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amadeo de souza cardoso

maio · 1959 / secretariado nacional da informação. (Composto e impresso (...) com arranjo gráfico, legendas e notas (biográficas, bibliográficas e outras) de Paulo Ferreira / fots. Mário Novais e Traphot). In-4º de [34] págs. + [14] ff. de estampa. Br.

Com um texto introdutório altamente elogioso de Jean Cassou (então conservador-chefe do Museu de Arte Moderna parisiense) e um outro, hoje muito conhecido porque entretanto várias vezes repescado, de Almada. Edição ainda hoje fundamental sobre o grande cometa do nosso modernismo, particularmente interessante pelas estampas em folhas destacadas de papel couché  e pela transcrição de duas dezenas de excertos de textos críticos sobre Amadeo – todos saídos em França, salvo os de Almada, Diogo de Macedo e Jeanne Modigliani –, que dão bem uma ideia do prestígio que o maior génio da nossa pintura adquiriu, apesar da carreira tão demasiado breve, em terras gaulesas.
 
Exemplar mediano, com marcas de desgaste na capa e algum engelhamento (por humidade) também ao largo do volume.
 
16€

Exposição Retrospectiva da Obra do Pintor Eduardo Viana

S. N. I.  Palácio Foz / Lisboa, Abril de 1968. (Execução gráfica da Neogravura, Lda. e Oficinas Gráficas do S. N. I.). In-8º quadrado de [182] págs. Br.

Preparada com a colaboração de Sebastião Rodrigues e Chambers Ramos, a edição, impressa em bom papel encorpado, integra um extenso texto introdutório do segundo e também um quadro de notas biográficas; a que se segue, ocupando a grande maioria do volume, a reprodução (principalmente a p/b) dos trabalhos expostos.

Exemplar quase perfeito, salvo ligeiras marcas na sobrecapa ilustrada. 
 
23€

Encontro Internacional do Centenário de Fernando Pessoa

Fundação Calouste Gulbenkian / Lisboa, 5-7 de Dezembro de 1988. (Pref. 1989; D.L. 1990). In-4º peq. de 401, [5] págs. Br.

Edição monumental, preparada por Isabel Tamen, passando a letra de forma o colóquio organizado por Eduardo Lourenço, Vasco Graça Moura, Arnaldo Saraiva, Eduardo Prado Coelho, Teresa Rita Lopes, Manuel Gusmão, Fernando B. Martinho e Silvina Rodrigues Lopes (faziam além disso parte da Comissão Executiva Henriqueta Madalena, irmã do poeta, Azeredo Perdigão, Sophia e António Ramos Rosa). O grosso do volume reproduz as comunicações apresentadas, distribuídas pelos temas principais «Linguística e Crítica Textual em Fernando Pessoa», «A Prosa de Ficção em Fernando Pessoa», «O Pensamento de Fernando Pessoa (Filosófico, Estético, Ético e Político», «Religião e Esoterismo de Fernando Pessoa» e o sub-dividido e maior «Fernando Pessoa e a Cultura Contemporânea»; da autoria de, só por exemplo, Cleonice Berardinelli, Ivo Castro, Óscar Lopes, Luciana Stegagno Picchio, Giuseppe Tavani, Teresa Rita Lopes, Carlos Felipe Moisés, Maria Alzira Seixo, Robert Bréchon, Nelly Novaes, Vergílio Ferreira, José Gil, Agustina, Alfredo Margarido, José Augusto Seabra, Onésimo Teotónio de Almeida, Ángel Crespo, José Carlos Seabra Pereira, António Quadros, Fernando Guimarães, Georg Rudolf Lind, José Sasportes, Michel Chandeigne, Dalila Pereira da Costa, Silvina Rodrigues Lopes, Fernando Martinho, E. M. de Melo e Castro, Almeida Faria, Eugénio Lisboa e Eduardo Lourenço. No final, há ainda um apêndice com a ampla recensão do que fôra saindo na imprensa.
   
 
Bom exemplar, só com superficiais defeitos exteriores.
 
25€

Silva Bélkior ― Carmina Pessoana

Carmina Pessoana: 35 poemas de Fernando Pessoa em latim (edição bilingue)

Lisboa – 1985. (Composto e impresso Tip. Macarlo). In-8º de 79, [1] págs. Br.

