catálogo on-line

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Jean Cocteau — Nouveau Théatre de Poche

Nouveau Théatre de Poche: Parade / Le Boeuf sur le Toit / Le Pauvre Matelot / L'Ecole des Veuves / Le Bel Indifférent / Le Fantôme de Marseille / Anna la Bonne / La Dame de Monte-Carlo / Le Fils de l'Air / Le Menteur / Par la Fenêtre / Je l'ai perdue / Lis ton Journal / La Farce du Château / L'Epouse Injustement Soupçonnée // avec quinze dessins inédits de l'auteur

Éditions du Rocher, Monaco-Ville (1960). In-8º peq. de 173, [5] págs.
Br.
Explicava o escritor na sua introdução a este volume em que voltava a recolher produção teatral ter-lhe chamado teatro de bolso não no sentido de livro de bolso, mas no de o considerar, modestamente, "teatro menor" - e depois, menos modestamente, "simples pretexto para fazer brilhar uma estrela sob um dos seus ângulos menos conhecidos".

Exemplar da edição original, por estrear, conservando os cadernos na totalidade ainda por abrir.    

15€ (reservado)

Frédéric Vitoux — La Vie de Céline

Bernard Grasset, Paris (1988). In-4º de 596, [IV] págs. Br.

Será talvez a mais monumental biografia dedicada ao escritor francês, até hoje inédita em Portugal; com um conjunto de fotogravuras em folhas centrais a ilustrá-la.

Exemplar com defeitos exteriores.

12€

Louis-Ferdinand Celine — De un castillo a otro

Bruguera (1979). In-8º peq. de 377, [7] págs. Br.

Edição castelhana deste livro que é "la rememoración autobiográfica de la ajetreada existencia de Céline desde su fuga en 1944, escrita desde el presente real de su vida en Meudon, donde él ejerce la medicina, y su mujer da clases de baile. Libro desesperado y sarcástico, teñido del más radical nihilismo y presidido por la furia impotente del hombre marginado, proscrito, desposeído de todos sus bienes, hasta de la gloria literaria que legítimamente le pertenece, es un alucinante documento sobre el crepúsculo sangriento de la última guerra, y una novela de fuerza excepcional".

7€

Anatole France — La Vie Littéraire (Quatrième Série)

Paris: Calmann-Lévy, Éditeurs. (1924). In-8º de XVI, 372 págs. Cart.

O longo prefácio do próprio escritor é principalmente um longo elogio do editor Calmann-Lévy, falecido pouco antes, nesta altura já «continuado» na actividade pelos filhos.

Exemplar artesanalmente cartonado, parecendo ter colada sobre a pasta superior a frente da capa original – e na lombada os fragmentos do encaixe com título e autor.

10€

Anatole France — Le Génie Latin (nouvelle édition revue par l'auteur)

Paris: Calmann-Lévy, Éditeurs (1925). In-8º de 405, [III] págs. Cart.

Alguns dos capítulos: «Daphnis et Chloé», «La Reine de Navarre», «Remarques sur la Langue de La Fontaine», «Molière», «Jean Racine», «Chateaubriand», «Xavier de Maistre», «Sainte-Beuve Poète».

Exemplar artesanalmente cartonado, aproveitando por inteiro a capa primitiva.


10€


Anatole France — Le Lys Rouge

Le Lys Rouge (trente-cinq vernis mous em couleurs hors-texte de Omer Bouchery)

Simon Kra, Éditeur (6, Rue Blanche Paris (Ixe)). (1925). In-8º gr. de 295, [5]. Enc.

Luxuosa edição de um livro já inúmeras vezes publicado cuja actual editora, a Gallimard, descreve como único na obra - agora “reabilitada e de novo na moda” – do romancista, “carnal e sexual”, narrando os amores de um artista com uma mulher mundana casada com um político (e baseado, segundo a editora, nos do próprio Anatole France com Mme. De Caillavet). A trama toma por pano de fundo a cidade de Florença (daí o título), assim ligando as duas mais encantadoras urbes do Velho Continente; tendo este exemplar, que abaixo se descreve, uma nota de compra precisamente “Recordação de Florença / Março de 1950”.

Exemplar n.º XIV de uma das tiragens à parte – a da série mais corrente, em papel vélin de Rives, numerada de V a LIII, entre uma tiragem total de 1000+LIII; revestido de uma boa encadernação em pergaminho que lhe conservou ambas as faces da capa e até mesmo a tira que revestia o encaixe. Peça de colecção.


