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Antologia de Poesia Açoriana (do século XVIII a 1975)

Antologia de Poesia Açoriana (do século XVIII a 1975) / Selecção, prefácio e notas de Pedro da Silveira // Colecção Vozes do Mundo

Livraria Sá da Costa Editora, Lisboa. (Composto e impresso na Tipografia Guerra Viseu). (1977). In-8º de [VI], 356, [VI] págs. Br.

Começando pelo famoso Tio Alexandre de Garrett (Fr. Alexandre da Sagrada Família, bispo de Angra, de quem temos algures perdida uma raridade qualquer entre milhares de livros); e apanhando pouco depois o João Cabral de Melo de quem o famosíssimo Neto foi brasileiro; a antologia contempla depois, entre muitos outros, nomes afamados como os Srs. Presidentes Teófilo e Manuel de Arriaga (os nossos dois primeiros chefes-de-Estado em República vieram dos Açores, nota curiosa), Antero açoriano poeta-mor, o Orpheunista Côrtes-Rodrigues, o recordista (8 poemas) Nemésio, o pintor e esporádico versejador António Dacosta, a centenária Natália Correia; a quem se seguem os ainda relativamente conhecidos Madalena Férin, Emanuel Félix (poeta da predilecção do conterrâneo e amigo Onésimo Teotónio de Almeida), Álamo Oliveira, Urbano Bettencourt, etc.

Bom exemplar, mas ligeiramente desvalorizado por ténues manchas de humidade em algumas folhas finais.

15€

Natália Correia — O Sol nas Noites e o Luar nos Dias

(Ponto de Fuga, junho de 2023). In-8º de 880 págs. Br.

Reedição da mão de Vladimiro Nunes (o próprio editor da Ponto de Fuga e chancelas paralelas) desta recolha da poesia (quase) completa de Natália Correia, cuja edição anterior saíra na sua editora de sempre, a D. Quixote, a cuja editora, a sueca Snu Abecasis, a editada apresentara Francisco Sá-Carneiro ("ela é uma princesa nórdica à espera do seu beijo de fogo", ou coisa que o valha; e o resto da história já toda a gente sabe): 

"Este volume, a todos os títulos essencial, foi o último grande empreendimento de Natália Correia. Antes de morrer subitamente, em Lisboa, na madrugada de 16 de março de 1993, a autora reuniu, «numa amplitude próxima do seu conjunto», mais de 50 anos de trabalho poético, dispersos por 14 livros: os fundadores — Rio de Nuvens (1947), Poemas (1955), Dimensão Encontrada (1957), Passaporte (1958); os que a Censura do Estado Novo apreendeu — Comunicação (1951), Cântico do País Emerso (1961), O Vinho e a Lira (1966); os de plena maturidade — Mátria (1968), A Mosca Iluminada (1972), O Anjo do Ocidente à Entrada do Ferro (1973); os de embriaguez e ressaca da(s) Liberdade(s) de Abril — Epístola aos Iamitas (1976), O Dilúvio e a Pomba (1979), O Armistício (1985) — e o de derradeira consagração pela forma clássica — Sonetos Românticos (1990). A cada etapa do itinerário, há espaço para pródigos lotes de inéditos, recolhidos de entre uma «volumosa desarrumação de desdenhados escritos». Profunda conhecedora da história da poesia portuguesa, Natália, feiticeira da palavra, apurou no caldeirão da sua obra uma alquimia de influências, em especial barrocas e românticas, com o condão de uma modernidade surrealizante que se coadunava com o seu lirismo torrencial, servido pelo verbo ágil, repentista e sempre irreverente que a tornou uma das vozes literárias mais singulares e intensas do século xx."

30€ (P.V.P.)

