catálogo on-line

Livraria / Editora / Alfarrabista } { Porto bibliographias@gmail.com

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Manuel António Pina — Dito em Voz Alta (Organização de Sousa Dias)

Pé de Página Editores (Abril de 2007). In-8º de 127, [I] págs. Br.

"Estas entrevistas têm também esse atributo: são coisas raras que nos despertam a curiosidade por nos darem a conhecer o lado de dentro de um poeta nas suas relações com o que escreve, com o que lê, com a cidade onde vive, com os gatos com que partilha a existência, com a infância, o amor, a memória, a morte, enfim, com os grandes temas que atravessam a sua obra e, claro, com a própria vida, aquilo que motiva as interrogações de que é feita a sua poesia" [Do prefácio de Inês Fonseca Santos] 
Conjunto de entrevistas por A.A.Lindeza Diogo e Osvaldo Manuel Silvestre (talvez a mais interessante), Carlos Vaz Marques, Ana Marques Gastão, Sarah Adamopoulos, etc.
Edição original, há uns anos reeditada noutra(s) casa(s). 

Exemplares por estrear, em fundo de edição.

10€

Cartas de Eugénio de Andrade a Jorge de Sena / António Oliveira (org.)

(Letras & Coisas / Livros Arte Design). (Impressão e Acabamento: Rainho & Neves / 25 de Abril de 2015). In-8º gr. de 67, [1] págs. Br.

As cartas aqui reproduzidas haviam sido devolvidas a Eugénio por Mécia de Sena (irmã de Óscar Lopes) após a morte do marido, tendo-lhe o poeta de As Mãos e os Frutos remetido igualmente as do seu correspondente. Vale citar desde logo a primeira, de 30 de Maio de 1955, ano e meio após a morte do propriamente Eu-Génio que adoptou o pseudónimo Pascoaes: "Diga-me quando puder qualquer coisa sobre a antologia do Pascoaes. Não voltou a pegar-lhe? Era bonito aparecermos com isso no próximo inverno. Quando passar pelo Porto previna-me". A segunda, de Novembro do mesmo ano, falava de um amigo não menos genial de Pascoaes - Federico García Lorca.

10€

Eugénio de Andrade — inéditos ou quase

inéditos ou quase (Poemas inéditos, dedicatórias e variantes poéticas de Eugénio de Andrade) // Prefácio: Arnaldo Saraiva   Organização e texto: António Oliveira

(imagem e layout: Aurélio Mesquita  1.ª edição: Agosto de 2024  impressão: Greca artes gráficas). In-4º gr. de 167, [i] págs. Br.

Do prefácio de Saraiva: “Eu sabia da existência na Fundação e fora dela de alguns textos eugenianos inéditos (poucos), de variantes inéditas de textos editados (muitas) e de textos inacabados ou imperfeitos (alguns); sabia, até por exemplos como ainda o de Pessoa, que mais tarde ou mais cedo seria inevitável a sua publicação e poderíamos ter de nos confrontar com o delicado problema da inclusão ou exclusão da sua obra canónica. (...) António Oliveira refere oportunamente vários casos em que a vontade expressa de um autor foi desrespeitada por amigos ou editores, e que isso contribuiu afinal para a sua maior glória, ou redundou em benefício para os leitores. Não admira que se tenha empenhado tanto na publicação de “inéditos ou quase” (...), como os que já distribuíra por obras como Cartas de Eugénio de Andrade a Jorge de Sena, Correspondência de Eugénio de Andrade a Dario Gonçalves, e Fotobiografia de Eugénio de Andrade” (temos todos na livraria).  
A edição é do próprio António Oliveira, investigador eugeniano a quem Dario Gonçalves doou o seu espólio, no qual este trabalho quase exclusivamente se baseia.   

27€ 

Eduardo Lourenço — Ocasionais I

Ensaios / A Regra do Jogo, Edições. (1984). In-8º gr. de 117, [I] págs. Br.

Entre outros, agrupa os ensaios A Europa e a Morte, D.A.F. de Sade ou o Anel de Giges, Alexandria Ano Zero ou a 26ª Hora, Humanismo e Terror ou a Denúncia do Pacifismo Hipócrita, Sentido e Não Sentido do Moderno. Para um Conceito Actual de Modernidade, Um Tradicionalismo Nietzschiano, Para um Congresso Nacional de Escritores, Estranha Claridade sobre o Mito de Lorca, A propósito de Freyre (Gilberto), Explicação pelo inferior ou a crítica sem classe contra Fernando Pessoa.
Primeira edição; primeiro e salvo erro único volume publicado, pelo menos sob este título. 

14€

Funchal: Roteiro Histórico Turístico da Cidade

2004, Câmara Municipal do Funchal. In-8º gr. q/quadrado de 223, [i] págs. Br.

