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José Cardoso Pires — Cartilha do Marialva

Cartilha do Marialva ou das Negações Libertinas, redigida a propósito de alguns provincianismos comuns e ilustrada com exemplos reais

Ulisseia (1966). In-8º de 191, [3] págs. Enc.

“Marialva é o antilibertino português, privilegiado em nome da razão de Casa e Sangue, cuja configuração social e intelectual se define, nas suas tonalidades mais vincadas, no decorrer do século XVIII”, assim apresentava o autor em resumo preliminar a sua interessante tese – porém insuficientemente explorada e desenvolvida, e padecendo entretanto de superficialidades e deficiências (na melhor das hipóteses; na pior, desonestidades) de leitura flagrantes, como o trecho em que se trataria depois a peça A Traição, de Camilo (exactamente o contrário do que se lhe argui, para o bem e para o mal); ou a ligeireza de apreciação do «caso amoroso» de Pascoaes, cuja filiação aqui pretendida no conservadorismo rural lusitano até mete dó, de tão disparatada.
Segunda edição, publicada seis anos após a original, que constara de apenas 350 exemplares; encadernada em tela com sobrecapa de papel.

Exemplar valorizado por dedicatória de oferta manuscrita pelo próprio Cardoso Pires.

22€ (reservado)

José Cardoso Pires — Cartilha do Marialva

Cartilha do Marialva ou das Negações Libertinas redigida a propósito de alguns provincianismos comuns e ilustrada com exemplos reais. Agora, em sexta edição, documentada com retratos de algumas personagens essenciais por João Abel Manta

Moraes Editores. (Composição e impressão: Tipografia Guerra, Viseu. 6.ª edição, Dezembro de 1976). In-8º de 207, [1] págs. Enc.

Bom exemplar, com ligeiro desgaste da capa mas aparentemente por estrear; selo da cooperativa livreira portuense Unicepe.

10€ (reservado)

José Cardoso Pires — O Delfim (romance / Sexta edição, revista)

Moraes editores (Outubro 1975). In-8º peq. de 362, [IV], [ii] págs. Br.

"Escrito em 1968, O Delfim é apontado pela crítica especializada na obra de José Cardoso Pires como a obra-chave da sua produção literária. Em linhas gerais, tem-se aí a história de um escritor-caçador que volta, depois de um ano, às terras da Gafeira. A propriedade (fictícia) pertencente a Tomás Manuel da Palma Bravo, o delfim, um marialva em declínio à moda de José Amaro, o coronel falido de Fogo Morto, do brasileiro José Lins do Rego, está sob suspense, devido à morte de sua esposa, Maria das Mercês; em seguida, se descobre que o criado, Domingos, também foi morto. E o delfim, desaparecido. Instala-se aí o mistério." [Pedro Fernandes]

10€

José Cardoso Pires — O Delfim (romance / segunda edição)

Moraes editores. In-8º peq. de 362, [II], [iv] págs. Enc.

Uma nota na anteportada indicava ser este o décimo milhar impresso do livro, de uma segunda edição publicada em Outubro depois da original num célebre Maio de 68.

Encadernação em percalina verde, revestida de sobrecapa ilustrada de papel, com arranjo gráfico de Sebastião Rodrigues, já ligeiramente distinta da primitiva (alterado o logo da editora). 

15€ 

Marcelo Caetano — As Cortes de 1385

Coimbra / MCMLI. In-8º gr. de 86 págs. Br.

Edição do Instituto de Estudos Históricos Doutor António de Vasconcelos, da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra; em separata da Revista Portuguesa de História (volume de homenagem a Gama Barros).

Exemplar com dedicatória de oferta manuscrita por Marcelo Caetano ao mesmo destinatário. 

22€ (reservado)

Alçada Baptista — Conversas com Marcello Caetano

Moraes editores / Lisboa - 1973. In-8º de 274, [II] págs. Br.

Edição original e salvo erro única deste livro em que o autor reproduz uma série de entrevistas sobre política (em particular, a portuguesa de então) mantidas com o Presidente do Conselho - no dizer do romancista, "uma pessoa que muito respeito e admiro e para quem as divergências ideológicas que mantemos nunca foram obstáculo a uma relação e a um diálogo que muito prezo e muito desejo manter".

15€ 

António de Cértima — Escandalosamente Pura (romance)

Parceria A. M. Pereira, Lda. (Rua Augusta, 44 a 54) Lisboa. (1966). In-8º de 223, [5] págs. Br.

Primeiro romance de um autor já com vasta bibliografia à época, “Ele aqui está, examinando com pena firme e inquebradiça, por vezes transformada em bisturi, um esquema flagrante da vida social lisboeta”. 
Edição original, com capa do arquitecto Mário de Oliveira. 

Exemplar por estrear.

