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A Egipciaca Santa Maria: poema de Francisco de Sá e Miranda

A Egipciaca Santa Maria: poema de Francisco de Sá e Miranda / pela primeira vez publicado por Theophilo Braga

Porto: Livraria Chardron, de Lelo & Irmão, editores. 1913. In-8º de XIII, [I], 228, [2] págs. Br.

Crê-se esta a primeira edição do poema atribuído a Sá de Miranda, preparada por Teófilo a partir de uma cópia do suposto manuscrito original, que pertencia a Pereira Merello, bibliómano coleccionador lisboeta cuja biblioteca (constituída durante décadas sem qualquer freio nos gastos, segundo constava) fôra posta a leilão com um catálogo revisto e prefaciado, justamente, pelo escritor – o qual na nota preliminar dá conta de todo o processo e das quezílias que a intransigência do coleccionador provocaria com Inocêncio e Carolina Michaelis, entre outros curiosos assuntos bibliográficos. O volume recolhe ainda, no final, cinco sonetos (também tidos como inéditos) em castelhano e ainda a «Vida de Maria Egipcia», a «Legenda de Santa Maria Egipciaca» e «Morte da Egipcia penitente» (o texto de um manuscrito do séc.XIV, um capítulo da «Legenda Aurea» de Voragine e um canto do livro de Leonel da Costa, respectivamente).

Exemplar por estrear, com as folhas ainda por abrir. 

20€

Thomas de Quincey — La Rivolta dei Tartari

G. C. Sansoni Editore, Firenze. (Finito di stampare nelle Officine Grafiche Fratelli Stianti / Maggio 1943 – XXI). In-12º de 97, [II], [i] págs. Br. 

Pequeno volume publicado na colecção «La Meridiana», com uma extensa nota final que se presume do tradutor - segundo o catálogo de uma livraria italiana, Nicola de Feo.
Salvo erro, não há edição portuguesa deste que é porém um dos títulos mais conhecidos do escritor inglês.

15€

Thomas de Quincey — O Camponês de Portugal

O Camponês de Portugal: Um conto das Invasões Francesas // bilingue // Tradução de Ricardo Tinoco

estratégias criativas (junho de 2020). In-8º peq. de 53, [ii], [III] págs. Br.

O escritor inglês estava quase «predestinado» a escrever acerca deste tema, uma vez que o pai serviu no exército britânico precisamente durante as guerras peninsulares e, como o seu nome indica, teria alguma mais ou menos remota ascendência francesa. Publicado de origem num periódico londrino em 1823, o conto seria «redescoberto» apenas na década de 1980.
Edição graficamente cuidada, com uma ilustração da Oficina Gato Bravo.

Vários exemplares disponíveis. 

9€ [P.V.P.]

Cervantes e Portugal: História, Arte e Literatura

Cervantes e Portugal: História, Arte e Literatura / Cervantes y Portugal: Historia, Arte y Literatura // Organização: Aurelio Vargas Díaz-Toledo, José Manuel Lucía Megías

estratégias criativas (impresso em Março de 2018, na gráfica Diário do Minho). In-8º gr. de 254, [iii], [I] págs. Cart.

Pontuado por ilustrações cervantinas da artista plástica Irene Sanz Montero, e cartonado com idêntica sobrecapa de papel reproduzindo um painel de azulejos figurativo de caravelas portuguesas, o volume reúne as comunicações apresentadas ao congresso homónimo que teve lugar na nossa Biblioteca Nacional, onde compareceram “algunos de los más destacados cervantistas ibéricos” – a maioria dos quais, naturalmente, do país vizinho.
Foram algumas dessas comunicações: «Cervantes e Portugal – Breve Nota...» (Guilherme de Oliveira Martins), «Miguel de Cervantes y la corte de la monarquía hispana tras la anexión de Portugal» (Eduardo Torres Corominas), «Los amigos portugueses de Cervantes en el cautiverio argelino: Francisco Aguiar y los hermanos Sousa Coutinho» (Teijeiro Fuentes), «El entorno portugués de Cervantes» (Díaz-Toledo), «Nombres cervantinos en algunas novelas cortas portuguesas del XVII» (Isabel Colón Calderón), «La recepción más desconocida de Cervantes en Portugal en el siglo XX» (Alexia Dotras Bravo).   
   
Exemplares novos.

25€ [P.V.P.]

Sebastián Juan Arbó — Cervantes (Tradução de Manuel de Seabra)

Editorial Aster, Lisboa. (Acabou de se imprimir a 16 de Setembro de 1963 nas oficinas da Gráfica Saraiva, Lda. - Lisboa). In-8º de 356, [IV] págs. Br.

