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Teixeira de Pascoaes — António Carneiro

Câmara Municipal de Amarante / 1980 (composição, impressão e acabamento / Rocha / artes gráficas, Vila Nova de Gaia). In-8º gr. esguio de 25, [3] págs. Br.
 
Composto em 1950, duas décadas após a morte do artista em 1930 (ano que levara ainda a Pascoaes outro grande amigo poucos meses depois: Raul Brandão), o texto só aqui foi reeditado, numa série «Subsídios para a História da Cultura em Amarante» a cujo nome dificilmente se poderia adequar melhor – Pascoaes, que nesta memória várias vezes alude a várias trindades, forma justamente com António Carneiro e o cometa Amadeo a Santíssima Trindade de uma pequena terra que ainda se pode ufanar de celebridades como António Cândido e Agustina Bessa-Luís, só por exemplo. A evocação do pintor pelo poeta é interessantíssima, naquela toada ligeira, associativa e humorística muito típica desses anos finais, e inclui notas biográficas sobre ambos dos tempos de Amarante aos do Porto, episódios curiosos variados e até uma velada mas eloquente alusão ao abandono da direcção d’A Águia onde coincidiu e estreitou relações com o amigo, um na parte literária e o outro na artística.
Tiragem declarada de 1000 exemplares, este em bom estado no miolo mas com a capa já um pouco marcada e manchada.

10€ (reservado)

Olhando para trás vejo Pascoaes

Livraria Portugal, Lisboa. (1971). In-8º de 184, [8] págs. Br.
 
Edição original, já relativamente rara, de um livro que serve de complemento ao Livro de Memórias e a O Advogado e o Poeta que o irmão chegou a deixar (este último, aliás, seria publicado depois – em 1978). Dizia no preâmbulo Maria da Glória, senhora já de avançada idade ao compor estas linhas, usando o mesmo registo ligeiro e engraçado com que as redigiu, “os poetas de hoje não gostam dos versos antigos, tal como eu, que não gosto de todos os versos modernos. Gosto muito, mesmo muito, do Miguel Torga. Sinto-o, compreendo-o. E ainda de outros, como Sofia Andressen [sic], Eugénio de Andrade, Domingos Monteiro, Homem de Mello e Lambert da Fonseca, e poucos mais conheço. / Há um poeta moderníssimo, e porque nos obriga a fazer a pontuação eu me neguei a lê-lo por três vezes e por fim acabei por gostar imenso dele. É o Éluard. Aconteceu-me isso mesmo com a Peste de Camus. Com mais dois passos, vejo-me metida no modernismo, aos 86 anos!” 
Várias folhas ilustradas extratexto sobre papel couché, na da anteportada o busto de Pascoaes esculpido por António Duarte.

Exemplar valorizado por expressiva dedicatória de oferta manuscrita pela própria autora, datada de 25-7-71 (o volume apresenta nota de impressão indicando o mês anterior), Lisboa.


35€

Álvaro Ribeiro — A Razão Animada (sumário de antropologia)

Livraria Bertrand. [S/d]. In-8º de 335, [5] págs. Br.

“Habituado, desde  primeira leitura da Cartilha Maternal, aos ritmos populares dos poemas de João de Deus, fui formando a minha cultura literária em direcção oposta ao da ocidentalização modernista. A exigência de pensamento levou-me gradualmente a preferir as obras poéticas de António Correia de Oliveira, Afonso Lopes Vieira e Teixeira de Pascoais. Não me envergonho de confessar que me faltou simpatia bastante para enaltecer os movimentos literários que surgiram depois da Renascença Portuguesa”, assinalava en passant (e só aqui haveria muito a dizer...) o autor na sua longa introdução ao volume, de resto teórica como este.
Exemplar por estrear.
 
10€

Leonardo Coimbra ― Jesus / São Francisco de Assis

Jesus / São Francisco de Assis / S. Francisco de Assis e a Visão Franciscana da Vida / O Homem às Mãos com o Destino

Livraria Tavares Martins, Porto / 1964. In-8º de 248, [4] págs. Br.
 
Volume publicado nas «Obras Completas», agregando ao texto primitivamente publicado na Renascença vários outros de saída dispersa; prefaciados e anotados pelo Fr.João Ferreira. Com um retrato de Leonardo em folha preliminar de papel couché.

