catálogo on-line

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António Ferro ―Teatro e Cinema (1936-1949)

Edições SNI, Lisboa. 1950. In-8º de 140, [8] págs. Br.

Agrupa, sob a secção «Teatro», os textos «O sonho vosso de cada noite», «O Teatro do Povo no alto da Serra» e «Teatro Ligeiro, teatro sério»; e, em «Cinema», «Cinemas ambulantes, caravanas de imagens», «Grandeza e miséria do Cinema Português», «O Estado e o Cinema» e «O Cinema e o Teatro».

Bom exemplar, apenas fugazmente marcado por acidez nas folhas finais.

10€ (reservado)

José Régio ― A Salvação do Mundo

A Salvação do Mundo: peça em três actos de (...)

Lisboa, Teatro Municipal de São Luiz. 1971. In-8º gr. de XLVII, [V], 191, [1] págs. Br.

Edição especial publicada por ocasião da abertura do teatro lisboeta – inaugurado precisamente com a peça de Régio, encenada por Costa Ferreira e tendo como intérpretes, entre outros, Eunice Muñoz, João Lourenço, Vítor de Sousa, Maria de Jesus Aranda, Fernanda Figueiredo e Ernesto Gonçalves –, em colaboração com a Brasília Editora. Inclui textos introdutórios de Luís Francisco Rebelo, Costa Ferreira e Fernando Midões, além da reprodução de três textos de Régio sobre teatro e de uma selecção de textos críticos sobre a sua produção dramática (de Álvaro Ribeiro, Duarte Ivo Cruz, Eugénio Lisboa, Jorge de Sena, Luciana Stegagno Picchio, Luís Francisco Rebelo, Tomás Ribas, etc.). Inclui ainda cronologia das edições e representações das peças do escritor (com fotografias de várias) e a reprodução de dois desenhos dele.

Bom exemplar.
 
15€

Poesia 71 (Selecção de Fiama Hasse Pais Brandão e Egito Gonçalves)

Editorial Inova Limitada. (1972). In-8º de 252, [4] págs. Br.

Concebida graficamente por Armando Alves e integrando um desenho de outro «vinte», Ângelo de Sousa, a recolha contempla, entre muitos outros, Alberto Pimenta, Alexandre O’Neill, Almada, Ramos Rosa, Carlos de Oliveira, Mourão-Ferreira, Eugénio de Andrade, Fernando Echevarria, a própria Fiama, Hélder Macedo, Hélia Correia, Herberto, Irene Lisboa, Ary dos Santos, Régio, Maria Teresa Horta, Cesariny, Nuno Guimarães, Pedro Tamen, Ruy Belo, Ruy Cinatti, Sophia e Nemésio.
 
Exemplar impoluto e conservando o folheto de promoção editorial.
 
24€

Novíssimo Teatro Português (coligido por Ilídio Ribeiro)

Lisboa. Edição dos Autores. [S/d - 1962?]. In-8º esguio de 130, [2] págs. Br.
 
Edição colectiva das peças de Artur Portela Filho («O General»), Augusto Sobral («O Borrão»), Fiama («O Museu»), José Sasportes («Funerais: Fantasia macabra em duas partes») e Maria Teresa Horta («O Delator») – todas, salvo erro, inéditas. Apresenta, a abrir, um «Apelo» de Bernardo Santareno e, a fechar, os depoimentos de Portela Filho e de José Sasportes.
A este livro têm sido dedicados ao longo do tempo diversos artigos e recensões, quer na perspectiva dos caminhos do teatro português, quer na da censura que o proibiu após a publicação.

Bom exemplar, sem defeitos significativos.
 
18€

Fiama Hasse Pais Brandão ― O Testamento

Portugália Editora. Lisboa. (1962). In-8º de 129, [3] págs. Br.
 
Edição original de um dos títulos primitivos da escritora, dada a lume na série «Novos Dramaturgos».

Bom exemplar, apenas com discretas marcas na capa.
 
20€

Fiama Hasse Pais Brandão ― Quem Move as Árvores

Arcádia. (Lisboa, 1979). In-8º de 145, [3] págs. Br.
 