15€

António de Cértima — Alma Encantadora do Chiado

Alma Encantadora do Chiado (Da Arte. Da Vida. Do Amor) / por (…)

“Atlantida” Livraria Editora (antiga F. França Amado, sucessor) / Rua Ferreira Borges, 105 a 111 – Coimbra —— 1927. In-8º peq. de 270 págs. Enc.

Ao contrário do que se pudesse supor, não são todos de fundo lisboeta os capítulos dedicados a assuntos mais abstractos e mais concretos, concretos-de-pessoa: o nada lisboeta Manuel Laranjeira, vagamente antepassado do livreiro, o seu amigo e conviva espinhense Amadeo, Magalhães Lima, João Lino, Martins Barata, a actriz Ângela Pinto, etc.; «Os oleiros do Vouga» natal dos Cértima; etc.

Exemplar encadernado em material sintético imitando pele, gravado a dourado na lombada; conservando a face superior da capa original. 

25€  

Fernando Castelo-Branco — Lisboa Seiscentista

Lisboa Seiscentista (terceira edição, revista e aumentada

Lisboa – 1969. In-8º gr. de 441, [3] págs. Br.

Extrapolando o contexto propriamente lisboeta, o estudo – abundante em apontamentos e notas históricas acerca da sociedade e dos costumes do tempo – é um dos mais considerados sobre o séc.XVII português, que, conforme o autor assumia no prefácio, pretendia defender das habituais acusações que lhe são feitas no sentido de uma decadência genérica (cultural, espiritual e moral); profusamente ilustrado ao longo do volume, em folhas destacadas de papel couché – várias duplas e triplas, em desdobrável –, com estampas que reproduzem gravuras e mapas antigos, esboços e projectos de arquitectura, quadros, frontispícios de livros e manuscritos da época, etc.; dividido em três partes: «A Urbe», «O Ambiente Social» e «O Ambiente Espiritual», a que se seguem a longa bibliografia e os vários índices. Terceira edição, aumentada, com uma nota introdutória própria e a reprodução da da 2ª (de 1957) e da «Introdução» da 1ª (1956).

20€

Luís Chaves — Lisboa nas Auras do Povo e da História

Lisboa nas Auras do Povo e da História – Ensaios de Etnografia (artigos publicados em revistas e jornais por (...))

Publicações Culturais da Câmara Municipal de Lisboa. (Composto e impresso na Gráfica Santelmo, 1961-1969). 4 vols. in-8º. Br.

Bastante ilustrados em folhas à parte, foram aqui recolhidas dezenas de textos como «Varinas e saloias de Lisboa», «Barcos e carroças», «Belém» (conjunto de 5 artigos), «Os pregões populares das ruas de Lisboa», «No período romano de Lisboa» (outro conjunto de 5 peças), «De Lisboa na época dos Descobrimentos», «O culto mariano em Lisboa: Capelas, ermidas, oratórios e nichos, na cidade de Lisboa, dedicados a Maria» (mais 5), «Coisas miúdas de Lisboa» (15) e muitos outros dedicados ao período medieval, às portas e ao castelo, aos tipos populares, às expressões características, à comparação etnográfica com o resto do país, etc.
O primeiro volume ostenta o selo da livraria lisboeta Artes e Letras; o segundo pertenceu à tiragem especial de apenas 100 impressos sobre papel mais encorpado; os terceiro e quarto deste bem cuidado conjunto apresentam no entanto algumas marcas na capa.

50€

Albino Lapa — A Palavra «Lisboa» na História do Jornalismo

Publicações Culturais da Câmara Municipal de Lisboa, 1967. (Composto e impresso na Gráfica Santelmo). In-8º gr. de 233, [3] págs. Br.

O trabalho de recolha foi dividido por várias secções, começando numa pequena dedicada ao séc.XVII, seguida de outra um nadinha maior dedicada ao XVIII, uma outra naturalmente muito maior ao XIX e uma já curiosamente não tão grande ao XX.

Exemplar por estrear, mantendo-se os cadernos ainda por abrir. Com o carimbo de oferta da Câmara Municipal editora.

20€

Augusto Casimiro — Lisboa Mourisca (1147-1947)

1947 / Grandes Oficinas Gráficas «Minerva», Gaspar Pinto de Sousa, Suc.res, L.da / V. N. de Famalicão. In-8º de 174, [II] págs. Br.

