catálogo on-line

Livraria / Editora / Alfarrabista } { Porto bibliographias@gmail.com

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Dostoievski — Um clube da má-língua

Porto, Livraria Civilização Editora, 1936. In-12º de 237, [3] págs. Enc.

Uma das primeiras edições portuguesas do livro (com certeza a primeira em formato popular), publicada na conhecida «Colecção Civilização».

Encadernação da época, vulgar mas conservando a capa de brochura.
 
5€

Tolstoi — A Morte de Ivan Ilich

A Morte de Ivan Ilich, por (...) / tradução de Adolfo Casais Monteiro

Editorial «Inquérito», L.da, Lisboa. (1940). In-8º de 86, [2] págs. Br.

Não estando indicado, é de supor que Casais Monteiro tenha basado esta sua tradução nalguma francesa.

Exemplar regularmente manchado de acidez ao longo do volume.

5€

Tolstoi — Senhor e Servo

Senhor e Servo, por Leão Tolstoi / tradução de José Marinho ilustrada por M. Ribeiro de Pavia

Inquérito, Lisboa. [S/d]. In-8º de 118, [2] págs. Br.

Edição publicada na bonita colecção «Antologia dos Amigos do Livro».

Exemplar desvalorizado por uma pequena citação bastante feminista manuscrita a tinta na folha preliminar.
 
5€

Gorki ― Tempestade sobre a Cidade

Arcádia. (Lisboa. 1963). In-8º de 184, [2] págs. Br.

Edição publicada na «Biblioteca Arcádia de Bolso», com tradução indirecta a partir de uma versão francesa e capa de Sebastião Rodrigues.

Exemplar marcado por alguma acidez ao longo de todo o volume.

5€

Gorki ― A Mãe

Editorial Início. (1970). In-8º gr. de 468, [4] págs. Br.

Volume inaugural da série das «obras completas», reproduzindo a editada pela Academia das Ciências da antiga U.R.S.S., inclui um prefácio do editor português e um retrato de Gorki nas folhas preliminares. O romance, um dos primeiros e mais célebres do autor, fôra escrito ainda durante o período do exílio americano, em 1906.

Exemplar em bom estado geral, mas com algum desgaste na capa.

10€

Gorki ― A Mãe

o oiro do dia / porto. [S/d]. In-8º de 354, [6] págs. Br.

Tradução de Egito Gonçalves; com o habitual arranjo gráfico de Armando Alves. Reproduz um retrato do escritor numa folha destacada preliminar.

O exemplar apresenta ligeiro desgaste também na capa.
 
8€

Maximo Gorki ― Los Degenerados

Los Degenerados: El Matrimonio Orloff; Los Exhombres / traducción de Eusebio Heras

Barcelona: Casa Editorial Maucci, 1902. In-8º de 255, [1] págs. Enc.


Plausível primeira edição espanhola.

Exemplar da série com uma bonita encadernação do próprio editor, em percalina, gravada a ouro e a seco.

14€

Soljenitsin ― Os Direitos do Escritor

Os Direitos do Escritor (Tradução de T. C. Netto)

Brasília Editora, Porto. [S/d]. In-8º de 114, [4] págs. Br.

“Este livro é um libelo contra a imposição de directivas à criação literária, contra o cerceamento da expressão do pensamento e contra os atentados aos direitos básicos do escritor na sua dupla condição de homem e artista”, assim apresentava o editor a edição – que tem como principal interesse a entrevista que abre o volume, concedida ao escritor checo Pavel Lichko, e a transcrição das intervenções havidas na União dos Escritores Soviéticos que censurava este seu mais ilustre membro; além de cartas várias do escritor.

Exemplar por estrear.

8€ 

Soljenitsin ― Como Reordenar a nossa Rússia?

Como Reordenar a nossa Rússia?  (Reflexões na medida das minhas forças)

edição Livros do Brasil, Lisboa (1991). In-8º de 145, [15] págs. Br.

