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José Gomes Ferreira — Aventuras de João Sem Medo

Aventuras de João Sem Medo: Panfleto Mágico em Forma de Romance (13.ª edição)

Moraes editores (Composição: Gris Impressores SARL). In-8º de 171, [iv], [I] págs. Br.

Reproduz no final o longo posfácio da segunda edição em que o autor discorria mais sobre os tempos das primeiras versões (a dos anos 30 e a dos 60) do que propriamente as respectivas diferenças – depois dessa de 1963 na Portugália, o livro apenas seria reeditado após 1974, e a partir de então abundantemente.

Exemplar com o carimbo da madeirense Livraria Esperança, que já visitámos. 

8€

José Gomes Ferreira — Aventuras de João Sem Medo

Aventuras de João Sem Medo: Panfleto Mágico em Forma de Romance (17.ª edição)

Publicações Dom Quixote / Lisboa, 1991. (Impressão e acabamento: Gráfica Manuel Barbosa & Filhos). In-8º de 210, [ii] págs. Br.

Edição praticamente decalcada das anteriores na Moraes, sem mais nada a destacar.

Bom exemplar, com uma nota manuscrita de “Oferta da biblioteca de turma” na folha preliminar.

8€

José Gomes Ferreira ― Tempo Escandinavo (contos)

Diabril (1976). In-8º de 225, [3] págs. Br.

Da longa estação norueguesa de JGF ficaram aqui as peças (por mais que o autor as jurasse apenas, logo de antemão, «contos» do que “não é um livro autobiográfico”, ninguém nisso acreditará muito) «Quase um Relatório», «A Cidade Despida», «A Mulher dos Caminhos», «O Mundo Desabitado», «O Outro Lado», «Silêncio Triangular», «Baile na Névoa», «As Mulheres não Entram pelas Paredes» e «A Ilha do Capitão».

Segunda edição (o livro saíra originalmente na Portugália, em 1969).

10€


José Gomes Ferreira ― Revolução Necessária

Diabril (1975). In-8º de 243, [9] págs. Br.

Extensa recolha de peças antes publicadas na imprensa («O Primeiro de Janeiro», «Vida Mundial», «Diário de Notícias», «Diário Popular» e «Seara Nova»), infelizmente sem data assinalada, aqui agrupadas nas secções «Construção do Presente» (25 de Abril), «Intervalo, para recordar alguns amigos mortos», «O Passado, Memórias da 1.ª República», «Outro Intervalo, para meditações jornalísticas», «Tirania Ilúcida» e «Regresso à Luta Presente». Algumas das crónicas: «O meu 25 de Abril», «Reportagem do Rossio em 1974», «Memórias do M.U.D.», «O M.U.D. Juvenil», «A minha proposta de Constituição», etc.

Exemplar valorizado por dedicatória de oferta manuscrita pelo próprio JGF logo nesse Junho de 1975.

20€

José Gomes Ferreira ― O Sabor das Trevas

O Sabor das Trevas (Romance-alegoria dos tempos amargos)

Diabril. (1976). In-8º de 171, [5] págs. Br.

Edição original do livro, expressivamente dedicado a Carlos de Oliveira, ficando-se nessa dedicatória a saber que, entre outras coisas, se deve ao poeta de Cantata a ideia de recuperação para publicação de João Sem Medo, primitivamente saído sob pseudónimo num jornal lisboeta ainda nos anos 30. Entre louvores vários ao “grande poeta, romancista e camarada”, JGF contava só ter pena de não ter conseguido terminar o livro antes do 25 de Abril (faltavam dois capítulos), para melhor ressaltar a “Resistência aos 50 anos de tirania, começada – ri-te, ri-te, Futuro! - em nome do equilíbrio do Orçamento”.

Capa de Gil Perdigão, como habitualmente nesta série.

15€

José Gomes Ferreira ― O Sabor das Trevas

O Sabor das Trevas (Romance-alegoria dos tempos amargos) / 2.ª edição

Moraes editores (1978). In-8º de 125, [3] págs. Br.

