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Stefan Zweig — Maria Stuart (tradução de Alice Ogando)

Livraria Civilização – Editora. Porto. (1957). In-4º de 391, [5] págs. Enc.

Versão portuguesa, a partir do original em língua alemã, da conhecida biografia da monarca da Escócia, ilustrada ao longo do volume pela reprodução de gravuras e retratos antigos sobre folhas destacadas de papel couché. Da rainha dizia Zweig no prefácio que “Nenhuma outra mulher da História Universal provocou uma eclosão tão abundante de dramas, de romances, de biografias e de discussões” e que “talvez não exista outra que tenha sido pintada com traços tão diferentes: ora como assassina, ora como mártir, ora como tonta intriguista, e até como santa”.

Exemplar revestido de uma bem conseguida encadernação em material sintético, gravada a ouro e a seco com o escudo de armas escocês sobre a pasta superior; e conservando a frente da capa de brochura. Em muito bom estado no miolo, mantendo ainda as folhas, por regra, praticamente limpas.

10€ (reservado)

Stefan Zweig — Fernão de Magalhãis

Fernão de Magalhãis (Tradução de Maria Henriques Osswald F. I. L.)

Livraria Civilização – Editora. (1939). In-8º gr. de 282, [6] págs. Br.

Na sua introdução ao livro, o escritor austríaco explicava como ele resultou de um sentimento de vergonha por, estando a viajar para a América do Sul num luxuoso transatlântico, ter ao fim de alguns dias sentido um crescente tédio, de que se penitenciou ao confrontar as cómodas facilidades da sua travessia com a dificuldade das que fizeram os navegadores dos Descobrimentos; resolvendo por isso começar a estudá-los na biblioteca do navio e contando que um vulto se destacou da leitura, o de Magalhães, responsável por aquela que fôra talvez “a mais extraordinária odisseia na história da humanidade” e sobre quem ainda assim, dizia, tão pouco se havia estudado. Segunda edição, publicada logo poucos meses após a primitiva.


12€

Stefan Zweig — Amok

Livraria Civilização (1949). In-8º de 201, [VII] págs. Br.

Foi já a sétima edição de um volume que além de «Amok» integrou também as novelas «Carta duma desconhecida» (viria a conhecer edições portuguesas independentes) e «A colecção invisível».

Exemplar praticamente perfeito.

10€

Stefan Zweig — Um Segrêdo Ardente (tradução de Alice Ogando)

Livraria Civilização - Pôrto. (Composto e impresso em A Portuense / Rua Conde de Vizela, 80 / Pôrto - 1937). In-8º de 171, [V] págs. Br.

Primeira edição portuguesa, e possivelmente a segunda de um livro de Zweig; tendo entretanto o livro sido reeditado com nova tradução na Relógio d'Água, em 2014.

Bom exemplar, apesar do ligeiro desgaste do papel no encaixe da capa e de uma discreta assinatura de propriedade, datada de 1938, na folha de rosto. 

10€

Stefan Zweig — Caleidoscópio

Caleidoscópio (lendas) / Tradução de Alice Ogando

Livraria Civilização - Pôrto. [S/d - 1942?]. In-8º de 177, [7] págs. Br.

Volume de contos originalmente publicado em 1936 - «Raquel acusa Deus», «Os olhos do Padre Eterno», «A lenda da terceira pomba» e «Gémeas desiguais».

Bom exemplar: discretíssima assinatura sobre a face superior da capa (quase não se vê na imagem); selo duplo da Coimbra Editora no respectivo verso.

8€

Stefan Zweig — Vinte e Quatro Horas da Vida de Uma Mulher

Vinte e Quatro Horas da Vida de Uma Mulher (Tradução de Alice Ogando)

Livraria Civilização - Editora. (1937 - Composto e impresso na Tipografia e Encadernação A Portuense / R. Conde de Vizela, 80 - Porto). In-8º de 184, [VIII] págs. Br.

