catálogo on-line
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Lisbon (Photos and Text: Manfred Hamm • Werner Radasewski)
Segunda edição, revista, publicada em língua inglesa a partir da versão original, em língua alemã, dada a lume no ano anterior. Como habitualmente nesta série de monografias da editora berlinense, integra textos explicativos – aqui, demasiado superficiais, genéricos e assentes em lugares-comuns por vezes disparatados, mas cumprindo a função principal de divulgação – de Radasewsky em cada capítulo e, desta vez, as belíssimas e originais fotografias de Manfred Hamm, compreendendo a paisagem, monumentos, interiores e todo o género de elementos decorativos típicos. Do índice («Lisbon and its Surroundings»): «Viewpoints», «In the East and North», «In the West and South», «Outwards to the Atlantic (The Lisboan Coast and Nothern Surroundings)», «Outwards to the Península da Arrábida (Lisbon’s Southern Surroundings)».
Encadernação do editor, com sobrecapa ilustrada.
15€
Júlio Dantas — Lisboa dos Nossos Avós
Dada a lume na série «Publicações Culturais da Câmara Municipal de Lisboa», a edição inclui, de início, um retrato do autor (por Eloi) e a sua bibliografia. Alguns dos capítulos: «Tipos das ruas de Lisboa», «As velhas procissões», «Os cafés lisboetas», «As feiras», «Figuras pombalinas», A vida lisboeta no segundo quartel do século XIX», «Escândalos de bastidores do século XVIII», «Modas», «As meninas».
25€
Norberto de Araújo — Legendas de Lisboa
Primeira edição de um dos principais «clássicos» olisiponenses, impressa em grande formato, com desenhos de Martins Barata a ilustrar as amplas letras capitais. Capítulos divididos em duas partes: I – Trono de Santo António; II – Alma Cândida das Ruas.
Exemplar um tanto prejudicado na capa, com ligeiras manchas, pequenos rasgões e até, na lombada, algumas falhas de papel; tendo o miolo, pelo contrário, em muito bom estado, apenas com algum desgaste das folhas de guarda e conservando-se as outras, de um modo geral, bastante limpas.
25€
Lisboa e os seus encantos
Lisboa e os seus encantos / texto de: Vasconcelos e Sá; Fernanda de Castro; Matos Sequeira; Luiz Teixeira; Leitão de Barros; Durval Pires de Lima; Azinhal Abelho; Julieta Ferrão; Natércia Freire; Eduardo Freitas da Costa, e Ester Lemos / hors-texte de: Bernardo Marques; Carlos Botelho; Carlos Rafael; Costa Pinheiro; D. Tomaz de Mello (Tom); Leonilde Dias; Manuel Lapa; Manuel Rodrigues; Maria Keil, e Sebastião Rodrigues / Vinhetas de: Costa Pinheiro. / Na capa, pintura de Carlos BotelhoOrientação Gráfica de José Espinho / Composto e Impresso nas Oficinas Gráficas da C. M. L. (1959). In-8º de 124, [2] págs. Br.
Edição de bastante apuro, impressa sobre bom papel e valorizada pelas ilustrações por gravura, dos trabalhos artísticos originais dos pintores mencionados e de fotografias variadas com panoramas da cidade e dos arredores, que seguem, em proporção praticamente semelhante, os textos: «O carácter de Lisboa», «Jardins de Lisboa», «A velha cidade», «Lisboa moderna», «Festas populares de Lisboa», «Monumentos de Lisboa», «Ronda nocturna de Lisboa», «Os museus de Lisboa», «Lisboa, mirante do Tejo», «As realizações da Lisboa moderna» e «Moldura de Lisboa», cujos autores são, pela ordem apresentada, os referidos no complemento de título. A concluir o volume aparece um «Guia prático de Lisboa» com indicações úteis, ainda que hoje, em parte, forçosamente passadas pelo tempo.
