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José Gomes Ferreira — Aventuras de João Sem Medo
José Gomes Ferreira — Aventuras de João Sem Medo
José Gomes Ferreira ― Tempo Escandinavo (contos)
Da longa estação norueguesa de JGF ficaram aqui as peças (por mais que o autor as jurasse apenas, logo de antemão, «contos» do que “não é um livro autobiográfico”, ninguém nisso acreditará muito) «Quase um Relatório», «A Cidade Despida», «A Mulher dos Caminhos», «O Mundo Desabitado», «O Outro Lado», «Silêncio Triangular», «Baile na Névoa», «As Mulheres não Entram pelas Paredes» e «A Ilha do Capitão».
Segunda edição (o livro saíra originalmente na Portugália, em 1969).
10€
José Gomes Ferreira ― Revolução Necessária
Extensa recolha de peças antes publicadas na imprensa («O Primeiro de Janeiro», «Vida Mundial», «Diário de Notícias», «Diário Popular» e «Seara Nova»), infelizmente sem data assinalada, aqui agrupadas nas secções «Construção do Presente» (25 de Abril), «Intervalo, para recordar alguns amigos mortos», «O Passado, Memórias da 1.ª República», «Outro Intervalo, para meditações jornalísticas», «Tirania Ilúcida» e «Regresso à Luta Presente». Algumas das crónicas: «O meu 25 de Abril», «Reportagem do Rossio em 1974», «Memórias do M.U.D.», «O M.U.D. Juvenil», «A minha proposta de Constituição», etc.
Exemplar valorizado por dedicatória de oferta manuscrita pelo próprio JGF logo nesse Junho de 1975.
20€
José Gomes Ferreira ― O Sabor das Trevas
O Sabor das Trevas (Romance-alegoria dos tempos amargos)
José Gomes Ferreira ― O Sabor das Trevas
O Sabor das Trevas (Romance-alegoria dos tempos amargos) / 2.ª
edição
Moraes editores (1978). In-8º de 125, [3] págs. Br.
Edição publicada na série pouco rigorosamente chamada «obras completas».
Exemplar aparentemente por estrear, embora com algumas marcas do tempo.
10€
José Gomes Ferreira ― 5 Caprichos Teatrais
Conjunto de pequenas peças que em nota final o autor sugeria pudessem ser reunidas numa única encenação: «Manhã Morta», «O Subterrâneo», «O Patamar», «O Comício» e «Os Novos e os Velhos». Dedicatória inicial “À Memória de Manuela Porto cujo milagre de criar poesia diante do público ninguém até hoje conseguiu repetir com tanta pureza. À amiga que quando me encontrava sempre me pedia como quem ordena, súplice: - Zé Gomes: escreva-me uma peça” (contado com maior desenvoltura no «diário» Imitação dos Dias). O final da dedicatória lamentava uma Revolução que “por infelicidade dos Portugueses, já nasceu abortada” – excesso retórico marxista que se compreende pela data, 1978, e que talvez o próprio autor temperasse mais tarde.
José Gomes Ferreira ― Calçada do Sol
Calçada do Sol: Diário desgrenhado de um homem qualquer nascido no princípio do século XX
Primeira edição, publicada nas «obras completas» com tiragem de 3000 exemplares – tendo este pertencido ao polígrafo seareiro Neves Águas, de quem ostenta o egípcio ex-libris.
14€
José Gomes Ferreira ― Eléctrico
Eléctrico (poemas. 2.ª edição / Desenho de Bernardo Marques)
Iniciativas Editoriais (1957). In-8º peq. de 38, [2] págs. Br.
“As poesias de Eléctrico (primeira parte do livro inédito Poesia III) foram improvisadas e compostas nos carros eléctricos de Lisboa nos anos de 1943, 1944 e 1945”.
Bom exemplar, descontando ligeiras manchas na capa e na folha de rosto.
8€
José Gomes Ferreira ― Poeta Militante: Viagem do Século Vinte em mim
60€ (reservado)
Soeiro Pereira Gomes ― Esteiros
30€
Soeiro Pereira Gomes ― Refúgio Perdido: inéditos e esparsos
Primeira edição, póstuma, desta recolha de contos e crónicas de publicação vária ou, nalguns casos, inéditos. Com um retrato do autor em folha destacada a abrir o volume, uma «Nota Prévia» assinada por Manuel de Azevedo e a transcrição de uma entrevista telefónica concedida por Soeiro em 1943 ao matutino portuense O Primeiro de Janeiro. São hoje pouco vulgares os exemplares do livro, cuja tiragem, confinada a dois mil, foi na prática consideravelmente diminuída por apreensões da PIDE, que o censurou.