Natália Correia — Erros Meus, Má Fortuna, Amor Ardente

Erros Meus, Má Fortuna, Amor Ardente : peça em 3 actos

Natália Correia • Fernando Ribeiro de Mello/Edições Afrodite. (Esta edição com o total de duzentas e setenta páginas em papel La Crème de noventa gramas. com «vergé» seis desdobráveis. dezoito extra-textos em papel «printomat» de cento e cinquenta gramas. foi composta e impressa em novembro de mil novecentos e oitenta e um na Gráfica Maiadouro)

No mesmo sentido do texto de David Mourão-Ferreira apresentado nas badanas, aludindo ao “sombrio e sinistro soba que «reinou», em 1980, na esfera oficial da cultura portuguesa”, rezava assim a nota preliminar graficamente ornamentada: “Esta peça foi encomendada à autora pelo Teatro Nacional D. Maria II, para celebrar em 1980 o 4.º centenário da morte de Luís de Camões. A «má fortuna» que, em vida, perseguiu o poeta, atravessou-se neste projecto impedindo a sua concretização, por critérios que deslustram quem os assumiu”. O director do D. Maria II era Lima de Freitas, um dos ilustradores nesta passagem a livro; o “soba” seria decerto o Secretário de Estado da Cultura do governo de Pintasilgo, Vasco Pulido Valente, que terá recusado o financiamento à peça, sem o qual não pôde subir à cena - V.P.V. com quem a autora colaborava ou tinha colaborado na Secretaria de Estado, passando depois a referir-se a ele como “aquele com asco no nome”... .
“A peça camoniana de Natália (...) é acima de tudo uma luxuriante celebração da língua, pela recriação/reinvenção de um português falado por Camões e seus contemporâneos, que fosse digna de dar voz ao vate e receber intertextualidades de poemas e dramaturgia de Camões ele mesmo” (Armando Nascimento Rosa).

Ilustrações de Ângelo de Sousa, Carlos Calvet, Cruzeiro Seixas, Francisco Relógio, Júlio Resende e Lima de Freitas.

35€

Cesariny (5-8-23)

Assinalamos hoje, a partir da que foi em várias temporadas a sua praia minhota, o centenário de Mário Cesariny ["oh meu Deus de Vasconcelos"] - indivíduo bastante genial nascido em Lisboa a 9 de Agosto de 1923. Representou para o século XX português o que tinham sido entre a Idade Média e a Moderna um Gil Vicente e entre a Moderna e a Contemporânea um Bocage: um sopro de liberdade, licenciosidade e espontaneidade como a literatura ("afinal o que importa") portuguesa não terá visto em mais ninguém. De resto, todos os que com ele alguma vez privaram foram testemunhas dessa espontaneidade ao mais alto grau, capaz de uma rima ou de um epigrama fulgurantes em meras fracções de segundo. Cesariny era um caso sério de génio; infelizmente, dirão alguns (como nós), ou felizmente, dirão outros, dedicou-se tanto à sátira e ao humor que poucas vezes parou para o escutar a fundo. Quando o fez, sacou das profundezas por exemplo O Navio de Espelhos, dos principais candidatos ao título de mais belo poema alguma vez escrito em língua portuguesa.

Senhor de tão bom gosto literário (por mais que o desdenhasse), «educou» para os seus escritores de eleição sucessivas gerações de discípulos e de leitores, com porventura mais eficácia do que Breton em França porque muito menos sentencioso e papal. E devemos-lhe ainda, entre várias coisas, a «salvação» de António Maria Lisboa - o nosso outro grande génio surrealista, que Cesariny, meio por modéstia meio para valorizar o amigo de temporã morte (que sempre mitificou), manteve até ao fim da vida ser "o maior", "ele é que era!" - e a «desocultação» do mago Pascoaes, por quem outros terão feito mais (António Cândido Franco à cabeça) mas ninguém, de novo, com tanta eficácia, exponenciada quando pela primeira vez se atirou a pedrada ao charco afirmando o que deveria parecer óbvio: Pascoaes interessa muito mais do que Pessoa.

Se no triste Portugal salazarento foi possível alguma graça e alguma «verve», alguma vida, alguma corrente de ar, parte mui considerável do mérito coube a este irredutível iconoclasta. 

Pascoaes — Poesia I

Poesia I // Sempre · Terra Proibida / Belo · À Minha Alma · À Ventura / Embriões · Cantigas para o Fado e para as «Fogueiras» do São João · Profecia // Edição: José Rui Teixeira

Officium Lectionis edições. (2023). In-8º gr. de 276, [IV] págs. Br.

