catálogo on-line

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Margarida de Navarra — Heptameron

Heptameron (ilustrações de Henrique Manuel)

Lisboa: Estúdios Cor, 1977. (Nas oficinas da Soc. Industrial Gráfica Telles da Silva, lda. que compôs e imprimiu o texto; as ilustrações, extratextos, a cores, foram impressas em «offset» por Júlio de Amorim, filhos, lda., em Lisboa). 2 vols. in-8º gr. de 280, [IV] e 256, [IV] págs. Enc.

Obviamente inspirado no Decameron de Bocaccio, o enredo, aqui, toma como pano de fundo a graciosa estância de Cauterets, nos Pirenéus franceses, (onde por sorte o livreiro há muitos anos esteve), que serve de repouso a alguns mais ou menos licenciosos aristocratas - modelo que seria abundantemente replicado nalguma literatura francesa do séc.XVIII, Sade à cabeça. O primeiro volume teve tradução de Gabriela Ramirez Garcia e o segundo de Álvaro Pereira. Quanto às ilustrações, são no registo típico de Henrique Manuel, habitual colaborador da casa.

Encadernação editorial em tela.

30€

André Chastel — Il sacco di Roma (1527)

Giulio Einaudi editore. (1983). In-8º de XLI, [I], 274, [4] págs. Br.

Edição italiana, publicada decerto em simultâneo, ou quase, com a que saíra originalmente nos E.U.A. (Princeton). O estudo de Chastel - um dos principais especialistas em arte italiana e do Renascimento em particular - cruza, no tratamento do tema, a história da arte com a da cultura e a propriamente política do período em causa; estando o volume abundante e criteriosamente ilustrado em folhas centrais, destacadas e não incluídas na paginação.

Bom exemplar, tendo apenas ligeiras marcas na sobrecapa que, antes assim, conserva. 

15€ 

Kenneth Clark — Civilização: Uma Visão Pessoal

Civilização: Uma Visão Pessoal (Tradução: Madalena Nicol / Revisão: Luis Lorenzo Rivera)

Martins Fontes/Editora Universidade de Brasília (1980). In-8º gr. de 376, [IV] págs. Br.

No meio da actividade editorial dos tijolos de José Rodrigues dos Santos, parece que a Gradiva de vez em quando ainda vai editando livros - publicou no final do ano passado esta adaptação dos textos lidos no mais célebre programa televisivo de divulgação da História da Arte; até agora inédita em Portugal. Nós por cá ainda temos este exemplar da (primeira) edição brasileira, única até então disponível no mercado lusófono. 
Quanto ao livro, apesar de um tanto simplista e simplificador, desde logo no próprio conceito de civilização que lhe serviu de título, lê-se com gosto e não fica nada mal em qualquer biblioteca civilizada.
A ilustração é criteriosa e abundante.
Exemplar com o selo de uma livraria portuense O Século, na Rua de Sá da Bandeira, que o livreiro não crê ter chegado a conhecer.

15€

Graça Morais — Terra Quente, O Fim Do Milénio

Terra Quente, O Fim Do Milénio / As Quatro Estações do Ano (Agosto de 1999 - Agosto de 2000) // Texto de António Carlos Carvalho, Fotografias de Roberto Santandreu

Gótica (Novembro de 2000). In-4º de 183, [III] págs. Enc.

Homenagem à «Terra Quente» do Nordeste transmontano (integra mais ou menos o território dos concelhos de Alfândega da Fé, Carrazeda de Ansiães, Macedo de Cavaleiros, Mirandela, Mogadouro e Vila Flor, na confluência hidrográfica do Douro e dos seus belos afluentes Tua e Sabor) por uma das suas «fihas» mais ilustres (Graça Morais é natural do Vieiro). Além do texto e das fotografias referidos em subtítulo há ainda abundantes reproduções de trabalhos da artista e também alguma prosa – retirada de diários – da sua própria pena.   

O álbum foi encadernado em tela, revestida de uma sobrecapa de papel. 

30€

A Linguagem Simbólica da Natureza

A Linguagem Simbólica da Natureza: A Flora e a Fauna na Pintura Seiscentista Portuguesa / (…) Prefácio de Vítor Serrão

vega (DL 2009). In-4º de 384, [II] págs. Br.

Dizia a nota editorial inscrita na badana que neste livro “é interpretado o significado simbólico da flora e da fauna representadas na produção pictural seiscentista portuguesa de pintores como Josefa de Óbidos (1630-1684), Baltazar Gomes Figueira (1604-1674), Bento Coelho da Silveira (c.1630-1708), e André Reinoso (c.1590-1650), entre outros. Nos pintores da escola de Óbidos, Josefa e Baltazar, é de realçar a exactidão da reprodução do mundo natural, o que permitiu a identificação de espécies de fauna e flora características da Lagoa de Óbidos” ultimamente nas notícias.  
Quanto ao prefácio de Serrão, salientava ser este “um dos pontos altos desta fase amadurecida de estudos sobre a Natureza Morta portuguesa do século XVII. (…) O cruzamento entre a História da Arte, a Iconologia, a Filosofia e a História Natural – num vasto processo de lição sobre as representações barrocas que nunca fora antes empreendido – confere inegável sucesso a uma metodologia de ponta de que a autora é responsável e que afirma a originalidade da sua investigação”.

