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O Lubis-Homem

O Lubis-Homem: Comédia original, e Inédita, em 3 actos / por Camillo Castello Branco, Visconde de Correa Botelho. (1859) / com um prefácio por Alberto Pimentel

Livraria Editora Guimarães, Libanio & Cª. Lisboa. 1900. In-8º de XXIV, [I], [i], 91, [I], [ii] págs. Br.

No seu longo estudo preliminar, asseverava Pimentel ter esta comédia "um alto valor psychologico, sobretudo biographico, porque o auctor, retratando-se a si mesmo no papel de protagonista, o estudante disfarçado em lubis-homem, faz-se rodear de todo o scenario que circumscreveu a sua vida em Ribeira de Pena, no tempo em que ali casou com Joaquina Pereira, do logar de Friume", acrescendo-lhe "o facto, não menos importante certamente, de se encontrar dentro d'esta comedia uma serie de quadros da vida campestre na região d'Entre-Douro-e-Minho: serões, encamisados, esturdias, danças, cantigas á desgarrada, bôdas, arraiaes, crenças e preconceitos populares" - alguns dos quais por ele próprio elucidados nesse mesmo prefácio.
[Há na bibliografia portuguesa quem suponha ter sido a peça composta pelo próprio Pimentel, não acreditando na alegada descoberta editorial]

O exemplar pertenceu a Mário Guerra, de quem tem nas folhas preliminares precisamente do prefácio uma série de anotações referentes à encenação da peça na Escola do Magistério Primário, em Lisboa, em 1932; além de apontamentos variados ao longo do volume - com algum desgaste exterior, como frequentemente sucede.
 
20€

Alberto Pimentel — Uma Visita ao Primeiro Romancista Portuguez em S.Miguel de Seide

Porto: Livraria Portuense de Lopes & Cª – Editores. 1885. In-8º de 40 págs. Br.

Primeiro dos muitos dedicados por Pimentel a Camilo, o livro é uma engraçada reportagem da viagem – de mula – de ida e volta desde Santo Tirso a Ceide, onde jantou com o velho amigo que, segundo aqui conta, não encontrava havia dez anos. 

Exemplar revestido de uma sobrecapa em papel transparente, para proteger o volume (já com ligeira fragilidade exterior). Com o miolo ainda em bom estado, apesar de marcas de acidez em grande parte das folhas.

25€

Alberto Pimentel — O Livro das Lagrimas

O Livro das Lagrimas (Legendas da vida de Santo Antonio de Lisboa)

Lisboa, Livraria Editora de Mattos Moreira & C.ª. 1874. In-8º de 192 págs. Br.

Primeira edição, integrada na «Bibliotheca Religiosa – publicação de novo genero», de que saiu também, no mesmíssimo formato, O Livro das Flores, este dedicado à «Rainha Santa» Isabel.

Exemplar revestido de muito boa encadernação com lombada em pele gravada e demarcada a ouro, acrescida de rótulo para os dizeres; conservando a capa de origem.

30€

Alberto Pimentel — Rosas Brancas

Rosas Brancas / poemeto por Alberto Pimentel precedido por uma carta do snr. Antonio Feliciano de Castilho

Porto: na Livraria de Novaes Junior – Editor – 1868. In-8º de 32 págs. Br.

Castilho, a quem o livro é dedicado, terminava assim o seu prefácio-em-carta: “Permitta-me dizer-lhe em prosa chã meu poeta, o que nas arriscadas viagens por mar se ouve sempre com delicias aos marinheiros velhos quando a proa vai em bom rumo e com vento de servir nas vellas cheias: andar assim que é bom andar.”

Um do títulos iniciais de Pimentel, já consideravelmente raro nesta sua primeira e porventura única (independente) edição.

25€

Alberto Pimentel — Seára em Flor

Lisboa: Livraria Editora Viuva Tavares Cardoso (5-Largo de Camões-6) – 1905. (Typ. a vapor da Empreza Litteraria e Typographica / 178, Rua de D. Pedro, 184 – Porto). 2 vols. in-8º de 312, [I], [i] e 365, [I], [ii] págs. Enc.

“Os quatro livros, que se fundiram n’este unico, representam para mim a madrugada da vida litteraria, a alegria de compôr, a pressa de publicar, a ancia de vencer. Elles não tiveram maior publico que o dos estudantes do meu tempo e da minha terra, dispostos ao favor da camaradagem e, portanto, ao applauso immerecido. Tão verdes e generosos como eu proprio, faltava-lhes a competencia para condemnar e, sobretudo, faltava-lhes a vontade de fazel-o. (...) Camilo e Castilho acolheram-me com paternal bondade; Julio Cesar Machado mandou-me carinhosas palavras; de Coimbra, os rapazes da Folha foram tão amoraveis para mim como os estudantes do Porto. / Adeus timidez de principiante; adeus medo do publico, pavor da critica; metti-me denodadamente ao caminho, cantando, como os intrépidos camponezes minhôtos que não sabem trabalhar senão com uma canção a esvoaçar-lhes nos labios”.

Alguns dos textos aqui reunidos, alguns deles ainda hoje lidos com proveito, pelo autor dedicados numa curiosa dedicatória «À Torre dos Clérigos»: «Na vespera de S. João», «No Bussaco», «O morgado do Urgal», «Os sinos d’Alpendurada», «O episodio do burrinho», «Historia d’uma loira», «Por causa da guerra», «Viagem ao Bussaco», «Um escriptor portuguez .. Santo», «Um episodio da vida de Castilho», «Das cartas dos namorados».