Primeiro volume publicado de uma projectada e ambiciosa série de cinco, estando o segundo já em preparação; retomando o fio à meada do poeta e de Jacinto do Prado Coelho nas duas séries das «Obras de Teixeira de Pascoaes» (a Assírio & Alvim segui-la-ia nos anos 80 num formato interessante mas algo diverso), só que acrescentando-lhe algumas peças menos conhecidas e nunca (ou quase nunca) entretanto reeditadas, como neste caso o embrionário Embriões (de que apenas saiu um fac-simile), Profecia (de par com Afonso Lopes Vieira) e as pueris cantigas que apenas talvez um em cada dez adeptos «Pascoaes» conheça.
Parece muito bem apanhada esta divisão em três, assumidamente despreocupada de cronologias, juntando as duas primeiras peças-fortes Sempre e Terra Proibida, depois os livrinhos preliminares, e depois as primícias, por ordem decrescente de importância. E recorde-se a este respeito o arco de 180 graus que a opinião do poeta mais velho Guerra Junqueiro percorreu, porque como é sabido só os burros não o fazem: após a publicação de Embriões, o parecer dado ao pai do estreante (o seu amigo Conselheiro Teixeira de Vasconcelos) foi “Dize a teu filho que se deixe de versos”; lido alguns anos mais tarde o Sempre, passou a “Dize a teu filho que breve vou a Amarante para o conhecer e abençoar a mãe” – o mesmo critério que serve para insultar os árbitros de futebol, mas ao contrário. E, já agora, a propósito do mesmo Sempre, a impressão de outro poeta, este o mais novo José Gomes Ferreira: “juro que, na minha vida de leitor, nunca senti maior choque, como naquela manhãzinha no parque de entrada para a aula do sétimo ano do Liceu de Gil Vicente, quando li, pela primeira vez, uma das edições do Sempre (Teixeira de Pascoaes emendava, emendava, emendava sem descanso), impresso com palavras fantasmáticas que me abriram as portas da manhã para outra visão do mundo e da Arte. / Mal acabei de lê-lo senti que nascia um deus novo não sei onde.”  
Fosse onde fosse, não será boa ideia perder isto.

21€ (PVP)

Boletim bibliográfico 4/23

Preparado na maioria em Julho, mês da França, exactamente a meio das comemorações dos 240 anos do nascimento de Stendhal, já era altura de um boletim mais reforçadinho em literatura francesa; ei-lo. Stendhal, Balzac, Daudet (Alphonse), os Goncourt, etc. Mas há mais literatura além da francesa; e mais coisas além da literatura, "há mais vida além da literatura", como já deverá ter dito algum qualquer presidente de República - mas não talvez o nosso Teixeira Gomes, que ainda chamaremos a comemoração este ano.

A consultar

Boletim Bibliográfico 3/2023

Composto quase todo em Maio de 2023, o terceiro deste ano anda à volta dos 125 anos de Ferreira de Castro, que os teria completado a 25 de Maio; e dos centenários de Francisco Salgado Zenha e Eduardo Lourenço (2 e 23 de Maio, respectivamente). 
Juntou-se-lhes compagnons-de-route mais ou menos inescapáveis: os resistentes aveirenses Rodrigues Lapa e Mário Sacramento, Mário Soares, Fernando Namora, Joaquim Paço d'Arcos, José Cardoso Pires, etc.

Pode (e deve) consultar-se

Federico García Lorca

5-6-1898 / 5-6-2023

Comemoram-se hoje os 125 anos do nascimento na hoje mítica Fuentevaqueros do maior poeta de Espanha, o mesmo que disse "Como não me preocupou nascer, também não me preocupa morrer" [mas qualquer leitor minimamente atento sabe que a sua poesia desmente q.b. a segunda parte desta frase de efeito]

Nós por cá continuamos nos pouquíssimos tempos livres a traduzi-lo, e a traduzi-lo, e a traduzi-lo... E a rever as traduções, e rever, e rever, e rever, e rever, e rever... Mas a coisa há-de sair; e, modéstia à parte, não desmerecerá demasiado do maravilhoso original. 

[Na imagem: Federico no dia do primeiro aniversário]

Camilo Castelo-Branco — Maria! Não Me Mates, Que Sou Tua Mãe!

objecto cardíaco (2006). In-8º de 35, [5] págs. Br.

