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Alexandre Herculano ― Poesias

Lisboa, Livraria de Tavares Cardoso & Irmão. 1894. In-8º de 336 págs. Enc.
 
Livro Primeiro – A Harpa do Crente
Livro Segundo – Poesias Varias (inclui o conhecido drama «Os Infantes em Ceuta»)
Livro Terceiro – Versões (de Lamartine, Béranger, Millevoye, Delavigne e Burger)

Exemplar da série numerada (coube-lhe o nº661) e assinada pelos editores, com encadernação em percalina, gravada a ouro (pasta frontal e lombada) e a negro (pasta de trás), da que foi a sexta edição do livro.
 
15€

Alexandre Herculano ― Cartas

Antigas Casas Aillaud e Bertrand / Aillaud, Alves, Bastos & C.ª, Editores (73, Rua Garrett, 75)  Lisboa. 2 tomos in-8º de 296, [2] e 288 págs. Enc. em 1.
 
Primeira das várias edições desta recolha, com o segundo tomo publicado já naquela parceria habitual entre a Aillaud e a carioca Livraria de Francisco Alves – que lhe compôs a capa, se não houve duas séries distintas, uma para a metrópole e outra para a antiga possessão. Em todo o caso, estes dois volumes, conjuntamente revestidos de uma bela encadernação ao estilo meio-amador com lombada em pele gravada a ouro e pastas marmoreadas, têm-na diversa.  

30€

História do Futuro [VIII]


"Quer V. Ex.ª que eu lhe diga uma cousa com uma daquellas effusões de sinceridade que V. Ex.ª sabe que tenho muitas vezes? Eu estimo e hei-de estimar sempre a V. Ex.ª (ainda que alguma vez me irrite, como succedeu com a convenção) porque V. Ex.ª é uma grande intelligencia e um grande escriptor, com virtudes e defeitos como eu tenho e como tem todos aquelles a quem Deus não deu uma alma de lama. Agora a quem tenho asco invencivel é a esses patuscos que todos nós conhecemos e que, sem uma unica virtude, sem uma unica idéa elevada ou generosa, figuram nesta terra pelos dous titulos com que nella se faz fortuna; por tolos no mundo das idéas e por velhacos no mundo da vida practica."
 
(Carta de Herculano a Garrett, 29 de Dezembro de 1851)

Almeida Garrett (no I Centenário da sua morte ― 1954).

(Desta obra tiraram-se mil e cem exemplares numerados e assinados pelo Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia « Composta e impressa na Tipografia Sequeira com a colaboração da Litografia Nacional, na parte litográfica « Direcção gráfica da Livraria Tavares Martins). In-8º gr. de 218, [4] págs. Br. 

“Livro de homenagem a Almeida Garrett editado pela Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia”, consta dos estudos «Almeida Garrett, o criador da etnografia na Península», de Fernando Castro Pires de Lima, e «Acerca de «Miragaia» de Garrett», de Ramón Menéndez Pidal, a que se segue a transcrição, em português e francês, do dito Miragaia ; com um prefácio do então edil gaiense. Volume impresso a duas cores sobre bom papel vergé encorpado, apresentando como graça o ex-libris («Sempre Fixa», que Gomes de Amorim reporta, talvez errado, nas suas memórias ser uma derivação algo abandalhada do Semper Fidelis latino) de Garrett colado sobre a folha preliminar.  

A este exemplar, por estrear, com os cadernos inteiramente por abrir, coube o nº 898. 

28€

Homenagem a Almeida Garrett: Festas da Biblioteca do Clube Fenianos Portuenses

(Composto e impresso na Empresa «Diário do Porto», L.da / Rua S. Bento da Vitória, 10). In-4º gr. de [38] págs. Br.