“A selecção dos poemas ora traduzidos, ou aproximadamente vertidos para o latim, atendeu ao gosto pessoal e à afinidade formal entre mãe e filha, aqui de mãos dadas. Haverá de notar que não heteronimizam...”. Num total de 35, estão entre eles «O Menino de sua Mãe», «Dá a surpresa de ser», «Autopsicografia», «Eros e Psique», «Sou um guardador de rebanhos», «Para ser grande, sê inteiro».

Edição do autor (um devoto pessoano brasileiro), impressa em bom papel.

Exemplar impoluto.

10€

Sub-Camões sobre Camões

Já ouvi doze vezes dar a hora
No relógio que diz que é meio-dia
A toda a gente que aqui perto mora.
(O comentário é do Camões agora:)
«Tanto que espera! Tanto que confia!»
Como o nosso Camões, qualquer podia
Ter dito aquilo, até outrora.
 
E ainda é uma grande coisa a ironia.
 
 
 
(Fernando Pessoa)

Fernando Pessoa ― Poesias Inéditas (1919-1930)

Edições Ática, Lisboa. (1956). In-8º de 202, [6] págs. Br.

Este segundo volume publicado integra um novo prefácio de Jorge Nemésio e uma folha couché ilustrada pelo famoso retrato de Pessoa na Brasileira do Chiado, por Almada. Primeira edição.

O exemplar pertenceu igualmente a Monteiro de Frias e tem igualmente o selo da figueirense Casa Havanesa.

15€

Fernando Pessoa ― Poesias Inéditas (1930-1935)

Edições Ática, Lisboa. (1955). In-8º de 199, [1] págs. Br.

Primeira edição desta recolha do espólio manuscrito e dactilografado do poeta, preparada por Jorge Nemésio (que assina a advertência preliminar) sob auxílio do pai Vitorino Nemésio (de quem é o prefácio). Algumas destas composições viriam entretanto a ser repescadas nas diversas monumentais pessoanas.

O exemplar tem a discreta assinatura do crítico e ensaísta José Monteiro de Frias, que o terá comprado na Casa Havanesa.

15€

Fernando Pessoa ― Mensagem

1950 / Ática, Limitada / Lisboa. In-8º de 103, [1] págs. Br.

Esta quarta edição – impressa sobre papel avergoado – do poema foi a segunda publicada pela Ática (a anterior era de 1945), que já neste mesmo 1950 as começaria a fazer sair em barda até hoje.
Alguns ligeiros vestígios de acidez na capa;  no miolo, raros e ínfimos.
 
15€ 

Fernando Pessoa ― A Nova Poesia Portuguesa

A Nova Poesia Portuguesa / por (...) / com um prefácio de Álvaro Ribeiro

Editorial «Inquérito» Limitada, Lisboa. (1944). In-8º de 92, [6] págs. Br.
 
O volume reúne os conhecidos artigos, dados a lume pelo poeta n’A Águia, sobre a então nova poesia portuguesa, a qual, de acordo com a sua tese, abriria alas ao «Super-Camões» que ele próprio se pretendia (há delírios para tudo); acrescentados no final da também badalada réplica a Adolfo Coelho que seria recenseada por Boavida Portugal no livro do seu Inquérito Literário. Quanto ao prefácio, nada delirante, de Álvaro Ribeiro («Fernando Pessoa, poeta e filósofo»: apesar do optimismo da segunda, explica bem por que não diz antes «poeta-filósofo»...), apontava várias linhas temporãs de análise que o tempo viria a confirmar. Edição saída na série «Cadernos Culturais».
 
Exemplar, na maior parte, ainda por estrear, conservando a maioria dos cadernos por abrir.
 
20€

Fernando Pessoa ― Poesia (introdução e selecção de Adolfo Casais Monteiro)

Editorial Confluência. (1945). In-8º de 218, [6] págs. Br.
 
