catálogo on-line

Livraria / Editora / Alfarrabista } { Porto bibliographias@gmail.com

.

.

Henri Troyat — Catherine la Grande

Flammarion (1977). In-8º de 544, [VI] págs. Enc.

Se levarmos em conta que Troyat, nom-de-plume, era um exilado, levado pelos seus pais Europa fora após a Revolução Russa de 1917, até 3 anos depois assentar arraiais em Paris - talvez se compreenda melhor (ou então pior...) esta sua propensão para ir compondo tantas biografias de personagens célebres daquele flutuante território que não voltaria a pisar; desde as literárias (Dostoievski, Pushkin, Lermontov, Tchekov, Tostoi e Gogol o Grande, pelo menos) às histórico-políticas (Pedro I, Nicolau II). Se foram todas assim monumentais, dir-se-ia que nem uma vida inteira chegaria para as escrever. Nem uma de 95 anos, como a do autor...
Um dos capítulos deste livro, diga-se de passagem, relata com alguma minúcia a célebre viagem da Imperatriz à Crimeia, de que tanto temos ouvido falar por estes dias nos jornais. Dela e de outras personagens são apresentados retratos num conjunto de folhas centrais, destacadas, em papel couché.

O volume foi encadernado pelo editor em tela fina. Caso tenha havido sobrecapa de papel, ela faltará ao exemplar. 

14€ 

Henri Troyat — Gogol

Gogol / por Henri Troyat, da Academia Francesa / Tradução de A. Guimarães

Lello & Irmão – Editores. Porto. (1980). In-8º gr. de 575, [1] págs. Br.

Edição portuguesa desta monumental biografia do mui genial autor de Almas Mortas, O CapoteContos de S. Petersburgo, publicada originalmente pela Flammarion em 1971. O volume inclui, a terminar, uma lista de bibliografia e um extenso repertório biográfico com a ficha das personagens mais ou menos directamente relacionadas com o escritor.
Disponíveis também muitos outros títulos desta mesma colecção sobre Figuras do Passado.

14€

Gogol — O Capote

O Capote, por (...) / tradução de José Marinho

Editorial "Inquérito", L.da / Lisboa (acabou de imprimir-se, aos 7 de Fevereiro de 1941, na Tip. Maurício & Monteiro). In-8º peq. de 67, [XIII] págs. Br.

Há livros sobre os quais nem vale a pena falar nem precisam de ser encarecidos. Como é o caso quando um Dostoievski diz, simplesmente, "Todos nós saímos d'O Capote de Gogol". Ainda assim, precisou de um século (1841-1941) para ser publicado cá, pois foi mesmo esta, salvo erro, a primeira edição portuguesa.

10€

Gogol — A Lei dos Cossacos («Tarass Bulba»)

Editorial Inquérito (1943). In-8º de 224 págs. Br.

Volume publicado na colecção «Os Melhores Romances dos Melhores Romancistas» - e este era de facto um deles. 

Exemplar revestido de modesta encadernação que lhe conservou a frente da capa de brochura.

10€

Tolstoi — Os Cossacos

Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 1934. In- de 333, [3] págs. Enc.

Edição brasileira em formato popular, integrada na «Colecção SIP».

Exemplar revestido de modesta encadernação da época,  conservando a capa de brochura; com algum desgaste; assinatura do oficial português Leopoldo Carmona, na capa e no texto.

7€

Tchekov — Ivanov

Ivanov, por (...) / Tradução de José Sinde Filipe

Editorial Presença / Lisboa – 1965. In-8º peq. de 151, [1] págs. Br.

Edição portuguesa da peça, publicada na «Colecção Presença».

8€

Tchekov — O Selvagem

O Selvagem, por (...) / Tradução de Carlos Grifo

Editorial Presença / Lisboa – 1968. In-8º peq. de 174, [2] págs. Br.

“A minha peça é extremamente estranha; e até me surpreende que coisas tão singulares saiam da minha pena”, palavras do autor sobre este drama, um dos principais marcos da sua produção teatral. Edição igualmente publicada na «Colecção Presença». 

