catálogo on-line

Livraria / Editora / Alfarrabista } { Porto bibliographias@gmail.com

.

.

Vieira de Almeida — A Máscara de Eça

Lisboa, Edições Romero, s/d. In-8º de 33, [3] págs. Br.

Primeira edição, integrada na série «Eça de Queiroz» da colecção «Pensamento Contemporâneo». 

Exemplar em bom estado, descontando pequenas manchas na capa e na guarda e muito leves vincos no miolo.

7€

Joaquim Costa — Eça de Queirós: Criador de Realidades e Inventor de Fantasias

Livraria Civilização / Pôrto – 1945. (Acabou de imprimir-se este livro na Emp. Industrial Gráfica do Porto, L.da, 174, Rua dos Mártires da Liberdade, 178 no ano de 1946). In-8º de 295, [III], [ii] págs. Enc. 

«¿Quem era Eça de Queirós? – O Homem e o Artista», «A obra do Escritor e as suas características essenciais», ««O Crime do Padre Amaro»», «O estilo de Eça de Queirós», «Camilo, Eça e Fialho (Três escritores, três ironias diferentes», «Eça de Queirós e o «Romance experimental»», «Eça de Queirós païsagista», «Depoimentos dos filhos», «¿Foi Eça de Queirós um plagiário?» [está há muito comprovado que sim], «Eça de Queirós e a estética literária», «O sacrifício no trabalho e a dignidade da profissão», «As conferências do Casino», «O grupo dos «cinco»», «Opiniões de Eça de Queirós sôbre a Arte, a Literatura, a vida e os homens».

Exemplar bem encadernado com lombada em pele gravada a ouro (já infelizmente um tanto esboroada no encaixe e nas comissuras); conservando ambas as faces da capa.

20€

Campos Matos — Diário Íntimo de Carlos da Maia (1890-1930)

Diário Íntimo de Carlos da Maia (1890-1930) / Prefácio e Nota Final de Carlos Afonso da Maia. Anotações e posfácio de A. Campos Matos

Edições Colibri (Lisboa, Setembro de 2014). In-8º de 421, [I], [ii] págs. Br.

Exercício ficcionado em entradas de diário onde o queirosiano-mor – que morreu em 2023, facto que passou praticamente despercebido na imprensa portuguesa – aproveitou para «enxertar» entre a prosa poemas que talvez já tivesse redigido antes, «atribuindo-os» aqui ao «filho» (esse nem na literatura existira...) do protagonista de Os Maias. Algumas das entradas são  interessantes, com aspectos amiúde pouco conhecidos não apenas da literatura e da vida de Eça, mas da(s) portuguesa(s) em geral.
Fique para exemplo o final de uma, abrindo o livro a 224 páginas tantas:
“Nenhuma paisagem é tão bela, tão confortável, tão colorida, como esta de livros arrumados numa estante... Gosto de ver e percorrer a biblioteca dos meus amigos, avaliar as suas leituras, as suas preferências, e descobrir, por vezes, obras desconhecidas ou edições raras. Gosto sobretudo de avaliar os critérios de arrumação usados. E de verificar se uma biblioteca é vivida ou se é uma mera herança que se tem por ter, e se exibe depois. E ora deparo com a escrupulosa ordem ou com o caos mais inaudito, sinal, muitas vezes, de hábitos salutares de leitura”.  

Exemplares novos.

15€ 

Campos Matos — Imagens do Portugal Queirosiano

Colecção Portugal ontem, Portugal hoje (Composto e impresso nas oficinas gráficas de Terra Livre em Novembro de 1976 Ano III da Liberdade / Gravação offset de Neogravura, Lda.) In-8º de págs. inums. Br.

“Só se conhece deveras aquilo que se ama, aquilo que se conhece com amor – pessoas, ideias, terras, objectos. A cognição é sempre, afinal, paixão, e isto em todo o sentido da palavra: sofrimento e prova. O autor do livro que agora editamos conhecia* Eça porque apaixonadamente amava* a obra do artista e conhecia-a* sob um prisma por onde ninguém a tinha ainda observado: tecnicamente, como arquitecto e como urbanista, como especialista que constrói objectos espaciais, reorganizando a paisagem e o meio geográfico. (...) Seja como for, mesmo que estas ruas e estas paisagens rurais sejam menos verídicas do que o real imaginário de Eça, a verdade é que o autor do Portugal Queirosiano ajuda-nos, por um lado, a rever sítios e atmosferas que o olhar de Eça visitou e fixou na tela absoluta do seu verbo, e, por outro, a passar em revista algumas das mais belas paisagens portuguesas.”