Segunda edição, acrescentando alguns poemas entretanto recolhidos nas «Obras Completas» e ilustrada na capa por um desenho de Dacosta. O longo estudo introdutório de Casais Monteiro debruça-se, depois de situar Pessoa no panorama da poesia portuguesa (um dos quatro pontos constitutivos de um “sistema orográfico” que a representaria, com Camões, Antero e Pascoaes), sobre o problema dos heterónimos e a questão da personalidade literária; transcrevendo passagens de algumas cartas por ele recebidas do poeta. Reproduzidos numa folha destacada em papel couché são dois retratos do antologiado, o de Victoriano Braga e o de Ferreira Gomes.
Salvo erro, foi esta a primeira grande antologia pessoana, que nesta segunda série, aumentada, serve de base ainda hoje a reedições várias, em Portugal (Editorial Presença, por exemplo) e no Brasil.
 
25€

Adolfo Casais Monteiro ― Estudos sôbre a Poesia de Fernando Pessoa

Estudos sôbre a Poesia de Fernando Pessoa (capa de Fernando Gerardo)

1958 / Livraria Agir Editôra, Rio de Janeiro. In-8º de 258, [2] págs. Br.

“O grande mérito dêstes Estudos sôbre a poesia de Fernando Pessoa consiste em evitar a confusão dos problemas psicológicos com os da própria poesia. O método crítico de Adolfo Casais Monteiro, que se afasta igualmente do biografismo, da análise puramente formal e da explicação por meio das causas exteriores, permite-lhe abordar a obra de Fernando Pessoa sob os mais variados aspectos, sem perder de vista a sua unidade fundamental, deixando bem claro o elemento inapreensível e inexplicável que, em todo grande poeta, constitui o próprio âmago da sua criação”.
Primeira edição, rara por cá, de um conjunto de ensaios como «A Geração do Orpheu. Situação do Modernismo», «Verdade e Ficção: os Heterónimos de Fernando Pessoa», «O Insincero Verídico» e «Fernando Pessoa e a Crítica» (estes dois últimos conheciam já edição independente).
 
Exemplar mediano.
 
25€

Mário Cesariny ― Louvor e Simplificação de Álvaro de Campos

(Edições Contraponto, Lisboa). [S/d]. In-4º de [8] págs. Br.
 
“Parece que houve Natal e Ano Novo e eu resolvo retribuir assim algumas das boas festas em que amigos e parentes tiveram a bondade de envolver-me: a impressão do presente fragmento do meu poema «Louvor e Simplificação de Álvaro de Campos», para vender aos amigos, e aos parentes, por vinte e cinco tostões” é como começava a conhecida, por várias vezes recuperada, «Nota do Autor» que inicia o folheto (termina nesta versão reimpressa com uma recensão de António Ramos Rosa para o Ler). Preparado em parelha por Luís Pacheco e pelo próprio Cesariny, é hoje das peças mais valorizadas do poeta, em qualquer das duas tiragens que teve.
[Muito mais tarde, já em 1997, Rodrigo Leão e Gabriel Gomes comporiam música para o começo deste texto, sobreposta à leitura dele pelo autor, no álbum, cujo título também lhe é devido, Entre Nós e as Palavras].

Bom exemplar.

80€

Georges Güntert ― Fernando Pessoa: O Eu Estranho

Publicações Dom Quixote / Lisboa, 1982. In-8º de 230, [2] págs. Br.
 
Fernando Pessoa: o Eu Estranho constituiu, em 1970, a tese de doutoramento [Das fremde Ich] do Prof. Georges Güntert, actualmente catedrático de literaturas românicas na Universidade de Zurique. A sua publicação em tradução portuguesa [Maria Fernanda Cidrais] coloca agora ao dispor dos estudiosos de Pessoa e do público em geral um trabalho que, como acentuou o Prof. Georg Rudolf Lind, abunda em análises subtis e originais”. Entre outros, foram consagrados capítulos individuais a Caeiro, a Álvaro de Campos, a Ricardo Reis e à Mensagem.
Edição patrocinada pelo Instituto Português do Livro.

Exemplar por estrear.
 
15€

David Mourão-Ferreira ― Nos Passos de Pessoa (Ensaios)

Editorial Presença. (1988). In-8º de 177, [3] págs. Br.