10€

Tchekov — Um Drama na Caça (Uma História Verdadeira)

Portugália Editora (nas oficinas gráficas da Empresa do Jornal do Comércio, Julho de 1965). In-12º de 276, [VIII] págs. Br.

"Um Drama na Caça distingue-se, na obra de Tchekov, não apenas por ser o seu único romance, mas também pelo tema, policial, podemos dizer, se neste género incluirmos o Crime e Castigo, de Dostoievski"; assim apresentava a editora esta sua realização (na colecção «o livro de bolso») com tradução de Manuela Porto e João Gaspar Simões e capa de Câmara Leme.

10€

Tchekov — A Minha Mulher

A Minha Mulher, por Anton Tchekov (Tradução de Luís Pacheco com ilustrações de Luís Filipe)

Inquérito, Lisboa. [S/d]. In-8º de 117, [3] págs. Br.

Volume publicado – o quinto – na «Antologia dos Amigos do Livro», dirigida por Emílio Guerra Salgueiro, decerto familiar do editor Eduardo.

Exemplar por estrear.

12€

Gorki — Correspondência (Lenine / Gorki)

Correspondência (Lenine / Gorki) // (volume duplo)

Editorial Início (Lisboa). (Este livro foi composto e impresso na Tipografia Guerra, – Viseu –). In-8º gr. de 558, [II] págs. Br.

"A edição portuguesa desta recolha das cartas e outros documentos relacionados com a Correspondência Lenine-Gorki é uma tradução da recolha estabelecida pelo Instituto Gorki de Literatura Mundial da Academia das Ciências da URSS e publicada em Moscovo, em 1958, pelas Edições" respectivas. A correspondência, propriamente dita, dos dois amigos não chega a ocupar metade deste longo volume; uma vez que se seguem cerca de três centenas de páginas de documentação variada, muita dela inédita, incluindo a transcrição de cadernos de apontamentos do escritor - além de comunicações, discursos, conferências, artigos, cartas a outros escritores, etc. (neste "etc." está por exemplo o caderno de memórias acerca de Lenine, publicadas após a morte do líder soviético, que viria a conhecer várias versões e edições - e de que apresentamos abaixo uma edição portuguesa).    
Tradução do escritor Serafim Ferreira.

15€

Gorki — Lenine

Agência Portuguesa de Revistas, Lisboa (1975). In-8º de 110, [X] págs. Br.

Independentemente de quão parcial e excessivamente laudatório nos possa parecer este conjunto de apontamentos à laia de memórias do escritor sobre o amigo e camarada ditador, é um documento de bastante interesse a vários títulos para quem quer que goste de ler acerca da revolução (das revoluções) russa(s). E não deixa de ser curioso notar como Gorki, nem sempre alinhado com a ortodoxia do partido, comungava da aversão tão habitual nos revolucionários russos aos camponeses - os mujiques - cujos traços foram tão brilhantemente reproduzidos nalguma da sua ficção. 

8€

Gorki — O Espião

O Espião (tradução de Alexandre S. Kleist / capa de Espiga Pinto)

Editora Ulisseia (composto e impresso na Tip. «Jornal do Fundão», Maio de 1967). In-8º de 274, [II] págs. Br.

Na nota editorial inscrita na badana, talvez da mão do editor Vítor Silva Tavares, lia-se que "Gorki, intérprete magistral das almas, anotou com profunda acuidade as reacções de um destes «esbirros» e expôs ao leitor contemporâneo um dos retratos mais complexos e mais oportunos da sua vasta galeria - um símbolo tristemente duradouro para lá do tempo e da própria evolução das sociedades".

Exemplar com ligeiro desgaste da capa; selo da Livraria Figueirinhas sobre a referida badana.

10€

Gorki — Contes et Poèmes

Contes et Poèmes (1894-1895) / Traduits du russe par Claude Momal

Hier et Aujourd'hui (1952). In-8º de 382, [II] págs. Br.

Volume publicado na colecção «Oeuvres Complètes de Maxime Gorki», recolhendo um conjunto de contos entremeados por apenas uma ou outra composição em verso - e ainda bem, porque o bolchevique era muitíssimo melhor prosador do que versejador.

10€

Gorki — O Vagabundo Filósofo

Livraria Civilização - Editora / Porto. (1968). In-8º peq. de 281, [3] págs. Br.

