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Sacheverell Sitwell — Portugal and Madeira

London: B. T. Batsford Ltd. (1954). In-8º de 242 págs. Enc.

Primeira edição de um dos típicos livros sobre Portugal escritos por britânicos, tão frequentes durante o século XIX e ainda bastante habituais já pelo séc.XX adentro; da autoria de um dos três irmãos de uma família famosa em Inglaterra como The Sitwells, que fez cinco viagens ao nosso país antes de o compor. Bastante raro por cá, embora por lá ainda apareça com alguma frequência.
Após a Madeira, logo a abrir, há capítulos dedicados a «Lisbon», «Belém, Sintra, Queluz», «A Journey to the Abbeys» (Alcobaça, Nazaré, Batalha e Tomar no itinerário), «Setúbal and the Algarve» (passagens por Évora, Beja e Elvas), «Trás-os-Montes» (desde Santarém, passando por Castelo Branco, depois Lamego, Solar de Mateus em Vila Real e Bragança), «Minho» (Amarante, Guimarães, Barcelos, Braga, Ponte de Lima e Viana do Castelo; uma das regiões mais belas em todo o mundo, dizia o autor, e não dizia mal...) e «Oporto, Aveiro, Coimbra» (neste aspecto, um livro inglês atípico: não se detém tanto na mais britânica das cidades portuguesas como era geralmente costume). Ilustram o volume dezenas de boas fotogravuras a p/b em folhas destacadas de papel couché, parte delas repescadas e sugeridas por Reinaldo dos Santos, além de uma a cores na anteportada: a da Igreja da Misericórdia em Viseu, pintada por Tristram Hillier.

Encadernação do editor em tela, faltando ao exemplar a sobrecapa em papel; tê-la-à perdido o proprietário que o assinou, nem mais nem menos que o já portuense Horch Symington.
 
20€

Cabral do Nascimento — Lugares Selectos de Autores Portugueses...

Lugares Selectos de Autores Portugueses que escreveram sobre o arquipélago da Madeira

MCMXLIX. (Composto e impresso na Tipografia Ideal, Calçada de S. Francisco, n.os 13, 13-A – Lisboa). In-8º de 277, [7] págs. Br.

Encomenda da Delegação de Turismo da Madeira, a antologia recolhe trechos literários em prosa de escritores portugueses, numa edição de 1500 exemplares numerados e assinados pelo antologiador; apresentando em folhas destacadas quatro gravuras a partir de litografias antigas (que este exemplar conserva na totalidade): um panorama do Curral das Freiras, uma quinta na Madeira, o Rabaçal e um traje popular em 1823. Contam-se entre os antologiados Castilho, Bulhão Pato, Júlio Dinis, Teixeira Gomes, Raul Brandão, Henrique Galvão, Ferreira de Castro e o próprio Cabral do Nascimento, além de muitos mais.
 
20€

Cabral do Nascimento — A Madeira

A Madeira (introdução, selecção e notas por...)

Livraria Bertrand, Lisboa. [S/d]. In-8º peq. de 166 págs. Br.

Segundo volume publicado na colecção Antologia da Terra Portuguesa, repescando textos em prosa e verso de escritores como Camões, Castilho, Bulhão Pato, Júlio Dinis, Pinheiro Chagas, Gomes Leal, Pedro Ivo, Teixeira Gomes, Brito Camacho, António Nobre, Raul Brandão, Delfim Guimarães, António Sérgio, Jaime Cortesão, Julião Quintinha, Norberto de Araújo, Henrique Galvão, o próprio antologiador, Ferreira de Castro, Osório de Oliveira, Vitorino Nemésio, Santana Dionísio, José Loureiro Botas, Hugo Rocha e Joaquim Paço de Arcos, entre outros.

O exemplar ostenta o ex-libris do médico republicano e publicista portuense Ribeiro dos Santos.

14€   

Willy Heinzelmann — Madeira (Portugal)

(1971 Willy Heinzelmann, autor, fotógrafo e editor / Made by Poligráfica, Porto-Lisboa). In-4º largo de 129, [iii] págs. Cart. 