Interessantíssima e pouco conhecida publicação dos Fenianos – cuja devoção pelo esquerdista Garrett, em pleno Estado Novo, não parece nada de estranhar –, com contribuições literárias variadas: «Uma “Verdadeira Curiosidade Literária” “ e não menos interessante Curiosidade Política” da biografia de Garrett (três cartas do poeta)», por Magalhães Basto, sobre as insistentes e vãs tentativas em se fazer eleito deputado pelo círculo eleitoral do Porto; «Almeida Garrett e o Porto», por António de Macedo, então presidente do Ateneu e várias vezes publicador nas edições dos Fenianos; «Shakespeare e Garrett», do exilado (nessa altura no Brasil) Fidelino de Figueiredo, perorando acerca da influência d’«O Bardo» na literatura de Garrett, o Camões e o Frei Luiz de Sousa em particular; «Quelques traducteurs de Garrett ou Le Désir d’Universalité», Andrée Crabbé Rocha; e «Almeida Garrett e a Etnografia Portuguesa», por Jorge Dias, sublinhando o cariz pioneiro das recolhas folclóricas pelo poeta.
Na parte artística, destaque para os retratos de Garrett aqui apresentados por Augusto Gomes, Gouveia Portuense, Mário Norton e Carlos Craveiro; sendo do segundo as ilustrações, no seu típico desenho, para uma pequena recolta de versos e de prosa a meio do volume. A cores, apresentam-se em folha destacada os três emblemas originais do clube, após uma resenha da sua actividade por Eduardo Ralha.
 
Exemplar de uma suponível série especial numerada pelos editores (coube a este o n.º6) e assinada pelo presidente da Assembleia Geral, Correia Guimarães; que se distingue da corrente por isso, pelas cores da capa e por não conter as folhas iniciais com publicidade. Em bom estado, mas parecendo ter perdido o agrafo original por efeito de ferrugem.
 
20€

Homenagem a Almeida Garrett: Festas da Biblioteca do Clube Fenianos Portuenses

(Composto e impresso na Empresa «Diário do Porto», L.da / Rua S. Bento da Vitória, 10). In-4º gr. de [38] págs. Br.

Exemplar da série corrente, sensivelmente nas mesmas condições.

10€

Almeida Garrett ― Romanceiro

Romanceiro (edição revista e prefaciada por Fernando de Castro Pires de Lima)

1949 ―― Livraria Simões Lopes de Manuel Barreira, Editor (Rua do Almada, 119 – Porto). In-8º de 474, [6] págs. Br.
 
“Garrett viu como ninguém, e muito antes que outros o vissem, onde estava a raiz de uma literatura nova, donde tinha de sair, um dia, um Portugal novo, orgulhoso das suas virtudes e respeitador das suas crenças, e viu isso, repito, num momento em que todos estavam cegos por uma psicose decadente e anti-nacional”, escrevia Pires de Lima no seu psicótico prefácio, chamando psicose ao liberalismo e sugerindo que Garrett, entretanto às voltas na campa, fosse o precursor da literatura estado-novense. À parte isto, conseguindo-se, as notas do organizador ao longo do volume até têm algum interesse pelos aportes folclóricos e etnográficos.
Edição ilustrada na capa por um desenho de Fernando Bento.
 
Exemplar em bom estado, salvo a habitual acidez devida ao tipo de papel utilizado.
 
14€

Almeida Garrett ― Frei Luiz de Sousa / Catão

Frei Luiz de Sousa

Lisboa: Empreza da Historia de Portugal, 1902. In-8º de 197 págs.

Quinta edição do mais conhecido drama de Garrett, apresentando o “Juizo crítico sobre Frei Luiz de Sousa”, de Rebelo da Silva, em apêndice no final.

E, encadernado em conjunto,

Catão

Lisboa: Empreza da Historia de Portugal, 1900. In-8º de 260 págs.

Sexta edição, com os prefácios das quatro primeiras incluídos.

Encadernação da época, simples, sem conservação das capas de brochura respectivas.

18€

Almeida Garrett ― Frei Luiz de Sousa

Frei Luiz de Sousa / Drama (Representado, a primeira vez, em Lisboa, por uma sociedade particular, no theatro de quinta do Pinheiro em quatro de Julho de MDCCCXLIII)

Escriptorio de Publicações de Ferreira dos Santos (Rua de Santa Catharina, 231), Porto. [S/d]. In-8º peq. de 79, [1] págs. Br.

Edição de “homenagem a Eduardo Brazão, o colossal interprete do grandioso drama e da célebre tragedia «Hamlet»”. Do conhecido actor apresenta o retrato em folha preliminar hors-texte. Não estando datada, poder-se-á supor ter sido impressa no início do século passado, quando o foram várias publicações semelhantes desta mesma editora portuense.

Exemplar razoável, com pequenos rasgões na capa.