60€

Aquilino Ribeiro — Anatole France

Anatole France (conferência precedida do discurso de S. Ex.ª o sr. dr. Cardoso de Oliveira, embaixador do Brasil)

Livrarias Aillaud e Bertrand. 1923. In-8º de 77, [3] págs. Br.

O texto de Aquilino é antecedido pela elogiosíssima apresentação em que Cardoso de Oliveira planava por todos os títulos publicados pelo romancista até à época; e por uma gravura com o retrato do escritor francês. Primeira edição.

Exemplar por estrear, conservando as folhas fechadas.
 
14€

Aquilino Ribeiro — Filhas de Babilónia

Livrarias Aillaud e Bertrand. (MCMXXV). In-8º de 299, [5] págs. Enc.

Parte d'este livro escrevia-a há anos em Paris, a Babilónia, cuja taça d'ouro inebria toda a terra, como bradava e brada ainda do fundo dos séculos a voz irosa do profeta”, cidade em que também se passam e da qual falam ambas as novelas aqui acasaladas (termo bastante apropriado às duas narrativas): Os Olhos Deslumbrados e Maga.

Exemplar do sétimo milhar impresso (corresponde à 3.ª e definitiva edição), na série especial encadernada pelos editores em percalina conservando a frente da bela capa de publicação – composta por Stuart Carvalhais. Ou por defeito de tiragem, ou por supressão entretanto, não apresenta folha de rosto. Além disso, a encadernação tem já alguns sinais de desgaste.

10€

Frederick C. Hesse — Aquilino Ribeiro: Um Almocreve na Estrada de Santiago

Publicações Dom Quixote: Lisboa, 1991. In-8º de 197, [III] págs. Br.

"Vulto sem dúvida maior da nossa literatura contemporânea, Aquilino Ribeiro tem vindo, após a sua morte, a ser esquecido pelo público e pela crítica. Em tal contexto, que nada justifica, a presente obra do ensaísta brasileiro (...) constitui um oportuno convite à redescoberta de um autor em cujos livros se espelham, com superior qualidade narrativa, alguns dos traços fundamentais da fisionomia portuguesa do século XX". O autor era à época professor em universidades americanas (a Militar e a de Nova Iorque, após uma passagem por Harvard). 

10€   

Jacques Levron – Madame de Pompadour

Empresa Nacional de Publicidade (1964). In-8º gr. de 289, [V] págs. Cart.

"A marquesa de Pompadour foi uma das mulheres mais adoradas, mais lisonjeadas, mas também mais criticadas da História da França. Jacques Levron (...) historiador que considera dispensável maçar doutamente para parecer erudito (...) oferece-nos uma imagem mais justa dessa mulher, numa biografia vívida e colorida, baseada exclusivamente em fontes autênticas e renovada pelo contributo de documentos inéditos ou pouco conhecidos".

Exemplar artesanalmente cartonado com aproveitamento da frente da capa.

8€

Paule Dumaitre – Louis XIV au Temps des Mosquetaires

Fernand Nathan (1971). In-8º q/quadrado de 157, [3] págs. Enc.

Na sua introdução, a autora dizia ao que vinha: se no romance de Alexandre Dumas o “fio real da História” fica obscurecido pela trama de intrigas, permanecendo na sombra a figura do jovem «Rei-Sol» Luís XIV, aqui a ideia era a contrária – pôr a figura do rei em primeiro plano. Agora são os mosqueteiros a ficar na sombra, mas “desde o nascimento do futuro soberano (...) até ao dia em que d’Artagnan os conduz ao lado do rei na sua entrada triunfal em Paris após o casamento, os mosqueteiros estão sempre lá”. O volume foi ricamente ilustrado por imagens da época.

Encadernação editorial em tela com cliché colado sobre chapa recortada na frente.

10€

DUFRENOY – Atlas des 20 Arrondissements de Paris

Atlas des 20 Arrondissements de Paris: Index des Rues / Renseignements / Autobus / Métropolitain

Girard et Barrère, Géographes Editeurs / Paris_VIe. (1946). In-8º de 115, [1] + [12] ff. desd. Cart.