"Jardim plantado no mar, terra de encanto e de sonho, a Madeira deslumbra pelo contraste flagrante da sua paisagem a um tempo fascinante e surpreendente. Exuberante, em seu mundo vegetal, oferece flores raríssimas de cores maravilhosas; temerária, em seus patamares exíguos, alcantilada sobre perigosas escarpas onde correm levadas, mostra o afã dos filhos, em longos anos de luta contra a natureza nem sempre amiga. Só na história da lenda pode encontrar-se a razão de tanta beleza e rudeza de braço-dado na ilha", a saber: "Deus compadeceu-se da miséria dos homens expulsos do reino dos céus. Misericordioso, Ele resolveu criar-lhes, cá em baixo, o paraíso perdido. Depois de muito escolher entre as regiões mais lindas do mundo, decidiu-se enfim pela Madeira".  
Capítulos: «Dados históricos», «Condições geográficas», «Habitat», «Fauna e flora», «Situação económica», «Fotografias», «Descrição das fotografias», «Bordados», «Vinho», «Tradições» e «Lendas e narrativas».

Cartonado e impresso sobre bom papel, o álbum foi publicado pelo alemão em edição de autor.

20€

Lucília Boulosa Vale — Madeira Flavour

(Execução Gráfica Grafimadeira / Santo António · Funchal). [S/d]. In-4º de [18], 224, [10] págs. Br.

Edição da autora, sendo esta a versão em inglês de um livro que em português se chamou O Paladar Madeirense; impressa em bom papel encorpado, com as folhas de receitas «emolduradas» à inglesa e ilustradas, acompanhadas das fotografias respectivas em folhas complementares de papel couché.

Bom exemplar, ainda por estrear, apenas marcado por ligeiros vincos na face inferior da capa.
 
15€

Olavo de Eça Leal — Nem Tudo se Perde no Ar

Nem Tudo se Perde no Ar (3.ª selecção de diálogos radiofónicos)

Edições Universo, L.da. [S/d – 194_]. In-8º de 252, [4] págs. Br.

O volume integra uma prévia «Nota do Autor», que garantia provir o seu êxito enquanto escritor para rádio da “facilidade de escrever em cima do joelho e sem pensar, o mesmo que outros escreveriam em cima da secretária depois de muito pensar”. 

Exemplar com algumas marcas de uso, mas nenhum defeito significativo.
 
12€  

Olavo de Eça Leal — Provérbios

Provérbios (Ilustrações do Autor/para crianças dos 10 aos 14 anos/Edição da Emprêsa Nacional de Publicidade)

Lisboa: Tip. da Emprêsa do Anuário Comercial. 1930. In-8º de 83, [3] págs. Br.

Primeira edição, publicada na «Biblioteca dos Pequeninos» de Emília de Sousa Costa e valorizada pelos belos desenhos a tinta do próprio Olavo. Inclui «Quem tudo quere tudo perde», «Quem espera sempre alcança», 
«A Fortuna protege os audaciosos», «Ir buscar lã e ficar tosquiado», «O hábito faz o monge», «Crêr e não entender», «Tristezas não pagam dividas», «O seu a seu dono» e «Quem não quizer ser lôbo não lhe vista a pele».

Exemplar em muito boa condição no miolo mas exteriormente quase desconjuntado.
 
14€

António Botto — O Livro das Crianças

O Livro das Crianças (Com uma carta de Fernando Pessoa) / Proémio de Carlos Camposa | Ilustrações de Margarida Neto

Solivros de Portugal. [1988?]. In-4º/in-4º gr. de 113, [1] págs. Enc.

«Nova edição de Homenagem ao Poeta António Botto», enriquecida pelas boas ilustrações a pena, impressa sobre papel encorpado com a capa cartonada.

Exemplar em bom estado.
 
15€

João Soares — Novo Atlas Escolar Português

Novo Atlas Escolar Português (histórico-geográfico) / (oitava edição actualizada)

Livraria Sá da Costa Editora (100 & 102, Rua Garrett, Lisboa). (1960). In-4º gr. de 64, 26 + [ ] págs. de estampa. Cart.