Foi não só a primeira edição portuguesa do livro como a primeira edição em Portugal do escritor austríaco, apresentado ao público luso por um prefácio daquela que seria entre nós uma das suas duas principais tradutoras, juntamente com Maria Henriques Osswald. O dito texto de Alice Ogando, quase no final, reza assim: "Dêste grande livro (...) disse Gorki que nunca poderia ler nada mais profundo, e decerto só assim se justifica o imenso sucesso desta obra. / Quási todos os países cultos da Europa admiram a obra de Stefan Zweig, e o público português que o não conhece ainda, vai conhecê-lo e aprender a admirá-lo através de uma das suas mais belas obras (...) que ficarão eternas na literatura mundial".  
A terminar o volume há um apêndice reproduzindo excertos de apreciações críticas ao romance de ribatejano enredo O Grito da Terra, de uma hoje quase desconhecida Adelaide Félix.
Capa do modernista Roberto Araújo.

12€    

Henrique Galvão — Pele

1956/1957 (na capa: 1958). (Soc. Gráfica Nacional, Lda. (Antiga Imprensa Libânio da Silva) Lisboa). In-8º de 369, [7] págs. Br.

“Este romance não pretende demonstrar seja o que for que, em comédia humana, não esteja demonstrado há centenas de anos. / Também não pretende levantar, e, menos, agitar qualquer problema ou questão social. / Não é o que soi chamar-se uma obra de tese e não se filia nem deseja integrar-se em qualquer escola, movimento, corrente, ou clube literários. / É apenas o que é: uma história de gentes civilizadas, e baptizadas, do Ocidente, contada como eu gostaria que me contassem.”
Primeira edição, publicada pelo próprio autor.

Exemplar já um quanto desgastado, prejudicado por manchas antigas de humidade e vincos de manuseio.

14€

Henrique Galvão — Por Angola

Por Angola (Quatro anos de actividade parlamentar)/1945-1949

Edição do Autor/Depositária: Livraria Popular, Lisboa. (Composto e impresso na Gráfica Santelmo). In-8º gr. de 367, [1] págs. Br.

“Não tem este livro, que ressuscita os trabalhos do autor, durante os quatro anos da quarta Legislatura, em que representou Angola na Assembleia Nacional, outro intuito senão mostrar àqueles que o elegeram como cumpriu o mandato que lhe foi confiado – e àqueles outros que desejariam ter sido representados por outro deputado e lutaram por outras ideias, que os interesses de Angola nem por isso deixaram de ser defendidos e apregoados com isenção e probidade”; Galvão, então ainda nas boas graças do Estado Novo, fôra convidado por Marcelo Caetano, pela época o Ministro das Colónias, a encabeçar uma nova lista às eleições em questão.
Primeira edição, pouco frequente.

25€

Henrique Galvão — Teatro

(Teatro) Comédia da Morte e da Vida (Uma peça em 3 actos) // A Mulher e o Demónio / Um caso raro de loucura (Duas peças em um acto)

Lisboa — 1950. (Composto e impresso na Tipografia da Empresa Nacional de Publicidade – Lisboa). In-8º de 258, [2] págs. Br.

O volume recolhe a produção teatral do autor, e é ocupado na grande maioria pela primeira peça, estreada em Maio desse ano no D. Maria II com Amélia Rei Colaço no papel principal; a terceira estreara em Abril no São Luís igualmente com a actriz como cabeça de cartaz.

Bom exemplar.

17€

Henrique Galvão — Kurika

(romance dos bichos do mato:) Kurika

Livraria Popular de Francisco Franco / Lisboa. [1944]. In-8º de 231, [1] págs. Br.

É a primeira edição deste já «clássico» da nossa literatura infanto-juvenil, ilustrada por capitulares e vinhetas não só no início mas também no fim de cada capítulo; além de duas folhas à parte de fotogravuras.

O exemplar apresenta uma nota manuscrita coeva que aparenta ter sido passada em nome do autor – andou de facto pelo “Mindelo” (e por Cabo Verde em geral) nesses anos 40 – mas não necessariamente por ele, até porque a caligrafia não parece exactamente a que lhe conhecemos dos anos 50.

22€  

Henrique Galvão — Terras do Feitiço (contos africanos)

Depositária: Parceria António Maria Pereira, Lisboa. (Composto e impresso na oficina «Ottosgrafica, Ltd.ª. In-8º de 199, [5] págs. Br.