Primeira edição de um livro que agrega os textos «Pessoa antes de Orpheu e em Orpheu 1», «Sá de Miranda, a écloga e Fernando Pessoa», «Camões à luz de Pessoa», «Antero, Larbaud, Pessoa: a ode como forma de modernidade», «Ícaro e Dédalo: Mário de Sá-Carneiro e Fernando Pessoa», «Do auto-apagamento de Pessoa a certas tácticas de publicação», «Sobre as «Cartas de Amor» de Fernando Pessoa», «Algumas mulheres na poesia de Fernando Pessoa», «Uma dissertação modelar sobre Fernando Pessoa» e «Notas sobre Fernando Pessoa: O «Caso» de Alberto Caeiro»; antes publicados em revistas literárias e volumes colectivos ou lidos em conferências e outros contextos mais ou menos académicos. Capa ilustrada por uma pintura do escultor Francisco Simões representando o poeta.

Exemplar por estrear, apenas ligeiramente desdourado por uma pequena marca de sujidade no corte inferior das folhas (junto à margem exterior), que não chega a afectar nenhuma das páginas.
 
12€    

Fernando Pessoa e a Europa do Século XX

Fundação de Serralves. (1991). In-4º gr. de 308, [2] págs. Enc.

Edição monumental, organizada por Maria João Fernandes (à época, a directora de Serralves, ainda pré-museu de arte contemporânea) e Maria de Fátima Lambert, sob o patrocínio da Bial e a tutela do Comissariado Português para a Europália e do Instituto Português do Livro. As ilustrações são abundantes e variadas, e os textos, para o efeito e recolhidos de comunicações, da autoria de António Ramos Rosa, Maria da Glória Padrão, Arnaldo Saraiva, Eduardo Lourenço, Teresa Rita Lopes, Gilbert Durand, Lima de Freitas, Nunes dos Santos, José Augusto Seabra, José Saramago, Fernando de Azevedo, Maria João Fernandes e Miguel Yeco; no final do volume traduzidos para francês.

O volume foi encadernado pelo editor em tela e revestido de uma sobrecapa ilustrada de papel que o exemplar conserva, embora com alguns vincos na face inferior.
 
33€      

Remiscências sobre Fernando Pessoa

Reminiscências sobre Fernando Pessoa (Uma celebração da Ode Marítima de Álvaro de Campos – Gravuras de Bartolomeu dos Santos) / Coração de Ninguém (Teresa Rita Lopes)

1998. In-8º de 48 págs. Br.

Edição conjunta do Instituto de Arte Contemporânea e do IPLB, sob o patrocínio do Ministério da Cultura e do seu programa «Rotas», reproduzindo peças da exposição de fotogravuras sobre metal e água tinta de Bartolomeu dos Santos e da mostra iconográfica sobre Pessoa intitulada «Coração de Ninguém». A «Apresentação» destaca que “O interesse de Bartolomeu pela obra de Fernando Pessoa era quase inevitável, uma vez que os temas de ambos se cruzam tão obviamente”, tendo o artista composto “um trabalho sistemático sobre o poeta e o seu mundo próprio e heterónimo, ultrapassando claramente o âmbito de mera ilustração e afirmando-se antes como uma posição estética de pleno cruzamento criativo”; e o texto de Teresa Rita Lopes oferece apontamentos sobre a infância do poeta, a heteronímia e a relação com Ofélia Queirós.

Exemplar ainda novo, em condição impecável.
 
5€

Prémios literários: uma romaria sem grande mensagem...

O argumento mais usado e mais decisivo para arrasar a pertinência dos prémios literários do Estado Novo (embora pudéssemos arrasar a de todos...) é o de no primeiro ano da sua atribuição o Prémio Antero de Quental ter sido concedido ex-aequo a Fernando Pessoa e ao Padre Vasco Reis, mas com este a ficar de facto com o primeiro lugar. Durante toda a vida, parece que o próprio padre desdenharia da sua produção e juraria o absurdo da vitória da sua Romaria em detrimento da Mensagem pessoana, aliás ideologicamente também tão a contento do novo regime. Quanto ao patrono do concurso, só não deu voltas no túmulo porque não iria muito à bola com o nacionalismo fernandino. A paz do cemitério açoriano de São Joaquim, onde está sepultado o Santo Antero, agradece.
 
Foi esta a primeira edição da dita Romaria, que até teve direito a reedição. Não uma por ano, mas teve.
[Fotografia do exemplar da Casa Fernando Pessoa]

António Ferro ― Prémios Literários (1934-1947)

Edições SNI, Lisboa. 1950. In-8º de 217, [7] págs. Br.
 
