"A gente marinheira é, sem dúvida, das mais ricas, senão a mais rica em tradições rifonárias (...) O adagiário deste género é vastíssimo, de uma variedade ilimitada, não se restringindo aos rifões e locuções proverbiais, mas (...) incluindo todos os aspectos da vida marítima: marinha militar, marinha de comércio e de pesca, navegação, oceanografia, meteorologia náutica, etc.", assim apresentava este seu trabalho o autor, Com.te Coutinho Lanhoso.
catálogo on-line
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Silva Tavares ― Bailya d’Amor
Silva Tavares ― Cem epigramas espanhóis
Alberto Manguel, cidadão português
Tomás de Figueiredo — A Toca do Lobo (romance)
Exemplar revestido de encadernação coberta por tecido em motivo floreado, conservando ambas as faces da capa primitiva; carminado à cabeça.
24€
Tomás de Figueiredo — Uma Noite na Toca do Lobo (romance)
Editorial Verbo (Lisboa, 1964). In-8º de 179, [5] págs. Br.
“Este meu livro segundo da Toca do Lobo, é doze anos depois de aparecido que o revejo para segunda edição”, publicada como sexto volume nas «Obras Completas».
Exemplar bem conservado na capa; medianamente no miolo.
10€
Pedro Homem de Melo ― Expulsos do Governo da Cidade
O livrinho de versos reproduz na aba esquerda apreciações críticas elogiosas de Gaspar Simões, Elaine Sanceau, Júlio Dantas e Vinicius de Morais – que dizia, no delírio ou no favor da amizade, ser o autor então o maior poeta português vivo –; e apresenta no final uma bastante escusada resenha genealógica da família Homem.
Em folha preliminar destacada são reproduzidos dois retratos, um do poeta e outro da mulher, ambos da autoria do pintor Carlos Carneiro, o filho de António Carneiro.
Exemplar valorizado por uma das apesar de tudo habituais dedicatórias de oferta manuscritas pelo cantor do Alto Minho, na sua letra praticamente indecifrável – e datada de 26 – Abril – 981.
Pedro Homem de Melo ― Eu desci aos infernos
Primeira edição, com dedicatória impressa a Norberto de Itália e um retrato do autor, por Carlos Carneiro, em folha destacada. Integra o longo estudo introdutório de Óscar Lopes «Pedro Homem de Mello (Panorama crítico e interpretativo da sua obra poética)».
Exemplar nº364, autografado pelo autor. Em bom estado, com as folhas perfeitamente limpas (apenas o rebordo tem uma pequena mancha).
Pedro Homem de Melo ― Folclore
Ainda hoje um dos mais apreciados tratados de folclore português – conquanto que abarcando em exclusivo a faixa mais litoral de norte (sobretudo; e sobretudo, como seria de esperar, Alto Minho) e centro do país. No prefácio, em que dava conta do interesse pela coisa desde menino, justamente por bandas alto-minhotas, terminava o autor prevenindo o leitor de que nada consultou “a não ser o livro, nem sempre aberto, que é o Povo.”. “Tudo aquilo que, até hoje, escrevi ou mostrei, resultou, apenas, do que sentiram, durante meio século, os meus olhos, os meus ouvidos, os meus pés (e o mesmo será dizermos o meu corpo e a minha alma!) de bailador”.
Capa e extra-textos de Teófilo Rego.
Exemplar valorizado por dedicatória de oferta manuscrita por Pedro Homem de Melo..
Terras do Norte (encontros de fotografia)
Belo álbum, publicado com apoios e patrocínios de várias importantes instituições administrativas e da comunicação social, encadernado em tela com sobrecapa em papel Almoline e as folhas impressas em papel Couché Mate de 160 grs. Participaram os credenciados fotógrafos Frédéric Bellay, Hugues de Wurstemberger, Luis Palma, Daniel Blaufuks, Gabriele Basilico, Paulo Nozolino, Georges Dussaud, Mark Klett, Larry Fink e Flor Garduño; que fazem acompanhar os respectivos trabalhos de textos de lavra própria, alheia (Maria Angelina e Raul Brandão, Mário Cláudio, Ilse Losa, Álvaro Siza, João de Araújo Correia, Eça, Torga, etc.) ou ambas (Blaufuks e Dussaud).