Não se entende muito bem o subtítulo (e por considerar que os habitantes de Lisboa são ainda hoje “mouros” foi um conhecido deputado vianense-portuense do PSD trucidado há pouco tempo…), com um arco cronológico de oito séculos, tendo em conta que o livro trata apenas do primeiro: comprove-se pelos capítulos «A terra e o mar, primeiro», «Nascimento de Lisboa», «A cerca moura», «Os Cruzados no Porto», «A primeira escaramuça. Vela de armas», «O Rei e os estrangeiros» [perdoe-se a maiúscula a um provado republicano], «Herveo de Glanvill», «O Ultimatum», «A conquista do arrabalde», «Lissibona prisioneira», «As máquinas de guerra», «Lissibona resiste», «Para o derradeiro assalto», «As horas supremas» e «A rendição».
Amarantino de nascimento, Casimiro tornar-se-ia lisboeta (com Coimbra de passagem), como o seu conterrâneo António Cândido, e Pascoaes (embora de Cortesão é que fosse cunhado) nos invernos depois de dez anos de Porto; o outro hiper-génio, Amadeo, tal como Pascoaes nem pendeu para Lisboa nem Porto; outro pintor muito «jeitosinho», António Carneiro, e Agustina ficaram portuenses. Empate técnico. Com Amarante é que em território português ninguém conseguirá empatar numa nunca compreendida tamanha concentração de génio por m2. O Tâmega é ali muito bonito e nevoento, é, mas isso não explica tudo. Uma terrinha, embora também ela lindíssima, para os lisboetas que não conheçam (fazem mal). 

25€

Programa Oficial das Comemorações do VIII Centenário da Tomada de Lisboa

(1947, Composição e Impressão da Soc. Astória, Lda.). In-4º de [114] págs. Br.

De belo recorte gráfico, o volume foi dirigido por Marques da Costa, com capa e ilustrações genéricas de Manuel Lapa (Eduardo Coelho compôs, por seu lado, os desenhos do «Cortejo Histórico») e fotografias de Horácio Novais, acompanhadas ainda de gravuras várias. São transcritos, a abrir, os textos de «Saudações Dirigidas a Lisboa pelos Chefes de Missão Acreditados em Portugal» dos países que alguma ligação têm com a tomada da cidade aos mouros no séc.XII, destacando-se depois os bem mais longos «Biografia de Lisboa», de Gustavo de Matos Sequeira, e o roteiro turístico «Por Praças e Ruas de Lisboa», de Acúrcio Pereira. Em folha desdobrável integra também uma «Planta da Cidade de Lisboa».

22€

Conquista de Lisboa aos Mouros (1147)

Conquista de Lisboa aos Mouros (1147) / Narrada pelo Cruzado Osberno, testemunha presencial. / Texto latino e sua tradução para português pelo Dr. José Augusto de Oliveira. / Prefácio do Engenheiro Augusto Vieira da Silva

Lisboa – S. Industriais da C. M. L. – 1935. In-8º de 88 [aliás, 190] págs. Br.

Quer o frontão da capa quer o do rosto, rigorosamente iguais, indicam tratar-se do “Complemento ao volume II da «Lisboa Antiga», de Júlio de Castilho”. O volume foi ilustrado em folha preliminar destacada por uma reprodução da primitiva estatueta de mármore de Afonso Henriques (1147) que assinala a evocada conquista de Lisboa; logo depois por uma outra reproduzindo o desenho de um manuscrito medieval; e no final por uma outra ainda, em quadra desdobrável, com a gravura dos lambris de azulejo que em 1935 celebravam a mesma efeméride no Convento de São Vicente-de-Fora. Além dessas há várias ilustrações no texto.

Exemplar por estrear, conservando os cadernos por abrir. Dois pequenos vincos na frente da capa (cabeça e pé), que apresenta uma por enquanto muito ligeira folga face ao volume.

18€

João Paulo Freire (Mário) — Mafra: Historia, Bibliographia e Notas

Edição da Renascença Grafica, S.A.R.L. / (Rua Luz Soriano, 48) Lisboa. [S/d – 1925?]. In-8º gr. de 288 págs. Enc.

Nascido bem perto da povoação, dizia o autor no seu texto
preliminar – preparado para o Guia de Portugal de Raul Proença – da sua devoção por ela: “Aos nove annos vim para Mafra. E como quere que por esse tempo viesse a Lisboa, nunca mais, para a minha aspiração e para o meu espirito, outra terra me ofereceu eguaes encantos e tão profunda e tão sentida admiração”. Será certamente o mais completo repositório bibliográfico de tudo quanto até à data se escrevera, em Portugal e lá fora, sobre a terra cujo convento a prosa de Saramago viria a imortalizar.

Ilustrações por fotogravura em folhas à parte de papel couché, uma delas com o penúltimo rei português, Carlos, posando enquanto caçador na Tapada onde costumava repetir o passatempo – facto curioso sendo esta monografia da autoria de um destacado jornalista republicano. 

Exemplar revestido de boa encadernação com cantos e lombada em pele (carneira), esta última gravada a ouro sobre o encaixe. Conserva visível a face superior da capa, valorizada por um desenho de Stuart Carvalhais.

38€

João Paulo Freire (Mário) — Lôas e Cirios no Conselho de Mafra

Lôas e Cirios no Conselho de Mafra (O cirio de todos os Santos e o cirio da Senhora da Nazareth)

1926 / Companhia Portuguesa Editora, L.da / Porto. In-4º de 34 págs. Br.