Edição publicada na série pouco rigorosamente chamada «obras completas».

Exemplar aparentemente por estrear, embora com algumas marcas do tempo.

10€


José Gomes Ferreira ― 5 Caprichos Teatrais

5 Caprichos Teatrais inspirados na Revolução Portuguesa de 1974 e escritos em 1977-78
Moraes (1978). In-8º de 91, [5] págs. Br.

Conjunto de pequenas peças que em nota final o autor sugeria pudessem ser reunidas numa única encenação: «Manhã Morta», «O Subterrâneo», «O Patamar», «O Comício» e «Os Novos e os Velhos». Dedicatória inicial “À Memória de Manuela Porto cujo milagre de criar poesia diante do público ninguém até hoje conseguiu repetir com tanta pureza. À amiga que quando me encontrava sempre me pedia como quem ordena, súplice: - Zé Gomes: escreva-me uma peça” (contado com maior desenvoltura no «diário» Imitação dos Dias). O final da dedicatória lamentava uma Revolução que “por infelicidade dos Portugueses, já nasceu abortada” – excesso retórico marxista que se compreende pela data, 1978, e que talvez o próprio autor temperasse mais tarde.
 
10€ 

José Gomes Ferreira ― Calçada do Sol

Calçada do Sol: Diário desgrenhado de um homem qualquer nascido no princípio do século XX

Moraes editores. (1983). In-8º de 95, [1] págs. Br.

O livro apresenta os textos - dedicados a diferentes idades da vida deste homem nascido exactamente em 1900 - «Calçada do Sol», «Liceu», «Papéis soltos» e «O Faminto Astral». Os dois primeiros ocupam a grande maioria do volume e são naturalmente ricos em apontamentos sobre a República, implantada tinha o autor 10 anos, deste género: “No dia em que percebi que os republicanos iam mudar as cores da bandeira portuguesa. Em vez de azul e branca passaria a ser encarnada e verde. // Meu pai viu-me aflito com o problema no meio daquela confusão de toda a gente ter mil projectos de bandeiras e expô-los nas montras das lojas da Baixa. / – Compreendo a tua preocupação. Também eu estou confuso. É uma grande audácia que devia ser aplicada noutra coisa mais necessária. Na modernização da legislação do trabalho, por exemplo. Ou iniciar o socialismo. Mas se querem mudar o azul e branco para encarnado e verde, não hesitem! / Esfumados alguns dias, sossegou-me: - A bandeira vai ser desenhada pelo Columbano. / Fiquei mais tranquilo.”

Primeira edição, publicada nas «obras completas» com tiragem de 3000 exemplares – tendo este pertencido ao polígrafo seareiro Neves Águas, de quem ostenta o egípcio ex-libris.

14€

José Gomes Ferreira ― Eléctrico

Eléctrico (poemas. 2.ª edição / Desenho de Bernardo Marques)

Iniciativas Editoriais (1957). In-8º peq. de 38, [2] págs. Br.

“As poesias de Eléctrico (primeira parte do livro inédito Poesia III) foram improvisadas e compostas nos carros eléctricos de Lisboa nos anos de 1943, 1944 e 1945”.

Bom exemplar, descontando ligeiras manchas na capa e na folha de rosto.

8€

José Gomes Ferreira ― Poeta Militante: Viagem do Século Vinte em mim

Círculo de Poesia – Moraes Editores, Lisboa /1977. 3 vols. in-8º de XXII, 217, [3]; 283, [3]; e 316, [4] págs.

“Poeta militante é a viagem do século vinte em mim. Ou melhor: o testemunho poético – a princípio involuntário – da aventura da sombra de um anti-herói que perdido nos meandros dos caminhos exíguos do tempo, atravessou em bicos de pés os segundos, os minutos, as horas, as semanas, os anos de quase todo um século, mais preocupado com as coisas vulgares do quotidiano nos cafés, nas ruas, nas praias, nos campos, do que com os acontecimentos merecedores no futuro de longos tratados de estudo volumosos que me inspiraram muitas vezes apenas poema e meio.
De quando em quando, grito. Grito muito. Berro. Apaixono-me. Calo-me. (Que outro protesto poderia fazer senão com o silêncio, quando rebentou a primeira infame bomba atómica?) Amo. Odeio, torço pescoços de fantasmas. E sobretudo denuncio. E espanto-me. Do que afinal sempre espantou os poetas dos séculos de sempre. De haver injustiças e estrelas.  
Enfim, quando os homens pisaram a lua, dormi profundamente toda a noite como um anjo sem insónias.”

