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Dossier Coimbra – 1969

Dossier Coimbra – 1969 (A crise de Coimbra vista por observadores estranhos aos acontecimentos)

Livraria Sampedro Editora. (Composto e impresso nas oficinas da Empresa do Diário do Minho – Braga). In-8º peq. de 227, [7] págs. Br.

No prefácio, os autores do volume (António Cruz Rodrigues, José e Joaquim Maria Marques) apresentavam-se na qualidade de «estranhos»: “Alheios ao meio de Coimbra, uma qualidade, ao menos, poderíamos apresentar para justificar termo-nos abalançado a este trabalho: a independência de quem nem de longe esteve ou está envolvido nos acontecimentos”. O trabalho foi dividido nos capítulos «Eclodir dos acontecimentos: a inauguração do edifício das Matemáticas», «Desenrolar da contestação: o boicote das aulas», «Nova fase da contestação: o boicote dos exames» e «A evolução do boicote dos exames».

10€

Eleições 75 (primeiras edições livres)

Eleições 75 (primeiras edições livres): O Programa do MFA e dos Partidos Políticos

Edições Acrópole, lda. (1975). In-8º de 346, [2] págs. Br.

Importante como documento histórico, o volume recolhe os programas dos principais partidos pós-revolução preparados no âmbito das eleições para a Constituinte – aos de P.P.D., P.C.P., P.S. e C.D.S. foram juntados os do M.D.P. e do P.P.M., ficando de fora, entre outros de menor expressão, os do M.R.P.P. e do M.E.S. por, alegavam os editores, não terem ainda um programa definitivo –, sendo mais extensos os de P.S. e P.P.D., a meio-termo o do P.C.P. e consideravelmente mais pequeno o do C.D.S. (destes quatro partidos principais apresentava-se ainda um retrato e uma biografia dos respectivos líderes, esta última de todo lacónica no caso de Cunhal, com apenas duas linhas; o que deixa supor terem sido pedidos aos próprios partidos, sabendo-se como o dirigente comunista era avesso à exposição pessoal). Muito imbuídos, menor ou maior a convicção, do espírito de um tempo ainda todo revolucionário, os textos – salvo o dos centristas, como é natural – apontavam todos para o socialismo, regalando a prosa decidida com que sociais-democaratas e socialistas vituperavam o capitalismo, o P.S. com particular denodo: defendendo a “edificação em Portugal de uma sociedade sem classes”, usando termos como “democracia burguesa”, jurando-se marxista (má leitura, ausência ainda de melhor referente ou conveniência momentânea) e dizendo lutar pela “total destruição” do capitalismo, “força opressora e brutal”; toda uma panóplia que deveria ser dada a ler, às cegas, a vários secretários-gerais destas quatro décadas, só para ver se um único que fosse conseguiria identificar a procedência e não a atribuir, por exemplo, ao P.C.P. O livro inclui ainda uma nota prévia de Vítor Dimas, que apostava ficar ele “como testemunho futuro da primeira etapa democrática de um povo inteiro”, ou “como juíz das tentações e desvios” em que os promotores destes programas pudessem vir a incorrer.

14€

Pacheco Pereira — Conflitos Sociais nos Campos do Sul de Portugal

Conflitos Sociais nos Campos do Sul de Portugal (2.º volume de A Reforma Agrária / Série dirigida por António Barreto)

Publicações Europa-América. [S/d - pref. 1982]. In-8º de 237, [3] págs. Br.

"Quais terão sido os antecedentes remotos da Reforma Agrária e das ocupações de terras no Alentejo, em 1975? Haverá alguma relação entre estes acontecimentos recentes e os conflitos sociais que, desde o princípio do século, tiveram lugar na região que hoje é conhecida por «Zona de Intervenção»? Eis os pontos de partida deste trabalho, no qual o autor, pela primeira vez, nos desvenda um longo e pormenorizado inventário das lutas e conflitos sociais rurais".
No seu prefácio a este segundo volume da colecção, o autor do primeiro (Memórias da Reforma Agrária), o próprio António Barretto, explicava por que solicitara a Pacheco Pereira este trabalho, no sentido de investigar até que ponto o conflito associado à reforma agrária teria antecedentes na nossa história, nomeadamente a do início do século passado

10€

O Fracasso de um Processo: A Reforma Agrária no Alentejo

O Fracasso de um Processo: A Reforma Agrária no Alentejo // Prefácio de: Raul Miguel Rosado Fernandes

(Edição do Autor ---- Composto e impresso nas Oficinas Gráficas da Tipave -- Tipografia de Aveiro, Limitada / 1977). In-8º de 342, [II] págs. Br.

