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Artur Jorge Vértice da Água
Gonzalo Torrente Ballester ― A Rosa dos Ventos
Difel, Difusão Editorial, S. A. (1995). In-8º de 256, [2] págs. Br.
Primeira edição portuguesa.
Exemplar com ligeiro desgaste exterior.
10€
Gonzalo Torrente Ballester ― A Rosa dos Ventos
A Rosa dos Ventos: Materiais para uma opereta sem música (Tradução de Vanda Anastácio / 2.ª edição)
Difel, Difusão Editorial, S. A. (2000). In-8º de 256, [2] págs. Br.
"A acção de A Rosa dos Ventos decorre nos últimos anos do séc.XIX., num minúsculo país imaginário. Reconstitui o final do reinado do Grão Duque Ferdinando Luís, deposto por seu primo, o imperador centro-europeu Carlos Frederico Guilherme, depois de uma série de intrigas e de ameaças. Juntamente com a narração, na primeira pessoa, do Duque, incluem-se muitas cartas trocadas entre os seus súbditos. Através delas, evoca a sua vida nesse diminuto e inerme Estado: uma imperatriz magestosa, livre, desenvolta, apaixonada; duas filhas; militares fiéis; servidores astutos; um povo que acredita em sortilégios, em presságios, em bruxas – porque as há –, um imperador de pacotilha e um lento agonizar da independência deste país feliz.
Gonzalo Torrente Ballester ― O Casamento de Chon Recalde
Difel, Difusão Editorial (1996). In-8º de 211, [1] págs. Br.
Exemplar com pequenas marcas na capa.
10€ (reservado)
Gonzalo Torrente Ballester ― As Ilhas Extraordinárias
As Ilhas Extraordinárias (Tradução de Vanda Anastácio / 3.ª edição)
Difel, Difusão Editorial (1997). In-8º de 143, [1] págs. Br.
Uma “irónica fábula sobre o poder absoluto, ao qual não escapa nenhum aspecto da sociedade (militar, industrial, cultural, sexual). Na tradição das Novelas e contos de Voltaire, o autor apresenta uma fantasia brincalhona, divertida e também amarga e inquietante, que constitui uma reflexão sobre o poder politico e as desumanas consequências a que pode conduzir”.
Xosé Lois Garcia ― O Som das Águas Lentas
Campo das Letras (1999). In-8º q/quadrado de 101, [7] págs. Br.
O primeiro encontro do poeta galego com Portugal, como o de tantos outros do nosso povo irmão, deu-se em Caminha, onde ficou espantado com os azulejos da estação de caminhos-de-ferro; acompanhando as fotografias deles os poemas aqui apresentados.
Exemplar novo.
Xohán de Requeixo ― Cancioneiro
Edição graficamente apuradíssima, impressa sobre papel muito encorpado com belas ilustrações de Veiga Luís em folhas à parte; sendo a capa em boa cartolina acoplada ao volume com atilhos entrançados. Reproduz a abrir o extenso texto de Xosé Lois García, «Xohán de Requeixo, Insigne Cantor de Santa María do Monte do Faro», proferido no âmbito da homenagem celebrada em Agosto de 2003, no qual entre outras coisas defende que o Monte do Faro em causa deve ser o galego, e não os vários do norte de Portugal – seguindo-se as cinco canções conhecidas do trovador, a cada uma correspondendo uma ilustração.
Manuel Rivas ― Galicia, Galicia
Recolha de textos do escritor e antes jornalista natural da Corunha, quase todos dedicados à sua nação: «O conservador país onde non existen os conservadores». Na esmagadora maioria, publicados no El Pais, mas também em vários periódicos galegos como La Voz de Galicia e A Nosa Terra. Há também crónicas e peças de diverso género em que o tema é simplesmente a literatura: por exemplo, «Un psicópata chamado Pessoa», diatribe contra o livro «O caso clínico de Fernando Pessoa», do psiquiatra Mário Saraiva – “ninguén está libre de que algun desocupado crave em ti o ollo clínico”.
15€
Historia de Galicia
“Propoñemos à consideración do lector a presente obra, consciente este Frente Cultural da AMPG da falta dun manual de Historia de Galicia à altura dos tempos. Como o futuro, o pasado hai que volvelo a adiviñar unha e outra vez”.
Trabalho a oito mãos, assim dividido: «A Prehistoria e a Edade Antiga» (Felipe-Senén López); «A Edade Media» (Anselmo López Carreira); «A Edade Moderna» (Francisco Carballo Carballo); e «A Edade Contemporanea ate 1936» (Xosé R. Barreiro Fernández). Estranhamente, às mais de quatro décadas que vão da guerra civil à data da edição é apenas dedicado um apêndice de dez páginas – tabu por tabu, mais valeria a omissão completa...