Estudo composto para “matar o vício” da bibliografia durante uma gripe de que se queixava o autor como uma “trapalhada que me enerva grandemente e que me tira o meu unico consolo na vida – trabalhar. O trabalho é-me tão necessario como o monoculo ao sr. Julio Dantas. Eu, sem trabalho, sinto nos meus nervos umas contrações de cavalo refreado. Não como, não durmo, quási não falo, irritado com tudo e com todos. O sr. Dantas sem monoculo, não conquista, não tem aplomb, não escreve livros, não adopta maravilhas, não sobe o Chiado, não faz discursos, não é o sr. Dantas !  Eu sem o trabalho sou uma féra enjaulada”. Ilustrado por uns poucos clichés em fotogravura das procissões que descreve.

Exemplar por estrear, conservando os cadernos por abrir.   

15€ 

Boletim bibliográfico 2/2023

O segundo deste ano «herda» os assuntos do primeiro (literatura e ensaio, poesia e teatro) e acrescenta-lhes, entre outras coisas, alguma arte, alguma história e alguma - bastante - filosofia, sobretudo política: o Manifesto Comunista cumpriu há pouco mais de um mês o seu 175º aniversário, pelo que se foi buscar Marx e Engels, bem como vários outros teóricos políticos mais ou menos afins do séc.XIX, todos assim se juntando aos iluministas que já lá (cá) estavam. 
Fica pois um boletim com autores mais velhos e edições mais antigas do que costume, várias das quais anteriores a 1848, e uma até anterior à própria Revolução Francesa: uma igualmente francesa de Dialogues sur La Religion, do famoso racionalista escocês David Hume.
Estão em destaque os dois amigos alemães e outro compatriota curiosamente apreciado por Marx, Goethe, os enciclopedistas Diderot e Voltaire e outros franceses aparentados como Rousseau e Laclos, os russos Berdiaeff e Dostoievski, mais estrangeiros e portugueses vários - estes já entrados pelo habitual séc.XX dentro.

Disponível para consulta

Ramada Curto — Do «Diário de José Maria»

Do «Diário de José Maria» (Ilustrações de Batista Rudy)

Vida Mundial Editora  Lisboa 1941. In-8º de 261, [III] págs. Br.

É este livro "uma série de trechos, uns já publicados, outros inéditos, que eu suponho e quero que o leitor suponha, serem páginas do «Diário» do senhor José Maria, professor de ensino livre de matemáticas e ciências naturais - um isolado, um modesto, floricultor e filósofo, melómano nas horas vagas, que vive num rez-do-chão da Rua da Palmeira com uma criada velha, a Angélica, e um cão fox-terrier, o Bob, de mistura com as suas recordações e as suas melancolias (...).

10€ (reservado)

Fidelino de Figueiredo ― Menoridade da Inteligência

Coimbra: Imprensa da Universidade, 1933. In-8º de 162, [2] págs. Br.

Publicado na «Biblioteca de Ensaios», agrega este «Política e Inteligência», ««Uma interrogação vital»», «Noção de cultura», «A passividade da escola», «A assimilação da turba» e «Memorialismo e voluntarismo»; juntando-se-lhe, em apêndice, «De regresso de Hollywood…(reflexões sobre o cinema)».

17€

Fidelino de Figueiredo ― Cultura Intervalar

Coimbra, Editorial Nobel, 1944. In-8º de 145, [3] págs. Br.

Primeira edição de um dos principais livros do autor, escrito já no exílio (brasileiro) do Estado Novo, via monárquica - o que não deixa de ser curioso, tendo em conta que ocupara na BN o lugar de anteriores exilados republicanos, propriamente em cultura intervalar. Com vários capítulos de interesse, podendo destacar-se os dois centrais «A Melancolia da História» e «Tragédia de um Poeta». Tem ainda, a terminar, um apêndice que reúne «Sete anedotas exemplares».

12€

Fidelino de Figueiredo ― Motivos de Novo Estilo

Coimbra, Editorial Nobel, 1944. In-8º de 96, [8] págs. Br.

Segunda edição, acrescentada de um prólogo do autor. Inclui o ainda hoje frequentemente repescado «Do conceito de geração».

Exemplar por estrear, em muito bom estado.

10€

Fidelino de Figueiredo ― Interpretações

Coimbra, Editorial Nobel, 1944. In-8º de 88, [8] págs. Br.

Segunda edição de um livro que reúne os ensaios «Imagem-Fôrça: Um conceito para a filosofia da educação» e «America the Beautiful».

Exemplar em bom estado, sem defeitos de relevo (apenas uma pequena marca na folha preliminar).

8€

Fidelino de Figueiredo ― Diálogo ao Espelho

Guimarães Editores, Lisboa. (1957). In-8º de 177, [7] págs. Br.