Encadernação conjunta dos dois volumes, relativamente modesta, com a lombada em percalina; de nenhum dos dois conservando qualquer das faces da respectiva capa. 

28€

Alberto Pimentel — Memória sobre a História e Administração do Município de Setubal

Memória sobre a História e Administração do Município de Setubal, por (...) / Prefácio de Albérico Afonso da Costa Alho

2.ª edição / Câmara Municipal de Setúbal, 1992. (Esta edição de Memória sobre a História e Administração do Município de Setúbal acabou de se imprimir no dia 23 de Outubro de 1992, nas oficinas da Corlito / Setúbal. A tiragem é de 800 exemplares numerados). In-8º gr. de [VI], XXIX, [I], 400, [X] págs. Enc.

Edição fac-similada da raríssima original, acrescida do prefácio de três dezenas de páginas dando conta das peripécias e da polémica relativa à autoria - numa história tão tipicamente portuguesa, o executivo municipal setubalense de 1877 quis ir buscar o nome de um credenciado académico, Pimentel, para dar mais «lustre» à autoria efectiva da maior parte dos materiais e investigações apresentados no volume (Manuel Maria Portela, além de nativo ainda por cima funcionário municipal...).
No final do volume aparecem indicados os subscritores institucionais e individuais de cerca de metade do volume - o que significa que pelo menos metade da tiragem terá ficado fora de mercado. (Ao exemplar aqui apresentado coube o nº 610.)

15€

Alberto Pimentel — O Capote do Snr. Braz

Livraria Internacional de Ernesto e Eugenio Chardron. 1877. In-8º de 226, [2] págs. Enc.

Primeira edição, consideravelmente invulgar. O livro abre por uma dedicatória a Frederico Laranjo e por uma engraçadíssima «Introducção» que o autor terminava a explicar que “O titulo d’este livro é exactamente como esse mysterioso capote, porque, por detraz d’elle, estão os mais variados assumptos, as mais oppostas narrativas, que todavia podem constituir um volume”. Alguns dos capítulos: «Uma entrevista com Alexandre Herculano», «Episodios da vida politica de 1874 a 1875», «As crianças criminosas em Lisboa», etc. (além da comédia «High-Life-Mania», nesse mesmo ano estreada na capital e aqui publicada pela primeira vez).

Exemplar encadernado sem a capa de brochura; bom estado geral, apesar de algumas folhas mais afectadas por acidez e de restauros em duas delas (uma, a de rosto) a cobrir pequenas falhas marginais de papel.

25€

Antero de Figueiredo — Doida de Amor (Novela)

Doida de Amor (Novela) / Quarta edição, 6.º milhar

Livrarias Aillaud e Bertrand, Paris-Lisboa / Livraria Francisco Alves, Rio de Janeiro 1918. (Composto e impresso na typographia «A Editora L.da». In-8º de 191, [i] págs. Enc.  

Exemplar com boa encadernação de lombada em pele gravada a dourado, mas que infelizmente o desproveu da capa original – da qual não conserva nenhuma das faces.

10€

Antero de Figueiredo — O Último Olhar de Jesus

Livrarias Aillaud e Bertrand. 1929. In-8º de 336, [4] págs. Br.

Segunda edição/impressão, ilustrada na capa por um trabalho de Alberto Aires de Gouveia e inteiramente rubricada pelo autor.

Exemplar em muito bom estado, com leve desgaste na capa mas quase impecável no miolo.

10€

Antero de Figueiredo — Senhora do Amparo

Senhora do Amparo (Dois perfis: - Um curandeiro de obsessos/ - Um cura de almas)

Livrarias Aillaud e Bertrand. 1920. In-8º de [VIII], 248, [VI] págs. Br.

Segunda edição, inteiramente numerada pelos editores (deveria também ter sido rubricada pelo autor, mas, se bem parece, não foi). O livro inclui vários apontamentos de interesse para as bibliografias duriense e, sobretudo, minhota.

Exemplar do 4º milhar; em bom estado geral, descontando algumas marcas na capa e, no miolo, ligeiríssimas e antigas manchas de humidade e, pontualmente, ténues vestígios de acidez; tem ainda a assinatura no frontispício de um anterior proprietário, padre Aníbal de Sá (do próprio ano da edição, 1920). 

10€

Antero de Figueiredo — Fátima

Fátima: Graça*Segredos*Mistérios

(Livraria Bertrand. Lisboa). In-8º de 378, [2] págs. Br.

Edição rubricada pelo autor, ilustrada na capa por Alberto de Sousa e dedicada a Eugénia de Sousa Holsteïn. No «Esclarecimento» inicial, à laia de prefácio, explicava Antero de Figueiredo terem em grande parte influído no livro as várias entrevistas mantidas, num solar em Pontevedra, com a “Vidente Lúcia de Jesus (em religião Irmã Dores) com quem o autor, edificado, muitas vezes conversou, sempre presente aquêle respeito imposto aos que se aproximam de um espírito escolhido entre milhões de espíritos, aquela delicadeza dos que se abeiram de uma criatura em cujas pupilas mortais se demoraram as pupilas bem-aventuradas da Santíssima Virgem”; entrevistas autorizadas pela Madre Provincial das Doroteias (tutelar durante essa longa estadia galega de Lúcia em Tuy e Pontevedra) “informada da probidade literária do autor [sic] e da sua mentalidade católica”. As notas finais incluem uma tabela cronológica e bibliografia seleccionada.