A primeira edição saíra em 1979, sendo esta a segunda tiragem da que se lhe seguiu.
Antoloxía do conto galego: Século XX
(Editorial Galaxia, Vigo – 1991). In-8º de 155, [5] págs. Br.
“Unha ampla representación dos mellores cultivadores do relato breve. A mostra máis clara do alto valor literario logrado por un xénero que em galego produciu algunhas obras exemplares”; compilando contos de Vicente Risco, Castelao, Otero Pedrayo, Blanco Amor, Cunqueiro («O Galo de Portugal»), Méndez Ferrin e Xavier Alcalá, por exemplo, além de outros tantos sete nomes menos conhecidos do público português. Quinta edição a sair em menos de dois anos, continuando ainda a saída nos seguintes.
Isaac Alonso Estravís ― Estudos Filologicos GalegoPortugueses
1987 (Athena Ediciones, Madrid). In-8º de 334 págs. Br.
Dedicado "Ao Povo galegoportuguês", como de facto deve/devia ser apesar do rei Afonso Henriques, este importante volume foi dividido nas secções de capítulos «A ortografia galegoportuguesa», «O lexico galegoportuguês», «O compromisso da língua», «Autores e criticas» (um dos capítulos, «Um poeta galego desconhecido», é dedicado a Alfredo Pedro Guisado, de quem apresenta alguns poemas) e «Anedotario Linguistico», rematadas pelo referido epílogo.
16€
Boletim da Academia Galega da Língua Portuguesa
Boletim da Academia Galega da Língua Portuguesa / Homenagem ao Prof. Evanildo Bechara
Academia Galega da Língua Portuguesa (2010). In-8º de 321, [7] págs. Br.
Terceiro volume publicado, nele predominando naturalmente os estudos de académicos galegos mas havendo também vários portugueses e brasileiros: por exemplo, «Nomes indígenas no português do Brasil» (Zélia Borges), «O novo Acordo Ortográfico e os pomos da discórdia» (Malaca Casteleiro), «Alguns aspectos da pré-história da língua» (José Manuel Barbosa), «Galiza e a Península Ibérica na cartografia etno-linguística até 1945» (Joám Evans Pim); entrevistas ao próprio Bechara e aos portugueses Adriano Moreira, Artur Anselmo e Carlos Reis, entre outros; recensões como «Homenagem: 80 anos de Evanildo Bechara» (Isaac Alonso Estraviz), «Galiza: Língua e Sociedade» (Vidal Bouzón), «Da Lusitaneidade à Lusofonia» (António Gil Hernández) e «As Tribos Calaicas» (André Pena Granha); etc.
Rumo ao Português Legítimo: Língua e Literatura (1750-1850)
Rumo ao Português Legítimo: Língua e Literatura (1750-1850) / Américo António Lindeza Diogo, Osvaldo Manuel Silvestre
Angelus Novus, editora. (1996). In-8º de 152 págs. Br.
Não obstante a largueza de um século indicada no subtítulo, este livro – o terceiro publicado em conjunto pelos dois académicos – toma como fio condutor Garrett e, em particular, as suas Viagens na Minha Terra, justamente consideradas como acto fundador da moderna literatura portuguesa. Após a introdução apresenta os capítulos principais «Belas e portuguesas coisas», «E outras vozes de enérgica estreiteza» e «Garrett, o jovem»; terminando por «Isto não é uma conclusão».
Exemplar valorizado por dedicatória de oferta manuscrita por Osvaldo Manuel Silvestre e assinada também por A. A. Lindeza Diogo.
A Propósito: Portugiesische Literatur 1987 – 1997 / Ein Almanach
Beck & Glücker (1997). In-8º esguio de 106, [2] págs. Br.
O ano de 1987 serve de baliza, segundo se percebe do prefácio, por assinalar os 125 anos da primeira tradução alemã d’O Amor de Perdição de Camilo Castelo Branco; e por ter sido o da tradução d’ Uma Abelha na Chuva, do “maior autor neorrealista” português, Carlos de Oliveira (juízo que ninguém discutirá, apenas discutindo se se lhe pode chamar em bom rigor neo-realista…). Além desses nossos dois grandes nomes, a recolha contemplou também textos de Torga, Helena Marques, Júlio Moreira, Ilse Losa, Manuel da Fonseca, Florbela, Paulo Castilho, Lídia Jorge e Fernando Campos.
Pouco frequentes os exemplares desta publicação que nem na Alemanha parece estar à venda; este bem conservado, só com pequenos defeitos exteriores.