25€
Augusto Vieira da Silva — As Freguesias de Lisboa (estudo historico)
Publicações Culturais da Câmara Municipal de Lisboa – 1943. In-4º gr. de 93, [3] págs. Br.Primeira edição, impressa em grande formato. O longo estudo do autor divide-se nas duas partes principais «A Evolução Paroquial de Lisboa» (mais genérica, oferecendo de resto apontamentos significativos para a história do culto católico em Portugal) e «Notícias Históricas das Freguesias» (resenha das principais ocorrências em cada uma das 54 freguesias desde a data da fundação, normalmente a da igreja matriz respectiva); e tem, no final, como motivo maior de interesse uma útil selecção de bibliografia que inclui títulos vários, hoje quase desconhecidos, dos sécs. XVIII e XIX.
35€
Fialho de Almeida — Lisboa Monumental
Maio – 1957. Lisboa. (Composto e Impresso nas Oficinas Gráficas da Câmara Municipal). In-4º de 44, [4] págs. Br.
Edição especial, publicada pela própria C.M.L. (e recentemente reeditada), comemorativa do centenário do nascimento de Fialho; reproduzindo, conforme se lê em nota prévia, o artigo saído inicialmente na Ilustração Portuguesa e mais tarde recolhido no volume Barbear, Pentear. Como ponto de maior interesse, apresenta no texto várias gravuras antigas tendo por motivo aspectos da paisagem e de monumentos lisboetas aludidos na prosa.
Bom exemplar.
20€
Arlindo de Sousa — O Nome Lisboa
Publicações da Camara Municipal de Lisboa, 1948. In-8º gr. de [4], 189, [3] págs. Br.Capítulos: «O Velho Testamento e o nome Lisboa», «Os Gregos e o nome Lisboa», «Os Fenícios e o nome Lisboa», «De Olisipona a Lisboa», etc.; sendo a maior parte do volume depois ocupada com textos vários e transcrições de alguns antigos («Olisipo» nas literaturas latina e grega, na epigrafia romana e em documentos medievais portugueses, «As éguas das campinas do Tejo na literatura latina», «Ulisses e o nome Lisboa», etc.). Inclui ainda uma longa relação final de bibliografia.
Bom exemplar, sem falhas a referir.
23€
História do Futuro (V)
No fundo de tudo isto, o que lucrou a espécie humana? Que há mais umas poucas de dúzias de homens ricos. E eu pergunto aos economistas políticos, aos moralistas, se já calcularam o número de indivíduos que é forçoso condenar à miséria, ao trabalho desproporcionado, à desmoralização, à infâmia, à ignorância crapulosa, à desgraça invencível, à penúria absoluta, para produzir um rico? — Que lho digam no Parlamento inglês, onde, depois de tantas comissões de inquérito, já deve andar orçado o número de almas que é preciso vender ao Diabo, o número de corpos que se tem de entregar antes do tempo ao cemitério para fazer um tecelão rico e fidalgo como Sir Robert Peel, um mineiro, um banqueiro, um granjeeiro — seja o que for: cada homem rico, abastado, custa centos de infelizes, de miseráveis.
Logo a nação mais feliz não é a mais rica. Logo o princípio utilitário é a mamona da injustiça e da reprovação. Logo...
There are more things in heaven and earth, Horatio
Than are dreamt of in your philosophy
Joseph Gautier & Louis Chapelle — Traité de Composition Decorative
Traité de Composition Decorative /// 865 figures dans le texte, 53 planches hors texte dont I en couleurs / Joseph Gauthier, diplomé de l’État pour l’enseignement de la composition décorative, professeur a l’École des Beaux-Arts de Nantes | Louis Capelle, architecte diplomé par le Gouvernement, professeur a l’École des Beaux-Arts de NantesLibrairie Plon. (1950). In-8º gr. de [IV], IV, [II], 397, [3] págs. Br.
É ainda a edição de origem deste monumental trabalho (que teve primeira impressão em 1910, com reimpressão de sucessivos milheiros ao longo dos anos, distinguíveis por pequenas variações nas cores e linhas da capa), cujo interesse para artistas de figuração mais decorativa e designers permanecerá, até agora, indiscutível. Por importante que o texto possa parecer, o que no volume bastante impressiona são as centenas de desenhos a tinta com que os próprios autores, mãos de mestre, o ilustraram, tornando-o, ele mesmo, um belo objecto artístico.