Com um prefácio do editor – o conhecido romancista valter hugo mãe –, foi a edição inaugural de uma série «coisas de ignição», reeditando uma vez mais, após a Hiena no final dos anos 80, esta peça primitivamente editada de forma anónima pelo próprio Camilo.

Vários exemplares disponíveis.

6€

João Bigotte Chorão — Camilo, a Obra e o Homem

arcádia (1979). In-8º de 165, [3] págs. Br.

Volume publicado na conhecida colecção de biografias da Arcádia, embora fugindo um pouco ao figurino: “Advertindo que este livro não é uma biografia, nem um ensaio de interpretação literária, nem uma tese universitária, o autor afirma que se trata de uma síntese da vida e da obra de Camilo. Primeira abordagem, guia ou introdução, não se dirige ao especialista, mas ao leitor comum e ao estudante. O seu principal objectivo é ser útil a quem erra perdido pela floresta camiliana”. Seguem-se ao prefácio os capítulos «Do Ventre à Sepultura», «Feições Dominantes de um Polígrafo», «Um Escritor Religioso», «A Casa de S. Miguel de Ceide ou os Limites do Camilianismo», «A Herança de Camilo», «Biblioteca Ideal de Camilo», «Páginas de Camilo» e «Ideário de Camilo», rematados pela «Cronologia» final. Ilustrações num conjunto de folhas centrais em papel couché.

12€

Catálogo - PALOP's

Depois do grande de 200 livros dedicado aos 200 anos da independência do Brasil, o primeiro catálogo a ser actualizado este ano, e cuja publicação parece bastante oportuna numa semana de calor africano, foi o dos PALOP's - mais Angola, Cabo Verde e Moçambique, um «cheirinho» de Guiné e um cheirinhinho de São Tomé. Literatura, história, etnografia, etc.; livros do período colonial, do período revolucionário e do pós-colonial. 66 edições do séc.XX, 14 do XXI e duas do XIX: um Diccionario Geografico das Colonias Portuguezas (1842); e um catálogo (1865) das peças expostas na exposição inaugural do Palácio de Cristal.

Disponível para consulta

Alexandre O'Neill ― Coração Acordeão

O Independente. Lisboa, 2004. In-8º gr. de 189, [3] págs. Enc.

Edição organizada por Vasco Rosa com a colaboração de Perfecto Cuadrado, Maria Antónia Oliveira e Luís Manuel Gaspar e incluída na colecção «Horas Extraordinárias – Série Inéditos de Imprensa» do extinto jornal «O Independente». Colige textos publicados por O’Neill em periódicos diversos desde os anos 40 aos 80 – o escritor morreria em 86 –, destacando-se a década de 70, de longe a mais profusa; com referências a Pascoaes («Recordação precipitada de Teixeira de Pascoaes», o artigo saído na «Vértice» em 1953 após a morte do poeta), Nobre, Borges, Torga e Tolentino (seu «antepassado» dilecto), entre muitos outros, além da «Resposta a um inquérito sobre André Gide» publicada na «Unicórnio» em 1951, a instâncias de Jorge de Sena.

Encadernação editorial com sobrecapa ilustrada.

Exemplar novo.

10€

Urbano T. Rodrigues ― Imitação da Felicidade

Imitação da Felicidade (2.ª edição, Com um texto crítico de Mário Sacramento)

Livraria Bertrand – Amadora. (1974). In-8º de 216, [4] págs. Br.

De um livro de novelas que merecera na edição original (1966) os encómios de Claude Roy (“um talento rigoroso e comovedor”) falou de forma também bastante elogiosa Mário Sacramento no texto aqui aproveitado para prefácio: começando por lhe chamar não apenas obra de maturidade de um escritor por quem confessava um interesse especial  mas, mais que isso, “ponto de fusão e síntese (…) de todas as correntes literárias válidas deste quartel de século”, tratando-se “não já de um caso de extraordinário talento (como sabíamos), mas de cumeada de uma época”. 

Capa de José Cândido.

8

Urbano T. Rodrigues ― A Impossível Evasão (seguida de O Espírito)

colecção duas horas de leitura / Editorial Inova Limitada. (1972). In-8º de 90, [10] págs. Br.

