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Dicionário Enciclopédico de Medicina
Armando Moreno ― História da Medicina Universal
A panorâmica pela história da medicina, desde a Pré-História e depois a Antiguidade até aos nossos dias, com escalas na Idade Média (capítulos sobre a medicina judaica e a árabe) e no Renascimento, ocupa pouco mais de metade do volume; seguindo-se capítulos parcelares como «As grandes epidemias», «Ética médica: apenas uma discussão académica?», «Medicinas tradicionais, medicinas alternativas», «Filatelia médica mundial», etc.
Abundantemente ilustrado, o álbum foi encadernado em bom tecido sintético imitando pele, revestido de sobrecapa em papel também ilustrada.
Pedro Hispano ― Liber de Conservanda Sanitate
Livro sobre a Conservação da Saúde / Compendio sulla Conservazione della Salute // a cura di Ugo Carcasse
Carlo Delfino Editore (Roma, 1997). In-4º gr. de 115, [V] págs. Cart.
Boa edição promovida sob patrocínio pelo clube Rotary International, cartonada e impressa sobre bom papel canelado, aproveitando a edição em latim e respectiva tradução portuguesa que a nossa principal classicista, Prof.ª Maria Helena da Rocha Pereira, preparara em 1973 para as “Acta Universitatis Conimbrigensis”, incluída nas «Obras Médicas de Pedro Hispano»; sendo a tradução para italiano assegurada por Giovanni Varsi (o texto latino é apresentado a página inteira nas pares e as duas traduções a meia página nas ímpares). Após dois rápidos textos preliminares, merece destaque a introdução de Carcassi, cheia de apontamentos de interesse sobre a vida e a obra daquele que foi o nosso quase único filósofo, único papa e (se não falha a memória) único cidadão a ter a honra de ser chamado por Dante para a Divina Commedia, ainda por cima num bom lugar do Paraíso…
Só para exemplo, transcreva-se o período introdutório deste livro, que já merecia edição independente em Portugal: “Considerando eu, Pedro Hispano, que os diversos padecimentos mórbidos se originam no corpo humano por negligência, encontrei e provei com razão verdadeira algumas observações úteis e experimentadas para conservar a saúde da vida humana, as quais se não encontram no seio da arte da Medicina. Uma vez que é melhor preservar a saúde do que lutar com a doença, deve tratarse [sic] da dita saúde”.
O Último Regimento da Inquisição Portuguesa
Edições Excelsior, Lisboa. (1971). In-8º de 234, [4] págs. Br.
O longo texto introdutório – dedicado a Salgado Zenha – de Raul Rego é rico em apontamentos bibliográficos sobre as anteriores edições conhecidas dos vários regimentos.
Exemplar valorizado por dedicatória manuscrita do autor “Ao dr. Sá Coimbra, ao escritor, magistrado e cidadão, com mt. apreço”; tendo do próprio Sá Coimbra vários apontamentos e sublinhados a lápis.
O Processo de Damião de Goes na Inquisição
Edições Excelsior (1971). In-8º de 242, [2] págs. Br.
É bastante interessante e desde logo elucidativo o extenso prefácio, dedicado por Raul Rego a João da Costa Neves, em que se faz o «filme» deste sobre todos vergonhoso (passe a redundância) processo da Inquisição Portuguesa, movido ao nosso célebre humanista: “Bem poderia ele ter-se deixado ficar na Flandres, na paz da família, a gozar os rendimentos, entre gente tolerante e de boa convivência, culta, sem perigo de lhe assacarem o crime de comer carne em dia defeso, de ter falado com Lutero, de receber a hospedagem de Erasmo!”. Inaugural da série «Documentos Históricos», que continuaria com o acima apresentado, o volume tem ainda como interesse o rico repositório de ilustrações.
Exemplar em bom estado, mas com algumas ligeiras manchas na face inferior da capa e uma discreta assinatura de propriedade na folha de rosto.
Stefan Zweig — Brasil, país do futuro (tradução de Odilon Gallotti)
Exemplar encadernado com lombada em carneira gravada a ouro, conservando a frente da capa de publicação.
15€ (reservado)
Stefan Zweig — O Mundo de Ontem
Livraria Civilização – Editora. (1946). In-8º de 546, [2] págs. Enc.
