Exemplar com discreta assinatura na frente da capa.
10€
Livraria / Editora / Alfarrabista } { Porto bibliographias@gmail.com
.
.
Exemplar com discreta assinatura na frente da capa.
10€
Porto: na Livraria de Novaes Junior – Editor – 1868. In-8º de 32 págs. Br.
Castilho, a quem o livro é dedicado, terminava assim o seu prefácio-em-carta: “Permitta-me dizer-lhe em prosa chã meu poeta, o que nas arriscadas viagens por mar se ouve sempre com delicias aos marinheiros velhos quando a proa vai em bom rumo e com vento de servir nas vellas cheias: andar assim que é bom andar.”
Um do títulos iniciais de Pimentel, já consideravelmente raro nesta sua primeira e porventura única (independente) edição.
25€
Doida de Amor (Novela) / Quarta edição, 6.º milhar
Livrarias Aillaud e Bertrand, Paris-Lisboa / Livraria Francisco Alves, Rio de Janeiro 1918. (Composto e impresso na typographia «A Editora L.da». In-8º de 191, [i] págs. Enc.
Exemplar com boa encadernação de lombada em pele gravada a dourado, mas que infelizmente o desproveu da capa original – da qual não conserva nenhuma das faces.
10€
Assinalamos hoje, a partir da que foi em várias temporadas a sua praia minhota, o centenário de Mário Cesariny ["oh meu Deus de Vasconcelos"] - indivíduo bastante genial nascido em Lisboa a 9 de Agosto de 1923. Representou para o século XX português o que tinham sido entre a Idade Média e a Moderna um Gil Vicente e entre a Moderna e a Contemporânea um Bocage: um sopro de liberdade, licenciosidade e espontaneidade como a literatura ("afinal o que importa") portuguesa não terá visto em mais ninguém. De resto, todos os que com ele alguma vez privaram foram testemunhas dessa espontaneidade ao mais alto grau, capaz de uma rima ou de um epigrama fulgurantes em meras fracções de segundo. Cesariny era um caso sério de génio; infelizmente, dirão alguns (como nós), ou felizmente, dirão outros, dedicou-se tanto à sátira e ao humor que poucas vezes parou para o escutar a fundo. Quando o fez, sacou das profundezas por exemplo O Navio de Espelhos, dos principais candidatos ao título de mais belo poema alguma vez escrito em língua portuguesa.