O primeiro volume, que tivera edição prévia no ano anterior, é apresentado por um longo prefácio de Mário Dionísio. O segundo e o terceiro são neste conjunto da tiragem especial, encadernada pelos editores em tela e impressa sobre melhor papel, limitada a 500 exemplares numerados e assinados pelo próprio José Gomes Ferreira; integrando o segundo em extra-texto a reprodução de um retrato a óleo do autor por Ofélia Marques e o terceiro a de um outro por Nikias  Skapinakis.

60€ (reservado)

Soeiro Pereira Gomes ― Esteiros

Edições «Sirius». 1942. In-8º de 297, [7] págs. Br.
 
Primeira edição, já relativamente invulgar, ilustrada ao longo do volume por desenhos de Álvaro Cunhal; incluída na série «Romance» da Sirius. Com uma pequena nota inicial do autor em que, depois de dedicar o livro “Para os filhos dos homens que nunca foram meninos”, falava dos “Esteiros. Minúsculos canais, como dedos de mão espalmada, abertos na margem do Tejo. Dedos das mãos avaras dos telhais, que roubam nateiro às águas e vigores à malta. Mãos de lama, que só o rio afaga”.
 
Exemplar com algum desgaste, particularmente na capa.

30€

Soeiro Pereira Gomes ― Refúgio Perdido: inéditos e esparsos

Porto, Edições SEN, 1950. In-8º de 107, [5] págs. Br.

Primeira edição, póstuma, desta recolha de contos e crónicas de publicação vária ou, nalguns casos, inéditos. Com um retrato do autor em folha destacada a abrir o volume, uma «Nota Prévia» assinada por Manuel de Azevedo e a transcrição de uma entrevista telefónica concedida por Soeiro em 1943 ao matutino portuense O Primeiro de Janeiro. São hoje pouco vulgares os exemplares do livro, cuja tiragem, confinada a dois mil, foi na prática consideravelmente diminuída por apreensões da PIDE, que o censurou.
 
27€

Soeiro Pereira Gomes ― Contos Vermelhos

Edições do M.J.T. [Movimento da Juventude Trabalhadora]. 1974. In-8º gr. de 15, [1] págs. Br.

Reedição do raríssimo folheto clandestino de 1957, publicada pelo M.J.T. no âmbito do «Primeiro grande encontro nacional da juventude trabalhadora», em Lisboa. Integra os mesmos contos «Refúgio Perdido» (já tinha dado o título à recolha de inéditos e esparsos editada em 1950 e acima apresentada), «O Pio dos Mochos» e «Mais um Herói».

Exemplar em muito bom estado, sem qualquer defeito de relevo (apenas um pequeníssimo vinco no pé direito).

12€

Obras Completas de Soeiro Pereira Gomes

edições Avante! (1979). In-4º de 409, [7] págs. Br.

“Está ainda por fazer a história do neo-realismo em Portugal. Será necessário um dia que os nossos estudiosos da literatura se debrucem sobre o rico material existente, o elaborem e o forneçam aprofundado à cultura nacional. / Ver-se-á então que esse grande movimento renovador da literatura portuguesa, com todas as suas insuficiências e lacunas, está indissoluvelmente ligado a um outro movimento que crescia nas fábricas e nos campos, na acção e nas consciências e no qual desabrochava e tomava corpo o ideal libertador que iria florescer nos dias gloriosos do Abril dos Capitães.” (Da introdução de Dias Lourenço, amigo de Soeiro).