Além das rubricas típicas de um guia turístico da época – este publicado no ano do «renascimento» parisiense e francês após a Grande Guerra – distingue-se o que aqui se descreve pelos mapas que apresenta em folhas desdobráveis de cada um dos então 20 bairros (como é próprio dos sítios civilizados, mantêm-se os mesmos vinte até hoje, sem «reformas administrativas»).

Bom exemplar, conservando os referidos mapas na íntegra e padecendo apenas de muito ligeiro desgaste exterior.

12€

André Castelot — Le Grand Siècle de Paris

Le Grand Siècle de Paris
(De la prise de la Bastille à l'effondrement de la Commune / Avec la reproduction intégrale, en 32 feuillets, du Plan de Paris 1853 gravé par Gérard pour Napoléon III)

Amiot Dumont, Paris. (1955). In-8º gr. de 364, [6] págs. + [24] de estampas. Br.


Em bom rigor, não se trata aqui de um século mas de uma centúria - a que começa no terceiro quartel do séc.XVIII, em 1783, tomando por pretexto o lançamento pioneiro de um balão em La Muette, então arredores de Paris, com direito a uma anedota atribuída a um dos circunstantes, nem mais nem menos que Benjamin Franklin: "A quoi, monsieur, peuvent servir les ballons?", que respondeu "Monsieur, à quoi peut servir l'enfant qui vient de naitre?"; terminando na Comuna de 1871 e respectivas sequelas até ao ano a vários títulos simbólico de 1885.
Elaborado por um escritor com queda para as biografias, o texto do livro é todo nesse registo, de enredo histórico tratado em toada literária. Saliente-se no final do volume os referidos mapas traçados por Gérard, um total de 32 pranchas. A capa apresenta em alto-relevo uma imagem da época.

Edição original, já entretanto várias vezes reeditada por casas diferentes.

Exemplar com algum desgaste exterior, conservando-se o miolo em relativo bom estado.

12

André Rousseaux — Littérature du Vingtième Siècle

Éditions Albin Michel, Paris.
(1938-1939). 2 vols. in-8º de 267, [3] e 275, [3] págs. Br.

A primeira série, depois de um longo prefácio do autor, tem capítulos acerca de Claudel, Fournier, Cocteau, Bainville, Mauriac, Bernanos, Bourget, Virginia Woolf e Aldous Huxley, Rilke, Maurois, etc.; e a segunda de Malraux, Valéry e também Claudel, Mauriac e Maurois, entre outros. 

Primeira edição de cada um dos volumes.


20€

André Rousseaux — Ames et Visages du XXe Siècle

Éditions Bernard Grasset, Paris.
(1932). In-8º de 314, [2] págs. Br.

Após o longo prefácio de dedicatória a Paul Bourget, o livro divide-se nas secções de capítulos – sobre François Mauriac, Georges Duhamel, Paul Valéry, Jean Cocteau, Paul Morand, Henry de Montherlant, André Malraux, Georges Bernanos, etc. – «Héritages», «Le Désert de l’Intelligence» e «Tentatives».

14€

André Rousseaux — Le Monde classique

Le Monde classique (Homère · Corneille • Racine • La Fontaine • Boileau • Chateaubriand • Stendhal • Lamartine • Victor Hugo • Delacroix • Sand et Musset • Mérimée • Sainte-Beuve • Les Goncourt • Baudelaire • Rimbaud • Verlaine)

Albin Michel, Éditeur/Paris. (1941). In-8º de 250, [4] págs. Br.

Além dos dedicados aos nomes referidos no sub-título - um por cada um, salvo Sainte-Beuve, com dois -, há também capítulos sobre Psellos, «La Renaissance Pédante» e Joubert. 


Primeira edição, sendo este um dos exemplares do 4.º milhar impresso.

12€

Charles Baudelaire: 200 anos

Se no domingo Lautréamont fez 175 anos, hoje Baudelaire fez 200 - e já começaram as comemorações numa França assolada pela pandemia. Pela nossa parte, está bom de ver que o boletim de Abril vai ser ainda mais francófilo do que já é costume: além destes dois senhores, que estarão em força, aproveitaremos para convocar alguns franco-fantasmas afins; precursores (de Sade a Hugo e demais companhia romântica), sucessores (de Jarry a Breton e demais companhia surrealista) e contemporâneos mais ou menos simbolistas/decadentes.