“O desenvolvimento geral dos quase 500 anos de vida da cidade através de um percurso a pé, com uma sumária descrição dos seus núcleos e museus, igrejas e fortalezas, casas senhoriais e populares, acrescidas de uma ou outra história mais curiosa”, neste interessante volume em que estranhamento não aparecem identificados nem autor do texto, nem das boas fotografias que o ilustram, alternando-se na «função» com a reprodução de engraçadíssimas fotografias e gravuras de época, mais antigas. 
A apresentação do álbum ficou por conta do então presidente da Câmara, Miguel Albuquerque, depois presidente do governo da ilha – cargo no qual permanece até hoje, apesar de tudo, para fingido desespero do líder do «Chega!».

15€

Forasteiros na Madeira Oitocentista

(Edição da Secretaria Regional de Turismo, Cultura e Emigração / DRAC). 

Conjunto de 15 postais em que figuram a imperatriz «Sissi» da Áustria (cujo cliché foi aproveitado para capa; a Madeira era um dos poisos preferidos para se ir «tomar ares» em caso de afecção dos pulmões), António Nobre (outro que tal, e infelizmente não lhe serviu de muito), o rei Carlos e a rainha Amélia,  os exploradores «africanos» Hermenegildo Capelo e Roberto Ivens, etc. 

15€

Boletim bibliográfico 3/2024

Composto quase todo em Julho, o boletim de Verão tem em destaque a França e a literatura francesa, mas também algumas novidades editoriais independentes, algumas raras antiguidades francesas e portuguesas, etc.

A consultar no sítio do costume:

Teatro Romântico Brasileiro (prefácio e organização de Duarte Ivo Cruz)

Escritores dos Países de Língua Portuguesa, 38 / Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 2008. In-8º gr. de 497, [V], [ii] págs. Br.

O volume recolhe seis peças representadas entre 1838 (data também da primeira peça romântica portuguesa, Um Auto de Gil Vicente, de Garrett, cuja influência em vários destes contemporâneos do outro lado do Atlântico, com os quais privou deste lado – no exílio parisiense –, o maestro escalpelizava no seu prefácio de duas dezenas e meia de páginas) e 1868: «António José, ou o Poeta e a Inquisição», de Gonçalves de Magalhães; «O Noviço», de Martins Pena; «Leonor de Mendonça», de Gonçalves Dias, segundo Ivo Cruz única peça do romantismo brasileiro que se pode pôr a par do Frei Luís de Sousa; «Macário», drama faustiano de Álvares de Azevedo; «A Torre em concurso», de Joaquim Manuel de Macedo; e a porventura cá mais conhecida «Gonzaga, ou a Revolução de Minas», do nome principal do romantismo brasileiro, Castro Alves.

Exemplar provavelmente por estrear, apenas com ligeiras marcas na capa.   

17€

Ribeiro Couto ― Histórias de Cidade Grande

Histórias de Cidade Grande (contos escolhidos) / Selecção e prefácio do Autor

Editôra Cultrix, São Paulo. (MCMLX). In-8º de 251, [III] págs. Br.

Dizia o autor no seu prefácio ao volume, redigido em Belgrado: "Dando um balanço nos muitos contos que publiquei, vi que poderia reuni-los em três grupos distintos de acôrdo com os assuntos e os ambientes, para não dizer os gêneros. Aqui são histórias passadas no Rio de Janeiro".
Segundo título publicado na série «Contistas do Brasil», antes inaugurada com Histórias Agrestes, de Graciliano Ramos.

20€

João Guimarães Rosa — Ave, Palavra (3.ª edição)

Editora Nova Fronteira (1985). In-8º de 304, [II] págs. Br.

"Uma "miscelânea", eis como o próprio Guimarães Rosa definiu este volume, caracterizando com isso a sua variedade formal e temática: ele reúne contos, poesias, notas de viagem, diários, flagrantes, reportagens poéticas, meditações, poemas dramáticos e reflexões filosóficas, representando vinte anos de colaboração em revistas e jornais brasileiros, no período entre 1947 e 1967" - e para quem nunca tenha ouvido falar dos poemas deste muitíssimo mais conhecido enquanto prosador, pode dizer-se que não são nada maus... Outro motivo de interesse reside ainda nas notas sobre livros e escritores, sempre nas toada e prosa idiossincráticas do autor.

15€

João Guimarães Rosa — No Urubùquaquá, no Pinhém

No Urubùquaquá, no Pinhém ("Corpo de Baile" de João Guimarães Rosa) / coleção Sagarana, volume nº 13

1978, Livraria José Olympio Editora, Rio de Janeiro. In-8º de 246, [II] págs. Br.

Na sempre complexa arrumação e rearrumação típica do autor, este livro era uma das três partes de Corpo de Baile, depois dividido; e estando por sua vez dividido nos "contos" (novelas) O Recado do Morro e "Cara-de-Bronze" e no romance Lélio e Lina. 
Capa de Poty.

Exemplar bem conservado, descontando uma pequena marca de manuseio no primeiro quarto do volume. 

12€

João Guimarães Rosa — Sagarana (6.ª edição)

Livraria José Olympio Editôra / Rio de Janeiro –1964. In-8º de [X], 365, [I] págs. Br.

Capa do mesmo Poty, que assegurou também as abundantes ilustrações do volume, muitas delas efectivamente um valor acrescentado; livro inaugural de uma colecção que lhe foi buscar o nome, "uma série variada, de feição gráfica moderna e formato cômodo, reunindo livros escolhidos da literatura brasileira e estrangeira".