Primeira edição, publicada pelo próprio autor e já relativamente rara. Constam do volume os contos «A aventura de António Pais», «Mulheres Boers», «Pai, filho e dono», «O branco que odiava as brancas», «História sentimental dum leão e dum porco», «A valorização de M.me Gaudens», «O macaco e o macaqueiro», «Regresso às Trevas», «Feitiço», «Aquela branca no mato», «Terras do Feitiço (Usanças do gentio)», «Pretos e brancos» e «Era uma vez em África».

Exemplar valorizado por dedicatória manuscrita de Galvão, sobre a folha de anterrosto, a Pinheiro Torres.
 
38€

Henrique Galvão — O Vélo d’Oiro

O Vélo d’Oiro (Romance colonial)/1.º Prémio de Literatura Colonial – 1933//2.ª edição

Depositária: Parceria António Maria Pereira, Lisboa. (Composto e impresso na Ottosgrafica, ltd.). In-8º de 291, [1] págs. Br.

Edição do autor, já invulgar.

Exemplar valorizado por dedicatória manuscrita do próprio Henrique Galvão.
 
25€

A Pérola do Oceano

No alto, em regiões do céu, copas de árvores muito juntas, frisadas, vão descer. Sente-se cá de longe, da amurada, o prodígio que deve ser esta paisagem vista de cada curva do terreno, do alto de cada outeiro, do mirante de cada monte.
Depois, em águas mais transparentes, num ponto que todas as casas da Ilha parecem demandar, surge o Funchal, doce presépio desta romagem dos Oceanos, uma grande cidade europeia em ar de jardim, um grande bordado multicor, garrido, movimentado e alegre.
Tantas vezes tenho passado nestes caminhos e sempre me comovi como na primeira.
E ainda hoje não compreendo que havendo já em Portugal tanta gente que viaja por prazer, haja tantos ingleses que vão à Madeira e tão poucos portugueses que a conheçam.
Já lhe chamaram a Pérola do Oceano - que mais posso eu dizer?

(Henrique Galvão, in Outras Terras, Outras Gentes)
 
Celebram-se este mês os 600 anos do povoamento da Madeira.

Sacheverell Sitwell — Portugal and Madeira

London: B. T. Batsford Ltd. (1954). In-8º de 242 págs. Enc.

Primeira edição de um dos típicos livros sobre Portugal escritos por britânicos, tão frequentes durante o século XIX e ainda bastante habituais já pelo séc.XX adentro; da autoria de um dos três irmãos de uma família famosa em Inglaterra como The Sitwells, que fez cinco viagens ao nosso país antes de o compor. Bastante raro por cá, embora por lá ainda apareça com alguma frequência.
Após a Madeira, logo a abrir, há capítulos dedicados a «Lisbon», «Belém, Sintra, Queluz», «A Journey to the Abbeys» (Alcobaça, Nazaré, Batalha e Tomar no itinerário), «Setúbal and the Algarve» (passagens por Évora, Beja e Elvas), «Trás-os-Montes» (desde Santarém, passando por Castelo Branco, depois Lamego, Solar de Mateus em Vila Real e Bragança), «Minho» (Amarante, Guimarães, Barcelos, Braga, Ponte de Lima e Viana do Castelo; uma das regiões mais belas em todo o mundo, dizia o autor, e não dizia mal...) e «Oporto, Aveiro, Coimbra» (neste aspecto, um livro inglês atípico: não se detém tanto na mais britânica das cidades portuguesas como era geralmente costume). Ilustram o volume dezenas de boas fotogravuras a p/b em folhas destacadas de papel couché, parte delas repescadas e sugeridas por Reinaldo dos Santos, além de uma a cores na anteportada: a da Igreja da Misericórdia em Viseu, pintada por Tristram Hillier.

Encadernação do editor em tela, faltando ao exemplar a sobrecapa em papel; tê-la-à perdido o proprietário que o assinou, nem mais nem menos que o já portuense Horch Symington.
 
20€

Cabral do Nascimento — Lugares Selectos de Autores Portugueses...

Lugares Selectos de Autores Portugueses que escreveram sobre o arquipélago da Madeira

MCMXLIX. (Composto e impresso na Tipografia Ideal, Calçada de S. Francisco, n.os 13, 13-A – Lisboa). In-8º de 277, [7] págs. Br.