[* Não se entende o insistente pretérito imperfeito, porque o então vivíssimo Campos Matos apenas se iria deste mundo em 2023, tendo aliás entretanto reeditado este seu trabalho pelo menos uma vez]

10€

Beatriz Berrini — Portugal de Eça de Queiroz

temas portugueses / Imprensa Nacional-Casa da Moeda (Composto e impresso na Gráfica Maiadouro, Vila da Maia com uma tiragem de três mil exemplares em Junho de 1984). In-8º de 443, [v], [VI] págs. Br.

O trabalho aqui publicado em edição impressa foi a tese de doutoramento da autora apresentada à Universidade de São Paulo em 1982; dividida nas secções de capítulos «Uma sociedade de classes», «A condição feminina», «O catolicismo português oitocentista», «A parceria lisboeta», «O espaço português» e «Estatuto do autor».

15€ 

João Paulo Cavalcanti — Eça de Queirós, agitador no Brasil

Eça de Queiroz, agitador no Brasil (edição revista e aumentada)

Edição «Livros do Brasil» Lisboa (Rua dos Caetanos, 22). In-8º de 363, [V] págs. Br. 

"A obra de Eça de Queiroz não teve repercussão apenas no plano literário. Entre as suas consequências noutras esferas da vida social contam-se os variados incidentes que veio a desencadear no Brasil devido ao modo como as «Farpas» trataram a visita de Pedro II ao nosso país. É esse o tema central deste valioso ensaio de Paulo Cavalcanti" - ensaio não será talvez o mot just para este mui documentado estudo que se debruça mais sobre a história brasileira (e pernambucana, em particular) ao longo do séc.XIX do que do incidente per se de 1872 com aquele a que o autor, no seu prefácio com alguns apontamentos de interesse, chamava o maior romancista luso-brasileiro. 

14€

Maria Filomena Mónica — Eça de Queirós

Quetzal Editores, Lisboa / 2001. In-8º gr. de 394, [II] págs. Br.

A biografia obedecia ao propósito "essencial" de "colocar o romancista [sic] na época em que viveu. Só desta forma poderemos compreender não só a sua vida e a sua obra mas a forma como esta nos influenciou. É isso que, numa prosa directa e acessível, este livro pretende fazer" da maneira que já se esperaria: prosa apressada e descuidada, muita ignorância, muita tolice, muita coquetterie (nem a meio da biografia a senhora consegue deixar de falar de modo afectado dela própria na primeira pessoa), mas apesar disso também informação e anedotário úteis q.b. para qualquer queirosiana criatura mais ou menos coleccionadora.

Exemplar da edição original; por estrear, tendo apenas como defeito uma quebra de impressão num dos cadernos. 

15€

Alberto de Oliveira — Eça de Queiroz: páginas de memórias

Eça de Queiroz: páginas de memórias / 2.ª edição, com um Preâmbulo de Maria d’Eça de Queiroz e cinco cartas inéditas do Autor

Portugália Editora, Lisboa. (Composto e impresso na Gráfica Santelmo, Rua de S. Bernardo, 84). In-8º de 231, [vi], [III] págs. Br.

No seu prefácio redigido em Santa Cruz do Douro e datado de 1945 [ano do Centenário], a filha do romancista cujos restos de Santa Cruz acabaram precisamente de sair dizia que “ninguém como Alberto de Oliveira soube evocar êsses serões portugueses de Neuilly, onde a figura de meu Pai predomina, ora de pé, mimando com largos gestos uma anedota, espalhando em sua volta gargalhadas e admiração com a graça irresistível da sua fantasia, ora prendendo o auditório, num lento e luminoso desenrolar de idéias, recostado na sua poltrona, as longas pernas cruzadas, o fino cigarro na mão esguia”.
Além das cartas do próprio Alberto de Oliveira a Eça, há também no final do volume – que talvez fosse merecendo reedição – a transcrição de uma que este endereçou àquele.

Exemplar com algum desgaste exterior.

14€

Eça de Queirós — Almanaques

Almanaques (Introdução: Carlos Reis / Transcrição e nota prévia: Irene Fialho)

Biblioteca Nacional / Lisboa, 2002. In-8º peq. de 69, [iv], [VII] págs. Br.