Erasmo na Biblioteca Nacional (século XVI)
Com apresentação de Manuel Villaverde Cabral, introdução e notas bibliográficas de Pina Martins e fichas técnicas de Maria Emília Lavoura, o catálogo, assinalando, como a exposição homónima, os 450 anos da morte de Erasmo de Roterdão, interessa mormente pelas largas dezenas de ilustrações, reproduzindo sobretudo as portadas – algumas, belíssimas – de muitas das peças quinhentistas expostas; pelo que, ao contrário do habitual em quantidade e qualidade, o deleite só estético sobreleva aqui a indiscutível qualidade bibliográfica; devendo-se a composição às oficinas gráficas bracarenses Barbosa & Xavier.
Exemplar por estrear, impoluto.
10€
Stefan Zweig — O Mundo de Ontem
Livraria Civilização – Editora. (1946). In-8º de 546, [2] págs. Enc.
Outro exemplar da edição original, este entretanto guarnecido de uma boa encadernação com cantos e lombada em pele que porém o desguarneceu da capa primitiva.
15€
Erasmo de Roterdão ― Elogio da Loucura
Thomas More ― Utopia
London: J.M.Dent & Sons e New York: E.P.Dutton & Co. [S/d]. In-8º peq. de XXXIX, 359 págs. Enc.
Edição graficamente apurada e incluída na conhecida série «Everyman’s Library», acoplando ao mais célebre texto do autor «A Dialogue of Comfort Against Tribulation».
Encadernação dos editores a azul com aplicações a dourado na lombada.
O exemplar, em bom estado, inclui um recorte de jornal antigo com a reprodução de uma gravura intitulada «A condenação de Lutero e a sua fuga da Saxónia».
Bíblia Ilustrada
Assírio & Alvim. (2007). 8 vols. in-4º. Enc.
Dizia o bibliotecário do Vaticano e mais recente cardeal português acerca deste empreendimento a que tinha deitado mãos: “A Bíblia de Almeida - um missionário que na actual Jacarta, Indonésia, começou e concluiu a tradução no século XVII - é ao mesmo tempo um tesouro e um enigma. É um tesouro porque foi a primeira tradução integral em língua portuguesa. E é um enigma porque em grande medida este trabalho é desconhecido da maior parte das pessoas.”
Colecção completa, na melhor variante - encadernada pelo editor em tela com sobrecapa ilustrada de papel.
Bruce Bernard ― Tesouros Artísticos da Bíblia
“Este livro oferece uma visão totalmente nova da imensa riqueza e variedade de ilustrações criadas pelos pintores – tanto em quadros como em frescos – e inspiradas no Antigo e no Novo Testamento. / O período abrangido estende-se do tempo em que se deram os primeiros passos na execução de ilustrações narrativas fluentes, tal como hoje as compreendemos, até ao princípio do século XX, quando os artistas se afastaram da pintura narrativa. // 200 obras de mais de 100 pintores, do mais ilustre aos simples académicos do século XIX e aos mestres anónimos do século XV, estimulam o interesse quer pela Sagrada Escritura quer pela arte da pintura. Mostram que à extraordinária diversidade de histórias da Bíblia corresponde uma gama enorme de pinturas e de artistas que manifestam diferentes graus de habilidade e génio. Confirmam também que a maioria dos grandes pintores foi profundamente interpelada pela Bíblia”.
O álbum, de grande formato, foi encadernado pelo editor com sobrecapa ilustrada de papel - que o exemplar, bastante cuidado, conserva.
25€
Antonio Gonzalez ― Estampas Cartujanas
Segunda edição do livro originalmente publicado sob o título «Doce Estampas Cartujanas», aumentada de modo significativo – os 12 capítulos iniciais passaram a 22 pela adição de 10 novos – e graficamente renovada, contando com as boas fotogravuras (de José Ortiz Echagüe) que a valorizam, além da reprodução de gravuras antigas e dos desenhos no texto. A princípio uma monografia consagrada ao mosteiro de Santa María de Miraflores, o trabalho do autor toma aqui um fôlego mais amplo, incidindo também, de modo geral, sobre a história da ordem em território espanhol.
Exemplar em condição ainda muito razoável, apesar de algum desdouro por vestígios de acidez na sobrecapa, na capa e nas folhas ao longo da primeira parte do volume.
22€
Joseph Ratzinger ― Introducción al Cristianismo
Ediciones Sígueme, Salamanca, 1970. In-8º de 327, [1] págs. Br.Bertrand Russell — Realidade e Ficção (Tradução de António Neves Pedro)
Bertrand Russell — Da Educação
Companhia Editora Nacional, São Paulo (1969). In-8º de 197, [3] págs. Br.