Edição portuguesa publicada na colecção «Vida e Cultura» logo um ano após a original, de 1990 - em pleno rescaldo da «Perestroika», que justifica este conjunto de textos divagando sobre ciência política, a história concreta do regime soviético e propostas de organização político-social para os tempos que se seguiriam.
Exemplar por estrear.

7€ (reservado)

Antologia da Poesia Soviética

Antologia da Poesia Soviética (Tradução directa do russo, selecção, prefácio e notas de Manuel de Seabra)

Editorial Futura/Carlos & Reis, Lda. – Lisboa, 1973. In-8º quadrado de 247, [17] págs. Br.

Foram alguns dos antologiados (de todos apresentada no final «Informação Biobibliográfica») Mayakovsky, Ilya Ehrenburg, Akhmatova, Tsvetayeva, Pasternak, Olga Bergolts e Simonov. O prefácio de Seabra é uma pequena panorâmica da evolução do idioma e da literatura (e poesia, em particular) russa desde o séc.X.

Exemplar valorizado por dedicatória de oferta do tradutor/editor.
 
20€

Stepniak ― A Russia Subterranea (Traducção auctorisada)

Porto – Typ. Peninsular de Monteiro & Gonçalves em Com.ta (24-Rua de S. Chrispim-26 ou Rua dos Mercadores, 171) – 1903. In-8º gr. de 191 [aliás, 188] págs. Enc.
 
Esta «Edição do «Despertar»», impressa sobre papel de jornal e provavelmente clandestina, é raríssima (nunca antes a vira, nem conheço qualquer menção em catálogos de bibliotecas ou livrarias – apenas há registo de uma lisboeta, pela Castro & Irmão, em 1882); tendo por principal interesse os perfis que apresenta de revolucionários russos, vários deles já então condenados à morte e mortos.
 
Exemplar guarnecido de modesta encadernação em percalina verde, que não conservou – supondo que a houve – a capa de brochura.
 
15€

Jean Jacoby ― O Czar Nicolau II e a Revolução

O Czar Nicolau II e a Revolução (O reinado trágico do mais caluniado dos monarcas) / Tradução do Dr. Pinheiro Torres
 
Porto: Editora - Educação Nacional. (1933). In-8º de 364, [4] págs. Br.
 
Presumivelmente a primeira edição portuguesa (integrada na série «Os Grandes Estudos Históricos») deste tendencioso ou incipiente trabalho, publicado de origem em 1918, com os seguintes capítulos: «O Czar Nicolau II e o seu reinado», «A preparação da Revolução», «A queda do Império», «O cativeiro», «A tragédia de Ekaterinburgo», «A lenda». Apesar de tudo, apresenta alguns apontamentos de interesse.

Exemplar com marcas de acidez na capa.
 
6€

Étienne Buisson ― Les Bolchéviki (1917-1919)

Les Bolchéviki (1917-1919) / faits – documents – commentaires
 
Paris: Librairie Fischbacher – 1919. In-8º de XX, 235, [1] págs. Br.
 
Foi um dos primeiros trabalhos de fôlego a serem preparados ainda no rescaldo da revolução, com a desconfiança de base que era comum a quase todos, embora aqui mais rigorosa, menos preconcebida; e é sobretudo importante pelo exaustivo panorama que apresenta do quadro político-partidário russo, descrevendo cada uma das principais formações e as várias tendências de cada uma delas. 

Exemplar da edição original das várias já publicadas (este mesmo ano o livro voltou a sair em França).
 
25€

Marc Ferro ― A Revolução Russa de 1917

Publicações Dom Quixote (1972). In-8º de 153, [7] págs. Br.
 
“Marc Ferro foi o primeiro historiador ocidental autorizado a consultar livremente na U. R. S. S. os Arquivos da Revolução. Esta sua obra apresenta as conclusões que ele próprio expôs, a convite, ao Instituto de História da Academia das Ciências de Moscovo” em pleno consulado de Kruschev, naturalmente (década de 60).