É demasiado abundante de informação útil a nota prévia em que Reis, recuperando por sua vez alguma informação útil avançada por Ernesto Guerra da Cal na sua Bibliografia Queirosiana, começava por notar como os últimos anos da vida de Eça foram assim «desperdiçados» em colaborações avulsas e variadas para a imprensa ou, como neste caso, para editoras - entre a publicação de Os Maias em 1888 e 1900 [morte], o romancista não terá composto nenhum livro novo.
A organização do Almanaque Enciclopédico para 1896 (e depois também o de 1897) foi assegurada por Eça a pedido/encomenda do editor António Maria Pereira; e é um pormenor da capa do de 1897 que Humberto Caldeira aqui aproveitou para a capa deste pequeno volume. O texto é o longo prefácio composto pelo próprio escritor para o de 1896. 

8€ [P.V.P.]

Eça de Queirós — Alves & C.ª (terceira edição)

Porto: Livraria Chardron, de Léllo & Irmão, L.da  editores. – 1928. In-8º de XII, 215, [I] págs. Enc.

Reproduz em folha preliminar destacada o conhecido retrato a sépia do romancista por António Carneiro e depois, a apresentar o volume, a «Nota Previa» em que o filho, José Maria, se queixava por ter de reduzir desta vez “a habitual e pomposa Introdução ás proporções mais modestas de Nota”, dado que, ao contrário dos outros inéditos por si publicados, este “Não se sabe d’onde veio, nem de quando data. Não se sabe sequer o titulo que o auctor lhe destinava. (…) Nunca o auctor se lhe referiu n’uma carta, ou n’uma conversa, ou n’um artigo; nunca o offereceu ao editor; nunca sequer o mencionou!”; e destacava no romance do pai “a justeza dos seus typos, o seu intenso sabor lisboeta, a graça dos seus dialogos, o equilibrio da sua composição, a ironia das suas situações”.

Exemplar revestido de encadernação em bom tecido sintético, conservando a frente da capa de brochura ilustrada por Alberto de Sousa, infelizmente demasiado aparada no pé.

15€

Eça de Queirós — Alves & C.ª (Quarta Edição)

Livraria Lello & Irmão – Editores. 1944. In-8º de XII, 215, [I] págs. Br.

Exemplar com a capa ligeiramente prejudicada por pequenas falhas de papel e manchas de humidade na margem lateral; miolo melhor, mas afectado por alguma acidez.

8€

Eça de Queirós — A Capital (terceira edição)

Porto: Livraria Chardron, de Lello & Irmão, L.da (Aillaud e Bertrand – Lisboa-Paris) – 1926. In-8º de 573, [i] págs. Enc.

Edição publicada logo no ano seguinte ao da original, reproduzindo o importante prefácio que dela constava, «Os ultimos ineditos d’Eça de Queiroz», da pena do filho do romancista; que dava conta das suas hesitações e dúvidas e, no que mais nos interessa, de alguns aspectos e detalhes que envolveram quer a descoberta e o tratamento dos manuscritos, quer a publicação. José Maria reproduz também alguns passos da correspondência do pai com o editor-leão Chardron que deitam luz sobre o facto de, mesmo para um já habitualmente romancista-perfeccionista, ter sido este seu romance uma espécie de obra de Santa Engrácia – Eça ia-o escrevendo junto com O Primo Basílio e a revisão d'O Crime do Padre Amaro, depois junto com Os Maias, aos quais dava prioridade, depois foi estendendo a dimensão de um volume contratado para 200 páginas e que chegava (já no tempo em que ele nota isso a Chardron) quase a 600... e depois, com a morte do talvez mais importante nome da edição portuguesa e a passagem da casa para as mãos dos igualmente franceses sócios Lugan & Genelioux, Eça terá quiçá aproveitado para voltar a meter o manuscrito na gaveta, aguardando posteriores núpcias que nunca chegaram (a publicação apenas se deu no profuso ano de 1925, 25 depois da morte).

Exemplar revestido de boa encadernação gravada a dourado na lombada; conservando ambas as faces da capa primitiva, na frente com ligeiros restauros.

19€  

Eça de Queirós — Uma Campanha Alegre (Das Farpas)

Porto, Livraria Lello, 1933. 2 vols. In-8º de X, 425, [1] e 310, [2] págs. Enc.

Exemplares da série encadernada pela editora com a efígie do escritor na pasta e dourados nos ornatos e nos dizeres da lombada, apresentando uma mancha de humidade nas margens laterais (mais extensa a de trás). Miolo em bom estado geral de conservação.

20€



Eça de Queirós — Uma Campanha Alegre (Das Farpas)

1933 / Livraria Lello, Limitada – Editora (144, Rua das Carmelitas – Porto). 2 vols. In-8º de X, 425, [1] e 310, [2] págs. Enc.