Entretanto, fiquem estas programáticas palavras do que foi a vida do poeta francês inventor da modernidade, escritas pelo próprio e traduzidas por José Saramago:

"Deve-se estar sempre embriagado. Nada mais conta. Para não sentir o horrível fardo do Tempo que esmaga os vossos ombros e vos faz pender para a terra, deveis embriagar-vos sem tréguas.
 Mas de quê? De vinho, de poesia ou de virtude, à vossa escolha. Mas embriagai-vos.
 E se algumas vezes, nos degraus de um palácio, na erva verde de uma vala, na solidão baça do vosso quarto, acordais, já diminuída ou desaparecida a embriaguez, perguntai ao vento, à vaga, à estrela, à ave, ao relógio, a tudo o que foge, a tudo o que geme, a tudo o que rola, a tudo o que canta, a tudo o que fala, perguntai que horas são; e o vento, a vaga, a estrela, a ave, o relógio, vos responderão: "São horas de vos embriagardes! Para não serdes os escravos martirizados do Tempo, embriagai-vos sem cessar! De vinho, de poesia ou de virtude, à vossa escolha."

Ernest Hemingway — Paris é uma festa

Paris é uma festa (impressões da vida do autor em Paris, por alturas da segunda década do século XX / tradução de Virgínia Motta)

Edição «Livros do Brasil» Lisboa (Rua dos Caetanos, 22). In-8º de 249, [VII] págs. Br.

Primeira versão e primeira edição em língua portuguesa de A Moveable Feast, que se reporta aos anos entre 1920 e 1926 mas apenas terá sido escrito entre 1956 e 1960 - três décadas depois da residência do escritor na cidade que "te acompanhará sempre até ao fim da tua vida, vás para onde fores, porque Paris é uma festa móvel". 
Alguns dos capítulos: «Shakespeare & Companhia» (a mítica livraria que ainda hoje existe), «Gente do Sena», «Ford Madox Ford e o discípulo do Diabo», «Ezra Pound e o seu «Bel Esprit»», «Scott Fitzgerald» - um tempo em que a cidade-centro-do-mundo o era até para os anglófonos, como se pode conferir.

12€

Paul Ariste — La Vie et le Monde du Boulevard

La Vie et le Monde du Boulevard (1830-1870)/(Un Dandy: Nestor Roqueplan)/Préface de Jacques Boulenger

Éditions Jules Tallandier, Paris. (1930). In-8º de XI, [I], 270, [VI] págs. Br.

Mais do que apenas pela reportagem da vida e das anedotas do castiço jornalista, o livro, publicado na série «La France et la Vie d’Autrefois», monta sobretudo enquanto fresco da sociedade parisiense da época – com os cafés, a ópera, os teatros e as lorettes – e pelas numerosas gravuras que apresenta, quer originais, quer reproduzidas do período (em clichés extra-texto da própria editora e da autoria de, por exemplo, Daumier, Duran e Gavarni).

20€

André Maurois — Paris

Fernand Nathan (Cet ouvrage de la collection «Merveilles de la France et du Monde» a été tiré sur les presses de Hélio-Cachan et achevé d’imprimer le 23 Janvier 1951). In-4º de 188, [2] págs. Br.

O texto de Maurois, «Lettre a une Étrangère», estende-se por cerca de quatro dezenas de páginas; seguindo-se 120 maravilhosas pranchas daquela que é verdadeiramente a Cidade-Maravilha, com a esplendorosa fotogravura típica da colecção neste caso acentuada pela luz que a Cidade-Luz esbanja – fotografia capaz de, seguindo o mote inicial do autor, fazer amar Paris até a quem não a conheça. Impressão sobre bom papel encorpado.


Exemplar bem conservado, mas apresentando já algum desgaste exterior, principalmente na sobrecapa; além de uma certa desconjunção dos cadernos face ao encaixe.

20€

Eugène Sue — Les Mystères de Paris (roman)

Les Mystères de Paris
(roman) / Version rajeunie par François Fosca et présentée par M. Edmond Jaloux (de l’Académie française)

Genève, Éditions du Milieu du Monde. (1943). In-8º de 428, [4] págs. Br.

O autor desta versão destacava no seu prefácio a ideia de aproveitar o livro e reescrevê-lo pelo valor documental e histórico, apesar da “miséria do seu estilo” – argumentando que em nenhum momento da história francesa se escreveu pior do que no romantismo, salvo algumas “gloriosas excepções”.