Ferro dividiu o seu trabalho – muito pouco crítico; às vezes, mesmo cientificamente, quase ingénuo; e pouco conhecedor dos meandros político-partidários russos do entresséculo em causa – nas secções principais «A falência do antigo regime», «A queda do czarismo», «O novo regime e as aspirações da sociedade russa», «Primeiras decepções: a crise de Abril», «O fracasso da coligação», «A crise do Verão de 1917», «A kerenschina» e «Os bolcheviques tomam conta do Poder»; a que se seguem reproduções dos documentos, exposições hermenêuticas várias, cronologia e bibliografia, etc.
Algo mais do que uma curiosidade é o facto de o tradutor da edição original francesa (1967) para esta primeira portuguesa ter sido o poeta Ruy Belo.
 
10€

Pierre Croidys ― O Império dos Sem-Deus: romance de costumes soviéticos

O Império dos Sem-Deus: romance de costumes soviéticos (Ilustrações de Grand’Aigle / Primeiro prémio de romances em língua francesa no Concurso Internacional de romances sôbre o Bolchevismo / Tradução de Moraes Leal)

Lisboa, Livraria Bertrand. S/d [193_]. In-8º de 317, [3] págs. Enc.

Primeira edição portuguesa do livro, com a reprodução em folhas destacadas (não numeradas, mas contadas na paginação) das ilustrações de Grand’Aigle constantes da edição original. Encadernação da época, simples, sem capa de brochura. Exemplar em bom estado, não tendo qualquer defeito de relevo – salvo uma assinatura, a tinta, de anterior propriedade.
 
8€ 

Léon Leneman ― La tragédie des Juifs en U.R.S.S.

Desclee de Brouwer (1959). In-8º de 325, [3] págs. Br.
 
Escrito por um judeu que ao fugir da Alemanha nazi para a URSS acabou por logo ir parar na mesma a campos de trabalho forçado, o livro dedica capítulos a casos particulares como o de Ilya Ehrenbourg.
 
Exemplar mediano.
 
10€

URSS ― 50 Anos Depois

Publicações Dom Quixote. (1969). In-8º de 171, [5] págs. Br.

“Pouco mais de 50 anos decorreram já sobre a Revolução de Outubro de 1917 na Rússia czarista. Foram radicais as transformações operadas nesse país, que passou do subdesenvolvimento à situação de superpotência mundial”. O volume recolhe textos publicados em vários periódicos da imprensa internacional por Werth, Mikhailov (especialmente interessante, este, com dados curiosos acerca das geografias física e humana da União), Liberman, Victor Fay, Eliutine, Soljenitsine – «Carta ao Congresso dos Escritores Soviéticos», denunciando a Gravlit, a censura política a vária literatura do país (muitas vezes, incluindo perseguições pessoais, citados os casos de Akhmatova, Tsvetaieva, Pasternak e Grossman, entre outros), e o acovardamento da União dos Escritores perante ela –, P. J. Franceschini, Deutcher e Bernard Féron; de todos eles apresentando, no final, uma breve notícia biográfica. Integrado na série «cadernos d.quixote».

6€

A URSS vista pela sua própria imprensa

Lisboa, 1976/p&r, perspectivas & realidades. In-8º de 181, [3] págs. Br.

O livro – dividido pelas secções «Trabalho», «Segurança Social», «Justiça», «Educação», «Agricultura» e «Política» – é apresentado por um lúcido prefácio de José Martins Garcia (apontava baterias “para o fiasco do empreendimento soviético, para o seu contributo às formas de escravização do Homem”, denunciando a “«sociedade sem classes» onde existe um partido todo-poderoso, senhor da energia nuclear, da máquina informativa, do planeamento económico e das pastilhas culturais a serem ministradas ao povo”) e pelo «Esclarecimento dos Tradutores» (Francisco Ferreira, o «Chico da CUF», e Maria Martinez Llistó), que afirmavam: “os materiais contidos no presente revelam a realidade soviética autêntica. Os jornais soviéticos não exageram. São insuspeitos no caso. E dizem o menos que podem dizer; o máximo que a severa «Glavlit», censura soviética, deixa passar. Apenas uma gota da verdade”.