Mafalda Ivo Cruz ― A Casa do Diabo (Romance)
Edição original daquele que foi o segundo título da autora, na altura louvadíssimo por um entusiasmado Eduardo Prado Coelho, que via nela e em José Luís Peixoto (publicara o romance de estreia Nenhum Olhar) o futuro da ficção portuguesa; no entanto, após meia-dúzia de livros, entre os quais se destacam justamente este e o quarto Vermelho, a filha do maestro Ivo Cruz acabaria por quase desaparecer de circulação, interrompendo – talvez por deficiente acolhimento do público – a promissora carreira.
Exemplar ainda por estrear.
António Osório ― O Lugar do Amor e Décima Aurora
António Osório ― Adão, Eva e o Mais e Planetário e Zoo dos Homens
Adão, Eva e o Mais e Planetário e Zoo dos Homens (Obra Poética III) / com prefácio de Fernando J. B. Martinho a «Planetário e Zoo dos Homens» e posfácio de Pedro Mexia
Gótica, Lisboa / 2003. In-8º de 163, [7] págs. Br.
António Lobo Antunes ― D'este Viver Aqui Neste Papel Descripto
D'este Viver Aqui Neste Papel Descripto (Cartas da Guerra) / Organização: Maria José Lobo Antunes, Joana Lobo Antunes
Dom Quixote (2005). In-8º de 431, [1] págs. Cart.
António Lobo Antunes ― A Morte de Carlos Gardel
António Lobo Antunes ― As Naus
Publicações Dom Quixote / Círculo de Leitores, Lisboa, 1988. In-8º de 247, [1] págs. Br.
Edição original do sétimo livro do autor, no qual, "em imaginoso encontro de tempos e espaços, figuras diversas da História e da Literatura portuguesas (sobretudo dos séculos XVI e XVII), a par de um casal anónimo vindo da Guiné e de algumas figuras estrangeiras de renome, encontram-se em Lisboa na situação de retornados no pós-25 de Abril de 1974. Subvertendo as histórias individuais dessas diferentes personalidades - Pedro Álvares Cabral, Luís de Camões, Francisco Xavier, Diogo Cão, Manuel de Sousa de Sepúlveda, Vasco da Gama, Fernão Mendes Pinto - conta-se das suas vidas em terras africanas, diferentes das que a História consagrou como tendo sido o seu percurso, e de como na sua maior parte se ocupam, após o regresso à metrópole, de actividades menos dignificantes que vão do proxenetismo de Francisco Xavier e Fernão Mendes Pinto à exploração de boîtes e bares manhosos por Manoel de Sousa de Sepúlveda e à batota no jogo da sueca de Vasco da Gama. Projectando nos vultos históricos de navegadores, escritores, heróis e missionários a inditosa aventura de retorno dos colonos no pós-25 de Abril de 1974, multiplicando neles as marcas do descalabro e da irrisão (físicas e morais), recorrendo a efeitos de burlesco, de sátira e de rebaixamento carnavalescos, inverte António Lobo Antunes o assaz mitificado e glorioso sentido dos descobrimentos portugueses, reescrevendo assim «Os Lusíadas» em modo paródico.
17€
António Lobo Antunes ― Auto dos Danados
Publicações Dom Quixote / Lisboa, 1985. In-8º de 323, [I] págs. Br.
Primeira edição do sexto título de A.L.A., "A Vida de uma grande família portuguesa em 1975, quando, em Portugal, «a época das cerimónias morreu». Um casal e o irmão do marido viajam até Reguengos de Monsaraz porque o patriarca (o avô) está moribundo. Em Monsaraz vive o resto do clã, que inclui um filho e uma filha, ambos casados, e uma terceira filha, solteira e mongolóide. O velho morre durante as festas da vila, que terminam com a morte do touro. Não há herança, há dívidas. A família foge do país".
António Lobo Antunes ― Fado Alexandrino
Hélia Correia ― O Número dos Vivos
Edição original, já bastante invulgar, do segundo livro da escritora (publicara apenas «O Separar das Águas», noutra casa, em 1981), que terá sido também um dos primeiros dados a lume pela Relógio d’Água.
Hélia Correia ― Villa Celeste: novela ingénua
Exemplar por estrear, em condição irrepreensível.
12€
Hélia Correia ― O Rancor (Exercício sobre Helena)
Peça de teatro baseada no velho tema da (pós) Guerra de Tróia.
Primeira e única edição, já esgotada na editora - mas da qual dispomos ainda de vários exemplares.
10€
Jaime Rocha ― Tonho e as Almas
Novos Autores. (Relógio d’Água. 1984). In-8º de 94 págs. Br.