Exemplar bem conservado, mas ligeiramente desvalorizado por algum desgaste da capa.

14€

Leo Lania — Hemingway

Hemingway (texte français de Claire Guinchat)

Hachette (1963). In-4º de 140, [II] págs. Enc.

Fotobiografia do escritor norte-americano desde a infância à morte, com uma riqueza documental apreciável e sobretudo uma qualidade ainda mais apreciável das ilustrações - tendo o álbum sido impresso numa oficina alemã; são por exemplo extraordinárias duas imagens da guerra civil espanhola, onde Hemingway esteve, uma de Madrid após bombardeamento aéreo franquista e outra de barricada republicana em Barcelona.
Logo de início, Lania começava por explicar por que óbvia razão esta fotobiografia o é também de tanta primeira metade do século XX, tendo em conta que o biografado andou por todo o lado e que a sua influência "sur la génération d'entre les deux guerres dépasse en importance et en durée celle de tout autre écrivain contemporain".
Publicado na colecção «Les Écrivains par l'Image», o volume foi encadernado em tela revestida de sobrecapa de papel plastificado, esta última com um pequeno restauro no exemplar.  

15€

Marguerite Duras — Moderato Cantabile

Portugália Editora. In-8º de 162, [VI] págs. Br.

Volume publicado na colecção quase sempre de belas capas «o livro de bolso», da qual também temos muitos outros.

Bom exemplar.

10€

Marguerite Duras — A Amante inglesa

Publicações Europa-América (composto e impresso na Sociedade Astória, em Lisboa, (...) e concluiu-se em Outubro de 1969). In-8º de 175, [V] págs. Br.

Quinto título publicado na «Colecção Nova Literatura».

Bom exemplar, possivelmente por estrear, embora com ligeiras marcas na face inferior da capa.

10€

Pietro Citati — Ulisses e a Odisseia (A Mente Colorida)

Livros Cotovia (2005). In-8º de 298, [II] págs. Br.

"Tendo como fio condutor que o maior dom de Ulisses e, por consequência, a raíz da sua singularidade, é possuir uma mente de "muitas cores", que lhe fornece "as qualidades do verdadeiro artesão: uma inteligência subtil e cheia de recursos, o sentimento preênsil da matéria [...], a capacidade de explorar o que é imprevisível, momentâneo, casual"; seguindo este fio, Citati narra alguns dos momentos mais decisivos da "Odisseia", reconstituindo, a cada passo, o seu percurso como leitor ávido de Homero - (...) apresentando-nos as ideias que as aventuras de Ulisses lhe foram suscitando ao longo dos anos.
O testemunho de um leitor, "Ulisses e a Odisseia: A mente colorida" é, antes de tudo, uma singular porta de entrada no universo de Homero."

Último exemplar restante.

15€

Dramaturgias Emergentes — Volume Um

na capa:) Dramaturgias Emergentes — Volume Um // Antes dos Lagartos, Pedro Eiras / Arte da Guerra, Fernando Moreira / Balancé, Ângela Marks / Dorme Devagar, João Tuna / O Espantalho Teso, Jorge Louraço Figueira

Centro de Dramaturgias Contemporâneas – Porto / Livros Cotovia – Lisboa. (Acabou de imprimir-se em Junho de 2001 na Tipografia Guerra (Viseu) numa tiragem de 1000 exemplares). In-4º de 232, [IV] págs. Br.

"Em Outubro de 1999, o DRAMAT - Centro de Dramaturgias Contemporâneas do Teatro Nacional de São João deu início, no Teatro Rivoli do Porto, a uma oficina de escrita teatral destinada a um pequeno grupo de autores iniciantes. Alguns deles eram muito jovens, outros nem tanto; alguns estavam ligados ao meio teatral, outros à academia, à docência ou à investigação científica em áreas diversas; poucos eram os que tinham uma ou outra peça encenada ou publicada, muitos os que sonhavam tê-las, ou que as mantinham guardadas nas gavetas".

Exemplares por estrear.

12€

Dramaturgias Emergentes — Volume Dois

Dramaturgias Emergentes — Volume Dois // Farol, Joaquim Paulo Nogueira / Os Nomes Que Faltam, Carlos Alberto Machado / O Parque dos Piqueniques, José Mora Ramos / Stormy Weather, Marcela Costa / O Violino do Avô Africano, Helena Miranda

Centro de Dramaturgias Contemporâneas – Porto / Livros Cotovia – Lisboa. (Acabou de imprimir-se em Junho de 2001 na Tipografia Guerra (Viseu) numa tiragem de 1000 exemplares). In-4º de 198, [VI] págs. Br.

Segundo dos dois volumes publicados – salvo erro, esta série de inéditos ficou por aqui.
Igualmente disponíveis vários exemplares em fundo de edição.

10€

De volta, com livros

Depois de um mês em terras castelhanas, onde teve a cargo o Pavilhão de Portugal na Feira do Livro de Madrid representando a Rede de Livrarias Independentes, a vossa livraria está de regresso - e os vossos livros podem voltar a ser consultados no Porto ou encomendados online, quer aqui, nesta página principal, quer na plataforma.