Primeira edição, publicada na «Colecção Teatro».

Exemplar com ligeiras marcas na capa; quase perfeito no miolo.

15€

História do Futuro (VII)

Isto está hoje nas mãos de meia dúzia de cavalheiros, que dispõem das livrarias e dos jornais. Quem não estiver com eles é esmagado. E cada vez será pior...
 
(Raul Brandão, em carta a Pascoaes)

René Dumesnil ― Portraits de Musiciens Français

Éditions d'Histoire et d'Art - Librairie Plon, Paris. In-8º de 248, [6] págs. Br.

Edição, como todas as desta série («Les Maitres de l'Histoire»), graficamente cuidada, impressa em bom papel e ilustrada ao longo do volume por heliogravura sobre folhas destacadas; tendo ainda na capa uma outra gravura, em relevo circular - medalhão, reproduzindo um trabalho artístico alegórico. Capítulos dedicados a Debussy, Saint-Saëns, Erik Satie, Albert Roussell, Ravel, etc.

Exemplar ainda em boa condição geral, posto que algo prejudicado por ligeiros defeitos na capa e marcas de acidez que aparecem com alguma regularidade ao largo do volume. 
 
24€

Félix Clément & Pierre Larousse ― Dictionnaire des Opéras

Dictionnaire des Opéras (dictionnaire lyrique) contenant l’analyse et la nomenclature de tous les opéras, opéras-comiques, opérettes et drames lyriques représentés en France et a l’etranger depuis l’origine de ces genres d’ouvrages jusqu’a nos jours // par (...) / Revu et mis à jour par Arthur Pougin

Paris: Librairie Larousse. [S/d]. In-4º peq. de 1196, [4] págs. Enc.
 
Foi o primeiro grande tratado do género alguma vez publicado, contando esta edição, bastante aumentada, com um prefácio do próprio Pougin (que acresce ao da original, também reproduzido).

Exemplar revestido de boa encadernação pontilhada, gravada a ouro em casas abertas na lombada, mas sem a capa própria.
 
45€

Oliva Guerra ― Ritmos

Sassetti & C.ª Editores, Lisboa. (1928). In-8º de 136, [8] págs. Br.

O volume recolhe os textos de conferências pronunciadas pela autora em ocasiões e a pretextos vários: «Cesar Franck e a sua obra», «Elogio da Arte», «Erik Satie e Os Seis», «O Romantismo de Chopin e Liszt» e «Danças de Hespanha». Capa ilustrada por um trabalho original de Stuart Carvalhais.

Exemplar bem conservado no miolo, tendo porém a capa ligeiramente prejudicada por pequenos defeitos e falhas; e o carimbo da ainda hoje existente (mas sem livraria) Casa Moreira de Sá, que o repetiu três consecutivas vezes, não fôssemos perceber à primeira.
 
14€

O Livro na Arte (XII)

Com alguma injustiça, Sarah Afonso é hoje quase só lembrada como a mulher de Almada Negreiros - por trás de um grande homem, por trás de um grande pintor e escritor, etc. Mas ela mesma foi sempre uma interessantíssima artista, apesar de, logo após casada, ter decidido apoiar o marido e dedicar-se sobretudo às lides domésticas. No desenho, solto, fresquíssimo, é que talvez mais longe a senhora poderia ter ido. Mas mesmo os óleos, pintados entre uma desenvoltura falsamente naif e a estilização típica do autor de Nome de Guerra, são muitas vezes encantadores. Este, além do mais, representa uma figura feminina ela mesma encantada - pela leitura, como sói acontecer.

William Fullerton ― Architectural Examples

Architectural Examples in Brick, Stone, Wood and Iron, by William Fullerton (architect, formerly of the Department of Applied Sciences, King’s College, London, and Art Schools, South Kensington) / “Choose well: your choice is brief and yet endless” / second edition

London: E. & F. N. Spon, 125 Strand / New York: Spon & Chamberlain, 12 Cortlandt Street. 1895. In-4º gr. de XXII, [II], 34, [II] págs. + 220 ff. de estampa. Enc.