“As paginas d’este livro são aquellas com que outr’ora concorri para as Farpas, quando Ramalho Ortigão e eu, convencidos, como o Poeta, que a tolice tem cabeça de touro, decidimos farpear até á morte a alimaria pesada e temerosa”, páginas aqui no entanto revistas e retocadas – quer por razões de estilo, quer por razões de conveniência – segundo explicava o autor na sua «Advertencia» inicial. 
“2ª edição conforme a de 1890” – faltando uma vírgula, a formulação parece ambígua, mas é de facto a terceira edição, após a de 1890 e a de 1927, com a reprodução do retrato de Eça, a sanguínea, por António Carneiro nas folhas de rosto.

Ambos os volumes revestidos da mesma encadernação em bom material sintético, conservando a primitiva capa de publicação.  

20€

Eça de Queirós — Notas Contemporaneas / quinta edição

Notas Contemporaneas / quinta edição (De Port-Said a Suez – Ramalho Ortigão – Brasil e Portugal – A Inglaterra e a França julgadas por um inglez – Victor Hugo – Tres Prefacios: I. Prefacio dos «Azulejos» do Conde de Arnoso. II. Prefacio do «Brasileiro Soares» de Luiz de Magalhães. III. Prefacio das «Aguarellas» de João Diniz – A Academia e a Litteratura – A Europa – A decadencia do riso – A proposito dos «Maias» [etc.])»

Porto: Livraria Chardron, de Lelo & Irmão, L.da editores – Rua das Carmelitas, 144 (Aillaud e Bertrand – Lisboa-Paris) – 1927. In-8º de 522, [ii] págs. Enc.

Encadernação em pele granulada, gravada a dourado na lombada; conservando ambas as faces da capa de publicação.

17€

Eça de Queirós — Cartas de Inglaterra

Porto: Livraria Chardron, de Lello & Irmão – editores – 1905. In-8º de [4], 242, [2] págs. Br.

Edição original de um livro que recolhe os textos «Afghanistan e Irlanda», «Ácerca de livros», «O inverno em Londres», «O Natal», «Litteratura de Natal», «Israelismo», «A Irlanda e a Liga Agraria», «Lord Beaconsfield», «Os inglezes no Egypto», «O Brazil e Portugal», «A festa das creanças» e «Uma partida feita ao Times». Em folha preliminar de papel couché, na anteportada, reproduz-se o monumento a Eça esculpido por Teixeira Lopes.

Exemplar em brochura, muito bem conservado. Tem aposto o ex-libris (pequeno) da livraria portuense Manuel Ferreira.

25€

Eça de Queirós — Cartas de Inglaterra

Porto: Livraria Chardron De Lello & Irmão, editores (R. das Carmelitas, 144) – 1907. In-8º de 246, [I], [i] págs. Enc.

Esta segunda edição trazia um retrato menos habitual de Eça na anteportada, em folha destacada de papel couché.

Exemplar revestido de modesta e sóbria encadernação em percalina, toante com a capa primitiva, da qual conserva ambas as faces, e cujo esbatido verde acinzentado replica; com um selo colado na guarda indicando “Encadernado na Cadeia Penitenciária de Lisboa».

17€

Eça de Queirós — A Cidade e as Serras / quarta edição

Porto – 1913 / Livraria Chardron, de Lello & Irmão, editores / (Rua das Carmelitas, 144). In-8º de 385, [ii], [I] págs. Enc.

Exemplar revestido da mesma encadernação, igualmente conservando ambas as faces da capa de brochura.

15€

Eça de Queirós — Prosas Barbaras

Prosas Barbaras (Com uma Introducção por Jayme Batalha Reis - Segunda Edição)

Porto: Livraria Chardron, Lello & Irmão, editores - 1909. In-8º de LXVIII, [II], 284, [II] págs. Enc.

Esta propriamente nova edição apresenta em folha preliminar de papel couché, na anteportada, um retrato menos conhecido do romancista.

Exemplar revestido de boa encadernação com a lombada em carneira gravada a ouro e as pastas em papel marmoreado; conserva ambas as faces da capa de publicação.

23€

Eça de Queirós & Ramalho Ortigão — O Mistério da Estrada de Sintra

O Mistério da Estrada de Sintra (Cartas ao «Diário de Notícias»)

1967 / Lello & Irmão ― editores (144, Rua das Carmelitas) ― Porto. In-8º de 277, [ii], [I] págs. Br.