Vieram connosco os livros de algumas das melhores editoras independentes espanholas, que passam assim a ter casa portuguesa a representá-las: esta vossa, à vossa espera.

Garrett — Camões: poema em dez cantos (edição illustrada)

Lisboa: Empreza da Historia de Portugal – Sociedade editora  1904. In-8º de [III], [i], 174, [I, [i] págs. Enc.

Por um mistério qualquer que o livreiro até hoje ainda não conseguiu (nem tentou...) desvendar, estas ditas “edições illustradas” da editora em causa quase nunca o eram... [E, quando eram, metiam 1 ou 2...]
Por outro mistério qualquer, esse talvez menos misterioso, o frontispício menciona a Livraria Moderna mas a capa é da Livraria Pacheco, que provavelmente teria adquirido os fundos apondo-lhe depois novos «invólucros».

10€

Poemas (A Camões no quarto centenário da publicação dos Lusíadas)

Poemas (A Camões no quarto centenário da publicação dos Lusíadas / Homenagem do 7.º ano do Liceu Carolina Michaëlis)

Este livro foi composto e impresso na Inova/Artes Gráficas  □ Porto — Novembro de 1972). In-8º de 91, [ii], [III] págs. Br.  

Uma publicação que bem se arrisca ao futuro anonimato: nem nome de professor(a), nem das alunas e dos alunos que aqui terão, supõe-se, deixado dezenas de composições de lavra própria. (Na idade dos smartphones, eis algo que hoje em dia pareceria improvável...)

10€

Os Lusíadas que Fomos, os Lusíadas que Somos

Os Lusíadas que Fomos, os Lusíadas que Somos (uma iniciativa do Diário de Notícias integrada nas comemorações do IV centenário da publicação de «Os Lusíadas»)

(Arranjo gráfico de J. P. Abreu F. Lima e Maria Manuela Xavier/composto e impresso na Tip. Anuário em 8-11-1972). In-8º gr. quadrado de [6] págs. + 52 ff. ilust. Br.

Depois de um curto e escusado texto de Natércia Freire, apresenta o volume o trabalho de cada artista convidado, acompanhado da citação do épico que, mais ou menos, o motivou. Foram alguns dos participantes Almada, Sara Afonso, Vieira da Silva, Maria Keil, Júlio Resende, Guilherme Camarinha, Artur Bual, Carlos Botelho, Nadir Afonso, Júlio (dos Reis Pereira), Tomaz de Melo, Lima de Freitas, João Abel Manta, Charrua, Lurdes Castro, Cruzeiro Seixas e um aqui bem comportado Cesariny (como poeta, dificilmente alinharia...). 

20€

Veiga de Carvalho — Nótulas Camonianas

MCMXXXIX. (Na Tipografia Rossolillo, São Paulo). In-8º de [VIII], III, [I], 142, [II] págs. Enc.
 
Edição do autor, graficamente cuidada e ilustrada ao longo do volume por desenhos alusivos a tinta do pintor Augusto Esteves. Colige os estudos «Camões e a saudade», «Os «Luzíadas» e a Medicina legal», «O escudo d’armas de Luís Vaaz de Camões», «A patologia médica dos «Lusíadas»» e «Camões político». Invulgar.

Exemplar revestido de uma boa encadernação recente com lombada em pele gravada a ouro, conservando por inteiro a capa de brochura (onde se reproduz também o escudo de armas atribuído aos Camões). Em condição impecável, sem qualquer defeito a destacar.
 
25€ 

Giraldo sem Pavor ou a Tomada d’Evora

Giraldo sem Pavor ou a Tomada d’Evora, drama historico em quatro actos e cinco quadros composto por Pedro da Rocha Felgueiras.

Rio de Janeiro, Typographia Commercial de Soares & C.ª — 1850. In-8º de 99, [1] págs. Enc.

Primeira e, salvo erro, única edição da peça.

Exemplar forrado de modesta encadernação com lombada em pele (gravada a ouro), já algo esboroada nas extremidades. Conserva a gravura de Giraldo que se diz frequentemente faltar. No miolo, o papel permanece em relativo bom estado, tendo só pouco relevantes vestígios de acidez e um por outro ligeiro rasgão marginal. 

45€

José Manuel Queimado — Evora: suas Ruas e seus Conventos

(Alentejo Glorioso) Evora: suas Ruas e seus Conventos (uma achega para a história de Évora)

Edição do Autor, 1975. (Composto e impresso na Tip. Eborauto, Lda. – Évora). In-8º de 160, [4] págs. Br.