15€

Guilherme de Santa Rita — O Bezerro de Oiro

O Bezerro de Oiro (drama original em cinco actos) / Com um prefácio em que se descreve o procedimento que teve para com o auctor, a empresa societaria do Theatro Normal de D. Maria representada nos actores João Rosa, Eduardo Brazão e Augusto Rosa) / Por (...)

Lisboa: Typ. da «Gazeta de Portugal» (3, Rua Capello, 5) – 1890. In-8º de LXIII, [i], [IV], 170, [I], [i] págs. Enc.

"A publicação de uma peça que não foi representada, carece, a meu vêr, da narração da sua historia, para que o publico, juiz em ultima instancia, conheça as causas que desviaram a obra do meio a que seu auctor a destinára. / D'este modo, creio explicar o motivo porque dou á estampa — O Bezerro de Oiro — e ao mesmo tempo a necessidade de fazer preceder o drama da narrativa dos factos e das considerações diversas, a que ella não póde deixar de impellir os espiritos ilustrados e os caracteres moralmente bem constituidos", assim apresentava Santa Rita o seu prefácio - longa, despeitada e aborrecida invectiva que ocupa por si só um terço do volume, hoje consideravelmente raro.

Exemplar encadernado com lombada em percalina, não conservando, pelo menos de modo visível, qualquer das faces da capa original; tendo logo na primeira folha (anterrosto) uma dedicatória de oferta manuscrita pelo autor.

30€

Joaquim Leitão — Os Deuses Voltaram

Os Deuses Voltaram (2.ª edição, prefaciada por Júlio Dantas)

Ano 1943. (Acabou de se imprimir a segunda edição deste livro aos quinze dias do mês de Dezembro de Mil Novecentos e Quarenta e Três nas oficinas gráficas de Bertrand (Irmãos), L.da, Travessa da Condessa do Rio, 27, em Lisboa). In-8º gr. de 308, [VI] págs. Br.

Edição ornada por capitais decoradas a cor ao estilo renascentista, sendo o Renascimento o pano de fundo deste tipicamente desajeitado exercício ficcional do autor - que dedicou e assinou pelo seu próprio punho o exemplar que aqui se apresenta.  

20€

Frédéric Lefèvre — Images Bibliques

aux Éditions du Bout du Monde (1944). In-16º de 57, [III] págs. Br.

Graciosa edição em pequeno formato e de pequeníssima tiragem (à escala francesa), destinada a bibliófilos; impressa numa então tristemente célebre Vichy com as bonitas capitais impressas à parte, por fotogravura, numa casa de Lyon. 
Dos 525 exemplares saídos dos prelos, pertence este (nº 394) à tiragem mais comum impressa em papel velino apprêté ; e foi valorizado por uma dedicatória de página inteira manuscrita dois anos e meio depois pelo autor - jornalista, escritor e ensaísta, como o dedicando - "A Antonio Ferro: cette petite «curiosité bibliophilique» en souvenir de la «clandestinité» ℓ avec mes voeux les plus affectueux pour Noël 46".

25€

Pinto Ribeiro — Os Nossos Maiores

Os Nossos Maiores (Notícia biografica e episodica de alguns varões illustres da Historia nacional)

Porto: Livraria Figueirinhas — Editora (75, Rua das Oliveiras, 77) - 1908. In-8º de 164 págs. Enc.

É bastante extenso e palavroso o prefácio de José Agostinho, que começava logo por referir ter acabado de ler o manuscrito - o que reforça a já de si provável hipótese de ter sido ele a sugerir a publicação à editora portuense, em que publicou vários dos seus próprios trabalhos. Divididos por cinco livros, há capítulos-perfis (sempre com um retrato) dedicados a Egas Moniz, Gonçalo Mendes da Maia, Nuno Álvares Pereira e João das Regras; infantes Henrique e Fernando (um a cada), Gil Eanes, Bartolomeu Dias, Vasco da Gama, Pedro Álvares Cabral e Fernão de Magalhães; Francisco de Almeida, Afonso de Albuquerque, Pedro Nunes, João de Castro e Luís de Camões; Febo Moniz, Matias de Albuquerque e Marquês de Pombal; Gomes Freire, Fernandes Tomás, Saldanha e José Estêvão.

15€

Campos Monteiro — A oito dias de vista

A oito dias de vista (Crónicas publicadas no Jornal de Notícias sob o pseudónimo de «Marcial Jordão»)

Porto: Livraria Civilização (editora) - 1921. In-8º de 244, XI, [I] págs. Enc.

“tendo tomado a meu cargo no popular Notícias, uma secção semanal, onde se passem em revista os acontecimentos mais sensacionaes e se esteorotipem aspectos da vida portuguesa, eu me sinto tomado da mesma timidez ao soerguer uma préga do telão e ao estabelecer o primeiro contacto com o público. - «Si puó?» - Claro que vossas excelências são suficientemente delicadas para me permitirem o ingresso na ribalta. Resta saber se agradarei. Assunto, louvado Deus! não faltará. Em Portugal, tanto na vida social como na vida política, la comédia é infinita...”
Aqui se recolhe um conjunto de crónicas como «A carestia de vida, os electricos e a paciência do público», «Artistas, literatos e políticos de outros tempos», «Entrevista com o Anticristo», «A felicidade conjugal», «O riso no parlamento e o medo n’um teatro», «Casar ou não casar, eis a questão». O final do volume apresenta um catálogo dos títulos de Campos Monteiro na editora, acompanhados de trechos de recensões críticas saídas na imprensa.

