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Bíblia Ilustrada

Bíblia Ilustrada
(tradução: João Ferreira Annes d'Almeida / apresentação e fixação do texto: José Tolentino Mendonça / ilustrações: Ilda David)

Assírio & Alvim. (2007). 8 vols. in-4º. Enc.

Dizia o bibliotecário do Vaticano e mais recente cardeal português acerca deste empreendimento a que tinha deitado mãos: “A Bíblia de Almeida - um missionário que na actual Jacarta, Indonésia, começou e concluiu a tradução no século XVII - é ao mesmo tempo um tesouro e um enigma. É um tesouro porque foi a primeira tradução integral em língua portuguesa. E é um enigma porque em grande medida este trabalho é desconhecido da maior parte das pessoas.”

Colecção completa, na melhor variante - encadernada pelo editor em tela com sobrecapa ilustrada de papel.


75€

Bruce Bernard ― Tesouros Artísticos da Bíblia

verbo (1983). In-4º gr. de 274 págs. Enc.

Este livro oferece uma visão totalmente nova da imensa riqueza e variedade de ilustrações criadas pelos pintores – tanto em quadros como em frescos – e inspiradas no Antigo e no Novo Testamento. / O período abrangido estende-se do tempo em que se deram os primeiros passos na execução de ilustrações narrativas fluentes, tal como hoje as compreendemos, até ao princípio do século XX, quando os artistas se afastaram da pintura narrativa. // 200 obras de mais de 100 pintores, do mais ilustre aos simples académicos do século XIX e aos mestres anónimos do século XV, estimulam o interesse quer pela Sagrada Escritura quer pela arte da pintura. Mostram que à extraordinária diversidade de histórias da Bíblia corresponde uma gama enorme de pinturas e de artistas que manifestam diferentes graus de habilidade e génio. Confirmam também que a maioria dos grandes pintores foi profundamente interpelada pela Bíblia”.

O álbum, de grande formato, foi encadernado pelo editor com sobrecapa ilustrada de papel - que o exemplar, bastante cuidado, conserva.

25

Antonio Gonzalez ― Estampas Cartujanas

(La Editorial Vizcaina – Bilbao. 1947). In-4º de 251, [7] págs. Br.

Segunda edição do livro originalmente publicado sob o título «Doce Estampas Cartujanas», aumentada de modo significativo – os 12 capítulos iniciais passaram a 22 pela adição de 10 novos – e graficamente renovada, contando com as boas fotogravuras (de José Ortiz Echagüe) que a valorizam, além da reprodução de gravuras antigas e dos desenhos no texto. A princípio uma monografia consagrada ao mosteiro de Santa María de Miraflores, o trabalho do autor toma aqui um fôlego mais amplo, incidindo também, de modo geral, sobre a história da ordem em território espanhol.

Exemplar em condição ainda muito razoável, apesar de algum desdouro por vestígios de acidez na sobrecapa, na capa e nas folhas ao longo da primeira parte do volume.

22€

Joseph Ratzinger ― Introducción al Cristianismo

Ediciones Sígueme, Salamanca, 1970. In-8º de 327, [1] págs. Br.

Primeira edição espanhola, publicada pouco mais de um ano após a original alemã na série «verdad e imagen», apresentando um texto preliminar de Olegario González de Cardedal. O volume reproduz, com acrescentos e correcções, as conferências que o Papa emérito dera na Universidade de Tubingen, onde era então professor, durante o Verão de 1967, aqui agrupadas nas secções principais «Deus», «Jesus Cristo» e «O Espírito e a Igreja», além das duas em introdução.
 
Exemplar quase perfeito, decerto por estrear.
 
14€

Bertrand Russell — Realidade e Ficção (Tradução de António Neves Pedro)

Publicações Europa-América (composto e impresso na Sociedade Industrial Gráfica Teles da Silva, em Lisboa (...) em Outubro de 1965). In-8º de 338, [I], [i] págs. Br.

Sobre “um dos livros mais importantes e mais actuais” do autor, resumia-se que “A primeira parte da obra diz respeito a seis ensaios acerca dos escritores que o influenciaram na juventude: Shelley, Turgueniev, Ibsen, Milton”, Shakespeare, Swift, Carlyle, etc.; “A segunda parte é consagrada a ensaios sobre política e educação” (liberdade, democracia, nacionalismo(s), etc.); “A terceira parte inclui uma análise de mitos, parábolas, pesadelos e sonhos, sendo os sonhos registados exactamente como foram sonhados e de modo algum embelezados ou aperfeiçoados. Finalmente, há onze ensaios e discursos sobre a paz e a guerra”. 

12€ 

Bertrand Russell — Da Educação

Da Educação (especialmente na primeira infância) / tradução de Monteiro Lobato / quarta edição inteiramente revista, de acôrdo com a última edição inglêsa, por José Severo de Camargo Pereira (bacharel em Psicologia, doutor em Pedagogia)

Companhia Editora Nacional, São Paulo (1969). In-8º de 197, [3] págs. Br.