Soeiro Pereira Gomes ― Contos Vermelhos
Reedição do raríssimo folheto clandestino de 1957, publicada pelo M.J.T. no âmbito do «Primeiro grande encontro nacional da juventude trabalhadora», em Lisboa. Integra os mesmos contos «Refúgio Perdido» (já tinha dado o título à recolha de inéditos e esparsos editada em 1950 e acima apresentada), «O Pio dos Mochos» e «Mais um Herói».
Obras Completas de Soeiro Pereira Gomes
“Está ainda por fazer a história do neo-realismo em Portugal. Será necessário um dia que os nossos estudiosos da literatura se debrucem sobre o rico material existente, o elaborem e o forneçam aprofundado à cultura nacional. / Ver-se-á então que esse grande movimento renovador da literatura portuguesa, com todas as suas insuficiências e lacunas, está indissoluvelmente ligado a um outro movimento que crescia nas fábricas e nos campos, na acção e nas consciências e no qual desabrochava e tomava corpo o ideal libertador que iria florescer nos dias gloriosos do Abril dos Capitães.” (Da introdução de Dias Lourenço, amigo de Soeiro).
A edição, ilustrada por belos desenhos de Rogério Ribeiro e reproduzindo os de Álvaro Cunhal para a edição primitiva de Esteiros, agrega precisamente «Esteiros», «Engrenagem», «Contos Vermelhos», «Outros Contos», «Crónicas» e «Esparsos».
Exemplar da série corrente de 4000 em brochura (houve uma outra de 1000 encadernados); em muito bom estado.
Álvaro Salema ― Alves Redol
“A obra de Alves Redol, para além do transcorrer do tempo em que se subvertem correntes literárias e memória de tantas figuras que as representaram, conserva uma perenidade que se afirma na permanência de um vasto e sempre renovado público leitor. Quis ser a voz do seu povo, do mais humilde e desamparado povo português, e testemunha actuante duma época de sombras e de esperanças que teve no movimento Neo-Realista – de que ele foi o iniciador novelístico incontestado – um eco inapagável. Mais do que um ensaio personalizado, este livro é um documentário em que se conjuga a trajectória biográfica do escritor com a génese e desenvolvimento da sua obra e com as interpretações que ela foi motivando, completado por uma antologia, cronologia e bibliografias”.
Volume publicado na série de biografias literárias da arcádia, «a obra e o homem».
12€
Alves Redol ― Gaibéus / Marés / Avieiros
Exemplar por estrear, conservando os cadernos por abrir e tendo como único senão ligeiros defeitos exteriores à superfície da dita capa.
Alves Redol ― Fanga
Primeira edição de um dos primeiros e principais títulos do autor, “Fanga – sombra da Idade Média projectada nos nossos dias. Senhores vivendo da terra sem nada lhe darem. Servos fecundando a terra sem nada receberem”, ilustrada na capa por Fred Kradolfer. Com a seguinte nota introdutória: “Para vocês, fangueiros dos campos da Golegã, escrevi êste livro. Que algum dia o possam ler e rectificar – porque o romance da vossa vida só vocês o saberão escrever”.
Exemplar valorizado por dedicatória manuscrita de Redol “Para José Águas com muita simpatia” na folha de guarda (em cujo verso foi aposto o ex-libris do dedicando). Tendo o miolo em condição regular, acusa porém algum desgaste na capa.
Alves Redol ― Anúncio (novela)
Primeira edição, com dedicatória impressa a Luís Kol. Ilustrada na capa por um original de Manuel Ribeiro (de Pavia).
Exemplar valorizado pela mesma dedicatória manuscrita de oferta de Alves Redol, igualmente ostentando o ex-libris do dedicando no verso da folha de guarda. Em estado regular, sem defeitos de monta – leve desgaste da capa e algumas marcas de acidez no miolo.
Bernardo Santareno ― A Promessa: peça em três actos e três quadros
Bernardo Santareno ― A Promessa
Edições Ática, Lisboa. (1965). In-8º de 114, [2] págs. Br.