Publicado na série «Política do Espírito», graficamente bem apurada e impressa em bom papel, o volume reproduz os 14 discursos - na prosa costumeira, redundante e soporífera q.b., de Ferro - pronunciados pelo autor, enquanto dirigente do S.P.N. (depois S.N.I.), nos anos em questão; incluindo, a terminar, o regulamento dos prémios literários e a lista dos premiados nas várias categorias ao longo desse período, e de início a transcrição do proémio de Salazar na primeira festa de distribuição de prémios (o ano em que foi distinguido - pela Mensagem - Fernando Pessoa, que, estranhamente, aparece na referida lista na parte superior da chaveta com os dois premiados ex-aequo, apesar de ter ficado em segundo, e não em primeiro lugar - atribuído a alguém que só por isso é hoje minimamente conhecido, o padre Vasco Reis, por Romaria).
 
Bom exemplar, não tendo senão ligeiríssimos vestígios de acidez.
 
15€

António Ferro ―Teatro e Cinema (1936-1949)

Edições SNI, Lisboa. 1950. In-8º de 140, [8] págs. Br.

Agrupa, sob a secção «Teatro», os textos «O sonho vosso de cada noite», «O Teatro do Povo no alto da Serra» e «Teatro Ligeiro, teatro sério»; e, em «Cinema», «Cinemas ambulantes, caravanas de imagens», «Grandeza e miséria do Cinema Português», «O Estado e o Cinema» e «O Cinema e o Teatro».

Bom exemplar, apenas fugazmente marcado por acidez nas folhas finais.

10€ (reservado)

José Régio ― A Salvação do Mundo

A Salvação do Mundo: peça em três actos de (...)

Lisboa, Teatro Municipal de São Luiz. 1971. In-8º gr. de XLVII, [V], 191, [1] págs. Br.

Edição especial publicada por ocasião da abertura do teatro lisboeta – inaugurado precisamente com a peça de Régio, encenada por Costa Ferreira e tendo como intérpretes, entre outros, Eunice Muñoz, João Lourenço, Vítor de Sousa, Maria de Jesus Aranda, Fernanda Figueiredo e Ernesto Gonçalves –, em colaboração com a Brasília Editora. Inclui textos introdutórios de Luís Francisco Rebelo, Costa Ferreira e Fernando Midões, além da reprodução de três textos de Régio sobre teatro e de uma selecção de textos críticos sobre a sua produção dramática (de Álvaro Ribeiro, Duarte Ivo Cruz, Eugénio Lisboa, Jorge de Sena, Luciana Stegagno Picchio, Luís Francisco Rebelo, Tomás Ribas, etc.). Inclui ainda cronologia das edições e representações das peças do escritor (com fotografias de várias) e a reprodução de dois desenhos dele.

Bom exemplar.
 
15€

Poesia 71 (Selecção de Fiama Hasse Pais Brandão e Egito Gonçalves)

Editorial Inova Limitada. (1972). In-8º de 252, [4] págs. Br.

Concebida graficamente por Armando Alves e integrando um desenho de outro «vinte», Ângelo de Sousa, a recolha contempla, entre muitos outros, Alberto Pimenta, Alexandre O’Neill, Almada, Ramos Rosa, Carlos de Oliveira, Mourão-Ferreira, Eugénio de Andrade, Fernando Echevarria, a própria Fiama, Hélder Macedo, Hélia Correia, Herberto, Irene Lisboa, Ary dos Santos, Régio, Maria Teresa Horta, Cesariny, Nuno Guimarães, Pedro Tamen, Ruy Belo, Ruy Cinatti, Sophia e Nemésio.
 
Exemplar impoluto e conservando o folheto de promoção editorial.
 
24€

Novíssimo Teatro Português (coligido por Ilídio Ribeiro)

Lisboa. Edição dos Autores. [S/d - 1962?]. In-8º esguio de 130, [2] págs. Br.
 
Edição colectiva das peças de Artur Portela Filho («O General»), Augusto Sobral («O Borrão»), Fiama («O Museu»), José Sasportes («Funerais: Fantasia macabra em duas partes») e Maria Teresa Horta («O Delator») – todas, salvo erro, inéditas. Apresenta, a abrir, um «Apelo» de Bernardo Santareno e, a fechar, os depoimentos de Portela Filho e de José Sasportes.
A este livro têm sido dedicados ao longo do tempo diversos artigos e recensões, quer na perspectiva dos caminhos do teatro português, quer na da censura que o proibiu após a publicação.