A edição reproduz, na anteportada, em folha à parte, uma gravura colorida da litografia com o retrato de Eça publicada por Rafael Bordalo Pinheiro no seu «Álbum das Glórias»; e uma outra, mais à frente, com um de Ramalho para o mesmo álbum.
Transcreve a nota preliminar à 4.ª edição em que Ramalho se queixava da morte do amigo mais novo (e ex-aluno no Porto); e a «Carta ao editor (...)» deste romance sob a forma de livro antes publicados em folhetim no «DN», onde se lia: "O que pensamos hoje do romance que escrevemos há catorze anos? Pensamos simplesmente - louvores a Deus! - que ele é execrável; e nenhum de nós, quer como romancista, quer como crítico, deseja, nem ao seu pior inimigo, um livro igual. Porque nele há um pouco de tudo quanto um romancista lhe não deveria pôr e quase tudo quanto um crítico lhe deveria tirar".  

8€  

Stendhal — La Chartreuse de Parme

La Chartreuse de Parme (texte établi avec introduction, bibliographie, chronologie, notes et variantes par Henri Martineau)

Paris: Libraririe Garnier Frères (achevé d'imprimer sur les presses de l'Imprimerie Paul Dupont (...) le 5 Janvier 1942). In-8º de 685, [III] págs. Enc.

A extensa introdução crítica e bio-bibliográfica do poeta, crítico literário e jornalista, especialista e talvez principal divulgador de Stendhal ao longo da primeira metade do séc.XX, ocupa as duas dezenas iniciais de páginas.

Exemplar com simples encadernação em percalina, tendo as faces da capa original coladas sobre as guardas.

15€

Stendhal — La Chartreuse de Parme

La Chartreuse de Parme (Illustrations hors-texte de J.-M. Breton

Paris: Société d'Édition Française et Étrangère. [S/d]. In-8º de 253, [III] págs. Br.

Graciosa edição com o texto disposto a duas colunas e as ilustrações impressas sobre folhas à parte de papel couché. Decerto o segundo romance mais famoso do autor, só superado por O Vermelho e o Negro, passa-se também, como tantos outros da sua bibliografia, no tempo de Napoleão.

Exemplar nº210? (número impresso na face inferior da capa); com uma pequena falha de papel nessa mesma capa, à cabeça do respectivo encaixe.

15€

Catherine Hogarth Dickens - À Mesa com Charles Dickens

À Mesa com Charles Dickens (Tradução, adaptação, prefácio e posfácio: Edite Vieira Phillips)

colares editora (2018). In-8º de 104, [II] págs. Br.

“Grande parte da vida social passava-se à mesa e a organização dos menus e selecção dos convidados era criteriosamente planificada pelo casal Dickens. Catherine Hogarth Dickens tomou sistematicamente a devida nota dos célebres jantares o que permite neste livro (...) aceder aos cardápios que documentam os hábitos alimentares da época victoriana”

Vários exemplares disponíveis.

12€

Charles Dickens — As Aventuras do Sr. Pickwick

As Aventuras do Sr. Pickwick (versão de Raul Feio / ilustrações de Álvaro Duarte de Almeida)

Edições Romero. [S/d]. 2 vols. in-8º de 128 págs. nums. em conjunto. Br.

Versão abreviada, para um público juvenil.

Ambos os exemplares com ligeiro desgaste exterior, o do segundo volume com um pequeno rasgão (sem falha de papel) ao alto.

10€

Charles Dickens — The Pickwick Papers

The Pickwick Papers (With an introduction by Alec Waugh)

Collins / London and Glasgow. (Printed in Holland by Druckkerij Holland, N. V., Amsterdam). (1953). In-8º peq. de 796, [II] págs. Cart.

Volume publicado na série da editora londrina com cartonagem revestida a pele maleável gravada na lombada a dourado e o corte das folhas carminado à cabeça; neste caso impresso na Holanda, e não nas oficinas da própria Collins, ao contrário do habitual. 
O estudo de Waugh é de bastante proveito.

20€

Charles Dickens — The Old Curiosity Shop

The Old Curiosity Shop (With an introduction by R. Brimley Johnson)

Collins / London and Glasgow. (Printed in Great Britain by Collins Clear Type Press). (1953). In-8º peq. de 510, [II] págs. Cart.

Volume publicado na série da editora londrina com cartonagem revestida a pele maleável gravada na lombada a dourado e o corte das folhas carminado à cabeça.

20€

Charles Dickens — A Loja de Antiguidades

Loja de Antiguidades (Traduzido do inglês por Basílio Cardoso / 3.ª edição)

Portugália Editora, Lisboa. (Composto e impresso na Compugráfica, Lda. 1972). In-8º de 526, [VI] págs. Br.