Tiragem de 2000 exemplares, que na maioria não deverão ter chegado a entrar no mercado.
25€
António Ferreira ― Limianas
Livraria Civilização – Editora – Porto. (1949 / composto na Tipografia do Dicionário Corográfico, Porto). In-8º gr. de 251, [5] págs. Br.
As composições foram agrupadas em dois sub-conjuntos: uma primeira parte de «História e Lenda» e uma segunda «Céu e Terra». Bonita capa ilustrada por um desenho do conterrâneo António Lima.
Anais Municipais de Ponte de Lima
Câmara Municipal de Ponte de Lima (1977. Composto e impresso nas oficinas gráficas da «Livraria Editora Pax, Limitada – Braga).In-8º gr. de 242, [IV] págs. Br.
Trabalho
elaborado a partir dos arquivos do município e originalmente
publicado em 1936, sendo nesta reedição apresentado e aumentado
(com as biografias de figuras ilustres ao longo do séc.XX) por
António Reis, que destacava no autor (Miguel Roque dos Reis Lemos)
“o primeiro limiano a interessar-se verdadeiramente pela história
de Ponte de Lima”, “Pontelimense de todo o coração, ainda que
vianense de nascimento, deu-se com amor à leitura e transcrição
dos pergaminhos, volumes de actas, notas e registos limianos, fazendo
inclusivé cópias paleográficas, tomando apontamentos, organizando
índices”, etc., que resultaram neste roteiro/história da bela
vila alto-minhota.
Ilustram o volume desenhos de artistas variados.
Bom exemplar, ainda sem defeitos de nota.
18€
José Crespo ― Viana do Castelo
Edições Lusíada (120, Rua do Pombal, 124) / Porto. (1960). In-8º de 110, [2] págs. + [52] ff. de estampa + [1] mapa desd. ilust. Br.
Volume inaugural de uma colecção (que apesar de logo anunciar alguns mais terá salvo erro ficado mesmo por aí) «Portugal Maravilhoso», dedicado à sua maravilhosa cidade mais a noroeste e à imediata Ribeira-Lima. À parte o competente e interessante e longo texto (com tradução para francês) da autoria de um beirão habitualmente estudioso do Minho juntam-se as magníficas fotografias de Teófilo Rego, capazes de embevecer até os tolamente menos adeptos da bela urbe vianense.
A Sé Catedral de Viana do Castelo
Maria Augusta d’Alpuim, 1984. (Edição: Paróquia de Santa Maria Maior com o patrocínio da Câmara Municipal de Viana do Castelo. Composto e impresso na Gráfica da Casa dos Rapazes – Viana do Castelo). In-8º de 67, [7] págs. + [9] ff. de estampa. Br.
A maior parte do texto é dedicado a apontamentos soltos, históricos e eclesiásticos, relacionados com a povoação vianense, sendo à sua igreja matriz dedicado apenas o quarto final e as boas fotografias de Félix Iglesias Llano impressas em folhas à parte; o desenho da capa foi de Mário Emílio e o prefácio assinado pelo 2º bispo da recente diocese, Armindo Lopes Coelho.
Exemplar valorizado por dedicatória de oferta manuscrita pela autora no Porto a 5-5-1985.
Viana Monumental e Artística
Edição do Grupo Desportivo e Cultural dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo, E.P. Viana do Castelo, 1990. (Composto e impresso na Companhia Editora do Minho, S.A. – Barcelos). In-4º de 144 págs. Br.
Trabalho de um geógrafo, sem grande critério quando especula sobre assuntos históricos e sobretudo sem um plano sistemático de conjunto, mas ainda assim cheio de motivos de interesse para os devotos – como este vosso amigo – da mais graciosa e airosa das cidades portuguesas, o estudo espraia-se pelas duas grandes divisões «Processo histórico-geográfico de crescimento de Viana do Castelo» e «Património Monumental e Artístico» (amplo roteiro sobre o edificado da povoação), terminando por um «Glossário artístico», considerações finais e bibliografia.
Edição de 500 exemplares numerados e rubricados pelo autor; este, com o n.º123, apresenta dois selos da mais ocidental livraria portuense – a Esquina – e parece ainda por estrear.