O prefácio daquele que viria a integrar o CDS ideologicamente oposto sustentava que de uma "época de invasão e violência, de roubo e de poder arbitrário, prelúdios da sociedade planificada e normalizada dos chamados países socialistas, provém grande parte dos textos ora publicados em livro por António Vacas de Carvalho, que coligia as informações sobre os atropelos, desvarios, e prepotências que era dado observar nestas regiões"; sendo um deles as agressões e os espancamentos que terão decorrido da ocupação da herdade alentejana da família do autor, que se lamentava de poucos meses depois lhe ter morrido a mãe que já não chegaria a lá voltar. Por menos agrado que nos mereçam a posição ideológica do prefaciador e a latifundiária do autor, não há como negar tais excessos, praticados e organizados nos meios rurais em grande parte por meninos de cidade armados-ao-revolucionário.

Exemplar usado.

10€        

Edmundo Pedro — O Processo das Armas

Editorial Inquérito Limitada, Lisboa. (DL 1987). In-8º de 277, [39] págs. Br.

“Este livro é um testemunho indispensável para a compreensão da História de Portugal depois de Abril. (…) Os factos que se relatam e os comportamentos que se reportam são indispensáveis para traçar um retrato rigoroso de algumas das mais importantes personalidades da nossa cena política”.
Alguns dos capítulos: «A entrega das armas ao Partido Socialista», «Busca, apreensão e prisão das armas – uma operação marcada pela singularidade», «A atitude dos militares em geral e do general Ramalho Eanes em particular», «O comportamento dos juízes», «A posição do Partido Socialista». No final do volume reproduz-se documentação variada.  

10€ 

José Freire Antunes — O Segredo do 25 de Novembro

Publicações Europa-América. [S/d]. In-8º de 371, [I] págs. Br.

O prefácio de Vasco Graça Moura (de 1980) começava por sublinhar que falar do 25 de Novembro, a cinco anos de distância, era algo que não convinha nem à direita nem à esquerda radicais, defendendo que “ambas tiveram papéis tristes nesse ensejo” e que “nenhuma delas está empenhada, ou sequer interessada, numa fórmula democrática”: “o 25 de Novembro, sendo já História, é ainda experiência vivida, memória e sobretudo autoridade moral de quantos se bateram contra a ameaça totalitária que em 1975 nos rondou de perto” (muito haveria a dizer sobre isto); dizendo depois que este livro tentou “desfiar a trama daquilo que veio a culminar nos acontecimentos (…), isolar as suas componentes principais ao longo de vários meses, pôr à mostra a dinâmica e a interacção das suas múltiplas peças, integrando o puzzle, recompondo-lhe a imagem e tornando-a criticamente inteligível com todos os elementos que o autor soube e pôde carrear. [Pelo contrário, Donald? Chilcote, na sua imprescindível recolha de bibliografia relativa ao 25 de Abril, pré e pós, dizia que o livro era interessante pelo anedótico e pitoresco, mas sem grande base documental...]

Terceira edição.

10€

Otelo — Acusação e Defesa em Monsanto

Editorial Inquérito Limitada, Lisboa. [S/d – DL 1987]. In-8º de 235, [I] págs. Br.

Há quem afirme que sentar Otelo Saraiva de Carvalho no banco dos réus corresponde a julgar o 25 de Abril. O que é, evidentemente, uma falácia. No mínimo, um exagero, pois que a grandeza do acto transcende largamente a figura do homem que o praticou, por mais emblemática que ela seja. / Uns dirão que será, em qualquer caso, uma perseguição política. Outros chamar-lhe-ão um acto normal de justiça num Estado de Direito. / Do que ninguém duvida é de que, pela sua importância, o processo que neste momento caminha para o epílogo no Tribunal de Monsanto ficará a constituir um marco na galeria dos grandes casos jurídico-políticos portugueses. / «Acusação e Defesa em Monsanto» representa um contributo importante para o esclarecimento do intrincado processo que envolveu Otelo Saraiva de Carvalho com as FP25. Neste livro, Otelo baliza o passado próximo, expõe-se, confronta-se com a acusação e apresenta a sua defesa. Define as suas posições, perante o tribunal, perante a opinião pública, perante a História. / Otelo Saraiva de Carvalho, figura destacada do processo que conduziu à democratização de Portugal, militar que se entregou por inteiro ao serviço a uma causa, teve desde o 25 de Abril um papel relevante, mesmo que controverso, na cena política portuguesa. O seu julgamento constitui, por isso, um facto político importante, sejam quais forem os fundamentos legais que a ele tenham conduzido”, assim rezava a nota editorial na face inferior da capa.

12€

Fernando Luso Soares — Vasco Gonçalves: Perfil de um Homem

Gleba (1979). In-8º de 237, [3] págs. Br.

De escrita enredada, demasiado palavrosa, e muito mais um programa político, com seu desfilar de juízos e de proclamações, do que propriamente biografia, tem o livro ainda assim vários apontamentos de interesse, sobre história geral como sobre a do período que se esperaria aqui tratado. Consta dos capítulos «O Eu e o Nós», «A Sinceridade dos Responsáveis», «A Política e a Moral», «Um Capitalismo Selvagem», «A Morte Política do Poder Económico», «Estar na Revolução», «A Questão da Vanguarda» e «Que Cultura «Dirigida»?».