Reedição de 5 mil exemplares de uma tiragem inicial de mais de 16 mil dada a lume em 1941; padecendo este já de algum desgaste exterior.


12€

Marquês de Sade — História Secreta de Isabel da Baviera, Rainha de França

História Secreta de Isabel da Baviera, Rainha de França (Texto estabelecido e apresentado por Gilbert Lely / 2.ª edição)

1977 / Editorial Estampa, Lisboa. In-8º peq. de 255, [5] págs. Br.

O prefácio do organizador começava por salientar que a História parece ter sido uma das primeiras inclinações do Divino Marquês; sendo esta salvo erro a única versão portuguesa (com tradução da sempre recomendável Luísa Neto Jorge e originalmente saída em 72) deste livro de publicação póstuma, em volume triplo publicado na colecção «Clássicos de Bolso».

Exemplar por estrear.

7€

Marquês de Sade — Escritos Filosóficos e Políticos

Escritos Filosóficos e Políticos (Tradução de Serafim Ferreira)

M. Rodrigues Xavier (Venda Nova – Amadora). (Este livro foi compsto e impresso, como edição de Torres & Abreu, Lda., na Tipografia Central da Borralha-Águeda, em Dezembro de 1971). In-8º peq. de 151, [1] págs. Br.

Ao famoso «Diálogo entre um padre e um moribundo» juntam-se aqui textos como «Consolações filosóficas», «Carta de um cidadão de Paris ao rei dos franceses» e «Justificação do prazer», entre outros – vários dos quais directamente relacionados com os tempos revolucionários e pós-revolucionários, como o discurso nas honras fúnebres de Marat.


12€ (reservado)

Os Melhores Contos do Marquês de Sade

Os Melhores Contos do Marquês de Sade (apresentação, selecção e tradução de João Costa)

Editora Arcádia (1970). In-8º de 252, [4] págs. Br.

Volume publicado na colecção Antologia, espraiando-se a introdução do tradutor por quase sessenta páginas. Os textos aqui apresentados são «Florville e Courval ou o fatalismo», «Há lugar para dois», «Émilie de Tourville ou a crueldade fraternal», «Augustine de Villebranche ou o estratagema do amor», «Aventura incompreensível e atestada por uma província inteira» e «O presidente mistificado».

Bom exemplar, embora com a capa já ligeiramente desplastificada no encaixe.


12€

Isidore Ducasse, «Conde de Lautréamont»: 175 anos

Por uma daquelas curiosas e habituais coincidências do destino, este dia em que não se assinalou como soía a ressurreição de Cristo foi também o dia em que (quase não) se assinalou o 175.º aniversário de nascimento do Anti-Cristo Isidore Ducasse, «Comte de Lautréamont»; circunstância de que o livreiro se deu conta por, numa semelhante manifestação de «acaso objectivo», ter no mesmíssimo dia deitado a mão às «Cartas» que aqui tinha paradas à espera há semanas. 
Interessante pensar que livro-cometa extrairia destes anti-tempos que vivemos o autor dos anti(?)-genesíacos e fulgurantemente geniais e hoje (após o séc.XX) não tão distopicamente soantes «Cantos de Maldoror», os quais por si só, sem recurso a qualquer feitiçaria que não a da linguagem, justificam o título de «Livro Negro» da história da literatura. Muito graças ao papa surrealista André Breton, sem cujo resgate talvez ninguém agora dele ouvisse falar, esse livro único motiva, só por exemplo, uma colecção de «Cahiers Lautréamont» que são publicados em França desde os anos 80. Há quatro décadas que com frequência periódica escritores, críticos e investigadores conseguem arranjar matéria sempre nova neste texto - uma pequena «bíblia» cuja ferocidade faz a do Antigo Testamento parecer canção de embalar. 
Cá em Portugal, com um atraso ainda maior do que costume, os «Cantos de Maldoror» esperariam um exacto século para ver a luz do dia, ainda por cima apresentados por um prefácio supinamente parvo do nisso useiro e vezeiro vate Jorge de Sena (justificou uma indignada resposta do nosso surrealista Cesariny); entretanto, em contrapartida, conheceram já uma dezena de edições em várias casas (Moraes, Fenda, Quasi, Antígona, etc.), tendo por tradutores os poetas Pedro Tamen e Manuel de Freitas.
 