Afora o eborense, destinatário óbvio, o livro – em boa parte, baseado no «Ruas de Évora», de Claudino de Almeida, publicado na década de 30 e já então mais do que esgotado – interessará ainda ao leitor de outra qualquer portuguesa parte, por fazer acompanhar a história dos locais integrantes do roteiro de apontamentos biográficos acerca dos respectivos, anteriores e contemporâneos, patronos (via de regra, como é uso, figuras da vida nacional, tivessem ou não alguma espécie de ligação à cidade); havendo a apresentá-lo um fugaz prefácio de Túlio Espanca, e a ilustrá-lo umas poucas fotogravuras in-texte

23€

Teófilo Braga — Questões de Litteratura e Arte Portugueza

Lisboa: Editor – A. J. P. Lopes (Rua dos Douradores, 69, 3.º, direito). In-8º gr. de 405, [III] págs. Enc.

Alguns dos capítulos: «Velho lyrismo portuguez», «Portugal e um Canto popular da Dinamarca», «A influencia bretã na Litteratura portugueza», «Sobre a origem portugueza do Amadis de Gaula», «As traducções inglezas dos Lusiadas», «Os iniciadores do Romantismo em Portugal».

Exemplar da série encadernada pelo editor em percalina gravada a ouro.

25€

Teófilo Braga — Grammatica Portugueza Elementar

Grammatica Portugueza Elementar / fundada sobre o methodo historico-comparativo por Theophilo Braga (Professor do Curso Superior de Lettras)

Editora Livraria Portugueza e Estrangeira de Joao E. da Cruz Coutinho, Porto | A. A. da Cruz Coutinho, Rio de Janeiro - 1876. In-8º de IX, [III], 149, [III] págs. Br.

O trabalho foi dividido pelo autor nas secções «Da Phonologia», «Da Morphologia» e «Da Syntaxe»; introduzindo-o uma «Advertencia» em que Teófilo perorava sobre a história dos estudos gramaticais no nosso país, e terminando-o uma série de «Observações sobre a Ortographia Portugueza».

Exemplar ainda geralmente em bom estado, mas prejudicado por pequenas manchas e falhas de papel na capa e sobretudo por um pico de traça que, embora pequeníssimo e sem prejuízo do texto, o pontua ao longo de quase todo o volume.  

15€

Galiza e Feminismo en Emilia Pardo Bazán

Editora Alvarellos (xuño, 2021). In-8º de 151, [I], [ii] págs. Br.

“Emilia Pardo Bazán (A Coruña, 1851-Madrid, 1921) é o exemplo mais acabado de escritora profisional da literatura española do XIX. Voraz leitora desde nena, a comezar pola biblioteca familiar, publica desde moi cedo em prensa galega e, xa na década de setenta, as súas primeiras novelas. Desde este arranque e até a fin dos seus días escrebeu e publicou incansabelmente”.

17€


Galicia–América: cantos de emigración e exilio (1875-1951)

Galicia–América: cantos de emigración e exilio (1875-1951) // Edición a cargo de: Montserrat Capelán / Carlos Villanueva

editorial alvarellos (2022). In-8º de 418 págs. Br.  

O volume “reúne los trabajos de catorce especialistas que, en 2017, se reunieron en Santiago de Compostela para reflexionar y debatir sobre un tema estrella del Grupo Organistrum: «O espello de Galicia en América: ideoloxía, emigración e exilio (1875-1951)», fechas que enmarcan desde el gran movimiento migratorio galego a América Latina hasta la aparición de la Generación del 51, límite que refleja las consecuencias de la represión franquista.”
Por exemplo (3 primeiros): «Algunhas notas sobre música, sociabilidade e inmigración galega na Argentina (1880-1960)»; «A emigración no discurso galeguista, 1840-1936»; «Voces de la memoria: emigración y exilio em la literatura gallega». A maioria dos quais reportando-se à forte presença galega na Argentina; e uma boa parte deles sobre música – o que de imediato convoca o início do fabuloso poema «Cantiga do neno da tenda», de Federico García Lorca, nos seus Seis Poemas Galegos de que há edição nesta mesma editora.

22€

25 de Abril, 50 anos, 100 livros: Catálogo

Nos 50 anos do 1.º de Maio de 1974, eis enfim o catálogo de livros seleccionados entre os muitos que sobre o tema esta casa tem sempre em acervo, dedicado aos 50 do 25 de Abril.
Seguiu-se o critério já mais ou menos fixado na bibliografia alusiva - antecedentes, período revolucionário propriamente dito e consequentes, neste caso ainda para lá do habitual limite da nossa abençoada Constituição de 76.
Cem peças à vossa escolha, entre literatura e poesia, trabalhos documentais, ensaios históricos, recriações mais ou menos «livres», etc.
Várias pertenceram à biblioteca do escritor Urbano Tavares Rodrigues, ele mesmo resistente à ditadura, e algumas têm dedicatórias dos respectivos autores mencionando o facto.
De resto, Henrique Galvão, Humberto Delgado, Álvaro Cunhal, Francisco Salgado Zenha, Mário Soares, Manuel Alegre, Francisco Sá-Carneiro, etc. etc.

Na capa, uma das variantes em forma de cartaz pintadas por Maria Helena Vieira da Silva sob o mote «A Poesia está na Rua», verso que faz hoje 50 anos a compagnonne-de-route Sophia dedicava numa composição aos militantes do Partido Socialista.