Bom exemplar, sem defeitos significativos.
 
18€

Fiama Hasse Pais Brandão ― O Testamento

Portugália Editora. Lisboa. (1962). In-8º de 129, [3] págs. Br.
 
Edição original de um dos títulos primitivos da escritora, dada a lume na série «Novos Dramaturgos».

Bom exemplar, apenas com discretas marcas na capa.
 
20€

Fiama Hasse Pais Brandão ― Quem Move as Árvores

Arcádia. (Lisboa, 1979). In-8º de 145, [3] págs. Br.
 
Primeira edição, publicada na «Colecção Teatro».

Exemplar com ligeiras marcas na capa; quase perfeito no miolo.

15€

História do Futuro (VII)

Isto está hoje nas mãos de meia dúzia de cavalheiros, que dispõem das livrarias e dos jornais. Quem não estiver com eles é esmagado. E cada vez será pior...
 
(Raul Brandão, em carta a Pascoaes)

René Dumesnil ― Portraits de Musiciens Français

Éditions d'Histoire et d'Art - Librairie Plon, Paris. In-8º de 248, [6] págs. Br.

Edição, como todas as desta série («Les Maitres de l'Histoire»), graficamente cuidada, impressa em bom papel e ilustrada ao longo do volume por heliogravura sobre folhas destacadas; tendo ainda na capa uma outra gravura, em relevo circular - medalhão, reproduzindo um trabalho artístico alegórico. Capítulos dedicados a Debussy, Saint-Saëns, Erik Satie, Albert Roussell, Ravel, etc.

Exemplar ainda em boa condição geral, posto que algo prejudicado por ligeiros defeitos na capa e marcas de acidez que aparecem com alguma regularidade ao largo do volume. 
 
24€

Félix Clément & Pierre Larousse ― Dictionnaire des Opéras

Dictionnaire des Opéras (dictionnaire lyrique) contenant l’analyse et la nomenclature de tous les opéras, opéras-comiques, opérettes et drames lyriques représentés en France et a l’etranger depuis l’origine de ces genres d’ouvrages jusqu’a nos jours // par (...) / Revu et mis à jour par Arthur Pougin

Paris: Librairie Larousse. [S/d]. In-4º peq. de 1196, [4] págs. Enc.
 
Foi o primeiro grande tratado do género alguma vez publicado, contando esta edição, bastante aumentada, com um prefácio do próprio Pougin (que acresce ao da original, também reproduzido).

Exemplar revestido de boa encadernação pontilhada, gravada a ouro em casas abertas na lombada, mas sem a capa própria.
 
45€

Oliva Guerra ― Ritmos

Sassetti & C.ª Editores, Lisboa. (1928). In-8º de 136, [8] págs. Br.

O volume recolhe os textos de conferências pronunciadas pela autora em ocasiões e a pretextos vários: «Cesar Franck e a sua obra», «Elogio da Arte», «Erik Satie e Os Seis», «O Romantismo de Chopin e Liszt» e «Danças de Hespanha». Capa ilustrada por um trabalho original de Stuart Carvalhais.

Exemplar bem conservado no miolo, tendo porém a capa ligeiramente prejudicada por pequenos defeitos e falhas; e o carimbo da ainda hoje existente (mas sem livraria) Casa Moreira de Sá, que o repetiu três consecutivas vezes, não fôssemos perceber à primeira.
 
14€

O Livro na Arte (XII)

Com alguma injustiça, Sarah Afonso é hoje quase só lembrada como a mulher de Almada Negreiros - por trás de um grande homem, por trás de um grande pintor e escritor, etc. Mas ela mesma foi sempre uma interessantíssima artista, apesar de, logo após casada, ter decidido apoiar o marido e dedicar-se sobretudo às lides domésticas. No desenho, solto, fresquíssimo, é que talvez mais longe a senhora poderia ter ido. Mas mesmo os óleos, pintados entre uma desenvoltura falsamente naif e a estilização típica do autor de Nome de Guerra, são muitas vezes encantadores. Este, além do mais, representa uma figura feminina ela mesma encantada - pela leitura, como sói acontecer.