Baseia-se na 12.ª impressão inglesa, que alterara o título anterior Educação e Vida Perfeita. Divide-se o livro nas três partições de capítulos «Ideais Educacionais», «Educação do Carácter» e «Educação Intelectual». 

Trabalho pioneiro q.b. (a edição original data dos anos 20) deste curioso caso de um matemático e filósofo que em meados do século ganharia o Nobel da Literatura, pelo caminho ainda se entretendo, como aqui, por exemplo com temas de Psicologia da Educação.

10€

Bertrand Russell — A Conquista da Felicidade (5.ª edição)

Guimarães & C.ª Editores (1978). In-8º de 198, [2] págs. Br.

Tradução de José António Machado deste que foi um dos títulos principais do filósofo norte-americano, dividido nas duas secções de capítulos «As causas da infelicidade» e «As causas da felicidade».

Exemplar com ligeiro desgaste exterior.

10€

Bertrand Russell — Porque não sou Cristão

Porque não sou Cristão
(e outros ensaios sobre temas afins) / (Tradução de Mário Alves e Gaspar Barbosa)

1967 / Brasília Editora, Porto. In-8º de 296, [6] págs. Br.

Conjunto de textos “que, concebidos e redigidos em épocas diferentes, têm por assunto a teologia”, escritos por alguém avisando logo no prefácio, sem grandes modas e com uma ponta de ironia, entender “as grandes religiões, sem excepção, – Budismo, Hinduísmo, Cristianismo, Islamismo e Comunismo – como falsas e nefastas”. Entre outros, além do que deu título ao volume, «Sobrevivemos à morte?», «Dos cépticos católicos e protestantes», «A vida na Idade Média», «A nossa ética sexual», «A existência de Deus».

10€

Bertrand Russell — A Minha Concepção do Mundo

A Minha Concepção do Mundo (Tradução de Natália Oliva Teles)

Brasília Editora, Porto. [S/d – pref. 1970]. In-8º de 179, [5] págs. Br.

“Os treze diálogos com Bertrand Russel que a seguir se apresentam foram gravados pela B. B. C.  Woodrow Wyatt, o entrevistador, não preparou qualquer guião, sendo as palavras que foram gravadas, as mesmas que se transcrevem neste livro. Assim, o espírito nervoso, céptico e sempre irónico do grande filósofo, falecido no momento em que este livro se encontrava em vias de impressão, revive mais uma vez para os leitores de língua portuguesa”. Alguns desses diálogos/capítulos : «O que é a filosofia?», «Religião», «Guerra e pacifismo», «Comunismo e capitalismo», «O que é a felicidade?», «O papel do indivíduo», «Fanatismo e tolerância», «O futuro provável da humanidade». 
Volume publicado na colecção «Estudos Sociais e Filosóficos».   

Jean-Jacques Rousseau ― Confissões

Confissões
(traduzidas do francês por Fernando Lopes Graça)

Portugália Editora, Lisboa. 2 vols. in-8º gr. de 412, [2] e 377, [7] págs. Br.

Na sua «Breve Introdução», argumentava João Gaspar Simões depois de o contextualizar que este livro “Não é uma justificação em têrmos sociais, morais ou jurídicos: é uma verdadeira confissão em sentido religioso. Implacável e feroz, Rousseau escalpeliza-se, não vacilando descer [sic] às mais íntimas particularidades da sua vida moral e sexual. / Seria preciso esperar pela obra de um Dostoievski ou de um André Gide para se voltar a repetir [sic] na história de qualquer literatura um facto tão extraordinário. / Um homem que se desvenda perante os seus semelhantes sem mesmo lhes ocultar aquilo que o humilhará diante dêles é exemplo excepcional de sinceridade e de grandeza humanas. Nem por outra razão é esta obra um dos mais sérios «documentos humanos» que existem no mundo”, sendo esta edição em dois grossos volumes impressos sobre papel encorpado o terceiro título da colecção entre aspas, inaugurada com Manuel Laranjeira e Oscar Wilde.

Ambos os volumes com a mesma assinatura datada de 1944; o primeiro tem além disso um rasgão marginal, com falha de papel, à cabeça da capa.

20€

Santo Agostinho — Confissões

Confissões
// tradução do original latino por J. Oliveira Santos, s. j. e A. Ambrósio de Pina, s. j. / Prólogo de Lúcio Craveiro da Silva, s. j. // Terceira edição (14.º milhar)

1948 / Livraria Apostolado da Imprensa (Rua de Cedofeita, 628) – Porto. In-8º de 471, [1] págs. Br.


O patrono da biblioteca de Braga começava assim o prólogo: “Até que enfim podem as estantes das bibliotecas e, o que é mais apreciável, os leitores adquirir uma tradução portuguesa contemporânea do livro das «Confissões» de Santo Agostinho. A outra tradução mais recente, que eu saiba, já pertence ao século dezóito, pois apareceu em Lisboa, no ano da graça de 1783, na Régia Oficina Tipográfica, com este título: «Confissões do Grande Doutor da Igreja Santo Agostinho, traduzidas em língua portuguesa por hum devoto»”.