“Uma biografia de Cervantes, mesmo para o público mais culto, é necessàriamente uma surpresa (…) Sebastián Arbó deu a esse nome uma figura humana. O seu Cervantes vem cheio dos sonhos e grandezas dum fidalgo espanhol do séc.XVI. Mas traz também, bem vivas, a dor da escravidão, a amargura das desilusões, a funda melancolia do herói reduzido à condição de burocrata. (…) O A. trata frequentemente assuntos portugueses. Trata-os com grande delicadeza, mas não se pode estranhar que tenha, de alguns problemas e casos nossos, uma visão espanhola” 

15€

Jean Babelon — Cervantes (Traducido del francés por Luis Echávarri)

Losada / Anaya & Mario Muchnik (Barcelona el 15 de abril de 1994). In-8º de 235, [XXV], [ii] págs. Br.

“Jean Babelon – prestigioso y celebérrimo hispanista francés – ha compuesto un libro exacto y completo, lleno de encanto y equilibrio. A lo largo de sus páginas desfilan los hechos verdaderamente comprobados del creador de la novela europea, y los episodios históricos de la vida española en los siglos XVI y XVII relacionados con ella. Además, se nos da una caracterización expositiva crítica no sólo del Quijote sino de las principales obras cervantinas". No final do volume, há ainda um «Historama de Cervantes», quadro dos principais acontecimentos contemporâneos da biografia do escritor não só em Espanha e na Península como no resto da Europa e, incidentalmente, possessões ultramarinas. 

10€  

Cervantes — O Velho Ciumento

Publicações Dom Quixote / Setembro de 1965. (Este livro foi composto e impresso na Sociedade Industrial Gráfica, Lisboa, para Publicações Dom Quixote, Rua da Misericórdia, 117, 2.º, em Junho de 1965). (Versão livre de Tomás Ribas / Capa de Homero Amaro). In-8º esguio de 38, [2] págs. Br.

Esta edição de estreia da editora lisboeta da sueca Snu Abecasis, cervantina como não poderia deixar de ser, aproveitava a “versão livre” de Tomás Ribas para a encenação que apresentou em Arganil, na famosa Casa da Comarca, em Junho de 1951 – exactos 14 anos antes da impressão deste pequeno volume exactos 60 antes de o assinalar neste verbete.
No final da peça aparecia a seguinte nota de apresentação: "Se chegou até aqui, é porque tem o hábito de ler os bons livros de ponta a ponta. E ainda bem, porque «Publicações Dom Quixote» - que ao iniciar a sua carreira lhe oferece esta pequena obra de Cervantes - vai publicar muitas obras exemplares, daquelas que vale a pena ler da primeira à última linha. / Essas obras, contudo, não serão já para oferecer; esperamos que no-las comprem, pois se é verdade - como disse Thomas Fuller por volta de 1630 - que «o saber mais tem progredido através dos livros que mais prejuízo têm dado aos editores», não será menos verdade que só poderemos vir a prestar ao saber e à cultura portuguesa aqueles serviços que de nós se hão-de esperar se os nossos prejuízos  não forem grandes de mais". 

12€  

Cervantes — Novelas Exemplares (Traduzidas por Aquilino Ribeiro)

Livraria Bertrand. Lisboa. (1967). In-8º gr. de 505, [7] págs. Br.

Segunda edição destas versões de Aquilino, anunciada pelo próprio como a primeira integral que por cá se fez. No seu extenso prefácio, em que tecia uma breve análise literária de cada uma das novelas e, en passant, de Cervantes e de toda a literatura espanhola, dizia delas o escritor “tantas vezes pitorescas, de leitura empolgante, estão cravejadas de lindas imagens, que brilham aqui e além como anémonas à flor das águas mortas dum lago”; mas ressalvando que “Sem o Quixote, todavia, ficariam amortecidas na sombra, nunca ultrapassando a segunda zona literária, onde chega já tamisado o sol da glória”.

Exemplar por estrear, com as folhas ainda por abrir. Um quanto manchado de acidez e apresentando já ligeira folga da capa, que no entanto conserva a tarja editorial sobreposta. 

17€

Diderot — Pensamentos sobre a Interpretação da Natureza

Pensamentos sobre a Interpretação da Natureza & Pierre Louis Moreau de Maupertuis – Ensaio sobre a Formação dos Corpos Organizados / Tradução, Introdução e Notas de Luís Manuel A. V. Bernardo

húmus (Impressão: Papelmunde / 1.ª edição: Setembro de 2012). In-8º gr. de 169, [v], [II] págs. Br.

Espraiando-se por quatro longas dezenas de páginas, a introdução, que contou com a transcrição preliminar de um texto de Colas Duflo, terminava com uma nota a esta primeira edição portuguesa e uma bem mais sucinta recensão bibliográfica.

Exemplar novo.

12€  

Diderot — A Religiosa (Tradução de João Gaspar Simões)

Editora Arcádia (Novembro de 1971). In-8º de 219, [1], [IV] págs. Br.