O exemplar foi valorizado pelo autor com a dedicatória de oferta que assinou “Para o Urbano Tavares Rodrigues, ao escritor que admiro, ao camarada de luta, ao velho irmão ­­­­­­­­­­ — com um estreito abraço do ____”

12€

Constitution de la Republique Portugaise

Constitution de la Republique Portugaise (na capa: avant propos par M. Vasco da Gama Fernandes / presentation par M. Maurice Duverger // Edição do Centro Nacional de Estudos e Planeamento 1976 )

(Composto e impresso na Gráfica J. Veiga, Montijo). In-8º de 207, [I] págs. Br.

Além da nota preliminar do então presidente da Assembleia da República em funções e da breve apresentação ao público francês pelo famosíssimo professor de Ciência Política na Sorbonne (começava com esta nota curiosa, tradução nossa: “A Constituição portuguesa de 2 de Abril de 1976 vira as costas à regra enunciada por Napoleão 1º, que dizia: «Uma Constituição deve ser curta e obscura». Ela é clara e longa (311 artigos, 139 páginas na edição oficial). Talvez isso seja mais conforme aos princípios da democracia: os cidadãos devem compreender as regras dispostas na lei fundamental e as competências dos órgãos públicos devem ser bem delimitadas”); o volume contou ainda com a contribuição de vários académicos mais da Sorbonne e a tradução para francês do nosso texto constitucional por Chauveau-Biberfeld, do Centro Cultural Português da Gulbenkian em Paris.

Exemplar com nota de oferta do tipógrafo, que pelos vistos ainda dispunha de exemplares em 1979.

15€

Constituição da República Portuguesa e Declaração Universal dos Direitos do Homem

Constituição da República Portuguesa e Declaração Universal dos Direitos do Homem // edição especial com indices elaborados por Carlos Candal

(Composto e impresso nas oficinas gráficas da Tipave – Tipografia de Aveiro, Lda. Fevereiro – 1978). In-8º esguio de 431, [1] págs. Br.

Editado decerto pelo próprio Candal, o livro é já hoje invulgar, reportando-se o trabalho do aveirense, sobretudo, à correlação do texto aprovado com os debates e as votações na Constituinte e ao longuíssimo índice ideográfico, que ocupa, só por si, cerca de metade do volume. São ainda reproduzidos, após a Lei Fundamental, o D.L. 621-B/74 (relativo às incapacidades cívicas eleitorais de quem tivesse desempenhado durante o Estado Novo alguma das funções elencadas, depressa revogado e logo depois, no espírito, facilmente fintado pelas proverbiais adesões em massa ao P.S. ...) e a L. 8/75 (incriminação e julgamento dos agentes e responsáveis da PIDE/DGS; que também podem agradecer - mas nunca agradecem - aos brandos costumes democráticos a rápida mudança de ideias em relação a esse ponto).

Exemplar com a capa já um quanto marcada, embora ainda em boa condição geral no miolo, sem defeitos minimamente significativos a assinalar.

15€

Manuel de Lucena — O Estado da Revolução: A Constituição de 1976

Edições Jornal Expresso (of. gráf. OPV). In-8º de 246, [II] págs. Br.

O autor dividiu o seu trabalho nas duas grandes secções de capítulos «A Revolução Portuguesa: do desmantelamento da organização corporativa ao duvidoso fim do corporativismo» (ainda hoje…) e «A Constituição da República Portuguesa (1976)».

10€

Francisco Sá-Carneiro — As Revisões da Constituição Política de 1933

Brasília Editora, Porto. (1971). In-8º de 196, [4] págs. Br.

Primeira e hoje pouco frequente edição em volume, saída na série «Estudos Sociais e Filosóficos» e reproduzindo no seu conjunto toda a sequência de artigos publicados pelo autor no Diário Popular em finais de 1970 – “sem outras alterações que não sejam a da reposição das escassas linhas que o lápis censório havia eliminado, e alguns meros retoques, com acréscimo da maioria das citações que evitara no jornal”, segundo explicava na «Nota de abertura». Escritos na defesa de que seria já então o tempo de tirar de uma suposta “maturidade política do povo português” “consequências políticas, essenciais para a normalização da vida nacional que se quer fazer sair do seu subdesenvolvimento a caminho de uma integração europeia, a qual se não apresenta como possível sem uma rápida evolução democratizante”, foram alguns dos textos  «O mecanismo das revisões», «O Plebiscito para aprovação da Constituição», «A Assembleia Nacional», «A eleição presidencial», «Os debates de 1951».