Baseia-se na 12.ª impressão inglesa, que alterara o título anterior Educação e Vida Perfeita. Divide-se o livro nas três partições de capítulos «Ideais Educacionais», «Educação do Carácter» e «Educação Intelectual».
10€
Bertrand Russell — A Conquista da Felicidade (5.ª edição)
Bertrand Russell — Porque não sou Cristão
1967 / Brasília Editora, Porto. In-8º de 296, [6] págs. Br.
Conjunto de textos “que, concebidos e redigidos em épocas diferentes, têm por assunto a teologia”, escritos por alguém avisando logo no prefácio, sem grandes modas e com uma ponta de ironia, entender “as grandes religiões, sem excepção, – Budismo, Hinduísmo, Cristianismo, Islamismo e Comunismo – como falsas e nefastas”. Entre outros, além do que deu título ao volume, «Sobrevivemos à morte?», «Dos cépticos católicos e protestantes», «A vida na Idade Média», «A nossa ética sexual», «A existência de Deus».
10€
Bertrand Russell — A Minha Concepção do Mundo
Jean-Jacques Rousseau ― Confissões
Portugália Editora, Lisboa. 2 vols. in-8º gr. de 412, [2] e 377, [7] págs. Br.
Na sua «Breve Introdução», argumentava João Gaspar Simões depois de o contextualizar que este livro “Não é uma justificação em têrmos sociais, morais ou jurídicos: é uma verdadeira confissão em sentido religioso. Implacável e feroz, Rousseau escalpeliza-se, não vacilando descer [sic] às mais íntimas particularidades da sua vida moral e sexual. / Seria preciso esperar pela obra de um Dostoievski ou de um André Gide para se voltar a repetir [sic] na história de qualquer literatura um facto tão extraordinário. / Um homem que se desvenda perante os seus semelhantes sem mesmo lhes ocultar aquilo que o humilhará diante dêles é exemplo excepcional de sinceridade e de grandeza humanas. Nem por outra razão é esta obra um dos mais sérios «documentos humanos» que existem no mundo”, sendo esta edição em dois grossos volumes impressos sobre papel encorpado o terceiro título da colecção entre aspas, inaugurada com Manuel Laranjeira e Oscar Wilde.
Ambos os volumes com a mesma assinatura datada de 1944; o primeiro tem além disso um rasgão marginal, com falha de papel, à cabeça da capa.
20€
Santo Agostinho — Confissões
1948 / Livraria Apostolado da Imprensa (Rua de Cedofeita, 628) – Porto. In-8º de 471, [1] págs. Br.
10€
Teixeira de Pascoaes ― Hieronymus, der Dichter der Freundschaft
Esta edição da mão do grande divulgador de Pascoaes no mundo germanístico, Thelen, inclui um glossário explicativo de termos, topónimos, personagens da literatura e da história portuguesa aludidas na prosa, etc.; e um texto final do próprio tradutor que ganharia em ser repescado para as futuras edições portuguesas, coisa que até hoje, salvo lapso de memória, não foi ainda. Ambos redigidos em 1941 na companhia e com o auxílio do próprio poeta no Solar de Gatão, onde como se sabe viveu refugiado o amigo e tradutor durante quase toda a segunda Grande Guerra. Mais tarde, em várias cartas de 1942, escritas durante períodos pontuais em que não coincidiam em Amarante, Thelen referia a Pascoaes as dificuldades de promover o livro no meio editorial alemão por receios dos editores relacionados com a (na cabeça deles) possível entrada de Portugal na guerra pelo lado aliado. Apesar disso, lá acabou por o conseguiu editar.
Encadernação original em percalina gravada a dourado.
30€
Teixeira de Pascoaes ― São Jerónimo e a trovoada
[São Jerónimo era, é, um dos santos mais invocados durante as trovoadas pelas mulheres do povo, que bem já podiam ir pensando mudar de patrono, e trocar este biografado pelo biógrafo – por um lado, tratava, como se sabe, a tempestade por tu, com «directas» mais ou menos mediúnicas, em noites de temporal, na clarabóia mandada para o efeito construir no piso elevado do Solar de Gatão; por outro, devido a um qualquer também altamente mediúnico fenómeno, deitaria “fogo da cabeça”, frase ouvida várias vezes a vários espantados camponeses dos lugares vizinhos que com ele se cruzavam ao alvorecer; por outro ainda, trocando o paranormal pelo metafórico, é bem capaz de se tratar do maior clarão de génio que jamais brilhou sobre a terra portuguesa. De outro – clarão – , diziam até meados do séc.XX muitas mães portuenses aos filhos: “Come a sopa, senão vem aí o Camilo”. Mas não estamos a ver beatas senhoras benzendo-se, ao ribombar do trovão, no Marão ou alhures, “Valha-nos Pascoaes”.]