10€

Teixeira de Pascoaes ― Hieronymus, der Dichter der Freundschaft

Rhein Verlag - Zürich und Leipzig. (Printed in Holland 1942). (Aus dem Portugiesischen übertragen von Albert Vigoleis Thelen / Titel des Originals: São Jerónimo e a Trovoada). In-8º de 381, [V] págs. Enc.

Esta edição da mão do grande divulgador de Pascoaes no mundo germanístico, Thelen, inclui um glossário explicativo de termos, topónimos, personagens da literatura e da história portuguesa aludidas na prosa, etc.; e um texto final do próprio tradutor que ganharia em ser repescado para as futuras edições portuguesas, coisa que até hoje, salvo lapso de memória, não foi ainda. Ambos redigidos em 1941 na companhia e com o auxílio do próprio poeta no Solar de Gatão, onde como se sabe viveu refugiado o amigo e tradutor durante quase toda a segunda Grande Guerra. Mais tarde, em várias cartas de 1942, escritas durante períodos pontuais em que não coincidiam em Amarante, Thelen referia a Pascoaes as dificuldades de promover o livro no meio editorial alemão por receios dos editores relacionados com a (na cabeça deles) possível entrada de Portugal na guerra pelo lado aliado. Apesar disso, lá acabou por o conseguiu editar.

Encadernação original em percalina gravada a dourado.

30€

Teixeira de Pascoaes ― São Jerónimo e a trovoada

1936 / Livraria Lello & Irmão, Editores. In-8º de 305, [3] págs. Br.

[São Jerónimo era, é, um dos santos mais invocados durante as trovoadas pelas mulheres do povo, que bem já podiam ir pensando mudar de patrono, e trocar este biografado pelo biógrafo – por um lado, tratava, como se sabe, a tempestade por tu, com «directas» mais ou menos mediúnicas, em noites de temporal, na clarabóia mandada para o efeito construir no piso elevado do Solar de Gatão; por outro, devido a um qualquer também altamente mediúnico fenómeno, deitaria “fogo da cabeça”, frase ouvida várias vezes a vários espantados camponeses dos lugares vizinhos que com ele se cruzavam ao alvorecer; por outro ainda, trocando o paranormal pelo metafórico, é bem capaz de se tratar do maior clarão de génio que jamais brilhou sobre a terra portuguesa. De outro – clarão – , diziam até meados do séc.XX muitas mães portuenses aos filhos: “Come a sopa, senão vem aí o Camilo”. Mas não estamos a ver beatas senhoras benzendo-se, ao ribombar do trovão, no Marão ou alhures, “Valha-nos Pascoaes”.]

Edição original, dedicada ao amigo Unamuno, com a capa ilustrada por Alberto de Sousa.

Bom exemplar, sem nada a apontar. 
 
40€   

Eça de Queirós — Dicionário de Milagres

(Livraria Ler Editora – Lisboa. Composição e impressão de Guide, Artes Gráficas. 1979). In-8º de 214, [II] págs. Br.

"Numa edição expurgada e sem pretensões eruditas, em grafia actualizada, as antigas lendas de santos e milagres que ele [Eça de Queirós] amorosamente compendiou, constituem, tanto para crentes como para incréus, uma leitura plena de simplicidade, com ingenuidades enternecedoras, no estilo mais depurado e directo". Com capa (com um recorte circular na frente) e arranjo gráfico de Victor Palla e "colaboração" (é um eufemismo: o trabalho foi dele) de um curiosamente bem comportado Luís Pacheco, que de forma quase beatífica assim rematava o texto com que remata o volume: "A ler, com pureza de alma. Aquela mesma com que Eça, ao findar da vida, o escreveu". 

18€ 

Catálogo - A «Geração de 70»

Cumpriram-se quinta-feira passada exactos 150 anos sobre o dia em que «Santo Antero» de Quental, após uma breve apresentação algumas noites antes, abria propriamente as «Conferências Democráticas do Casino» Lisbonense com as suas famosas Causas da Decadência dos Povos Peninsulares. O resto da história é conhecido, e parece um bom motivo para dedicar um catálogo inteirinho à Geração de 70. Aos cinco senhores do conhecido retrato tirado após um almoço no antigo restaurante do antigo Palácio de Cristal portuense - Antero, Eça, Junqueiro, Oliveira Martins e Ramalho Ortigão -, retrato esse que lhe serve de capa, foram acrescentados um mais e outro menos compagnons-de-route (Teófilo Braga e Gomes Leal) habitualmente associados e igualmente muito bem representados cá na livraria e, no final do catálogo, um pequeno suplemento com figuras hoje mais em segundo plano: Alberto Sampaio, António Cândido (a «Águia do Marão»), Luís de Magalhães e João Penha.
150 anos, 150 páginas de catálogo; só o senhor Eça de Queirós ocupa umas quarenta (e ainda assim foi preciso deixar muita coisa de fora...). Para vos incentivar a leitura, porém, aqui vai:
- Entre tantos livros e edições para todos os gostos e feitios, estão já por exemplo as originais de peças tão significativas como A Ilustre Casa de Ramires, O Conde d'Abranhos, A Morte de D. João e A Velhice do Padre Eterno (de que até há por cá 2 exemplares, como se fossem pãezinhos...)
- As dez melhores compras terão direito a um exemplar da outra comemoração planeada cá pela casa: um livro que em breve deverá entrar no prelo recolhendo textos vários de Eça, já meio «perdidos», acerca da Geração de 70. Podemos gostar mais ou menos dela, mas ninguém discutirá que merece.