Compõe-se o tratado dos livros Les Sources décoratives («La Géométrie», «La Flore», «La Faune», «La Figure humaine», «Le Paysage décoratif», «L’Invention et les objects»), Les Lois de la composition décorative («Systèmes décoratifs», «La Répartition du décor», «Le Relief») e Les Applications décoratives («La Pierre, le Marbre», «Le Fer forgé», «Les Arts du Métal», «La Céramique», «La Verrerie, le Vitrail, la Mosaique», «Le Cuir», «Le Bois», «Le Papier peint et la peinture décorative», «Les Tissus», «Tapisserie, Dentelles, Broderies», «Incrustations, Nielles, Marqueterie», «La Couleur»).
25€
José Gomes Ferreira — Intervenção Sonâmbula
Primeira edição desta recolha de textos publicados por Gomes Ferreira na imprensa da época («O Primeiro de Janeiro», «Diário de Notícias», «Vida Mundial», «O Jornal» e alguma outra), com um prefácio da sua pena em que, depois de fazer o elogio de Vasco Gonçalves (a quem dedica a colectânea), termina pretendendo a revolução “uma Aljubarrota fabulosa em que o povo português ganhasse o Futuro com armas de cristal – as únicas dignas das batalhas límpidas do Socialismo e da Democracia”; do maior interesse para a recriação dos primeiros tempos da vida e da sociedade portuguesa após o 25 de Abril. Inclui, logo a abrir, o curiosíssimo «Decálogo do Verdadeiro Revolucionário (ou que finge que o é)» - “(…) 4º Não contribuas para o saneamento de quem entrou para a Legião, etc., só para arranjar emprego. 5º Perdoa aos baladistas o grande pecado de te impedirem de ouvir boa música (…)”.
18€
José Gomes Ferreira — Gaveta de Nuvens
diabril. (1975). In-8º de 238, [2] págs. Br.Reuniu o autor neste volume textos diversíssimos que foram de 1949 a 1974, e dos quais se poderá destacar alguns prefácios e considerações preliminares hoje mais conhecidos: como os de Folhas Caídas e A Filha do Arcediago e a de Lisboa na Moderna Pintura Portuguesa (intitulada «Lisboa: Talvez o Último Tema dos Figurativos Portugueses»).
Exemplar duplamente valorizado: pela dedicatória “esta gaveta de que espero não ter perdido a chave” manuscrita de oferta a Neves Águas, que lhe apôs o ex-libris, e por conservar o boletim editorial, de Abril de 75, em que o livro era, entre outros mas com destaque, apresentado.
25€
José Gomes Ferreira — Lisboa na moderna pintura portuguesa
artis. (1971). In-8º gr. de 15, [1], V, [III] págs. + [42] ff. de estampa. Enc.
O texto de apresentação de Gomes Ferreira é (mais) uma bela declaração de amor à cidade adoptiva, oferecendo de passagem apontamentos acerca da convivência que teve, na primeira metade do séc. XX, com vários dos principais artistas do tempo. Das estampas, impressas em heliogravura pela Neogravura lisboeta, destacam-se em quantidade trabalhos de Francisco Smith, Abel Manta e sobretudo Carlos Botelho (dito aqui o “pintor oficial de Lisboa”), sendo reproduzidos dois de António Soares, Bernardo Marques e Vieira da Silva e apenas um de gente para o efeito também bastante recomendável: Almada, Barradas, Dourdil, Pomar, Lima de Freitas e Skapinakis, por exemplo. O álbum foi encadernado pela editora em pele e apresenta em cliché, colado na pasta superior, uma reprodução do conhecido óleo de Botelho «Costa do Castelo».
35€
35€
(A ilimitada edição da estupidez)
Ser português e querer evitar ruído, circo e geral histeria: semelhante conjunção parecerá talvez a quadratura do círculo, mas foi o que Herberto Helder (HH) passou a vida a tentar. Em vão. Chegado a velho, quando já quase o conseguira, viu a multidão ocupar-lhe à porta a tenda das “edições limitadas” montada pela imprensa e explorada pelas redes sociais. Depois de morto, antes mesmo do funeral, voltaram a montar-lha, um pouco mais discreta, agora no cemitério. “Mas isto não era dispensável, em nome do bom gosto?”, pergunta aqui o pio leitor. Com certeza que era. A falta de gosto, porém, é o menos nesta história. Comparada à estupidez, mal se nota. Tudo é nisto tão fundamentalmente estúpido que até se torna difícil escolher por onde começar. Experimentemos pelo início.
