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Engels — A Origem da Família, da Propriedade e do Estado

A Origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado (Trabalho relacionado com as investigações de L. H. Morgan)

Editorial Presença. [S/d]. In-8º gr. de 236, [4] págs. Br.

Este estudo de Engels - ainda hoje de bem interessante leitura, apesar de alguma incipiência científica e de viciado, como de costume, por uma tese prévia que se quer à força provar - contém os capítulos «Estágios pré-históricos de cultura», «A gens iroquesa», «A gens grega», «Génese do Estado ateniense», «A gens e o Estado em Roma», «A gens entre os celtas e entre os germanos», «A formação do Estado entre os germanos» e «Barbárie e civilização»; pretendendo, ao aproveitar as referidas investigações do americano Lewis Morgan (cuja importância compara à de Darwin para a biologia e à do amigo Marx para a economia política, e de quem o livro principal foi Ancient Society, or Researches in the lines of Human Progress from Savagery through Barbarism to Civilization, de 1877), erigir como ideias fundamentais na Pré-História, entre outras, a existência de um (impropriamente chamado) «direito» materno a preceder o direito de matriz paterna afirmado na Grécia e na Roma antigas e de uma generalizada poligamia a anteceder o matrimónio monogâmico. A edição, publicada na «Colecção Síntese», transcreve os prefácios do autor à edição original (1884) e, mais longo este, à quarta, de 1891.

14€

Engels — El origen de la familia, la propiedad privada y el Estado

El origen de la familia, la propiedad privada y el Estado (En relación con las investigaciones de L. H. Morgan)

Editorial Ayuso (1972). In-8º peq. de 217, [V] págs. Br.

"Engels escribió esta obra en 1884, tomando como base el material del libro de Morgan La Sociedad Primitiva, así como otros datos más modernos de la Prehistoria. Engels estudia minuciosamente los rasgos históricos fundamentales del régimen social de las primeiras etapas de la Humanidad, los períodos llamados salvajismo y barbarie. Señala también cómo se habían transformado las formas del matrimonio y de la familia en relación con el progreso económico de la sociedad y como consequencia del crecimiento de la producción; a continuación analiza el proceso de desintegración del régimen gentilicio primitivo tomanco como base tres pueblos bien conocidos: los griegos, los romanos y los germanos, poniendo de manifiesto las causas económicas que provocaran la desintegración".

6€

Mendes Correia — Homo (os modernos estudos sobre a origem do homem)

Lumen. Empresa Internacional Editora. 1921. In-8º de 317, [3] págs. Enc.

Primeira edição, já invulgar, de um dos típicos trabalhos do autor – hoje mais que datados, e eivados frequentemente de preconceitos cuja validade científica é, claro, nula, mas com muitos dados e estudos de interesse (aqui sobre, e só no que a Portugal diz respeito, a estatura média nos vários distritos do país, a densidade populacional, a cor de cabelo, olhos e pele dos portugueses, etc.). Inclui numerosas gravuras no texto e os seguintes capítulos: «A origem animal do Homem», «A evolução», «Os Símios fósseis», «O Pithecanthropus», «O Homem fóssil», «A genealogia humana e a antropogénese», «O «neo-monogenismo» e a unidade específica do Homo sapiens», «Os factores da formação das raças», «Conclusões». 

Encadernação da época com a lombada em percalina gravada a ouro e as pastas em pele; conservando a capa de brochura por inteiro.

22€ 

Leslie A. White — The Evolution of Culture

The Evolution of Culture: The Development of Civilization to the Fall of Rome

McGraw-Hill Book Company, Inc. / New York Toronto London. (1959). In-8º de 378, [2] págs. Br.

Foi a primeira edição de um dos mais importantes tratados não só da antropologia cultural como de toda a (ainda curta) história da antropologia, em geral. O antropólogo norte-americano dividiu o volume nas duas partições principais «Primitive Culture» e «The Agricultural Revolution and Its Consequences».

Exemplar com algum desgaste da capa; no miolo, apenas de destacar pequenos vincos nas folhas inciais e finais, à cabeça.

15€

Gilberto Freire ― O mundo que o Português criou

O mundo que o Português criou (Aspectos das relações sociaes e de cultura do Brasil com Portugal e as colonias portuguesas / Prefacio de António Sérgio)

1940, Livraria José Olympio Editora – Rio de Janeiro. In-8º de 164, [4] págs. Enc.

Embora esse leit-motiv de toda a sua bibliografia aflorasse já de forma bastante clara desde os seus primeiros trabalhos, apesar das nuances que pontuam por exemplo Casa Grande & Senzala, pode e deve considerar-se este o tratado propriamente fundador do lusotropicalismo – o tempora, o mores, com extenso prefácio de um dos mais encartados opositores ao Estado Novo, o qual de passagem se insurgia contra a “retórica histórico-patrioteira” a que hoje o pós-colonialismo reduz com alguma ignorância a coisa. Na introdução, Freire explicava que esta edição original (sob o título) se baseava em Conferencias na Europa, saída dois anos antes – mas acrescentando quer texto, quer apensos às quatro conferências em causa: «Aspectos da influencia da mestiçagem sobre as relações sociaes e de cultura entre portugueses e luso-descendentes»; «Importancia dos estudos de historia social e cultural para as relações entre portugueses e luso-descendentes»; «Suggestões para a cooperação luso-brasileira no estudo de problemas de historia de arte culta e popular»; «O Nordeste do Brasil e seus pontos de contacto com outras areas americanas especializadas na producção do açucar».