Segunda das três edições, todas tidas por raras, que este monumental tratado terá conhecido em finais de XIX (ao longo do XX teve várias reedições, até hoje). Após algumas dezenas de páginas introdutórias, de notas, o álbum oferece mais de duas centenas de estampas em que se reproduz toda a espécie de desenhos e esboços arquitectónicos, muitos da mão do próprio arquitecto irlandês - e normalmente de traça vitoriana.
Encadernação do editor, em percalina, gravada a ouro e a frio na lombada e na pasta superior.
Exemplar em relativo bom estado, sem defeitos de grande importância.


55€

Léon Palustre ― L'Architecture de la Renaissance

Paris: Ancienne Maison Quantin, Librairies-Imprimeries réunies. (1892). In-8º de 352, [2] págs. Enc.

Compõe-se o tratado de três livros: um dedicado a Itália; outro, a França; e o final, ao resto da Europa central e ocidental, sub-dividido em três capítulos, dos quais o último (com que encerra o volume) é votado a Espanha e a Portugal.
Edição primitiva e mais valiosa.

Exemplar da série encadernada pelo editor em percalina gravada a ouro (pasta superior e lombada) e a seco (lombada e ambas as pastas). A encadernação apresenta pequenas manchas, o miolo conserva-se praticamente incólume.
 
30€

Constantinos A. Doxiadis ― arquitectura em transição

arquitectura em transição (trad. de Aníbal S. A. Vieira)
 
Arménio Amado – Editor, Sucessor / Ceira – Coimbra. (1965). In-8º gr. de 207, [1] págs. Br.

Escrevia o autor no seu prefácio resultar este livro “de anos de viagens, anos de observação directa, anos de meditação e discussão” que deram mote aos capítulos «Confusão Arquitectónica», «Época de transição», «As causas da crise», «Arquitectos e Arquitectura», «Soluções novas para novos problemas», «Regresso a uma Arquitectura universal», «O lançamento dos alicerces» e «Saindo da escuridão». Primeira e decerto única edição portuguesa, baseada na original em língua inglesa, com ilustração por dezenas de gravuras e fotogravuras.

Exemplar em bom estado, salvo pequenas marcas de tempo na capa e de manuseio no miolo.  
 
10€ 

Stefano Ray ― L’Architettura dell’Occidente

L’Architettura dell’Occidente (Dalla Grecia All’età contemporanea: luoghi, storia, cultura)

NIS, Nuova Italia Scientifica. (1987). In-8º de 325, [3] págs. Br.

Primeira edição deste panorâmico tratado, com abundantes ilustrações (quase metade do volume são folhas couché de estampas).

Exemplar por estrear.
 
15€

José Francisco de Paiva, Ensamblador e Arquitecto do Porto [1744-1824]

Lisboa 1973. (Composição e Impressão na Neogravura, Lda. Orientação gráfica de Sebastião Rodrigues). In-4º de 260, [2] págs. Br. 

Dedicado ao “Arquitecto dos Quartéis”, o trabalho de Maria Helena Mendes Pinto, sob o patrocínio do Museu Nacional de Arte Antiga, foi abundantemente ilustrado pela reprodução de desenhos, estudos, peças de mobiliário, etc. 
 
Exemplar praticamente perfeito.
 
27€

Exposição Etnográfica do Douro-Litoral e II Feira das Colheitas: Livro Oficial

Editor Hernani Carregal / Organização de Hernani da Costa & C.ª / Capa de José Luiz / Papéis de Cruz, Sousa & Barbosa, Lda. / Composição e impressão da Tipografia Costa Carregal, Pôrto. (1940). In-8º. Br.

Com tiragem de 2200 exemplares, a edição contou com textos de, entre outros, Magalhães Basto, Armando de Matos, Mendes Correia e Augusto Pires de Lima; e ilustrações de Carlos Carneiro, Gouveia Portuense, José Luís e João Alberto. Integra dois mapas em destacado: um, da então novel província do Douro Litoral, e outro da disposição da Feira das Colheitas.

Exemplar, como de costume, muito bem conservado no miolo (a impressão foi em bom papel), mas também na capa, parecendo por estrear.
 