5€

Francisco Ferreira ― 26 anos na União Soviética

26 anos na União Soviética: notas de exílio do «Chico da C.U.F.»

edições afrodite / fernando ribeiro de mello (1976). In-8º de 332, [12] págs. Br.

Uma nota editorial logo na abertura indicava terem sido já publicados desde Janeiro quase 30.000 exemplares do livro, a que se somariam os 10.000 desta quinta tiragem (em Abril); o que, a ser verdade, terá constituído um dos maiores casos de sucesso comercial da Afrodite. Capa, como habitualmente, de Henrique Manuel e prefácio de José Augusto Seabra – que contava alguns pormenores biográficos sobre o amigo, o modo como se conheceram e estreitaram relações na Rússia e até as aptidões literárias que via no que fôra já seu co-tradutor dos livros de Soljenitsin. De resto, o volume reproduz documentos vários e interessa sobretudo ao conhecimento (crítico...) da ex-União e de alguns episódios do clandestino P.C.P., quase sempre envolvendo o também exilado na U.R.S.S. Álvaro Cunhal.
 
10€

Jean-Paul Sarte ― El Fantasma de Stalin

El Fantasma de Stalin (Traducción del francés por Hugo Peñas)

Santiago Rueda – Editor, Buenos Aires. (1958). In-8º de 147, [5] págs. Br.

A edição original saíra em França um ano antes, na sequência da invasão da Hungria pelo Exército Vermelho que deu mote a este longo e digressivo ensaio – escrito por um apaniguado, e por isso não muito veemente, mas ainda assim acabando por condenar o ataque das tropas soviéticas “contra um país aliado (...) quando fazem os seus soldados, esses seres abstractos, atirar sobre operários que já não podem aguentar a sua miséria, quando, sem tomar em conta as exigências concretas da situação, decidem a sua acção em função das incidências que possam ocorrer em outro lugar, em outros países, (...) transformam o socialismo numa quimera e a U.R.S.S. numa nação predadora”.
Volume impresso sobre bom papel levemente avergoado, que o exemplar – apenas um tanto marcado na capa – conserva quase imaculado.
 
10€

Óscar Lopes ― Convite para a URSS

Editorial Inova / Porto. [S/d > 1972]. In-4º esguio de 101, [23] págs. Br.

Aos capítulos «Do Mito ao Real», «Moscovo: Impressões Iniciais e seu Desenvolvimento», «Moscovo: Perspectivas de Futuro», «Nível de Vida», «Cultura Popular», «Vida Editorial», «Escolas Soviéticas» e «Relances Finais» acrescem a resposta do autor ao questionário de Proust e uma relação da sua já longa bibliografia até à época, entre originais e traduções.
 
12€

Óscar Lopes ― Setembro na URSS

Setembro na URSS (1972-1974) / 2.ª edição

Editorial Inova/Porto. (1975). In-4º esguio de 138, [22] págs. Br.

Indicada esta como a segunda edição, é antes uma propriamente nova de «Convite para a URSS», publicada poucos anos antes pela mesma editora depois da primitiva viagem do autor à antiga União; explicando Óscar Lopes ter aqui actualizado e completado, após uma segunda viagem, esse livro inicial, acrescentando-lhe além disso todo um novo último capítulo («Setembro 1974: Diário Cruzado»). Capa e arranjo gráfico de Armando Alves, tendo aquela sido composta na Litografia Pátria e o volume impresso na Casa Nun’Álvares.
 