O catálogo pode ser desde já consultado

Visconde de Gouveia ― O Douro

O Douro / Poesia (com uma carta preambular e annotações ao texto por Alberto Pimentel)

Livraria Magalhães & Moniz – Editora / (12, Largo dos Loyos, 12) / Porto – 1906. In-8º gr. de XXVIII, 19, [I] págs. Br.

Edição da responsabilidade de Alberto Pimentel, de quem o livro é aqui bastante mais do que do próprio autor (José Serpa Pimentel)  – tendo em conta que o seu texto introdutório, panorâmica sobre o romantismo português, sobre o Porto e sobre o Douro, ocupa no volume mais espaço do que o dedicado à composição do conhecido vate do nosso segundo romantismo, governador-civil do Porto e senhor de casa na Régua, respectivamente; e que mesmo nesse as suas notas ao texto ocupam mais do que os versos propriamente ditos.

Quanto ao poemeto, também ele bem engraçado, tinha sido composto já em 1850 e publicado apenas um periódico da época, sendo esta a sua primeira e mesmo assim já nada vulgar edição em volume – interessante às bibliotecas do Douro, do Porto e até às colecções de livros do Pimentel mais novo (também ele como se sabe muito ligado ao Douro) onde costumam faltar.

18€

Felisberto Teixeira Pinto – As Margens do Douro

As Margens do Douro (Novas Poesias: pelo auctor das Horas d’Ocio (...))

Editor: João dos Santos Ferreira – 1903. (Typ. Peninsular de Monteiro & Gonçalves, em Com.ta). In-8º de 63, [1] págs. Br.

Natural de Resende, o autor começava por dedicar este volume de versos à Associação dos Jornalistas e Homens do Porto, reproduzindo depois várias apreciações críticas ao seu livro anterior a que alude o subtítulo.

Exemplar com algum desgaste exterior, tendo sofrido já um reforço no encaixe; pertenceu a Ernesto da Câmara, de quem tem a assinatura no frontispício.

8€

Manuel Mendes ― Douro: Roteiro Sentimental

Sociedade de Expansão Cultural, Lisboa. (1964). In-8º de 184, [8] págs. Enc.

Das mais interessantes homenagens literárias à mais sonâmbula – e se calhar mais bela, descontando o Alto-Minho – das nossas regiões, e um dos mais interessantes entre os poucos livros de viagens que a nossa literatura conta, mesmo assim dizia modestamente o autor no seu prefácio que “O Douro merece mais – merece tudo. Rincão admirável da fragueira terra portuguesa, é ao mesmo tempo um vivo frémito da sua alma. As proporções da montanha e a estatura do homem dessas bandas não se contemplam a frio, obrigam por força a cismar. Pouco tenho conhecido de tanta e tão impressionante grandeza”. O roteiro regional propriamente dito, desde a Foz a Barca d’Alva, é pontuado por referências e apontamentos acerca dos principais escritores lusos que alguma relação tiveram com o maior (em bacia hidrográfica) rio ibérico: Camilo, Eça, Junqueiro, Raul Brandão, Araújo Correia, Aquilino (salvo distracção de rápida leitura, só Torga terá ficado de fora).

Exemplar revestido de boa encadernação recente com lombada em pele gravada a ouro (sobre o encaixe e nos dois filetes de demarcação); conservando a face superior da capa de brochura.

30€ (reservado)

João de Araújo Correia ― Palavras Fora da Boca

Imprensa do Douro Editora. (Peso da Régua. 1972). In-8º de 231, [9] págs. Br.

Primeira edição conjunta (e, em grande parte dos caos, tout-court) desta série de conferências, discursos e depoimentos, ilustrada na capa por um perfil do autor desenhado por Tòssan. Com um prefácio em que dizia Araújo Correia “Lidos ou falados, cabem neste livro os meus discursos inéditos ou livres de peias editoriais. Nele cabem também respostas que tenho dado, quer por escrito, quer de viva voz, a quem me pergunta quantos anos tenho ou o que penso disto ou daquilo”. Começando o volume a célebre conferência «Depoimento de João Semana sobre a vida clínica de aldeia» pronunciada nos Fenianos Portuenses, seguem-se capítulos de vária espécie, sendo alguns consagrados a Camilo («Camilo em Vila Real», reunindo alguns apontamentos biográficos – uns mais, outros menos conhecidos – sobre a infância e a juventude transmontanas do romancista), Júlio Dinis (dois), Ricardo Jorge e Domingos Monteiro – todos, como o autor, gente com um pé na literatura e outro na medicina, salvo o de Seide que deste último pé teve apenasum dedo, e mínimo.

Exemplar valorizado por dedicatória manuscrita do autor – na sua quase incompreensível letra – sobre a folha de anterrosto.