17€

Francisco Sá-Carneiro — Revisão da Constituição Política:

Revisão da Constituição Política: Discursos dos Deputados Subscritores do Projecto

Figueirinhas/Porto. (1971). In-8º de 275, [5] págs. Br.

Ao amplo prefácio, «Nota explicativa», de Sá Borges segue-se a transcrição de discursos de Sá Carneiro, Mota Amaral, Pinto Machado, Balsemão, Alberto Alarcão, Magalhães Mota, Miller Guerra, Correia da Cunha, Joaquim Macedo e Martins da Cruz.
Exemplar com algum desgaste exterior, tendo a capa já várias marcas, vincos e pequenos rasgões. 

14€

Fr. Sá-Carneiro — Poder Civil, Autoridade Democrática e Social-Democracia

Publicações Dom Quixote. Lisboa. 1975. In-8º de 182, [2]. Br.

Primeira edição, publicada pela Dom Quixote – ao tempo, dirigida por Snu Abecasis, sua mulher –, de um volume em que Sá-Carneiro reunia entrevistas por si concedidas, conferências de imprensa e documentos vários (da sua lavra e dos orgãos do partido, como os textos emitidos pelo Conselho Nacional após o seu regresso – que tanta celeuma viria a dar, provocando a cisão do grupo afecto a Mota Pinto), a que acrescentou uma longa introdução em que fazia a defesa do P.P.D. e da social-democracia contra o comunismo.

12€

Maria João Avillez — Soares

Círculo de Leitores. (1996-1997). 3 vols. in-8º gr. de 543, [III]; 355, [III]; e 447, [III] págs. Enc.

“Apesar de o título genérico – Soares – de algum modo inculcar nesse sentido, não se trata de uma biografia nem, menos ainda, de um livro de memórias. Trata-se de uma amplíssima entrevista sobre um longo percurso pessoal e político, mais ou menos conhecido, conduzida por uma hábil e experiente jornalista, em que o pobre do entrevistado, objecto de inquérito, procurou responder de imediato às curiosidades insaciáveis, sempre legítimas mas por vezes indiscretas, outras, ligeiramente impertinentes, como é de regra neste tipo de jogo, que lhe foram apresentadas”, escrevia o biografado no seu prefácio.  
Conjunto de entrevistas fundamental para a história política portuguesa da segunda metade do século passado, mesmo dando o devido desconto à pose amiúde enviesada e matreira do entrevistado, a quem porém ninguém discutirá um lugar entre os quatro (para não dizer dois) principais do nosso séc.XX – com Afonso Costa, Salazar e porventura Cunhal. Além do interesse indiscutível do texto, merece ainda destaque a abundante ilustração, que funciona como uma espécie de fotobiografia a entremear a conversa; devendo também sublinhar-se as úteis notas biográficas finais acerca das personagens de quem se fala em cada um dos volumes.

Todos os volumes encadernados em tela com sobrecapa de papel, num trabalho supervisionado pelo atelier de Henrique Cayatte; todos, nestes exemplares, permanecendo por estrear.

30€

Mário Soares — Portugal Amordaçado

Portugal Amordaçado (depoimento sobre os anos do fascismo)

arcádia (1974). In-8º de 728, [VIII] págs. Br.

Dispensará apresentações o livro mais conhecido do autor, que no final da vida ainda pretendia reeditá-lo, e cuja publicação original, em França, faz agora meio-século (Le Portugal Baillonée, 1972). Segundo o próprio Mário Soares, terá sido composto entre 1968 e 1972 no exílio parisiense. 

24€

Mário Soares — Democratização e Descolonização

Democratização e Descolonização: Dez Meses no Governo Provisório

Publicações Dom Quixote (1975). In-8º de 290, [II] págs. Br.

Para o bem e para o menos bem, um documento incontornável sobre o processo de descolonização que teria o seu remate com os acordos do Alvor, em Janeiro de 1975 - ano politicamente mais agitado da nossa República desde que foi mais ou menos suprimida em 1926. Ministro dos Negócios Estrangeiros do Governo Provisório, e chamando para a sua equipa Victor Cunha Rego, Sá Machado e Bernardino Gomes, entre outros nomes secundários, foi este o dossier a que Mário Soares, por todas as razões, quis dar prioridade imediata.

Volume inaugural da colecção «participar».

10€  

Álvaro Cunhal — A Revolução Portuguesa

publicações dom quixote (1975). In-8º de 472, [IV] págs. Br.

Terceiro título dado a lume na colecção «Participar», após os de Soares e Sá-Carneiro, o volume recolhe textos de diversa ordem (principalmente artigos, discursos e entrevistas) do líder comunista, agrupados pelo organizador, Francisco Melo, em três partições: «A luta pela instauração de uma ordem democrática», «A revolução democrática e a revolução socialista» e «O reforço do Estado democrático e a defesa das liberdades. A defesa da estabilidade económica e financeira com vista ao desenvolvimento. O prosseguimento da descolonização». A abrir está um curto texto com notas biográficas «Alguns dados sobre Álvaro Cunhal».