Em 2008, catorze anos passados de naturalíssima retirada, que se chegou a supor definitiva, após Do Mundo, etapa final da obra fixada, HH publica A Faca não Corta o Fogo, ainda sob chancela da Assírio & Alvim – que, no entanto, fôra já apanhada nas malhas da Porto Editora. A tiragem, como era hábito, constou de 3000 exemplares, depressa esgotados. Regressado, este nada pródigo mas prodigioso poeta chegava enfim a uma tão tardia quão duvidosa consagração geral, e estava de repente na moda, mesmo entre quem nunca lhe lera até então um único livro. Começavam aqui os equívocos. E, depois, os protestos, mas ainda muito vagos: a Assírio era uma vaca justissimamente sagrada, a ninguém tão logo ocorrendo arguir-lhe “edições limitadas” em “estratégia comercial”. Pelo que a neófita lamentação se limitou à não reedição do volume, desconhecendo, porque neófita, que o poeta nunca reeditara nenhum de poesia própria (só os da traduzida, e os de prosa). Nada de novo debaixo do céu. São costume estes mal-entendidos entre os convertidos súbitos e a normal cronologia do mundo. Herberto
Vejo que a morte é como romper uma palavra e passar
Uma maneira de começar este
texto seria lamentar a morte do maior poeta português de sempre, mas o
desfasamento de tantos séculos em relação a Camões, fundador do nosso idioma,
desaconselha, por vários motivos, comparações ambiciosas de que não
tenhamos a justa medida. Uma outra, única outra, seria dizer só que morreu o
maior poeta português desde Camões; mas essa, ainda soando a mais a muitos,
soar-me-ia a menos. Entre estes dois nomes/números inteiros, não há hipóteses
de permeio: vigora entre nós, até hoje, uma espécie lacunar do princípio do
terceiro excluído. Pelo que não teremos adequado panegírico para início de prosa.
O que se pode é adiantar o que ninguém discutirá: morreu o poeta português de
maior fôlego e mergulho mais fundo. Morreu, em suma, o maior nadador da literatura
em língua portuguesa até hoje conhecida. Se não foi este o «Super-Camões», não
foi nenhum.
Herberto Helder [1930-2015]
Mário Gonçalves Viana — Garrett
Primeira edição, integrada na colecção «Figuras Nacionais».
Exemplar com a capa um tanto manchada; salvo isso, em bom estado.
10€
Obras de Almeida Garrett
Uma das típicas edições monumentais da Lello em papel-da-índia (a.k.a. bíblia), com encadernação dos volumes integralmente em pele gravada a ouro; estando ambos em muito boa condição exterior, embora apresentando no miolo vestígios de manuseio e até, por vezes, acidez.
Vol. I
Viagens na Minha Terra - O Arco de Sant'Ana - Helena - Bosquejo da História da Poesia e Língua Portuguesa - Ensaio sobre a História da Pintura - Escritos Diversos - Da Educação - Portugal na Balança da Europa - Memórias Biográficas - Política - Discursos Parlamentares - Cartas Íntimas - Lírica de João Mínimo - Fábulas e Contos - Sonetos - Odes Anacreônticas - Adosinda - Romances Reconstruídos - Fragmentos de Poemas Inéditos
Vol. II
Flores sem Fruto - Folhas Caídas - Camões - D. Branca - Retrato de Vénus - Romanceiro - Frei Luís de Sousa - Alfageme de Santarém - A Sobrinha do Marquês - Um Auto de Gil Vicente - Filipa de Vilhena - Tio Simplício - Falar Verdade a Mentir - As Profecias do Bandarra - O Noivado no Dafundo - Camões do Rossio - Catão - Mérope - Impronto de Sintra - Corcunda por Amor - Obras Póstumas
50€
Almeida Garrett — Romanceiro
Lisboa: Empreza da Historia de Portugal, Sociedade editora (Livraria Moderna). 1900-1901. 3 vols. in-8º de XXVI, 276, [2]; XLIX, [I], 312, [2]; e 309, [3] págs. Enc.