Na nota de apresentação, explicava-se que a actividade romancista de Diderot só viria "a ser conhecida pòstumamente mas contribuiu também, e muito, para a sua glória literária já que se revelou duma actualidade sempre renovada. É o caso de A Religiosa, sátira plena de acção dos costumes conventuais no século XVIII, onde sob roupagens subtilmente maliciosas são copiadas do vivo figuras de freiras e de confessores; este romance - escrito em 1760 mas só descoberto e publicado em 1796 - revela-se, na verdade, possuidor de um estilo vigoroso, próprio só de um espírito que tudo apaixona e nada detém". Capa de Manuel Dias.

10€

Diderot — Ecrits philosophiques (Présentation et notes de Hervé Falcou)

Jean-Jacques Pauvert (Achevé d’imprimer le 15 Avril 1964 sur les Presses de l’Imprimerie Bosch à Utrecht). In-8º esguio de 322, [X], [iv] págs. Br.

Uma das sempre apreciadas edições de Pauvert, numa colecção de que dispomos de mais alguns volumes, recolhendo este «Lettre sur les aveugles à l’usage de ceux qui voient» (com sequência), «Lettre sur les sourds et muets à l’usage de ceux qui entendent et qui parlent», «Entretien entre d’Alembert et Diderot», «Rêve de d’Alembert», «Suite...», «Supplément au voyage de Bougainville», «Entretien d’un philosophe avec la Maréchale de XXX».

Exemplar com pequenos defeitos.

Diderot — Oeuvres Romanesques

Oeuvres Romanesques (texte établi avec une présentation et des notes par Henri Bénac, ancien élève de l’École Normale Superieure, agrégé des Lettres)

Paris: Éditions Garnier Frères. (Achevé d’imprimer sur les presses des Imprimeries Paul Dupont a Paris le 19 Octobre 1951.) In-8º de XVII, [I], 906, [VI] págs. Br.

A recolha integra o acima apresentado «Les bijoux indiscrets», «La Religieuse», «Le Neveu de Rameau», «Jacques le Fataliste», «Les deux amis de Bourbonne», «Ceci n’est pas un conte» e «Sur l’inconséquence du jugement public de nos actions particulières»; alguns deles, salvo erro, ainda inéditos em Portugal até hoje.

18€

Diderot — Les Bijoux Indiscrets (Roman)

Paris: Librairie Anti-Cléricale (26 et 35, rue des Ecoles, 26 et 35). (Typ. Collombon et Brûlé). In-8º de 285, [I] págs. Br.

A anteportada anunciava alguns dos títulos à venda pela casa, sempre sublinhando a veia anti-clerical que lhe deu (curioso, daquelas coisas só possíveis na «sagrada» e «abençoada» França) nome; recomendando um “aos pais de família republicanos que têm a fraqueza de deixar a mulher ir à missa e a filha à catequese”, dedicando outro à juventude “de modo a inculcar-lhe o desprezo da superstição e a aversão ao clero”, etc.
Les Bijoux Indiscrets  foi o primeiro romance de Diderot, “publicado anonimamente em 1748. É uma alegoria que retrata Luís XV da França como Mangogul, sultão do Congo, dono de um anel mágico que faz falar as vaginas das mulheres”; existe uma tradução portuguesa na recentemente extinta Europa-América.
Parece ser invulgar esta edição mesmo em França, não estando anunciado nenhum exemplar à venda no momento da redacção destas linhas.

Exemplar bastante razoável, apesar de natural desgaste exterior.

18€

Voltaire — Contos e Novelas

Contos e Novelas (Plano da edição e introdução biográfica de Roger Bastide / Prefácios de Sérgio Milliet / Tradução de Mário Quintana / Com 18 ilustrações fora do texto // 1.ª edição, 2.ª impressão

Editôra Globo, Rio de Janeiro - Pôrto Alegre - São Paulo. (1960). In-8º gr. de LXXI, [i], 642, [i], [I] págs. Br.

Parece lapso a indicação no frontispício de prefácios (no plural e tudo...) de Milliet, que apenas terá é traduzido o primeiro, o longo (meia centena de páginas) e importante e interessantíssimo de Bastide; ao qual ainda se segue o não indicado «Voltaire e o Novo Mundo», de Gilbert Chinard, este já traduzido por Quintana - outra mais-valia, principal, desta edição. 
Foram recolhidos «Zadig ou o Destino», «Micrômegas», «Cândido ou o Optimismo», «O Ingênuo», «A Princesa de Babilónia», etc.; apresentando-se ainda um conjunto de pequenos textos curtos até hoje praticamente desconhecidos do público português, como sejam «Aventura da Memória», «Sonho de Platão», «Carta de um Turco», «Aventura Indiana», «Elogio Histórico da Razão».  