Primeira edição, com capa de João Botelho e tiragem de 1500 exemplares, este por estrear e em muito bom estado.
Publicado na colecção «Novos Autores», o «romance» terá sido aparentemente o quarto livro publicado por este, que antes fizera sair apenas três títulos de poesia: Melânquico (com o pseudónimo anterior, Sousa Fernando), A Dança dos Lilazes e Beber a Cor.
Jaime Rocha ― Os Dias de um Excursionista
Ficção Portuguesa (Relógio d'Água Editores, 1996). In-8º de 111, [5] págs. Br.
Terceiro título de «ficção» publicado pelo autor, após A Loucura Branca e o primitivo Tonho e as Almas que acima se apresenta.
Exemplar por estrear, com o selo da Sociedade Portuguesa de Autores.
Jaime Rocha ― Zona de Caça
Poesia (Relógio D'Água Editores, Setembro de 2002). In-8º de 56, [12] págs. Br.
Sétimo título de poesia publicado pelo autor, do qual temos ainda disponíveis vários exemplares.
Arnaldo Saraiva ― O Modernismo Brasileiro e o Modernismo Português
O Modernismo Brasileiro e o Modernismo Português: subsídios para o seu estudo e para a história das suas relações / Documentos dispersos
Porto, 1986 (rocha / artes gráficas, vila nova de gaia). In-8º de 142, [10] págs. Br.
"Os textos dispersos que a seguir se transcrevem foram seleccionados para documentar aspectos gerais ou particulares do luso-brasilismo literário em tempos pré-modernistas e modernistas, a partir da chegada ao Rio de Janeiro de Luís de Montalvor. / Trata-se portanto de textos de incidência crítica publicados ao longo das décadas de 1910 e 1920": de Mário Sá-Carneiro, Carlos Maul, João de Barros, Ronald de Carvalho, Fernando Pessoa, Luís de Montalvor, Júlio Dantas, António Ferro, Carlos Drummond de Andrade, José Lins do Rego, José Osório de Oliveira, Oswald de Andrade, Gilberto Freire, Jorge de Lima, Mário de Andrade, etc.
Antes deste volume
de dispersos saíra um volume de inéditos, que por alguma razão aparece menos.
10€
Ramon Llull ― Livro do Amigo e do Amado
Luísa Costa Gomes ― Vida de Ramón
“Vida de Ramón é uma biografia romanceada deste filósofo, místico e missionário maiorquino do século XIII. A ela se juntam ainda, nesta edição, a tradução da Vita Coetanea, biografia anónima escrita em 1311 e fonte quase única de informações sobre a vida do Doutor Iluminado, uma brevíssima nota sobre o sistema Iulliano, uma tábua sincrónica dos anos 1232-1316 e algumas figuras do Electorium Parvum Meum, que acompanhavam a antologia de textos de Llull que Thomas Le Myésier apresentou à rainha de França alguns anos após a morte do Mestre”.
Primeira edição (apesar da ambiguidade do “nesta edição”), entremeada por folhas ilustradas a cores com reproduções de iluminuras alusivas. O livro seria depois traduzido para catalão, francês e neerlandês; e reeditado recentemente na Dom Quixote (2017).
14€
Teolinda Gersão ― O Silêncio: Romance (2.ª edição)
Primeiro livro publicado pela autora, “O Silêncio tem uma escrita de invulgar qualidade na recente literatura portuguesa”, assegurava Paula Morão em apreciação parcialmente reproduzida (juntamente com outra de Eduardo Prado Coelho) na face inferior da capa – ilustrada na frente por Rogério Petinga. Anunciada como a segunda edição, será talvez uma mera reimpressão da primeira, tendo em conta que saíram no mesmo ano e a paginação não se alterou.
8€
Teolinda Gersão ― A Casa da Cabeça de Cavalo (Romance)
Segundo a lista bibliográfica de «Obras de Teolinda Gersão» apresentada na folha de anterrosto, terá sido este o sexto título da escritora, que a Porto Editora reeditou há pouco mais de um ano – e no qual, segundo as palavras de por exemplo João Barrento, “O fascínio do simbolismo e a beleza da linguagem criam um universo singular e inconfundível”.
Exemplar da edição original.
Amílcar Louro ― A Mulher Algarvia
«A Prenda da Casa», «No amor», «No lar», «No convívio», «No trajar», «Motivos de beleza», «Indústrias caseiras», «Anedotas», «No futuro», «Superstições», «As lendas», «O passado», «No falar» e «As festas», os capítulos deste livrinho cujo autor sinceramente desconhecemos quem fosse. Capa com trabalho alusivo de Alves de Sousa.