“Ao apresentar a oitava edição do Novo Atlas Escolar Português, não queremos deixar de salientar o facto de não se tratar de uma simples reimpressão. Com efeito, para além de se atender às modificações de carácter político que, entretanto, se verificaram, procurou-se igualmente actualizar informações no que respeita à documentação económica relativa a Portugal, Ilhas Adjacentes e Ultramar”. Note-se que o “histórico” deve apenas aludir às fotogravuras de aspectos e monumentos históricos, nada mais; e que o “Português” também não deve ser levado demasiado à letra, tendo em conta que a maior parte do volume é dedicada ao resto do mundo. Além dos mapas desdobráveis a cores, o destaque vai justamente para as centenas de fotogravuras – muitas delas ainda mais desdobráveis – da época, reproduzidas a p/b. Das sete edições anteriores deste trabalho de João Soares (velho republicano por alguma razão bastante respeitado pelo Estado Novo, pai de Mário Soares), as quatro imediatas tinham saído todas na década de 50, entre 1951 e 1959.

Exemplar em bom estado, mas com a capa já um tanto marcada. 
 
10€

Leitão de Barros (et.al.) — Prémio Nobel

Prémio Nobel: 3 actos de Fernando Santos, Almeida Amaral e Leitão de Barros

Lisboa, 1955. (Composto e impresso na Tipografia da Empresa Nacional de Publicidade). In-8º de 117, [7] págs. Br.

Primeira edição da peça, explicada pelo autor principal, Leitão de Barros, no post-scriptum que assinou.
Exemplar com alguns defeitos (vestígios de acidez, assinatura de propriedade no rosto). Conserva a sobrecapa – também com sinais de desgaste – ilustrada.
 
10€

Teresa Leitão de Barros — História Maravilhosa

História Maravilhosa (escrita á margem de «Os Lusíadas») / Homenagem a Camões

Edição da Emprêsa Nacional de Publicidade. Lisboa: Tip. da Emprêsa do Anuário Comercial, 1931. In-8º de 165, [3] págs. Br.

“Há mais de dois anos, concluí o presente trabalho, inspirado no desejo de, em ocasião oportuna, atrair sôbre duas palavras sagradas – «Os Lusíadas» – a curiosidade rebelde daqueles portuguêses, em idade «liceal», cujas mãos, em regra, aceitam a epopeia com uma desconfiança por demais conhecida e registada. / Não escrevi uma paráfrase infantil de «Os Lusíadas». Escrevi uma longa história de fadas sugerida pelas maravilhosas peripécias do poema”, assim começava a «Advertência» inicial. Edição impressa sobre bom papel ligeiramente avergoado, como habitualmente nesta «Biblioteca dos Pequeninos»; e apreciada sobretudo pelas ilustrações de Raquel Roque Gameiro.
 
15€

Ana de Castro Osório — Quatro Novelas

Quatro Novelas (A Vinha. / A Feiticeira. / Diario duma Criança. / Sacrificada.)
 
Coimbra: França Amado – Editor – 1908. In-8º de 272, [4] págs. Enc.
 
Primeira edição, hoje já bastante invulgar.
Exemplar revestido de uma boa encadernação com cantos e lombada em pele, esta última gravada com dourados; conserva ambas as faces da capa original, mas parece ter sido suprimida a folha preliminar (de guarda ou anterrosto).
 
25€

Afonso Lopes Vieira — O Povo e os poetas portugueses

O Povo e os poetas portugueses (conferência lida pelo autor no teatro D.Maria II em 12 de Janeiro de 1910)

Lisbôa (na Typ. «A Editora»). [S/d]. In-8º de 62, [4] págs. Br.

Edição de autor impressa a duas cores em bom papel de linho, com o texto da conferência – uma panorâmica breve sobre a história da poesia portuguesa – e um «post-scriptum» final de alguns apontamentos sobre o fado.
Exemplar em bom estado, sem defeitos de relevo salvo ligeiros rasgões marginais por má abertura das folhas.
 
14€

Afonso Lopes Vieira — Canto Infantil

Canto Infantil: versos de Affonso Lopes Vieira • musica de Thomás Borba, illustrações de Raul Lino
(Composto e impresso na tipografia de «A Editora» em papel nacional. Grav. de Th. Bordallo Pinheiro. Edição de «A Editora», Conde Barão, 50, Lisboa. Primavera de 1912). In-8º de 72, [6] págs. Enc.