A edição, ilustrada por belos desenhos de Rogério Ribeiro e reproduzindo os de Álvaro Cunhal para a edição primitiva de Esteiros, agrega precisamente «Esteiros», «Engrenagem», «Contos Vermelhos», «Outros Contos», «Crónicas» e «Esparsos».

Exemplar da série corrente de 4000 em brochura (houve uma outra de 1000 encadernados); em muito bom estado.
 
20€

Álvaro Salema ― Alves Redol

arcádia. (1980). In-8º de 223, [3] págs. Br.

 “A obra de Alves Redol, para além do transcorrer do tempo em que se subvertem correntes literárias e memória de tantas figuras que as representaram, conserva uma  perenidade que se afirma na permanência de um vasto e sempre renovado público leitor. Quis ser a voz do seu povo, do mais humilde e desamparado povo português, e testemunha actuante duma época de sombras e de esperanças que teve no movimento Neo-Realista – de que ele foi o iniciador novelístico incontestado – um eco inapagável.  Mais do que um ensaio personalizado, este livro é um documentário em que se conjuga a trajectória biográfica do escritor com a génese e desenvolvimento da sua obra e com as interpretações que ela foi motivando, completado por uma antologia, cronologia e bibliografias”.
Volume publicado na  série de biografias literárias da arcádia, «a obra e o homem».

12€

Alves Redol ― Gaibéus / Marés / Avieiros

Os Romances de Alves Redol: / 1: Gaibéus / 2: Marés / 3: Avieiros
 
Inquérito. (Lisboa). [S/d - 1945]. In-4º de 550, [10] págs. Br.
 
Edição monumental, impressa em grande formato, reunindo os três primeiros romances publicados pelo autor e apresentando no início de cada um, em gravura polícroma sobre folhas destacadas, as três alegorias correspondentes compostas por Manuel Ribeiro de Pavia (de quem é também a ilustração da capa).

Exemplar por estrear, conservando os cadernos por abrir e tendo como único senão ligeiros defeitos exteriores à superfície da dita capa.

35€

Alves Redol ― Fanga

Lisboa, Portugália Editora. 1943. In-8º de 397, [3] págs. Br.

Primeira edição de um dos primeiros e principais títulos do autor, “Fanga – sombra da Idade Média projectada nos nossos dias. Senhores vivendo da terra sem nada lhe darem. Servos fecundando a terra sem nada receberem”, ilustrada na capa por Fred Kradolfer. Com a seguinte nota introdutória: “Para vocês, fangueiros dos campos da Golegã, escrevi êste livro. Que algum dia o possam ler e rectificar – porque o romance da vossa vida só vocês o saberão escrever”.

Exemplar valorizado por dedicatória manuscrita de Redol “Para José Águas com muita simpatia” na folha de guarda (em cujo verso foi aposto o ex-libris do dedicando). Tendo o miolo em condição regular, acusa porém algum desgaste na capa.
 
35€

Alves Redol ― Anúncio (novela)

Editorial Inquérito. 1945. In-8º de 302, [2] págs. Br.

Primeira edição, com dedicatória impressa a Luís Kol. Ilustrada na capa por um original de Manuel Ribeiro (de Pavia).

Exemplar valorizado pela mesma dedicatória manuscrita de oferta de Alves Redol, igualmente ostentando o ex-libris do dedicando no verso da folha de guarda. Em estado regular, sem defeitos de monta – leve desgaste da capa e algumas marcas de acidez no miolo.  

 35€
 
 

Bernardo Santareno ― A Promessa: peça em três actos e três quadros

Edições Ática. Lisboa. 1959. In-8º de 115, [5] págs. Br.
 
Primeira edição independente – a anterior, de 1957, saíra em conjunto com «O Bailarino» e «A excomungada» numa restrita edição de autor que abaixo apresentamos – da mais conhecida peça de Santareno, ilustrada na capa por Suarez e impressa em bom papel.
 
