catálogo on-line

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Adriano de Gusmão ― Nuno Gonçalves

Artis. 1958. In-folio de 16 págs. + [27] ff. ilust. em estampa. Br.

Edição muito cuidada, impressa em papel de boa qualidade, saída na prestigiada série «Nova Colecção de Arte Portuguesa», da Artis; com 27 reproduções estampadas em heliogravura e tetracromia. O estudo introdutório e competente de Adriano de Gusmão ensaia a algo exagerada tese de um perfeito vanguardismo da pintura de Nuno Gonçalves – o pintor régio de Afonso V era até aí visto geralmente, salvo algumas excepções (Almada à cabeça), mais como um medieval do que como um homem da Renascença –, “artista isolado, não só pelo estilo e personalidade própria mas também pelo problema que a sua pintura levanta no panorama da arte portuguesa”, constituindo o seu trabalho “um poderoso e altíssimo manifesto de modernidade no Portugal do século XV – um dos raros momentos em que não nos atrasámos na história vivida”.
 

Exemplar em razoável condição, sem defeitos significativos.
 
18€ 

Arte Portuguesa: As Artes Decorativas

Edições Excelsior. [S/d - 195_?]. 14 fascículos in-folio de 385, [3] págs. em sequência. Br.

Estes catorze fascículos constituem a segunda série completa do que  deverá ter sido o tomo  final (já publicados  os dois  dedicados às  Belas-Artes e à Arquitectura), hoje o de mais procura, da colecção «Arte Portuguesa» que João Barreira coordenou, contando com a colaboração de alguns dos que eram, à data, os mais reputados estudiosos nacionais nos assuntos tratados, a par de outros de menos monta : aqui, escreveram Machado de Faria («A Heráldica na Decoração»), Armando Vieira Santos («Os Azulejos em Portugal», quase  um  tratado, «O Vidro em Portugal» e «Algumas considerações sobre os coches em Portugal»), Armando de Lucena («Os Jardins», outro pequeno tratado), Ernesto Soares («A Ilustração do Livro», com vários interessantes apontamentos de bibliografia), Clementina Carneiro Santos («Colchas de Castelo Branco», mais uma longa prédica, e «Rendas de Peniche») e Vasco de Lucena («Os bordados da  Madeira»). A ilustrá-los estão dezenas de boas gravuras e fotogravuras, podendo delas destacar-se as feitas a partir de desenhos do autor e de clichés de antigas casas de fotografia nacionais. Há uma variante em que foram agrupados numa boa encadernação editorial de pele; nesta, foram publicados assim soltos, em brochura.
 
35€ (reservado)

Feira do Livro do Porto: a restauração da independência ?

fotografia antiga da Avenida das Tílias, no Palácio
É a primeira medida de fundo que o novo executivo da Câmara Municipal do Porto (CMP) anuncia quanto a eventos para as massas no pelouro da cultura – sim, essa que fazia ao anterior “sacar logo da calculadora”, como diziam no III Reich “sacar logo do revólver”, quando dela ouvia falar, por saber o erário autárquico destinado a coisas tão obviamente mais importantes como brincar aos carros na Avenida da Boavista, aos aviões sobre o Douro e ao teatro, com estranhas, muito estranhas contas de “calculadora”, no Rivoli tornado feudo particular de um encenador lisboeta de revista (que dispunha até de toda a Praça D. João I, engalanada, atapetada de vermelho e escoltada pela polícia, a cada estreia, qual nubente Mestre de Avis). E, caso venha de facto a ser cumprida, merece desde já todos os louvores.
 
Após negociações falhadas com a Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (por que há-de ser necessário negociar com a APEL a organização de uma feira do livro local, perguntará ao corporativismo lusíada o munícipe, se ingénuo, e perguntará bem) para a já em 2013 anulada (nisso  esteve  Rio, por uma vez, certo) Feira-do-Livro-do-Porto-como-ultimamente-a-conhecíamos, resolveu a CMP encarregar- -se, ela própria, da organização em Setembro da de 2014, nos jardins do Palácio de Cristal, garantindo que, a partir de agora, o modelo é este. Dirá o mesmo munícipe ingénuo, de novo com razão, que para isso foram por cá introduzidas, ainda na primeira metade do século passado, as feiras do livro, antes de orientadas – enquanto meio, e não só enquanto fim – ao negócio. Dirá também nesse  passo  que o logo fundamento delas é o interesse do cidadão como leitor; e não (ou só muito acessório) o do livreiro; e não, esse é que não, o do (grande) editor. Dirá ainda que não entende, nem a pretexto do «programa paralelo», por que diabo se precise «apoiar» (leia-se “pagar a”) quem já vai, justamente, ganhar dinheiro e não tem dele falta nenhuma. Dirá por fim, sem dúvida e aqui sem sombra de ingenuidade, ser Setembro ou Outubro uma altura, em inovação, bem melhor do que Junho: o início de temporada é  mais promissor do que o final. Aprovando, portanto, a medida na generalidade e na especialidade.

