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Artur Jorge Vértice da Água

o jornal (1983). In-8º de 108 págs. Br.

Um lugar-comum muito recorrente, que circula sobretudo pela parte feminina da população, é o de que o futebol não passa de um passatempo de e para primatas; "vinte e dois marmanjos atrás de uma bola". Como todos os lugares-comuns, é parvo. E depois tem botas e chuteiras destas para descalçar: este senhor que celebrou neste dia os 75 anos, Artur Jorge. Que nasceu e viveu no Porto até à juventude (ainda jogou no FCP pela mão de Pedroto), depois foi para Coimbra estudar filologia germânica, literatura e filosofia (jogou na Académica), depois para Lisboa continuar a carreira e brilhar no Benfica. Mais tarde, treinou também Porto e Benfica, mas então foi ao contrário: brilhou logo de início, brilhou foi na Cidade-Natal (e depois, embora menos, na Cidade-Luz). 
Ora, além do interesse pela literatura e pela filosofia, e pela arte em geral, o que pouca gente sabe é que o homem escrevia poesia. 

10€ (reservado)

José Fernandes Fafe — Os Lusíadas e os Outros e outros poemas

(o jornal, 1990). In-8º de 86, [2] págs. Br.

“Após mais de 20 anos sem publicar nenhum novo livro de versos, com este Os Lusíadas e os Outros e outros poemas regressa ao convívio dos leitores, com uma obra diferente”, este portuense embaixador que 3 anos antes fizera sair na Imprensa Nacional a sua obra em verso quase completa.

Volume publicado na colecção «Horas de Poesia».

7€

Eça de Queirós — Primeiro de Maio (Ilustrações de João Abel Manta)

o jornal (1982). In-4º gr. de 18 págs. Br.

“Tão brando se tornou o Anarquismo que, em lugar de destruir, na sua cólera de semanas, centenas de moradas e milhares de vidas, como no século XIV, tem apenas em longos meses causado duas mortes, e rachado vinte paredes. Tão branda se tem tornado a ordem que, em vez de matar com simplicidade e alegria sete mil desordeiros numa só tarde, como o conde de Foix e os seus cavaleiros que eram a ordem do século XIV, se perturba quando atacada, e grita, e treme, e a si mesma ansiosamente pergunta se não deve desaparecer para dar lugar a outra ordem mais igual e mais justa. Que é tudo isto senão o mundo avançando seguramente para a Bondade, fim supremo do Ser?
E se assim é, o Primeiro de Maio, tão temido, tem de ser marcado com traço de ouro, porque nos mostra maior doçura, maior paz entre os homens - e como outrora, neste dia de renovação primaveril da terra, deveremos, em agradecimento aos deuses, pendurar à nossa porta ramos de giesta em flor.”

Longa e pouco conhecida crónica publicada pelo escritor português na Gazeta de Notícias do Rio de Janeiro, onde tinha colaboração regular; inédita em volume até à primeira edição deste, saída em 1979; composto pela Intergráfica com impressão na Tipografia Lugo.

Bom exemplar.
 
10€

 

José Cardoso Pires — Balada da Praia dos Cães

Balada da Praia dos Cães (Dissertação sobre um crime)

o jornal (1982). In-8º de 256, [2] págs. Br.

Edição original daquele que hoje talvez seja, muito por via da adaptação cinematográfica que José Fonseca e Costa ensaiou, o título mais famoso do autor – mais ainda que o mais lido O Delfim. Capa de João Segurado sobre fotografia de Manuel Costa e Silva, na frente, e atrás reproduzindo o conhecido retrato de Cardoso Pires caminhando sobre a linha de caminho-de-ferro, tirado por Inácio Ludgero.

Exemplar valorizado por dedicatória manuscrita pelo escritor ao crítico literário – com actividade sobretudo precisamente nas bordas do neo-realismo português – Ramiro Teixeira.
 
28€

Eça de Queirós ― Cartas Inéditas

Cartas Inéditas (Introdução, comentários e notas de Beatriz Berrini)

Lisboa, Edições «O Jornal». 1987. In-4º de 71, [1] págs. Br.

Primeira edição de um conjunto epistolar integrado no espólio de Jaime Batalha Reis que a Biblioteca Nacional adquirira pouco antes. Inclui vinte cartas enviadas pelo escritor ao próprio Batalha Reis desde a mocidade (no que estará porventura o principal interesse da edição, não sendo muitas as missivas conhecidas dessa época) até perto da sua morte (a última é de Setembro de 1899); e, em apêndice, outras de Ramalho ao mesmo Batalha Reis e, sobretudo, deste a Eça. Capa ilustrada na frente pelo retrato do romancista com a mulher, Emília, e atrás pela reprodução aumentada da sua caligrafia.

Exemplar por estrear, em condição praticamente impecável – descontando uma pequeníssima marca de esboroamento na capa.
 
7€