Edição primitiva, impressa em bom papel; de grande apuro gráfico e nesse aspecto um marco na literatura infantil entre nós publicada – tal como Animaes Nossos Amigos, dos mesmos autor e ilustrador. As ilustrações e as pautas musicais antecedem cada uma das composições.

Exemplar recoberto de boa encadernação (embora de cores pouco condizentes) em estilo amador com os largos cantos e lombada em pele demarcados a ouro, também aplicado entre as casas abertas da lombada; e as pastas em excepcional papel marmoreado. Conserva por inteiro a capa de brochura. Único «defeito» de relevo: como habitualmente sucedia nestas edições, alguns dos desenhos foram preenchidos a lápis de cor – mas, vá lá, neste caso bem preenchidos...

37€ (reservado)

Teixeira de Pascoaes — António Carneiro

Câmara Municipal de Amarante / 1980 (composição, impressão e acabamento / Rocha / artes gráficas, Vila Nova de Gaia). In-8º gr. esguio de 25, [3] págs. Br.
 
Composto em 1950, duas décadas após a morte do artista em 1930 (ano que levara ainda a Pascoaes outro grande amigo poucos meses depois: Raul Brandão), o texto só aqui foi reeditado, numa série «Subsídios para a História da Cultura em Amarante» a cujo nome dificilmente se poderia adequar melhor – Pascoaes, que nesta memória várias vezes alude a várias trindades, forma justamente com António Carneiro e o cometa Amadeo a Santíssima Trindade de uma pequena terra que ainda se pode ufanar de celebridades como António Cândido e Agustina Bessa-Luís, só por exemplo. A evocação do pintor pelo poeta é interessantíssima, naquela toada ligeira, associativa e humorística muito típica desses anos finais, e inclui notas biográficas sobre ambos dos tempos de Amarante aos do Porto, episódios curiosos variados e até uma velada mas eloquente alusão ao abandono da direcção d’A Águia onde coincidiu e estreitou relações com o amigo, um na parte literária e o outro na artística.
Tiragem declarada de 1000 exemplares, este em bom estado no miolo mas com a capa já um pouco marcada e manchada.

10€ (reservado)

Olhando para trás vejo Pascoaes

Livraria Portugal, Lisboa. (1971). In-8º de 184, [8] págs. Br.
 
Edição original, já relativamente rara, de um livro que serve de complemento ao Livro de Memórias e a O Advogado e o Poeta que o irmão chegou a deixar (este último, aliás, seria publicado depois – em 1978). Dizia no preâmbulo Maria da Glória, senhora já de avançada idade ao compor estas linhas, usando o mesmo registo ligeiro e engraçado com que as redigiu, “os poetas de hoje não gostam dos versos antigos, tal como eu, que não gosto de todos os versos modernos. Gosto muito, mesmo muito, do Miguel Torga. Sinto-o, compreendo-o. E ainda de outros, como Sofia Andressen [sic], Eugénio de Andrade, Domingos Monteiro, Homem de Mello e Lambert da Fonseca, e poucos mais conheço. / Há um poeta moderníssimo, e porque nos obriga a fazer a pontuação eu me neguei a lê-lo por três vezes e por fim acabei por gostar imenso dele. É o Éluard. Aconteceu-me isso mesmo com a Peste de Camus. Com mais dois passos, vejo-me metida no modernismo, aos 86 anos!” 
Várias folhas ilustradas extratexto sobre papel couché, na da anteportada o busto de Pascoaes esculpido por António Duarte.

Exemplar valorizado por expressiva dedicatória de oferta manuscrita pela própria autora, datada de 25-7-71 (o volume apresenta nota de impressão indicando o mês anterior), Lisboa.


35€

Álvaro Ribeiro — A Razão Animada (sumário de antropologia)

Livraria Bertrand. [S/d]. In-8º de 335, [5] págs. Br.