Antologia do Conto Policial (organização e tradução de Lima da Costa)

Editora Arcádia Limitada. (1961). In-8º gr. de 306, [2] págs. Br.
 
Saído na colecção antologia, reparte-se o volume  em duas secções (a primeira, com o que o tradutor chamava literatura policial pura, e a segunda de, subentende-se, «fancaria»), ambas precedidas por extensa introdução, decerto do próprio Lima da Costa e tendo notas  à abundância sobre a evolução do género desde Poë até então. Integra contos de, por exemplo, Conan Doyle, Chesterton, Agatha Christie, Ellery Queen, Irish e Mark Twain.

O exemplar, com um quanto desgaste na capa, está sobretudo desdourado por uma dedicatória de oferta escrita na folha de guarda preliminar – mal muito atenuado porque decerto fosse ao próprio Fernando da Cunha Leão (hoje quase esquecido, filósofo autor de O Enigma Português, remotamente ligado ao círculo saudosista, e mais tarde editor da Guimarães, na qual lançou colecções agora mais célebres do que ele: a «Poesia e Verdade» e  a «Filosofia e Ensaios», por exemplo), anterior proprietário, que o assinou no rosto.
 
15€

Francis Lacassin ― Mythologie du roman policier

10 | 18 (Union Générale d’Éditions, Paris, 1974). 2 vols. in-8º de 320 e 317, [3] págs. Br.

Primeira das várias edições que o livro já teve só em França, publicada na colectânea 10 | 18. São alguns dos capítulos «Le Fantastique des villes», «Sherlock Holmes ou le matin des logiciens», «Arsène Lupin ou du cambriolage comme un service public», «Philip Marlowe ou le clair de lune du roman noir».

Ambos os volumes conservados em bom estado, tendo só marcas pontuais da acidez que a qualidade do papel facilita.  
 
15€  

José Régio ― Benilde ou a Virgem-Mãe

Benilde ou a Virgem-Mãe: Drama em três actos Por José Régio
 
Livraria Portugália. Porto. (1947). In-8º de 181, [3] págs. Br.
 
Primeira edição da peça, a segunda em publicação independente no «Teatro de José Régio».

Exemplar em bom estado, descontando só ligeira acidez e pequenos defeitos na capa e nas folhas preliminares.
 
20€

Juan Vilá Valentí ― La Península Ibérica

La Peninsula Iberica, por J. Vila Valenti, Catedrático y Director del Departamento de Geografia de la Universidad de Barcelona

Ediciones Ariel / Esplugues de Llobregat, Barcelona. (1968). In-8º de 389, [1] págs. Br.

Volume inaugural da série «Geografia Universal» da colecção Elcano, publicado com revisão e adaptação do autor a partir do texto primitivo destinado a França, onde viria pelo mesmo ano a sair nas PUF; essa edição francesa era aqui dita já publicada, mas ainda em entrevistas recentes o geógrafo assegurava a prioridade desta espanhola, que seria, assim, propriamente a princeps (é plausível que o Maio de 68 ajude a explicar o atraso). Ilustrado por dezenas de fotogravuras em prancha sobre folhas destacadas, por numerar, de papel couché, além das figuras (mapas e gráficos, a maioria) nas próprias do texto, o estudo – ex-libris de toda a bibliografia de Vilá Valentí, que mais lhe consagrou o nome  – consta das secções principais de capítulos «Introducción», «Los Rasgos Físicos», «Los Factores del Pasado», «Los Rasgos Actuales: Población y Actividades Económicas» e «Los Estados Ibéricos y los Grandes Marcos Regionales».

Exemplar com ligeiríssimas marcas de desgaste na capa. De resto, impecável, porventura por estrear.  
 