25€

La Femme et l'Amour

La Femme et l'Amour (Texte et documents réunis par André Lejard)

La Guilde du Livre, Lausanne. (Achevé d'imprimer le 30 septembre 1967, sur les presses des Imprimeries Populaires - Arts graphiques, à Genève. La composition a été faite en caractère Garamond corps 12 et le tirage exécuté sur papier offset sans bois. La reliure est due aux soins des Ateliers Mayer et Soutter, à Renens. (...) / Edition hors commerce réservée aux membres de la Guilde du Livre). In-8º gr. de 265, [XV] págs. Enc.

Ut pictura poesis, o volume recolhe composições poéticas e artísticas agrupadas em duas não-secções (a ordem é meramente de exposição): Antiguidade Grega e Romana e Oriente / Ocidente, da Idade Média a Pierre Jean Jouve, nome final da lista de mais ou menos ilustres que, para elencar aqui apenas o séc.XX, antologia Rilke, T. S. Elliot, Yeats, Jarry, Apollinaire, Maïakovski, Pasternak, Valéry, Alberti, Breton, Eluard, Desnos e Lorca.

Encadernação do editor em tela com título e motivos ornamentais gravados a dourado na lombada e um cliché recortado sobre a pasta superior - que neste exemplar, nº 1659 de uma tiragem inteiramente numerada, apresenta uma pequena marca de corrosão, a qual com ligeiras manchas nessa mesma pasta é seu único defeito. 

20€

Maria Amália Vaz de Carvalho — Cartas a Luiza (moral, educação e costumes)

Companhia Portuguesa Editora, L.da. Porto. [S/d]. In-8º de 250, [2] págs. Enc.

Segunda edição de um livro dedicado a Luísa de Almeida e Albuquerque, a quem a autora, na nota introdutória, dizia: “Tu, que és uma das raras mulheres que se levantam acima do nivel intellectual do nosso sexo, deves comprehender e approvar que eu lucte, no estreito limite do meu poder, pela libertação moral e intelectual das nossas irmãs opprimidas”.

Exemplar bem encadernado com cantos e lombada em pele (tendo esta última as casas gravadas a ouro), conservando   integralmente a capa de brochura; em muito bom estado.

22€

Maria Amália Vaz de Carvalho — Serões no Campo

Lisboa: Livraria Editora de Mattos Moreira & C.ª (68– Praça de D. Pedro–68), 1877. In-8º de 236, [4] págs. Enc.

Edição original desta recolha dos textos «Um justo», «Alice», «A mulher antiga e a mulher christã», «A actriz», «Madame de Sevigné», «Á morte de Georges Sand» e, também In Memoriam, «Castilho».

O exemplar, sem a capa original, foi recentemente encadernado e ostenta nas folhas de rosto e de anterrosto uma primitiva assinatura de propriedade.

24€

Bernardim Ribeiro — Saudades: História de Menina e Moça

Saudades: História de Menina e Moça (2.ª edição, revista por Delfim Guimarães)

1916 / Guimarães & C.ª - (largo) Editores (68, Rua do Mundo, 70). In-8º de 160 págs. Enc.

Na «Advertencia» preliminar, o escritor e versejador fundador desta sua editora homónima explicava pretender, com esta "edição popular" linguística e graficamente trabalhada, pôr o livro "ao alcance do grande publico, tornando conhecida, lida e estimada uma obra de peregrino brilho, um dos mais belos florões da nossa literatura".     
     
Exemplar revestido de modesta encadernação da época, conservando a face cimeira da capa de publicação, ilustrada por Alfredo de Morais com o título Saudades gravado a dourado.   

15€

Joel Serrão — Cronologia geral da história de Portugal

Iniciativas Editoriais. 1977. In-8º de 247, [1] págs. Br.

Reproduz a «Advertência» da 2ª edição (de 1973) e a «Nota Preliminar» da original (1971). O volume divide-se nas secções: «Proto-História», «Condado Portucalense», «Formação e organização de Portugal», «Expansão marítima e colonial», «Domínio espanhol», «Restauração da independência e consolidação do domínio português no Brasil», «Aceleração do Processus da independência brasileira e instauração do regime liberal», «Regeneração e expansão africana» e «República».

10€

Joel Serrão — Dicionário de História de Portugal

Dicionário de História de Portugal, dirigido por (…)

Iniciativas Editoriais. 4 vols. in-4º. Enc.