São os três volumes do Romanceiro da edição das «Obras Completas do Visconde de Almeida Garrett», compilando o primeiro «Romances da Renascença» e os dois outros «Romances Cavalheirescos Antigos». A edição, quinta, transcreve o curto prefácio da terceira, pela pena dos editores, e o longo da segunda, pela pena do próprio Garrett; além dos vários prefácios e introduções parcelares, como os que o escritor compusera para apresentar Adozinda e Bernal-Francez, as duas recolhas originalmente publicadas, em Inglaterra, ainda na década de 1820.
Encadernações da época, modestas, sem guarda das capas originais. Todos os volumes porém muito bem conservados.
25€
25€
Arqueologia Literária (VIII)
"Queria vir preparar-se aqui para a solidão; queria ir viver no campo, dizer vale a Lisboa; mas sobretudo desabafar comigo. Veio. Fui tão asno que andei com ele a procurar uma vivenda rústica. E o desabafo? Nunca me disse uma palavra sobre as causas daquele excesso. Começou a sair à tarde e a vir alta noite, a ficar em Lisboa e a reaparecer inesperadamente; depois, a obrigar-me a ir com ele passear, o que me incomodava soberanamente, porque eu trabalhava então muito (prova real de que era um chapado asno, como acima disse). Nos nossos passeios (por via de regra sobre a estrada de Pedrouços) tínhamos sempre a fortuna de encontrarmos [a dita cuja]. O carrinho parava, o nosso eremita em projecto punha o pé no estribo do carro, e eu fartava-me de passear sozinho, até que o meu Santo Antão futuro acabasse o colóquio. No fim de três ou quatro meses, voltou para Lisboa sem me dizer nunca nem porque tinha vindo nem porque se ia".
Garrett tinha cinquenta e Herculano quarenta anos quando faziam estas figuras. Para o primeiro, seriam a coisa mais natural do mundo. Para o segundo, deviam ser pesada pena, que dificilmente imaginaremos. Naquela austeridade toda, o homem era quase um santo.
Alexandre Herculano — Historia de Portugal
Livrarias Aillaud & Bertrand – 1914. 8 vols. in-8º. Enc.
O interesse principal da edição é de facto o conjunto de gravuras que ilustram o texto, seleccionadas com bom critério por Pedro de Azevedo.
Colecção completa, com todos os volumes da série encadernada pelo editor em percalina gravada a ouro.
65€
Alexandre Herculano — Eurico o Presbytero
A edição, décima a sair, foi inteiramente numerada e rubricada pela editora (Tavares Cardoso & Irmão), tendo a este exemplar – bem conservado e encadernado em pele mosqueada com efeito flamejante, gravada a ouro sobre a lombada, que tem aposta uma antiga etiqueta de disposição na biblioteca do proprietário – cabido o n.º 744.
20€
Alexandre Herculano — Eurico o Presbítero
Livraria Bertrand, Lisboa. In-8º de XXXIX, [I], VII, [I], 340, [2] págs. Enc.
O importante prefácio de Nemésio, «Eurico: história de um livro», estende-se por três dezenas de páginas.
Exemplar revestido também de encadernação inteira em pele, esta encomendada pela Livraria Moraes, gravada a ouro em ornatos sobre a lombada e em filete sobre as pastas, que apresentam (sobretudo, a inferior) algumas marcas de corrosão; tendo o encadernador conservado ambas as faces da capa primitiva e carminado o volume à cabeça.
20€
Alexandre Herculano — Estudos sobre o Casamento Civil
Antiga Casa Bertrand – José Bastos & C.ª – Editores. Lisboa. (1907). In-8º de 277, [3] págs. Br.