Encomenda da Delegação de Turismo da Madeira, a antologia recolhe trechos literários em prosa de escritores portugueses, numa edição de 1500 exemplares numerados e assinados pelo antologiador; apresentando em folhas destacadas quatro gravuras a partir de litografias antigas (que este exemplar conserva na totalidade): um panorama do Curral das Freiras, uma quinta na Madeira, o Rabaçal e um traje popular em 1823. Contam-se entre os antologiados Castilho, Bulhão Pato, Júlio Dinis, Teixeira Gomes, Raul Brandão, Henrique Galvão, Ferreira de Castro e o próprio Cabral do Nascimento, além de muitos mais.
 
20€

Cabral do Nascimento — A Madeira

A Madeira (introdução, selecção e notas por...)

Livraria Bertrand, Lisboa. [S/d]. In-8º peq. de 166 págs. Br.

Segundo volume publicado na colecção Antologia da Terra Portuguesa, repescando textos em prosa e verso de escritores como Camões, Castilho, Bulhão Pato, Júlio Dinis, Pinheiro Chagas, Gomes Leal, Pedro Ivo, Teixeira Gomes, Brito Camacho, António Nobre, Raul Brandão, Delfim Guimarães, António Sérgio, Jaime Cortesão, Julião Quintinha, Norberto de Araújo, Henrique Galvão, o próprio antologiador, Ferreira de Castro, Osório de Oliveira, Vitorino Nemésio, Santana Dionísio, José Loureiro Botas, Hugo Rocha e Joaquim Paço de Arcos, entre outros.

O exemplar ostenta o ex-libris do médico republicano e publicista portuense Ribeiro dos Santos.

14€   

Willy Heinzelmann — Madeira (Portugal)

(1971 Willy Heinzelmann, autor, fotógrafo e editor / Made by Poligráfica, Porto-Lisboa). In-4º largo de 129, [iii] págs. Cart. 

"Jardim plantado no mar, terra de encanto e de sonho, a Madeira deslumbra pelo contraste flagrante da sua paisagem a um tempo fascinante e surpreendente. Exuberante, em seu mundo vegetal, oferece flores raríssimas de cores maravilhosas; temerária, em seus patamares exíguos, alcantilada sobre perigosas escarpas onde correm levadas, mostra o afã dos filhos, em longos anos de luta contra a natureza nem sempre amiga. Só na história da lenda pode encontrar-se a razão de tanta beleza e rudeza de braço-dado na ilha", a saber: "Deus compadeceu-se da miséria dos homens expulsos do reino dos céus. Misericordioso, Ele resolveu criar-lhes, cá em baixo, o paraíso perdido. Depois de muito escolher entre as regiões mais lindas do mundo, decidiu-se enfim pela Madeira".  
Capítulos: «Dados históricos», «Condições geográficas», «Habitat», «Fauna e flora», «Situação económica», «Fotografias», «Descrição das fotografias», «Bordados», «Vinho», «Tradições» e «Lendas e narrativas».

Cartonado e impresso sobre bom papel, o álbum foi publicado pelo alemão em edição de autor.

20€

Lucília Boulosa Vale — Madeira Flavour

(Execução Gráfica Grafimadeira / Santo António · Funchal). [S/d]. In-4º de [18], 224, [10] págs. Br.

Edição da autora, sendo esta a versão em inglês de um livro que em português se chamou O Paladar Madeirense; impressa em bom papel encorpado, com as folhas de receitas «emolduradas» à inglesa e ilustradas, acompanhadas das fotografias respectivas em folhas complementares de papel couché.

Bom exemplar, ainda por estrear, apenas marcado por ligeiros vincos na face inferior da capa.
 
15€

Olavo de Eça Leal — Nem Tudo se Perde no Ar

Nem Tudo se Perde no Ar (3.ª selecção de diálogos radiofónicos)

Edições Universo, L.da. [S/d – 194_]. In-8º de 252, [4] págs. Br.

O volume integra uma prévia «Nota do Autor», que garantia provir o seu êxito enquanto escritor para rádio da “facilidade de escrever em cima do joelho e sem pensar, o mesmo que outros escreveriam em cima da secretária depois de muito pensar”. 

Exemplar com algumas marcas de uso, mas nenhum defeito significativo.
 