10€

Almeida Garrett ― Frei Luís de Sousa

Frei Luís de Sousa (Prefácio: Vasco Graça Moura / Desenhos: Alfredo Martins / Direcção Gráfica: Armando Alves)

1999 / Campo das Letras. In-4º gr. de 189, [3] págs. Br.

Bonita edição impressa em grande formato sobre papel muito encorpado, na linha habitual desta colecção «Clássicos Portugueses». É extensíssimo e de bastante interesse o prefácio de Graça Moura, o nosso Garrett mais recente, que aliás se basearia na peça e nas leituras que então fez para o seu livro-poema Garrett, numa cópia perdida do Frei Luís de Sousa.

Exemplar por estrear.
 
17€

Cortesia do professor Leonardo Coimbra...

E juro que, na minha vida de leitor, nunca senti maior choque, como naquela manhãzinha no parque de entrada para a aula do sétimo ano do Liceu de Gil Vicente, quando li, pela primeira vez, uma das edições do Sempre (Teixeira de Pascoaes emendava, emendava, emendava sem descanso), impresso com palavras fantasmáticas que me abriram as portas da manhã para outra visão do mundo e da Arte.
Mal acabei de lê-lo senti que nascia um deus novo não sei onde.

José Gomes Ferreira ― O Barbeiro de Má-Morte

Lisboa, nas Oficinas Gráficas da Editorial Dois Continentes. [S/d]. In-8º de 48 págs. Br.

Primeira edição autónoma de um escrito originalmente publicado na colectânea O Mundo dos Outros e aqui dado a lume na «Colecção Novela». Capa ilustrada por Paulo Guilherme.
 
Bom exemplar.
 
14€

José Gomes Ferreira ― A Memória das Palavras I

A Memória das Palavras, ou o gosto de falar de mim

Portugália Editora. (1965). In-8º de 318, [6] págs. Br.

A Memória das Palavras é um livro único na nossa literatura (...), um misto perturbador de memórias (neste caso uma aventura autobiográfica, lenta e emocionante descoberta de uma personalidade riquíssima de homem e de artista), de ensaio personalizado sobre grandes temas estéticos e humanos que solicitam e perseguem um escritor, misto ainda de roteiro crítico de uma consciência à procura dos seus rumos autênticos, de confissão, em suma, confissão de uma dignidade que não é contemplativa porque é militante, paradigma de franqueza em país de «génios» que se fabricam sem defeitos”. Nas «Glosas» finais são dedicados textos particulares a Florbela, Pascoaes (o conhecido «Quando Teixeira de Pascoaes vinha a Lisboa» deslumbrar a rapaziada), Raul Brandão (o também conhecido «O meu mestre secreto Raul Brandão»), Rodrigues Miguéis e Bernardo Marques.

Primeira edição.
 
20€

José Gomes Ferreira ― A Memória das Palavras II

Relatório de Sombras ou a Memória das Palavras II / 1980

Moraes editores. (1980). In-8º de 204, [8] págs. Br.

Mais variado, mas retomando o fio à meada do volume I, também aqui JGF falava principalmente de Pascoaes e de Raul Brandão – enfim, se há coisa que não se poderá arguir ao senhor é mau gosto literário.

O exemplar, parecendo por estrear, pertenceu também a José Neves Águas, de quem tem igualmente aposto o ex-libris.

15€

José Gomes Ferreira ― Coleccionador de Absurdos

Coleccionador de Absurdos / Com a biografia das duas ou três infâncias do coleccionador

Moraes editores. (1978). In-8º de 173, [3] págs. Br.

Edição original, publicada na série das «Obras Completas», com dedicatória impressa a Alexandre Pinheiro Torres.

Bom exemplar.
 
15€ 

Foi você que pediu uma chuva Ferreira?


Chove...
Mas isso que importa!,
se estou aqui abrigado nesta porta
a ouvir a chuva que cai do céu
uma melodia de silêncio
que ninguém mais ouve
senão eu?
Chove...
Mas é do destino
de quem ama
                                                                         ouvir um violino
                                                                         até na lama.