O amplo estudo do historiador, peça magna da polémica em geral travada com Seabra (acerca da admissibilidade do matrimónio civil, hipótese prevista pela comissão revisora do projecto de código civil – por sugestão de Herculano, dela precisamente uma das figuras de proa), integra as séries «Das tradições antigas da igreja e da nação portuguesa ácerca dos consorcios extranhos ao sacramento do matrimonio», «O casamento civil perante o concilio de Trento e perante a theologia» e «O casamento civil nas leis e costumes de Portugal depois do concilio de Trento»; acrescendo, em «Appendice» final, uma carta ao director do Jornal do Commercio. Na capa, com a chancela editorial de Francisco Alves, indicava-se ser esta a primeira edição brasileira, que no frontispício é apresentada como a terceira da ordem global; ambas as asserções (sobretudo, aquela) parecem pouco rigorosas, por vários motivos.
Muito bom exemplar.
20€
Alexandre Herculano: ciclo de conferências comemorativas
Biblioteca Pública Municipal do Porto/Gabinete de História da Cidade. Porto – 1979. In-8º gr. de 117, [3] págs. Br.
Edição com o texto das conferências proferidas na Casa do Infante, entre Setembro de 1977 e Janeiro de 1978, que encerraram a programação do centenário: «Alexandre Herculano, perfil de um escritor», de Nemésio (que então teria a sua última aparição pública); «Alexandre Herculano, o político», de José Augusto Seabra; «Reflexões sobre Herculano como polemista», de Óscar Lopes; «Alexandre Herculano, historiador», de Vitorino Magalhães Godinho; «Alexandre Herculano e a fundamentação da História de Portugal», de Veríssimo Serrão; e «Herculano, poeta: Uma imagem em negativo», de Jacinto do Prado Coelho.
Exemplar por estrear, em condição impecável.
10€
Alexandre Herculano: Exposição Evocativa
Alexandre Herculano/1877-1977: Exposição Evocativa do Centenário da Morte de Alexandre Herculano organizada pela Secretaria de Estado da CulturaIn-8º gr. de 34, [4] págs + [39] ff. ilust. Br.
Dado a lume a pretexto da exposição inaugurada em Santarém, o volume, impresso em bom papel com o catálogo dela, é constituído depois na maior parte por folhas destacadas de papel couché nas quais se reproduz muitos dos documentos expostos – principalmente, retratos (mais de meia-dúzia de Herculano, entre outros de D.Pedro IV, do filho D.Pedro II do Brasil, de D.Pedro V, de D.Estefânia, de D.Fernando, o alemão, de Castilho, de Antero, de Cesário Verde, de Bulhão Pato, de Camilo, de Júlio Dinis, da princesa Ratazzi, etc., além de um belo adornado da mulher, Mariana Meira), complementados por manuscritos, gravuras e estampas da época, um panorama da quinta em Vale-de-Lobos, uma fotografia da grande marcha de 1910 em celebração do centenário do nascimento, etc.; integrando dois textos de apresentação, um de David Mourão-Ferreira (então o secretário de Estado da Cultura) e outro, bem mais longo, competente e interessante, da pena de Nemésio, a ensaiar um esboço biográfico daquele a quem tantos títulos dedicara.
Exemplar impoluto, por estrear.
15€
O Livro na Arte (X)
[Um pessimista profissional, ou um analfabeto funcional, ou um «neo-liberal» ou outro que tal, afirmará, contemplando este Pierrot, a que supõe natureza subsidiária da leitura: no caso, só serviria para mergulhar a tristeza. Qualquer diversa criatura posta perante este óleo de Juan Gris, pintado na década de 1920, pensará coisa diferente e dará instintivamente ao quadro um título assim: o leitor cresce com o que lê. Também não estará mal uma conhecida citação de Herculano, senhor que terá aqui destaque nos próximos tempos, do número inaugural d'O Panorama que dirigiu: "cidadão de todas as repúblicas, membro de qualquer sociedade, contemporâneo de qualquer século, só o homem dado à leitura pode, com verdade, dizer que para ele foi o universo criado." Um homem a querer abarcar em recolhimento o universo inteiro, eis uma boa definição daquele que lê]História do Futuro (IV)
É pelo trabalho que os homens enriquecem, e aqueles que trabalham são mais queridos pelos deuses. Trabalho não é vileza, vileza é não trabalhar. Se trabalhares, depressa o indolente te invejará a prosperidade. O mérito e a glória acompanham a riqueza. (...) Uma vergonha pouco recomendável acompanha o indigente. A vergonha está junto da desgraça; a confiança, da felicidade.(Hesíodo, Os Trabalhos e os Dias, adaptação livre. Em vez de andarem a perder tempo com planos de reestruturação e reuniões infrutíferas, Tsypras e Varoufakis fariam bem melhor em dar estas linhas a ler a Merkel, Schäuble e Cia. Talvez fossem súbitas a conversão helénica e a remissão integral da dívida.)