Pode e deve ser desde já consultado

Claudio Rodríguez Fer — Lugo Blues (Ilustrado por Sara Lamas)

editorial alvarellos (decembro de 2023). In-8º de 83, [I], [ii] págs. Br.

“Cando em 1987 apareceu a primeira edición de Lugo Blues axiña se converteu nun libro de culto, e os seus versos -que percorren a memoria persoal do autor mais tamén interpelan a nosa memoria colectiva- ían pasando de man en man descifrando o espírito desta cidade amurallada. Agora, tantos anos despois, era tempo de regresar a esta gran creación de Claudio Rodríguez Fer; que aquí revisa e amplía con numerosos poemas, e que incorpora ademais o suxestivo traballo artístico de Sara Lamas”.

16€

Ernesto Guerra da Cal — Antologia Poética (Edição de Paulo Fernandes Mirás)

Através editora (2021). In-8º de 238, [vi] págs. Br.

Não sendo exaustivo, o volume recolhe grande parte das composições dos principais títulos poéticos publicados por este republicano galego-português-exilado norte-americano no tempo das ditaduras ibéricas, prova provada de que na mesma cidade – Ferrol – podem nascer criaturas do melhor e do pior: Lua de Além-Mar (1959), Rio de Sonho e Tempo (1963), Futuro Imemorial (1985), Deus, Tempo, Morte e Outras Bagatelas (1987) e Caracol ao Pôr-do-Sol (1991). Há várias delas dedicadas à genial padroeira galega Rosalía, mas pelo menos nesta antologia nenhuma ao amigo Lorca, ele próprio cantor-a-meias da grande poeta do Padrón, única cujo génio se lhe compara no séc.XIX das letras hispânicas (portuguesas incluídas) – um dos seis magníficos poemas galegos compostos a par pelos dois amigos, e quem disso tivesse dúvidas basta pegar neste livro para as perder; a toada herdada das cantigas luso-galaicas medievais não engana. Esse prolongado silêncio de Guerra da Cal em relação ao mais brilhante dos seus muitos amigos de letras, e a essa «parceria» de 1935, um ano antes da morte do maior poeta de Espanha, é aliás algo que nunca foi muito bem compreendido, e provavelmente nunca será. 

14€

Federico García Lorca — Seis poemas galegos

Seis poemas galegos de (...) / Prólogo de E. B. A.

Biblioteca Similar Compostelana // Ara Solis     Consorcio de Santiago. (O facsimile de Seis poemas galegos, de Federico García Lorca, rematouse de imprentar no Nadal de 1995, LX aniversario da edición príncipe e C do nacemento de Ánxel Casal, fundador da Editorial Nós). In-8º de págs. inums. Cart.

O volume teve tiragem de 1500 exemplares, 100 dos quais numerados e fora de mercado – pertencendo este à série comum posta à venda.
Cartonagem editorial com idêntica, mas a duas cores, sobrecapa de papel.

15€

Federico García Lorca — Seis poemas galegos

Editorial “Nós” – Compostela. [Aliás, Alvarellos Editora]. [“Esta edición facsimilar e ilustrada dos Seis poemas galegos de Federico Garcia Lorca reimprimiuse no mês de febreiro de 2024”]. In-8º q/quadrado de [30] ff. inums. Br.

Quarta tiragem desta edição em fac-simile originalmente publicada em 2018, com outras intermédias em 2019 e 2021 – vencedora do «Premio ao libro mellor editado» na Gala do Libro Galego de 2019. Ao fac-simile do livro de apenas seis poemas de que tanto porém haveria a dizer, e que um dia diremos numa nossa edição portuguesa, o editor Henrique [Quique] Alvarellos, fervoroso lorquiano, acrescenta uma recolha fotográfica de Federico na Galiza, que comenta – depois de ter procurado e descoberto as imagens em arquivos vários. O mesmo Quique afiança, como já nos afiançou em pessoa, serem estes os poemas galegos mais editados e reeditados (e traduzidos) em todo o séc.XX, mais do que os da própria Rosalia de Castro – que Lorca tanto apreciava, e a quem precisamente dedica uma destas maravilhosas composições. Maravilhosas e um nadinha lusas: foi o galego-luso Ernesto Guerra da Cal, natural da mesma Ferrol do caudilho Franco que lhe provocaria o exílio, quem verteu para galego tradicional os poemas que o amigo andaluz lhe ia ditando. É uma longa e misteriosa história… E “amigo”, incluindo o sentido medieval do termo, é vocábulo que vem muitíssimo a propósito, porque estas são cantigas de amigo «2.0».

Falando em Franco: o editor da edição original na Nós, Anxél Casal, seria assassinado no mesmíssimo dia de Lorca,pelas mesmíssimas (na Galiza como na Andaluzia, em Santiago como em Granada) matilhas fascistas.

15€



Henrique Alvarellos — Federico García Lorca en Santiago de Compostela

editora alvarellos (2020). In-8º de 201, [5] págs. Br.