Lautréamont estará em destaque no nosso próximo boletim de Abril, a publicar no final do mês.

Jean-Paul Sartre — A Náusea (Romance / 2.ª edição)

Publicações Europa-América (45, Rua das Flores) Lisboa-2. (1963). In-8º de 301, [11] págs. Br.

Com capa de Sebastião Rodrigues e tradução de António Coimbra Martins, foi esta a primeira versão portuguesa da talvez mais famosa publicação do escritor e filósofo francês - "a obra de um filósofo, de um romancista, de um ensaísta, de um dramaturgo, de um crítico. Não esqueçamos, também, a sua actividade como jornalista, como argumentista, como conferencista", assim o apresentava a editora ao público português logo na tiragem original em 1958.

10€

Jean-Paul Sartre — La Putain Respecteuse: piece en un acte et deux tableaux

Les Éditions Nagel (1949). In-8º de 163, [5] págs. Br.

Uma das peças mais traduzidas do francês, com adaptações ao cinema e à televisão, cá em Portugal continua até hoje (salvo erro) por editar.

Bom exemplar, apesar de assinado na folha de rosto.

12€

Jean-Paul Sartre — Mortos sem sepultura

Mortos sem sepultura, por (...) / tradução de Francisco da Conceição

Editorial Presença / Lisboa - 1961. (Composto e impresso na Tipografia Nunes, Porto). In-8º de 166, [2] págs. Br.

"A nova peça de Jean-Paul Sartre aqui apresentada, uma das mais extraordinárias do autor da Náusea, coloca-nos perante a luta travada entre os homens da resistência francesa, os de-gaulistas, e os milicianos da facção de Pétain, que apoiaram a ocupação alemã".


8€

Jean-Paul Sartre — Mortos sem sepultura

Mortos sem sepultura, por (...) (2.ª edição) / Tradução de Francisco da Conceição

Editorial Presença / Lisboa - 1965. (Composto e impresso na Tipografia Nunes, Porto). In-8º de 166, [2] págs. Br.

Exceptuando a capa, nada distingue esta nova edição da anterior, saída cinco anos antes.

8€

Jean-Paul Sartre — Os Dados Estão Lançados

Os Dados Estão Lançados (Tradução de Maria Luisa Vieira da Rosa)

Editorial Presença. [S/d]. In-8º de 152 págs. Br.

"Um estilo directo, visual, utilizando as cenas como quadros em discontinuidade [sic] temporal, centra toda a tessitura de Os dados estão lançados no movimento dos [sic] seus personagens, na oscilação constante entre o projecto e a acção".

Bom exemplar, mas com ligeiro desgaste exterior e discreta assinatura na folha de guarda.

7€

Jean-Paul Sartre — as moscas (5.ª edição)

Editorial Presença, Lda. (1979). In-8º de 179, [1] págs. Br.

"As Moscas é uma das peças fundamentais de Jean-Paul Sartre, que exprime simultaneamente a concepção Sartreana de um «teatro em situação» e alguns dos pontos centrais do seu pensamento. Retomando o tema de Electra do teatro grego, Sartre assimila o ambiente da tragédia ao cenário da França ocupada. Mas não apenas: a partir daí, é o tema da liberdade que se ergue pela mão de Orestes, encadeando-a na reflexão fundamental do autor da peça". E dificilmente se arranja leitura mais adequada a estes tempos de Estado-paizinho, aqui e não só.

Exemplar por estrear.
8€

Emmanuel Mounier — introdução aos existencialismos

introdução aos existencialismos (Tradução de João Bénard da Costa)

O Tempo e o Modo / Livraria Morais Editora, Lisboa   1963. In-8º peq. de 238, [2] págs. Br.

Embora demasiado católica e portanto conservadora, é interessante esta digressão do fundador do personalismo cristão, constante das secções «O Tema do Despertar Filosófico», «A Concepção Dramática da Existência Humana», «O Tema da Conversão Pessoal», «O Tema do Compromisso», «O Tema do Outro», «A Vida Exposta», «Existência e Verdade» e «O Reino do Ser está entre nós». Saliente-se que foi neste livro que se publicou a conhecida ilustração, tão usada até hoje, «A Árvore Existencialista».
A edição original francesa é de 1947, sendo bastante competente esta tradução de Bénard da Costa, que valorizou este exemplar com uma dedicatória de oferta por ele próprio manuscrita e assinada.