15€  

Campos Monteiro — Contra a Maré (contos e chronicas)

Porto, Livraria Civilização, 1928. In-8º de 287, [1] págs. Br.

Primeira edição de um livro organizado por capítulos curtos que vão desde a sátira à função pública portuguesa até à narração de uma visita a S. Miguel de Ceide e à casa de Camilo.

Exemplar com algum desgaste exterior.

15€

Campos Monteiro — Auto das três barcas (4 quadros em verso)

Porto, Livraria e Imprensa Civilização – Editora, 1925. In-8º de 83, [1] págs. Br.

Peça composta no âmbito das comemorações do 1º Centenário da Faculdade de Medicina do Porto e estreada, nesse ano, no Teatro de S.João. Primeira edição.

Exemplar em bom estado geral, apenas com algum desgaste na capa e vestígios de acidez no miolo (inevitáveis, dado o papel usado na impressão). 

12€

Campos Monteiro — Santa Olivia (poema dramático)

Porto, Américo Fraga Lamares & C.ª / Livraria Civilização, 1928. In-8º de 174, [2] págs. Br.

Primeira edição, impressa a duas cores em bom papel e ilustrada na capa. Pouco vulgar – geralmente, apenas se encontra a reedição de 1957 publicada pela Livraria Tavares Martins.

Exemplar em bom estado de conservação, descontando um rasgão muito pequeno ao alto da folha preliminar e alguma acidez, sem grande relevo, ao longo do volume. 

15€

Nemésio, Nemésios (Um Saber Plural)

Nemésio, Nemésios (Um Saber Plural) / Organização e coordenação de Fernando Cristóvão, Mª Idalina Resina Rodrigues, Mª Lúcia Lepecki e Fátima Freitas Morna

Edições Colibri. (2003). In-8º de 243, [1], [II] págs. Br.

"Não foi Nemésio nem cientista, nem filósofo, nem teólogo, nem historiador stricto sensu, mas a sua obra reflectiu problemas dessas áreas, apontando-lhes um rumo humanístico. Da pertinência e profundidade dessas reflexões transfiguradas pela forma literária se ocuparam especialistas das áreas correspondentes que aqui deixaram o seu testemunho autorizado, da sabedoria e grandeza do Mestre, enriquecendo a fortuna crítica de um autor literário que ousou ser homem do seu tempo e perscrutar os caminhos do futuro."
O volume foi assim dividido nas «secções» de palestras «Filosofia, Teologia» (José Barata-Moura, José Miranda Justo, etc.); «Ciências» (João Lobo Antunes, Jorge Buescu, etc.); «Arte da Comunicação» (Jorge Listopad, à época realizador televisivo aquando do «Se bem me lembro» - as coisas que se aprende... -, Jorge Martins, então editor da Arcádia, contando das peripécias em torno do último livro de poesia publicado pelo homenageado, que aliás temos cá, etc.); «Cultura, História» (Rosado Fernandes, Margarida Gouveia, etc.); «A Memória dos Discípulos» (Maria Idalina Rodrigues, António Machado Pires, etc.); e «Homenagem dos Poetas» (Fernando Guimarães, João Rui de Sousa e Vasco Pereira da Costa). 

12€   

Vitorino Nemésio: Estudo e Antologia

Instituto de Cultura e Língua Portuguesa / Ministério da Educação e Cultura, 1986. (Composição e impressão: Gráfica Maiadouro – Maia). In-8º gr. de 579, [7], [II] págs. Br.

Ao prefácio de António Bettencourt Machado Pires segue-se o estudo preliminar da que acabou por ser a responsável principal pelo volume, rematado por uma ampla recensão bibliográfica de e sobre Nemésio; de quem depois se inicia a recolha antológica com uma primeira mais extensa parte de poesia, continuando com ficção, crónicas, estudos e ensaios e ainda artigos, conferências e outros escritos. No final há uma selecção de leituras críticas por gente como Maria Vitalina Leal de Matos, António Machado Pires («Nemésio e os Açores»), Eduardo Lourenço, Vasco Graça Moura, Duarte Faria e Rosa Goulart.
A capa reproduz uma gravura francesa de 1860 figurando a Angra do Heroísmo natal do poeta, professor e crítico.

20€

Boletim bibliográfico 5/2023

Começado a elaborar pelo centenário de Natália Correia, senhora que se junta a uma série de senhores nascidos em 1923 que formariam uma selecção literária portuguesa capaz de se bater (e provavelmente vencer) com a do resto do mundo, eis um boletim bibliográfico que tem em destaque os seus Açores e outros escritores açorianos - Nemésio à cabeça, e ainda Côrtes-Rodrigues, Cristóvão de Aguiar, João de Melo, etc.; de Antero de Quental e Teófilo Braga também um «cheirinho» do tanto que cá temos, mas sem grandes exageros, porque estiveram abundantemente representados num catálogo recente (2021). 
E, claro, muito a propósito entram alguns livros da Companhia das Ilhas, editora independente açoriana que a bibliographias trouxe para a Feira do Livro do Porto e acaba agora de ver dois dos seus autores premiados (João Barrento e António Vieira).