Precioso trabalho de investigação de Quique Alvarellos, o simpatiquíssimo filho homónimo do fundador e actual responsável por esta casa galega fundada em Maio de 1977; se interessa aos assuntos galegos e à bibliografia lorquiana, interessa duplamente os interessados em ambas as coisas, como é o nosso caso. O filólogo, escritor e editor lucense fixado em Santiago dá detalhada conta das várias estadias do poeta na cidade e respectivas incidências: a primeira na juventude, durante a grande visita-de-estudo ao centro e ao norte de Espanha; e as três restantes no ano de 1932, duas consecutivas em Maio (para uma conferência sobre Rosalía) e a derradeira em Agosto, para a histórica representação da sua «Barraca» na praça compostelana da Quintana, à qual assistiram entre 6 mil e 7 mil almas - 1/4 da população da cidade.

Disponível nas duas edições/tiragens, uma em galego e outra em castelhano, ambas ricamente ilustradas (incluindo muitas fotografias inéditas).  

19€

El Gran Viaje de Estudios de García Lorca

El Gran Viaje de Estudios de García Lorca / Narrado en 1916 por su compañero Luis Mariscal / Incluye las cartas y escritos del propio Federico García Lorca / Edición al cuidado de Henrique Alvarellos

editora alvarellos (2023). In-8º esguio de 335, [III] págs. Br.

Auxiliaram o lorquiano editor na preparação deste volume Juan Luis Tapia, também editor e poeta, que aqui deixava sobre Mariscal - o discípulo dilecto do professor Berrueta, que não terá dado conta do diamante que tinha em mãos (até aí, Lorca tocava e estudava piano, raramente escrevia) - alguns apontamentos e uma resenha biográfica; e Carla Fernández, académica especialista em História da Arte. 
Quanto aos textos de Lorca, incluem cartas (como as que escreveu então à família) e algumas das primeiras prosas, entre as quais justamente das Impresiones y paisajes, seu primeiro livro publicado, constituído por notas tiradas nesta viagem. 
A edição primitiva saíra em 2018. 

22€   

Pascoaes — Santa Teresa e Soror Mariana

Santa Teresa e Soror Mariana (Posfácio de Eduardo Brito / Tradução de Regina Guimarães)

Editora Exclamação (Agosto de 2023 / Impressão: Rainho & Neves / Grafismo: lina&nando). In-8º de 73, [I], [ii] págs. Br.

A edição baseia-se num manuscrito oferecido por Pascoaes em 1944 que deverá ter-se baseado – ou sido a base – no texto da conferência que sob o mesmo título proferiu, e de que há registo gravado da sua fabulosa leitura; manuscrito que se reproduz em fac-simile, seguindo-se-lhe a transcrição, as traduções de Regina Guimarães (cidade de Eduardo Brito, o já conhecido realizador de cinema irmão do nosso colega e amigo Francisco Brito) de alguns dos poemas da santa de Ávila e de passagens das cartas da não tão santa de Beja, e o referido posfácio.
O texto é basicamente um «remix» d’A Alma Ibérica – que estamos a preparar em edição independente (e logo duas, diferentes: uma em português e outra em castelhano), a que o amarantino misturou outras digressões. Parece coisa feita à pressa, bastante inferior a esse belo texto original de 1942 destinado a servir de prefácio ao Epistolário Ibérico. Ainda assim, a comprar e a guardar.

16€  

Pascoaes — Tierra Prohibida

Tierra Prohibida (traducida del portugués por Valentín de Pedro)

Calpe ● Los ● Poetas. (Este libro se acabó de imprimir en Madrid, por la «Tipográfica Europa», ela día trece de noviembre de MCMX). (Papel fabricado especialmente por «La Papelera Española»). In-8º peq. de 193, [I], [vi] págs. Br.

O tradutor: “Los líricos modernos suelen pecar de monocordes; Pascoaes abarca toda la lira, y va desde la elegía más breve y sutil, hasta el poema dantesco, como en su Regresso ao Paraiso. / No es un artista torturado por la forma. Por el contrario, se expresa con una divina simplicidad. (…) / En cierta ocasión le oímos expresarse de esta manera: — Yo no sé de literatura; sólo soy un poeta —.” 

12€

A Casa de Teixeira de Pascoaes (fotografias actuais de Sérgio Freitas)

Opera Omnia (Março de 2017). In-4º de 47, [VII] págs. Cart.

“A Casa de Pascoaes não deixa esquecer o Poeta. / Tão vetustas quanto robustas, as paredes do velho solar prometem resistir à efemeridade e perpetuar a memória de um dos maiores autores das letras lusas. / “Existir não é pensar: é ser lembrado”, escreveu Pascoaes, longe de imaginar que a sua casa, que elegeu como fortaleza e considerava o paraíso, seria, a par da sua obra literária, garante de uma existência perene”. [Não exageremos... A casa é  extraordinária, nem há que recear o adjectivo «mágica», mas é só a casa...]
Casa que Eugénio de Andrade defendia dever dar lugar a um «Museu Português da Poesia» / «Museu da Poesia Portuguesa», e até os que mais costumam torcer o nariz a essas coisas (como é o caso do nosso próprio órgão nasal) não conseguirão sequer discutir a justeza (para não dizer justiça) dessa ideia. Em vez disso, foi mais uma adaptada a turismo, aqui não “local” – embora mais local do que qualquer outra... – mas “rural”. Vá lá que a traça se manteve e as pessoas que lá estão a hospedar os turistas, incluindo os literários, são as mesmas que estavam e deveriam estar.

