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25 de Abril, 50 anos, 100 livros: Catálogo

Nos 50 anos do 1.º de Maio de 1974, eis enfim o catálogo de livros seleccionados entre os muitos que sobre o tema esta casa tem sempre em acervo, dedicado aos 50 do 25 de Abril.
Seguiu-se o critério já mais ou menos fixado na bibliografia alusiva - antecedentes, período revolucionário propriamente dito e consequentes, neste caso ainda para lá do habitual limite da nossa abençoada Constituição de 76.
Cem peças à vossa escolha, entre literatura e poesia, trabalhos documentais, ensaios históricos, recriações mais ou menos «livres», etc.
Várias pertenceram à biblioteca do escritor Urbano Tavares Rodrigues, ele mesmo resistente à ditadura, e algumas têm dedicatórias dos respectivos autores mencionando o facto.
De resto, Henrique Galvão, Humberto Delgado, Álvaro Cunhal, Francisco Salgado Zenha, Mário Soares, Manuel Alegre, Francisco Sá-Carneiro, etc. etc.

Na capa, uma das variantes em forma de cartaz pintadas por Maria Helena Vieira da Silva sob o mote «A Poesia está na Rua», verso que faz hoje 50 anos a compagnonne-de-route Sophia dedicava numa composição aos militantes do Partido Socialista.

Pode e deve ser desde já consultado

Catálogo - PALOP's

Depois do grande de 200 livros dedicado aos 200 anos da independência do Brasil, o primeiro catálogo a ser actualizado este ano, e cuja publicação parece bastante oportuna numa semana de calor africano, foi o dos PALOP's - mais Angola, Cabo Verde e Moçambique, um «cheirinho» de Guiné e um cheirinhinho de São Tomé. Literatura, história, etnografia, etc.; livros do período colonial, do período revolucionário e do pós-colonial. 66 edições do séc.XX, 14 do XXI e duas do XIX: um Diccionario Geografico das Colonias Portuguezas (1842); e um catálogo (1865) das peças expostas na exposição inaugural do Palácio de Cristal.

Disponível para consulta

O Natal segundo Ruy Belo: ler Alexandre Herculano

Conhecem o «Poema de Natal» de Ruy Belo?

Começa assim: 
"É dia de natal a festa da família um deus nasceu
não me sinto sozinho mas estou sozinho
toda a minha família sou só eu
Levo nas algibeiras alguns versos e caminho
quando sinto de súbito o desejo de reler o herculano
a única pessoa que nos livros e na vida hoje me faz falta
única companhia para o meu natal
Entro nas poucas livrarias de Peniche
e gasto em livros de herculano o dinheiro que tenho"

Substitua-se as livrarias de Peniche, que por(des)ventura já nem existirão, por uma só livraria do Porto, que acaba de renovar o seu catálogo herculaneano - o qual inclui primeiras e raras edições em tempo de vida do próprio «Lobo do Vale», entre curiosidades várias.

Pode consultar-se

Com renovados votos de Boas-Festas para todos os clientes e amigos desta casa

Catálogo — Brasil (nos 200 anos da independência)

Quase a terminar este em que se assinala o bi-centenário da independência brasileira, eis um novo brasiliano catálogo, enriquecido com muitas peças de interesse adquiridas ou resgatadas para o efeito ao longo dos últimos meses. 
Entre Literatura, História, Arte e outros assuntos e temas, v.g. monografias locais, são 150 páginas de coisinhas destas, mas há por exemplo edições originais de Gilberto Freire e Buarque de Holanda (e de muitos autores portugueses filo-brasileiros, entre os quais o mais «brasileiro» dos nossos principais escritores do séc.XX, o oliveirense Ferreira de Castro); uma série completa da «Illustração Brasileira»; várias das mais reputadas Histórias do Brasil; edições brasileiras e portuguesas oitocentistas; livros franceses também oitocentistas sobre o país que cobiçaram; etc.  

Pode ser consultado

Catálogo - «Seara Nova»

Nos 100 anos da Seara Nova, um pequeno catálogo inteiramente dedicado às publicações da revista editora no acervo desta casa, incluindo algumas recentes entradas.
Em principal destaque o «Presidente-Escritor» Teixeira-Gomes e o Imperador Escritor Raul Brandão, mas não só.

Disponível para consulta
 

Catálogo - A «Geração de 70»

Cumpriram-se quinta-feira passada exactos 150 anos sobre o dia em que «Santo Antero» de Quental, após uma breve apresentação algumas noites antes, abria propriamente as «Conferências Democráticas do Casino» Lisbonense com as suas famosas Causas da Decadência dos Povos Peninsulares. O resto da história é conhecido, e parece um bom motivo para dedicar um catálogo inteirinho à Geração de 70. Aos cinco senhores do conhecido retrato tirado após um almoço no antigo restaurante do antigo Palácio de Cristal portuense - Antero, Eça, Junqueiro, Oliveira Martins e Ramalho Ortigão -, retrato esse que lhe serve de capa, foram acrescentados um mais e outro menos compagnons-de-route (Teófilo Braga e Gomes Leal) habitualmente associados e igualmente muito bem representados cá na livraria e, no final do catálogo, um pequeno suplemento com figuras hoje mais em segundo plano: Alberto Sampaio, António Cândido (a «Águia do Marão»), Luís de Magalhães e João Penha.
150 anos, 150 páginas de catálogo; só o senhor Eça de Queirós ocupa umas quarenta (e ainda assim foi preciso deixar muita coisa de fora...). Para vos incentivar a leitura, porém, aqui vai:
- Entre tantos livros e edições para todos os gostos e feitios, estão já por exemplo as originais de peças tão significativas como A Ilustre Casa de Ramires, O Conde d'Abranhos, A Morte de D. João e A Velhice do Padre Eterno (de que até há por cá 2 exemplares, como se fossem pãezinhos...)
- As dez melhores compras terão direito a um exemplar da outra comemoração planeada cá pela casa: um livro que em breve deverá entrar no prelo recolhendo textos vários de Eça, já meio «perdidos», acerca da Geração de 70. Podemos gostar mais ou menos dela, mas ninguém discutirá que merece.

O catálogo pode ser desde já consultado

Catálogo - Primeira República

Nos 110 anos da Senhora, actualizámos o nosso catálogo da Primeira República. 
Pode consultar-se



Catálogo - Luís de Camões

A mais famosa vítima portuguesa de uma epidemia será muito provavelmente Luís de Camões, que se crê ter morrido de peste arrastado na miséria pelas ruas de Lisboa, talvez a 10 de Junho de 1580 - passam hoje 440 anos -, cerca de dois meses antes de as tropas de Felipe II entrarem em Portugal. Duplamente irónico, o destino: o «Dia de Portugal» consagra alguém que o país deixou à fome e que morreu "com a Pátria" depois ressuscitada.
Seja como for, pareceu-nos uma boa ocasião para começar a actualizar a camoneana nesta página, que estava quase tão miserável quanto o poeta.
E para dedicar um novo catálogo inteirinho ao vate, abarcando grande parte do que temos de momento, incluindo algumas edições mais raras e antigas, de 1827 em diante; com uma primeira parte de bibliografia mais ou menos activa/celebratória e uma segunda de mais ou menos passiva, 22 páginas cada uma.
(Nota: nas edições d'Os Lusíadas optámos como de costume pela ordem cronológica em detrimento da alfabética).
 
Pode consultar-se aqui