20€

O Livro na Arte (V) - Hieronymous Bosch e a «Pedra da Loucura»

Sobre este, embora menos do que em quase todos os outros quadros de Bosch, difícil dizer, ensaiar, o que quer que seja: haverá poucos pintores em toda a História da Arte tão desafiadores de qualquer interpretação digna do nome (ainda assim, ou por isso mesmo, ninguém deverá ter sido tão estudado pela psicanálise), a tal ponto delirante é nele o símbolo. De referir apenas que o motivo do livro na cabeça, significasse o que fosse, aparece várias vezes no trabalho do holandês (v.g. o principal Jardim das Delícias), só que aqui de efeito mais perturbador, e talvez, pelo contexto, também de compreensão mais arriscável: superstição, estupidez, crendice. 

É  o  dito  contexto a  «operação» fundamental - A Extracção da Pedra da Loucura - do quadro. Defende-se que  constituísse uma forma de trepanação algo habitual na Idade Média, assentando na suposição, tão evidentemente científica, de que a loucura do indivíduo se consubstanciaria numa pequena pedra estacionada ao alto da cabeça. A ser assim, melhor nem imaginar quantos «loucos» hão-de ter sido «cirurgicamente» salvos pela morte, essa universal «salvadora». Entre isto e os modernos hospitais psiquiátricos, bem capaz de ser preferível a segunda hipótese, apesar de tudo...

Eduardo Luís & Fernando Gil

(Na capa: «Eduardo Luíz expõe na Galeria 111/Lisboa/Janeiro de 1973»). In-4º gr. Br.

Impresso em bom papel couché, sob a direcção gráfica de Armando Alves, pela Editorial Inova, o catálogo apresenta na introdução – repetida, no final do volume, em francês – um prólogo do filósofo Fernando Gil, seguido de um debate entre ele e o pintor (de quem é desfiada, cronologicamente, a biografia artística até então, em folha solta destacada); e reproduz a cores e p/b os trabalhos então expostos.

Exemplar ainda em muito razoável condição, prejudicado só pelo fraco estado da face inferior da capa.
 
12€     

João Grave ― O Passado

O Passado: História leve e fantasia

Porto, Livraria Chardron de Lélo & Irmão, Lda. – Editores. 1927. In-8º de 274, [2] págs. Enc.

Terceira edição, última corrigida pelo autor e, por isso, definitiva, de um livro muito interessante para a bibliografia portuense, incluindo capítulos dedicados ao Mosteiro de Leça, ao bairro da Sé, ao Convento de Santa Clara, à capela da Batalha, à ponte das Barcas e à cidade do tempo das invasões francesas, aos Bravos do Mindelo, ao Teatro S.João, ao vinho do Porto, às «figuras portuenses», a Garrett, etc. – começando logo o primeiro com o engraçado relato de um passeio pela Rua da Restauração, a lamentar a transformação do Convento de Monchique, celebrizado pelo Amor de Perdição de Camilo, numa fábrica de … rolhas de cortiça. Dedicatória impressa a Ricardo Malheiros.

Exemplar da série encadernada pelos editores em percalina, com gravações a ouro e sobrecapa ilustrada (que falta já quase sempre, mas que este ainda mantém). Por estrear, em condição quase impecável.
 
15€

A Duquesa de Fermil: Alma Brigantina

Depositário e distribuidor: Saul A. Leão, Porto. [S/d]. In-8º de 257, [3] págs. Br.

Edição do autor (Augusto Davim), de restrita tiragem, ilustrada no texto ao longo do volume por trabalhos artísticos vários e uma fotogravura representando a personagem no solar de Fermil.

Exemplar em muito bom estado, só com ligeiro desgaste da capa.

15€

Rosto, fronte, frontispício, pórtico, portada, etc.