17€ (reservado)

Newton de Macedo — Introdução à Filosofia (seu significado e valôr)

Editores: Renascença Portugueza / Pôrto – 1926. In-8º de 194, [2] págs. Br.

Um dos seus principais, o livro foi dividido pelo autor (dos pioneiros da primeira e fugaz Faculdade de Letras portuense que recentemente comemorou um século) nos capítulos «Sciência e Filosofia», «A actividade scientífica», «A actividade moral», «A actividade estética», «Significado e Valôr da Filosofia» e «História da Filosofia».

Exemplar de resto em boa condição, mas desvalorizado por um pequeno rasgão (sem falha de papel) na capa, na base do encaixe.
 
10€ 

Alfredo Pimenta ― Estudos Filosóficos e Críticos

Estudos Filosóficos e Críticos, por Alfredo Pimenta / prefácio do Prof. Dr. Ricardo Jorge
 
Coimbra: Imprensa da Universidade, 1930. In-8º gr. de XLI, [I], 600 págs. Br.
 
Primeira edição, reunindo grande número dos textos originalmente publicados na coluna «Cultura Estrangeira, Cultura Portuguesa» que o autor assinou no DN durante anos consecutivos; em boa parte, recensões críticas a livros que iam entretanto saindo. Após o longo prefácio e a introdução, está o volume dividido nas secções principais «Filosofia geral», «Tomismo», «Temas scientíficos», «Problemas históricos» e «Crítica Literária».
 
Exemplar bem cuidado. Terá pertencido ao escritor Abel Brandão, de quem tem aposto o autógrafo sobre as folhas de rosto e de anterrosto.

30€

Magicaturas: Semanario para Ensino Alegre de Filosofia

Composição e impressão: Escola Gráfica, Arcos de Valdevez | Director, editor e proprietário: Artur Bivar (Frey Gil) / Administrador: Fernando Bivar | Redacção e administração: Escola Gráfica, Arcos de Veldevez. 1928-1933. 13 números in-4º de 80 [aliás, 104] págs. nums. em conjunto. Cart.

De acordo com os poucos catálogos em que aparece mencionada, tratar-se-á da colecção completa desta revista que acompanha o percurso da Ditadura Militar, deixando de publicar-se com a ascensão de Salazar ao poder. Se não nos falhou a consulta, todos os artigos e rubricas são da exclusiva responsabilidade de Artur Bivar ("ditador dentro desta casa"), no registo habitual do autor de Ha Capito e Dominus Tecum (que também temos), mais conhecido pelo Dicionário Geral e Analógico da Língua Portuguesa. Nesta espécie de revista de filosofia em vulgata há textos sobre filósofos, sobre a filosofia nas antigas civilizações, sobre ciência e descobertas científicas, e em cada número uma interessante «Alpista Filosófica» com citações curiosas de filósofos e escritores.

Os 13 números foram artesanalmente cartonados em conjunto.


25€ (reservado)

Boletim bibliográfico 2/2021

O segundo boletim do ano está pronto e tem em destaque Jean-Paul Sartre (boa leitura para estes tempos de Estado-paizinho), Henrique Galvão (que há meio século assaltou um navio) e Gomes Leal (de quem se comemora o centenário da morte em modo online). 

Pode desde já ser consultado «clicando»

Jorge Amado ― Bahia de Todos os Santos

Bahia de Todos os Santos (guia das ruas e dos mistérios da cidade do Salvador)

Martins (São Paulo, 1964). In-8º de 324, [14] págs. Br.

A editora paulista apresentava assim a coisa na badana posterior: “(…) um canto de amor à cidade mais velha e mais bela do Brasil, a mãe das cidades brasileiras. Aparece agora, em oitava edição, integrando as “Obras Ilustradas de Jorge Amado”, a grande realização editorial com que a Livraria Martins Editora comemora o 30.º aniversário da publicação de “O País do Carnaval”, primeiro livro de J. A., e o 20.º aniversário do seu contrato de exclusividade, em língua portuguêsa, com nossa Casa. / Conserva esta edição a serie de magníficas gravuras criadas especialmente para êste guia pelo pintor Manuel Martins que, para realiza-las, demorou-se em Salvador alguns mêses, em 1944. Estas gravuras vêem ilustrando o livro desde a primeira edição. Para esta edição comemorativa, Flavio Damn, o grande fotografo brasileiro, realizou dez magnificas fotos da cidade de Jorge Amado, completando assim a beleza do livro. Jorge Amado, por sua vez, actualizou o guia, reescrevendo varios capítulos e acrescentando cenas e informações, o que faz desta oitava edição um livro praticamente novo”. Acrescem a capa de Clovis Graciano e um retrato do romancista baiano por Carlos Scliar.

