contra-senso, mesmo cronológico (Sá-Carneiro, por exemplo, era mais velho, pelo que ainda aí não se entende que influência haveria o Orpheu de lhe ir beber...); a inclusão, aliás com algum destaque, de Irene Lisboa (João Falco) e Fernanda de Castro neste contexto, talvez explicável por simpatia feminina, ou nem isso (se por aí fôssemos, antes a lamurienta Florbela); a colação larguíssima de um Fernando Pessoa então quase inédito, mas já credor do maior – de longe – destaque e assinalado “o caso mais extraordinário das letras portuguesas”, o que as amizades portuguesas de Cecília explicariam; e a atribuição à Presença de mais méritos dos que comummente, e com bom juízo, por estes dias se lhe reconhecerá. Cronologia, gostos, tendências, compadrios e presumível «mão» lusa (de Casais Monteiro, de Cortes-Rodrigues, ou ambas; não a de Cortesão, director desta «Coleção Clássicos e Contemporâneos» e também a viver no Brasil, que decerto ditaria outras escolhas) a esmo: tudo certamente cheio de boas intenções, mas demasiado confuso, atabalhoado, desequilibrado e falho de critério.
São os principais representados Pessanha, Sá-Carneiro, Pessoa, João Falco, Régio, Nemésio, Botto, Alberto de Serpa, Carlos Queirós, Casais Monteiro, Saul Dias e J. J. Cochofel.

Primeira edição; rara em Portugal (e mesmo no Brasil pouco frequente). Este exemplar, da série encadernada pelo editor, pertenceu também a Laureano Barros, que nos típicos apontamentos a lápis sobre a guarda indicou isso mesmo - a série e a raridade. A encadernação apresenta-se porém um tanto manchada e escurecida junto às margens.
 
35€