Além do engraçadíssimo «O Vagabundo Filósofo», o volume integra ainda «Conversa de Forçados», «O Homem que quis Matar», «Um Coração no Lodo», «O Noivo», «O Amor faz Milagres», «Mais Forte que a Montanha», «Knovalov», «Zazubrina» e «Alguns Dias no Papel de Chefe de Redacção de Um Jornal de Província». 

Publicado na Colecção Civilização, tendo tido direito a uma das apreciadas capas de Abílio Baganha.

7€

Gorki — Uma Vida Inútil e Outros Contos

Editorial Inova Limitada. [S/d]. In-8º de 303, [XIII] págs. Br.

Não datada, parece tratar-se de uma reimpressão recente, com nova capa, de uma edição bastante anterior - em tradução de Egito Gonçalves revista por António Mouzinho. O volume recolhe «Uma Vida Inútil», «Soldados», «Camarada!» e «Nove de Janeiro».

12€

Boris Pasternak ― O Doutor Jivago

O Doutor Jivago (Romance) / Prefácio de Aquilino Ribeiro / Tradução de Augusto Abelaira / Tradução das poesias por David Mourão-Ferreira

Livraria Bertrand. [S/d – 1959?]. In-8º gr. de 622, [2] págs. Br.

Primeira edição portuguesa do romance que a Pasternak valeu o Nobel, saída na série monumental da colecção «Autores Universais» e naturalmente valorizada pela tríade de escritores lusos que nela interveio; sendo de supor que a tradução de Abelaira tomasse como base a original italiana, publicada em 1957. Quanto a Aquilino, por entre pequenos retoques, louvou a bom louvar este romance no breve prefácio em que dele dizia “O seu sentimento da paisagem não tem rival. Os mil painéis que desenha do céu, da neve, da floresta, são todos diferentes e de uma incisão de traço e verdade que nem vistos com lentes de cristal. Nisto há um poder de incisão de miniaturista que nunca foi igualado”.

Exemplar com ligeiros defeitos exteriores.
 
14€

Boris Pasternak ― O Doutor Jivago

O Doutor Jivago (Romance) / Prefácio de Aquilino Ribeiro / Tradução de Augusto Abelaira / Tradução das poesias por David Mourão-Ferreira

Livraria Bertrand. [S/d – 1959?]. In-8º gr. de 622, [2] págs. Br.

Outro exemplar da mesma edição, mas com capa diferente - tenha ou não correspondido a tiragem diacrónica.

12€

Soljenitsin — Paz e Violência: A Hipocrisia do Ocidente

liber (1976). In-8º peq. de 24 págs. Br.

Reproduz o texto da carta enviada pelo escritor russo ao diário norueguês Aftenposten, a propósito da defesa da candidatura do compatriota Sakharov para Prémio Nobel da Paz. A capa foi inteligentemente composta como um sobrecrito postal, que no entanto apresenta nesta caso uma ligeira marca de corrosão; de resto, exemplar por estrear, sem outros defeitos.

6€ 

Soljenitsin — O Carvalho e o Bezerro

O Carvalho e o Bezerro (Esboços da vida literária) // tradução do russo de René Marichal / tradução do francês de Octávio mendes Cajado / revisão de Ayala Monteiro

Livraria Bertrand – Amadora. (1976). In-8º gr. de 591, [V] págs. Br.

"Soljenitsine apresenta-nos em O Carvalho e o Bezerro um «esboço da sua vida literária», uma vida de um escritor que luta pela liberdade do seu povo", sendo esta a primeira edição portuguesa do livro do Prémio Nobel de 1970 - a cuja atribuição aliás aqui dedicava um longo capítulo, «Nobeliana».

14€

Soljenitsin — o primeiro círculo

o primeiro círculo (Tradução de Maria Teresa Ramos)

Editorial Ibis (Venda Nova – Amadora, Portugal). (1969). In-8º gr. de 684, [6] págs. Enc.