12€  

Olavo de Eça Leal — Provérbios

Provérbios (Ilustrações do Autor/para crianças dos 10 aos 14 anos/Edição da Emprêsa Nacional de Publicidade)

Lisboa: Tip. da Emprêsa do Anuário Comercial. 1930. In-8º de 83, [3] págs. Br.

Primeira edição, publicada na «Biblioteca dos Pequeninos» de Emília de Sousa Costa e valorizada pelos belos desenhos a tinta do próprio Olavo. Inclui «Quem tudo quere tudo perde», «Quem espera sempre alcança», 
«A Fortuna protege os audaciosos», «Ir buscar lã e ficar tosquiado», «O hábito faz o monge», «Crêr e não entender», «Tristezas não pagam dividas», «O seu a seu dono» e «Quem não quizer ser lôbo não lhe vista a pele».

Exemplar em muito boa condição no miolo mas exteriormente quase desconjuntado.
 
14€

António Botto — O Livro das Crianças

O Livro das Crianças (Com uma carta de Fernando Pessoa) / Proémio de Carlos Camposa | Ilustrações de Margarida Neto

Solivros de Portugal. [1988?]. In-4º/in-4º gr. de 113, [1] págs. Enc.

«Nova edição de Homenagem ao Poeta António Botto», enriquecida pelas boas ilustrações a pena, impressa sobre papel encorpado com a capa cartonada.

Exemplar em bom estado.
 
15€

João Soares — Novo Atlas Escolar Português

Novo Atlas Escolar Português (histórico-geográfico) / (oitava edição actualizada)

Livraria Sá da Costa Editora (100 & 102, Rua Garrett, Lisboa). (1960). In-4º gr. de 64, 26 + [ ] págs. de estampa. Cart.

“Ao apresentar a oitava edição do Novo Atlas Escolar Português, não queremos deixar de salientar o facto de não se tratar de uma simples reimpressão. Com efeito, para além de se atender às modificações de carácter político que, entretanto, se verificaram, procurou-se igualmente actualizar informações no que respeita à documentação económica relativa a Portugal, Ilhas Adjacentes e Ultramar”. Note-se que o “histórico” deve apenas aludir às fotogravuras de aspectos e monumentos históricos, nada mais; e que o “Português” também não deve ser levado demasiado à letra, tendo em conta que a maior parte do volume é dedicada ao resto do mundo. Além dos mapas desdobráveis a cores, o destaque vai justamente para as centenas de fotogravuras – muitas delas ainda mais desdobráveis – da época, reproduzidas a p/b. Das sete edições anteriores deste trabalho de João Soares (velho republicano por alguma razão bastante respeitado pelo Estado Novo, pai de Mário Soares), as quatro imediatas tinham saído todas na década de 50, entre 1951 e 1959.

Exemplar em bom estado, mas com a capa já um tanto marcada. 
 
10€

Leitão de Barros (et.al.) — Prémio Nobel

Prémio Nobel: 3 actos de Fernando Santos, Almeida Amaral e Leitão de Barros

Lisboa, 1955. (Composto e impresso na Tipografia da Empresa Nacional de Publicidade). In-8º de 117, [7] págs. Br.

Primeira edição da peça, explicada pelo autor principal, Leitão de Barros, no post-scriptum que assinou.
Exemplar com alguns defeitos (vestígios de acidez, assinatura de propriedade no rosto). Conserva a sobrecapa – também com sinais de desgaste – ilustrada.
 
10€

Teresa Leitão de Barros — História Maravilhosa

História Maravilhosa (escrita á margem de «Os Lusíadas») / Homenagem a Camões

Edição da Emprêsa Nacional de Publicidade. Lisboa: Tip. da Emprêsa do Anuário Comercial, 1931. In-8º de 165, [3] págs. Br.

“Há mais de dois anos, concluí o presente trabalho, inspirado no desejo de, em ocasião oportuna, atrair sôbre duas palavras sagradas – «Os Lusíadas» – a curiosidade rebelde daqueles portuguêses, em idade «liceal», cujas mãos, em regra, aceitam a epopeia com uma desconfiança por demais conhecida e registada. / Não escrevi uma paráfrase infantil de «Os Lusíadas». Escrevi uma longa história de fadas sugerida pelas maravilhosas peripécias do poema”, assim começava a «Advertência» inicial. Edição impressa sobre bom papel ligeiramente avergoado, como habitualmente nesta «Biblioteca dos Pequeninos»; e apreciada sobretudo pelas ilustrações de Raquel Roque Gameiro.
 