Exemplar valorizado por dedicatória manuscrita do autor na folha de anterrosto, incluindo ainda um postal com a reprodução de uma fotografia de Laura Alves e o folheto (ilustrado por um desenho a carvão representando alguns dos actores principais: a mesma Laura Alves, Rui de Carvalho, José de Castro, etc.) de promoção da encenação da peça no Teatro Monumental, para onde transitara depois da estreia no Teatro Experimental do Porto com encenação de António Pedro. Em bom estado, sem qualquer defeito de importância; só a lombada muito levemente solta no topo.
 
35€ (reservado)  

Bernardo Santareno ― A Promessa

a promessa: peça em três actos e três quadros (3.ª Edição)

Edições Ática, Lisboa. (1965). In-8º de 114, [2] págs. Br.

Edição impressa sobre bom papel, com capa e maquetas de Otelo Azinhais.


14€

Bernardo Santareno ― Teatro

Teatro: A Promessa * O Bailarino * A Excomungada

Lisboa, 1957. (Composto e impresso na Tipografia Ideal). In- de 330, [6] págs. Br.
 
Salvo erro, foi mesmo esta a publicação original de cada uma das peças em questão, aqui reunidas em edição de autor; até à data, Santareno publicara apenas os livros de versos «A Morte da Raiz», «Romances do Mar» e «Os Olhos da Víbora».

 
Exemplar ainda em condição razoável, mas marcado na capa (como quase sempre acontece neste caso) e em boa parte das folhas - além disso, uniformemente escurecidas nas margens - ao longo do volume.
 
25€ 

Bernardo Santareno ― Português, Escritor, quarenta e cinco anos de idade

Ática, 1974. In-8º de 301, [III] págs. Br.


Primeira edição de uma das principais peças do  dramaturgo, ostentando no currículo o pormenor nada despiciendo de ter sido a primeira de um autor nacional a subir aos palcos portugueses após o 25 de Abril - no Maria Matos; disso dando conta o final do volume.
 
Bom exemplar.
 
20€

Bernardo Santareno ― A Traição do Padre Martinho

A Traição do Padre Martinho (narrativa dramática em dois actos)

Edições Ática, Lisboa (1969). In-8º de 124, [4] págs. Br.
 
Edição original deste já várias vezes reeditado que foi um dos mais reputados títulos do mais reputado dramaturgo português do séc.XX; com capa de Otelo Azinhais.
 
Exemplar valorizadíssimo por uma dedicatória de oferta manuscrita pelo próprio Santareno ao actor António Alves.
 
25€

Bernardo Santareno ― Obras Completas

editorial caminho / Caminho. (1984-1987). 4 vols. in-8º. Br.
 
Publicados em anos consecutivos entre 84 e 87, e por isso aparecendo esta colecção completa menos vezes do que seria de esperar tratando-se de edição de 3000 exemplares, recolheram os volumes as seguintes produções do principal dramaturgo português da segunda metade do século passado: 1.º vol. «A Promessa / O Bailarino / A Excomungada / O Lugre / O Crime da Aldeia Velha» ; 2.º vol. «António Marinheiro / Os Anjos e o Sangue / O Duelo / O Pecado de João Agonia / Anunciação»; 3.º vol. «O Judeu / O Inferno / A Traição do Padre Martinho»; 4.º vol. «Português, Escritor, 45 anos de idade / Os Marginais e a Revolução / Três Quadros de Revista / O Punho».
 
35€

Manuel da Silva Ramos — Os três seios de Novélia

Os Três Seios de Novélia, seguido de Manuel do Silva Ramos / Manuel da Silva Ramos / Desenhos de António Carmo

Baía das Palavras. (Edições Parsifal, 2019). In-8º gr. de 159, [7] págs. Cart.