18€

Quem liam os modernistas? O «saudosista» Pascoaes

[Lidas há pouco as memórias lorquianas de Rafael Alberti, uma das mais recentes entre as múltiplas leituras a que um tradutor português de um gigante como Federico García Lorca se deve entregar - não tem a desculpa da dificuldade do idioma. A páginas tantas, conta das sessões que o grupo da «Resi» (a madrilena Residencia de los Estudiantes), incluindo ele próprio, Lorca, Aleixandre, Guillen, Salinas e outros membros da «Geração de 27», o ex-estudante Juan Ramón Jiménez, etc., fazia pelos serões poéticos. Liam: Gide, Valéry, Aragon, Eluard e... "Teixeira de Pascoaes", que aliás os viria a visitar in loco / in Lorca 1 ou 2 vezes, uma das quais correspondendo ao convite para lá pronunciar uma conferência (1923). 4 franceses e... Pascoaes. Nem este vosso amigo, adepto devoto e confesso do amarantino, faz às vezes perfeita ideia do prestígio naquela época do nosso génio Europa fora, Espanha em particular - quando nele se falava para o Nobel, em cuja short list viria mesmo a figurar. Depois, muito pouco depois, começou o investimento do Estado Novo na monomania pessoana, que após o tão ou mais centralista 25 de Abril ainda aumentaria, e juntando isso à estreiteza de vistas (salvo raríssimas excepções) da Academia e ao golpe-de-sorte brasileiro (via Adolfo Casais Monteiro e Cecília Meireles, principalmente), foi o que se sabe. 
Eis o pouco interesse dos «cânones», literários ou religiosos. Valem o que valem, e com frequência espalham-se ao comprido, sendo disso bom exemplo o descaso do «saudosismo» e «passadismo» que atribuem a Pascoaes, e que significa apenas ou que não sabem ler, ou que não perceberam nada.
Os modernistas portugueses liam Pascoaes (é aludindo a Pascoaes que Pessoa se anuncia como "Super-Camões", porque seria deselegante anunciar-se como Super-Pascoaes...). Pelos vistos, os modernistas espanhóis também. Um surrealista como Cesariny considerava-o mesmo "o mais importante poeta português". Mas a douta academia lusa decreta que Pascoaes é do passado, e a douta academia é que sabe.]

Aitor Francos — Las gafas de Pessoa

Fundación José Manuel Lara / Vandalia (se terminó de imprimir esta primera edición de Las gafas de Pessoa, de Aitor Francos, obra galardonada con el VIII Premio Iberoamericano de Poesía Hermanos Machado, en Sevilla, el día 3 de Mayo de 2018). In-8º de 127, [IV], [v] págs. Br.

"Los poemas de Las gafas de Pessoa hablan del desdoblamiento, de esa pérdida de identidad que encontramos detrás de toda escritura y que hace que el poeta sea alguien que casi no se reconoce en sus palabras, que juega a ser a la vez otro y el mismo, en diferentes y paralelas realidades accesorias / Fernando Pessoa vigila estos poemas, pero no está solo; y, en cualquier caso, cada lector puede proponer nuevas compañias".

8€

António Muñoz Molina — El invierno en Lisboa

Seix Barral (octubre 1988). In-8º de 187, [I], [vi] págs. Br.

El invierno en Lisboa es al mismo tiempo un homenaje al cine «negro» americano (y a sus antecedentes lierarios) y al mundo del jazz. Pero es también, y ante todo, sobre el cañamazo de una historia de amor e intriga, una singular y poderosa creación literaria, cuya concisión casi sentenciosa propicia un envolvente aliento poético con escasos parangones en nuestra narrativa reciente. El invierno en Lisboa confirma plenamente las cualidades de un autor que se cuenta ya por derecho propio entre los valores más firmes de la novela española", assim rezava a nota da capa a este célebre romance que ia já aqui na oitava edição e nesse mesmo ano de 1988 obtinha em Espanha o Prémio Nacional de Literatura e o da Crítica. [Várias das capas, como esta, têm aliás o «jazz» por fundo]

8

Histoire de la Littérature Américaine de langue Espagnole

Librairie Hachette. (1953). In-8º de [4], 354, [2] págs. Br. 

Dedicado pelo autor a Marcel Bataillon e aqui publicado em primeira edição, o trabalho foi dividido nas secções «Conditions spécifiques des littératures hispano-américaines», «La génération 1800-1830» (Olmedo, Heredia, etc.), «La génération 1830-1870» (Mármol, Sarmiento, Estanislao del Campo, etc.), «La génération 1870-1900» (José Martí, Rubén Dario, Amado Nervo, Leopoldo Lugones, etc.) e, em apêndice, «Coup d'oeil sur les littératures contemporaines» e «Les littératures nationales».

Exemplar por estrear, conservando os cadernos por abrir. 

15€