O volume – constante de 3 longas cartas de resposta a Michele de Filippis, às quais se seguem um igualmente longo («Sobre criteriologia literária») e um breve («Mensagem à Universidade de São Paulo») apêndices – reúne textos em que, num modo habitual no autor, se mesclam ensaios e memórias pessoais de vária sorte.

14€

Fidelino de Figueiredo ― Entre Dois Universos

Guimarães Editores, Lisboa. (1959). In-8º de 278, [10] págs. Br.

Um dos trabalhos tardios do autor, o volume, publicado na colecção «Filosofia e Ensaios», reúne textos que, como habitualmente, se estendem pela literatura, pela história e pela filosofia, com predominância aqui para temas da história e da filosofia da história; contendo as secções de capítulos «Velhice e Literatura», «História: Aparência e realidade», «Histeria ou Estruturação?», «Grandes manchas da história», «O anti-eslavismo e a filosofia da história» (sobre Spengler, Keyserling, Weber, Berdiaeff, etc.), «Vida – Palavra sem antonimo» e «Viagem à volta do Homem».

14€


Fidelino de Figueiredo — Paixão e Ressurreição do Homem

Portugália Editora. (1967). In-8º de [II], 171, [13] págs. Br.

“Ao editar agora Paixão e Ressurreição do Homem, a Portugália deseja homenagear a memória do mestre da História e da Literatura, cuja acção nas cátedras universitárias de Espanha, do Brasil, da Argentina, do México, dos Estados Unidos, enobreceu o pensamento português e contribuiu decisivamente para a difusão dos momentos mais relevantes da cultura nacional”. O volume, publicado na colecção «Problemas», inclui uma «Carta-dedicatória» de Fidelino ao filho e um interessante (e ainda invulgarmente lúcido) «Prólogo antimemorialista», a que se seguem os ensaios tardios «A duplicidade humana – uma evidência», «O cerco das limitações humanas – outra evidência», «Antiguidade e nobreza da Filosofia da História», «Concentração plutocastrense», «O último reduto» e «Problemas & mistérios». É ainda apresentada, a terminar, a longa bibliografia completa do professor. 

Exemplar um quanto desgastado na capa. 

12€

Fidelino de Figueiredo — A Épica Portuguesa no Século XVI

A Épica Portuguesa no Século XVI // apêndices: Ainda a épica portuguesa (Nótulas de autocrítica) / Variações sobre o espírito épico / Os séculos XV e XVI (Ideias para uma introdução) / Apêndices bibliográficos (I, II e III) // Edição fac-similada com apresentação de Antônio Soares Amora

Descoberta do Mundo ———— ciclo de edições comemorativas dos centenários das grandes navegações portuguesas, de Bartolomeu Dias a Pedro Álvares Cabral (1487-1500) / Imprensa Nacional - Casa da Moeda. (Acabou de imprimir-se em Março de 1987 com uma tiragem de três mil exemplares). In-8º de [II], 585, [IX] págs. Br.

Fac-simile da edição publicada no Brasil, em 1950, em separata do boletim da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo.

Exemplar por estrear.

18€ 

Raul Proença — O Eterno Retorno

O Eterno Retorno (Volume I) / Introdução, fixação do texto e notas de António Reis

Biblioteca Nacional / Lisboa, 1987. In-8º gr. de 342, [II] págs. Br.

É bastante extenso - ocupa umas três dezenas de páginas - o texto introdutório em que António Reis, que já antes trabalhara o espólio de Proença, perora sobre este seu longo estudo acerca de um dos temas filosóficos de excelência; do qual apenas o primeiro capítulo havia chegado a sair ainda durante a vida do autor. Só sete anos mais tarde viria a ser publicado um segundo volume, em edição conjunta do Instituto da Biblioteca Nacional e da INCM. 
Título dado a lume na série «Autores dos Séculos XIX e XX», com a capa ilustrada pelo manuscrito desse capítulo inaugural «O Eterno Retorno em Nietzsche».

Exemplar igualmente novo.

15€

Raul Proença — O Caso da Biblioteca

O Caso da Biblioteca (Organização, estudos e notas de Daniel Pires e José Carlos González)

Biblioteca Nacional / Lisboa, 1988. In-8º gr. de 188, [II] págs. Br.

"Pretende-se com este livro reconstituir a sindicância à actividade de Raul Proença e de Jaime Cortesão, responsáveis máximos da Biblioteca Nacional, de 1919 a 1927, instaurada na sequência da primeira revolução contra a Ditadura, que deflagrou no Porto e em Lisboa, em Fevereiro de 1927", melhor dizendo: que deflagrou no Porto, chegando a Lisboa vários dias depois...; e na sequência da qual ambos seriam demitidos e logo exilados para fugir à prisão, Cortesão, director, e Proença, originalmente convidado para o cargo, que recusou, indicando o nome do amigo. Além de vários relatórios e peças de imprensa, o volume reproduz a peça que lhe deu título, praticamente inédita, na qual Proença se atira a tudo e todos - incluindo o novo director indigitado pela ditadura, Fidelino de Figueiredo, que a serem verdade algumas das coisas aqui arguidas não sai dela nada bem tratado. 
Ao contrário deste exemplar, novo.