15€

Ana de Castro Osório — Quatro Novelas

Quatro Novelas (A Vinha. / A Feiticeira. / Diario duma Criança. / Sacrificada.)
 
Coimbra: França Amado – Editor – 1908. In-8º de 272, [4] págs. Enc.
 
Primeira edição, hoje já bastante invulgar.
Exemplar revestido de uma boa encadernação com cantos e lombada em pele, esta última gravada com dourados; conserva ambas as faces da capa original, mas parece ter sido suprimida a folha preliminar (de guarda ou anterrosto).
 
25€

Afonso Lopes Vieira — O Povo e os poetas portugueses

O Povo e os poetas portugueses (conferência lida pelo autor no teatro D.Maria II em 12 de Janeiro de 1910)

Lisbôa (na Typ. «A Editora»). [S/d]. In-8º de 62, [4] págs. Br.

Edição de autor impressa a duas cores em bom papel de linho, com o texto da conferência – uma panorâmica breve sobre a história da poesia portuguesa – e um «post-scriptum» final de alguns apontamentos sobre o fado.
Exemplar em bom estado, sem defeitos de relevo salvo ligeiros rasgões marginais por má abertura das folhas.
 
14€

Afonso Lopes Vieira — Canto Infantil

Canto Infantil: versos de Affonso Lopes Vieira • musica de Thomás Borba, illustrações de Raul Lino
(Composto e impresso na tipografia de «A Editora» em papel nacional. Grav. de Th. Bordallo Pinheiro. Edição de «A Editora», Conde Barão, 50, Lisboa. Primavera de 1912). In-8º de 72, [6] págs. Enc.

Edição primitiva, impressa em bom papel; de grande apuro gráfico e nesse aspecto um marco na literatura infantil entre nós publicada – tal como Animaes Nossos Amigos, dos mesmos autor e ilustrador. As ilustrações e as pautas musicais antecedem cada uma das composições.

Exemplar recoberto de boa encadernação (embora de cores pouco condizentes) em estilo amador com os largos cantos e lombada em pele demarcados a ouro, também aplicado entre as casas abertas da lombada; e as pastas em excepcional papel marmoreado. Conserva por inteiro a capa de brochura. Único «defeito» de relevo: como habitualmente sucedia nestas edições, alguns dos desenhos foram preenchidos a lápis de cor – mas, vá lá, neste caso bem preenchidos...

37€ (reservado)

Teixeira de Pascoaes — António Carneiro

Câmara Municipal de Amarante / 1980 (composição, impressão e acabamento / Rocha / artes gráficas, Vila Nova de Gaia). In-8º gr. esguio de 25, [3] págs. Br.
 
Composto em 1950, duas décadas após a morte do artista em 1930 (ano que levara ainda a Pascoaes outro grande amigo poucos meses depois: Raul Brandão), o texto só aqui foi reeditado, numa série «Subsídios para a História da Cultura em Amarante» a cujo nome dificilmente se poderia adequar melhor – Pascoaes, que nesta memória várias vezes alude a várias trindades, forma justamente com António Carneiro e o cometa Amadeo a Santíssima Trindade de uma pequena terra que ainda se pode ufanar de celebridades como António Cândido e Agustina Bessa-Luís, só por exemplo. A evocação do pintor pelo poeta é interessantíssima, naquela toada ligeira, associativa e humorística muito típica desses anos finais, e inclui notas biográficas sobre ambos dos tempos de Amarante aos do Porto, episódios curiosos variados e até uma velada mas eloquente alusão ao abandono da direcção d’A Águia onde coincidiu e estreitou relações com o amigo, um na parte literária e o outro na artística.
Tiragem declarada de 1000 exemplares, este em bom estado no miolo mas com a capa já um pouco marcada e manchada.

10€ (reservado)

Olhando para trás vejo Pascoaes

Livraria Portugal, Lisboa. (1971). In-8º de 184, [8] págs. Br.
 