“Habituado, desde  primeira leitura da Cartilha Maternal, aos ritmos populares dos poemas de João de Deus, fui formando a minha cultura literária em direcção oposta ao da ocidentalização modernista. A exigência de pensamento levou-me gradualmente a preferir as obras poéticas de António Correia de Oliveira, Afonso Lopes Vieira e Teixeira de Pascoais. Não me envergonho de confessar que me faltou simpatia bastante para enaltecer os movimentos literários que surgiram depois da Renascença Portuguesa”, assinalava en passant (e só aqui haveria muito a dizer...) o autor na sua longa introdução ao volume, de resto teórica como este.
Exemplar por estrear.
 
10€

Leonardo Coimbra ― Jesus / São Francisco de Assis

Jesus / São Francisco de Assis / S. Francisco de Assis e a Visão Franciscana da Vida / O Homem às Mãos com o Destino

Livraria Tavares Martins, Porto / 1964. In-8º de 248, [4] págs. Br.
 
Volume publicado nas «Obras Completas», agregando ao texto primitivamente publicado na Renascença vários outros de saída dispersa; prefaciados e anotados pelo Fr.João Ferreira. Com um retrato de Leonardo em folha preliminar de papel couché.

O exemplar, bem cuidado, conserva a sobrecapa original.
 
12€

Leonardo Coimbra — Guerra Junqueiro

Guerra Junqueiro (Nota prévia, organização e fixação do texto: Paulo Samuel)

Lello Editores / Universidade Católica Portuguesa (Centro Regional do Porto). (1996). In-8º de 163, [5] págs. Br.

Assinalava Paulo Samuel no prefácio que “o relacionamento entre Leonardo Coimbra e Guerra Junqueiro foi bastante estreito, tanto ao nível da convivência e estima pessoais como no plano cívico e político, nesses tempos primiciais da República”. Em folha extratexto preliminar o volume apresenta, tal como na edição original, um conhecido retrato de Junqueiro da autoria do comum amigo António Carneiro.
Exemplar por estrear.

10€

Leonardo Coimbra: Testemunhos dos seus Contemporâneos

1950 / Livraria Tavares Martins – Porto. In-4º de 428, [4] págs. Br.

Grosso volume de homenagem organizado por Sant’Ana Dionísio (que também o prefaciou), José Marinho, Álvaro Ribeiro e Adolfo Casais Monteiro quinze anos após a morte do filósofo, recolhendo depoimentos para o efeito de um cardápio de gente que começava num já envelhecido Pascoaes, passava entre muitos outros por Régio, Hernâni Cidade, Mário Beirão, João de Barros, Alberto de Serpa, António Correia de Oliveira, Sousa Costa, Álvaro Ribeiro, Couto Viana, Augusto Casimiro, Damião Peres, Sarmento de Beires, Casais Monteiro e José Marinho e terminava com o próprio Sant’Ana.

Exemplar praticamente perfeito.
 
35€

Jaime Cortesão — A Sinfonia da Tarde

Porto, Renascença Portuguesa. 1912. In-8º de 13, [3] págs. Br.

Primeira e elegante edição de uma das primeiras – salvo erro, a terceira – publicações do autor, com dedicatória impressa a Raul Proença (que o viria a acompanhar, alguns anos depois, na direcção da Biblioteca Nacional). Integrada na série «Biblioteca de A Renascença Portuguesa».

Exemplar valorizado pela assinatura manuscrita de Cortesão; em bom estado, salvo leve desgaste da capa.
 
22€

Jaime Cortesão — A Carta de Pêro Vaz de Caminha

Portugália Editora |  Lisboa. (1967). In-8º de 377, [7] págs. Br.

Já póstuma, esta segunda edição (mas primeira portuguesa) reproduz basicamente a original, com o estudo preliminar de Cortesão e a reprodução em fac-simile da carta.

Exemplar por estrear, conservando as folhas por abrir.
 
14€

Ricardo Saraiva — Jaime Cortesão (subsídios para a sua biografia)

Lisboa, Seara Nova. 1953. In-8º de 69, [3] págs. Br.