William Fullerton ― Architectural Examples

Architectural Examples in Brick, Stone, Wood and Iron, by William Fullerton (architect, formerly of the Department of Applied Sciences, King’s College, London, and Art Schools, South Kensington) / “Choose well: your choice is brief and yet endless” / second edition

London: E. & F. N. Spon, 125 Strand / New York: Spon & Chamberlain, 12 Cortlandt Street. 1895. In-4º gr. de XXII, [II], 34, [II] págs. + 220 ff. de estampa. Enc.

Segunda das três edições, todas tidas por raras, que este monumental tratado terá conhecido em finais de XIX (ao longo do XX teve várias reedições, até hoje). Após algumas dezenas de páginas introdutórias, de notas, o álbum oferece mais de duas centenas de estampas em que se reproduz toda a espécie de desenhos e esboços arquitectónicos, muitos da mão do próprio arquitecto irlandês - e normalmente de traça vitoriana.
Encadernação do editor, em percalina, gravada a ouro e a frio na lombada e na pasta superior.
Exemplar em relativo bom estado, sem defeitos de grande importância.


55€

Léon Palustre ― L'Architecture de la Renaissance

Paris: Ancienne Maison Quantin, Librairies-Imprimeries réunies. (1892). In-8º de 352, [2] págs. Enc.

Compõe-se o tratado de três livros: um dedicado a Itália; outro, a França; e o final, ao resto da Europa central e ocidental, sub-dividido em três capítulos, dos quais o último (com que encerra o volume) é votado a Espanha e a Portugal.
Edição primitiva e mais valiosa.

Exemplar da série encadernada pelo editor em percalina gravada a ouro (pasta superior e lombada) e a seco (lombada e ambas as pastas). A encadernação apresenta pequenas manchas, o miolo conserva-se praticamente incólume.
 
30€

Constantinos A. Doxiadis ― arquitectura em transição

arquitectura em transição (trad. de Aníbal S. A. Vieira)
 
Arménio Amado – Editor, Sucessor / Ceira – Coimbra. (1965). In-8º gr. de 207, [1] págs. Br.

Escrevia o autor no seu prefácio resultar este livro “de anos de viagens, anos de observação directa, anos de meditação e discussão” que deram mote aos capítulos «Confusão Arquitectónica», «Época de transição», «As causas da crise», «Arquitectos e Arquitectura», «Soluções novas para novos problemas», «Regresso a uma Arquitectura universal», «O lançamento dos alicerces» e «Saindo da escuridão». Primeira e decerto única edição portuguesa, baseada na original em língua inglesa, com ilustração por dezenas de gravuras e fotogravuras.

Exemplar em bom estado, salvo pequenas marcas de tempo na capa e de manuseio no miolo.  
 
10€ 

Stefano Ray ― L’Architettura dell’Occidente

L’Architettura dell’Occidente (Dalla Grecia All’età contemporanea: luoghi, storia, cultura)

NIS, Nuova Italia Scientifica. (1987). In-8º de 325, [3] págs. Br.

Primeira edição deste panorâmico tratado, com abundantes ilustrações (quase metade do volume são folhas couché de estampas).

Exemplar por estrear.
 
15€

José Francisco de Paiva, Ensamblador e Arquitecto do Porto [1744-1824]

Lisboa 1973. (Composição e Impressão na Neogravura, Lda. Orientação gráfica de Sebastião Rodrigues). In-4º de 260, [2] págs. Br. 

Dedicado ao “Arquitecto dos Quartéis”, o trabalho de Maria Helena Mendes Pinto, sob o patrocínio do Museu Nacional de Arte Antiga, foi abundantemente ilustrado pela reprodução de desenhos, estudos, peças de mobiliário, etc. 
 
Exemplar praticamente perfeito.
 
27€

Exposição Etnográfica do Douro-Litoral e II Feira das Colheitas: Livro Oficial

Editor Hernani Carregal / Organização de Hernani da Costa & C.ª / Capa de José Luiz / Papéis de Cruz, Sousa & Barbosa, Lda. / Composição e impressão da Tipografia Costa Carregal, Pôrto. (1940). In-8º. Br.

Com tiragem de 2200 exemplares, a edição contou com textos de, entre outros, Magalhães Basto, Armando de Matos, Mendes Correia e Augusto Pires de Lima; e ilustrações de Carlos Carneiro, Gouveia Portuense, José Luís e João Alberto. Integra dois mapas em destacado: um, da então novel província do Douro Litoral, e outro da disposição da Feira das Colheitas.