7€

«A Literatura e o Mal» vs. A Política e o Mal

" (...) O desvio entre Dostoiewski e os marxistas é devido a uma consideração diferente do que é o mal. Para os marxistas o mal é a usurária, ou seja a burguesia. Dostoiewski, tendo primeiramente aceitado esta tese, repudia-a e chega à conclusão cristã de que o mal não é tanto a usurária quanto o meio usado, isto é, a violência. Este mal de Dostoiewski, no romance, não é somente representado pela morte violenta da usurária, mas também e sobretudo pela outra, da inocente e piedosa Lizaveta, irmã da usurária, que Raskolnikov mata, para suprimir uma testemunha do seu crime. Afinal, para os marxistas, na realidade o mal não existe desde que se trate unicamente de um mal social que pode ser liquidado com a revolução. Em vez disso, para Dostoiewski o mal existe como facto individual no coração de cada homem e exprime-se exactamente nos meios violentos dos quais se serve a revolução. Os marxistas lavam com a justificação histórica e social mesmo as consciências mais negras, Dostoiewski nega esta lavagem e afirma a existência inalienável do mal.
Assistimos portanto na U.R.S.S., de há noventa anos para cá [sic], a uma espécie de match entre Dostoiewski e Marx. O primeiro round foi ganho por Dostoiewski na medida em que escreveu uma obra-prima; o segundo por Marx, pelo facto de as suas teorias terem desencadeado uma revolução; mas o terceiro round parece ter sido ganho por Dostoiewski; o mal expulso pela janela pelo marxismo reentrou em torrente na U.R.S.S. pela porta do estalinismo, ou seja, dos meios usados pela revolução para se afirmar e se manter. E que coisa é, este mal? Disse-o Kruschev no seu discurso, assinalá-lo-ei mais brevemente: o mal na U.R.S.S. são as numerosas Lizavete, ou sejam, os numerosos inocentes torturados, aprisionados, mortos em nome da revolução e que agora são reabilitados, mas aos quais não se poderá jamais restituir a vida que lhes foi arrancada. O mal, em conclusão, é a dor, a imensa quantidade de dor que submergiu a Rússia nos últimos cinquenta anos. (...)"
(Alberto Moravia, Um Mês na U.R.S.S.)
 
Notas:
a) Não foi pela porta do estalinismo que o mal descrito por Moravia entrou/reentrou. Sabemos hoje que já tinha entrado antes
b, mais interessante) Moravia era comunista.

José Rodrigues: Pintura

José Rodrigues: Pintura / Para um novo «Cântico dos Cânticos» (16.07.94 / 07.08.94)

Gonfilarte Galeria Praça da República Vila Praia de Âncora. (Composição e impressão: Centro Gráfico Vila Praia de Âncora). In-4º gr. de [16] págs. Br.

Esta série de belos trabalhos a pastel (rigorosamente, desenho, e não pintura) é comentada por um breve, e de pouco valor acrescentado, texto de Albano Martins.

Exemplar por estrear de uma tiragem que se pode supor nada ampla.
 
5€

Vila Nova de Gaia (Terras de Rey Ramiro)

(Na capa:) Vila Nova de Gaia (Terras de Rey Ramiro)

II Festival Folclórico e Etnográfico de Gulpilhares, comemorativo do 26.º aniversário do Rancho Regional de Gulpilhares

(Composição e impressão: Tip. O Comércio de Gaia / Maio MCMLXIII). In-4º de 166 págs. Br.

“Era nossa intenção apresentarmos aquando da nossa Festa, deste ano, um pequeno volume em que se reunissem alguns escritos das terras gaienses e nos quais se relatassem as suas lendas, episódios históricos, mesmo se possível, as suas monografias, com fotogravuras dos seus monumentos, panoramas, etc. Para tal percorremos o concelho.”
Destaque para a colaboração de Domingos Pinho Brandão, que se dedicou à anfitriã Gulpilhares no que é o texto mais longo desta recolha; assinando os das outras freguesias nomes pouco conhecidos ou apenas celebrizados na freguesia respectiva (como o padre Saúde, Sandim).
Edição interessante sobre um concelho que é ele mesmo dos mais interessantes e variados – mar, campo, cidade, serra – do país.