20€
Forais de Caminha
Caminha ∙ 1984 (composto e impresso nas Oficinas Gráficas de Barbosa & Xavier – Braga). In-4º gr. de LII, 179, [I] + [3] ff. desd. Br.
“Edição comemorativa do VII centenário da outorga da primeira carta de foral concedida aos habitantes do concelho de Caminha por El-Rei D. Dinis e pela Rainha Santa Isabel, na cidade de Lisboa aos 24 de Julho do ano de 1284”; graficamente esmerada e constituída por 1250 exemplares, este – com o selo da portuense Livraria Esquina – em muito bom estado salvo pequenos defeitos exteriores.
Castelos do Alto Minho
1986 (Gutenberg Viana do Castelo). In-8º gr. de 23, [1] págs. Br.
Reproduz fotografias coevas e mais antigas dos monumentos considerados, dos quais apresenta uma breve nótula e bibliografia atinente.
Do Cancioneiro de Amigo
Documenta Poética 3 / assírio & alvim. (1976). In-8º q/quadrado de 250, [2] págs. Br.
Primeira edição desta importante recolha dos dois académicos, um dos títulos iniciais da editora e da sua entretanto profusa colecção «Documenta Poética».
Belo exemplar, ainda por estrear.
15€
a viagem: entre o real e o imaginário
arcádia (1983). (Esta edição, de que se tiraram 3.000 exemplares , foi composta e impressa por Santelmo Cooperativa de Artes Gráficas (...) e acabada nas Oficinas Gráficas da Editora Arcádia). In-8º gr. de 188, [IV] págs. Br.
"Oito autores de três países, reunidos num seminário orientado por Y. K. Centeno, falam da Viagem em nove ensaios cuja diversidade reflecte a da aventura que ela é"
Jorge Alves Osório ― Da Cítola ao Prelo: Estudos sobre Literatura
Granito, Editores e Livreiros (1998). In-8º de 229, [3] págs. Br.
Los Cancioneros Gallego-Portugueses como Fuentes Historicas
New York, Paris / 1923. In-8º gr. de [8], 305, [1] págs. Enc.
Pretendia o autor (Eugenio Lopez-Aydillo) ser este seu trabalho uma tentativa pioneira no sentido do aproveitamento “das notícias históricas contidas nas cantigas dos poetas galego-portugueses dos séculos XII a XIV, recolhendo assim um valioso caudal informativo, até agora desdenhado pelos historiadores peninsulares”; baseando-se no Cancioneiro Marial (/Santa Maria), no da Vaticana, no complementar Colocci-Brancuti e no da Ajuda. Primeira edição independente das muitas entretanto publicadas, valorizadíssima no mercado.
Exemplar bem encadernado ao estilo amador com a larga lombada em pele, que porém está já um tanto carcomida, mal que afecta também algumas das gravações a ouro. Conserva por inteiro a capa primitiva.
Ramón Otero Pedrayo ― Guia de Galicia
Libreria y Editorial Sucesores de Galí, Santiago de Compostela. [S/d – 1945]. In-8º peq. de 589, [1] págs. + [11] mapas desd. Cart.
Pelo menos a qualquer filo-galego, dispensará apresentações este «clássico» cuja edição original fôra ainda nos anos 20, mas que entretanto viria a conhecer muitas mais até hoje. Em destaque nesta edição (o livreiro tem na sua colecção a quarta, com fotografias de belíssimo recorte) o conjunto de onze grandes mapas finais sobre folhas desdobráveis: quatro com cada uma das províncias galegas, outros quatro com as respectivas capitais e mais três para Vigo, El Ferrol «del Caudillo» [Franco era natural da povoação corunhesa] e a terminar a capital galega Compostela.
Capa com alguns sinais de desgaste; miolo em bom estado, descontando o habitual escurecimento das margens, quase inevitável dado o tipo de papel utilizado.
25€
Ramón Otero Pedrayo ― Ensayo Histórico sobre la Cultura Gallega
Nós Publicacións Galegas e Imprenta, Santiago. (MCMXXXIII). In-8º gr. de 223, [9] págs. Br.