Tradicionalmente, é a folha de rosto o «salão nobre» do livro, onde consta, quase sempre, a indicação do título e da editora; sendo também frequentes nome do autor e data de edição; e podendo apor-se-lhe tudo o que bem aprouver (simbologia nobiliárquica, tontices e efeitos cómicos de vário tipo e ex-libris e emblemas do escritor ou da casa editora eram comuns, por essa ordem, até finais do séc.XIX, início e meados do XX; mas estão hoje em desuso, se se fala dos principais - e cada vez mais carneirinhos, graças a deus - nomes da edição portuguesa).
Frontispício das «Cartas ao
Muito Reverendo em Christo
Padre Francisco Recreio (...)
Por Um Moribundo.». O
«Moribundo» era Herculano, que
então (1850, em sequência da
publicação da sua «Historia
de Portugal») voltava à carga
na famosa polémica «Eu e o Clero».
O melhor modo  de dar uma ideia da importância dela é lembrar que, mandam as regras bibliográficas, em caso de discrepância  entre os dizeres  respectivos e os da própria capa, devem prevalecer aqueles. (Fazia isto cá todo o sentido até meio, 3/4 do  séc.XIX, quando literatura e edição  sofrem um valente abano, porque  sucedia com frequência o livro não ter sequer uma capa, como hoje a entendemos: havendo amiúde  apenas uma folha incaracterística, em papel de embalagem ou outro qualquer, sem  nenhum vestígio de impressão, a revestir a brochura; que, às vezes, era publicada só, de todo despida. Com o tempo, a norma tornou-se, em parte, obsoleta, por muito ter  a importância da capa, evidentemente, aumentado entretanto. Quando a data desta e a do rosto são distintas, por exemplo, parecerá de bom senso preferir a primeira para aferir da publicação, por a execução ser aí, com poucas excepções, posterior à da impressão do volume, sobretudo se é mesmo isso que se anuncia. Enfim, minudências agora, em plena era digital, cadastro para tudo e mais alguma coisa, residuais, porventura  sobrando a propósito de editoras marginalíssimas e que se recusem a apresentar, ao menos,  qualquer  site  na  web. Conjunção bastante improvável)    

Trevelyan ― História da Inglaterra

História da Inglaterra por George Macaulay Trevelyan (Tradução, notas e prefácio pelo Dr. Vitorino Magalhães Godinho)

Edições Cosmos. Lisboa – Portugal. (1945-1946). 2 vols. in-4º de 407, [9] e 435, [1] págs. Enc.

Edição publicada na série «A Marcha da Humanidade», que precisamente inaugurava e de que Magalhães Godinho aproveitava o título para o seu prefácio, nele se lamentando de a não poder fazer servir “para revelar o trabalho dos historiadores portugueses”, por não haver então – como quase não ainda hoje – especialistas nacionais que o não fossem em exclusivo da História de Portugal. O longo, e mesmo agora reputadíssimo, estudo de Trevelyan divide-se nos livros principais «A amálgama de povos. Dos tempos primitivos à conquista normanda», «A construção da nação. Da conquista à reforma», «Renascimento, reforma e poder marítimo», «A era Stuart – liberdade parlamentar e a expansão ultramarina», «De Utrecht a Waterloo. Poder naval e aristocracia. Primeira fase da revolução industrial» e «Os últimos hanoverianos. O poder naval na idade da máquina. A transição para a democracia»; acompanhados de mapas vários, um deles a cores e desdobrável logo no início do primeiro volume.

Exemplar da série encadernada pelo editor em tela (com uma pequena fissura na pasta superior do segundo volume, aparentemente devida a traça, daí porém não tendo passado), revestida por uma sobrecapa de papel, ilustrada, que ainda conserva. Em muito boa condição geral, apresentando o papel só ténues e esporádicos vestígios de acidez.
 
28€

Himno da Cidade do Porto

Himno da Cidade do Porto, por Jacinto Figueiras e Maximiano Ricca / approvado officialmente pela Ex.ma Camara Municipal / Offerecido e editado pela Tuna Orquestra da União dos Empregados de Commercio do Porto

Tipo-Litografia Minerva – Porto. [S/d]. Folio único; [4] págs.
 


  São já  raros os exemplares que  vão aparecendo desta bela folha volante, ilustrada por «Raul», na frente a cores (as da bandeira republicana) e com algum apuro Art-Deco ; conservando-se este em condição ainda bem apreciável, embora já prejudicado por dois pequenos rasgões nas extremidades de cada uma das faces do folheto. A música de Figueiras é apresentada no interior em pauta à folha inteira e a canção de Ricca, torneada também (como a frente, mas esta a quase toda a volta) por um friso com motivos vegetais à cabeça e ao pé, atrás.
 
40€

Um anti-decreto afonsino

De Afonso Lopes Vieira [1878-1946], muito tradicionalista (não, não  se fala aqui de praxes) toda a vida, ficaram  famosos  alguns dos versos satíricos, improvisados durante as  aulas em Coimbra, com que  ia dando o sal possível aos anos de vida académica. Pascoaes, Augusto Gil, Faria e Maia e gente vária, colegas de curso ou não, deixaram à posteridade  exemplos, reproduzidos com maior ou menor rigor. Aqui uma quadra (dela dava conta Diamantino Calisto  in Costumes Académicos de Antanho), de impecável métrica, que por muitos anos teria persistido na «tradição oral» da universidade coimbrã - sobretudo, naturalmente, na Faculdade de Direito. Dizia-a Calisto dedicada a um  Guimarães Pedrosa, catedrático da casa.