30€

Voltaire — Romances e contos completos

Editora Arcádia (composto (...) e impresso em offset nas Oficinas da Altagráfica (...) no mês de Fevereiro de 1977). 2 vols. in-8º de 672, [XII] págs. nums. em conjunto. Br.

Não sendo rigorosamente «completos», estão  recolhidos, por exemplo, livros e pequenos textos como Zadig, ou o destino, Memnon ou a sabedoria humana, O branco e o negro, Cândido, ou o optimismo, O Ingénuo, Pot-Pourri, etc.; com traduções de, entre outros, João Gaspar Simões, João Paulo Monteiro e Fernandes Costa.

Ligeiro desgaste exterior de ambos os volumes.

24€ 

Voltaire — O Cão e o Cavalo

O Cão e o Cavalo (tradução de Gabriel Bonito) / [na capa:] ilustrado por Keleck 

Contexto & Imagem (Acabado de imprimir em Abril de 1983 por Gris, Impressores). In-8º  de [20] págs. inums. Cart.

Edição portuguesa baseada na que a Gallimard publicara em 1979, autonomizando para o público infanto-juvenil um capítulo  do «Zadig».

8€

Compendio sobre as Artes, e Sciencias em Portuguez, e Francez

Compendio sobre as Artes, e Sciencias em Portuguez, e Francez, por perguntas, e respostas. Obra muito util para aquelles, que se querem aperfeiçoar no Francez por cauza da multidaõ de materias, que abraça. Por Joaõ Palairet, e traduzido por Joze’ Vicente Rodrigues.

Porto, Na Officina de Antonio Alvarez Ribeiro. Anno de 1788. (Com licença da Real Meza da Commissaõ Geral Sobre o Exame, e Censura dos Livros.) In-8º de 189 ff. + [6] págs. inums. Enc.

Edição já rara de um daqueles típicos tratados do género ao seu tempo, com tão ampla quão superficial (eufemismo para «oca», «tonta») panorâmica de matérias tratadas – ainda assim, de sempre interessante leitura, mais não seja para riso; e desde que havendo paciência suficiente para a ortografia do tradutor, em particular o arcádico uso de vírgulas dos nossos sécs. XVII e XVIII que, mesmo já atenuado qualquer coisa no XIX (louvado seja Garrett), é de crer justificará em boa parte a pouca ciência ainda hoje por cá dedicada ao pobre do sinal. Do tradutor (ou de um eventual editor) será também o aportuguesado título, dado que o original, publicado pelo autor - interessante personagem, segundo rezam as crónicas - em Inglaterra, ainda na primeira metade do século, era «A short treatise on the arts and sciences, in French and English».  

Exemplar revestido de uma boa encadernação da época, inteira em couro, gravado a ouro na lombada (tem algum desgaste no topo) entrecortada por nervos.

200€

La Fontaine — Fables (illustrations de Perot)

Éditions Nicolas / Paris. Niort. 3 vols. in-12º de 93, [I]; 91, [iii]; e 93, [I] págs. Br.

Graciosa edição em pequeno formato, impressa a duas cores sobre bom papel encorpado Marais e ornada de ilustrações miniatura.

25€

La Fontaine — Fables Choisies

Fables Choisies de La Fontaine / édition a l'usage des classes supérieures / annotés Par Fréd. Godefroy (Auteur de l'Histoite de la littérature française et du Lexique comparé de la langue de Corneille) / ouvrages couronnés par l'Académie Française

Paris: Gaume et Cie, Editeurs. [S/d]. In-8º de 428 págs. Cart.

Dizia o autor no início do seu prefácio pretender com este seu trabalho oferecer ao público duas coisas que não encontrara ainda publicadas em lado algum:
- "Offrir un texte si sévèrement expurgé qu'il satisfasse les plus scrupuleux";
- "Présenter des études biographiques et littéraires, et un commentaire continu, qui puissent rivaliser avantageusement avec les plus excellents travaux en ce genre, en leur empruntant ce qu'ils ont de meilleur, et en les complètant à bien des égards", com notas acerca dos variados aspectos "de grammaire, de lexicographie, d'étymologie, de style, de gôut, d'histoire, de mythologie, de géographie, de morale, qui se rencontrent dans cet auteur si varié".

Exemplar artesanalmente cartonado, parecendo aproveitar ambas as faces da capa primitiva.

15€

Considérations sur les Dernières Révolutions de l’Europe

Considérations sur les Dernières Révolutions de l’Europe. Par le Marquis de Salvo

A Paris, chez J. P. Aillaud, Libraire, Quai Voltaire, nºII. – 1828. In-8º de [II], [ii], 152, [I], [i] págs. Enc.