10€

Boavida Portugal — Inquérito Literário

Inquérito Literário (I. Depoimentos dos senhores: Dr. Julio de Matos – H. Lopes de Mendonça – Teixeira de Pascoais – Dr. Augusto de Castro – Gomes Leal – João Grave – Gonçalves Viana – Dr. F. Adolfo Coelho – Dr. Veiga Simões – Julio Brandão – Visc. de Vila Moura – Malheiro Dias – etc. II. Réplicas de outros escritores. III. Comentários da imprensa.

Lisboa, Livraria Clássica Editora, 1915. In-8º de 368 págs. Br.

Primeira edição em volume, impressa em bom papel de linho, dada a lume três anos depois da publicação faseada no «República» e acrescentada de depoimentos posteriores e de uma resenha dos comentários e críticas antretanto saídos na imprensa. Reproduz a espécie de prefácio «Sinfonia de Abertura», do próprio Boavida Portugal, em que se começava por ler que “Apesar de nos jornais não ser muito habitual tratarem-se largamente assuntos literários, com muita fé, muita tolerancia e muito trabalho, podemos agora dar ao publico este repasto intelectual, que imaginamos da sua utilidade. Não que esses assuntos não sejam simpaticos; mas porque os intelectuais são pessoas mais de apreciar quando precisam dos jornais do que quando estes precisam dêles.”
Celebrizado, de início, pelas várias polémicas a que deu azo – desde as já pouco mansas entre saudosistas e detractores como Júlio de Matos e Adolfo Coelho, até à ferocíssima que estalou entre Júlio Brandão e Pascoaes (à deselegância insultuosa e aparentemente gratuita do primeiro respondeu o segundo com uma violência que lhe nunca tinha sido vista); todas aqui apresentadas através da transcrição das muitas cartas enviadas aos jornais e por eles publicadas –, o «Inquérito» viria mais tarde a ser destacado pela longa (neste volume com 13 páginas) réplica, também a Adolfo Coelho, de Fernando Pessoa (à época, ainda um obscuro colaborador da «Águia»), em que faz a defesa da «Renascença Portuguesa» e, de passagem, da sua auto-centrada teoria/profecia do Super-Camões, considerando Camões como “verdadeiramente grande, mas longe de ser um Dante ou um Shakespeare”.
Exemplar de uma plausível série não declarada encadernada pelo editor em percalina com gravações a dourado e a seco, incluindo o símbolo da sua casa na pasta superior (um pequeno selo do conhecido encadernador A. David, Lisboa, não desmente mas põe dúvidas a esta hipótese); não conservando a capa da série em brochura. Carimbo da brasileira Livraria Académica, em Manaus, na folha de guarda. Na de anterrosto, o sinete de Henrique Perdigão, fundador da portuense Livraria Latina que viria a publicar precisamente de Pascoaes precisamente O Penitente que em breve reeditaremos.

40€

Gomes Leal — Patria e Deus e A Morte do Máo Ladrão (1.º milhar)

1914 / Livraria de João Carneiro & C.ª (T. de S. Domingos, 58), Lisboa. In-8º de 64 págs. Br.

O prefácio do poeta, dedicado a António Cabral, é curioso em pelo menos dois aspectos: por vituperar à larga as gralhas tipográficas que lhe perseguiam os livros, e curiosamente haver só neste prefácio várias; e pela quase monárquica severidade («graxa» ao dedicando?) com que julga os anos republicanos iniciais, “toda esta vil e actual tragi-comedia: toda esta debochada e criminosa decadencia actual: toda esta bambochata ensanguentada, porcalhona, enigmatica, apóz o cinco de Outubro, e até hoje”.

15€

Fialho de Almeida — Os Gatos

Os Gatos (publicação mensal d’inquérito à vida portuguesa)

Lisboa: Livraria Clássica Editora de A. M. Teixeira & C.ª (Filhos). 6 vols. in-8º. Enc. em 3.

Dispensará apresentações o mais famoso dos títulos de Fialho (com licença de O Paiz das Uvas abaixo apresentado na edição original), publicação sugerida ao escritor alentejano pelo editor portuense Alcino Aranha, que lhe terá proposto a composição de uma peça mensal ao estilo d'As Farpas de Ramalho e Eça – e que, dado o sucesso de vendas, rapidamente passou a semanal.

Todos os volumes aqui acoplados são os da sexta edição, à excepção do terceiro, que é da quinta; estando os seis encadernados em três tomos, numa encadernação relativamente modesta que não conservou as capas respectivas.