12€

Álvaro Cunhal — Rumo à Vitória

Rumo à Vitória: as Tarefas do Partido na Revolução Democrática e Nacional

edições “a opinião” 1 (Tipografia do Carvalhido, Porto). In-8º de 296, [IV] págs. Br.

Explicava o editor em nota preliminar ser esta estreia editorial a reedição do trabalho originalmente publicado em 1964 pelas edições «avante»; sob a direcção gráfica de Armando Alves.

Muito bom exemplar.

10€

[Álvaro Cunhal] — Até Amanhã, Camaradas

edições Avante! Lisboa, 1975. (Oficinas: Antunes & Amilcar, Lda.). In-8º de 334, [II] págs. Br.

Capa de Luís Filipe da Conceição sobre fotografia de Eduardo Gageiro; a edição original do romance saíra em 1974, esta em Abril de 75, um ano após a Revolução.

8€  



Pacheco Pereira — Álvaro Cunhal: «Daniel», o Jovem Revolucionário (1913-1941)

Álvaro Cunhal: Uma Biografia Política / «Daniel», o Jovem Revolucionário (1913-1941) / volume 1

Temas e Debates (1999). In-8º gr. de 473, [3] págs. Br.

Dispensará muitas apresentações este trabalho publicado em vida de Cunhal, que do próprio biografado, normalmente pouco dado a anedotas, recebeu o melhor elogio possível: “ele [o autor] sabe mais de mim do que eu próprio...”. A biografia teria depois sequência em três volumes adicionais, correspondentes a várias fases da vida do líder comunista.

14€

Francisco Ferreira ― Álvaro Cunhal, Herói Soviético

Álvaro Cunhal, Herói Soviético (na capa: subsídios para uma biografia)
 
1976 (Grafilarte – Águeda). In-8º de 136, [6] págs. Br.
 
Publicado em edição de autor, o volume apresenta pela primeira vez em português uma entrevista a Cunhal pela neta de Krushev, Yulia Petrova, que fora impressa na U.R.S.S. em brochura própria; sendo a segunda metade do volume ocupada com os comentários do próprio Francisco Ferreira à entrevista, procurando desmontá-la. O volume apresenta fotogravuras em que aparecem o próprio autor, a entrevistadora, Cunhal, etc. – dos muitos anos em que os dois coincidiram em Moscovo, cidade de exílio para ambos. E, embora criticando a ortodoxia soviética e do próprio Cunhal, numa altura em que acabara de aderir ao PS, abandonando o PCP, mesmo assim Ferreira dedica-o “aos velhos e aos novos membros do P.C.P. que mantenham em seus corações a chama de um ideal, a esperança exaltante num mundo melhor – mais livre, progressista e justo”. Prefácio de José Augusto Seabra, nessa altura co-tradutor juntamente com F.F. dos primeiros livros de Soljenitsin a saírem por cá.
 
8€

Maria de Lurdes Pintasilgo — As Minhas Respostas

As Minhas Respostas (em diálogo com: Eduardo Prado Coelho, Jaime Nogueira Pinto, João Carlos Espada)

Publicações Dom Quixote / Lisboa, 1995. In-8º gr. de 149, [3] págs. Br.

“Este livro não é propriamente uma entrevista, mas um diálogo (…) trata-se de pôr quatro pessoas de idades, formações e percursos muito diferentes, em situação de diálogo, esperando de cada uma delas a abertura e a generosidade suficientes para que, de um modo sereno e desdramatizado, se definam claramente as grandes áreas de concordância e os pontos de divergência”.
26.º título publicado na colecção «participar», este de facto com bastante foco na democracia participativa; colecção de que temos alguns dos primeiros, publicados ainda nos anos 70.

10€

Maria de Lurdes Pintasilgo — Sulcos do Nosso Querer Comum

Sulcos do Nosso Querer Comum (Recortes de entrevistas concedidas durante o V Governo Constitucional) / Prefácio de Eduardo Lourenço

Edições Afrontamento, 1980. In-8º de 150, [2] págs. Br.

O prefácio do ensaísta, «Uma Cristã na Política e a Política Cristã», começava por dizer: “Original no seu perfil mítico, a nossa Revolução esgotou depressa o cabedal de imaginação que parecia destiná-la a exemplo alheio e redenção própria. Só não esgotou a esperança nem os sonhos acessíveis que pareciam tão próximos das nossas mãos frustradas. Sob a decepção, criada a meias pelos que nos falharam as promessas e os que as estrangularam com paciência e método, a viva memória do que foi um momento de fervor colectivo sem igual permanece intacta. Se nada mais a tivesse caracterizado, a experiência governativa de Maria de Lourdes Pintasilgo bastaria como prova dessa memória activa que só espera, como no verso de Sá-Carneiro, o «vento propício» para renascer”. Além da que foi aproveitada para a capa, trabalhada por José Rodrigues e Armando Alves, também são reproduzidas fotografias originalmente publicadas nos jornais onde saíram as entrevistas a encimar cada capítulo.