Exemplar por estrear, conservando os cadernos por abrir.
Colectânea de Poemas de Dez Poetas Algarvios
Lisboa: Casa do Algarve, 1978. In-8º de 63, [1] págs. Br.
O volume reproduz a recolha preparada para um sarau de poesia na Casa do Algarve.
Exemplar em bom estado. Pertenceu ao orientalista Danilo Barreiros, de quem ostenta o curioso ex-libris.
David Mourão-Ferreira ― O Algarve
Primeira edição, integrada na colecção «Antologia da terra portuguesa». Para além do estudo introdutório do autor, recolhe dezenas de textos escolhidos, em verso e prosa, sobre a região algarvia – escritos por nativos como João de Deus, Teixeira Gomes, João Lúcio e Ramos Rosa, e por «estranhos» vários, desde Herculano, Oliveira Martins e Leite de Vasconcelos até Raul Brandão, Aquilino, Nemésio e Torga (entre muitos outros). Ilustrada por numerosas reproduções fotográficas com aspectos da paisagem e da caracterização do Algarve.
Exemplar em bom estado geral, sem defeitos de relevo (apenas a capa levemente manchada). Com uma dedicatória na página de anterrosto que, aparentemente, terá sido escrita pela mulher de Mourão-Ferreira.
David Mourão-Ferreira ― Os Amantes (Contos)
Primeira edição deste volume de pequenas novelas, a saber: «Nem Tudo é História», «O Viúvo», «A Boca», «Amanhã Recomeçamos» e «Os Amantes».
Bom exemplar, apesar de ligeiro desgaste da capa e ligeiríssimos e pontuais vestígios de acidez aqui e ali.
David Mourão-Ferreira ― Um Amor Feliz (Romance / 2.ª Edição)
Editorial Presença (1987). In-8º de 299, [1] págs. Br.
Publicada na colecção «Novos Continentes», esta segunda edição trazia já na face inferior da capa (ilustrada à frente pelo escultor Francisco Simões) excertos de apreciações críticas ao romance da parte de, entre outros, Maria Alzira Seixo, Fernando Assis Pacheco, Eduardo Prado Coelho e Baptista-Bastos: que destacava aqui "Um romancista revelado como dos maiores e mais originais no pariato dos romancistas portugueses"; embora não viesse a reincidir no romance, ficando-se por este multi-premiado.
Exemplar bem conservado, apesar de ligeiro desgaste da capa e de uma pequena marca de acidez no corte lateral.
Luís Francisco Rebelo ― Teatro
Pássaros de Asas Cortadas
Prelo: Lisboa - 1963. In-8º peq. de 138, [6] págs. Br.
Gravuras da Fotogravura Lisboa vão entremeando o volume, ilustrando-o com aspectos do filme de que se reproduzem aqui os diálogos.
Exemplar bem conservado, salvo o habitual ligeiro desgaste da capa.
Alexandre O'Neill ― As Andorinhas Não têm Restaurante
Primeira edição do primeiro livro em prosa de O’Neill («As primeiras prosas de um poeta»), um volume de 28 pequenos contos, integrada na série «Cadernos de Literatura». Com a bibliografia do autor e uma curta nota biográfica de sua lavra.
Exemplar em bom estado, salvo leve desgaste da capa e muito ténues marcas de acidez no miolo.
Joaquim Pessoa — Os Olhos de Isa (Edição Especial)
Litexa Portugal, Lisboa – 1982. In-4º gr. de 68 págs. Cart.
Sucedendo às duas primeiras edições, de 1980 e 1981, ambas na Moraes, esta edição reproduz o prefácio da original, de Urbano Tavares Rodrigues, acrescentando-lhe um novo do mesmo romancista; e distingue-se pelo maior formato, pela dura capa cartonada e por apresentar um desenho em gravura de Topor e três belas fotografias granuladas de Sam Haskins; pertencendo este exemplar à tiragem especial de 250 numerados (que no entanto não chegaram a ser, pelo menos na totalidade, rubricados pelo autor).
Miguel Torga — Odes
Primeira edição, toda numerada e rubricada pelo próprio autor – a quem deverá ser atribuída, apesar da chancela da editora coimbrã, em cujas oficinas como de costume se imprimiu.
Este exemplar – o n.º 372 – foi entretanto encadernado inteiramente em pele com gravações a ouro na lombada e em filetes a toda a cercadura das pastas; conservando por todo a capa original, incluindo a tira que revestia o encaixe, para isso recortada. Ostenta o ex-libris do poeta Joaquim Pessoa, a quem terá pertencido.