30€ (reservado)

João de Araújo Correia ― Pátria Pequena

Imprensa do Douro, Editora (1977). In-8º de 262, [VIII] págs. Br.

Colectânea de crónicas publicadas pelo autor no boletim Vida por Vida, dos Bombeiros Voluntários de Peso da Régua - por exemplo, «A Casa de Forrester na Régua», «A Estação da Régua», «Águas de Poiares», «Diário da Régua», «Reguenses Ilustres», «Caldas do Moledo» (conhecem, meus caros, esta bela povoação?, à qual o autor ainda dedica e aqui recolhe várias crónicas mais), «Urbanização», «Nomes de Ruas», «Rampas e Socalcos», «Barcos Rabelos», «Peso da Régua», «Marão à Vista», «Antologia Duriense», «Da Régua ao Pinhão», «A Régua e o Barão», «Turismo Duriense» (se ele visse hoje...), «Senhora das candeias», «Artistas da Nossa Terra», etc.

Exemplar por inaugurar, conservando os cadernos integralmente por abrir.


20€

João de Araújo Correia ― Uma Sombra Picada das Bexigas

Editorial Inova sarl. (1973). In-8º de 148, [12] págs. Br. 
 
Devido à iniciativa do editor Cruz Santos, como se sabe fervoroso camilianista, o volume recolhe os artigos de temática camiliana que Araújo Correia fôra publicando na imprensa ao longo de décadas, dos que se indica por exemplo «Camilo na Tradição Popular», «Camilo Fabuloso», «Em Ribeira de Pena», «O Culto de Camilo», «Camilo em Trás-os-Montes», «Fanny Owen em Baião», «Em Viana do Castelo», etc.

Exemplar da série corrente, sem defeitos significativos a assinalar.
 
20€

João de Araújo Correia ― perfil trasmontano de Trindade Coelho

Portugália Editora, Lisboa. (1961). In-8º de 31, [5] págs. Br.

Volume publicado (em Outubro) a pretexto da comemoração do centenário do nascimento do escritor de Mogadouro, transcrevendo o texto da conferência de Araújo Correia, alguns meses antes, na Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro em Lisboa.

12€

Francisco Brines [1932-2017]

Morreu o poeta Francisco Brines, último Prémio Cervantes (em 2020). Há dele uma antologia poética, já fora de circulação, publicada pela «velha» Assírio & Alvim em 1987 com tradução do também recentemente falecido José Bento - «Ensaio de uma Despedida» .
Aqui fica a nossa única tradução de um poema do homem, acerca dos pais de quem herdou a casa de família aonde voltou após longa vida itinerante e onde deixa uma fundação/biblioteca com dezenas de milhares de volumes; e aos quais no discurso de agradecimento dedicou o prémio:


                    I

      O campo, escuro; longe, ao mar,
as luzes. E um pássaro nocturno.

      Sentado está meu pai, 
com odor de laranjeira entre os dedos
e o rosto prateado. Espera.
E num passeio longo,
de rezas e vigilância do jasmim,
minha mãe está esperando.

      Baforadas de tempo
sobem à varanda, desde lá observo
a sua saudade, as suas sombras. Nesta casa todos
estamos esperando quem nos nega.


                    II

      O campo, escuro; longe, ao mar,
as luzes. E um pássaro nocturno.

      Com rosto prateado, e fundo odor
de laranjeira, espera um homem.
E uma mulher espera, vigiando 
o jasmim. São dois estranhos.

      Olhei desde a varanda,
e na varanda não havia ninguém.

Domingos Monteiro — O Dia Marcado

Sociedade de Expansão Cultural, Lisboa. (1963). In-8º de 172, [IV] págs. Br.

Um mais dos muitos livros de contos e novelas deste escritor hoje bastante esquecido mas ainda cultivado por um pequeno núcleo duro de fiéis, agregando «O Dia Marcado», «Confissão», «A Vingança», «A Mão Fechada» e «Paixão». Capa ilustrada por Paulo Guilherme.

12€

Domingos Monteiro — Histórias Castelhanas

Distribuidores Gerais: Sociedade de Expansão Cultural, Lisboa. (1955). In-8º de 179, [9] págs. Enc.

Edição original de um dos principais livros do autor, por ele consagrada a Unamuno e Antonio Machado e ilustrada na capa por um desenho de Pavia. Consta das pequenas novelas «Um prefácio que é também uma história», «Terra Imortal», «A mais linda mulher de Espanha», «Tentação», «Uma história a contento de todos» e «As terras de Alvargonzalez».

Exemplar revestido de encadernação coeva com cantos e lombada em percalina e as pastas em bonito papel marmoreado.

15€

Domingos Monteiro — O Livro de Todos os Tempos: História da Civilização

Distribuidores Gerais: Sociedade de Expansão Cultural, Limitada / Lisboa. [S/d]. 3 vols. in-4º. Enc. 