Exemplar valorizado por uma expressiva dedicatória de oferta manuscrita pela nossa primeira e até hoje única primeira-ministra logo a 1 de Junho de 1980.

17€

Mulher das Cidades Futuras

Livros Horizonte (2000). In-8º gr. de 288 págs. Br.

Volume de homenagem a Maria de Lourdes Pintasilgo no seu septuagésimo aniversário, sob coordenação principal de Isabel Allegro de Magalhães, que assina o prefácio com Maria Velho da Costa; a quem se juntaram ainda na preparação do livro, entre outros, Ana Maria Pereirinha, Ana Oom, Boaventura de Sousa Santos, Graça Vasconcelos e Hélder Macedo. 
Assinam poemas Ana Hatherly, Ana Luísa Amaral, Eugénio de Andrade, Fiama Hasse Pais Brandão, Francisco Fanhais, Gastão Cruz, Hélia Correia, José Tolentino Mendonça, Manuel Gusmão, Maria Alzira Seixo, Maria Teresa Horta, Pedro Tamen, Silvina Rodrigues Lopes, Yvette K. Centeno, etc.; e textos variados de panegírico Adelino Gomes, Alberto Martins, Alexandre Alves Costa, Ana Gomes, Almeida Santos, Sousa Franco, Ramalho Eanes, António Vitorino de Almeida, Fr. Bento Domingues, Boaventura de Sousa Santos, Diana Andringa, Eduardo Lourenço, Eduardo Ferro Rodrigues, Eduardo Prado Coelho, Egito Gonçalves, Fernando Belo, Fernando Dacosta, Francisco Louçã, Hélder Macedo, Helena Sanches Osório, Helena Vaz da Silva, Jorge Sampaio, José Policarpo, Lídia Jorge, Luciana Stegagno Picchio, Luísa Beltrão, Maria Isabel Barreno, Maria João Avillez, Maria João Seixas, Maria José Nogueira Pinto, Leonor Beleza, Maria de Medeiros, Maria Velho da Costa, Miguel Portas, Nuno Grande, Nuno Teotónio Pereira, Rui Namorado, Rui Zink, Teolinda Gersão, Urbano Tavares Rodrigues, Vasco Gonçalves, entre muitos outros. 
Há ainda trabalhos artísticos e fotográficos de Eduardo Batarda, Eduardo Gageiro, Graça Morais, João Vieira, Margarida Gil e um ou outro mais.

15€

Salgueiro Maia — Capitão de Abril

Capitão de Abril: Histórias da Guerra do Ultramar e do 25 de Abril / Depoimentos

Editorial Notícias (1994). In-8º de 164, [II] págs. Br.

Primeira edição, de publicação já póstuma, várias vezes reeditada nesse mesmo ano e depois mais recentemente aproveitada para uma nova edição, deste testemunho na primeira pessoa do herói da nossa 2.ª República - com um pequeno «dossier» fotográfico em folhas destacadas impressas sobre papel couché.
Depois dos textos de Fernando Salgueiro Maia há alguns outros de civis e militares como Francisco Sousa Tavares e Vasco Lourenço.

10€ 

O Dia 25 de Abril de 1974: 76 fotografias e um retrato

Contexto (1999). In-4º largo de 144 págs. Br.

Álbum incontornável, com as icónicas imagens de Alfredo Cunha, grande parte delas tiradas sobre o herói Salgueiro Maia, e os textos do jornalista Adelino Gomes, amigo e ex-colega de liceu do admirável Capitão; mais recentemente, os mesmos dois fariam sair outro belo álbum baseado neste, «Os Rapazes dos Tanques», que deu origem a uma exposição itinerante país fora (vimo-la na Guarda).

30€

the russian vision on europe

europalia.russia (2005). In-4º q/quadrado de 149, [III] págs. Br.

Catálogo da exposição realizada no âmbito do festival da Europália, na Bélgica - que conta por isso com algumas fotografias entre as seleccionadas por mais de uma dezena de fotógrafos russos, alguns deles muito bons, em viagem na Europa (há também 3 portuguesas, lisboetas, de Vladimir Grevi, muitas italianas - Veneza e a hiper-fotogénica região toscana à cabeça - e sobretudo parisienses, se dúvidas houvesse sobre a filiação francófila dos russos...). 
O texto preliminar, da directora do museu fotográfico de Moscovo, realçava a profusão de fotógrafos ocidentais na Rússia já desde meados do séc.XIX e, em contrapartida, a pouquíssima tendência inversa, acentuada com as décadas de «fechamento» atrás da «Cortina-de-Ferro»; panorama que só começaria a alterar-se após a queda da dita, i.e. do Muro de Berlim.   
A exposição terá depois estado por cá, na Cordoaria Nacional, uma vez que o exemplar tem inclusa a folha volante promocional respectiva. 