Disponível para consulta

João Barrento — Aparas dos Dias (A escrita na ponta do lápis)

Companhia das Ilhas, 2023. In-8º de 284, [II] págs. Br.

“Este é o meu livro de leitura, de leituras, de colheitas, de respostas aos apelos de outros livros e a chamadas que sempre foram chegando, e continuam a chegar.
Legere = ler, colher, apanhar…. o que foi caindo dia a dia no papel, ainda na máquina de escrever, no computador, nos cadernos das intervenções públicas… Dessa massa se faz o pão deste livro múltiplo. O seu ritmo é o dos dias: desiguais e acidentados, com altos e baixos, estradas longas e pequenos atalhos e desvios. Breves iluminações e troços de respiração mais ampla. Espelho de interesses, de obsessões, de paixões que os anos só vêm confirmar e consolidar…”

Espécie de patchwork de críticas, crónicas, entrevistas, digressões e impressões, aforismos, outras prosas variadas e até algumas composições em verso, foi este o último – esperemos que não derradeiro, porque tem ar de livro-testamento… – título publicado pelo mais recente «Prémio Camões»; se já poderia/deveria ser uma das peças editoriais em destaque neste ano, agora sê-lo-á mesmo. Teve extensa recensão no antepenúltimo  número do «Ípsilon», do jornal Público.

Tiragem de apenas 150 exemplares, já dados como esgotados um dia após a atribuição do prémio; nova tiragem entrará em breve nos prelos. Por cá, sobra um da Feira do Livro, onde a bibliographias representou esta editora açoriana.

18€ (P.V.P.)

Antologia de Poesia Açoriana (do século XVIII a 1975)

Antologia de Poesia Açoriana (do século XVIII a 1975) / Selecção, prefácio e notas de Pedro da Silveira // Colecção Vozes do Mundo

Livraria Sá da Costa Editora, Lisboa. (Composto e impresso na Tipografia Guerra Viseu). (1977). In-8º de [VI], 356, [VI] págs. Br.

Começando pelo famoso Tio Alexandre de Garrett (Fr. Alexandre da Sagrada Família, bispo de Angra, de quem temos algures perdida uma raridade qualquer entre milhares de livros); e apanhando pouco depois o João Cabral de Melo de quem o famosíssimo Neto foi brasileiro; a antologia contempla depois, entre muitos outros, nomes afamados como os Srs. Presidentes Teófilo e Manuel de Arriaga (os nossos dois primeiros chefes-de-Estado em República vieram dos Açores, nota curiosa), Antero açoriano poeta-mor, o Orpheunista Côrtes-Rodrigues, o recordista (8 poemas) Nemésio, o pintor e esporádico versejador António Dacosta, a centenária Natália Correia; a quem se seguem os ainda relativamente conhecidos Madalena Férin, Emanuel Félix (poeta da predilecção do conterrâneo e amigo Onésimo Teotónio de Almeida), Álamo Oliveira, Urbano Bettencourt, etc.

Bom exemplar, mas ligeiramente desvalorizado por ténues manchas de humidade em algumas folhas finais.

15€

Natália Correia — O Sol nas Noites e o Luar nos Dias

(Ponto de Fuga, junho de 2023). In-8º de 880 págs. Br.

Reedição da mão de Vladimiro Nunes (o próprio editor da Ponto de Fuga e chancelas paralelas) desta recolha da poesia (quase) completa de Natália Correia, cuja edição anterior saíra na sua editora de sempre, a D. Quixote, a cuja editora, a sueca Snu Abecasis, a editada apresentara Francisco Sá-Carneiro ("ela é uma princesa nórdica à espera do seu beijo de fogo", ou coisa que o valha; e o resto da história já toda a gente sabe): 

"Este volume, a todos os títulos essencial, foi o último grande empreendimento de Natália Correia. Antes de morrer subitamente, em Lisboa, na madrugada de 16 de março de 1993, a autora reuniu, «numa amplitude próxima do seu conjunto», mais de 50 anos de trabalho poético, dispersos por 14 livros: os fundadores — Rio de Nuvens (1947), Poemas (1955), Dimensão Encontrada (1957), Passaporte (1958); os que a Censura do Estado Novo apreendeu — Comunicação (1951), Cântico do País Emerso (1961), O Vinho e a Lira (1966); os de plena maturidade — Mátria (1968), A Mosca Iluminada (1972), O Anjo do Ocidente à Entrada do Ferro (1973); os de embriaguez e ressaca da(s) Liberdade(s) de Abril — Epístola aos Iamitas (1976), O Dilúvio e a Pomba (1979), O Armistício (1985) — e o de derradeira consagração pela forma clássica — Sonetos Românticos (1990). A cada etapa do itinerário, há espaço para pródigos lotes de inéditos, recolhidos de entre uma «volumosa desarrumação de desdenhados escritos». Profunda conhecedora da história da poesia portuguesa, Natália, feiticeira da palavra, apurou no caldeirão da sua obra uma alquimia de influências, em especial barrocas e românticas, com o condão de uma modernidade surrealizante que se coadunava com o seu lirismo torrencial, servido pelo verbo ágil, repentista e sempre irreverente que a tornou uma das vozes literárias mais singulares e intensas do século xx."

30€ (P.V.P.)