“Poderá parecer estranho que não seja, justamente, um historiador quem meta ombros à tarefa de escrever uma História da Civilização que tão necessária se estava tornando para preencher a lacuna existente na bibliografia portuguesa. (...) O historiador sofre, necessariamente, da tendência de se preocupar com o pormenor. O estabelecimento rigoroso de um facto, de uma data, de um nome, é, para ele, a medida da sua capacidade de investigação e constitui a sua maior glória. Entretanto, este rigorismo e esta meticulosa exactidão, têm, relativamente, pouca importância para essa visão de conjunto que é a substância viva de uma História da Civilização” – eis como o escritor duriense justificava de modo assaz simplista o seu voluntarismo no início do prefácio. 
O trabalho foi dividido nas grandes secções de capítulos «Da Formação da Terra ao Advento da Idade Histórica», «A Idade Histórica», «A Formação do Mundo Moderno» (Grécia, Roma, judeus e judaísmo), «Integração Psicológica e Moral dos Elementos de Formação do Mundo Moderno» (cristianismo, islamismo), «Integração Histórica, Política e Social dos Elementos de Formação do Mundo Moderno» (Renascimento, Reforma e Contra-Reforma).
Todos os volumes encadernados em bom tecido sintético, conservando por inteiro ambas as faces da capa primitiva (de cor diferente em cada um). 

50€

António Mattoso — História da Civilização

Livraria Sá da Costa – Editora / (24–L. do Poço Novo) Lisboa, 1940 [e 1938]. 2 vols. in-8º gr. de 544 e  581, [1] págs. Cart.

O primeiro volume, dedicado à Antiguidade, foi dividido nas duas partições «Antiguidade Oriental» (Civilização Egípcia, Civilização Caldaico-Assíria, Civilização Hebraica, Civilização Fenícia, Civilização Persa) e «Antiguidade Clássica» (as mais longamente abordadas Civilização Grega e, mais ainda, Civilização Romana). O segundo, em plano que curiosamente privilegia o antigo face ao novo, cobre de um trago os vinte séculos da nossa era: Idade Média, Idade Moderna e Idade Contemporânea. 
Trabalho mais amplo do que era habitual em António Mattoso (pai de José Mattoso, que lhe herdou o gosto pela História mas bastante à esquerda), principalmente dedicado aos pequenos manuais escolares, padece ainda assim das mesmas insuficiências e generalizações precipitadas - para nos ficarmos pelo índice do primeiro volume, os celtas é quase como se não existissem e os povos germânicos só ganham verdadeiro direito à existência após a queda do Império; antes disso, ambos meros pormenores no percurso de Júlio César... Em todo o caso, um trabalho interessante e ricamente ilustrado ao longo de ambos os volumes, praticamente em todas as folhas.
Capas cartonadas pela editora, no primeiro volume de tipo canelado e no segundo (de tiragem anterior) tendo o cartão revestido de tela fina; quer num quer noutro apresentando alguma folga face à lombada.

25€

Engels — A Origem da Família, da Propriedade e do Estado

A Origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado (Trabalho relacionado com as investigações de L. H. Morgan)

Editorial Presença. [S/d]. In-8º gr. de 236, [4] págs. Br.

Este estudo de Engels - ainda hoje de bem interessante leitura, apesar de alguma incipiência científica e de viciado, como de costume, por uma tese prévia que se quer à força provar - contém os capítulos «Estágios pré-históricos de cultura», «A gens iroquesa», «A gens grega», «Génese do Estado ateniense», «A gens e o Estado em Roma», «A gens entre os celtas e entre os germanos», «A formação do Estado entre os germanos» e «Barbárie e civilização»; pretendendo, ao aproveitar as referidas investigações do americano Lewis Morgan (cuja importância compara à de Darwin para a biologia e à do amigo Marx para a economia política, e de quem o livro principal foi Ancient Society, or Researches in the lines of Human Progress from Savagery through Barbarism to Civilization, de 1877), erigir como ideias fundamentais na Pré-História, entre outras, a existência de um (impropriamente chamado) «direito» materno a preceder o direito de matriz paterna afirmado na Grécia e na Roma antigas e de uma generalizada poligamia a anteceder o matrimónio monogâmico. A edição, publicada na «Colecção Síntese», transcreve os prefácios do autor à edição original (1884) e, mais longo este, à quarta, de 1891.

14€

Engels — El origen de la familia, la propiedad privada y el Estado

El origen de la familia, la propiedad privada y el Estado (En relación con las investigaciones de L. H. Morgan)

Editorial Ayuso (1972). In-8º peq. de 217, [V] págs. Br.

"Engels escribió esta obra en 1884, tomando como base el material del libro de Morgan La Sociedad Primitiva, así como otros datos más modernos de la Prehistoria. Engels estudia minuciosamente los rasgos históricos fundamentales del régimen social de las primeiras etapas de la Humanidad, los períodos llamados salvajismo y barbarie. Señala también cómo se habían transformado las formas del matrimonio y de la familia en relación con el progreso económico de la sociedad y como consequencia del crecimiento de la producción; a continuación analiza el proceso de desintegración del régimen gentilicio primitivo tomanco como base tres pueblos bien conocidos: los griegos, los romanos y los germanos, poniendo de manifiesto las causas económicas que provocaran la desintegración".