Primeira edição em volume do estudo de Ricardo Saraiva, publicado originalmente nas páginas da «Seara Nova» em 1952; impressa em bom papel couché e ilustrada por vários retratos do historiador, só ou acompanhado de Régio, Câmara Reis, Ferreira de Castro, etc. O texto, uma despretensiosa mas interessante mini-biografia de Cortesão até à data, importa sobretudo pelos (muitos) episódios curiosos que narra, com particular detalhe os do combate à investida monárquica de 1919 – culminando na escalada de Monsanto – e os da actividade política da Seara nos seus primeiros anos, até 1926, em que ambos, biógrafo e biografado, coincidiram.

Exemplar praticamente impecável, sem qualquer defeito de realce (apenas muito reduzidas e pontuais marcas de acidez).
 
12€

Raul Proença — Acerca do Integralismo Lusitano

Lisboa, Seara Nova. 1964. In-8º de XIV, [II], 106, [2] págs. Br.

Primeira edição em volume independente de uma série de seis artigos que o autor publicara ainda em vida, muito antes, nas páginas da Seara Nova: «O que é o Integralismo», «As contradições íntimas do nacionalismo integralista», «Política das ideias e política do facto», «Liberdade e Igualdade», «Progresso e as doutrinas científicas» e o hoje muito pertinente «Nacionalismo e internacionalismo». Com um prefácio («O doutrinário da Democracia e da República») sobre Raul Proença escrito por Manuel Mendes.

Exemplar bem conservado, sem defeitos significativos – só dois pequenos rasgões na capa.
 
10€ 

Raul Proença — Páginas de Política

Lisboa: Seara Nova. 1938-1939. 2 vols in-8º de XXI, [III], 311, [9] e 333, [3] págs. Br.

A primeira série apresenta um prefácio de Câmara Reis, em homenagem a Raul Proença, e os textos «Ao Futuro», «Acêrca do Integralismo Lusitano» (publicado depois em edição independente nos anos 60 - vd. o próximo «post») e «Para um evangelho duma acção idealista no mundo real (A-propósito de La Trahison des Clercs, de Julien Benda)». A segunda, bem mais interessante e variada, recolhe artigos escritos entre 1921 e 1923, tendo como assuntos a formação da Seara Nova, crónicas políticas de teoria e de polémica, personagens diversas como Junqueiro, Cortesão e Afonso Costa, etc. – e constituindo um documento de algum relevo para o estudo da nossa 1ª República.
Ambos os volumes em bom estado, descontando alguns – pontuais – vestígios de acidez no primeiro.
 
25€

António Sérgio — Considerações Historico-Pedagogicas

Considerações Historico-Pedagogicas (antepostas a um manual de instrução agricola na Escola Primaria), por (...) (separata)

Edição da «Renascença Portuguesa», Porto. (1915). In-8º de 73, [7] págs. Br.

Foi um dos primeiros livros publicados pelo autor, cuja curta bibliografia prévia aparece (embora incompletamente) indicada.
Exemplar por abrir, mas com alguns defeitos na capa, cuja frente está quase solta.

14€

António Sérgio — Ensaios (Tomo II)

CMMXXVII. (Composto na Tip. da «Seara Nova»). In-8º de 267, [5] págs. Br.

“É este o segundo volume dos meus Ensaios, que sai uns oito anos depois do primeiro. Fazendo da pena uma charrua, e não um buril, trago um objectivo de acção prática, e é este tomo uma contribuição, como aquele, para o estudo da reforma da mentalidade e da formação social do Português”, apresentava Sérgio o seu livro publicado em edição de autor, constituído pelos seguintes ensaios e conferências: «O Reino Cadaveroso ou O problema da cultura em Portugal»; «As duas políticas nacionais»; «O clássico na educação»; «A propósito dos «Ensaios Políticos»»; e «Divagações pedagógicas».  

Exemplar artesanalmente cartonado, conservando a face inferior da capa primitiva (da superior parece ter sido tirada uma cópia aposta sobre a pasta).
 
14€

António Sérgio — Antígona

Porto, Edição da República, 1930. In-8º de 123, [1] págs. Br.

Primeira edição da peça, já invulgar.
Exemplar desvalorizado por pequenas falhas de papel na dobra da capa. De resto, sem defeitos de relevo.