“O Primeiro Círculo do «Inferno» de Dante – onde as almas dos filósofos pré-cristãos eram condenadas a existir por toda a eternidade – aparece nesta obra como uma metáfora para certas instituições penais da Rússia de Estaline. Estas instituições eram centros de pesquisas científicas, funcionando dentro de prisões especiais, e o seu pessoal constituído por prisioneiros políticos – físicos, matemáticos, engenheiros e técnicos. Podiam considerar-se quase luxuosas em comparação com outras prisões e campos de trabalho situados mais para o Árctico – de onde vinham muitos dos prisioneiros e para onde muitos haveriam de voltar. (…) O herói de «O Primeiro Círculo» é o prisioneiro Nerzhin, matemático brilhante. Com 31 anos, Nerzhin, tal como o autor, viveu os anos de guerra na frente alemã e os anos do pós-guerra numa sucessão de campos de prisioneiros na própria Rússia. A sua história entrelaça-se com as histórias de uma dúzia de outros prisioneiros – cada um deles um tipo humano inesquecível”.

Primeira edição portuguesa, encadernada pela editora em percalina com sobrecapa em papel (que o exemplar conserva, embora com pequenos rasgões); publicada na série «Jóias Literárias» logo no ano seguinte ao da edição primitiva. Salvo erro, não mais este livro voltou entretanto a sair em Portugal, sendo esta portanto a única opção disponível; salvo erro também, o primeiro do escritor russo a ser editado cá.

16€

Soljenitsin — L'Archipel du Gulag

L’Archipel du Goulag (1918-1956) / (essai d’investigation littéraire)

Éditions du Seuil (1974). 2 vols. in-8º gr. de 446, [2] e 505, [7] págs. Br.

Edição francesa, publicada no ano seguinte ao da original de um documento entre todos elucidativo da perversão soviética (e desde logo marxista) da porém justíssima ideia de colectivismo – livro que qualquer contemporâneo candidato a comunista, 60 a 100 milhões de mortos depois, dos quais mais de 20 no território da ex-União, deveria ler. No conjunto dos dois volumes, o trabalho de tradução foi distribuído por 7 (!) almas, sendo portanto muito menos pesado do que o dos campos de prisioneiros aqui tão minuciosamente relatado... 
Em 1976 esta mesma editora publicaria um terceiro e último volume.

20€

Soljenitsin — Arquipélago de Gulag

Arquipélago de Gulag (Tradução directa do russo de: Francisco A. Ferreira, Maria M. Llistó, José A. Seabra)

Livraria Bertrand – Amadora. (1975). 2 vols. in-8º gr. de 509, [3] e  págs. Br.

Primeira edição portuguesa, sendo o segundo volume significativamente mais raro do que o primeiro – diz-se que por mão dos militantes do PCP, que o teriam adquirido em massa para que não circulasse normalmente no mercado, mas precisaríamos de saber se a tiragem foi ou não a mesma antes de arriscar conclusões. 

No conjunto dos volumes, é a única completa, uma vez que a mais recente, de acordo com as recensões que dela foram saindo, não reproduz integralmente o texto.

30€ (reservado)

Soljenitsin — agosto, 1914

agosto, 1914 (Traduzido directamente do russo por Francisco Augusto Ferreira e José Augusto Seabra)

Publicações Dom Quixote. (1973-1974). 2 vols. in-8º de 718, [2] págs. nums. em conjunto. Br.

“Agosto, 1914 é a narrativa minuciosamente documentada de uma epopeia, ou melhor, antiepopeia, o ataque do exército russo, em 1914, à Prussia Oriental, que termina com a sangrente derrota das tropas de Nicolau II, em Tannenberg, esmagadas pelas forças do chefe do Estado-Maior alemão Hindenburgo. // Soljenitsine reconstitui toda uma sociedade num momento em que ela se vê alterada por acontecimentos excepcionais. O autor «observa-a», assim, nesse momento privilegiado, desvenda-a nas suas estruturas e nas suas aparências, aproveitando uma altura em que a vida das pessoas se vê conturbada e em que os sentimentos e as paixões são exacerbados sob a acção de forças que substituem os pequenos ou grandes destinos individuais por um vasto destino colectivo que parece escapar ao contrôle dos homens. // Levantamento rigoroso de um momento exemplar da história russa, Agosto, 1914 é susceptível de outros níveis de leitura que não deixarão de se impor ao leitor atento. Esta, talvez, a razão por que incomoda uma obra que conta factos velhos de mais de cinquenta anos.” 