O exemplar, bem cuidado, conserva a sobrecapa original.
 
12€

Leonardo Coimbra — Guerra Junqueiro

Guerra Junqueiro (Nota prévia, organização e fixação do texto: Paulo Samuel)

Lello Editores / Universidade Católica Portuguesa (Centro Regional do Porto). (1996). In-8º de 163, [5] págs. Br.

Assinalava Paulo Samuel no prefácio que “o relacionamento entre Leonardo Coimbra e Guerra Junqueiro foi bastante estreito, tanto ao nível da convivência e estima pessoais como no plano cívico e político, nesses tempos primiciais da República”. Em folha extratexto preliminar o volume apresenta, tal como na edição original, um conhecido retrato de Junqueiro da autoria do comum amigo António Carneiro.
Exemplar por estrear.

10€

Leonardo Coimbra: Testemunhos dos seus Contemporâneos

1950 / Livraria Tavares Martins – Porto. In-4º de 428, [4] págs. Br.

Grosso volume de homenagem organizado por Sant’Ana Dionísio (que também o prefaciou), José Marinho, Álvaro Ribeiro e Adolfo Casais Monteiro quinze anos após a morte do filósofo, recolhendo depoimentos para o efeito de um cardápio de gente que começava num já envelhecido Pascoaes, passava entre muitos outros por Régio, Hernâni Cidade, Mário Beirão, João de Barros, Alberto de Serpa, António Correia de Oliveira, Sousa Costa, Álvaro Ribeiro, Couto Viana, Augusto Casimiro, Damião Peres, Sarmento de Beires, Casais Monteiro e José Marinho e terminava com o próprio Sant’Ana.

Exemplar praticamente perfeito.
 
35€

Jaime Cortesão — A Sinfonia da Tarde

Porto, Renascença Portuguesa. 1912. In-8º de 13, [3] págs. Br.

Primeira e elegante edição de uma das primeiras – salvo erro, a terceira – publicações do autor, com dedicatória impressa a Raul Proença (que o viria a acompanhar, alguns anos depois, na direcção da Biblioteca Nacional). Integrada na série «Biblioteca de A Renascença Portuguesa».

Exemplar valorizado pela assinatura manuscrita de Cortesão; em bom estado, salvo leve desgaste da capa.
 
22€

Jaime Cortesão — A Carta de Pêro Vaz de Caminha

Portugália Editora |  Lisboa. (1967). In-8º de 377, [7] págs. Br.

Já póstuma, esta segunda edição (mas primeira portuguesa) reproduz basicamente a original, com o estudo preliminar de Cortesão e a reprodução em fac-simile da carta.

Exemplar por estrear, conservando as folhas por abrir.
 
14€

Ricardo Saraiva — Jaime Cortesão (subsídios para a sua biografia)

Lisboa, Seara Nova. 1953. In-8º de 69, [3] págs. Br.

Primeira edição em volume do estudo de Ricardo Saraiva, publicado originalmente nas páginas da «Seara Nova» em 1952; impressa em bom papel couché e ilustrada por vários retratos do historiador, só ou acompanhado de Régio, Câmara Reis, Ferreira de Castro, etc. O texto, uma despretensiosa mas interessante mini-biografia de Cortesão até à data, importa sobretudo pelos (muitos) episódios curiosos que narra, com particular detalhe os do combate à investida monárquica de 1919 – culminando na escalada de Monsanto – e os da actividade política da Seara nos seus primeiros anos, até 1926, em que ambos, biógrafo e biografado, coincidiram.

Exemplar praticamente impecável, sem qualquer defeito de realce (apenas muito reduzidas e pontuais marcas de acidez).
 
12€

Raul Proença — Acerca do Integralismo Lusitano

Lisboa, Seara Nova. 1964. In-8º de XIV, [II], 106, [2] págs. Br.

Primeira edição em volume independente de uma série de seis artigos que o autor publicara ainda em vida, muito antes, nas páginas da Seara Nova: «O que é o Integralismo», «As contradições íntimas do nacionalismo integralista», «Política das ideias e política do facto», «Liberdade e Igualdade», «Progresso e as doutrinas científicas» e o hoje muito pertinente «Nacionalismo e internacionalismo». Com um prefácio («O doutrinário da Democracia e da República») sobre Raul Proença escrito por Manuel Mendes.