24€ 

Irmandade de Nossa Senhora da Lapa

Venerável Irmandade de Nossa Senhora da Lapa: Factos da sua História (coligidos por Cesário Coelho) / (2.ª edição)

Porto, 1973. (Imprensa Social, Secção da Coop. Povo Portuense). In-8º de 45, [3] págs. Br.

Ilustrado em três folhas inteiras à parte (vistas de interior e exterior da Igreja, Hospital). As folhas finais apresentam uma lista de «Efemérides» relacionadas com a instituição.
 
Bom exemplar, decerto por inaugurar.

10€

John Delaforce ― The Factory House at Oporto

Christie’s Wine Publications: 1979. (London). In-8º de XII, 108 págs. Br.
 
O estudo de Delaforce, bastante sóbrio e competente, interessará genericamente sobretudo pelos capítulos iniciais, em que deixa várias achegas relativas aos primeiros tempos do comércio e da exploração vinícola dos ingleses cá; de início, conforme se sabe, entre o Alto Minho, o Porto e o Douro.
Saída em Inglaterra, a edição é por cá invulgar, estando este exemplar especialmente valorizado por um dedicatória de oferta do próprio Delaforce “To Bishop Daniel, with my complements”.
 
22€  

Anda(va)m Faunos pelos Jardins

Se o leitor está no Porto, e vai apaixonado ao Jardim de S. Lázaro, e conhece a família da menina casadoira, por quem anda em brasa, faz a sua primeira cortesia, e foge de encontrá-la segunda vez, porque repetir a cortesia é, além de provincianismo puro minhoto, cousa que cheira a inconveniência, e pode ser até escândalo. Resta-lhe o expediente comum, e salva assim a honra das famílias: é amoutar-se como fauno por entre as murtas e bosques de acácias, lobrigando aqui, e além, a caça estranha.
No Jardim de S. Lázaro os dois sexos dão ao passeio o que as sovinas municipalidades não têm querido dar-lhe; isto é, uma luxuosa superabundância de estátuas, as quais, tirante a alma, nem sempre se avantajam às do mármore nacional. 

(Camilo Castelo Branco)

Eugénio de Andrade ― A Domingos Peres das Eiras, com umas Violetas

A Domingos Peres das Eiras, com umas Violetas (To Domingos Peres das Eiras, with a few Violettes / A Domingos Peres das Eiras, avec quelques Violettes)

Fundação Engenheiro António de Almeida. (1986). In-8º de 32, [4] págs. Br.

Edição trilingue, fora do mercado, preparada pela Inova sob o cuidado de Cruz dos Santos e Armando Alves e destinada à Fundação boavisteira. Alexis Livitin assegurou a tradução para inglês e Christian Auscher para francês. O volume foi ilustrado por gravuras antigas, fotografias de Ricardo Fonseca e uma aguarela de António Cruz.

Exemplar por estrear.

8€

Eugénio de Andrade ― Daqui Houve Nome Portugal

Daqui Houve Nome Portugal: Antologia de verso e prosa sobre o Porto (3.ªedição, aumentada)

o oiro do dia (1983). In-8º de 288, [6] págs. Br.

“Uma antologia ilustrada de textos literários sobre o Porto onde os seus mil e cem anos de baptismo cristão ganham corpo visível e palpitante. Lê-se ou folheia-se com uma adesão estranhamente saudosa a tanta vida, não se sabe até que ponto vivida por nós ou por outrem – como quem percorre um álbum fotográfico de família, com notas confidentes de várias mãos.” (Óscar Lopes)

Bom exemplar, parecendo por inaugurar e sem defeitos de monta.
 
15€

Mário Cláudio ― Noites de Anto: Alegoria em Sete Quadros

rolim (1988). In-8º de 92, [4] págs. Br.

Primeira peça de teatro do autor, representada na estreia (Casa da Comédia), entre outros, por António Feio (como Anto), Felipe Ferrer e Fernando Luís.

Exemplar por estrear.
 
8€

Mário Cláudio ― Um Verão Assim (com um estudo de Arnaldo Saraiva)

Livraria Paisagem. 1974. In-8º de 148 (aliás, 142), [2] págs. Br.