La Formation de la Pensée Grecque
Essai sur La Formation de la Pensée Grecque (introduction historique a une étude de la philosophie platonicienne) / par Pierre-Maxime Schuhl (Professeur à La Sorbonne) / (2e édition revue et augmentée)Presses Universitaires de France – 1949. In-8º gr. de XXIII, [I], 482, [2] págs. Br.
O estudo, apresentado nesta versão definitiva pelo longo prefácio que o autor para ele compôs quando passavam quinze anos sobre a edição original, consta dos livros «De Quelques Pratiques et Croyances», «Principales Étapes de l’Évolution Religieuse jusqu’a Homère», «Les Origines de la Pensée Positive et la Réaction Mystique / La Philosophie et l’Aube de la Science», «Pensée Mystique et Pensée Rationnelle» e «Science, Sophistique et Philosophie»; e é ainda hoje, bem ou mal, consideradíssimo.
Exemplar por estrear, conservando todos os cadernos por abrir.
16€
Chagas Franco — O Genio Grego e o Politeismo
Livraria Popular de Francisco Franco (Casa fundada em 1890) ― 14, Rua Barros Queirós, 18 (Antiga Travessa de S. Domingos) ―― Lisboa. (1928). In-8º de 255, [1] págs. Br.
Edição publicada na colecção «Biblioteca d’Evolução Social: A Evolução da Humanidade». O livro divide-se nas grandes secções de capítulos «Dos cultos primitivos ao antropomorfismo», «Homero e o politeismo», «A religião de Hesiodo», «A Evolução dos mitos», «Os herois e os seus mitos», «O politeismo e a filosofia».
10€
Chagas Franco — A Arte na Grecia
Livraria Popular de Francisco Franco / 14, Rua Barros Queirós, 18 (Vulgo T. S. Domingos) / Lisboa. In-8º de 158, [2] págs. Br.
Publicado nas mesmas colecção e série, divide-se este nas secções «As origens», «O periodo arcaico», «O século V» e «Os ultimos séculos».
Exemplar desvalorizado por algum desgaste exterior, com falhas de papel sobre o encaixe, na capa.
5€
Augusto Gil — Rosas Desta Manhã
(Composto e impresso na oficina «Ottosgrafica, Ltd.a», Lisboa). In-8º de 166, [2] págs. Enc.
Publicado em edição póstuma pela viúva, foi este o último livro de Augusto Gil, uma recolha de composições, por ele traduzidas, de autores da antiguidade grega e helénica – entre outros, Anacreonte, Diodoro, Meleagro, Platão, Safo e Simónides –, acompanhadas por ilustrações, em frontões e vinhetas decorativas, com temas e motivos gregos, em alguns casos, reproduzidos por gravura. A segunda parte do volume é um «In Memoriam» de homenagem que integra textos, em prosa e em verso, de Júlio Dantas (de quem é também o prefácio), João de Barros, Fausto Guedes Teixeira, Norberto de Araújo, Mayer Garção, Nuno de Montemor, Rocha Martins, etc.
Exemplar n.º 907, com o ex-libris de Bde. (Brederode, decerto) Gil, bem encadernado em percalina com lombada e cantos em pele e conservando por inteiro a capa de brochura.
35€
Joaquim Leitão — Uma Mulher Ciumenta
(1933. Composto e impresso nas oficinas da «Ottosgrafica», Lisboa). In-8º de 222, [2] págs. Enc.
Não tendo o romance qualquer graça por ele mesmo, tem-na a composição do livro, impresso sobre bom papel e finamente ilustrado por gravuras, coladas em cliché, reproduzindo peças artísticas e monumentos da Grécia Antiga, além das castiças capitais desenhadas segundo uma moeda ateniense, um capitel dórico, uma lira, ornatos do Parthénon, objectos de cerâmica, etc. Edição do autor, numerada, tendo cabido a este exemplar – encadernado sem a bonita capa original – o n.º 434.