18€

Santana Dionísio ― Da Urbe e do Burgo

1971 / Lello & Irmão – Editores (144, Rua das Carmelitas –) Porto. In-8º de XV, [1], 332, [4] págs. Br.

“Os presentes escritos, na sua quase totalidade, foram publicados inicialmente, desde 1960 a 1970, no jornal O Primeiro de Janeiro, de cuja Direcção o A. recebeu pronta e penhorante anuência à sua colectânea e republicação em volume”, que aqui conheceu a sua primeira de várias edições, constituindo já um dos títulos fundamentais no cada vez mais largo corpus da bibliografia portuense.

Exemplar quase impecável, não relevando o ligeiríssimo desgaste exterior.
 
15€

exposição levantamento da arte do século XX no Porto

(sob o patrocínio da Direcção Geral dos Assuntos Culturais da Secretaria de Estado da Cultura, do Ministério da Educação e Cultura e com a colaboração da Câmara Municipal do Porto)

(reprodução, impressão e encadernação de Rocha / Artes Gráficas – Vila Nova de Gaia). [S/d – 1975?]. In-4º esguio de págs. inums. Br.

Com uma página de breve biografia artistica dedicada a cada um dos nomes recenseados, a antologia foi organizada por ordem alfabética, de A (Amadeo, por exemplo) a Z (Zulmiro de Carvalho). Entre os organizadores estiveram Ângelo de Sousa, Fernando Pernes, Jorge Pinheiro e José Rodrigues.

Exemplar com marcas de desgaste na capa.

10€

Catálogo dos Postais Ilustrados Antigos: Porto

Catálogo dos Postais Ilustrados Antigos: Porto (organizado por Marina de Morais Freitas de Matos)
Biblioteca Pública Municipal do Porto / Porto 1986. In-8º gr. de 214, [2] págs. Br.
 
Junta-se: 

Catálogo dos Postais Ilustrados Antigos: Porto / suplemento (organizado por Marina de Morais Freitas de Matos)
Biblioteca Pública Municipal do Porto / Porto 1993. In-8º gr. de 62, [2] págs. Br.


Exemplares com algum desgaste e carimbos de biblioteca.

 
Preço conjunto: 10€.

O Traje no Distrito do Porto (finais do séc.XIX príncipios séc.XX)

(Recolha do Grupo de Danças e Cantares do C.A.A.S. • Porto.)

Conjunto de 29 postais classificados nas categorias «Trajes de Trabalho», «Trajes de Festa» e «Trajes de Vendedores», com particular peso dos concelhos de Porto e Gaia mas figurando espécimes de todo o distrito.

Colecção completa, conservando o estojo de embalagem. 

15€

Júlio Couto ― O Porto em 7 Dias: uma visita guiada à cidade

O Porto em 7 Dias: uma visita guiada à cidade (Edição ilustrada com mais de 200 fotografias, mapas e desenhos)

Porto - Ontem e Hoje • 1 / Edições Utopia. (1989). In-8º 281, [3] págs. Br.

“Não sei já há quantos anos penso que falta qualquer coisa que alguém possa ver, meter no bolso e ir percorrer as ruas desta minha cidade, na certeza de que vai sendo orientado para aquilo que vale a pena ser visto, ainda que seja verdade que aquilo que de mais rico existe no Porto não aparece à vista – está no peito de cada tripeiro, naquele seu jeito de se dar por inteiro a todos quantos dele carecem... e com um coração que não é capaz de se recusar, logo que a ele façam apelo...”
Este bonito guia teve fotocomposição e paginação das Edições Afrontamento.

Exemplar em bom estado, apesar de alguns defeitos superficiais.
 