Exemplar, como de costume, muito bem conservado no miolo (a impressão foi em bom papel), mas também na capa, parecendo por estrear.
 
24€ 

Irmandade de Nossa Senhora da Lapa

Venerável Irmandade de Nossa Senhora da Lapa: Factos da sua História (coligidos por Cesário Coelho) / (2.ª edição)

Porto, 1973. (Imprensa Social, Secção da Coop. Povo Portuense). In-8º de 45, [3] págs. Br.

Ilustrado em três folhas inteiras à parte (vistas de interior e exterior da Igreja, Hospital). As folhas finais apresentam uma lista de «Efemérides» relacionadas com a instituição.
 
Bom exemplar, decerto por inaugurar.

10€

John Delaforce ― The Factory House at Oporto

Christie’s Wine Publications: 1979. (London). In-8º de XII, 108 págs. Br.
 
O estudo de Delaforce, bastante sóbrio e competente, interessará genericamente sobretudo pelos capítulos iniciais, em que deixa várias achegas relativas aos primeiros tempos do comércio e da exploração vinícola dos ingleses cá; de início, conforme se sabe, entre o Alto Minho, o Porto e o Douro.
Saída em Inglaterra, a edição é por cá invulgar, estando este exemplar especialmente valorizado por um dedicatória de oferta do próprio Delaforce “To Bishop Daniel, with my complements”.
 
22€  

Anda(va)m Faunos pelos Jardins

Se o leitor está no Porto, e vai apaixonado ao Jardim de S. Lázaro, e conhece a família da menina casadoira, por quem anda em brasa, faz a sua primeira cortesia, e foge de encontrá-la segunda vez, porque repetir a cortesia é, além de provincianismo puro minhoto, cousa que cheira a inconveniência, e pode ser até escândalo. Resta-lhe o expediente comum, e salva assim a honra das famílias: é amoutar-se como fauno por entre as murtas e bosques de acácias, lobrigando aqui, e além, a caça estranha.
No Jardim de S. Lázaro os dois sexos dão ao passeio o que as sovinas municipalidades não têm querido dar-lhe; isto é, uma luxuosa superabundância de estátuas, as quais, tirante a alma, nem sempre se avantajam às do mármore nacional. 

(Camilo Castelo Branco)

Eugénio de Andrade ― A Domingos Peres das Eiras, com umas Violetas

A Domingos Peres das Eiras, com umas Violetas (To Domingos Peres das Eiras, with a few Violettes / A Domingos Peres das Eiras, avec quelques Violettes)

Fundação Engenheiro António de Almeida. (1986). In-8º de 32, [4] págs. Br.

Edição trilingue, fora do mercado, preparada pela Inova sob o cuidado de Cruz dos Santos e Armando Alves e destinada à Fundação boavisteira. Alexis Livitin assegurou a tradução para inglês e Christian Auscher para francês. O volume foi ilustrado por gravuras antigas, fotografias de Ricardo Fonseca e uma aguarela de António Cruz.

Exemplar por estrear.

8€

Eugénio de Andrade ― Daqui Houve Nome Portugal

Daqui Houve Nome Portugal: Antologia de verso e prosa sobre o Porto (3.ªedição, aumentada)

o oiro do dia (1983). In-8º de 288, [6] págs. Br.

“Uma antologia ilustrada de textos literários sobre o Porto onde os seus mil e cem anos de baptismo cristão ganham corpo visível e palpitante. Lê-se ou folheia-se com uma adesão estranhamente saudosa a tanta vida, não se sabe até que ponto vivida por nós ou por outrem – como quem percorre um álbum fotográfico de família, com notas confidentes de várias mãos.” (Óscar Lopes)

Bom exemplar, parecendo por inaugurar e sem defeitos de monta.
 
15€

Mário Cláudio ― Noites de Anto: Alegoria em Sete Quadros

rolim (1988). In-8º de 92, [4] págs. Br.

Primeira peça de teatro do autor, representada na estreia (Casa da Comédia), entre outros, por António Feio (como Anto), Felipe Ferrer e Fernando Luís.

Exemplar por estrear.
 
8€