Natália Correia — Erros Meus, Má Fortuna, Amor Ardente

Erros Meus, Má Fortuna, Amor Ardente : peça em 3 actos

Natália Correia • Fernando Ribeiro de Mello/Edições Afrodite. (Esta edição com o total de duzentas e setenta páginas em papel La Crème de noventa gramas. com «vergé» seis desdobráveis. dezoito extra-textos em papel «printomat» de cento e cinquenta gramas. foi composta e impressa em novembro de mil novecentos e oitenta e um na Gráfica Maiadouro)

No mesmo sentido do texto de David Mourão-Ferreira apresentado nas badanas, aludindo ao “sombrio e sinistro soba que «reinou», em 1980, na esfera oficial da cultura portuguesa”, rezava assim a nota preliminar graficamente ornamentada: “Esta peça foi encomendada à autora pelo Teatro Nacional D. Maria II, para celebrar em 1980 o 4.º centenário da morte de Luís de Camões. A «má fortuna» que, em vida, perseguiu o poeta, atravessou-se neste projecto impedindo a sua concretização, por critérios que deslustram quem os assumiu”. O director do D. Maria II era Lima de Freitas, um dos ilustradores nesta passagem a livro; o “soba” seria decerto o Secretário de Estado da Cultura do governo de Pintasilgo, Vasco Pulido Valente, que terá recusado o financiamento à peça, sem o qual não pôde subir à cena - V.P.V. com quem a autora colaborava ou tinha colaborado na Secretaria de Estado, passando depois a referir-se a ele como “aquele com asco no nome”... .
“A peça camoniana de Natália (...) é acima de tudo uma luxuriante celebração da língua, pela recriação/reinvenção de um português falado por Camões e seus contemporâneos, que fosse digna de dar voz ao vate e receber intertextualidades de poemas e dramaturgia de Camões ele mesmo” (Armando Nascimento Rosa).

Ilustrações de Ângelo de Sousa, Carlos Calvet, Cruzeiro Seixas, Francisco Relógio, Júlio Resende e Lima de Freitas.

35€

Cesariny (5-8-23)

Assinalamos hoje, a partir da que foi em várias temporadas a sua praia minhota, o centenário de Mário Cesariny ["oh meu Deus de Vasconcelos"] - indivíduo bastante genial nascido em Lisboa a 9 de Agosto de 1923. Representou para o século XX português o que tinham sido entre a Idade Média e a Moderna um Gil Vicente e entre a Moderna e a Contemporânea um Bocage: um sopro de liberdade, licenciosidade e espontaneidade como a literatura ("afinal o que importa") portuguesa não terá visto em mais ninguém. De resto, todos os que com ele alguma vez privaram foram testemunhas dessa espontaneidade ao mais alto grau, capaz de uma rima ou de um epigrama fulgurantes em meras fracções de segundo. Cesariny era um caso sério de génio; infelizmente, dirão alguns (como nós), ou felizmente, dirão outros, dedicou-se tanto à sátira e ao humor que poucas vezes parou para o escutar a fundo. Quando o fez, sacou das profundezas por exemplo O Navio de Espelhos, dos principais candidatos ao título de mais belo poema alguma vez escrito em língua portuguesa.

Senhor de tão bom gosto literário (por mais que o desdenhasse), «educou» para os seus escritores de eleição sucessivas gerações de discípulos e de leitores, com porventura mais eficácia do que Breton em França porque muito menos sentencioso e papal. E devemos-lhe ainda, entre várias coisas, a «salvação» de António Maria Lisboa - o nosso outro grande génio surrealista, que Cesariny, meio por modéstia meio para valorizar o amigo de temporã morte (que sempre mitificou), manteve até ao fim da vida ser "o maior", "ele é que era!" - e a «desocultação» do mago Pascoaes, por quem outros terão feito mais (António Cândido Franco à cabeça) mas ninguém, de novo, com tanta eficácia, exponenciada quando pela primeira vez se atirou a pedrada ao charco afirmando o que deveria parecer óbvio: Pascoaes interessa muito mais do que Pessoa.

Se no triste Portugal salazarento foi possível alguma graça e alguma «verve», alguma vida, alguma corrente de ar, parte mui considerável do mérito coube a este irredutível iconoclasta. 

Pascoaes — Poesia I

Poesia I // Sempre · Terra Proibida / Belo · À Minha Alma · À Ventura / Embriões · Cantigas para o Fado e para as «Fogueiras» do São João · Profecia // Edição: José Rui Teixeira

Officium Lectionis edições. (2023). In-8º gr. de 276, [IV] págs. Br.