Depois de logo a abrir desmerecer q.b. da ideia de revolução, feita por homens que “n’ayant calculé que d’après leurs principes et leur espérances, s’étonnent de voir leurs plans déjoués, sans pouvoir comprendre comment la réalité a pu démentir leurs calculs”; e retomando o velho (na altura, quase novo) argumento kantiano de que não se pode dar aos povos uma Liberdade para a qual não estão preparados (nunca estariam, é coisa que só se treina com o uso…); dizia o autor: “Chaque année de cette période qui vit finir le dernier siècle, et commencer le siècle actuel, forme une époque très intéressante. (…) Des observations judicieuses et une étude réfléchie de cette période si extraordinaire, nous mettront à même de décider par l’évidence des résultats, si les peuples devaient agir comme ils l’ont fait en Espagne, à Naples, en Piémont, en Portugal, ou si la marche à suivre devait être entièrement différente, puisque celle qu’ils ont adoptée n’avait servi qu’à les humilier et à les combler de maux”.

Pela parte que nos toca, o assustado aristocrata precipitou-se: decorria então 1828, o infante Miguel acabara de dar o golpe, e deu de barato o respectivo sucesso.
Dois capítulos mais longos dedicados à Nápoles natal do marquês e à nossa vizinha Espanha, outros dois mais curtos dedicados ao Piemonte e a Portugal.
Editado pelo depois «nosso» Aillaud, o livro deve ser raro, pois no momento destas linhas não está anunciado em lado algum.

Exemplar encadernado à época, em carneira, com gravações a ouro na lombada.  

200€  

Frédéric Fayot — Histoire de la Révolution

Histoire de la Révolution des 27, 28 et 29 juillet 1830, a partir de la promulgation des ordonnances jusqu’a l’avénement de Sa Majesté Louis-Philippe Ier; par M. Frédéric Fayot, ancien professeur d’Histoire dans plusieurs universités etrangères.

Paris. A. Hocquart Jeune, Éditeur, (Quai des Augustins, nº 25). 1830. 4 vols. in-16º de 204; 216; 212; e 216 págs. Enc. em 2.

Quatro volumes publicados por Fayot no próprio ano dos acontecimentos (!) que levariam Carlos X a abdicar, após todo um típico programa reaccionário de supressão de liberdades disfarçado por uma guerra para distrair - um clássico. 

Muito boa encadernação ao gosto romântico, com a lombada em carneira gravada a ouro e o corte das folhas pintado.   

50€

Pinheiro Chagas — História da Revolução da Communa de Paris

História da Revolução da Communa de Paris, por M. Pinheiro Chagas / edição illustrada com os retratos de Rossel, Cluseret, Délescluze, Flourens, Raoul Rigault e Rochefort
Editor: José Augusto Vieira Paré – Lisboa. In-8º de 304 págs.

Encadernado em conjunto com: 

Processo dos Membros da Communa de Paris / edição illustrada com os retratos de Ferré, Assi, Urbain, Billioray, Jourde, Courbet, Trinquet, Champy, Régère, Lullier, Paschal Grousset, Verdure, Ferat, Clement, Rastoul, Descamps, Parent e Lisbonne  
Editor: José Augusto Vieira Paré – Lisboa. In-8º de 359, [i] págs.

Apenas o primeiro dos dois volumes foi redigido por Pinheiro Chagas, que, classificando-se como um liberal progressista, como que a meio termo entre os revoltosos e os reaccionários, faz amiúde a figura destes últimos – «reaccionário» é mesmo a palavra que ocorre quando vamos lendo a sua interessante (retoricamente, não ideologicamente) prosa. De resto, os rapazes e as raparigas da Iniciativa Liberal regalar-se-iam com algumas das ideias de Chagas: desde logo, a do “mérito” individual, defendendo o autor, talvez sem se rir, que já naquela altura era perfeitamente possível ao homem do povo chegar a qualquer função pública que quisesse, desde que se esforçasse um bocadinho...   
 
Encadernação da época, com a lombada em carneira gravada a dourado; nenhum dos volumes conservando a primitiva capa de publicação. 

40€

Lopes de Oliveira — História da Revolução Francesa

História da Revolução Francesa (suas causas – os Estados Gerais – a Assembleia Nacional Constituinte)

Editorial Minerva, Lisboa (Tipografia das Edições Universo, Ltd.ª – Rua da Misericórdia, 100 a 104 – Lisboa). In-4º de 356 págs. Br.

Dedicado pelo autor “Á Memória de todos os portugueses que morreram lutado pela Liberdade”, dedicatória cuja substância perdoa a forma, o livro foi ilustrado por gravuras alusivas – algumas pouco conhecidas entre nós – ao longo do volume.

Exemplar no geral bem conservado, apesar de ligeiros defeitos da capa.

20€

Franz Funck-Brentano — Scenes et Tableaux de La Révolution

Paris: Éditions Gautier-Languereau – 1934. In-8º de 252, [4] págs. Br.