Edição original, já relativamente rara, de um livro que serve de complemento ao Livro de Memórias e a O Advogado e o Poeta que o irmão chegou a deixar (este último, aliás, seria publicado depois – em 1978). Dizia no preâmbulo Maria da Glória, senhora já de avançada idade ao compor estas linhas, usando o mesmo registo ligeiro e engraçado com que as redigiu, “os poetas de hoje não gostam dos versos antigos, tal como eu, que não gosto de todos os versos modernos. Gosto muito, mesmo muito, do Miguel Torga. Sinto-o, compreendo-o. E ainda de outros, como Sofia Andressen [sic], Eugénio de Andrade, Domingos Monteiro, Homem de Mello e Lambert da Fonseca, e poucos mais conheço. / Há um poeta moderníssimo, e porque nos obriga a fazer a pontuação eu me neguei a lê-lo por três vezes e por fim acabei por gostar imenso dele. É o Éluard. Aconteceu-me isso mesmo com a Peste de Camus. Com mais dois passos, vejo-me metida no modernismo, aos 86 anos!” 
Várias folhas ilustradas extratexto sobre papel couché, na da anteportada o busto de Pascoaes esculpido por António Duarte.

Exemplar valorizado por expressiva dedicatória de oferta manuscrita pela própria autora, datada de 25-7-71 (o volume apresenta nota de impressão indicando o mês anterior), Lisboa.


35€

Álvaro Ribeiro — A Razão Animada (sumário de antropologia)

Livraria Bertrand. [S/d]. In-8º de 335, [5] págs. Br.

“Habituado, desde  primeira leitura da Cartilha Maternal, aos ritmos populares dos poemas de João de Deus, fui formando a minha cultura literária em direcção oposta ao da ocidentalização modernista. A exigência de pensamento levou-me gradualmente a preferir as obras poéticas de António Correia de Oliveira, Afonso Lopes Vieira e Teixeira de Pascoais. Não me envergonho de confessar que me faltou simpatia bastante para enaltecer os movimentos literários que surgiram depois da Renascença Portuguesa”, assinalava en passant (e só aqui haveria muito a dizer...) o autor na sua longa introdução ao volume, de resto teórica como este.
Exemplar por estrear.
 
10€

Leonardo Coimbra ― Jesus / São Francisco de Assis

Jesus / São Francisco de Assis / S. Francisco de Assis e a Visão Franciscana da Vida / O Homem às Mãos com o Destino

Livraria Tavares Martins, Porto / 1964. In-8º de 248, [4] págs. Br.
 
Volume publicado nas «Obras Completas», agregando ao texto primitivamente publicado na Renascença vários outros de saída dispersa; prefaciados e anotados pelo Fr.João Ferreira. Com um retrato de Leonardo em folha preliminar de papel couché.

O exemplar, bem cuidado, conserva a sobrecapa original.
 
12€

Leonardo Coimbra — Guerra Junqueiro

Guerra Junqueiro (Nota prévia, organização e fixação do texto: Paulo Samuel)

Lello Editores / Universidade Católica Portuguesa (Centro Regional do Porto). (1996). In-8º de 163, [5] págs. Br.

Assinalava Paulo Samuel no prefácio que “o relacionamento entre Leonardo Coimbra e Guerra Junqueiro foi bastante estreito, tanto ao nível da convivência e estima pessoais como no plano cívico e político, nesses tempos primiciais da República”. Em folha extratexto preliminar o volume apresenta, tal como na edição original, um conhecido retrato de Junqueiro da autoria do comum amigo António Carneiro.
Exemplar por estrear.

10€

Leonardo Coimbra: Testemunhos dos seus Contemporâneos

1950 / Livraria Tavares Martins – Porto. In-4º de 428, [4] págs. Br.

Grosso volume de homenagem organizado por Sant’Ana Dionísio (que também o prefaciou), José Marinho, Álvaro Ribeiro e Adolfo Casais Monteiro quinze anos após a morte do filósofo, recolhendo depoimentos para o efeito de um cardápio de gente que começava num já envelhecido Pascoaes, passava entre muitos outros por Régio, Hernâni Cidade, Mário Beirão, João de Barros, Alberto de Serpa, António Correia de Oliveira, Sousa Costa, Álvaro Ribeiro, Couto Viana, Augusto Casimiro, Damião Peres, Sarmento de Beires, Casais Monteiro e José Marinho e terminava com o próprio Sant’Ana.

Exemplar praticamente perfeito.
 
35€