55€

Fialho de Almeida — O Paiz das Uvas

O Paiz das Uvas (com 49 desenhos de Julião Machado / reproducções de Guillaume Frères & C.ª, de Paris)

Lisboa: M. Gomes, Editor, livreiro de suas magestades e altezas | Porto, Magalhães & Moniz, editores – Livraria Universal. M DCCC XCIII. In-8º gr. de 248, [2] págs. Enc.

Foi a edição inaugural do apreciado livro de Fialho, dedicada a Maria Amália Vaz de Carvalho e bastante enriquecida pelas ilustrações de Julião Machado, que propositadamente as preparou para o efeito. A recolha abarca contos como «As vindimas», «Os pobres», «Amores de sevilhano», «A taça do rei de Thule», «Conto de natal», «A princesinha das rosas», «Idyllio triste», «O menino Jesus do paraizo» e «Conto do almocreve e do diabo»; tendo vários deles sido aproveitados, até hoje, em recensões e antologias de todo o tipo.

Exemplar desvalorizado q.b. por algumas pequenas marcas de corrosão na capa, embora o miolo se conserve em bom estado. 

40€  

Raul Brandão — Cartas a Maria Angelina

(Edição: Sociedade Martins Sarmento. Impressão: Diário do Minho. 2019). In-8º de 191, [1] págs. Br.

Preparado por Maria João Reynaud e Célia Oliveira, o volume recolhe as missivas do escritor à então namorada acabada de conhecer em Guimarães – cujos herdeiros lhe legaram o espólio à Sociedade Martins Sarmento. 
Literariamente de menor interesse em relação ao corpus principal do genial portuense e vimaranense adoptivo (são o que são, são cartas de namoro...), nem por isso deixa esta de se constituir peça importante em qualquer colecção brandoniana.

Tiragem limitada a 250 exemplares, dos quais nos vão chegar agora os últimos cinco - não estando prevista, pelo menos por enquanto, a reedição.

16€ (P.V.P.)

Emanuel Ribeiro — Algumas Palavras

Onde se leem Algumas Palavras de conselho, censura e estímulo aos nossos trabalhadores dos metais nobres e muito principalmente àqueles que ora se iniciam na arte... / por Emanuel Ribeiro (Prof. na Escola Normal para o Ensino de Desenho de Lisboa)

1926. (Tipografia Sequeira, limitada – Porto). In-8º peq. de 30, [II] págs. Br.

Edição impressa, como várias outras do autor, num pequeno caderno recoberto de cartolina a fazer de capa, sobre cujo reverso foi colado o seu sinete; e, como todas essas, já francamente invulgar. 

Mais um exemplar valorizado por uma dedicatória manuscrita de oferta de Emanuel Ribeiro ao escultor José dos Santos.

14€

Emanuel Ribeiro — Da Tarde de Ontem à Manhã de Hoje (bosquejo de arte)

Da Tarde de Ontem à Manhã de Hoje (bosquejo de arte) / Gravuras em madeira do autor

(Tip. Sequeira, Limitada / 114, Rua José Falcão, 122 – Porto). In-8º peq. de 31, [I] págs. Br.

Outro volumezinho mais com as elocubrações do autor, ostentando o seu ex-libris ("Depois das flores os frutos") em folha preliminar; outro exemplar mais com a habitual dedicatória de "homenagem" ao escultor José dos Santos.

10€

Emanuel Ribeiro — O homem e a arte

(1929 / Tipografia Sequeira, Limitada – Porto). In-4º de 31, [1] págs. Br.

Edição do autor, com o seu ex-libris em destacável sobre uma das folhas preliminares; de tiragem provavelmente restrita.

Exemplar valorizado por uma dedicatória manuscrita de oferta de Emanuel Ribeiro ao escultor José dos Santos.

14€

Emanuel Ribeiro — Como os Nossos Avós Aprenderam uma Profissão

Gaia, Edições Apolino. MCMXXX. In-8º gr. de 37, [3] págs. Br.

Primeira (e, salvo erro, única) edição deste curioso trabalho de Emanuel Ribeiro, com uma sua curta nota introdutória “Ao leitor”, integrada na série «Estudos Nacionais» do Instituto de Coimbra. Apresenta na capa uma gravura com a representação de um traje de gala dos ourives da Confraria de Santo Elói, do Porto, e ao longo do volume outras várias em folhas destacadas. A terminar tem ainda, além de bibliografia, uma extensa lista das «Profissões e seus oragos», indicando o santo protector de cada uma (Lisboa e Porto).

15€

As Profissões na Literatura Portuguesa

As Profissões na Literatura Portuguesa: Antologia organizada por Nuno de Sampayo

(Este livro foi composto, gravado e impresso nas oficinas da Neogravura, Limitada, sob a orientação gráfica de Manuel Lapa). In-8º de [VIII], 161, [V] págs. Br.