Reedição comemorativa da edição original, quinta (salvo erro) no total; agregando ao conjunto o inédito «Manuel do Silva Ramos», espécie de breviário pessoal em forma de dicionário invertido, com entradas tão tipicamente obscenas que só lendo, ficando aqui dois exemplos mais citáveis: um mais curial, para «Bibliotecas» (“Único sítio onde a felicidade me parece possível”), e outro mais desconcertante, à Manuel da/do Silva Ramos, para «Assédio sexual» (“Nem os mortos escapam.
Porque, felizmente, há pessoas sensíveis e distintas como os necrófilos”). Nas guardas são reproduzidas apreciações críticas variadas, quase todas laudatórias, de Urbano Tavares Rodrigues, Baptista-Bastos, João Palma-Ferreira… e a única destoante, a de João Gaspar Simões, a quem muita gente reconhecia um «faro» fora do comum, mas se calhar enganada: “Uma autêntica palhaçada literária...Maionese literária avariada, tipo nouveau roman, ou “romance do absurdo”, cujo título já de si é todo um programa… Amostra de exibicionismo mais pueril que outra coisa, nódoa que não mais se apagará na carreira dos críticos que ousaram distingui-la…” e outros disparates bota-de-elástico que tais.  
   
Exemplar novo, por estrear, conservando o marcador editorial.
 
15€

Manuel da Silva Ramos — Os três seios de Novélia

Editorial Inova Limitada (1969). In-8º de 114, [10] págs. Br.

“Romance? Poema? Eis mais um caso em que os géneros se fundem – ou, talvez antes, em que uma obra determina originalmente a sua própria e inclassificável categoria literária. Tão originalmente, que o Júri do Prémio Almeida Garrett 1968 de novelística assumiu a responsabilidade de o distinguir”.

Primeira edição deste marco da literatura portuguesa da segunda metade do século passado, agregando ao texto em causa outros dois cujo interesse é igualmente indiscutível: «Um Longo Nascimento» e «A Respiração».

20€

os lusíadas (Romance de Manuel da Silva Ramos e de Alface)

assírio e alvim (Cadernos peninsulares | especial 2). (1977). In-8º gr. de págs. nums. de 77 a 443, [1] págs. Br.
 
Sobre este livro, que desde autor a editor respira irreverência por todos os poros, alguns acharão que é um genial exercício (com algumas tiradas e trocadilhos de facto geniais), desses alguns poucos chegarão ao fim, e muitos outros, na esteira de Gaspar Simões, jurarão ser um caderno de notas de um doente de manicómio (como dissera Júlio Dantas acerca do Orpheu).
Nunca entretanto reeditado – e talvez já fosse altura, como aconteceu a Os Três Seios de Novélia acima recenseado(s) –, até uma nota final do editor entrava no espírito, dizendo na badana que “Um dos exemplares desta edição tem uma folha de cortiça. O feliz leitor que o comprar tem direito a uma relíquida folha de louro da c’roa do LVC. Depois há-de naufragar mas descanse que o livro flutua”. 

Capa a partir de um desenho de Picasso com arranjo de Manuel Rosa.
 
 
20€      

José Fernandes Fafe — Os Lusíadas e os Outros e outros poemas

(o jornal, 1990). In-8º de 86, [2] págs. Br.

“Após mais de 20 anos sem publicar nenhum novo livro de versos, com este Os Lusíadas e os Outros e outros poemas regressa ao convívio dos leitores, com uma obra diferente”, este portuense embaixador que 3 anos antes fizera sair na Imprensa Nacional a sua obra em verso quase completa.

Volume publicado na colecção «Horas de Poesia».

7€

Giulia Lanciani — Mito ed Esperienza nella Nomenclatura Geografica dei Lusiadi

Separata da Revista da Biblioteca Nacional n.º4, 1982. (Gráfica Maiadouro). In-4º gr. de págs. nums. de 215 a 221, [1]. Br.

Exemplar quase impecável, salvo as habituais quebras à cabeça e no pé bastante típicas da série.
 
7€ 


Luiz de Camões (romance historico)

Lisboa, Typographia da empresa d’O Seculo, 1901. 2 vols. in-4º de 464, IV e 478, IV págs. Enc.
 
Primeira edição de um dos mais celebrizados trabalhos sobre o poeta, algures entre a biografia e a recriação ficcional, ilustrada por dezenas de gravuras ao longo das páginas de texto e integrada na colecção «Bibliotheca Illustrada d’O Seculo».