Edição original de um importante e já tantas vezes reeditado trabalho, que aliás conheceu tradução portuguesa – a do filósofo Álvaro Ribeiro, na Guimarães. O tratado de «Don Ramón» teve por capítulos «El fondo étnico», «Las águilas del Imperio y la barca Apostólica», «Gnósis y catolicismo», «Las Hogueras de San Martín», «La Galaxia explicada», «La archivolta florida», «La selva encantada», «Los caminos del mundo», «La ojiva y la espada», «El poniente barroco» e «Esperanza y realidad».
Exemplar desvalorizado pelo sofrível estado da frente da capa, que apresenta manchas; e por uma aparente pancada (provavelmente queda) que lhe causou uma pequena quebra marginal nos cadernos iniciais. De resto, bem conservado no miolo, mantendo os cadernos integralmente por abrir.
30€
Quem não tem gato, caça com pão
Graciana Vásquez Villanueva ― A Galeguidade
Grupo Nós, Buenos Aires / 1996. In-8º esguio de 139, [7] págs. Cart.
Após a introdução «Galleguidad: identidad y permanencia», seguem-se os capítulos «A galeguidade, primera aproximación al concepto», «El marcoteórico-metodológico del análisis y la primera lectura de un Discurso», «Galeguidade e Identidad» e «Los procesos discursivos en acto: Los prólogos para una Enciclopedia de la Galeguidade».
Rosalía de Castro ― El Primer Loco
Patronato Rosalía de Castro. (1991). In-8º de 113, [5] págs. Br.
Salvo erro nunca publicado em Portugal, como aliás grande parte da produção da mais famosa poeta galega, este livro por cá pouco conhecido foi mais uma sua incursão na literatura «gótica» então já fora de moda - tendo saído em 1881 com o subtítulo «Cuento Extraño». A novela tem por personagem principal um indivíduo que decide financiar a construção de um manicómio e ser ele próprio o primeiro internado – história que no nosso país, em 2021, soará ainda mais extravagante, encerrados que foram recentemente os manicómios (algo que temos notado bastante pelas nossas ruas…).
Exemplar relativamente bem conservado, padecendo de ligeiro desgaste exterior.
10€
Actas das I Xornadas de Didáctica da Literatura
Actas das I Xornadas de Didáctica da Literatura (19, 20 e 21 de Febreiro de 1987)
Universidade de Santiago de Compostela. In-8º gr. de 150 págs. Br.
O volume reproduz os textos de nove comunicações, entre as quais por exemplo «Problemas didácticos en torno al mito de Don Juan», «As cantigas de amigo monódicas e polifónicas», «Cultura, sociedad y literatura infantil», «Sobre la utilización del diccionario en la literatura y sus posibilidades didácticas», «La infancia recreada».
Artur Jorge Vértice da Água
Gonzalo Torrente Ballester ― A Rosa dos Ventos
Difel, Difusão Editorial, S. A. (1995). In-8º de 256, [2] págs. Br.
Primeira edição portuguesa.
Exemplar com ligeiro desgaste exterior.
10€
Gonzalo Torrente Ballester ― A Rosa dos Ventos
A Rosa dos Ventos: Materiais para uma opereta sem música (Tradução de Vanda Anastácio / 2.ª edição)
Difel, Difusão Editorial, S. A. (2000). In-8º de 256, [2] págs. Br.
"A acção de A Rosa dos Ventos decorre nos últimos anos do séc.XIX., num minúsculo país imaginário. Reconstitui o final do reinado do Grão Duque Ferdinando Luís, deposto por seu primo, o imperador centro-europeu Carlos Frederico Guilherme, depois de uma série de intrigas e de ameaças. Juntamente com a narração, na primeira pessoa, do Duque, incluem-se muitas cartas trocadas entre os seus súbditos. Através delas, evoca a sua vida nesse diminuto e inerme Estado: uma imperatriz magestosa, livre, desenvolta, apaixonada; duas filhas; militares fiéis; servidores astutos; um povo que acredita em sortilégios, em presságios, em bruxas – porque as há –, um imperador de pacotilha e um lento agonizar da independência deste país feliz.
Gonzalo Torrente Ballester ― O Casamento de Chon Recalde
Difel, Difusão Editorial (1996). In-8º de 211, [1] págs. Br.