Edição impressa sobre bom papel, com capa e maquetas de Otelo Azinhais.
Bernardo Santareno ― Teatro
Bernardo Santareno ― Português, Escritor, quarenta e cinco anos de idade
Primeira edição de uma das principais peças do dramaturgo, ostentando no currículo o pormenor nada despiciendo de ter sido a primeira de um autor nacional a subir aos palcos portugueses após o 25 de Abril - no Maria Matos; disso dando conta o final do volume.
Bernardo Santareno ― A Traição do Padre Martinho
Bernardo Santareno ― Obras Completas
Manuel da Silva Ramos — Os três seios de Novélia
Baía das Palavras. (Edições Parsifal, 2019). In-8º gr. de 159, [7] págs. Cart.
Reedição comemorativa da edição original, quinta (salvo erro) no total; agregando ao conjunto o inédito «Manuel do Silva Ramos», espécie de breviário pessoal em forma de dicionário invertido, com entradas tão tipicamente obscenas que só lendo, ficando aqui dois exemplos mais citáveis: um mais curial, para «Bibliotecas» (“Único sítio onde a felicidade me parece possível”), e outro mais desconcertante, à Manuel da/do Silva Ramos, para «Assédio sexual» (“Nem os mortos escapam.
Manuel da Silva Ramos — Os três seios de Novélia
“Romance? Poema? Eis mais um caso em que os géneros se fundem – ou, talvez antes, em que uma obra determina originalmente a sua própria e inclassificável categoria literária. Tão originalmente, que o Júri do Prémio Almeida Garrett 1968 de novelística assumiu a responsabilidade de o distinguir”.
Primeira edição deste marco da literatura portuguesa da segunda metade do século passado, agregando ao texto em causa outros dois cujo interesse é igualmente indiscutível: «Um Longo Nascimento» e «A Respiração».
20€
os lusíadas (Romance de Manuel da Silva Ramos e de Alface)
Capa a partir de um desenho de Picasso com arranjo de Manuel Rosa.
José Fernandes Fafe — Os Lusíadas e os Outros e outros poemas
“Após mais de 20 anos sem publicar nenhum novo livro de versos, com este Os Lusíadas e os Outros e outros poemas regressa ao convívio dos leitores, com uma obra diferente”, este portuense embaixador que 3 anos antes fizera sair na Imprensa Nacional a sua obra em verso quase completa.
Volume publicado na colecção «Horas de Poesia».
7€
Giulia Lanciani — Mito ed Esperienza nella Nomenclatura Geografica dei Lusiadi
Luiz de Camões (romance historico)
Exemplares da série encadernada com um belo trabalho de ilustração; mas infelizmente padecendo já de alguns defeitos, sobretudo exteriores, que aconselham reforço ou restauro.
Luiz de Camões (romance historico)
Todos os volumes revestidos de uma boa encadernação (sem as capas de brochura) da época, do encadernador Júlio Amorim.
Catálogo - Luís de Camões
E para dedicar um novo catálogo inteirinho ao vate, abarcando grande parte do que temos de momento, incluindo algumas edições mais raras e antigas, de 1827 em diante; com uma primeira parte de bibliografia mais ou menos activa/celebratória e uma segunda de mais ou menos passiva, 22 páginas cada uma.
(Nota: nas edições d'Os Lusíadas optámos como de costume pela ordem cronológica em detrimento da alfabética).
Luís de Camões — Os Lusíadas
Matilde Rosa Araújo — Camões, poeta mancebo e pobre
Prelo / Lisboa – 1978. In-8º de 66, [2] págs. Br.
Como acontece com alguma frequência nas edições da Prelo, o exemplar apresenta já fragilidade das folhas face ao volume.
Miguel Torga — Camões
Coimbra. (Composto e impresso na Gráfica de Coimbra – Novembro, 1987). In-8º q/ quadrado de 19, [1] págs. Br.Reproduz o bom (ainda que com vários disparates e delírios em matérias de História) texto pronunciado por Torga a 9 de Junho desse ano, véspera do Dia de Camões e, por acréscimo, de Portugal, destacando no poeta o “português acabado (...) pioneiro, bandeirante, apóstolo, traficante, visionário, namorado e poeta”.