(José Gomes Ferreira)



Cai a chuva abandonada
à minha melancolia,
a melancolia do nada
que é tudo o que em nós se cria.
Memória estranha de outrora
não a sei e está presente.
Em mim por si se demora
e nada em mim a consente
do que me fala à razão.
Mas a razão é limite
do que tem ocasião
de negar o que me fite
de onde é a minha mansão
que é mansão no sem-limite.
Ao longe e ao alto é que estou
e só daí é que sou.                                        
 

                                                                                         (Vergílio Ferreira)



[Claro que estas coisas - poemas, poetas, proclamações, aparências - podem iludir muito. Jurar-se-ia que José era muito mais dado a molhas do que Vergílio. Mas enfim...]

Vergílio Ferreira ― Aparição (romance / 2.ª edição)

Portugália Editora, Lisboa. (1960). In-8º de 269, [3] págs. Br.
 
Em vez da de Charrua, teve esta edição capa de Sebastião Rodrigues, com pelo menos duas variantes: uma com mais e outra com menos contraste nas cores (dispomos de um exemplar de cada uma). Sublinhando-lhe o existencialismo, aqui na dose máxima, escrevia Luís Mourão acerca do livro que “Toda a força de Aparição, aquela que ainda hoje encontramos quando levantamos o véu conceptual que recobre o romance, advém do reconhecimento, só possível através da mediação estética, de que estamos sempre em excesso perante nós próprios”. Ou não.
 
23€

Vergílio Ferreira ― Alegria Breve (romance)

Portugália Editora. (1965). In-8º de 275, [5] págs. Br.

Primeira edição de um dos títulos mais celebrados de Vergílio Ferreira, que “dir-se-ia apontar a um balanço de toda a obra do escritor ou ao que poderíamos chamar o seu «romance-suma»” (da nota editorial).

Exemplar globalmente bem cuidado, mas com algum desgaste da capa e uma assinatura de propriedade na folha preliminar.
 
20€  

Vergílio Ferreira — Alegria Breve

Alegria Breve (romance / com o prefácio da edição francesa por Robert Bréchon)

Arcádia (1973). In-8º de 334, [4] págs. Enc.

No seu altamente encomiástico prefácio dizia Bréchon deste livro “em que todos os recursos da técnica romanesca, a mais apurada e a mais ousada, se harmonizam admiravelmente com a grandeza trágica do assunto e dos temas, e para o qual eu não conheço um equivalente exacto em qualquer literatura” estar ainda acima de Aparição, constituindo o ponto alto da carreira do escritor beirão.

Exemplar da série encadernada pelo editor em tela com sobrecapa em papel.
(Defeito: assinatura de propriedade na folha de rosto)
 
12€

Vergílio Ferreira ― Apenas Homens (e outros contos)

Editorial Inova Limitada. (1972). In-8º de 97, [7] págs. Br.
 
Primeira edição, publicada na série «duas horas de leitura» e ilustrada na capa por um retrato mais antigo do autor, de quem é reproduzida a bibliografia numa das abas.
 
Bom exemplar.
 
15€

Vergílio Ferreira — signo sinal (romance)

Livraria Bertrand. (1979). In-8º de 241, [3] págs. Br.

Signo sinal  alimenta-se de uma fascinação: a fascinação pela ordem imemorial que rege a vida da aldeia, essa ‘harmonia obscura e profunda dos seres e das coisas’. As mais belas páginas deste romance são aquelas onde vem repousar a imagem intemporal dessa existência perdida: ‘Procuram no sítio das casas a memória do que lá ficou, dos deuses e da sua ordem com que se organizava a vida e ela tinha sentido e era verdade, da tranquilidade do sono à noite quando o dia se cumprira.’ (Eduardo Prado Coelho)

Primeira edição.

Exemplar em muito bom estado, sem defeitos significativos a apontar.

15€

Vergílio Ferreira: uma semana de colóquios e de cinema

Vergílio Ferreira: uma semana de colóquios e de cinema, com exposição de primeiras edições, manuscritos, documentação bibliográfica, iconografia & recensões críticas // com a colaboração de: Eduardo Lourenço / Eduardo Prado Coelho / Fernando Pernes / Hélder Godinho / Ilídio Sardoeira / Joel Serrão / Lauro António / Liberto Cruz / Lúcia Lepecki / Maria Alzira Seixo / Maria da Glória Padrão / Óscar Lopes / Vasco Graça Moura / Yvette Centeno // de 28 de Maio a 4 de Junho de 1977 // Uma realização da Editorial Inova e do Ateneu Comercial do Porto

(Composto e impresso na «Gráfica Maiadouro»/Vila da Maia. Porto, Primavera de 1977). In-4º gr. de [32] págs. + desd. Br.