Exemplar da 10.ª edição (mera reimpressão da acabada de descrever).


14€

Jorge Amado ― Farda Fardão Camisola de Dormir

Farda Fardão Camisola de Dormir (fábula para acender uma esperança / romance)

Editora Record. [S/d – 1979?]. In-8º de 239, [1] págs. Br.

Este livro (…) conta de como uns poucos e velhos literatos, totalmente desarmados, empreendem guerra e guerrilha contra a avalanche nazista e a vigilante ditadura doméstica e delas, de maneira muito curiosa, saem vitoriosos”. Capa de Jenner Augusto, ilustrações de Otávio Araújo, retrato do autor na anteportada por Jordão de Oliveira. 

Segunda edição (ou provavelmente mera reimpressão), dada a lume logo após a tiragem inicial.

10€

Contos do Brasil (primeira série)

Contos do Brasil (primeira série) / (Selecção, prefácio e notas de José Osório de Oliveira // 2.ª edição)

Portugália Editora, Lisboa (1966). In-8º de 370, [2] págs. Br.

Obedecendo aos critérios bastante arrevesados que o próprio antologiador fazia questão de explicar no seu prefácio, esta recolha contempla, entre outros, peças de Machado de Assis, Monteiro Lobato, Graciliano Ramos, Mário de Andrade, Aurélio Buarque de Holanda e Lígia Fagundes Teles.

Exemplar com algum desgaste exterior; sem defeitos de monta no miolo.


10€

Contes et chroniques d’expression portugaise (Portugal – Brésil – Afrique)

Contes et chroniques d’expression portugaise (Portugal – Brésil – Afrique) / Contos e crónicas de expressão portuguesa (Portugal – Brasil – África) // Carlos Drummond de Andrade, Anónimo africano, Baptista Bastos, Maria Isabel Barreno, Rubem Braga, Mário de Carvalho, Salisbury Galeão Coutinho, Herberto Helder, Mário Henrique Leiria, Rubem Mauro Machado, Carlos Eduardo Novaes, Murilo Rubião, Fernando Sabino, Moacyr Scliar, António Torrado, Luís Fernando Veríssimo, Luandino Vieira. // Choix, traduction et notes par Solange Parveaux (…), Jorge Dias da Silva (…), Jacqueline Penjon (…)

Pocket (2002). In-8º peq. de 198, [2] págs. Cart.

Exemplar revestido de cartonagem artesanal, que aparentemente terá aproveitado a face superior da capa de brochura e uma tira com os dizeres do encaixe.

8€

Manuel Ferreira ― Que Futuro para a Língua Portuguesa em África?

Que Futuro para a Língua Portuguesa em África? (Uma perspectiva sociocultural)

Edições ALAC, 1988. In-12º de 91, [1] págs. Br.

Publicado no ano seguinte ao da jubilação do autor, é um trabalho com muitos apontamentos e problemas de interesse acerca do processo de descolonização nos países africanos de língua portuguesa.

Tiragem de 1000 exemplares, este com uma pequena etiqueta colada sobre a capa mas aparentemente ainda por estrear.


10€

Amorim de Carvalho ― tratado de versificação portuguesa

edições 70, Lisboa. (1974). In-8º de 181, [3] págs. Br.

Esta segunda edição é apresentada por um prefácio «Ao Leitor» em que explicava o autor ter para ela feito só algumas alterações e ampliações. O livro divide-se nas partes «Da metrificação e das leis do verso», «Dos vícios contra a pureza musical, da harmonia imitativa e da rima», «Das estrofes e dos sistemas estróficos» e a brevíssima «Do verso metrificado ao verso livre», seguindo-se-lhes, a terminar o volume, um «Apêndice Histórico» sobre «A versificação através da poesia portuguesa».

10€