"Um trabalho deste género é curioso como experiência e extremamente interessante pelas revelações que oferece. Na pesquisa que o obrigou a folhear ou a ler algumas pilhas de livros, o antologista entrou em contacto com todos os elementos de uma nação, os geológicos e os históricos, ou de uma etnografia rica completando os de uma geografia física e humana igualmente variada: fez uma sondagem ao país, não apenas em extensão, mas em profundidade, e um inquérito ao homem que labuta no dorso fecundo da terra ou canta na face variada das paisagens", assinalava Nuno Sampaio na sua boa introdução a este volume de textos em verso e em prosa, habilmente ilustrado em fotogravura pela Neogravura lisboeta. Embora não datada, a edição, da Junta de Acção Social, não será posterior a 1972.

15€

Jacinto Prado Coelho — A Poesia de Teixeira de Pascoaes (ensaio e antologia)

Coimbra, 1945. (Comp. e Imp. na Gráfica Santelmo – Lisboa para a Atlântida Livraria Editora, Lda. – Coimbra). In-8º de 206, [II] págs. Br.

É como sempre importantíssimo, e neste caso extensíssimo - cerca de nove dezenas de páginas, quase metade do volume - o estudo de Prado Coelho acerca deste seu poeta de estimação, inequívoca prova de bom gosto; e se contarmos com o texto final «Nota sôbre o movimento saüdosista», é mesmo de metade que se trata.

Exemplar com a capa já um quanto manchada de acidez.  

22€     

Jacinto Prado Coelho — Ao Contrário de Penélope

Livraria Bertrand – Amadora. (1976). In-8º de 304, [4] págs. Br.

“Conhecer um objecto que está em frente, fixo, estruturado: o texto, conjunto orgânico de sinais, o preto no branco, a mancha da página. Uma pretensa, desafiante exterioridade. Ler, para isso, de-vagar, voltar atrás, reler. Em seguida, fechado o livro, refazer de memória a leitura”. Textos/capítulos em regra mais curtos sobre Tomás António Gonzaga, Garrett (2), Maria Browne, Rosalía de Castro, Cesário, Trindade Coelho, Gomes Leal, Fernando Pessoa (3), Raul Brandão, Casais Monteiro, Torga, Maria Judite de Carvalho, António Gedeão, Vergílio Ferreira, Namora, Armindo Rodrigues, etc.; e uns poucos mais longos acerca de Camilo («Um conto de Camilo: «História duma Porta»» e «Uma Novela de Camilo: Vingança»), Eça («Para a compreensão d’Os Maias como um todo orgânico») e Pascoaes («Pascoaes: do verso à prosa», o excelente prefácio à edição das «Obras» publicada na Bertrand que ficara a seu cargo). 

12€

Eduardo Prado Coelho — A palavra sobre a palavra

Porto, Portucalense Editora. 1972. In-8º  de 312, [4] págs. Br.

Primeira edição do segundo livro do autor, conjunto de ensaios escritos entre 1968 e 1971 – alguns inéditos, outros antes publicados na imprensa e em volumes colectivos – que têm, quase todos, como tema  a literatura portuguesa contemporânea (a «Presença» e o neo-realismo, Almada, Nemésio, José Gomes Ferreira, Carlos de Oliveira, Sophia, O’Neill, etc.), exceptuando meia-dúzia de que se destaca o hoje tão citado «Sobre o conceito de modernidade». Com um prefácio do próprio Prado Coelho e integrada na «Colecção Códigos».

14€

Eduardo Prado Coelho — A Letra Litoral

A Letra Litoral (ensaios sobre a literatura e seu ensino)

Moraes editores (1979). In-8º gr. de 276, [4] págs. Br.

Colectânea de textos vários antes publicados na imprensa, conferências, prefácios e posfácios, recensões críticas e até uma entrevista; acerca de Pessoa, Casais Monteiro, Carlos de Oliveira, Mourão-Ferreira, Ramos Rosa, Pedro Tamen, Roland Barthes, Marguerite Duras, etc.

12€

A Beira na Rota dos Escritores do Século XX

(2004). In-8º gr. quadrado de 179, [1] págs. Br.

Álbum de interesse principalmente fotográfico, agrupando fotografias de arquivos particulares e oficiais vários, publicado pela CCDR da Zona Centro sob a coordenação do Prof. José Carlos Seabra Pereira. O texto principal (bastante descuidado, mas com alguns apontamentos históricos de interesse), integrando também passagens de Aquilino Ribeiro, Eugénio de Andrade, Carlos de Oliveira, Miguel Torga, Afonso Lopes Vieira, Vergílio Ferreira e Fernando Namora, cujas assinaturas compõem a capa, foi repartido nas secções temático/geográficas que lhes aproveitam os motes: «Serra da Estrela: “Substância da eternidade”», «“À roda das Serras” (Beira Alta)», «“Sentir o tempo, fibra a fibra” (Raia e Aldeias Históricas)», «Coimbra “como não podia deixar de ser”» e «“...a longa voz do mar” (Litoral)».

Exemplar por estrear.

18€