Exemplar com pequenas marcas na capa.
10€ (reservado)
Gonzalo Torrente Ballester ― As Ilhas Extraordinárias
As Ilhas Extraordinárias (Tradução de Vanda Anastácio / 3.ª edição)
Difel, Difusão Editorial (1997). In-8º de 143, [1] págs. Br.
Uma “irónica fábula sobre o poder absoluto, ao qual não escapa nenhum aspecto da sociedade (militar, industrial, cultural, sexual). Na tradição das Novelas e contos de Voltaire, o autor apresenta uma fantasia brincalhona, divertida e também amarga e inquietante, que constitui uma reflexão sobre o poder politico e as desumanas consequências a que pode conduzir”.
Xosé Lois Garcia ― O Som das Águas Lentas
Campo das Letras (1999). In-8º q/quadrado de 101, [7] págs. Br.
O primeiro encontro do poeta galego com Portugal, como o de tantos outros do nosso povo irmão, deu-se em Caminha, onde ficou espantado com os azulejos da estação de caminhos-de-ferro; acompanhando as fotografias deles os poemas aqui apresentados.
Exemplar novo.
Xohán de Requeixo ― Cancioneiro
Edição graficamente apuradíssima, impressa sobre papel muito encorpado com belas ilustrações de Veiga Luís em folhas à parte; sendo a capa em boa cartolina acoplada ao volume com atilhos entrançados. Reproduz a abrir o extenso texto de Xosé Lois García, «Xohán de Requeixo, Insigne Cantor de Santa María do Monte do Faro», proferido no âmbito da homenagem celebrada em Agosto de 2003, no qual entre outras coisas defende que o Monte do Faro em causa deve ser o galego, e não os vários do norte de Portugal – seguindo-se as cinco canções conhecidas do trovador, a cada uma correspondendo uma ilustração.
Manuel Rivas ― Galicia, Galicia
Recolha de textos do escritor e antes jornalista natural da Corunha, quase todos dedicados à sua nação: «O conservador país onde non existen os conservadores». Na esmagadora maioria, publicados no El Pais, mas também em vários periódicos galegos como La Voz de Galicia e A Nosa Terra. Há também crónicas e peças de diverso género em que o tema é simplesmente a literatura: por exemplo, «Un psicópata chamado Pessoa», diatribe contra o livro «O caso clínico de Fernando Pessoa», do psiquiatra Mário Saraiva – “ninguén está libre de que algun desocupado crave em ti o ollo clínico”.
15€
Historia de Galicia
“Propoñemos à consideración do lector a presente obra, consciente este Frente Cultural da AMPG da falta dun manual de Historia de Galicia à altura dos tempos. Como o futuro, o pasado hai que volvelo a adiviñar unha e outra vez”.
Trabalho a oito mãos, assim dividido: «A Prehistoria e a Edade Antiga» (Felipe-Senén López); «A Edade Media» (Anselmo López Carreira); «A Edade Moderna» (Francisco Carballo Carballo); e «A Edade Contemporanea ate 1936» (Xosé R. Barreiro Fernández). Estranhamente, às mais de quatro décadas que vão da guerra civil à data da edição é apenas dedicado um apêndice de dez páginas – tabu por tabu, mais valeria a omissão completa...
A primeira edição saíra em 1979, sendo esta a segunda tiragem da que se lhe seguiu.
Antoloxía do conto galego: Século XX
(Editorial Galaxia, Vigo – 1991). In-8º de 155, [5] págs. Br.
“Unha ampla representación dos mellores cultivadores do relato breve. A mostra máis clara do alto valor literario logrado por un xénero que em galego produciu algunhas obras exemplares”; compilando contos de Vicente Risco, Castelao, Otero Pedrayo, Blanco Amor, Cunqueiro («O Galo de Portugal»), Méndez Ferrin e Xavier Alcalá, por exemplo, além de outros tantos sete nomes menos conhecidos do público português. Quinta edição a sair em menos de dois anos, continuando ainda a saída nos seguintes.
Isaac Alonso Estravís ― Estudos Filologicos GalegoPortugueses
1987 (Athena Ediciones, Madrid). In-8º de 334 págs. Br.