Exemplar bem conservado, sem defeitos significativos – só dois pequenos rasgões na capa.
 
10€ 

Raul Proença — Páginas de Política

Lisboa: Seara Nova. 1938-1939. 2 vols in-8º de XXI, [III], 311, [9] e 333, [3] págs. Br.

A primeira série apresenta um prefácio de Câmara Reis, em homenagem a Raul Proença, e os textos «Ao Futuro», «Acêrca do Integralismo Lusitano» (publicado depois em edição independente nos anos 60 - vd. o próximo «post») e «Para um evangelho duma acção idealista no mundo real (A-propósito de La Trahison des Clercs, de Julien Benda)». A segunda, bem mais interessante e variada, recolhe artigos escritos entre 1921 e 1923, tendo como assuntos a formação da Seara Nova, crónicas políticas de teoria e de polémica, personagens diversas como Junqueiro, Cortesão e Afonso Costa, etc. – e constituindo um documento de algum relevo para o estudo da nossa 1ª República.
Ambos os volumes em bom estado, descontando alguns – pontuais – vestígios de acidez no primeiro.
 
25€

António Sérgio — Considerações Historico-Pedagogicas

Considerações Historico-Pedagogicas (antepostas a um manual de instrução agricola na Escola Primaria), por (...) (separata)

Edição da «Renascença Portuguesa», Porto. (1915). In-8º de 73, [7] págs. Br.

Foi um dos primeiros livros publicados pelo autor, cuja curta bibliografia prévia aparece (embora incompletamente) indicada.
Exemplar por abrir, mas com alguns defeitos na capa, cuja frente está quase solta.

14€

António Sérgio — Ensaios (Tomo II)

CMMXXVII. (Composto na Tip. da «Seara Nova»). In-8º de 267, [5] págs. Br.

“É este o segundo volume dos meus Ensaios, que sai uns oito anos depois do primeiro. Fazendo da pena uma charrua, e não um buril, trago um objectivo de acção prática, e é este tomo uma contribuição, como aquele, para o estudo da reforma da mentalidade e da formação social do Português”, apresentava Sérgio o seu livro publicado em edição de autor, constituído pelos seguintes ensaios e conferências: «O Reino Cadaveroso ou O problema da cultura em Portugal»; «As duas políticas nacionais»; «O clássico na educação»; «A propósito dos «Ensaios Políticos»»; e «Divagações pedagógicas».  

Exemplar artesanalmente cartonado, conservando a face inferior da capa primitiva (da superior parece ter sido tirada uma cópia aposta sobre a pasta).
 
14€

António Sérgio — Antígona

Porto, Edição da República, 1930. In-8º de 123, [1] págs. Br.

Primeira edição da peça, já invulgar.
Exemplar desvalorizado por pequenas falhas de papel na dobra da capa. De resto, sem defeitos de relevo.

17€ 

António Sérgio — Pátio das Comédias

Pátio das Comédias, das Palestras e das Prègações

1958 / Editorial Inquérito Limitada, Lisboa. 6 vols. in-8º. Br.

Postas em forma de diálogo às vezes caricato, ou para fintar a Censura ou apenas porque sim, a cada uma das jornadas correspondem temas típicos de Sérgio, da democracia às cooperativas e às indústrias.
Colecção completa.
 
25€

António Sérgio — Confissões de um Cooperativista

Confissões de um Cooperativista (Conferência na Caixa Económica Operária em princípios de 1948 / (2.ª edição))

Editorial Inquérito Limitada. [S/d]. In-8º de 37, [3] págs. Br.

“Sempre o considerei [o cooperativismo] como uma fórmula de vida, uma estrutura de sociedade, uma visão de paz; como um sistema, uma solução, um ideal, um alvo – um objectivo para todos, um ideal para todos, que a todos se dirige, que se não recusa a ninguém. (...) para o advento de uma democracia que não há-de ser fictícia, porque dispensa os políticos e a actuação pelo Estado (...) Vi nele um socialismo, em suma, mas não estadualista: um socialismo libertário, acolhedor de todos, sem distinção de classes de teor económico”
 
5€  

António Sérgio — Sobre o Espírito do Cooperativismo

Edição do Autor (patrocinada pelo Ateneu Cooperativo). 1958. In-8º de 64 págs. Br.