Primeira edição portuguesa, precisamente com os mesmos tradutores – o «Chico da CUF» e Seabra, que viria a ser pouco depois conduzido ao PPD pela mão do amante da editora, Sá Carneiro – da de «Arquipélago do Gulag».

14€ (reservado)

Iuri Tivianov — Um Dom-Quixote Russo

Um Dom-Quixote Russo (Versão portuguesa de Cabral do Nascimento)

Portugália Editora, Lisboa (composto e impresso na Tip. J. R. Gonçalves, Limitada - Porto / Maio de 1962). In-8º de 295, [VII] págs. Br.

Depreende-se de uma nota preliminar dos editores que Cabral do Nascimento, até prova em contrário desconhecedor do idioma russo, terá baseado esta «versão» na propriamente dita versão francesa - "uma revelação para a crítica ocidental", em que "o leitor é surpreendido com a inimitável arte da grande ficção russa, nesse cruzar de múltiplas personagens, imediatamente vivas desde o momento em que dizem uma palavra, manifestam uma opinião, fazem um gesto".
Primeira (e única?) edição portuguesa, publicada na colecção «Os Romances Universais» com capa de Charrua.

Exemplar com ligeiras marcas de esboroamento na capa.

7€

Konstantin Simonov — Os Combatentes


Os Combatentes, por (...) / Tradução de Rui Nazaré

Editorial Presença, Lisboa – 1964. (Composto e impresso na Sociedade Industrial Gráfica). In-8º de 182, [II] págs. Br.

"Nesta peça (...) já se adivinham as linhas gerais do seu célebre romance Os Vivos e os Mortos, há pouco publicado em língua portuguesa. O tema central é o mesmo: a guerra, a invasão das tropas de Hitler e a contra-ofensiva russa", coberto pelo autor enquanto repórter e depois base de quase toda a sua actividade literária, entre teatro, ficção e poesia.

7€

Konstantin Simonov — Companheiros de Armas

Editora Arcádia. (Este livro (...) foi composto e acabou de imprimir-se nas oficinas do Eden Gráfico, Limitada, de Viseu, no mês de Fevereiro de 1970). In-8º gr. de 510, [IV] págs. Enc.

"Em Companheiros de Armas, Simonov refere-se ao agitado período de antes da última guerra, à guerra de Espanha, às escaramuças com os japoneses quando estes dominavam a China e ameaçavam a Mongólia. / Simonov parece ser o grande repórter das guerras do nosso tempo". 
Tradução de Maria Assunção Pinto Cabral. 

Exemplar com ligeiro desgaste da sobrecapa de papel que recobre a encadernação.

12€

Dias e Noites de Estalinegrado

Dias e Noites de Estalinegrado (Kuprine-Constantin Simonov / V. Grossman e D. Akulschine)

(Composto e impresso para a Portugália Editora nas oficinas gráficas da Empresa do Jornal do Comércio, S. A. R. L. / Lisboa, Julho de 1967). In-12º de 220, [XII] págs. Br.

Edição portuguesa publicada na colecção «o livro de bolso», este com "os relatos que foram publicados em Moscovo pelos defensores de Estalinegrado. Nele aparecem indistintamente os relatos de grandes chefes militares e de soldados, assim como testemunhos dos sofredores habitantes da cidade heróica. Em forma simples, modesta e sincera, protagonistas da epopeia relatam-nos os feitos de que foram testemunhas, dando-nos a conhecer as impressões provocadas na alma do soldado pelo combate moderno, que não dura apenas um dia, mas semanas e meses inteiros" - como em Kiev... 

8€

Ilya Ehrenburg — A Viela de Moscovo

Portugália Editora (composto e impresso (...) na Soc. de Papelaria, Lda. Rua da Boavista, 375 / Porto). In-8º de 245, [VII] págs. Br.

Volume duplo da colecção «o livro de bolso», reproduzindo na face inferior da capa um retrato do autor por Picasso; sendo a frente ilustrada por Câmara Leme. A tradução foi do par Maria Armanda Falcão / José Tengarrinha, o conhecido fundador do MDP e ele mesmo escritor.