Edição original – na série rigorosamente original, com capa e sobrecapa da própria editora lisboeta – de um trabalho que dispensará apresentações, e que teve como colaboradores, só por exemplo, Luís de Albuquerque, Manuel de Azevedo, Garcia y Bellido, Charles R. Boxer, Mário Cardoso, Martins de Carvalho, Rómulo de Carvalho (aka António Gedeão), Armando de Castro, Hernâni Cidade, Jaime Cortesão, Almeida Costa, António Cruz, Jorge Dias, Túlio Espanca, Vitorino Magalhães Godinho e Rui Luís Gomes, entre outros e por ordem de apresentação; curiosa e bastante inusual mescla de  anti-salazaristas, salazaristas, mais simpatizantes, menos simpatizantes e nem-sim-nem-sopas. 
No seu prefácio, Joel Serrão explicava que a empreitada levou dez desesperantes mas indispensáveis anos (!) a preparar, e que o âmbito dela ia até ao primeiro quartel do século XX. Mais tarde, já por iniciativa da editora portuense Figueirinhas (que viria a adquirir os direitos da obra e a reeditá-la), António Barreto e Maria Filomena Mónica acrescentariam outros três volumes até ao 25 de Abril. Entretanto, nestes últimos anos, mais oito pequenos volumes se publicaram, dedicados em exclusivo ao 25 de Abril e ao próximo pós-Revolução. Quem quiser completar a colecção apenas terá portanto de no-lo solicitar, ou contactar directamente a editora.

Os quatro volumes foram encadernados em pele com a dita sobrecapa de papel aposta, que todos conservam, ainda que com pequenos defeitos.

90€

Luís Chaves — Os Pelourinhos Portugueses

Os Pelourinhos Portugueses, por Luís Chaves (Titular da Ass. dos Arqueólogos Portugueses / Antigo Conservador do Museu Etnológico Português)

Edições Apolino / Gaia — Portugal, MCMXXX. In-8º gr. de 67, [I] págs. Br.

Um dos títulos mais apreciados da graciosa colecção «Estudos Nacionais (sob a égide do Instituto de Coimbra)», sempre neste figurino típico, impressa sobre bom papel avergoado e ilustrada por clichés no texto ao longo do volume. Antes de passar à colação de vários exemplares pelo país fora, o estudo recolhe citações sobre este velho monumento característico do municipalismo português na nossa literatura (não só literária, mas também histórica e jurídica): Gil Vicente, Garrett, Herculano, Camilo, Eça, etc. 

25€

Memorial de Várias Cartas e cousas de edificação dos da Companhia de Jesus

Memorial de Várias Cartas e cousas de edificação dos da Companhia de Jesus / com um prefácio por Joaquim Costa, director da  biblioteca / reconstituição do texto e nota preliminar de José Pinto, 1.º bibliotecário

1942, Emp. Ind. Gráfica do Pôrto / Marânus. In-4º de 425, [I] págs. Br.

Edição da BPMP, à época empenhada nesta série de reprodução de manuscritos - este, no título original, «Memorial de Varias Cartas e cousas de edificaçam dos da Comp.ª pera uso e proueyto spual dos Nouicos uendo o exemplo dos Antigos.», com data de 1596; embora a cópia seja decerto posterior, uma vez que engloba já notas sobre episódios e padres do início de Seiscentos.
Exemplar valorizado por dedicatória de oferta manuscrita por Joaquim Costa "Ao Ilustre escritor, o Ex.mo Senhor Vereador Dr. Alberto Pinheiro Torres, com as mais gratas homenagens da Biblioteca Pública Municipal do Porto".

30€

Museu Marítimo de Macau (Manuel Bairrão Oleiro / Rui Brito Peixoto)

Museu Marítimo de Macau. (Impressão e acabamento: Tipografia Martinho, Macau). S/d – 1992?]. In-4º de 200 págs. Enc.

“Porto de pesca, de abrigo, de armamento, de comércio, de passageiros: ao longo dos tempos, Macau pode ser visto como lugar de troca – de bens, de pessoas, de ideias – onde o mar não foi barreira, mas sim meio de comunicação. A cidade, fundada no século XVI com a fixação dos Portugueses, dispõe desde 1987, de um Museu Marítimo que se propõe documentar essa característica essencial”. 
Dedicado pelos autores à memória de Ernesto Veiga de Oliveira, que ainda terá deixado alguns contributos, e a João Manuel Bairrão Oleiro, o álbum, encadernado em percalina com sobrecapa de papel, foi impresso em folhas de papel couché e amplamente ilustrado a toda a extensão do volume.  

20€

C. R. Boxer — Fidalgos no Extremo Oriente (1550-1770)

Fidalgos no Extremo Oriente (1550-1770) / Factos e Lendas de Macau Antigo

Fundação Oriente / Museu e Centro de Estudos Marítimos de Macau. (Fotocomposição e impressão - Tipografia Macau Hung Heng, 1990). In-8º gr. de 295, [I] págs. Br.

Edição portuguesa a partir da da Oxford University Press, de 1968; com tiragem de 2000 exemplares, este bem conservado, apenas com ligeiros defeitos exteriores.

20€

C. R. Boxer — O Império Marítimo Português (1415-1825)

edições 70 (DL1992). In-4º de 410, [II] págs. Cart.