10€

De um Outro Porto

Bons Livros (2003). In-4º gr. de págs. inums. Enc.

“Quem quiser finalmente manusear o Porto como palimpsesto de sucessivas falas, colocado sobre o mármore do tempo, terá de reverter a este álbum de João Menéres. O sermão da cidade é um contínuo de impulsos e de hesitações, ora visitado pelo sol, ora impregnado pela chuva, realizando a cada trajectória da objectiva uma perspectiva ou um enquadramento, um vazio ou uma projecção. A escrita da Urbe assume-se como substância da sua identidade, trucidada pela rasura ou pelo apagamento, por palavras engastadas ou substituídas, pela inclusão ou pela eliminação de um parágrafo. // Assim funda João Menéres um núcleo de almas, contemplando-nos com um mistério sacramental. Irmãos dessa gente que mora intra-muros, que compra e que vende em remotíssimas lojas onde jamais a luz da manhã penetra, agradeçamos-lhe a chamada, irrecusável chamada, à mesa da comunhão.”
Assim terminava o belo prefácio de Mário Cláudio, «Mysterium Fidey», a este álbum em que os interessantes textos de Júlio Couto entremeiam, como assinalando capítulos, as reportagens fotográficas de Menéres.
O volume, impresso em encorpado papel couché, foi encadernado em tela e revestido de sobrecapa em papel, a qual apresenta algumas marcas de provável deficiente armazenamento – no que constitui o único defeito de um exemplar ainda por estrear.
 
33€ 

Hélder Pacheco ― Porto

(Editorial Presença, 1985). In-4º de 214, [2] págs. Br.

“Este guia da cidade do Porto é sobretudo uma viagem ao interior de uma grande cidade portuguesa. A câmara – para usar de uma linguagem cinematográfica – ou talvez melhor, o olhar, que se detém em cada pedra ou recanto, é um olhar que capta o próprio movimento das coisas, o seu lento e longo processo de constituição desde um passado de décadas ou mesmo de séculos até à sua consistência actual (...)”. O volume foi o segundo título saído na série Novos Guias de Portugal.

Exemplar com sinais exteriores de desgaste e vestígios de manuseio no miolo, assinado no anterrosto.
 
14€

Hélder Pacheco ― O Grande Porto

O Grande Porto: Gondomar Maia MatosinhosValongo Vila Nova de Gaia

(Editorial Presença, 1986). In-4º de 297, [3] págs. Br.

Além do texto, também a maior parte das boas fotografias que o ilustram são do próprio Hélder Pacheco. Quarto título publicado na colecção Novos Guias de Portugal.

Exemplar com alguma usura exterior e uma assinatura de propriedade na folha de guarda.
 
14€

Hélder Pacheco ― Rostos da Gente

Rostos da Gente: Escritos sobre Património Cultural e Outras Histórias

Caminho (1987). In-4º gr. de 160 págs. Enc.

Primeira edição de um álbum que recolhe alguma da produção dispersa pelo autor na imprensa durante o decénio anterior; encadernado em tela com sobrecapa de papel ideada por Henrique Cayatte; e ilustrado nas dezenas de fotogravuras, boa parte delas a partir de originais do próprio Hélder Pacheco.
“Sendo este um livro de reflexos portuenses, não pretende ser livro portuense. O Porto é apenas o pano de fundo de um universo onde me interrogo – tentando manter olhos que vêem – acerca do passado, do presente e do (possível, provável) futuro. Aprendi também que o universal está ao nosso lado e que a tragédia grega, não podendo ser de outro país, é nossa por falar do homem sem se preocupar com o universal. E que ser provinciano não é falar à moda do Porto, de Gulpilhares ou da Flor da Rosa (bonito nome de terra e de mulher cheirando a flor), mas linguarejar cosmopolitamente para ser chique”.
 
Bom exemplar, ainda por estrear, apenas com ligeiro desgaste exterior.
 
17€