O primeiro período deste livro - página e meia, como no caso do Húmus de Raul Brandão - é dos mais interessantes da história da literatura (os noctívagos e adeptos de sossego em geral apreciá-lo-ão); passando depois essa toada especulativa ao registo mais romanceado típico do grande romancista inglês.


12€ 

Charles Dickens — La vie et les aventures personelles de David Copperfield

La vie et les aventures personelles de David Copperfield, le jeune (traduction, introduction, notes, bibliographie par Sylvère Monod, Professeur a la Faculté des Lettres de Caen) 

Paris: Éditions Garnier Frères [XVI], [ii], XL, [I], [i], 1282 págs. Enc

Abre o volume um conjunto de engraçadíssimas ilustrações, reproduzidas em folhas à parte impressas sobre papel mais encorpado, a partir de gravuras e quadros da época; seguindo-se a extensa introdução do tradutor acerca deste romance publicado em 1850. 

15€

Charles Dickens — Les Grandes Espérances

Éditions Garnier Frères, Paris. (Achevé d’imprimer par l’Imprimerie André Tardy a Bourges le 30 avril 1959). In-8º de 710, [iii], [I] págs. Enc.

Volume publicado na colecção «Selecta», graficamente apurada, com encadernação em tela tendo na frente um «cliché» colado sobre uma moldura recortada em discretíssima chapa na pasta frontal; neste caso, foram menos as ilustrações, todas aproveitadas dos Sketches of London Life and Character, de Gavarni.

15€

Charles Dickens — Grandes Esperanças

Grandes Esperanças (Tradução de Armando de Morais)

Portugália Editora, Lisboa. (Este livro foi composto e impresso na Companhia Editora do Minho, Barcelos / Março de 1989). In-8º de 556, [III], [i] págs. Br. 

Versão recentemente recuperada pela principal editora portuguesa actual de Dickens, a E-Primatur, que assim descrevia este livro: "Romance de formação que acompanha o protagonista desde os últimos anos da sua infância até à idade adulta, é também uma obra portentosa sobre as relações entre homens e mulheres e o ódio e o amor que as atravessam. É também o retrato de uma época e de uma moral ainda vigente; ao mesmo tempo romance de aventuras, história romântica, meditação filosófica sobre os valores que nos regem, é, acima de tudo, um livro sobre as esperanças que temos e que têm para nós no futuro."

12€

Boletim bibliográfico 4/2024

O último do ano, abarcando grosso modo o último trimestre de 2024, tem naturalmente como epicentro (literário) o centenário do primeiro «Manifesto Surrealista» de André Breton - que aqui comparece com vários dos seus «compagnons-de-route», «alentours» e precursores. Estão também a nossa estadia alentejana, representada por Florbela Espanca e Mariana Alcoforado; os 90 anos de Jorge de Alarcão; o centenário de O'Neill; e várias «antiguidades» e novidades editoriais independentes, como costume.

Disponível para consulta
 

Charles Dickens — O Natal, à medida que envelhecemos

bibliographias, livraria editora (Impressão: Papelmunde / Dezembro 24). In-16º de 16 págs. Br.

Aquele que é um sério / o mais sério candidato a mais belo texto natalício alguma vez escrito tem enfim a sua primeira edição portuguesa, acabada hoje mesmo de sair, 173 anos depois da publicação original.
O preço abaixo indicado não é engano, é mesmo o melhor e mais barato presente de Natal que imaginar se possa. Palavra de livreiro-tradutor-editor.

4€

Pascoaes — O Bailado

Officina Noctua, 2024. 

Já cá aguardávamos há algum tempo esta edição especial, artisticamente ilustrada por Mário Peixoto, que vem também q.b. a propósito no ano em que se comemora o primeiro Manifesto do Surrealismo – deste livro que o seu grande divulgador e principal adepto, o nosso surrealista Cesariny, afirmava ser, 3 anos antes, “surrealista sem o surrealismo”. E por coincidência, ao chegar às oficinas gráficas onde ficou a preparar o nosso próprio livrinho de Natal, estava este a acabar de sair… O fantasioso português Pascoaes e o fantasista inglês Dickens, lado a lado; não parece mal.

Disponível, como de costume nas publicações desta galeria de arte e editora amarantina, em duas séries: uma comum, de 270 exemplares; e uma especial, dentro de estojo e acompanhada de uma serigrafia, numerada e assinada pelo artista, de apenas 30.