"Primeiro império colonial moderno e, também, o último a desaparecer, espalhado por cinco continentes, o "mundo que os portugueses criaram" foi bem o exemplo da tenacidade de um povo que conseguiu opor-se e sobreviver aos choques com inimigos bem mais poderosos. O Professor Charles R. Boxer traça a evolução do império marítimo português desde as primeiras viagens de descoberta, no início do século xv, até à independência do Brasil, numa obra que disseca as grandezas e reveses de uma aventura sem paralelo na história da humanidade. Pela visão de conjunto e profundidade da investigação O Império Marítimo Português constitui uma peça fundamental na bibliografia da história da expansão portuguesa.
Edição patrocinada pela Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses, de um livro que até hoje continua a ser sucessivamente reeditado. A edição original inglesa fôra em 1969, e só alguns anos depois traduzida para português sob o título O Império Colonial Português - que, a partir daqui, passaria a O Império Marítimo Português.

18€

Códice Bastião Lopes

Códice Bastião Lopes (de autor anónimo) / Introdução de Luís de Albuquerque / Descoberta do Mundo (ciclo de edições comemorativas dos centenários das grandes navegações portuguesas, de Bartolomeu Dias e Pedro Álvares Cabral (1487-1500)

Imprensa Nacional-Casa da Moeda. (Acabou de imprimir-se em Outubro de mil novecentos e oitenta e sete nas Oficinas Gráficas da (...)). In-8º de XXII, 30, [IV] págs. Enc. 

É importante a extensa exposição preliminar de Albuquerque, explicando até onde era então possível o que se sabia e as vicissitudes pelas quais passara este manuscrito quinhentista muito inseguramente atribuído ao cartógrafo – até aos anos 70 mais conhecido no estrangeiro do que cá, onde chegou comprado em leilão pela Gulbenkian, após ter transitado das mãos do lusitanista Charles Boxer para um antiquário norte-americano. O códice é aqui reproduzido em fac-simile sobre folhas de papel couché.

Do volume foram impressos 2000 exemplares na “edição normal” e 1000 na “edição de luxo” encadernada e revestida de seda preta, com um cliché e gravações a ouro na frente; esta dividida em duas séries de 500, uma destinada a ofertas e outra que entrou no mercado; pertencendo este exemplar a esta última tiragem especial posta à venda; e tendo o cliché ligeiramente raspado, defeito que, a ser verdade o que diz a carta manuscrita de oferta que ainda conserva, seria já de origem.

25€

Giulia Lanciani — Sucessos e Naufrágios das Naus Portuguesas

Estudos de Literatura Portuguesa / Caminho. (1997). In-8º de 562, [II] págs. Br.

“O conjunto de narrativas geralmente conhecido como História Trágico-Marítima é um dos mais fascinantes monumentos da história literária portuguesa. Infelizmente, por diversas razões históricas, essas narrativas não tiveram até hoje uma edição à altura da sua importância. / Giulia Lanciani coloca agora à disposição de todos, nestes Sucessos e Naufrágios das Naus Portuguesas, uma edição rigorosa e fiável de oito desses relatos. Esta edição é o resultado de um longo trabalho de pesquisa em bibliotecas, arquivos e fundos documentais nacionais e estrangeiros, tendo em vista uma depuração dos textos originais de erros, deturpações e contrafacções que se foram acumulando ao longo da história” (nem se percebe que razões históricas pudessem impedir uma edição à altura, nem é rigorosamente verdade que ela não existisse...)

15€

Damião Peres — História dos Descobrimentos Portugueses

Portucalense Editora, s.a.r.l. Pôrto, 1943. (A presente obra, executada nas oficinas gráficas da Companhia Editora do Minho, ficou concluída no dia vinte e um de Setembro de mil novecentos e quarenta e seis). In-4º de 515, [I] págs. Enc. 

Foi a edição original, plausivelmente com várias tiragens, deste estudo ainda hoje de referência, considerado por alguns (v.g. o historiador Oliveira Marques) o mais importante trabalho de conjunto dedicado ao tema, para o qual o autor já decerto começara a carrear materiais enquanto preparava a monumental História de Portugal que dirigiu, ainda durante os tempos do magistério na primitiva Faculdade de Letras do Porto para onde o amigo Leonardo Coimbra o levara – e que passou a ser a cidade adoptiva deste lisboeta mesmo depois da extinção daquela reputada instituição superior, logo no dealbar do Estado Novo.

Encadernação do editor, em tela gravada a ouro e a seco na lombada e na pasta superior, esta última com ilustrações alusivas.

Bom exemplar, sem defeitos significativos.

50€

Damião Peres — História dos Descobrimentos Portugueses

História dos Descobrimentos Portugueses ——— Segunda edição (Actualizada) 

Edição do autor / Coimbra – 1960. (A presente obra, executada nas oficinas gráficas da Companhia Editora do Minho, em Barcelos, ficou concluída no dia vinte e nove de Novembro de mil novecentos e sessenta e um). In-4º de 590, [II] págs. Enc.

Segunda de várias edições que o livro já conheceu; com uma encadernação em percalina verde gravada a dourado e a seco.

Bom exemplar, igualmente.