23€
João de Barros — Deuses do Olimpo e Heróis da Grécia Antiga
1936, Livraria Clássica Editora, A. M. Teixeira & C.ª (Filhos) / (Praça dos Restauradores, 17) – Lisboa. In-8º de 312 págs. Enc.
Deste livro, dedicado pelo autor a Joaquim Manso, que o teria sugerido, diziam os editores na nota preliminar pretender com ele “oferecer aos leitores portugueses, sobretudo à gente moça das escolas, uma obra acessível, escrita sem pretensões nem aparato eruditos. Mas clara e honesta”. A edição, hoje, rara, teve como mais valia as boas ilustrações de Mário Costa – que nessa função começava por então a distinguir-se – na capa (cartonada) e nas amplas vinhetas capitulares.
Em boa condição geral, está este exemplar ligeiramente desdourado por um certo desgaste exterior (do papel que reveste o cartão, sobretudo). Ostenta o conhecido ex-libris alfacinha com a divisa bien faire et laisser dire.
23€
João de Barros — Grécia, Musa do Ocidente
Livrarias Aillaud e Bertrand. Paris – Lisboa. [S/d - 1924?]. In-8º de 231, [5] págs. Br.
Primeira edição deste livro de viagem por terras gregas, ilustrada pelos desenhos a tinta do artista lisboeta que encimam as páginas capitulares. Com dedicatória impressa ao poeta Costas Ouranis e um prefácio em que João de Barros proclamava que “Tão grande é a amplitude do génio helénico, e tão complexa, que sob todos os signos o podemos amar e louvar. Eu amo-o e louvo-o sob o signo de Athena. Não da Athena guerreira, mas da Athena inefável que ofertou à Grécia a dádiva, quási ‘sobreumana’, do pensamento desinteressado, do pensamento que é volúpia e orgulho de pensar. Da Grécia recebemos essa dádiva única; e ela tem sido sempre a nobreza e a fôrça da civilização ocidental”.
Exemplar valorizado pela dedicatória manuscrita nele aposta pelo autor “a Cardoso Martha”, velho camarada de letras.
25€
Hélade: Antologia da Cultura Grega
Coimbra – 1963 (Composto e impresso na «Imprensa de Coimbra, L.da»). In-4º de XVI, 522, [2] págs. Br.
Reproduz o prefácio à primeira edição e apresenta um próprio em que a helenista começava por explicar que esta ofereceria “ao leitor mais de cem textos novos, entre os quais se contam os de autores não incluídos na impressão anterior”, distinguindo-se ainda pela “introdução de um mapa do mundo helénico e de vinte e cinco gravuras”. Será escusado perorar sobre a importância deste cometimento no nosso panorama, traduzindo pela primeira vez para português muitos dos nomes importantes da Grécia (sentido amplo) Antiga que elenca: Homero, Hesíodo, Terpandro, Calino, Tirteu, Arquíloco, Álcman, Mimnermo, Alceu, Safo, Estesícoro, Sólon, Íbico, Anaximandro, Anacreonte, Xenófanes, Heraclito, Alcméon, Hecateu, Parménides, Zenão, Teógnis, Simónides, Píndaro, Baquílides, Ésquilo, Empédocles, Hipócrates, Heródoto, Anaxágoras, Demócrito, Sófocles, Protágoras, Górgias, Pródico, Antifonte, Eurípides, Tucídides, Isócrates, Lísias, Aristófanes, Timóteo, Êupolis, Xenofonte, Platão, Antífanes, Aristóteles, Demóstenes, Teofrasto, Menandro, Cleantes, Teócrito, Calímaco, Euclides, Aristarco, Apolónio de Rodes, Arquimedes, Diodoro, Estrabão, Plutarco, Pausânias, Galeno, Ptolomeu, Luciano e Diofanto.
Exemplar ligeiramente desgastado na capa. Ténues vestígios de acidez no corte lateral e de humidade nas últimas folhas, já de índice. O papel mantém-se geralmente incólume, mas aparecem marcas de manuseio.
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