Edição original, dedicada ao amigo Unamuno, com a capa ilustrada por Alberto de Sousa.
Bom exemplar, sem nada a apontar.
Eça de Queirós — Dicionário de Milagres
Catálogo - A «Geração de 70»
Visconde de Gouveia ― O Douro
Livraria Magalhães & Moniz – Editora / (12, Largo dos Loyos, 12) / Porto – 1906. In-8º gr. de XXVIII, 19, [I] págs. Br.
Edição da responsabilidade de Alberto Pimentel, de quem o livro é aqui bastante mais do que do próprio autor (José Serpa Pimentel) – tendo em conta que o seu texto introdutório, panorâmica sobre o romantismo português, sobre o Porto e sobre o Douro, ocupa no volume mais espaço do que o dedicado à composição do conhecido vate do nosso segundo romantismo, governador-civil do Porto e senhor de casa na Régua, respectivamente; e que mesmo nesse as suas notas ao texto ocupam mais do que os versos propriamente ditos.
Quanto ao poemeto, também ele bem engraçado, tinha sido composto já em 1850 e publicado apenas um periódico da época, sendo esta a sua primeira e mesmo assim já nada vulgar edição em volume – interessante às bibliotecas do Douro, do Porto e até às colecções de livros do Pimentel mais novo (também ele como se sabe muito ligado ao Douro) onde costumam faltar.
18€
Felisberto Teixeira Pinto – As Margens do Douro
Editor: João dos Santos Ferreira – 1903. (Typ. Peninsular de Monteiro & Gonçalves, em Com.ta). In-8º de 63, [1] págs. Br.
Natural de Resende, o autor começava por dedicar este volume de versos à Associação dos Jornalistas e Homens do Porto, reproduzindo depois várias apreciações críticas ao seu livro anterior a que alude o subtítulo.
Exemplar com algum desgaste exterior, tendo sofrido já um reforço no encaixe; pertenceu a Ernesto da Câmara, de quem tem a assinatura no frontispício.
8€
Manuel Mendes ― Douro: Roteiro Sentimental
Das mais
interessantes homenagens literárias à mais sonâmbula – e se
calhar mais bela, descontando
o Alto-Minho – das nossas regiões, e
um dos mais interessantes entre os poucos livros de viagens que a
nossa literatura conta, mesmo assim dizia modestamente o autor no seu
prefácio que “O Douro merece mais – merece tudo. Rincão
admirável da fragueira terra portuguesa, é ao mesmo tempo um vivo
frémito da sua alma. As proporções da montanha e a estatura do
homem dessas bandas não se contemplam a frio, obrigam por força a
cismar. Pouco tenho conhecido de tanta e tão impressionante
grandeza”. O roteiro regional propriamente dito, desde a Foz a
Barca d’Alva, é pontuado por referências e apontamentos acerca
dos principais escritores lusos que alguma relação tiveram com o
maior (em bacia hidrográfica) rio ibérico: Camilo, Eça, Junqueiro,
Raul Brandão, Araújo Correia, Aquilino (salvo distracção de
rápida leitura, só Torga terá ficado de fora).
Exemplar revestido de boa encadernação recente com lombada em pele gravada a ouro (sobre o encaixe e nos dois filetes de demarcação); conservando a face superior da capa de brochura.
30€ (reservado)
João de Araújo Correia ― Palavras Fora da Boca
Primeira edição conjunta (e, em grande parte dos caos, tout-court) desta série de conferências, discursos e depoimentos, ilustrada na capa por um perfil do autor desenhado por Tòssan. Com um prefácio em que dizia Araújo Correia “Lidos ou falados, cabem neste livro os meus discursos inéditos ou livres de peias editoriais. Nele cabem também respostas que tenho dado, quer por escrito, quer de viva voz, a quem me pergunta quantos anos tenho ou o que penso disto ou daquilo”. Começando o volume a célebre conferência «Depoimento de João Semana sobre a vida clínica de aldeia» pronunciada nos Fenianos Portuenses, seguem-se capítulos de vária espécie, sendo alguns consagrados a Camilo («Camilo em Vila Real», reunindo alguns apontamentos biográficos – uns mais, outros menos conhecidos – sobre a infância e a juventude transmontanas do romancista), Júlio Dinis (dois), Ricardo Jorge e Domingos Monteiro – todos, como o autor, gente com um pé na literatura e outro na medicina, salvo o de Seide que deste último pé teve apenasum dedo, e mínimo.