Capa e direcção gráfica de Armando Alves. Excertos de recensões críticas de Augusto da Costa Dias, Luísa Dacosta, Lindley Cintra, Óscar Lopes e Mário Sacramento.

Exemplar em bom estado, sem defeitos significativos.

8€

Urbano T. Rodrigues ― Horas Perdidas (Narrativa)

Livraria Bertrand, 1969. In-8º de 222, [2] págs. Br.

Explicava o autor no prefácio ser este um recuperado caderno do tempo de quando entrou para a Faculdade de Letras de Lisboa, em 1944 – limitando-se, dizia, “a podar a linguagem dos seus excessos líricos e retóricos, mas sem lhe roubar a seiva, e a dar-lhe aqui ou ali uma demão de cor diferente, com pincel cauteloso”. Edição original, com capa de Henrique Ruivo.

O exemplar apresenta vários defeitos exteriores.

8€

Urbano T. Rodrigues ― A Porta dos Limites

A Porta dos Limites (3.ª edição revista, com um prefácio de Armando Ventura Ferreira)

Livraria Bertrand, Lisboa. (1969). In-8º de 303, [5] págs. Br.

O prefácio de Ventura Ferreira aproveitava o título de um destes contos e do próprio livro (estreia do autor na ficção em 1952) para uma digressão acerca do tema dos limites da arte e da actividade do artista cuja leitura não é tempo perdido. Além desse, são também aqui apresentados «A Feira», «Palavras do Tempo Incerto», «Desviados», «Francisco da Lucini», «Um Domingo Diferente», «O Estrangeiro», «Avila de los Caballeros», «Sentidos», «Poesia», «A Aventura», «A Porta dos Limites», «Recordação», «O Grifo», «Tornada da Primavera» e «A Última Façanha do Tigre».

10€

Urbano T. Rodrigues ― Uma Pedrada no Charco

Uma Pedrada no Charco (novelas) / (2.ª edição)

Livraria Bertrand, 1959. In-8º de 237, [5] págs. Br.

Integra «A Impossível Evasão» (viria a ter edição independente), «Uma Pedrada no Charco», «A Banal Rosa Vermelha» e «O «Monte» das Rosas». Volume publicado na colecção de «Autores Portugueses».

8€

Urbano T. Rodrigues ― Ensaios de Escreviver

Editorial Inova / Porto. [S/d]. In-8º de 278, [10] págs. Br.

Foram alguns dos textos agrupados neste volume «O problema racial nos Estados Unidos», «Relendo Teixeira Gomes», «Origem e precursores do simbolismo português», «Rimbaud e as «Illuminations»», «Notas e reflexões em torno do Simbolismo (Baudelaire, Mallarmé, Camilo Pessanha)», mais três dedicados a Pessanha, «Do Simbolismo ao Surrealismo (O Niilismo, a Evolução do Ritmo)», «Para o Perfil de António Nobre», «Apontamento Circunstancial sob [sic] Três Artistas do Porto (António Nobre, António Patrício, Raul Brandão)», «Julio Cortázar e a Redescoberta do Real», «Imagens da Mulher na Literatura Portuguesa do Século XX», «Maximo Gorki»; entre outros.

Exemplar valorizado por dedicatória de oferta manuscrita em 1973 pelo próprio autor à então “quase colega” ensaísta Vera Vouga; que o manteve cuidadíssimo, em muito bom estado.

15€

Urbano T. Rodrigues ― um novo olhar sobre o Neo-Realismo

Moraes editores (1981). In-8º gr. de

O volume recolhe os textos «O Real e o Imaginário em Esteiros de Soeiro Pereira Gomes», «Barranco de Cegos, a obra-prima de Alves Redol», «O Vento – Coro da Tragédia, Signo do Espanto e da Violência em Seara de Vento», «Três Textos sobre Carlos de Oliveira» («Micropaisagem», «Finisterra ou de como o realismo objectal pode tornar-se interveniente», «O desenho e a hipoteca – a esterilidade e o fogo»), «Análise da Obra de Fernando Namora a partir de Retalhos da Vida de um Médico e de O Trigo e o Joio» e «Manuel Tiago: Cinco Dias, Cinco Noites: Viagem e Aprendizagem». [De quase todos os livros aqui tratados dispomos das edições originais.]