Longa digressão sobre as suas teorias cooperativistas (que advogavam explicitamente a «democracia popular» e o «socialismo libertário», entre toda uma profusão terminológica que nos poderá hoje parecer confusa), o estudo de Sérgio invoca a todo o tempo a experiência e a história dos países do Norte da Europa – em particular, da Inglaterra, onde as primeiras investidas nesse sentido remontariam já, segundo ele, a Rochdale e a meados de Oitocentos. Com referências detalhadas a Oliveira Martins, Ramalho e Antero, o volume integra ainda em apêndice uma série de «Pensamentos condicentes com o espírito cooperativo», transcrevendo períodos de Marco Aurélio, do Evangelho Segundo S.João e S.Mateus, de Antero (estes, especialmente extensos e acompanhados da transcrição de 3 sonetos), etc.

Exemplar em muito bom estado, descontando manchas de acidez na capa e de escurecimento marginal do papel no miolo. Pertenceu ao polígrafo e ministro salazarista Cortês Pinto, de quem tem a assinatura no frontispício.
 
10€ 

António Sérgio — Crimes perpetrados pela Editorial Labor...

Crimes perpetrados pela Editorial Labor na segunda edição da «História de Portugal» de António Sérgio

Editorial Inquérito Limitada, Lisboa. [S/d]. In-8º de 13 [aliás, 11], [1] págs. Br.

“A Editorial Labor empreendeu segunda edição da minha História de Portugal sem me prevenir, encarregando de a desfigurar um indivíduo destituído de senso moral e com ideias acentuadamente contrárias [sic] às minhas”,  que por exemplo resolveu introduzir no volume notas de louvor a Salazar e a Franco, ao Estado Novo e ao fascismo espanhol, com bastante descaro. Optando por este folheto de desagravo em vez de, supomos, a correspondente acção nos «tribunais» que, em Espanha como cá, talvez não lhe trouxesse grande sorte, Sérgio termina esta sua queixa com uma nota curiosa: a de que sempre recusou aos editores portugueses um compêndio de história pátria para não prejudicar (não se entende muito bem porquê, até porque houve versões em inglês e em alemão...) a editora espanhola.

Da edição original (1929) dessa História de Portugal nunca  em Portugal  publicada temos dois exemplares, um dos quais já apresentado nesta mesma página, aqui .

7€ (reservado)

António Sérgio — Cartesianismo Ideal e Cartesianismo Real

Editorial Inquérito Limitada, Lisboa. [S/d]. In-8º de 54, [2] págs. Br.

Esta segunda edição inclui a abrir uma «Nótula Preambular» de apresentação redigida pelo autor.

Bom exemplar, mas como de costume afectado por acidez nalgumas folhas.

7€  

Rocha Martins — Pimenta de Castro

Edição do Auctor ― Composto e Impresso nas Oficinas Gráficas do «ABC», Lisboa. [S/d]. In-8º gr. de [4], 319, [1] págs. Enc.
 
Ainda que de pouco valessem os apontamentos (tendenciosos q.b.) espalhados por centenas de páginas – sob os capítulos «O Movimento das Espadas», «Os Democraticos e o Novo Governo», «Em Volta do Parlamento Fechado», «A Agitação e suas Origens», «Na Atmosfera Conspiratória», «Duelos na Sombra e na Claridade», «Monarquicos e Republicanos», «Os Passos da Ditadura», «Deus Super Omnia», «Balanço de Duas Forças», «O Entrechoque», «O Fim do Entre-Choque», «A Politica do 14 de Maio» e «As Consequencias do 14 de Maio (epilogo) – acerca de um período bastante agitado da 1ª República (e tratando amiúde, em panorâmica, a história europeia do tempo), sempre valeria a publicação deste volume como documento iconográfico, pela reprodução em gravura de numerosas fotografias da época: muitas, de Joshua Benoliel, e muitas outras hoje difíceis de encontrar seja onde for.
Exemplar encadernado inteiramente em tela, gravada a ouro sobre a lombada; conservando a frente da capa original.