17€ 

António Sérgio — Pátio das Comédias

Pátio das Comédias, das Palestras e das Prègações

1958 / Editorial Inquérito Limitada, Lisboa. 6 vols. in-8º. Br.

Postas em forma de diálogo às vezes caricato, ou para fintar a Censura ou apenas porque sim, a cada uma das jornadas correspondem temas típicos de Sérgio, da democracia às cooperativas e às indústrias.
Colecção completa.
 
25€

António Sérgio — Confissões de um Cooperativista

Confissões de um Cooperativista (Conferência na Caixa Económica Operária em princípios de 1948 / (2.ª edição))

Editorial Inquérito Limitada. [S/d]. In-8º de 37, [3] págs. Br.

“Sempre o considerei [o cooperativismo] como uma fórmula de vida, uma estrutura de sociedade, uma visão de paz; como um sistema, uma solução, um ideal, um alvo – um objectivo para todos, um ideal para todos, que a todos se dirige, que se não recusa a ninguém. (...) para o advento de uma democracia que não há-de ser fictícia, porque dispensa os políticos e a actuação pelo Estado (...) Vi nele um socialismo, em suma, mas não estadualista: um socialismo libertário, acolhedor de todos, sem distinção de classes de teor económico”
 
5€  

António Sérgio — Sobre o Espírito do Cooperativismo

Edição do Autor (patrocinada pelo Ateneu Cooperativo). 1958. In-8º de 64 págs. Br.

Longa digressão sobre as suas teorias cooperativistas (que advogavam explicitamente a «democracia popular» e o «socialismo libertário», entre toda uma profusão terminológica que nos poderá hoje parecer confusa), o estudo de Sérgio invoca a todo o tempo a experiência e a história dos países do Norte da Europa – em particular, da Inglaterra, onde as primeiras investidas nesse sentido remontariam já, segundo ele, a Rochdale e a meados de Oitocentos. Com referências detalhadas a Oliveira Martins, Ramalho e Antero, o volume integra ainda em apêndice uma série de «Pensamentos condicentes com o espírito cooperativo», transcrevendo períodos de Marco Aurélio, do Evangelho Segundo S.João e S.Mateus, de Antero (estes, especialmente extensos e acompanhados da transcrição de 3 sonetos), etc.

Exemplar em muito bom estado, descontando manchas de acidez na capa e de escurecimento marginal do papel no miolo. Pertenceu ao polígrafo e ministro salazarista Cortês Pinto, de quem tem a assinatura no frontispício.
 
10€ 

António Sérgio — Crimes perpetrados pela Editorial Labor...

Crimes perpetrados pela Editorial Labor na segunda edição da «História de Portugal» de António Sérgio

Editorial Inquérito Limitada, Lisboa. [S/d]. In-8º de 13 [aliás, 11], [1] págs. Br.

“A Editorial Labor empreendeu segunda edição da minha História de Portugal sem me prevenir, encarregando de a desfigurar um indivíduo destituído de senso moral e com ideias acentuadamente contrárias [sic] às minhas”,  que por exemplo resolveu introduzir no volume notas de louvor a Salazar e a Franco, ao Estado Novo e ao fascismo espanhol, com bastante descaro. Optando por este folheto de desagravo em vez de, supomos, a correspondente acção nos «tribunais» que, em Espanha como cá, talvez não lhe trouxesse grande sorte, Sérgio termina esta sua queixa com uma nota curiosa: a de que sempre recusou aos editores portugueses um compêndio de história pátria para não prejudicar (não se entende muito bem porquê, até porque houve versões em inglês e em alemão...) a editora espanhola.

Da edição original (1929) dessa História de Portugal nunca  em Portugal  publicada temos dois exemplares, um dos quais já apresentado nesta mesma página, aqui .

7€ (reservado)

António Sérgio — Cartesianismo Ideal e Cartesianismo Real

Editorial Inquérito Limitada, Lisboa. [S/d]. In-8º de 54, [2] págs. Br.

Esta segunda edição inclui a abrir uma «Nótula Preambular» de apresentação redigida pelo autor.

Bom exemplar, mas como de costume afectado por acidez nalgumas folhas.

7€