Primeiro volume publicado de uma projectada e ambiciosa série de cinco, estando o segundo já em preparação; retomando o fio à meada do poeta e de Jacinto do Prado Coelho nas duas séries das «Obras de Teixeira de Pascoaes» (a Assírio & Alvim segui-la-ia nos anos 80 num formato interessante mas algo diverso), só que acrescentando-lhe algumas peças menos conhecidas e nunca (ou quase nunca) entretanto reeditadas, como neste caso o embrionário Embriões (de que apenas saiu um fac-simile), Profecia (de par com Afonso Lopes Vieira) e as pueris cantigas que apenas talvez um em cada dez adeptos «Pascoaes» conheça.
Parece muito bem apanhada esta divisão em três, assumidamente despreocupada de cronologias, juntando as duas primeiras peças-fortes Sempre e Terra Proibida, depois os livrinhos preliminares, e depois as primícias, por ordem decrescente de importância. E recorde-se a este respeito o arco de 180 graus que a opinião do poeta mais velho Guerra Junqueiro percorreu, porque como é sabido só os burros não o fazem: após a publicação de Embriões, o parecer dado ao pai do estreante (o seu amigo Conselheiro Teixeira de Vasconcelos) foi “Dize a teu filho que se deixe de versos”; lido alguns anos mais tarde o Sempre, passou a “Dize a teu filho que breve vou a Amarante para o conhecer e abençoar a mãe” – o mesmo critério que serve para insultar os árbitros de futebol, mas ao contrário. E, já agora, a propósito do mesmo Sempre, a impressão de outro poeta, este o mais novo José Gomes Ferreira: “juro que, na minha vida de leitor, nunca senti maior choque, como naquela manhãzinha no parque de entrada para a aula do sétimo ano do Liceu de Gil Vicente, quando li, pela primeira vez, uma das edições do Sempre (Teixeira de Pascoaes emendava, emendava, emendava sem descanso), impresso com palavras fantasmáticas que me abriram as portas da manhã para outra visão do mundo e da Arte. / Mal acabei de lê-lo senti que nascia um deus novo não sei onde.”  
Fosse onde fosse, não será boa ideia perder isto.

21€ (PVP)

Boletim bibliográfico 4/23

Preparado na maioria em Julho, mês da França, exactamente a meio das comemorações dos 240 anos do nascimento de Stendhal, já era altura de um boletim mais reforçadinho em literatura francesa; ei-lo. Stendhal, Balzac, Daudet (Alphonse), os Goncourt, etc. Mas há mais literatura além da francesa; e mais coisas além da literatura, "há mais vida além da literatura", como já deverá ter dito algum qualquer presidente de República - mas não talvez o nosso Teixeira Gomes, que ainda chamaremos a comemoração este ano.

A consultar

Boletim Bibliográfico 3/2023

Composto quase todo em Maio de 2023, o terceiro deste ano anda à volta dos 125 anos de Ferreira de Castro, que os teria completado a 25 de Maio; e dos centenários de Francisco Salgado Zenha e Eduardo Lourenço (2 e 23 de Maio, respectivamente). 
Juntou-se-lhes compagnons-de-route mais ou menos inescapáveis: os resistentes aveirenses Rodrigues Lapa e Mário Sacramento, Mário Soares, Fernando Namora, Joaquim Paço d'Arcos, José Cardoso Pires, etc.

Pode (e deve) consultar-se

Federico García Lorca

5-6-1898 / 5-6-2023

Comemoram-se hoje os 125 anos do nascimento na hoje mítica Fuentevaqueros do maior poeta de Espanha, o mesmo que disse "Como não me preocupou nascer, também não me preocupa morrer" [mas qualquer leitor minimamente atento sabe que a sua poesia desmente q.b. a segunda parte desta frase de efeito]

Nós por cá continuamos nos pouquíssimos tempos livres a traduzi-lo, e a traduzi-lo, e a traduzi-lo... E a rever as traduções, e rever, e rever, e rever, e rever, e rever... Mas a coisa há-de sair; e, modéstia à parte, não desmerecerá demasiado do maravilhoso original. 

[Na imagem: Federico no dia do primeiro aniversário]

Camilo Castelo-Branco — Maria! Não Me Mates, Que Sou Tua Mãe!

objecto cardíaco (2006). In-8º de 35, [5] págs. Br.

Com um prefácio do editor – o conhecido romancista valter hugo mãe –, foi a edição inaugural de uma série «coisas de ignição», reeditando uma vez mais, após a Hiena no final dos anos 80, esta peça primitivamente editada de forma anónima pelo próprio Camilo.

Vários exemplares disponíveis.

6€

João Bigotte Chorão — Camilo, a Obra e o Homem

arcádia (1979). In-8º de 165, [3] págs. Br.

Volume publicado na conhecida colecção de biografias da Arcádia, embora fugindo um pouco ao figurino: “Advertindo que este livro não é uma biografia, nem um ensaio de interpretação literária, nem uma tese universitária, o autor afirma que se trata de uma síntese da vida e da obra de Camilo. Primeira abordagem, guia ou introdução, não se dirige ao especialista, mas ao leitor comum e ao estudante. O seu principal objectivo é ser útil a quem erra perdido pela floresta camiliana”. Seguem-se ao prefácio os capítulos «Do Ventre à Sepultura», «Feições Dominantes de um Polígrafo», «Um Escritor Religioso», «A Casa de S. Miguel de Ceide ou os Limites do Camilianismo», «A Herança de Camilo», «Biblioteca Ideal de Camilo», «Páginas de Camilo» e «Ideário de Camilo», rematados pela «Cronologia» final. Ilustrações num conjunto de folhas centrais em papel couché.

12€

Catálogo - PALOP's

Depois do grande de 200 livros dedicado aos 200 anos da independência do Brasil, o primeiro catálogo a ser actualizado este ano, e cuja publicação parece bastante oportuna numa semana de calor africano, foi o dos PALOP's - mais Angola, Cabo Verde e Moçambique, um «cheirinho» de Guiné e um cheirinhinho de São Tomé. Literatura, história, etnografia, etc.; livros do período colonial, do período revolucionário e do pós-colonial. 66 edições do séc.XX, 14 do XXI e duas do XIX: um Diccionario Geografico das Colonias Portuguezas (1842); e um catálogo (1865) das peças expostas na exposição inaugural do Palácio de Cristal.