Exemplar valorizado por dedicatória manuscrita do autor – na sua quase incompreensível letra – sobre a folha de anterrosto.
João de Araújo Correia ― Pátria Pequena
Colectânea de crónicas publicadas pelo autor no boletim Vida por Vida, dos Bombeiros Voluntários de Peso da Régua - por exemplo, «A Casa de Forrester na Régua», «A Estação da Régua», «Águas de Poiares», «Diário da Régua», «Reguenses Ilustres», «Caldas do Moledo» (conhecem, meus caros, esta bela povoação?, à qual o autor ainda dedica e aqui recolhe várias crónicas mais), «Urbanização», «Nomes de Ruas», «Rampas e Socalcos», «Barcos Rabelos», «Peso da Régua», «Marão à Vista», «Antologia Duriense», «Da Régua ao Pinhão», «A Régua e o Barão», «Turismo Duriense» (se ele visse hoje...), «Senhora das candeias», «Artistas da Nossa Terra», etc.
Exemplar por inaugurar, conservando os cadernos integralmente por abrir.
João de Araújo Correia ― Uma Sombra Picada das Bexigas
João de Araújo Correia ― perfil trasmontano de Trindade Coelho
Volume publicado (em Outubro) a pretexto da comemoração do centenário do nascimento do escritor de Mogadouro, transcrevendo o texto da conferência de Araújo Correia, alguns meses antes, na Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro em Lisboa.
12€
Francisco Brines [1932-2017]
Domingos Monteiro — O Dia Marcado
Domingos Monteiro — Histórias Castelhanas
Edição original de um dos principais livros do autor, por ele consagrada a Unamuno e Antonio Machado e ilustrada na capa por um desenho de Pavia. Consta das pequenas novelas «Um prefácio que é também uma história», «Terra Imortal», «A mais linda mulher de Espanha», «Tentação», «Uma história a contento de todos» e «As terras de Alvargonzalez».
Exemplar revestido de encadernação coeva com cantos e lombada em percalina e as pastas em bonito papel marmoreado.
15€
Domingos Monteiro — O Livro de Todos os Tempos: História da Civilização
António Mattoso — História da Civilização
Engels — A Origem da Família, da Propriedade e do Estado
Editorial Presença. [S/d]. In-8º gr. de 236, [4] págs. Br.
Este estudo de Engels - ainda hoje de bem interessante leitura, apesar de alguma incipiência científica e de viciado, como de costume, por uma tese prévia que se quer à força provar - contém os capítulos «Estágios pré-históricos de cultura», «A gens iroquesa», «A gens grega», «Génese do Estado ateniense», «A gens e o Estado em Roma», «A gens entre os celtas e entre os germanos», «A formação do Estado entre os germanos» e «Barbárie e civilização»; pretendendo, ao aproveitar as referidas investigações do americano Lewis Morgan (cuja importância compara à de Darwin para a biologia e à do amigo Marx para a economia política, e de quem o livro principal foi Ancient Society, or Researches in the lines of Human Progress from Savagery through Barbarism to Civilization, de 1877), erigir como ideias fundamentais na Pré-História, entre outras, a existência de um (impropriamente chamado) «direito» materno a preceder o direito de matriz paterna afirmado na Grécia e na Roma antigas e de uma generalizada poligamia a anteceder o matrimónio monogâmico. A edição, publicada na «Colecção Síntese», transcreve os prefácios do autor à edição original (1884) e, mais longo este, à quarta, de 1891.
14€
Engels — El origen de la familia, la propiedad privada y el Estado
Editorial Ayuso (1972). In-8º peq. de 217, [V] págs. Br.
"Engels escribió esta obra en 1884, tomando como base el material del libro de Morgan La Sociedad Primitiva, así como otros datos más modernos de la Prehistoria. Engels estudia minuciosamente los rasgos históricos fundamentales del régimen social de las primeiras etapas de la Humanidad, los períodos llamados salvajismo y barbarie. Señala también cómo se habían transformado las formas del matrimonio y de la familia en relación con el progreso económico de la sociedad y como consequencia del crecimiento de la producción; a continuación analiza el proceso de desintegración del régimen gentilicio primitivo tomanco como base tres pueblos bien conocidos: los griegos, los romanos y los germanos, poniendo de manifiesto las causas económicas que provocaran la desintegración".
6€