17€ / 45€

Heiner Müller — Poemas (1944-1995)

officina noctua (2022). In-8º de 71, [V] págs. Br.

Bonita edição, ilustrada por José Pereira, com a recolha das traduções compostas por Adolfo Luxúria Canibal, vocalista dos Mão Morta, para o espectáculo «Müller no Hotel Hessischer Hof» (1997) - estando em Portugal, já nem espanta que só duas décadas e meia depois alguém se tenha enfim lembrado de concretizar esta ideia óbvia...
Tiragem de 250 exemplares na série comum; à qual acresce uma outra de apenas 30 com as respectivas ilustrações e capa em serigrafia, encadernados manualmente, numerados e assinados pelo tradutor e pelo ilustrador. Em baixo estão os preços respectivos.

15€ / 50€

Heiner Müller — A Missão e outras peças

(Organização, tradução e posfácio de Anabela Mendes / Ilustrações e capa de José Castanheira)

a páginas tantas / Teatro / Lisboa  1982. (em Março de 1983 foi composto e impresso na sociedade industrial gráfica telles da silva, em lisboa). In-8º de págs. Br.

O volume recolhe «O Horácio», «Mauser», «A Máquina-Hamlet», «A Missão», «O Pai», «Anúncio de Morte»; rematados pelo texto crítico final da tradutora, em panorâmica, apresentando o autor ao público português «A Des-Construção da História - A propósito de Heiner Müller e de algumas das suas peças». A tradução de Anabela Mendes teve a colaboração do acima apresentado em nome próprio João Barrento, dinamizador desta «cooperativa de serviços culturais», editoriais inclusive.

15€

Franz Kafka — Le Procès (Der Prozess) / nouvelle édition

Le Procès (Der Prozess) / nouvelle édition, enrichie des variantes du texte original / Traduit de l'allemand avec une introduction par Alexandre Vialatte / Préface de Bernard Groethuysen

nrf / Gallimard, Paris (achevé d'imprimer sur les presses de l'Imprimerie Moderne (...) a Montrouge (Seine), le cinq octobre mil neuf cent soixante). In-8º de 349, [III] págs. Br.

Publicado na mesma colecção do anterior, sendo de bastante proveito quer a introdução do tradutor (que dedicou esta sua versão a Jean Paulhan), quer o prefácio do ensaísta de Antropologia Filosófica, salvo erro o seu único livro traduzido por cá.

12€

Franz Kafka — La Métamorphose (traduit de l'allemand par Alexandre Vialatte)

nrf / Gallimard, Paris VIIe (achevé d'imprimer sur les presses de l'Imprimerie Moderne (...) a Montrouge (Seine), le trente août mil neuf cent soixante et un). In-8º de 219, [V] págs. Br.

Além do mais célebre que lhe deu título, o volume, saído na colecção «Du Monde Entier», integra outras prosas de Kafka: outra novela, «Le Verdict», e os contos/textos curtos «Le Nouvel Avocat», «Un Médecin de Campagne», «La Galerie», «Une Vieille Page», «Devant la Loi», «Chacals et Arabes», etc. 

10€

De Poe a Kafka: para una teoría del cuento

Eudeba Editorial Universitaria de Buenos Aires (1968). In-8º peq. de 61, [III] págs. Br.

O autor, Mario Lancelotti, dividiu o seu estudo nos capítulos «El problema», «Sociologia y naturaleza del cuento», «La teoría de Poe», «El cuento como pasado activo», «Los límites del cuento», «Kafka y el cuento», «El tiempo en la obra novelística de Kafka».
A edição primitiva fôra em 1965. 

6€


Thomas Mann — as melhores novelas de (...)

Lisboa: Editorial Hélio, MCMXLVIII. In-8º de 194, [6] págs. Br.

Antologia elaborada a partir dos livros Mário und der Zäuber, The Pocket Book of Short Stories e Tónio Krüger, recolhendo «Um Pouco de Felicidade», «O Senhor Friedmann», «Mário e o Hipnotizador», «A Criança Prodígio», «Tobias Mindernickel» e «Alma Infantil». Abre o volume uma «Nota sobre o autor» redigida por Pedro Morais Carvalho.

O exemplar conserva-se ainda por estrear, com os cadernos por abrir. 