Outro exemplar da biblioteca brasiliana de Aurélio Pereira Martins, com uma boa encadernação mas infelizmente desprovida da capa de brochura.
 
28€

Gilberto Freire ― Região e tradição

Região e tradição (Prefácio de José Lins do Rego / Illustrações de Cícero Dias)

1941 / Livraria José Olympio Editora – Rio de Janeiro. In-8º de 264, [4] págs. Enc.

O prefácio do romancista brasileiro, que depois se debruçava sobre isso mesmo, começava por notar que “Este livro de Gilberto Freyre é bem a historia de sua vida intellectual no Brasil. Vae elle de seus 17 annos ao fim dos seus 30. E nenhum titulo diz melhor, com mais propriedade, de toda a sua luta interior, de todo o seu esforço de comprehender e de sentir a sua gente e a sua terra”. Com as ilustrações de Cícero a folha inteira, teve o livro, aqui em primeira edição, capítulos como «Algumas notas sobre a pintura no Nordeste do Brasil», «Região, tradição e cozinha», «Fidalgos pernambucanos», «Narcisismo gaúcho», «Regresso à provincia», etc.

Mais um livro da colecção brasiliana de Aurélio P. Martins, encadernado como os abaixo e acima referidos, sem a capa de origem.
 
25€     

Gilberto Freire ― Problemas Brasileiros de Antropologia

Colecção Estudos Brasileiros da CEB / Rio de Janeiro, 1943. In-8º de 208, XII, [I] págs. Enc.

Correspondendo algumas a conferências proferidas pelo autor, o volume divide-se nas partições «A propósito de algumas tendências actuais da antropologia», «Antropologia social e antropologia cultural», «Áreas de cultura e outras áreas», «Complexidade da antropologia e complexidade do Brasil como problema antropológico», «A propósito de paulistas», «Sugestões para o estudo histórico-social do sobrado no Rio Grande do Sul», «Problemas de relações da personalidade com o meio», «A propósito da política cultural do Brasil na América» e «Antropologia e reforma do esnino». Edição da Casa do Estudante do Brasil, a original deste livro, ilustrada numa série de folhas à parte por fotogravuras de sobrados e respectivas janelas do Rio Grande do Sul e portas e janelas «mouriscas» de Olinda.

Exemplar forrado de encadernação semelhante às acima fotografadas; igualmente desprovido da capa de publicação e igualmente ostentando o ex-libris de Aurélio Pereira Martins, que além disso o assinou.
 
23€

Gilberto Freire ― Sociologia

Sociologia (1. Introdução ao Estudo dos seus Princípios / Primeira Parte: Limites e Posição da Sociologia // Segunda Parte: Sociologias e Sociologia)

1945, Livraria José Olympio Editora. 2 vols. in-8º de 775, [8] págs. nums. em conjunto. Enc.

Edição original de um dos trabalhos mais importantes do escritor, que previa a publicação de cinco mas se ficou por estes dois volumes aqui apresentados, como habitualmente cruzando os temas de sociologia, antropologia e história na sua interpretação do que seja a identidade brasileira – neste caso mais genericamente, cruzados e por vezes comparados com bases de estudo culturais e geográficas bastante diversas.

Os volumes pertenceram à brasiliana de Aurélio Martins e foram encadernados em estilo amador com a lombada em pele gravada a ouro sobre o encaixe; ambos conservando ambas as faces da capa de brochura.
 
45€

Gilberto Freire ― Casa Grande & Senzala

Casa Grande & Senzala (formação da família brasileira sob o regime de economia patriarcal)

Edição «Livros do Brasil» Lisboa. [S/d – pref. 1957]. In-8º de 524, [4] págs. Br.

Primeira edição portuguesa do principal título do autor e de toda a bibliografia brasileira do séc.XX, porventura só com par em Raízes do Brasil, de Sérgio Buarque de Holanda. Entretanto reeditado salvo erro duas vezes por esta mesma casa editora, o livro conhecia já à época nove edições brasileiras e oito (!) francesas, além de argentinas, inglesas e norte-americanas, se não falha alguma mais. Além de um longo «Prefácio-Síntese para a edição portuguesa de Lisboa», estranhamente repetitivo e desinteressante, Freire contribuía ainda com dezenas (entre centenas) de novas ou actualizadas notas especificamente para esta publicação em Portugal, essas sim interessantes e relevantes.

Exemplar com algum desgaste da capa; miolo de um modo geral em bom estado. Conserva perfeita a planta desdobrável com a ilustração exemplificativa «Casa Grande do Eng.º Noruega antigo Eng.º dos Bois, Pernambuco». Selo da lisboeta Livraria Ferin. 

15€