30€

João de Barros (II) — Espelho de Casados

Espelho de Casados, pelo Doctor (...) / 2.ª edição, conforme a de 1540 / publicada por Tito de Noronha e Antonio Cabral

Porto: Imprensa Portugueza (Rua do Bomjardim, 181) – MDCCCLXXIV. (Vende-se na livraria de J. E. da Cruz Coutinho, Rua do Almada, 15 e 17). In-8º gr. de 8, IV, LXI, [III] ff. Br.

A introdução da pena do bibliógrafo-escritor e do conselheiro-escritor esclarecia aspectos do livro, do autor e desta edição – limitada a 210 exemplares impressos sobre encorpado papel de linho –, começando pela velha advertência de não confundir este portuense João de Barros com o mais ou menos contemporâneo e compatriota das famosas Decadas da Ásia.
Quanto ao tratado, apologético predecessor do hoje talvez mais famoso de Francisco Manuel de Melo (abaixo neste boletim), não se pode dizer que não fosse prático: uma das razões avançadas para pensar duas vezes antes de contrair matrimónio era a de evitar o adultério feminino, que em circunstância alguma deveria ser perdoado, aconselhando-se ao marido surpreendido que pusesse a mulher a correr – o que até parecerá brando, comparado por exemplo com a jurisprudência de um certo juiz do Tribunal da Pedra Lascada, perdão, da Relação do Porto.

“Espelho de Casados / Em o qual se disputa copiosamente quam excelente proveitoso e necessario seja o casamento e se metem muitas Sentenças. Exemplos. Avisos. e doctrinas. e duvidas necessarias para os casados. e finalmente os Requisitos que hade ter o casamento para ser em perfeição e a serviço de Deos”.

Exemplar nº32, em brochura, conservando a capa respectiva mas com um rasgão e algumas marcas. Pertenceu à célebre biblioteca alto-minhota do matemático portuense Laureano Barros, que lhe apôs esta nota a lápis no frontispício: “Muito rara / Custou 250$00 (Junho de 1970)  mas acho que vale muito mais.”.  O preço abaixo indicado não leva muito a peito – mas não por desrespeito – essa indicação do anterior proprietário do livro.

30€

Francisco Leite de Faria — Estudos Bibliográficos sobre Damião de Góis e a sua Época

Estudos Bibliográficos sobre Damião de Góis e a sua Época, por (...) / prefácio da comissão organizadora

Secretaria de Estado da Cultura / Lisboa — 1977. (Este livro foi composto e impresso na Sociedade Industrial Gráfica Telles da Silva, Lda. (...) em Dezembro de 1977). In-4º gr. de 577, [V] págs. Br.

Para lá desta monumental recolha propriamente dita, interessantíssima a quem interesse a época de Manuel I, João de Barros, Bernardim Ribeiro, Garcia de Orta e André de Resende, para não falar em estrangeiros como o amigo Erasmo, o interesse maior do volume é a reprodução a duas cores, interessantíssima até a quem a dita época pouco interesse, de gravuras e portadas de livros coevos - algumas naturalmente relacionadas com os descobrimentos e heráldica portugueses; para coleccionadores e apreciadores de livros antigos, quase irresistível.

35€  

João de Castro Osório — Ordenação Crítica dos Autores e obras essenciais da literatura portuguesa

Ordenação Crítica dos Autores e obras essenciais da literatura portuguesa, por (...)

Para o Secretariado Nacional da Informação, cultura popular e turismo, em Editorial Império limitada, da rua do Salitre número cento e cinquenta e um a cento e cinquenta e cinco / Lisboa — M. CM. XLVII. In-4º de 123, [V] págs. Enc.

A resenha foi dividida nos capítulos «Período Galaico-Português», «Período do Renascimento Português», «Época dos Descobrimentos», «Época do Império Marítimo», «Período do Classicismo», «Época do Barroco», «Época Neo-Clássica», «Período de Apogeu» e «Época do Romantismo Português». Edição impressa em bom papel, tendo acoplado um caderno de pequeno formato, central, reproduzindo portadas de muitos dos títulos recenseados.

Exemplar valorizado por uma apurada encadernação mais recente, bastante toante com as cores da capa de brochura, da qual conserva ambas as faces.

35€

João de Castro Osório — O Além-Mar na Literatura Portuguesa

Edições Gama / Lisboa, 1948. In-8º peq. de 272 págs. Br.

Capítulos: «Condições históricas da criação original da literatura portuguesa»; «Uma literatura criada em sincronismo com a expansão marítima»; «A poesia lírica da época dos Descobrimentos»; «O nascer da poesia épica portuguesa»; «Raízes nacionais da poesia épica portuguesa»; «O reverso da grandeza humana da expansão marítima observado pelo génio cómico»; «O génio satírico recriado pelo julgamento de um aspecto social da expansão ultramarina»; «A expansão ultramarina e as raízes nacionais do pensamento dramático português»; «A visão épico-dramática da expansão portuguesa e a primeira obra do novo pensamento humanista».