Primeira edição de um dos trabalhos de referência acerca da Revolução-mor, integrando os capítulos «La prise de la Bastille», «La Grande Peur», «Les journées d’octobre», «Les volontaires aux armées de la République», «Robespierre», «Marat», «Le tribunal révolutionnaire», «La mort de la reine», «La Terreur», «Thermidor», «Le règne de Barras», «Brumaire»; capa ilustrada pela reprodução de uma gravura antiga que parece figurar a demolição da Bastilha, e o volume pela de várias outras em folhas destacadas.

20€

O Retrato em França de 1610 a 1789

Museu Nacional de Arte Antiga/Fundação Calouste Gulbenkian. Lisboa, Junho de 1976. (Composto e impresso na Litografia Amorim). In-8º gr. de [100] págs. inums. Br.

Catálogo da exposição itinerante que em Portugal foi organizada pela Gulbenkian e montada no MNAA; impresso em papel couché com tiragem de 1000 exemplares, sendo os textos traduzidos por Alexandre O’Neill e o arranjo gráfico de Américo Silva. Os trabalhos em causa foram seleccionados a partir de museus provinciais (não nacionais) franceses e aparecem reproduzidos, em parte, na segunda secção do volume, ocupada a primeira por uma ficha técnica, crítica e biográfica (notas dedicadas aos artistas escolhidos, entre os quais Derouet, Mignard, Greuze e Fragonard).

10€

Obras de Gil Vicente

Obras de Gil Vicente (autos – farsas – comédias – tragicomédias – obras várias – contribuições para o conhecimento das obras de Gil Vicente)

1965 / Lello & Irmão – Editores (144, Rua das Carmelitas – Porto). In-8º de 1468 págs. Enc.

“A presente edição das obras completas de Gil Vicente em «papel bíblia» visa proprocionar ao leitor uma visão de conjunto das manifestações artísticas de um dos gigantes do século XVI (...) um dos grandes génios da plêiade do Renascimento, sem haver renegado a Idade Média. (...) Espírito superior, a sua obra teatral é fonte preciosa para o estudo da linguagem, dos costumes, da vida social do tempo”.
Mais uma edição dada a lume por ocasião do penta-centenário, com a típica encadernação em pele maleável comum à generalidade destas monumentais da Lello; infelizmente, não é sequer indicada a responsabilidade pela fixação do texto.

40€ 

Gil Vicente e as crianças

(Prefácio de Paulo Quintela / Textos seleccionados por Maria Leonor de Carvalhão Buescu / Ilustrações de Tòssan)

Edição da Comissão Nacional do V Centenário de Gil Vicente. (Composto e impresso nas Oficinas Gráficas de Bertrand (Irmãos), Lda. Travessa da Condessa do Rio, 7 – Lisboa). In-8º gr. de 36, [III], [i] págs. Br.

Com uma selecção de textos que pudesse agradar em simultâneo ao público infanto-juvenil e ao ideário do Estado Novo organizador das comemorações, o volume dividiu-se nas partições de capítulos «A Terra Portuguesa», «A Vida», «Cristianismo».

Exemplar usado e já com algumas notas de desgaste.

10€

Versos de João de Deus, para o povo e para as creanças

Versos de João de Deus, para o povo e para as creanças, com desenhos de António Carneiro

(PortugalMundo, 1995). In-4º de 65, [5] págs. Cart.

Com a capa cartonada reproduzindo o célebre quadro alusivo de Rodrigo Soares, a edição aproveita os desenhos de António Carneiro compostos para a primitiva; e apresenta um prefácio do organizador e antologiador do volume, o escritor e estudioso de literatura infantil Fernando Vale, sempre ligado a esta editora.

Bom exemplar, embora com pequenos defeitos próprios da impressão.  

10€

Maria Lamas — Vale dos Encantos

vega (Impressão e acabamento: LAG-Artes Gráficas, Lda.) In-8º peq. de 173, [i], [II] págs. Br.

“Algures, no interior de Portugal, existe um vale onde o sonho e a liberdade das crianças se unem criando uma nova realidade. Esta é a história da Luzinha de quem todos gostam, dos seus sonhos, dos seus contos de fadas (…)”

Edição do recentemente falecido Assírio Bacelar e capa e ilustrações de Zé Paulo.
Exemplar em 2.ª mão.

5€

Maria Lamas (1893-1983)

Lisboa, 1993. In-8º gr. de 139, [5] págs. Br.

Catálogo comemorativo do centenário do nascimento, celebrando sobretudo a jornalista, a activista e a escritora infantil, e servindo de apoio à exposição coetânea. Ricamente ilustrado ao largo do volume, como habitualmente neste tipo de publicações da BN, tem textos de apresentação de Maria Leonor Machado de Sousa (neta de Maria Lamas directora à época do Instituto da Biblioteca Nacional e do Livro, promotor da iniciativa), Maria Antónia Fiadeiro («Maria Lamas: uma Mulher em Pessoa», biografia) e Alice Vieira («Maria Lamas: uma Escritora para a Infância», útil recensão de bibliografia). Composição da Qualigrafe – Artes Gráficas.