Dedicado "Ao Povo galegoportuguês", como de facto deve/devia ser apesar do rei Afonso Henriques, este importante volume foi dividido nas secções de capítulos «A ortografia galegoportuguesa», «O lexico galegoportuguês», «O compromisso da língua», «Autores e criticas» (um dos capítulos, «Um poeta galego desconhecido», é dedicado a Alfredo Pedro Guisado, de quem apresenta alguns poemas) e «Anedotario Linguistico», rematadas pelo referido epílogo.
16€
Boletim da Academia Galega da Língua Portuguesa
Boletim da Academia Galega da Língua Portuguesa / Homenagem ao Prof. Evanildo Bechara
Academia Galega da Língua Portuguesa (2010). In-8º de 321, [7] págs. Br.
Terceiro volume publicado, nele predominando naturalmente os estudos de académicos galegos mas havendo também vários portugueses e brasileiros: por exemplo, «Nomes indígenas no português do Brasil» (Zélia Borges), «O novo Acordo Ortográfico e os pomos da discórdia» (Malaca Casteleiro), «Alguns aspectos da pré-história da língua» (José Manuel Barbosa), «Galiza e a Península Ibérica na cartografia etno-linguística até 1945» (Joám Evans Pim); entrevistas ao próprio Bechara e aos portugueses Adriano Moreira, Artur Anselmo e Carlos Reis, entre outros; recensões como «Homenagem: 80 anos de Evanildo Bechara» (Isaac Alonso Estraviz), «Galiza: Língua e Sociedade» (Vidal Bouzón), «Da Lusitaneidade à Lusofonia» (António Gil Hernández) e «As Tribos Calaicas» (André Pena Granha); etc.
Rumo ao Português Legítimo: Língua e Literatura (1750-1850)
Rumo ao Português Legítimo: Língua e Literatura (1750-1850) / Américo António Lindeza Diogo, Osvaldo Manuel Silvestre
Angelus Novus, editora. (1996). In-8º de 152 págs. Br.
Não obstante a largueza de um século indicada no subtítulo, este livro – o terceiro publicado em conjunto pelos dois académicos – toma como fio condutor Garrett e, em particular, as suas Viagens na Minha Terra, justamente consideradas como acto fundador da moderna literatura portuguesa. Após a introdução apresenta os capítulos principais «Belas e portuguesas coisas», «E outras vozes de enérgica estreiteza» e «Garrett, o jovem»; terminando por «Isto não é uma conclusão».
Exemplar valorizado por dedicatória de oferta manuscrita por Osvaldo Manuel Silvestre e assinada também por A. A. Lindeza Diogo.
A Propósito: Portugiesische Literatur 1987 – 1997 / Ein Almanach
Beck & Glücker (1997). In-8º esguio de 106, [2] págs. Br.
O ano de 1987 serve de baliza, segundo se percebe do prefácio, por assinalar os 125 anos da primeira tradução alemã d’O Amor de Perdição de Camilo Castelo Branco; e por ter sido o da tradução d’ Uma Abelha na Chuva, do “maior autor neorrealista” português, Carlos de Oliveira (juízo que ninguém discutirá, apenas discutindo se se lhe pode chamar em bom rigor neo-realista…). Além desses nossos dois grandes nomes, a recolha contemplou também textos de Torga, Helena Marques, Júlio Moreira, Ilse Losa, Manuel da Fonseca, Florbela, Paulo Castilho, Lídia Jorge e Fernando Campos.
Pouco frequentes os exemplares desta publicação que nem na Alemanha parece estar à venda; este bem conservado, só com pequenos defeitos exteriores.
Mafalda Ivo Cruz ― A Casa do Diabo (Romance)
Edição original daquele que foi o segundo título da autora, na altura louvadíssimo por um entusiasmado Eduardo Prado Coelho, que via nela e em José Luís Peixoto (publicara o romance de estreia Nenhum Olhar) o futuro da ficção portuguesa; no entanto, após meia-dúzia de livros, entre os quais se destacam justamente este e o quarto Vermelho, a filha do maestro Ivo Cruz acabaria por quase desaparecer de circulação, interrompendo – talvez por deficiente acolhimento do público – a promissora carreira.
Exemplar ainda por estrear.