12€

Hedrik Smith — Os Russos

Os Russos: A Vida Quotidiana na União Soviética (na capa: A vida do povo russo por detrás da fachada da propaganda)

Publicações Europa-América (1978). In-8º de 576, [VIII] págs. Br.

Esta «reportagem» literária do editor do New York Times em Moscovo (coisa que desconhecíamos que existisse), originalmente publicada em 1976, fôra vencedora do Prémio Pullitzer - que motivou esta primeira edição portuugesa, dada a lume na série «Estudos e Documentos».

10€

Wladimir Weidlé — La Russie Absente et Présente

Gallimard (achevé d'imprimer par l'Imprimerie Floch, Mayenne (...) le 23 Novembre 1949). In-8º de 238, [II] págs. Br.

Edição original de um já bastas vezes reeditado principal trabalho do autor, crítico e escritor russo no exílio francês após a Revolução de Outubro, do círculo de Berdiaeff e outros intelectuais; dividido nas secções de capítulos «La Russie Ancienne», «La Russie Moderne», «La Fèlure», «Le Renouveau Interrompu», «La Troisième Russie» e «L'Ame Russe». 

16€

Nikolai Berdiaeff — De l’Esclavage et de la Liberté de l’Homme

De l’Esclavage et de la Liberté de l’Homme (Traduit du russe par S. Jankelevitch)

Aubier, Paris (achevé d’imprimer le 25 Janvier 1946 sur les presses de l’Imprimerie Aubin, a Ligugé (Vienne)). In-8º de 302, [II] págs. Cart.

Livro que ganharia muito em ser lido ainda pelos contemporâneos, e nomeadamente pelo compatriota chefe de Estado; quanto aos nossos, não houve salvo erro edição portuguesa, como não há de quase nenhum dos livros do filósofo russo.

Exemplar artesanalmente cartonado, parecendo aproveitar ambas as faces (a inferior como guarda) e o encaixe da capa de brochura.

10€

Henri Troyat — Catherine la Grande

Flammarion (1977). In-8º de 544, [VI] págs. Enc.

Se levarmos em conta que Troyat, nom-de-plume, era um exilado, levado pelos seus pais Europa fora após a Revolução Russa de 1917, até 3 anos depois assentar arraiais em Paris - talvez se compreenda melhor (ou então pior...) esta sua propensão para ir compondo tantas biografias de personagens célebres daquele flutuante território que não voltaria a pisar; desde as literárias (Dostoievski, Pushkin, Lermontov, Tchekov, Tostoi e Gogol o Grande, pelo menos) às histórico-políticas (Pedro I, Nicolau II). Se foram todas assim monumentais, dir-se-ia que nem uma vida inteira chegaria para as escrever. Nem uma de 95 anos, como a do autor...
Um dos capítulos deste livro, diga-se de passagem, relata com alguma minúcia a célebre viagem da Imperatriz à Crimeia, de que tanto temos ouvido falar por estes dias nos jornais. Dela e de outras personagens são apresentados retratos num conjunto de folhas centrais, destacadas, em papel couché.

O volume foi encadernado pelo editor em tela fina. Caso tenha havido sobrecapa de papel, ela faltará ao exemplar. 

14€ 

Henri Troyat — Gogol

Gogol / por Henri Troyat, da Academia Francesa / Tradução de A. Guimarães

Lello & Irmão – Editores. Porto. (1980). In-8º gr. de 575, [1] págs. Br.

Edição portuguesa desta monumental biografia do mui genial autor de Almas Mortas, O CapoteContos de S. Petersburgo, publicada originalmente pela Flammarion em 1971. O volume inclui, a terminar, uma lista de bibliografia e um extenso repertório biográfico com a ficha das personagens mais ou menos directamente relacionadas com o escritor.
Disponíveis também muitos outros títulos desta mesma colecção sobre Figuras do Passado.

14€

Gogol — O Capote

O Capote, por (...) / tradução de José Marinho

Editorial "Inquérito", L.da / Lisboa (acabou de imprimir-se, aos 7 de Fevereiro de 1941, na Tip. Maurício & Monteiro). In-8º peq. de 67, [XIII] págs. Br.

Há livros sobre os quais nem vale a pena falar nem precisam de ser encarecidos. Como é o caso quando um Dostoievski diz, simplesmente, "Todos nós saímos d'O Capote de Gogol". Ainda assim, precisou de um século (1841-1941) para ser publicado cá, pois foi mesmo esta, salvo erro, a primeira edição portuguesa.

10€

Gogol — A Lei dos Cossacos («Tarass Bulba»)

Editorial Inquérito (1943). In-8º de 224 págs. Br.

Volume publicado na colecção «Os Melhores Romances dos Melhores Romancistas» - e este era de facto um deles. 