Exemplar ainda por estrear, conservando os cadernos por abrir; mas padecendo de pequenos defeitos superficiais.

18€

Hêrnani Cidade — A Literatura Portuguesa e a Expansão Ultramarina

A Literatura Portuguesa e a Expansão Ultramarina (as ideias – os factos – as formas de arte) / por Hernâni Cidade 

Arménio Amado, Editor, Sucessor – Coimbra. (Composto e impresso nas oficinas da Gráfica de Coimbra). 1963-64. 2 vols. in-8º peq. de 365, [V] e 428, [IV] págs. Br.

O primeiro volume, abarcando os séculos XV e XVI,  tinha já aqui a segunda edição, com direito a um prefácio em que o autor, parecendo responder com algumas décadas de avanço às futuras questões pós-coloniais, dizia (sem inteira razão, mas alguma…) isto: “Um que outro frémito de comoção, que pode ser de aplauso ou de repreensão ante o bem ou o mal que se praticou, ante o que indigne ou contente aquele sadio sentimento de dignidade colectiva que enobrece uma pátria, é, afinal, a expressão vital de uma continuidade histórica, de uma solidariedade de sangue e alma, a que só mutilando-nos moralmente somos capazes de nos furtar”.  

O segundo volume debruça-se sobre os dois seguintes, XVII e XVIII.

30€

Annuario da Sociedade Nacional Camoneana

Annuario da Sociedade Nacional Camoneana — 1.º anno – 1881.

Porto: Sociedade Nacional Camoneana, editora – 1881. In-8º gr. de 317, [3] págs. Enc.

“Publica-se hoje o primeiro Annuario d’esta sociedade, que foi inaugurada em 10 de Junho de 1880, anniversario do fallecimento de Luiz de Camões, quando tres seculos eram passados desde que o grande Epico deixára a terra, tendo cumprido a sua gloriosa missão. (...) A celebração do tri-centenario do passamento do poeta despertou a idéa de constituir-se uma sociedade litteraria e de instrucção, cujo objecto principal fosse continuar o culto, que no mundo litterario se estabeleceu, á memoria de Luiz de Camões, ao estudo das suas obras, á litteratura contemporanea das suas producções. / Este assumpto foi proposto á discussão em uma das sessões da commissão litteraria da grande reunião, que se fez no Palacio de Crystal Portuense, para organisar os festejos que nos dias 10, 11, 12 e 13 de Junho de 1880 se prepararam para commemorar condignamente o centenario. O iniciador da idéa foi o sr. Joaquim de Vasconcelos”, convidando-se de seguida a Câmara Municipal, que se associou oferecendo para a Sociedade uma das salas da Biblioteca Municipal, em São Lázaro, que passaria a ser a sede desta tão efémera associação – no final do volume convidavam-se os sócios a participar no segundo anuário, mas o certo é que já não saiu mais nenhum, sendo este o primeiro e único publicado, em bom papel de linho; com contribuições de, entre outros, A. M. Cabral, Tito de Noronha, Conde de Samodães, Oliveira Martins («A marinha portugueza na era das conquistas»), Fernando Palha («Bibliographia Camoneana», catálogo da sua própria biblioteca) e João Franco Barreto.

Exemplar bem encadernado com lombada em pele gravada a ouro, acrescentada com dois rótulos. Não conserva a capa primitiva, supondo que tenha existido.


45€

João Franco Barreto — Micrologia Camoniana

Micrologia Camoniana // Prefácio de Aníbal Pinto de Castro / Leitura e integração do texto de Luís Fernando de Carvalho Dias e Fernando F. Portugal

Imprensa Nacional–Casa da Moeda / Biblioteca Nacional / Lisboa 1982 (composto e impresso na Gráfica Maiadouro – Vila da Maia / Julho  1982). In-8º gr. de 861, [V], [vii] págs. Br.

Exemplar da série da BN, que apenas se distingue pela capa e pelas folhas preliminares, únicas que divergem de um corpo comum às duas tiragens.

10€ 

João Franco Barreto — Micrologia Camoniana

Micrologia Camoniana (uma co-edição da INCM/Biblioteca Nacional) // prefácio de Aníbal Pinto de Castro / leitura e interpretação do texto de Luís Fernando de Carvalho Dias e Fernando F. Portugal

Imprensa Nacional · Casa da Moeda (composto e impresso na Gráfica Maiadouro – Vila da Maia / Julho  1982). In-8º gr. de 861, [V], [vii] págs. Br.