Exemplar usado, com nota de compra e assinatura no anterrosto; de resto, sem defeitos de monta. 

8€ 

Ilya Ehrenburg ― O Degelo (Tradução de Juliane Haerdter)

Editora Ulisseia, Lisboa. (1958 e 1960). 2 vols. in-8º de 246, [2] e 230, [2] págs. Br.

Introduzem o segundo volume duas notas de apresentação, uma da tradutora (mais zangada) e outra do editor Vítor Silva Tavares (mais irónica), justificando-o e defendendo a opção da Ulisseia de publicar separadamente as duas partes, tidas por autónomas, do livro – opção que, garantia Haerdter, tivera o aval do próprio Ehrenburg. De ambos os volumes foi o arranjo gráfico de Sebastião Rodrigues, compositor também da capa (melhor) do segundo; a primeira fôra de António Sena. Números 6 e 21 da colecção «sucessos literários».

14€

Mikhail Cholokhov — O Don tranquilo

O Don tranquilo (versão portuguesa integral de Mário Braga)

Edição «Livros do Brasil» Lisboa. 3 vols. in-8º. Br.

Considerada a peça magna do autor, e a que mais directamente contribuiu para o Nobel que lhe foi atribuído, de interesse agora muito particular por se tratar exactamente do cenário fronteiriço russo-ucraniano onde decorre a guerra, e de onde o autor (do lado russo, mas com mãe ucraniana do outro lado da «raia») era ele próprio natural - nela se reflecte, diziam os editores, "a alma cossaca, irrequieta, generosa, dura, às vezes mesmo egoísta e cruel. Mas, para além desse aspecto particular, é a própria vida humana e o próprio carácter do homem que surgem retratados no circunstancionalismo excepcional de uma jornada histórica não menos excepcional". 

25€

Mikhail Cholokhov — Terras Desbravadas

Editora Arcádia Limitada (composto e impresso nas oficinas gráficas de Manufacturas Modesta - Porto). 2 vols. in-8º de 428, [II] e 435, [I] págs. Cart.

"De Janeiro a Julho de 1930, uma aldeia cossaca, em pleno Don, tem de ser colectivizada; os entusiasmos e os erros, as dificuldades e as contradições, os crimes de inaudita selvajaria, um povo cuja crueza de linguagem e costumes contrasta com a alma crédula, os amores violentos e simultâneamente púdicos, os conflitos entre um passado que subsiste enraizado e os sonhos dum futuro que só a geração seguinte gozará", decerto não particularmente grata ao Holodomor... - assim apresentava a editora este romance em dois livros do autor de Don Tranquilo, vencedor do Prémio Nobel em 1965, diz-se que por pressão da União Soviética sobre a academia sueca, diz-se que não tendo sido escrito por ele. [O primeiro boato não parece de crer, tendo em conta que a mesma academia premiou igualmente dissidentes como Soljenitsin e Pasternak; o segundo foi subscrito por alguns desses dissidentes, Soljenitsin à cabeça.]

15€

3 Contistas Russos Contemporâneos

3 Contistas Russos Contemporâneos: Mikail Cholokov, Ilya Ehrenbourg, Isaac Babel

Portugália Editora (composto e impresso na Sociedade Industrial Gráfica, Janeiro de 1968). In-12º de 150, [X] págs. Br.

Os contos aqui apresentados foram, respectivamente, O Destino Humano, O Cachimbo do Comuna e A História do Meu Pombal.
Exemplar com o ligeiro desgaste da capa típico desta colecção «o livro de bolso»; de resto, sem defeitos a assinalar.

7€

Tolstoi — Ana Karenine

Ana Karenine (Tradução de Vasco Valdez)

Livraria Editora Guimarães & C.ª, Lisboa. (Comp. e imp. na Imprensa Lucas & C.ª). 
2 vols. in-8º de 381, [III] e 406, [II] págs. Br. 

Outra tradução provavelmente indirecta; não aparece indicada a autoria da bela capa.

Ambos os volumes em relativo bom estado, sem defeitos significativos - apenas ligeiro desgaste exterior.