Primeira edição, já invulgar. O longo prefácio de Arnaldo Saraiva, «Um Texto Assim», estende-se até págs. 58.

Exemplar novo, ainda por estrear e sem defeitos de monta, salvo uma marca na frente da capa.
 
15€

Luís de Oliveira Guimarães ― O Espírito e a Graça de Camilo

Edição Romano Torres. Lisboa. 1952. In-8º de 158, [2] págs. Br.

Primeira edição de um trabalho que colige centos de pequenas anedotas da vida de Camilo Castelo Branco, recolhidas a partir dos seus livros e das várias biografias suas escritas por Alberto Pimentel, António Cabral e Silva Pinto, entre outros – além das que, mais ou menos verídicas, foram ficando na tradição oral (sobretudo no Porto). Inclui uma introdução do autor e, a terminar, uma recensão de textos humorísticos em verso que, nalguns casos, estavam ainda inéditos em volume, tendo-os Camilo publicado apenas na imprensa da época.

Bom exemplar, sem defeitos demasiado significativos.
 
10€

Camilo Castelo Branco ― Esboços de Apreciações Litterarias

Esboços de Apreciações Litterarias (Primeira Serie)

Lisboa: Empreza da Historia de Portugal Sociedade editora. 1902. In-8º de 245, [3] págs. Enc.

Segunda edição, publicada na «Bibliotheca Portugueza Illustrada» e graficamente decorada por letras capitais e pelos retratos da maior parte dos autores referidos no volume, salvo quatro que, no prefácio, os próprios editores referiam não ter conseguido obter. Capítulos dedicados a, entre outros, Martins Sarmento, Soares de Passos, Marquesa d’Alorna (uma mini-biografia), Faustino Xavier de Novais (este, um mimo), Júlio Cesar Machado, Bulhão Pato, Rebelo da Silva e Teófilo Braga.

Exemplar da série encadernada pela editora com a capa ilustrada em estilo Arte Nova; da variante a cinza nas pastas e a vermelho na lombada (houve pelo menos uma outra, com as mesmas cores invertidas).
 
25€

As meninas de Vel...Herculano

O Pôrto passou sempre por produzir bem só quatro coisas: dinheiro, morangos, nevoeiros e patriotas. Eu protestei constantemente que produzia, além disso, uma quinta: lindas meninas.

[Alexandre Herculano, que passou cá uns bons aninhos como bibliotecário e que costumava saber o que dizia. NB: não estaria a referir-se às meninas de (Praça) Velasquez, mas às que frequentavam então o Jardim de São Lázaro. Que podem não corresponder exactamente às que o frequentam agora...]

Magalhães Basto ― O Pôrto do Romantismo

Coimbra: Imprensa da Universidade, 1932. In-8º gr. de VII, [I], 234, [6] págs. Br.

Edição primitiva e já relativamente rara de um dos títulos fundamentais da bibliografia portuense, cheio de apontamentos de interesse relativos à época de ouro da cidade, debruçando-se em particular sobre o meio do século. Alguns dos capítulos: «1820 e a Burguesia Portuense», «O Pôrto de 1850», «Poesia e... Matéria», «A Família Burguesa», «O Pôrto Culto», «Sua Majestade-o-Amor», «Êles e Elas», «O Jardim de S. Lázaro», «Vida Boémia», «O último acto de um grande drama», «O Amor e os Poetas», «Bailes e Banquetes», «Folguedos Populares».

Exemplar na maior parte por estrear, conservando muitos dos cadernos por abrir.
 
55€ 

Magalhães Basto ― Homens e Casos duma Geração notável

Homens e Casos duma Geração notável (D. António Alves Martins, Augusto Soromenho, Antero do Quental, Ramalho Ortigão, Eça de Queiroz, Vieira de Castro, Alexandre da Conceição, Júlio Denis, Teófilo Braga, Germano Vieira de Meireles, Jaime Batalha Reis, Oliveira Martins, Guerra Junqueiro, Alexandre Herculano, Camilo Castelo Branco, D. Pedro V, etc.)