30€

Tomás da Fonseca — Águas Novas (peça em 4 actos)

Edição do Autor - Lisboa, 1950. (Composto e impresso na Tipografia Freitas Brito, Lda., Rua do Ferregial, 12). In-8º de 199, [1] págs. Br.

Dizia o autor do seu título, no prefácio, ser ele "pretencioso [sic] certamente. Mas, ou águas do Outono ou orvalhos de Maio, elas aí vão, na esperança de que possam servir de refrigério, tanto aos humildes que têm fome de pão, como aos vencidos com sede de justiça". Primeira edição, rara, proibida pela Censura pouco depois de publicada.

Exemplar valorizado por dedicatória manuscrita de Tomás da Fonseca, no anterrosto, “Ao seu velho amigo Antonio Lelo”, o conhecido «Irmão» da ainda mais conhecida firma «Lello & Irmão».

38€

Tomás da Fonseca — Na Cova dos Leões

Na Cova dos Leões (Para mostrar / Que a gente pela Verdade / Se deve deixar matar (João de Deus) // Edição destinada ao Brasil)

Lisboa – 1958. (Composto e impresso na: Emp. Téc. de Tipog., Lda. – Vila Franca de Xira). In-8º de 458, [6] págs. Br.

Primeira edição de um dos mais célebres livros dedicados às alegadas aparições de Fátima – nas quais Tomás da Fonseca obviamente não cria, fazendo um ataque cerrado ao seu aproveitamento pela hierarquia da Igreja Católica e, mais amplamente, pelo regime (louvando os “verdadeiros cristãos” que negam “o embuste de Fátima”). É ainda hoje considerado um dos documentos mais corajosos da oposição ao Estado Novo (que o proibiu), independentemente do estrito anti-clericalismo radical que mais tornou conhecido este velho republicano; e ainda há pouco foi uma vez mais reeditado.

Exemplar da tiragem destinada ao Brasil (mas que acabaria, em grande parte ou totalmente, por ficar por cá), que se distingue da outra por essa indicação.

33€

Tomás da Fonseca — O Diabo no Espaço e no Tempo

O Diabo no Espaço e no Tempo (Se o Diabo lê, muito se há-de rir com o que escrevem os teólogos (Michelet) / Edições destinadas ao Brasil)

Lisboa, 1958. (Acabou de imprimir-se em Fevereiro de 1959 na Sociedade Progresso Industrial – Lisboa). In-8º de 359, [1] págs. Br.

Embora a carta-prefácio a Lopes de oliveira date da década de 30, suponho esta a primeira edição – que talvez estivesse prevista antes sem ter chegado a sair (em todo o caso, não lhe encontro referência). O livro é um dos habituais libelos anti-clericais que distinguiram o autor, e foi também proibido pela Censura.
 
18€

Tomás da Fonseca — Sermões da Montanha

Sermões da Montanha (Conhecereis a Verdade e a Verdade vos fará livres (Evangelho, segundo João) // 2.ª edição brasileira – 1953 // Edição destinada ao Brasil)

1909 + 1959. (Composto e impresso na Gráfica do Areeiro). In-8º de 409, [7] págs. Br.
 
Além de reproduzir os prefácios da segunda edição portuguesa e das duas edições brasileiras autorizadas, reproduz igualmente o texto «Razões da Edição Brasileira» e transcreve uma entrevista mantida com o autor.
Como de costume, também este livro esteve proibido pela Censura.
 
15€

Tomás da Fonseca — Bancarrota

Bancarrota (Exame à Escrita das Agências Divinas / Edição destinada ao Brasil)

Edição do Autor – Lisboa 1962. (Comp. e Imp. na Gráfica do Areeiro). In-8º de 285, [3] págs. Br.

“A lenta mas persistente investida com que a Igreja Católica, durante e após a primeira Grande Guerra, procurou demolir a obra social que, em poucos anos de República, conseguimos erguer, impõe-me o dever de recordar, tanto aos novos agentes dessa Igreja, como à descuidosa geração que ela traz empenhada em ambiciosos devaneios – as razões que tivemos para falar e agir como adiante pode verificar-se”, assim começava o autor a sua introdução, «Palavras Necessárias», a esta recolha de textos que têm em comum o bem conhecido anti-clericalismo que sempre exibiu, e que ditou a sua proibição pelo Lápis Azul do Estado Novo.