18€

Tolstoi — Ana Karenina

Ana Karenina (versão portuguesa de Mário Gonçalves)

Editorial Minerva, Lisboa. (MCMLIV). In-12º de 698, [IV] págs. Br.

"Este livro não é um resumo, mas a obra original traduzida na íntegra"; embora a tradução fosse decerto indirecta e, a crer pela famosa frase inicial, bastante duvidosa.
Volume (duplo) publicado na colecção «Catavento».

O exemplar conserva a sobrecapa que normalmente falta, embora com um pequeno rasgão no pé.

12€

Tolstoi — Guerra e Paz

Guerra e Paz (Tradução de Garibaldi Falcão, Estudo biográfico de João Pedro de Andrade)

Editorial Minerva – Lisboa. [S/d]. In-8º de XXXI, [I], 721 [aliás, 713], [I] págs. Enc.

O longo esboço biográfico de J. P. Andrade acerca de Tolstoi, precedendo o texto desta sua opus magnum, terminava com as curiosas palavras da mulher, Sofia Andreievna: “Vivi quarenta e oito anos com Lev Nicolaievitch sem chegar nunca a saber que homem ele era”.

Impresso como habitualmente na Imprensa Lucas & C.ª, o volume foi depois encadernado em tela (na lombada, gravada a ouro) na Litografia Guedes.

15€

Tolstoi — Guerra e Paz

Guerra e Paz (texto integral) / 3.ª edição / tradução de José Marinho

Editorial Inquérito Limitada, Lisboa. (1957-1958). 3 vols. in-4º de 469, [3]; 455, [1]; e 439, [13] págs. Br.

Não é indicado se a tradução do filósofo foi feita a partir do original russo ou talvez indirectamente, a partir por exemplo de alguma versão francesa; no seu prefácio, publicado na primeira impressão em 1942, ele apontava o inevitável paralelo entre o tempo do romance (o da invasão russa por Napoleão) e o tempo então vivido (da invasão soviética pelas tropas de Hitler); se fosse hoje, escusado gastar muitos botões...
Esta edição apresenta ainda como bónus no final uma longa série de considerações do próprio Tolstoi acerca do seu mais famoso livro, reproduzidas da revista As Antiguidades Russas, onde foram primitivamente dadas a lume em 1888.
Da responsabilidade gráfica de Sebastião Rodrigues, foram os volumes I e III impressos na Tipografia do «Jornal do Fundão» e o II na Sociedade Industrial Gráfica de Lisboa.

Alguns defeitos exteriores no III e sobretudo no II. 

35€

Tolstoi — Sebastopol

Sebastopol (Tradução de Helder Pires e Castro Soromenho)

Portugália Editora, Lisboa (na Tipografia Silvas). In-8º de 214, [II] págs. Br.

Recordações de Sebastopol são as de Tolstoi enquanto oficial durante o cerco àquela praça-forte na Guerra da Crimeia - onde se começou a preparar esta nova guerra... 
Volume publicado na colecção «os romances sensacionais».

Exemplar por estrear, conservando os cadernos por abrir, mas com pequenas falhas na capa.

10€

Louis Aragon — Os Sinos de Basileia

editorial Caminho ----- «Uma Terra sem Amos» (1981). In-8º de 317, [III] págs. Br.

"É o início do século, com a Primeira Guerra Mundial a pairar no horizonte, que o autor nos transmite, palpitante, ao mesmo tempo que nos desvenda os cruéis mecanismos que o regeram e as esperanças que o animaram".

Exemplar também com ligeiro desgaste exterior.

10€

Louis Aragon — Aurélien (roman)

Gallimard (1964). In-8º de 704 págs. Br.

Publicado em volume triplo na colecção «Livre de Poche», vinte anos passados sobre a edição primitiva.

Exemplar razoavelmente bem conservado, embora com algum desgaste exterior. 

10€

Marguerite Yourcenar — Como a água que Corre

Como a Água que Corre (2.ª edição) / Tradução de Luiza Neto Jorge

Difel, Difusão Editorial, Lda. (1983). In-8º gr. de 230, [II] págs. Br.