14€

Feira do Livro de Natal - Sociedade Martins Sarmento, Guimarães

Como habitualmente nos últimos anos, entre uma série de livrarias vimaranenses, também esta ex-«vimaranense» adoptiva participa a título de convidada na imperdível Feira do Livro de Natal da Sociedade Martins Sarmento.
Durante o resto do ano pode não ser, mas no Natal - não se sabe se por lá ter «nascido» a «nacionalidade», até porque há quem defenda com muito bom critério que foi noutra terra «nossa», Santa Maria da Feira - é Guimarães, entre as suas luzes e o seu prenúncio de início de Inverno, a mais bela cidade portuguesa (Santa Maria com o seu castelo vem logo a seguir). 
Se a isto se acrescenta uma bela duma Feira do Livro...

Há uns dias Guimarães já estava linda, ainda as luzes se começavam a preparar.
A partir de hoje é mesmo para visitar. Não percam.

Roland Barthes por Roland Barthes

Colecção Signos 10 (edições 70). (Execução gráfica da Tipografia Lousanense; Lousã, Julho /1976). In-8º de 217, [XIX] págs. Br.

Espécie elaborada de auto-ensaio auto-fotobiográfico a todos os títulos curioso, «… o meu trabalho tem sido sempre o de um “ser da linguagem”; é a linguagem, em todos os níveis (da frase ao discurso) e através das diversas formas (artes, literaturas, sistemas), é a linguagem que sempre me tem interessado, que eu sempre tenho desejado. / A minha sorte foi ter este gosto numa época intelectual que tem uma ideia muito mais ampla e muito mais profunda da linguagem do que as épocas anteriores.» [Esperasses duas gerações, meu caro...]
"Estão ali todos os elementos de uma história pessoal (fotos de infância, imagens da casa materna, uma cronologia, uma bibliografia). E, no entanto, esse livro fragmentário, quase um caderno de anotações, é a materialização de um projeto literário que se faz justamente sobre os escombros do sujeito "biografável", encerrado em uma continuidade necessária entre vida e obra, em um imaginário que o determina." [Manuel da Costa Pinto, em recensão brasileira] 
Capa de João da Câmara Leme; tradução de Jorge Constante Pereira e Isabel Gonçalves.

12€

Roland Barthes — S / Z

Éditions du Seuil (1970). In-8º de 277, [3] págs. Br.

Edição original, igualmente publicada na colecção Tel Quel dirigida pelo escritor Philippe Sollers, deste exercício experimental ao modo de certos códigos escolásticos, tomando como mote um livro de Flaubert.

Exemplar da mesma primitiva proprietária, sensivelmente nas mesmas condições.

12€

Roland Barthes — Le plaisir du texte

Éditions du Seuil (1973). In-8º peq. de 105, [7] págs. Br.

Edição original deste livro de textos fragmentários em registo digressivo-aforístico, num estilo que muito parece ter influenciado o talvez mais interessante escritor do nosso tempo, também francês, que o aprimorou bastante (Quignard).

O exemplar pertenceu à académica e ensaísta Vera Vouga, de quem tem anotações e sublinhados a lápis ao longo de todo o volume.

12€

Lourdes Castro — «A Praia Formosa»

«A Praia Formosa»: photographias do meu avô Jacinto A. Moniz de Bettencourt / ilha da madeira

Fundação de Serralves / Assírio & Alvim. (2008). In-4º quadrado. Br.

“Os negativos em vidro (12x16,5cm) destas fotografias estavam guardados em três caixas de madeira – com separações em madeira também para não tocarem umas nas outras – e assim permaneceram cem anos até 2006, quando as levámos ao Porto, em mão, ao Centro Português de Fotografia, que as digitalizou”, assim explicava a neta e famosa artista madeirense, recentemente falecida, em nota final a este belíssimo álbum de fotografias do avô.

Exemplares novos, fundos da fundação/editora portuense. 

20€

Paulo Varela Gomes — A Confissão de Cyrillo

A Confissão de Cyrillo: estudos de História da Arte e da Arquitectura

Hiena Editora (Lisboa, Dezembro de 1992). In-8º de 155, [II], [iii] págs. Br.

“Este volume é composto por cinco ensaios: A Confissão de Cyrillo (inédito); O regresso à Ordem (e às Ordens), aspectos da cultura arquitectónica em Portugal na época do Padre Inácio da Piedade Vasconcellos (1676-1747); Iniciativas arquitectónicas dos Teatinos em Lisboa (1648-1698), mais alguns elementos; A Capela de S. João Baptista da Igreja de S. Roque de Lisboa e a cultura arquitectónica do barroco em Portugal (comunicação ainda inédita); Arte Nua, estudo sobre a escultura neoclássica em Portugal (Machado de Castro e João José de Aguiar).

10€