20€ 

Aquilino Ribeiro & Ferreira de Mira — Brito Camacho

Livraria Bertrand * Lisboa (2.ª edição). [S/d – 1942?]. In-8º de 295, [5] págs. Cart.
 
No prefácio conjunto datado de 1942, diziam os autores que ainda então o nome de Brito Camacho suscitava alvoroço de partidários e detractores, mas que eles, apesar de amigos do visado, fugiriam o mais possível a julgá-lo – pretendendo apenas carrear «matéria» para crítica futura: “Fornecem-se alguns dados; é o mais capital do livro. A homenagem essa passa tão breve e escoteira que mal se vê.”

Exemplar artesanalmente cartonado aproveitando a frente da capa de publicação.

10€

Brito Camacho — Ao de Leve

1913 / Livraria Editora Guimarães & C.a, (68, R. do Mundo, 70) Lisboa. In-8º de 141, [3] págs. Br.

Embora não apareça indicado, nota-se bem que os textos aqui reproduzidos teriam conhecido publicação prévia, principalmente no jornal A Lucta – e na maior parte reportando-se ainda aos tempos da monarquia. O volume foi um dos títulos iniciais (salvo erro, o oitavo) da longa bibliografia do republicano alentejano.

10€

Brito Camacho — Por Ahi Fóra (Notas de Viagem)

1916 / Livraria Editora Guimarães & C.ª, Lisboa.

“Estamos em Paris. Não ha que perder tempo com a revisão da bagagem, impertinente formalidade que dispõe mal quem chega e que só deveria cumprir-se na fronteira, para evitar o contrabando. Chamo um trem, ao acaso, e só quando vou dizer o adresse ao cocheiro é que reparo que elle era... uma cocheira. Não ha duvida que o feminismo ganha terreno. Eu acho bem que as mulheres reclamem os direitos dos homens; mas que haja homens que reclamem os mesmos direitos, é que me parece indecente”. Primeira edição.

15€

Brito Camacho — Longe da Vista

1918 / Guimarães & C.a – Editores, (68, R. do Mundo, 70) Lisboa. In-8º de 226, [2] págs. Br.

Livro de viagens por terras espanholas, francesas e italianas, no habitual registo – impressivo e descritivo – do autor.

Algumas manchas e pequenos defeitos, de corte e exteriores.

12€

Brito Camacho — Pó da Estrada

Livraria Editora Guimarães & C.ª / (68, Rua do Mundo, 70) Lisboa. (1930). In-8º de 264 págs. Br.

No prefácio, Brito Camacho (apresentado na folha de rosto como “Sócio do Gremio Alentejano, da Universidade Popular, de A Voz do Operário, da Sociedade de Geografia, da Liga de Profilaxia Social, etc., etc.”) explicava terem estes textos procedido da Lucta, onde foram publicados entre 1906 e 1920, quase ou só na secção Echos – que assim conhecia edição autónoma.

O exemplar, em relativo bom estado, está assinado precisamente na folha de prefácio mas conserva ainda a maior parte dos cadernos por abrir.

10€ 

Oliveira Marques — Afonso Costa

Editora Arcádia (1972). In-8º de 429, [3] págs. Br.

“Há cem anos que nasceu Afonso Costa. Foi, porventura, entre 1910 e 1930, o mais querido e o mais odiado dos Portugueses. O seu nome simbolizou toda uma política, mesmo um regime, até. Endeusaram-no como talvez ninguém neste país, desde D. Miguel e até Salazar. Como eles, tornou-se um mito, um Messias, depois de ter sido arauto de uma situação e o estadista que, acaso mais a radicou em sete anos apenas de acção intermitente, mas fecunda. Esteve sempre entre os dois mais votados candidatos republicanos ao Parlamento, onde quer que se propusesse jamais perdendo uma eleição desde 1906. Ninguém lhe levou a palma em popularidade real e persistente, em presença viva junto de todas as camadas populares, do Minho ao Algarve, nem sequer Bernardino Machado com seu chapéu pronto a cumprimentar ou António José de Almeida com sua honestidade proverbial e seus arroubos de alma mística. O seu retrato apareceu reproduzido milhares e milhares de vezes, em livros, em jornais, em cartazes, em panfletos, em azulejos, em pratos de barro e de latão, em bustos que se vendiam nas lojas de Lisboa e nas feiras de Trás-os-Montes (...) O ódio que lhe tiveram também não conheceu limites”, assim começava a introdução desta que é ainda hoje a principal biografia de referência sobre o porém fugaz (1910-1917) estadista, entre «velhas» e «novas» (das quais foi a primeira); integrada na colecção «a Obra e o Homem».
 