Yourcenar agregou neste volume as novelas «Anna Soror» , «Um Homem Obscuro» e «Uma Bela Manhã»; de todas elas explicando a génese nos posfácios consecutivos que apresenta no final (o último em Sintra, o primeiro já alguns dias depois em Marrocos; muito viajava a senhora...).

12€

Marguerite Yourcenar — Memórias de Adriano

Memórias de Adriano (seguido de Apontamentos sobre as Memórias de Adriano) / tradução de Maria Lamas / 4.ª edição

Editora Ulisseia (1981). In-8º de 288, [4] págs. Br.

Quarta edição portuguesa sob o título propriamente dito, publicada na colecção «Clássicos do Romance Contemporâneo», reproduzindo na capa um fragmento da planta da Villa Adriana, em Tivoli. Tratando-se do mais popular livro da escritora – embora bem longe do melhor –, também por cá conheceria reedições sucessivas, só na Ulisseia uma série delas, a última das quais ainda esta década. Com título diferente (A Vida Apaixonante de Adriano, numa colecção cujo nome, Vidas Apaixonantes, não era de facto apaixonante...), saíra uma primeira versão nos anos 60, hoje pouco conhecida. 

10€ 

Marguerite Yourcenar — A Obra ao Negro

A Obra ao Negro (Tradução de António Ramos Rosa, Luísa Neto Jorge e Manuel João Gomes)

Publicações Dom Quixote / Lisboa, 1993. In-8º gr. de 275, [1] págs. Br.

Fôra na Inova a primitiva edição portuguesa deste romance que muitos preferem da escritora francesa, "a história de uma dissolução: a da ordem de valores que a Idade Média chegou a admitir como incontestáveis mas que, mercê de quase imperceptíveis alterações, acabaram por perder o seu sentido, abrindo-se à metamorfose".

10€

Mary McCarthy — As Alamedas da Academia

Portugália Editora (na Tipografia Rios & Irmão, Lda. Santa Maria de Lamas, Setembro de 1979). In-8º de 304, [VI] págs. Br.

De uma escritora entretanto quase deixada de editar por cá, o romance foi o 119º título publicado na abundante colecção «contemporânea», com tradução de Ricardo Fernandes e capa de Câmara Leme. 

8€

Mary McCarthy — Vietname

Vietname (tradução de Bertha Mendes)

Livraria Bertrand, Lisboa. [S/d]. In-8º de 163, [V] págs. Cart.

"Confesso que, quando em princípios do passado mês de Fevereiro parti para o Vietname, levava o intento de procurar danos materiais, no que respeita aos interesses americanos, e de facto encontrei-os, embora muitas vezes por mero acaso ou no decorrer de alguma breve informação oficial. Não é difícil descobri-los, pois os americanos não dissimulam o que trazem em seus propósitos. Parece não sentirem essa necessidade, a não ser nos termos de que se servem. O napalme, por exemplo, é designado por «geleia crematória», o que dá a ideia de uma espécie de marmelada" (assim começava o livro e o primeiro capítulo, «O Programa Interno», ao qual se seguiram «Os Problemas do Êxito», «Intelectuais» e «Soluções»).

Volume publicado na série «Documentos de Todos os Tempos», pertencendo o exemplar à série cartonada.

12€

John dos Passos — Manhattan Transfer

Manhattan Transfer (Traduzido do inglês por Alfredo Amorim)

Portugália Editora, Lisboa (composto e impresso na Tip. «Jornal do Fundão»). In-8º de 412, [VIII] págs. Br.

"O aparecimento, em 1925, deste romance extraordinário, marca - pela inovação estilística e técnica, pela densidade humana e visão sociológica - uma época na literatura mundial. Com ele, John dos Passos ascende ao mais alto plano das letras deste século, produzindo uma autêntica e profunda revolução no romance contemporâneo", gabava o editor em nota inscrita na badana; contando a edição com um prefácio do próprio romancista, de "Lisboa, 2 de Agosto de 1960", a apresentar "trinta e cinco anos mais tarde" a "primeira das minhas obras a ser impressa no país natal de meu avô" - no dealbar de um século que foram "os anos de maior progresso científico e material na história da humanidade; foram anos de massacre e crueldade depravada, presenciámos a derrota diária das esperanças de então numa civilização que tornaria o homem mais nobre".   

10€