Decretos e mais Decretos
De Decretos não se farta,
Só não cita aquele que o mande
Pro grão raio que o parta 

José Gomes Ferreira ― Os Segredos de Lisboa

Lisboa, Edições Tempo. [S/d - 1966?]. In-8º de 35, [1] págs. Br.

Opúsculo publicado na colecção «Tempo de Ficção», da qual foi o quinto título a sair.
 
Exemplar bem cuidado, parecendo ainda por estrear.
 
14€
 

José Gomes Ferreira ― Os Segredos de Lisboa

Lisboa, Edições Tempo. [S/d - 1966?]. In-8º de 35, [1] págs. Br.

Opúsculo publicado na colecção «Tempo de Ficção», da qual foi o quinto título a sair.
 
Exemplar valorizado por dedicatória de oferta manuscrita pelo próprio José Gomes Ferreira.
 
18€

O Tempora, O Mores...


Saibamos que a primeira e principal virtude da língua é ser clara e que a possam todos entender e para ser bem entendida há-de ser a mais acostumada entre os melhores dela e os melhores da língua são os que mais leram e viram e viveram.
 
(Da Grammatica da Lingoagem Portuguesa de Fernão de Oliveira, a primeira publicada, em 1536, que por cá se conhece)
 
 

História e Técnica dos Tapetes de Arraiolos

História e Técnica dos Tapetes de Arraiolos, por Fernando Baptista de Oliveira

(Quarta Edição, Revista pelo Autor). Lisboa, 1983. In-4º de 417, [3] págs. Br.
 
Edição revista e ampliada, com centenas de ilustrações a cores e p/b ao longo do volume, reproduzindo espécimes  diversos e aspectos de pormenor. São alguns dos «Tópicos» deste conhecido trabalho «Tapetes Portugueses anteriores aos de Arraiolos», «Bordado de Arraiolos e sua origem», «Quem fez os primeiros Tapetes de Arraiolos?», «Influência Persa na manufactura arraiolense», «Cem Tapetes de Arraiolos dos séculos XVII, XVIII e XIX», «Exemplos de estilização», «Como se faz um Tapete de Arraiolos», «Desenhos de centros, barras, ornatos e motivos», «Tapetes Orientais e Tapetes Espanhóis».

Exemplar com leve desgaste exterior, tendo a capa já ligeira folga em relação ao volume (que no miolo se conserva, porém, ileso).
 
25€

Papéis 97

Lisboa, Combate. 1997. In-4º de 203, [5] págs. Br.  
 
Publicação – salvo erro, única neste número inaugural, que não  parece ter sido continuado – promovida pela predecessora revista esquerdista Combate sob a coordenação de Francisco Louçã e João Paulo Cotrim, numa edição da «Cotovia» com tiragem de 1200 exemplares. Reúne textos (ensaios, sobretudo) de Eduarda Dionísio, Eduardo Prado Coelho, Luís Branco, Fernando Sobral, João Martins Pereira, Daniel Bensaïd, Francisco Louçã, José Tolentino Mendonça e João Paulo Cotrim, além de uma reportagem fotográfica  de João Francisco Vilhena e uma banda desenhada de Yvan Alagbé.
 
Exemplar novo, a estrear.
 
10€

«Architecture»: Gustav Eiffel

Gustav Eiffel, par Bertrand Lemoine

Fernand Hazan (1986). In-8º gr. de 136 págs. Br.

Fez a editora – que destacava a carreira de Eiffel como espécie de pré-história da modernidade, «floresta» escondida por uma só árvore, a da torre que ao arquitecto tomou o nome – compor o volume na parisiense Proconcept e imprimi-lo na barcelonense Grafos, Arte sobre Papel. O livro, aqui em primeira reimpressão na mesma colecção Architecture, integra, além do texto principal de Lemoine, no fim as secções complementares «Chronologie», «Liste des réalisations d’Eiffel» e «Sources et sélection bibliographique»; e o que nele sobremaneira interessará o leitor comum talvez seja o repositório de fotogravuras, com imagens de época que, no caso da Torre, chegam a ser exaustivas, abrangendo todas as fases da construção (para o leitor portuense, há também algumas da da ponte D. Maria Pia, acompanhadas de um texto com a resenha do processo que apresenta pormenores bem curiosos).
 
Exemplar por estrear.
 