Disponível para consulta

Alexandre O'Neill ― Coração Acordeão

O Independente. Lisboa, 2004. In-8º gr. de 189, [3] págs. Enc.

Edição organizada por Vasco Rosa com a colaboração de Perfecto Cuadrado, Maria Antónia Oliveira e Luís Manuel Gaspar e incluída na colecção «Horas Extraordinárias – Série Inéditos de Imprensa» do extinto jornal «O Independente». Colige textos publicados por O’Neill em periódicos diversos desde os anos 40 aos 80 – o escritor morreria em 86 –, destacando-se a década de 70, de longe a mais profusa; com referências a Pascoaes («Recordação precipitada de Teixeira de Pascoaes», o artigo saído na «Vértice» em 1953 após a morte do poeta), Nobre, Borges, Torga e Tolentino (seu «antepassado» dilecto), entre muitos outros, além da «Resposta a um inquérito sobre André Gide» publicada na «Unicórnio» em 1951, a instâncias de Jorge de Sena.

Encadernação editorial com sobrecapa ilustrada.

Exemplar novo.

10€

Urbano T. Rodrigues ― Imitação da Felicidade

Imitação da Felicidade (2.ª edição, Com um texto crítico de Mário Sacramento)

Livraria Bertrand – Amadora. (1974). In-8º de 216, [4] págs. Br.

De um livro de novelas que merecera na edição original (1966) os encómios de Claude Roy (“um talento rigoroso e comovedor”) falou de forma também bastante elogiosa Mário Sacramento no texto aqui aproveitado para prefácio: começando por lhe chamar não apenas obra de maturidade de um escritor por quem confessava um interesse especial  mas, mais que isso, “ponto de fusão e síntese (…) de todas as correntes literárias válidas deste quartel de século”, tratando-se “não já de um caso de extraordinário talento (como sabíamos), mas de cumeada de uma época”. 

Capa de José Cândido.

8

Urbano T. Rodrigues ― A Impossível Evasão (seguida de O Espírito)

colecção duas horas de leitura / Editorial Inova Limitada. (1972). In-8º de 90, [10] págs. Br.

Capa e direcção gráfica de Armando Alves. Excertos de recensões críticas de Augusto da Costa Dias, Luísa Dacosta, Lindley Cintra, Óscar Lopes e Mário Sacramento.

Exemplar em bom estado, sem defeitos significativos.

8€

Urbano T. Rodrigues ― Horas Perdidas (Narrativa)

Livraria Bertrand, 1969. In-8º de 222, [2] págs. Br.

Explicava o autor no prefácio ser este um recuperado caderno do tempo de quando entrou para a Faculdade de Letras de Lisboa, em 1944 – limitando-se, dizia, “a podar a linguagem dos seus excessos líricos e retóricos, mas sem lhe roubar a seiva, e a dar-lhe aqui ou ali uma demão de cor diferente, com pincel cauteloso”. Edição original, com capa de Henrique Ruivo.

O exemplar apresenta vários defeitos exteriores.

8€

Urbano T. Rodrigues ― A Porta dos Limites

A Porta dos Limites (3.ª edição revista, com um prefácio de Armando Ventura Ferreira)

Livraria Bertrand, Lisboa. (1969). In-8º de 303, [5] págs. Br.

O prefácio de Ventura Ferreira aproveitava o título de um destes contos e do próprio livro (estreia do autor na ficção em 1952) para uma digressão acerca do tema dos limites da arte e da actividade do artista cuja leitura não é tempo perdido. Além desse, são também aqui apresentados «A Feira», «Palavras do Tempo Incerto», «Desviados», «Francisco da Lucini», «Um Domingo Diferente», «O Estrangeiro», «Avila de los Caballeros», «Sentidos», «Poesia», «A Aventura», «A Porta dos Limites», «Recordação», «O Grifo», «Tornada da Primavera» e «A Última Façanha do Tigre».

10€

Urbano T. Rodrigues ― Uma Pedrada no Charco

Uma Pedrada no Charco (novelas) / (2.ª edição)

Livraria Bertrand, 1959. In-8º de 237, [5] págs. Br.

Integra «A Impossível Evasão» (viria a ter edição independente), «Uma Pedrada no Charco», «A Banal Rosa Vermelha» e «O «Monte» das Rosas». Volume publicado na colecção de «Autores Portugueses».

8€

Urbano T. Rodrigues ― Ensaios de Escreviver

Editorial Inova / Porto. [S/d]. In-8º de 278, [10] págs. Br.

Foram alguns dos textos agrupados neste volume «O problema racial nos Estados Unidos», «Relendo Teixeira Gomes», «Origem e precursores do simbolismo português», «Rimbaud e as «Illuminations»», «Notas e reflexões em torno do Simbolismo (Baudelaire, Mallarmé, Camilo Pessanha)», mais três dedicados a Pessanha, «Do Simbolismo ao Surrealismo (O Niilismo, a Evolução do Ritmo)», «Para o Perfil de António Nobre», «Apontamento Circunstancial sob [sic] Três Artistas do Porto (António Nobre, António Patrício, Raul Brandão)», «Julio Cortázar e a Redescoberta do Real», «Imagens da Mulher na Literatura Portuguesa do Século XX», «Maximo Gorki»; entre outros.

Exemplar valorizado por dedicatória de oferta manuscrita em 1973 pelo próprio autor à então “quase colega” ensaísta Vera Vouga; que o manteve cuidadíssimo, em muito bom estado.

15€