O catálogo, de boa composição gráfica dirigida por Armando Alves, reproduz excertos de textos diversos do escritor (e o fac-simile de um manuscrito seu), seguidos no final de um quadro sobre «Vergílio Ferreira e a crítica» (apreciações de Pinheiro Torres, Alfredo Margarido, Mourão-Ferreira, Eduardo Lourenço, Namora, Jacinto do Prado Coelho, João Gaspar Simões, Nelson de Matos, Óscar Lopes, etc.) e um outro de elenco dos «Principais elementos cronológicos» de sua vida. Como ilustrações, além das muitas fotogravuras – em que aparecem o autor de Aparição, familiares e conhecidos companheiros de letras e de artes –, são de destacar os trabalhos artísticos aqui avocados, da mão de, por exemplo, Bernardo Marques, Dórdio Gomes, Lima de Freitas e Júlio Resende.
 
15€

Gomes Leal — O Anti-Cristo

O Anti-Cristo: Segunda edição do poema refundido e completo, e acrescentado com As Téses Selvagens

Aillaud & C.ª, Casa Editora e de Commissão (96: Boulevard Montparnasse – Paris / Filial, 247, Rua Aurea, 1.º – Lisboa) – 1907. In-8º de XVIII, 497, [1] págs. Enc.

Edição impressa a duas cores em bom papel couché cortado esguio – semelhante à 2.ª edição do , de António Nobre, publicada pela mesma casa, mas neste caso sem ilustrações. Bastante alterada e «amaciada» em relação à primeira, como que prenunciando a reconversão católica, integra também uma longa «Carta Aberta» do poeta à própria mãe, cuja morte três anos depois seria o mote imediato dessa pública reconversão.

Exemplar muito bem encadernado com cantos e lombada em boa pele, nesta última gravada a ouro. Conserva por inteiro a capa primitiva e foi carminado à cabeça.
 
40€

Gomes Leal — O Anti-Cristo

O Anti-Cristo: terceira edição do poema refundido e completo, e acrescentado com As Teses Selvagens

Livraria Popular de Francisco Franco (14, Rua Barros Queiroz, 18), Lisboa. [S/d]. In-8º de XIX, [1], 443, [1] págs. Br.

Edição já consideravelmente mais frequente; não datada, deverá ter saído no início da década de 30.

O exemplar conserva-se como saiu dos prelos, em brochura, com o corte por aparar; mas acusando algum desgaste da capa, sobretudo no encaixe e nas extremidades.
 
20€ 

Gomes Leal — Serenadas de Hylario no Ceo: Phantasia Mystica em Um Acto

Imprensa Economica (Rua do Caes, 56 a 58) –=– Villa Franca de Xira. [S/d - 1900?]. In-8º de 56, VIII págs. Enc.

Primeira edição, já bastante rara, desta engraçadíssima peça em que Gomes Leal consegue transpor para humor, em forma de teatro, o seu indiscutível génio – de rir, de uma ponta à outra. Alternando trechos em prosa e em verso, alguns destes últimos com publicação adiantada, salvo erro, em periódicos da imprensa, e depois musicados várias vezes ao longo do séc.XX (Paulo de Carvalho, por exemplo), a «Phantasia» é a entrada no Paraíso do célebre boémio, fadista e guitarrista, coimbrão Hilário; sob o protesto de São Pedro mas deliciando à passagem toda a gente, desde Santa Cecília e São Jerónimo até às Marias, a Madalena e a Virgem. Uma pérola.

Exemplar bem encadernado com cantos e lombada em pele gravada a ouro; conservando a capa de brochura, carminado à cabeça e mantendo as restantes margens intactas.
 
33€

Gomes Leal — O Senhor dos Passos da Graça

O Senhor dos Passos da Graça: Memorias de um Revoltado, por (...)

Lisboa: Empreza da Historia de Portugal, Sociedade editora / 1904. In-8º de 338, [2] págs. Br.