10€

«Architecture»: Frank Lloyd Wright

Frank Lloyd Wright, par Daniel Treiber

F. Hazan (1986). In-8º gr. de 133, [3] págs. Br.

Volume também publicado na boa colecção Architecture, este, impresso na parisiense Blanchard com fotogravuras da barcelonesa Cromoarte. A editora, em nota preliminar, dizia-o a primeira monografia dedicada ao arquitecto norte-americano saída em França. São as secções principais «Une nouvelle maison», «Discipline et invention» e «La poétique wrightienne».

Exemplar por estrear.

10€

Kafka, cá fica

Parece uma anedota, e não é. Há  tempos, numa daquelas rápidas entrevistas televisivas em modo «flash», perguntava-se a um qualquer dito notável - daqueles que só quem ligue à nossa televisão notará - o que andava ele a ler. "Kafka", respondeu. Sim, mas qual Kafka, voltou a perguntar-se. "Kafka", respondeu de novo, impávido, o homem. Sim, mas que livro?, insistiu ainda o entrevistador. "Kafka !", já algo impaciente, a  cultivadíssima «figura pública». O perguntador (sentindo-se quase n'O Processo, talvez) desistiu.

Kafka seja.

Postais de Vila Nova de Famalicão

Postais ilustrados de Vila Nova de Famalicão. / Edição: Vila Nova – Comunicação e Publicidade, Lda. / Concepção e Coordenação: Alcino Monteiro / Fotografias: José Lobo / Impressão: Inova-Artes Gráficas – Porto

(Na capa, ilustrada por um desenho a tinta de João Maia: «Vila Nova de Famalicão: Entrada Principal do Minho (Uma porta sempre aberta para bem receber!»)

Os postais têm reproduzidos aspectos gerais e parciais da Igreja de S. Tiago de Antas, de Igreja e Mosteiro de Landim, da Igreja do Mosteiro de Arnoso de Santa Eulália e da Igreja do Mosteiro de Oliveira Santa Maria (dois dedicados a cada um dos complexos, salvo o de Landim, que tem três; num total de nove).

8€ 

Alberto Pimentel - As alegres canções do norte

As alegres canções do norte (Summario: Paizagem e alma do Minho – Aspectos da natureza e da vida – Filões poeticos do vocabulario minhôto – As danças aldeãs – Origens mythicas da Caninha Verde – Aventuras domjuanescas do Malhão – Trabalhos agricolas – Folgas e folias – Peregrinações torrentuosas – A do Sameiro em 1904 – Espectaculo formidavel de um exercito de crentes – Romarias e arraiaes – Noite de S. João – Sua relação com o culto solar – O Natal, a consoada, as janeiras, os Reis Magos e os autos hieraticos.

Lisboa – Livraria Viuva Tavares Cardoso (5 – Largo de Camões – 6), 1905. In-8º de [4], 287, [3] págs. Enc.

Primeira edição do livro, que tem por secções «A genése das canções», «Inventario do material poetico», «Choreographicas», «Trabalhos e folgas», «Peregrinações e romarias», «Noite de S. João», «O Natal».

Exemplar coberto por encadernação relativamente frugal, tendo a lombada em percalina revestida por um rótulo de pele  em que foram gravados, a ouro, nome do autor e título. As folhas iniciais apresentam-se com desgaste e alguns pequenos restauros.
 
30€

Scriptorium (V)

Se eu ficasse aqui, indefinidamente a escrever,
transformar-me-ia num tecido puído; desfeita quando
alguém, ou alguma coisa, me tocasse, deixando apenas
poeira com o brilho das palavras e dos seres
 
Jodoigne, 31 de Dezembro de 1976 - in Finita (Diário 2)
 
Maria Gabriela Llansol

Alguns Problemas Capitais da Metafísica

Alguns Problemas Capitais da Metafísica (com especial referência à crítica de Kant) / Tradução Portuguesa pelo dr. P. Luís Feliciano dos Santos (Professor de Filosofia no Colégio Franciscano em Tuy)
 
Coimbra: Imprensa da Universidade, 1931. In-8º de XVI, 227, [1] págs. Br.
 
Depois do prefácio a esta edição portuguesa e do próprio do autor (Joseph Geyser), são alguns dos capítulos/“problemas capitais” «O problema da cognoscibilidade do transcendente», «Do ser ideal e do ser possível», «Kant e as provas da existência de Deus», «As concepções de Kant acêrca do conhecimento da alma», «O nosso conhecimento da alma», «Discussão metafísica da liberdade». O livro foi publicado na série «Filósofos e Moralistas».
 
7€