Livraria Progredior – Editora (Pôrto – 158, Rua de Passos Manuel, 162). In-8º de 238, [6] págs. Br.

Um dos mais interessantes (e menos conhecidos) livros da bibliografia passiva camiliana, tendo em conta que a grande parte do volume recolhe capítulos acerca do novelista, figura maior que perpassa pelo Porto de oitocentos. Esses como os outros capítulos recolheu-os o autor da secção «Falam velhos manuscritos» em que publicava n’O Primeiro de Janeiro.
Primeira edição, pouco frequente. 

Exemplar em condição muito aceitável, mas prejudicado por alguma folga da frente da capa e do encaixe em relação ao volume; mais tarde ou mais cedo, devendo precisar de reforço.  
 
20€

Anna Candiago — António Carneiro Ilustrador de Dante

Livraria Civilização – Editora. (1965). In-4º de 80, LXII [aliás, XLII], [II] págs. Br.

O estudo da autora ensaia o cruzamento das ilustrações do pintor com as passagens do texto do «Inferno» a que correspondem, sendo apresentado em português, inglês e francês e, no final, acompanhado de uma útil e extensa (ainda que aqui evidentemente extemporânea) bibliografia; seguindo-se em folhas de papel couché  a reprodução dos belíssimos desenhos de Carneiro (até então, inéditos, e assim dados a conhecer pela primeira vez ao grande público), de traço solto e quase «espontâneo» e porém com óptimo efeito.

Exemplar um quanto marcado na capa. Miolo em muito boa condição, descontando apenas ligeiros vestígios de acidez nas folhas iniciais.

18€

Augusto Gil ― Gente de palmo e meio

1913 / Guimarães & C.ª – Editores (68, Rua do Mundo, 70), Lisboa. In-8º de 133, [3] págs. Br.

Edição original de um dos mais celebrados títulos do autor, que até hoje as conheceu em profusão.

Exemplar relativamente bem cuidado, mas afectado por uma mancha marginal de humidade que marcou a capa (sobretudo) e as folhas preliminares e por algumas pontuais de acidez ao largo do volume.
 
24€ 

Augusto Gil ― Alba Plena

Atlantida (mensario artistico, literario e social para Portugal e Brazil). [S/d – 1916?]. In-8º de 123, [7] págs. Br.

Primeira edição, ilustrada por Raul Lino no texto e fora dele por uma folha couché onde foi estampado o retrato de Augusto Gil composto por Columbano.

Exemplar globalmente bem conservado no miolo, mas desvaliado por um pequeno corte do papel à cabeça do anterrosto e uma assinatura de propriedade na guarda; além de manchado na capa.
 
18€  

Raul Brandão ― Memórias (1.º Volume)

Edição da «Renascença Portuguesa», Porto. (1919). In-8º de 326, [2] págs. Enc.

Edição original do primeiro volume de um conjunto que é documento fundamental do penúltimo entresséculo e do primeiro quartel do séc.XX, talvez, em panorama, o melhor para a compreensão dos tempos finais da monarquia e do advento da República.

Exemplar coberto de encadernação modesta que não conserva, de resto, a capa de brochura; e maculado por assinatura de propriedade no rosto.
 
22€

Raul Brandão ― Memórias (Volume II / 2.ª edição)

Livrarias Aillaud & Bertrand / Paris-Lisboa. (MCMXXV). In-8º de 296, [2] págs. Enc.

Este segundo volume foi dedicado ao já então maior amigo Pascoaes e conta com os capítulos «O Silêncio e o Lume» (para a mulher Maria Angelina, tremendo de belo), «O meu Diário», «Ainda o Regicídio», «Vivos e Mortos» e «Os Ultimos Anos de Junqueiro».

Exemplar revestido da mesma encadernação, também sem a capa primitiva.
 