Primeira edição impressa deste manuscrito que pertencera ao rei Carlos e acabou por chegar à BN, redigido em 1672 – um exacto século sobre a publicação de Os Lusíadas; e cujo título completo foi Micrologia: em a qual se explicam todos os nomes proprios, istorias, fabulas, nomes peregrinos, e lugares escuros, conteudos em Os Lusiadas de Luis de Camões, e em suas rimas primeyra, segunda e terceyra parte. “Fólio de 4 + 418 folhas, com encadernação da época, foi seu autor o P. João Franco Barreto, polígrafo lisbonense do séc.XVII, tradutor em verso português da Eneida de Virgílio, bibliógrafo duma Biblioteca Lusitana fonte da de Barbosa Machado, historiador, genealogista, poeta e crítico. Mas caso curioso: nem Bibliografias, Dicionários ou Enciclopédias, nem estudos sobre Camões registam a Micrologia, há muito caída no esquecimento, mais pela fraca memória do que por carência de interesse” [mas para a memória convém imprimir as coisas...], deste que foi “o melhor repositório das fontes clássicas” camoneanas na literatura portuguesa.
É bastante extenso – mais de três dezenas de páginas – o prefácio de Pinto de Castro.

15€   

Estudos sobre Camões

Estudos sobre Camões (Páginas do Diário de Notícias dedicadas ao poeta no 4º centenário da sua morte // uma coedição INCM/Editorial Notícias)

temas portugueses / Imprensa Nacional-Casa da Moeda. (Este volume (...) com arranjo gráfico de Armando Alves foi composto e impresso na Gráfica Maiadouro – Vila da Maia). In-8º gr. de 282, [V], [i] págs. Br.

Textos de, entre outros, Borges de Macedo, Maria Helena da Rocha Pereira, Orlando Ribeiro («Camões e a Geografia»), António José Saraiva, David Mourão-Ferreira («Camões: Biografia e Lirismo»), João Gaspar Simões («Biografia feita por Storck»), Armando Castro, Jacinto do Prado Coelho («Os Lusíadas: Uma ética do desejo»), Fiama («A ilha do Amor»), José Hermano Saraiva, Pedro Calmon («Camões e o Brasil»), Gilberto Mendonça Teles («Influência de Camões na Poesia Brasileira»), Eugénio Lisboa («Camões, a ilha de Moçambique e nós»), Manuel Teixeira («Macau no itinerário de Camões»), Ricardo Averini («Camões para os italianos»), Maria Vitalina Leal de Matos («O ensino de Camões»), Matilde Rosa Araújo («Ler Camões com crianças e com jovens»), Raul Rego.

15€   

Camões — Os Lusiadas

(Edição consagrada a commemorar o terceiro centenario do poeta da nacionalidade portugueza, pelo Gabinete Portuguez de Leitura no Rio de Janeiro / Revisão do texto do Poema e observações philologicas, por Adolfo Coelho; prefacio critico, de Ramalho Ortigão; noticia historica do Gabinete Portuguez de Leitura, de Reinaldo Carlos Montoro)

Anno MDCCCLXXX. Lisboa: Na officina de Castro Irmão Impressor (Rua da Cruz de Pau n.o51, a Santa Catharina). In-4º de XCIII, [III], 422, [VIII] págs. Enc.

É bem conhecida esta edição de luxo sob o patrocínio do Real
Gabinete Português de Leitura então fundado, numa rua que se passou a chamar Luís de Camões, em pleno centro do Rio de Janeiro; graficamente apuradíssima, tendo as páginas capitulares ilustradas com graciosidade. Bastante extenso o famoso prefácio de Ramalho, «Luís de Camões, a Renascença e os Lusíadas», de que logo haveria edição autónoma em língua francesa (também temos um exemplar).
Luxuosa q.b. igualmente a encadernação da própria editora, em percalina espessa gravada com abundância a ouro sobre ambas as pastas e a lombada, sendo ainda dourado por inteiro o corte das folhas. Houve outras variantes para a capa: azul, verde, etc.

Exemplar bem conservado no miolo, mas algo prejudicado pela condição da lombada, com falhas nas extremidades, um rasgão e dois restauros, já antigos, em consequência disso; e a precisarem de ser renovados.

60€ 

Camões — Enfatriões

Enfatriões (Prefácio e Notas de Vieira de Almeida)

Edições «Ocidente» / Editorial Império, Lda. • Lisboa • 1942. In-8º de 126, [II] págs. Br.

Volume I de Teatro Camoneano.

Exemplar ainda por estrear, conservando os cadernos por abrir.

10€

Camões — El-Rei Seleuco

El-Rei Seleuco (Prefácio e Notas de Vieira de Almeida) 

Edição da Revista «Ocidente» • Lisboa • 1944. In-8º de 108, [IV] págs. Br.

Volume II da mesma série, que salvo erro por aqui terá ficado.

Exemplar igualmente por estrear, conservando os cadernos por abrir.

10€

Latino Coelho — Luís de Camões

Livraria Chardron de Lello & Irmão – Editores, Porto. (Artes Gráficas  - Porto - 1985). In-8º gr. de 233, [V] págs. Enc.

A nota preliminar do editor, recordando que a edição original deste escorço biográfico fora publicada por ocasião do 3º centenário (da morte) do poeta, e justificando a reedição após a passagem do 4º, apresentava de seguida um curto escorço biográfico do próprio biógrafo.

Exemplar da série menos vulgar, encadernada com dourados e revestida de sobrecapa de papel.