Exemplares da série encadernada com um belo trabalho de ilustração; mas infelizmente padecendo já de alguns defeitos, sobretudo exteriores, que aconselham reforço ou restauro.
 
30€

Luiz de Camões (romance historico)

João Romano Torres & C.ª – Editores. Lisboa. 4 vols. in-8º de 490, [2]; 483, [5]; 475, [5]; e 470, [2] págs. Enc.
 
Quarta edição, ilustrada pelas habituais aguarelas de Alfredo Morais e decorada nas páginas capitulares por um frontão representando o poeta e por letras capitais.
Todos os volumes revestidos de uma boa encadernação (sem as capas de brochura) da época, do encadernador Júlio Amorim.
 
35€

Catálogo - Luís de Camões

A mais famosa vítima portuguesa de uma epidemia será muito provavelmente Luís de Camões, que se crê ter morrido de peste arrastado na miséria pelas ruas de Lisboa, talvez a 10 de Junho de 1580 - passam hoje 440 anos -, cerca de dois meses antes de as tropas de Felipe II entrarem em Portugal. Duplamente irónico, o destino: o «Dia de Portugal» consagra alguém que o país deixou à fome e que morreu "com a Pátria" depois ressuscitada.
Seja como for, pareceu-nos uma boa ocasião para começar a actualizar a camoneana nesta página, que estava quase tão miserável quanto o poeta.
E para dedicar um novo catálogo inteirinho ao vate, abarcando grande parte do que temos de momento, incluindo algumas edições mais raras e antigas, de 1827 em diante; com uma primeira parte de bibliografia mais ou menos activa/celebratória e uma segunda de mais ou menos passiva, 22 páginas cada uma.
(Nota: nas edições d'Os Lusíadas optámos como de costume pela ordem cronológica em detrimento da alfabética).
 
Pode consultar-se aqui

Luís de Camões — Os Lusíadas

Os Lusíadas (Adaptação de António Manuel Couto Viana / Ilustrações de Lima de Freitas)
Editorial Verbo (Composto e impresso por Gris Impressores, em Abril de 1980). In-4º de 140 págs. Cart.
 
 
Uma mais de várias adaptações para a juventude e de tantas edições saídas no ano em que se comemorava o quarto centenário da morte do Épico, reproduzindo nas guardas «Camões lendo Os Lusíadas ao rei D. Sebastião», desenho de Manuel Macedo composto um século antes, no terceiro centenário; e naturalmente enriquecido ao longo de todo o volume pelas boas ilustrações do pintor setubalense, que já antes havia executado outras pelo menos para a Artis, depois aproveitadas pelo Círculo de Leitores, e na mesma altura para as obras completas publicadas também pela Verbo em 4 volumes.
 
Exemplar com algum desgaste da capa cartonada; em bom estado no miolo.
 
10€

Matilde Rosa Araújo — Camões, poeta mancebo e pobre

Camões, poeta mancebo e pobre (Ilustrações de Maria Keil)

Prelo / Lisboa – 1978. In-8º de 66, [2] págs. Br.
 
Camões em vulgata para a juventude, com um texto da autora ocupando a maior parte do volume complementado por poemas, alguma bibliografia e cronologia. A capa e o arranjo gráfico foram da habitual colaboradora Maria Keil, que contribuiu com três originais da sua lavra.
Como acontece com alguma frequência nas edições da Prelo, o exemplar apresenta já fragilidade das folhas face ao volume.
 
12€

Miguel Torga — Camões

Coimbra. (Composto e impresso na Gráfica de Coimbra – Novembro, 1987). In-8º q/ quadrado de 19, [1] págs. Br.

Reproduz o bom (ainda que com vários disparates e delírios em matérias de História) texto pronunciado por Torga a 9 de Junho desse ano, véspera do Dia de Camões e, por acréscimo, de Portugal, destacando no poeta o “português acabado (...) pioneiro, bandeirante, apóstolo, traficante, visionário, namorado e poeta”.
 
Exemplar por estrear, perfeito.
 
15€