10€ [P.V.P.]

Sophia — Contos Exemplares

figueirinhas (38ª edição, 2012). In-8º de 165, [ii], [I] págs. Br.

Reproduzindo o prefácio de António Ferreira Gomes para a 3.ª edição que passou a figurar nas seguintes, integra os contos «O jantar do bispo», «A viagem», «Retrato de Mónica», «Praia», «Homero», «O homem» e «Os três reis do oriente» - que a editora faria sair em edição autónoma, ilustrada. 

Exemplar novo.

10€

Sophia — Contos Exemplares

Contos Exemplares (3.ª edição, com um Prefácio de D. António Ferreira Gomes)

Portugália Editora (1970). In-8º de 195, [9] págs. Br.

85.º título publicado na célebre colecção «contemporânea», com a habitual capa de Câmara Leme, o volume apresenta na face inferior da dita capa um retrato de Sophia e nas abas apreciações críticas ao livro da pena de Álvaro Salema e José Palla e Carmo. É nesta edição que pela primeira vez aparece o longo paratexto do bispo do Porto aproveitado nas dezenas de edições seguintes que o livro conta até hoje, pelo menos até à Figueirinhas (não acompanhamos a actividade da Porto Editora).

Exemplar relativamente bem conservado, mas padecendo já a capa de algum desgaste.

14€        

Sophia — A Fada Oriana

A Fada Oriana (Ilustrações de Luís Noronha da Costa / 5.ª edição)

Edições Ática, Lisboa. (Composto e impresso nos [sic] oficinas gráficas da Tipografia Macario, Lda. – Lisboa. Acabou de imprimir-se em Maio de 1978). In-8º gr. de 78, [I], [i] págs. Br.

Tardaram duas décadas para que se publicassem cinco edições deste livro originalmente saído dos prelos em 1958 - mas a partir da passagem para a portuense Figueirinhas, logo na década seguinte se foram multiplicando, fazendo deste não só o livro mais vendido da autora como talvez de toda a literatura infanto-juvenil portuguesa.
Antes da passagem para a «vulgata», o que há a salientar é o apuro gráfico das reproduções das ilustrações de Noronha da Costa, mais salientes neste formato (maior) e neste papel. 

Exemplar com ligeiro desgaste exterior.

14€

Sophia — A Fada Oriana

a fada oriana (ilustrações de Natividade Corrêa)

figueirinhas (Impressão e Acabamento: Gráfica Maiadouro). In-8º q/quadrado de 82 págs. Br.

Livro cuja prosa, citando Garcia Barreto, "é sublinhada por uma escrita límpida, cingida ao essencial e claramente poética, com grande atenção ao maravilhoso e aos elementos da Natureza, escrita que não cede ao fácil, deixando no olhar de quem lê uma proposta de sonho".
Esta foi a última edição publicada pela Figueirinhas, até ao fim a editora da literatura infanto-juvenil de Sophia, cujos herdeiros preferiram depois, como sói/dói acontecer, passá-la para um grupo editorial que aliás se encarregou de rapidamente lhe apôr feiosas capas.

Exemplar novo.

10€ 

Natércia Rocha — Bibliografia Geral da Literatura Portuguesa para Crianças

Editorial Comunicação (Acabou de se imprimir em Julho de 1987 / Guide – Artes Gráficas, Lda. / Lisboa – Portugal / Tiragem: 2000 ex.). In-8º de 260, [iii], [I] págs. Br.

No seu breve prefácio, precedendo a introdução da própria autora, David Mourão-Ferreira resumia, quase a terminar, assim o livro: “Abrangendo o largo período de 1778 a 1986, alfabeticamente ordenada [sic], este trabalho, realizado com paciência beneditina, oportunamente se propõe, por um lado, reunir todos os dados disponíveis e, por outro, fomentar a indispensável base de apoio a ulteriores estudos que, neste domínio, se mostram cada vez mais urgentes”.
Ao importantíssimo – embora naturalmente muito longe de exaustivo – core desta recensão acrescem no final «Índice de textos para teatro», «Índice de ilustradores», «Prémios nacionais de literatura para crianças» e uma lista de «Obras e autores premiados».

14€ 

Raquel Patriarca — O Livro Infantojuvenil em Portugal entre 1870 e 1940

O Livro Infantojuvenil em Portugal entre 1870 e 1940: Uma Perspetiva Histórica

caleidoscópio [Dezembro 2024]. In-8º gr. de 399, [i], [XXIX], [i] págs. Br.