14€

Latino Coelho — Vasco da Gama

(Galeria de Varões Illustres de Portugal, por (…) ) / N.º 2 / Vasco da Gama 

David Corazzi – Editor / Empreza — Horas Romanticas, Lisboa. (Imprensa Nacional – 1882). 2 vols. in-8º de [X], 282, [IV] págs. + [1] ff. de estampa e [IV], 371, [V] págs. + [1] mapa desd. Br.

O título inaugural da colecção fôra dedicado a Camões, no ano do centenário (1880) – e apresentamo-lo acima na reedição um século depois; justificando o autor as suas duas primeiras escolhas porque “Camões é o genio portuguez, Vasco da Gama o brio nacional. Um é o espirito, outro a força; um o pensamento, o outro a acção; o estro e a audacia”.
O primeiro volume apresenta um retrato do navegador em folha à parte, na anteportada; e o segundo a «Carta demonstrativa da viagem que em descobrimento da India fez Vasco da Gama em 1497», que felizmente o exemplar conserva.

Ambos os volumes encadernados com lombada em pele gravada a ouro, ambos sem a capa de origem. 

35€

Homenagem a Vasco da Gama

Homenagem a Vasco da Gama (edição comemorativa do V Centenário do descobrimento do caminho marítimo para a Índia: 1498-1998)


Lisboa, Assírio & Alvim/Fundação Oriente. 1998. In-4º gr. de 35, [7] págs. Enc.

Edição esmerada e de bom recorte gráfico, impressa em grande formato sobre papel de alta gramagem Munken Pure, com tiragem limitada a 1000 exemplares – de que pouco mais de metade deverão ter entrado directamente no mercado, destinados desde logo 300 à Fundação Oriente. Publicada também por ocasião da exposição lisboeta de 98, inclui uma nota introdutória do editor, Manuel Hermínio Monteiro, e os poemas dedicados ou meramente alusivos ao Gama de Mallarmé («Au seul souci de voyager») , Hölderlin («Wünscht' ich der Helden einer zu sein») e Pessoa («Ascensão de Vasco da Gama»), acrescidos os dois primeiros de comentários dos tradutores  respectivos, José Augusto Seabra e Maria Teresa Dias Furtado.
 
Encadernação editorial, com a sobrecapa ilustrada pelo retrato do navegador da colecção do Museu Nacional de Arte Antiga (também reproduzido no anterrosto). Salvo algum desgaste dessa sobrecapa, exemplar em muito bom estado, praticamente impecável e por estrear.

20€

José Cardoso Pires — Lisboa, Livro de Bordo

Lisboa, Livro de Bordo (vozes, olhares, memorações)

Lisboa Expo’98 / Publicações Dom Quixote. (1998). In-4º de 123, [III] págs. Enc.

Dispensará apresentações este que é o livro de Cardoso Pires preferido por muita gente, mesmo que não lisboeta, e nem sequer demasiado apreciadora do escritor – como monumento de amor à sua cidade é dos mais bem conseguidos que a literatura portuguesa conta.
Álbum encadernado em tela, impresso sobre folhas de papel couché, ilustradas por fotografias e trabalhos artísticos de artistas variados.
Esta, em Fevereiro de 1998, era já a sua quarta edição sendo a original de Outubro de 1997. (Alguns meses mais tarde, outro lisboeta de nome José seria consagrado com o Nobel da Literatura, e Lisboa também não ficou nisso a perder: O Ano da Morte de Ricardo Reis chegaria bem para o efeito)

20€

José Cardoso Pires — Jogos de Azar (contos)

Arcádia (1963). In-8º de 240, [IV] págs. Cart.

Primeira edição deste conjunto de contos que, conforme o autor explicava no prefácio, foram «respigados» dos seus dois livros iniciais: Os Caminheiros e Outros Contos e Histórias de Amor.

Cartonagem editorial com sobrecapa de papel, esta última apresentando algum desgaste. 

20€

José Cardoso Pires — Cartilha do Marialva

Cartilha do Marialva ou das Negações Libertinas, redigida a propósito de alguns provincianismos comuns e ilustrada com exemplos reais

Ulisseia (1966). In-8º de 191, [3] págs. Enc.

“Marialva é o antilibertino português, privilegiado em nome da razão de Casa e Sangue, cuja configuração social e intelectual se define, nas suas tonalidades mais vincadas, no decorrer do século XVIII”, assim apresentava o autor em resumo preliminar a sua interessante tese – porém insuficientemente explorada e desenvolvida, e padecendo entretanto de superficialidades e deficiências (na melhor das hipóteses; na pior, desonestidades) de leitura flagrantes, como o trecho em que se trataria depois a peça A Traição, de Camilo (exactamente o contrário do que se lhe argui, para o bem e para o mal); ou a ligeireza de apreciação do «caso amoroso» de Pascoaes, cuja filiação aqui pretendida no conservadorismo rural lusitano até mete dó, de tão disparatada.
Segunda edição, publicada seis anos após a original, que constara de apenas 350 exemplares; encadernada em tela com sobrecapa de papel.

Exemplar valorizado por dedicatória de oferta manuscrita pelo próprio Cardoso Pires.

22€ (reservado)