Exemplar revestido de modesta encadernação que lhe conservou a frente da capa de brochura.

10€

Tolstoi — Os Cossacos

Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 1934. In- de 333, [3] págs. Enc.

Edição brasileira em formato popular, integrada na «Colecção SIP».

Exemplar revestido de modesta encadernação da época,  conservando a capa de brochura; com algum desgaste; assinatura do oficial português Leopoldo Carmona, na capa e no texto.

7€

Tchekov — Ivanov

Ivanov, por (...) / Tradução de José Sinde Filipe

Editorial Presença / Lisboa – 1965. In-8º peq. de 151, [1] págs. Br.

Edição portuguesa da peça, publicada na «Colecção Presença».

8€

Tchekov — O Selvagem

O Selvagem, por (...) / Tradução de Carlos Grifo

Editorial Presença / Lisboa – 1968. In-8º peq. de 174, [2] págs. Br.

“A minha peça é extremamente estranha; e até me surpreende que coisas tão singulares saiam da minha pena”, palavras do autor sobre este drama, um dos principais marcos da sua produção teatral. Edição igualmente publicada na «Colecção Presença». 

10€

Tchekov — Um Drama na Caça (Uma História Verdadeira)

Portugália Editora (nas oficinas gráficas da Empresa do Jornal do Comércio, Julho de 1965). In-12º de 276, [VIII] págs. Br.

"Um Drama na Caça distingue-se, na obra de Tchekov, não apenas por ser o seu único romance, mas também pelo tema, policial, podemos dizer, se neste género incluirmos o Crime e Castigo, de Dostoievski"; assim apresentava a editora esta sua realização (na colecção «o livro de bolso») com tradução de Manuela Porto e João Gaspar Simões e capa de Câmara Leme.

10€

Tchekov — A Minha Mulher

A Minha Mulher, por Anton Tchekov (Tradução de Luís Pacheco com ilustrações de Luís Filipe)

Inquérito, Lisboa. [S/d]. In-8º de 117, [3] págs. Br.

Volume publicado – o quinto – na «Antologia dos Amigos do Livro», dirigida por Emílio Guerra Salgueiro, decerto familiar do editor Eduardo.

Exemplar por estrear.

12€

Gorki — Correspondência (Lenine / Gorki)

Correspondência (Lenine / Gorki) // (volume duplo)

Editorial Início (Lisboa). (Este livro foi composto e impresso na Tipografia Guerra, – Viseu –). In-8º gr. de 558, [II] págs. Br.

"A edição portuguesa desta recolha das cartas e outros documentos relacionados com a Correspondência Lenine-Gorki é uma tradução da recolha estabelecida pelo Instituto Gorki de Literatura Mundial da Academia das Ciências da URSS e publicada em Moscovo, em 1958, pelas Edições" respectivas. A correspondência, propriamente dita, dos dois amigos não chega a ocupar metade deste longo volume; uma vez que se seguem cerca de três centenas de páginas de documentação variada, muita dela inédita, incluindo a transcrição de cadernos de apontamentos do escritor - além de comunicações, discursos, conferências, artigos, cartas a outros escritores, etc. (neste "etc." está por exemplo o caderno de memórias acerca de Lenine, publicadas após a morte do líder soviético, que viria a conhecer várias versões e edições - e de que apresentamos abaixo uma edição portuguesa).    
Tradução do escritor Serafim Ferreira.

15€

Gorki — Lenine

Agência Portuguesa de Revistas, Lisboa (1975). In-8º de 110, [X] págs. Br.

Independentemente de quão parcial e excessivamente laudatório nos possa parecer este conjunto de apontamentos à laia de memórias do escritor sobre o amigo e camarada ditador, é um documento de bastante interesse a vários títulos para quem quer que goste de ler acerca da revolução (das revoluções) russa(s). E não deixa de ser curioso notar como Gorki, nem sempre alinhado com a ortodoxia do partido, comungava da aversão tão habitual nos revolucionários russos aos camponeses - os mujiques - cujos traços foram tão brilhantemente reproduzidos nalguma da sua ficção. 

8€

Gorki — O Espião

O Espião (tradução de Alexandre S. Kleist / capa de Espiga Pinto)

Editora Ulisseia (composto e impresso na Tip. «Jornal do Fundão», Maio de 1967). In-8º de 274, [II] págs. Br.

Na nota editorial inscrita na badana, talvez da mão do editor Vítor Silva Tavares, lia-se que "Gorki, intérprete magistral das almas, anotou com profunda acuidade as reacções de um destes «esbirros» e expôs ao leitor contemporâneo um dos retratos mais complexos e mais oportunos da sua vasta galeria - um símbolo tristemente duradouro para lá do tempo e da própria evolução das sociedades".

Exemplar com ligeiro desgaste da capa; selo da Livraria Figueirinhas sobre a referida badana.

10€