6€

Mendes Correia — Homo (os modernos estudos sobre a origem do homem)

Lumen. Empresa Internacional Editora. 1921. In-8º de 317, [3] págs. Enc.

Primeira edição, já invulgar, de um dos típicos trabalhos do autor – hoje mais que datados, e eivados frequentemente de preconceitos cuja validade científica é, claro, nula, mas com muitos dados e estudos de interesse (aqui sobre, e só no que a Portugal diz respeito, a estatura média nos vários distritos do país, a densidade populacional, a cor de cabelo, olhos e pele dos portugueses, etc.). Inclui numerosas gravuras no texto e os seguintes capítulos: «A origem animal do Homem», «A evolução», «Os Símios fósseis», «O Pithecanthropus», «O Homem fóssil», «A genealogia humana e a antropogénese», «O «neo-monogenismo» e a unidade específica do Homo sapiens», «Os factores da formação das raças», «Conclusões». 

Encadernação da época com a lombada em percalina gravada a ouro e as pastas em pele; conservando a capa de brochura por inteiro.

22€ 

A. de Montgon — L’Égypte

L’Égypte (Illustrations en couleurs de Marilac / ouvrage orné de 148 photographies)

Fernand Nathan, Éditeur – Paris, 1936. In-8º de 159, [1] págs. Cart.

Para além do texto – com capítulos como «Les Dieux de Memphis», «Thèbes, La Cité d’Amon», «Les Tribulations des Morts», «Les Derniers Pharaons», «La Conquête de Bonaparte» e da final «Chronologie de l’Egypte Antique –, o grande interesse do volume é de facto a qualidade das ilustrações por fotogravura, grande parte delas dos Arquivos Fotográficos de Paris (capital que à época tutelava não só o museu do Louvre como também o do Cairo) e muitas outras a partir de clichés de fotógrafos como Alinari, a dupla Lehnert e Landrock e o próprio Fernand Nathan.

O exemplar apresenta algum desgaste na lombada, nas margens e nas extremidades da capa (cartonada e ilustrada a cores, em cliché, na pasta superior); miolo sem defeitos a assinalar.


15€

Jacques de Morgan — La Humanidad Prehistórica

La Humanidad Prehistórica (con 1300 figuras, mapas y láminas en el texto) / Traducción, de la segunda edición francesa, anotada y puesta al día por el Dr. Luis Pericot García (Catedrático de la Facultad de Filosofía y Letras de la Universidad de Barcelona, Subdirector del Servicio de Investigación Prehistórica de la Diputación de Valencia) y el Dr. Julián San Valerio Aparisi (Profesor ayudante de la Universidad de Madrid)

Editorial Cervantes / Barcelona, Año MCMXLVII. In-8º de XXXVII, [I], 421, [3] págs. Enc.


O francês, antigo director das Antiguidades do Egipto, dividiu este seu conhecido estudo nas secções de capítulos «La Evolución de las Industrias», «La Vida del Hombre Prehistórico» e «El Desarrollo Intelectual y las Relaciones de los Pueblos entre sí».

Exemplar guarnecido de encadernação em pele com a lombada – marcada por uma pequena fissura numa das casas – gravada a ouro.

20€

E. P. Cleator — O Romance da Arqueologia

Ibrasa – Instituição Brasileira de Difusão Cultural S. A. / São Paulo. (1963). In-8º de 196, [2] págs. Br.

Anunciado como “um apanhado altamente informativo da cena arqueológica ao mesmo tempo que descerra uma fascinante história de ocultos tesouros e perdidas cidades, de câmaras reais sob o pó e templos arruinados, de monumentos e de povos desaparecidos”, foi este pequeno tratado de divulgação dividido numa primeira parte mais genérica («Homens, Métodos e Materiais») e noutras três dedicadas às «Origens Orientais», aos «Restos Greco-Romanos» e a «Os Antigos das Américas».
O exemplar pertenceu à biblioteca de Neves Águas, de quem tem o ex-libris (cujo motivo egípcio vem neste caso muito a propósito...) e um vinco de quebra à cabeça das folhas em grande parte do volume.

7€

V. Gordon Childe — a aurora da civilização europeia

Portugália Editora (1969). In-8º de 623, [5] págs. Br.

Publicada doze anos após a original, foi esta a primeira edição portuguesa de um dos tratados mais importantes da história da arqueologia, que talvez dispense apresentações. Bastante ilustrado ao longo do volume por desenhos reproduzidos in-texte, consta de XIX capítulos, dos quais o décimo-quinto é dedicado à Península Ibérica («Estabelecimentos neolíticos marítimos» / «A cultura de Almeria» / «O nascimento de uma indústria de metais» / «A Idade do Bronze»).

14€ (reservado)

Leslie A. White — The Evolution of Culture

The Evolution of Culture: The Development of Civilization to the Fall of Rome

McGraw-Hill Book Company, Inc. / New York Toronto London. (1959). In-8º de 378, [2] págs. Br.

Foi a primeira edição de um dos mais importantes tratados não só da antropologia cultural como de toda a (ainda curta) história da antropologia, em geral. O antropólogo norte-americano dividiu o volume nas duas partições principais «Primitive Culture» e «The Agricultural Revolution and Its Consequences».