Após um prefácio de apresentação do livro, «Preludios de Orgão», divide-se este atípico e algo desajeitado «romance» (um génio do verso já pede demais em querer sê-lo da prosa...) na «Introdução: Em que se encontra um personagem nada vulgar» e nas quatro partes «O Sofá de velúdo preto», «A Guerra das Procissões», «O Senhor dos Passos no Tribunal» e «O caso da alucinação mistica. O Inesperádo».


Exemplar médio/bom, sem defeitos a destacar.
 
33€ 

Gomes Leal — A Mulher de Luto

A Mulher de Luto: Processo ruidoso e singular

Lisboa: Livraria Central de Gomes de Carvalho, editor. 1902. In-8º de 202, [6] págs. Enc.

O volume apresenta, a terminar, uma «Nota Ortográfica» em que o poeta bradava pela simplificação da língua e clamava contra os académicos, que dizia deverem remeter-se ao seu papel subalterno (só registar a influência, essa, sim, decisiva, de povo, poetas e escritores) em vez de sobre ela legislarem; defendendo várias das medidas que se viriam a impor durante a década de 1920, como a supressão dos «y» e dos «ph». Primeira edição.

Exemplar da série encadernada pela Lello em percalina com gravações a ouro na lombada e na pasta superior; em muito bom estado.
 
35€ (indisponível)

Gomes Leal — A Mulher de Luto

A Mulher de Luto: processo ruidoso e singular/Polyanthéa/Prefacios de Boavida Portugal, Fernando Reis e Luis Cebola//2.ª edição, ilustrada
 
Lisboa: Livraria Central, Editora, de H. E. G. de Carvalho. 1924. In-4º de XXXII, 192 págs. Br.

Edição de homenagem ao poeta, impressa em maior formato e bastante aumentada em relação à original, a que acrescentou os textos da introdução («Duas palavras», com vários apontamentos biográficos, «Analise psicologica da obra de Gomes Leal» e «Gomes Leal e a sua obra», respectivamente), a longa série de dispersos aqui reunidos sob o título de Polyanthéa (quase todos publicados na imprensa, mas alguns também em volume, como O Tributo de Sangue, que tivera mesmo já edições independentes – pelo menos, duas – no séc.XIX) e as ilustrações, em folhas destacadas de papel couché, com retratos, desenhos, caricaturas e fotografias de Gomes Leal no leito de morte e do funeral. No fim, o volume expõe ainda uma nota justificativa do editor.
 
25€

Gomes Leal — A Senhora da Melancolia: Avatares de um Ateu

Livraria Moderna, Editora. Lisboa – 1910. In-8º de 23, [1] págs. Br.

Primeira edição, ilustrada por desenhos alusivos na capa e ao longo do volume (que tem também frontões decorativos); apresenta, no final, uma «Nota ácerca dos Avatares de um Ateu» em que o reconvertido – ao cristianismo – autor defende a teoria, como de costume algo heterodoxa, das sucessivas encarnações de Jesus.

Exemplar recoberto por uma sobrecapa de papel transparente para protecção. Pertenceu a Ribeiro dos Santos, de quem está aposto o ex-libris, composto por Abel Salazar.

22€

Gomes Leal — A Duqueza de Brabante

A Duqueza de Brabante / versos / traducção franceza de Henry Faure

1902. Livraria Editora Guimaraes, Libanio & C.ª. Lisboa. In-8º peq. de 9, [3] págs. Br.

Primeira e rara edição independente do poema originalmente publicado pelo autor nas «Claridades do Sul». O texto é reproduzido em português e em francês, segundo a versão aqui acompanhante.

Exemplar com algum desgaste exterior (pequenos rasgões marginais na capa e no miolo), ainda que conservando o papel quase limpo - salvo uma discreta assinatura antiga de propriedade.
 
17€

Gomes Leal — A Senhora Duquesa de Brabante

Plaquette comemorativa da inauguração do mausoléu do poeta Gomes Leal / XVII de Dezembro de MCMXXV. (Tipografia Torres – Lisboa). In-8º gr. de 19, [1] págs. Br.

