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11 de março de 2016

Prémios literários: uma romaria sem grande mensagem...

O argumento mais usado e mais decisivo para arrasar a pertinência dos prémios literários do Estado Novo (embora pudéssemos arrasar a de todos...) é o de no primeiro ano da sua atribuição o Prémio Antero de Quental ter sido concedido ex-aequo a Fernando Pessoa e ao Padre Vasco Reis, mas com este a ficar de facto com o primeiro lugar. Durante toda a vida, parece que o próprio padre desdenharia da sua produção e juraria o absurdo da vitória da sua Romaria em detrimento da Mensagem pessoana, aliás ideologicamente também tão a contento do novo regime. Quanto ao patrono do concurso, só não deu voltas no túmulo porque não iria muito à bola com o nacionalismo fernandino. A paz do cemitério açoriano de São Joaquim, onde está sepultado o Santo Antero, agradece.
 
Foi esta a primeira edição da dita Romaria, que até teve direito a reedição. Não uma por ano, mas teve.
[Fotografia do exemplar da Casa Fernando Pessoa]