Tese de doutoramento da autora em História do Livro, apresentada em 2012 mas tendo de esperar que o relógio dos anos desse uma volta completa, até aos 24, para ser finalmente publicada no mercado. O trabalho, bastante minucioso, foi dividido nas partições principais «História e Educação entre 1870 e 1940», «Literatura Infantojuvenil entre 1870 e 1940», «Os Livros para Crianças e Jovens nas últimas décadas do Constitucionalismo Monárquico (1870-1910)», «Livros para Crianças e Jovens durante a I República (1910-1926)», «Livros para Crianças e Jovens na Ditadura Militar e inícios do Estado Novo (1926-1940)». 

25€ [P. V. P.]

Ernest Hemingway — O Velho e o Mar

O Velho e o Mar (tradução e prefácio de Jorge de Sena / ilustrações de Bernardo Marques)

Edição «Livros do Brasil» · Lisboa (Os trabalhos gráficos deste livro foram executados na primeira quinzena do mês de Novembro de mil novecentos e cinquenta e seis). In-8º de 133, [II], [i] págs. Br.

Do prefácio do tradutor: “Ante uma obra como esta — da mais alta qualidade artística e da mais nobre categoria ética — um obra que nos eleva à contemplação da dignidade do homem e do mundo em que é um ser pensante, através da mais avassaladora singeleza: devemos curvar-nos gratamente e fazer votos porque, numa tradução que procurei fosse escrupulosa e fiel, pouco se tenha perdido de tão pura obra-prima, do seu poder encantatório, da sua frescura narrativa”

8€

Ernest Hemingway — For Whom the Bell Tolls

The Sun Dial Press / Garden City, New York. (1940). In-8º gr. de [IV], 410 págs. Enc.

Reimpressão do romance publicada sob licença da Charles Scribner´s Sons, que o dera a lume originalmente também em 1940; nesse ano terão sido impressas, pelo menos, duas tiragens na casa-mãe (a original com 75.000 cópias), esta e uma outra em Filadélfia; não foi possível concluir a esta livraria portuguesa, sem grande conhecimento da bibliografia norte-americana, qual a exacta ordem cronológica de saída.

Boa encadernação pelo editor em tela, ligeiramente desgastada no topo da lombada. A ter havido sobrecapa, ela falta ao exemplar.

30€

Mark Twain — Tom Sawyer Abroad

Tom Sawyer Abroad, by (...) / (Copyright edition.). Leipzig: Bernard Tauchnitz, 1894. [Aliás, na capa, 1921]. In-8º peq. de 202, [2] págs. Enc.

Volume publicado na conhecida e profusa «Collection of British (/and American) Authors», tendo o exemplar sido bem encadernado em percalina gravada a ouro conservando ambas as faces da capa de brochura, a inferior dando a entender que esta reedição será de 1921.

15€

Mark Twain — Um americano na corte do rei Artur

Portugália Editora (1979). In-8º de 384, [VI] págs. Br.

"Mark Twain faz uma sátira magistral ao espírito cavalheiresco da nobreza medieval. Um Americano na Corte do Rei Artur é a história dos cavaleiros da Távola Redonda vista do avesso. Nele manifesta Mark Twain algumas das características mais salientes do seu génio: a imaginação poderosa, sempre fresca e imprevista, o humor, a força satírica, a lucidez crítica, o conhecimento da vida humana (passada e presente) e dos seus ridículos. Ao apresentá-lo agora, em tradução portuguesa, pretendemos servir não apenas o público juvenil, mas todos os leitores em geral. Trata-se de uma obra-prima que merece estar ao lado do Dom Quixote, de Cervantes". 

Capa de Paulo Guilherme.

12€

Mark Twain — aventuras de Huckleberry Finn

aventuras de Huckleberry Finn (Tradução de Ricardo A. Fernandes / 4.ª edição)

Portugália Editora, Lisboa (composto e impresso nas oficinas gráficas da Sociedade Astória, Lda. / Maio de 1970). In-8º de 387, [VII] págs. Br.

"Para Huck, cada dia traz uma nova experiência: encontra-se com o egoísmo, as habilidades dos oportunistas que o fascinam mas não o confundem, a cobiça, a traição. Aprende por si próprio a distinguir o bem e o mal, conhece a alegria e o remorso. Onde a aventura o chama, ele lá vai! São irresistíveis de graça os comentários, as contínuas e coloridas fantasias, os malabarismos de que se serve para atingir os seus fins".

10€

Lewis Carroll — Alice au Pays des Merveilles

Alice au Pays des Merveilles (Traduction d'André Bay / Images de Prassinos)

Éditions Stock (Delamain et Boutelleau), Paris. (1942). In-8º de 185, [5] págs. Cart.

"La Collection Maïa est composée de vrais livres copieux, captivant l'imagination sans la gatêr et d'une véritable valeur littéraire - Illustrée avec gout, présentée avec soin, (...) s'adresse a toute la jeunesse moderne, filles et garçons", eis o programa da colecção - com a capa cartonada e graciosas ilustrações a p/b e uma cor, graficamente recortadas a fazer de cliché.

10€