Exemplar com algum desgaste da capa; no miolo, apenas de destacar pequenos vincos nas folhas inciais e finais, à cabeça.

15€

H. G. Wells — História Universal

História Universal (Gravuras e Mapas de J. P. Horrabin / / Tradução de Anísio Teixeira / Texto revisto, anotado e prefaciado para a edição portuguesa por Óscar Lopes)

Edição «Livros do Brasil» Lisboa. [S/d]. 3 vols. in-8º gr. Br. 

Menos conhecido do público português, este ensaio histórico do ficcionista de A Guerra dos Mundos deveu-se, conforme Óscar Lopes salientava no prefácio, à mudança de rumo da sua opera depois da primeira Grande Guerra: dedicar-se-ia a partir daí sobretudo a trabalhos mais ou menos didácticos e de divulgação, entre os quais se destaca justamente este (o título foi traduzido com bastante liberdade...) The Outline of History: Being a Plain History of Life and Mankind
O primeiro volume estende-se «Dos começos da vida na Terra até ao fim do Império de Alexandre Magno», prosseguindo o segundo «Da ascensão e queda do Império Romano até o Renascimento da civilização ocidental», contemplando o terceiro o meio milénio decorrido desde então.

35€

George Orwell — Mil Novecentos e Oitenta e Quatro

Mil Novecentos e Oitenta e Quatro (Prefácio de José Pacheco Pereira)

Moraes editores (1984). In-8º de 301, [III] págs. Br.

No seu relativamente longo prefácio, um já desencantado do marxismo Pacheco Pereira chamava a atenção para aquela que entendia (decerto com razão) ser a leitura correcta do contexto que inspirou esta «distopia» hoje já muito pouco distópica – o totalitarismo comunista, não o capitalismo, apesar do Big Brother que nos anos 90 pauperrimamente se basearia na coisa – e terminava apelando “Leiam pois o Mil Novecentos e Oitenta e Quatro por outras razões que não 1984, porque é muito possível que seja necessário lembrarem-se dele lá para o fim do milénio”. Aproveitando a data e a procura, várias tiragens se sucederam logo em Janeiro e Fevereiro e depois ao longo do ano.

10€

George Orwell — Homenagem à Catalunha

Homenagem à Catalunha (tradução de Fernanda Pinto Rodrigues)

Edição «Livros do Brasil» Lisboa. [S/d]. In-8º de 266, [6] págs. Br.

“Impedida de circular em língua portuguesa ao longo de quarenta anos, embora nos ofereça uma visão muito parcial de acontecimentos já longínquos mas de tanta repercussão nos destinos da Península Ibérica, Homenagem à Catalunha não deixa de contribuir para a elucidação de tantos aspectos polémicos de uma das revoluções mais trágicas do nosso tempo”, a republicana espanhola, que Orwell defendeu durante a Guerra Civil pegando em armas como voluntário sobretudo em território catalão, e deixando aqui dessa defesa o relato – com «For Whom the Bell Tolls», de Hemingway, e os de Malraux e Bernanos, um dos principais testemunhos literários do conflito.

10€

Franz Kafka — O Processo (tradução de Gervásio Álvaro)

Edição «Livros do Brasil» Lisboa (Rua dos Caetanos, 22). In-8º de 285, [III] págs. Br.

Dispensará apresentações este 70.º e um dos mais importantes títulos da recentemente recuperada «Colecção Dois Mundos».

Exemplar por estrear.

12€

Franz Kafka — Diarios (1910-1923)

Fabula, Editorial Lumen /Tusquets editores. (1995). In-8º de 448 págs. Br.

"Dentro de la obra genial y atormentada de Franz Kafka, los trece cuadernos que componen sus Diarios constituyen un documento excepcional para el conocimiento de la enigmática personalidad del gran escritor checo. Iniciados en 1910 y continuados ininterrumpidamente hasta un año antes de su muerte, estos Diarios, no destinados a la publicación, y en los que Kafka volcó sus más íntimos secretos, frustraciones y deseos, contienen una de las confesiones más hirientes que ha producido la literatura europea del siglo XX."

A capa reproduz um desenho do próprio escritor, sendo alguns outros também reproduzidos no miolo.


12€

Klaus Wagenbach — Kafka (...) / traduction alain huriot

écrivains de toujours / seuil (1984). In-8º de 189, [III] págs. Br.

Originalmente publicado em alemão, o texto, rico em apontamentos sobre o escritor, é aqui complentado pela interessantíssima riqueza gráfica típica desta colecção - de que foi este o 81.º título publicado.

9€ (reservado)

Victor-L. Tapié — Chateaubriand

écrivains de toujours / seuil (1976). In-8º de 188, [IV] págs. Br.

71.º título de uma colecção iconograficamente riquíssima, com ilustrações abundantes e variadas: os escritores, as suas famílias, os lugares das suas vidas, o contexto da respectiva época, quadros artísticos correspondentes a motivos tratados nos seus livros, etc.

5€ (reservado)