14€
 
 

Amplas almas

Suponho que ninguém se atreva a discutir a Angelina e Raul Brandão o estatuto de mais enternecedor casal de toda a literatura portuguesa.
Conheceram-se por 1896, em Guimarães, onde o portuense começava a breve carreira militar de que muito cedo se reformaria. Casaram. E a partir daí, segundo consta, nunca mais se largaram um ao outro. Narra a irmã de Pascoaes que, visitando este com ela pela primeira vez a Casa do Alto, convidou à saída Brandão (como já várias vezes fizera por carta) para a retribuição da visita, acompanhando-o ao Marão. Esqueceu-se de estender o convite a Maria Angelina. Ela e o homem entreolhavam-se, olhavam para Pascoaes, tornavam a olhar um para o outro, e andou-se nisto algum tempo - até Maria da Glória perceber e chamar a atenção do irmão. Brandão explode: "Apre... Do que me livrou... É que eu nunca me separei de minha mulher!" Chegando, aliás, a levá-la para «A Brasileira do Chiado» lisboeta, numa época em que senhoras num café roçava o escândalo.
Por menos simpatizante que se seja do instituto do casamento, ninguém pode deixar de se deliciar com este.

Além da carta aqui transcrita há dias, é também de Maio de 1930 a publicação do livro que assinaram em conjunto, último saído em vida do escritor: esse igualmente delicioso Portugal Pequenino (aqui). Evidentemente, foi Raul a escrevê-lo. Mas nota-se aqui e ali a mão da mulher, entremeando na prosa alguma graça de humor e jovialidade apropriadas a um livro do género, só que de todo estranha ao espírito do marido. Quem nunca leu, mexa-se.

Voltando aos fulgurantes prefácios das Memórias, segue agora o final do segundo, «O Silêncio e o Lume» - longo texto que é das mais belas declarações de amor alguma vez feitas por um homem a uma mulher. Normalmente, fazem-se no início. Esta, foi feita no fim, os dois já de cabelos brancos, apesar da diferença de idade. "Enternecedor" é capaz de ser pouco.

[Não deixaram descendência. Esgotaram-se um no outro.
Um Coração e uma Vontade seria o título do livro de memórias de Angelina já viúva.] 

Raul Brandão ― Humus

Edição da «Renascença Portuguesa», Porto. (1917). In-8º de 334, [2] págs. Enc.

Primeira edição do livro magno do autor, por muita (e boa) gente considerado também a peça magna da prosa portuguesa de todo o séc.XX – cujo magno poeta, Herberto Helder, a viria a transladar a verso na década de 60.

Exemplar revestido de encadernação modesta e sem conservar a capa de brochura. Pertenceu ao tenente Leopoldo Carmona (oficial do Corpo Expedicionário Português à Flandres durante a Grande Guerra), de quem tem o carimbo, a assinatura a tinta e sublinhados a lápis de cor.
 
50€

Raul Brandão ― Humus

Editores: Renascença Portuguesa – Porto / Annuario do Brasil – Rio de Janeiro. (1921). In-8º de 236, [4] págs. Enc.

Segunda edição, impressa no Brasil e, como se sabe, com alterações significativas: desde logo, a pura e simples supressão do bastante significativo capítulo final «Vêm ahi os desgraçados», porventura com algumas raízes mais ou menos conscientes no conturbadíssimo contexto político da época.

Exemplar revestido de muito boa encadernação com cantos e lombada em pele gravada a ouro e as pastas em efeito tábua. Conserva por inteiro a capa primitiva, que nesta série para a Renascença (menos frequente do que a do Anuário do Brasil, de capa lisa) foi ilustrada na frente por José Tagarro. 
 
(40€)    

Raul Brandão ― A Morte do Palhaço e o Mistério da Árvore


A Morte do Palhaço e o Mistério da Árvore de Raul Brandão / (Ilustrações de Martinho da Fonseca)

Edição da «Seara Nova» (Praça Luís de Camões, 46, 2.º) – Lisboa. MCMXXVI. In-8º de 287, [5] págs. Enc.
 
Primeira edição deste livro que respiga o anterior História de um Palhaço. Com os capítulos: «K. Maurício», «A casa de hóspedes», «Halwain», «Camélia», «Sonho e realidade», «A última farsa», «Diário de K. Maurício», «Os seus papeis», «A luz não se extingue», «O mistério da árvore», «Primavera abortada» e «Santa Eponina».
 
Exemplar em brochura, sem defeitos significativos.
 
30€