18€

Afonso Costa — Discursos Parlamentares 1900-1910

(Complilação, prefácio e notas de A. H. de Oliveira Marques)

Publicações Europa-América (1973). In-8º de 617, [7] págs. Br.

“Notabilíssima foi a sua acção como deputado, e a sua obra parlamentar revela a espantosa capacidade de Afonso Costa em lidar, profunda e subtilmente, com os mais diversos aspectos da coisa pública, desde o problema dos salários dos carteiros às grandes questões internacionais da intervenção na Primeira Grande Guerra”.
Primeiro de três volumes publicados.

15€

Afonso Costa — Discursos Parlamentares 1911-1914

(Compilação, prefácio e notas de A. H. de Oliveira Marques)

Livraria Bertrand (Apartado 37) – Amadora. (1976). In-8º de 679, [1] págs. Br.
 
O volume abrange os discursos proferidos na Assembleia Constituinte (1911) e durante a primeira legislatura da República (1911-1915); seguindo-se ao que fôra publicado em 1973, sob o título Obras de Afonso Costa, que acima apresentamos.

15€

Sarmento de Beires — De Portugal a Macau (A Viagem do «Pátria»)

Porto (na Imprensa Social da Cooperativa do Povo Portuense). 1968. In-4º de 237, [19] págs. Br.

Terceira edição, do autor, com dedicatória impressa a Brito Pais – o companheiro de viagem, entretanto falecido – e reprodução do texto de dedicatória da edição original «Ao Povo de Portugal», além do texto panegírico de Gago Coutinho. Inclui uma série de curiosas gravuras, em folhas destacadas, com mapas e fotografias dos aviadores, dos aviões (desta e de outras expedições), de locais de passagem, etc. A terminar, tem ainda um apêndice de «Recapitulação técnica da viagem» - uma tabela de várias páginas com todas as indicações técnicas de aeronáutica.

Exemplar em muito bom estado, sem defeitos de relevo.

12€

Sarmento de Beires — Asas que Naufragam

Asas que Naufragam (de como o avião Argos, ao fim de dezasseis mil quilómetros de voo, se perdeu ao largo das costas da Clevelândia e do mais que durante a viagem se passou) // (2.ª edição) / (3.º milhar)

1955 – Porto. (Acabou de imprimir-se esta segunda edição aos quatro de Novembro de mil novecentos e cinquenta e cinco, na Tipografia da Oficina de S. José, Rua Alexandre Herculano, 123-Porto. // As fotogravuras foram realizadas por Simão Guimarães, Filhos, Rua Miguel Bombarda, 465 – Porto). In-8º gr. de 364 págs. Br.

Impressa a duas cores sobre bom papel, “a presente edição compõe-se de seiscentos e vinte e cinco exemplares numerados e rubricados pelo autor”, que a este fez caber o n.º 093 e com efeito o assinou a tinta.

15€

Sarmento de Beires — Asas que Naufragam

Asas que Naufragam (de como o avião Argos, ao fim de dezasseis mil quilómetros de vôo, se perdeu ao largo das costas da Clevelândia e do mais que durante a viagem se passou)

Depositários: Livraria Clássica Editora de A. M. Teixeira & C.ª (filhos) – Lisboa, MCMXXVII. In-8º de 367, [1] págs. Br.

Primeira edição, ilustrada em folhas couché à parte, com tiragem indicada de 2000 exemplares; estando este bem conservado no miolo, mas com falhas de papel e vincos na capa.

20€