“Desta edição, que se destina a socorrer a publicação da Antologia de Gomes Leal, fez-se uma tiragem de mil exemplares, dos quais o presente é o N.º 176, rubricados pela Comissão Organizadora do mausoléu” – mais precisamente, pelo seu impulsionador, Humberto Pelágio, que também manuscreveu esse número atribuído ao exemplar. O volume começa por uma nota de apresentação («Algumas Palavras») do próprio Pelágio, transcreve depois uma longa passagem das Memórias de Raul Brandão relativas ao poeta e, por fim, este conhecido excerto d’As Claridades do Sul, que mesmo antes conhecera já edição independente.
 
O exemplar, em bom estado (salvo uma pequena mancha na capa), conserva ainda os cadernos por abrir; ostentando na folha inicial de anterrosto o carimbo da lisboeta Livraria Profissional (Rua Anchieta, 5 a 7).
 
15€

Homenagem Poética a Gomes Leal

Homenagem Poética a Gomes Leal no primeiro centenário do seu nascimento (…)

Coimbra, 1948. (Composto e impresso na Casa Minerva). In-8º de 126, [2] págs. Br.

O volume, organizado por João José Cochofel e Armindo Rodrigues, integra composições de, entre outros, Carlos de Oliveira («A Gomes Leal», que viria depois a ser recolhido em Trabalho Poético), Edmundo de Bettencourt, Eugénio de Andrade, João de Barros, o próprio Cochofel, Joaquim Namorado, Jorge de Sena, José Gomes Ferreira, Torga e Raul de Carvalho; por suponível falha tipográfica, onde deveriam estar as de Afonso Duarte, Alfredo Guisado e António de Navarro foram outras repetidas.
 
22€

Gomes Leal — Poesias Escolhidas

Poesias Escolhidas (Introdução: destino de Gomes Leal por Vitorino Nemésio)
 
Depositária: Livraria Bertrand. (Composto e impresso na Imprensa Portugal-Brasil). Lisboa. [S/d]. In-8º de CXVI, 199, [5] págs. Br.
 
A edição, inteiramente preparada e organizada por Nemésio – cujo longo aparato crítico se espraia pelas mais de cem páginas preliminares, integrando os estudos «Destino de Gomes Leal» e «Nota sôbre a Poesia de Gomes Leal» (a que se seguem uma «Advertência», uma «Cronologia de Gomes Leal» e as «Bibliografia de Gomes Leal» e «Bibliografia sôbre Gomes Leal») – é ainda hoje tida por muita gente como a mais importante alguma vez consagrada ao poeta das Claridades do Sul; de que são naturalmente recolhidas composições, tal como de «A Fome de Camões», «Fim de um Mundo», «O Anti-Cristo», «A Mulher de Luto», «História de Jesus» e «Senhora da Melancolia», além de alguns folhetos secundários e de uma selecção de dispersos.
 
19€

Cesário Verde — Obra Completa

Obra Completa de Cesário Verde (Organizada, prefaciada e anotada por Joel Serrão)

Portugália Editora, Lisboa. (1964). In-8º de 264, [VI] págs. Br.

Além de «O Livro de Cesário Verde», engloba «Poesias não incluídas em «O Livro de Cesário Verde»», «Cartas» e um «Apêndice» com a composição «O Desastre», uma tábua biobiliográfica e bibliografia propriamente dita. É importante o texto preliminar de Serrão, «Fundamentos e critérios da edição da Obra Completa de Cesário Verde», perorando sobre o velho problema da efectiva intervenção de Silva Pinto na preparação do livro original.
Primeira das várias edições entretanto publicadas.

Exemplar impecável no miolo, apenas a capa acusando ligeiros desgaste e distensão.

23€  

João Pinto Figueiredo — A Vida de Cesário Verde

A Vida de Cesário Verde (Prefácio e Selecção de Poemas De David Mourão-Ferreira)

Editorial Presença (1986). In-8º de 251, [5] págs. Br.

Segunda edição, publicada na colecção Poetas, de um estudo originalmente publicado na colecção A Obra e o Homem, da Arcádia. No prefácio («Algumas Palavras sobre João Pinto de Figueiredo») que para ela compôs, Mourão-Ferreira louvava o homem e falava das três unicas peças que chegou a publicar: este livro, uma plaquette anterior também relativa a Cesário e a biografia de Sá-Carneiro, dada a lume pela Dom Quixote, que já se recenseou aqui.

O exemplar, ainda por estrear, conserva a etiqueta editorial.
 
10€