12€

Urbano T. Rodrigues ― Realismo, Arte de Vanguarda e Nova Cultura

(editora Ulisseia limitada – Lisboa, 1966). In-8º peq. de 120, [4] págs. Br.

Primeira edição, seriada na «Colecção Poesia e Ensaio» que foi graficamente concebida pelo pintor Espiga Pinto. Constam do índice, além do homónimo do título, os capítulos «Honoré de Balzac e o realismo de ontem e de hoje», «Actualidade e Inactualidade de Saint-Exupéry», «Roger Vailland e a Ordem na Indisciplina», «Novas Direcções da Vanguarda Francesa», «Teixeira-Gomes Moralista», «O Tema do Amor na Obra de Aquilino Ribeiro», «Jean Vilar e o Teatro como Festa Colectiva», «Luís Francisco Rebello como Dramaturgo».

16€

Urbano T. Rodrigues ― viagem à união soviética e outras páginas

1973 / Seara Nova (acabou de se imprimir em 14 de Fevereiro de 1975 nas oficinas de Guide – Artes Gráficas, Lda.). In-8º peq. de 212, [IV] págs. Br.

Dedicado pelo autor aos companheiros de viagem Alberto Ferreira e Fernando Namora (escreveu por sua vez o livro URSS bem amada, mal amada, que também temos), e também a Alexandre Babo, Augusto Abelaira, Mário Soares e Óscar Lopes, pelo menos os 2 escritores também ex-visitantes, Lopes tendo publicado ; o volume, aqui em terceira edição, já reformulada em liberdade após o 25 de Abril, é constituído na menor parte pela dita viagem e depois, numa segunda maior, por um conjunto de variadas crónicas a que o autor chamou “lírico-sociais”, que tanto falam de Cuba e do Vietname como de poluição e emigração, cinema e teatro, etc. 

Exemplar com algum desgaste da capa.

10€

Margarida de Navarra — Heptameron

Heptameron (ilustrações de Henrique Manuel)

Lisboa: Estúdios Cor, 1977. (Nas oficinas da Soc. Industrial Gráfica Telles da Silva, lda. que compôs e imprimiu o texto; as ilustrações, extratextos, a cores, foram impressas em «offset» por Júlio de Amorim, filhos, lda., em Lisboa). 2 vols. in-8º gr. de 280, [IV] e 256, [IV] págs. Enc.

Obviamente inspirado no Decameron de Bocaccio, o enredo, aqui, toma como pano de fundo a graciosa estância de Cauterets, nos Pirenéus franceses, (onde por sorte o livreiro há muitos anos esteve), que serve de repouso a alguns mais ou menos licenciosos aristocratas - modelo que seria abundantemente replicado nalguma literatura francesa do séc.XVIII, Sade à cabeça. O primeiro volume teve tradução de Gabriela Ramirez Garcia e o segundo de Álvaro Pereira. Quanto às ilustrações, são no registo típico de Henrique Manuel, habitual colaborador da casa.

Encadernação editorial em tela.

30€

André Chastel — Il sacco di Roma (1527)

Giulio Einaudi editore. (1983). In-8º de XLI, [I], 274, [4] págs. Br.

Edição italiana, publicada decerto em simultâneo, ou quase, com a que saíra originalmente nos E.U.A. (Princeton). O estudo de Chastel - um dos principais especialistas em arte italiana e do Renascimento em particular - cruza, no tratamento do tema, a história da arte com a da cultura e a propriamente política do período em causa; estando o volume abundante e criteriosamente ilustrado em folhas centrais, destacadas e não incluídas na paginação.

Bom exemplar, tendo apenas ligeiras marcas na sobrecapa que, antes assim, conserva. 

15€ 

Kenneth Clark — Civilização: Uma Visão Pessoal

Civilização: Uma Visão Pessoal (Tradução: Madalena Nicol / Revisão: Luis Lorenzo Rivera)

Martins Fontes/Editora Universidade de Brasília (1980). In-8º gr. de 376, [IV] págs. Br.

No meio da actividade editorial dos tijolos de José Rodrigues dos Santos, parece que a Gradiva de vez em quando ainda vai editando livros - publicou no final do ano passado esta adaptação dos textos lidos no mais célebre programa televisivo de divulgação da História da Arte; até agora inédita em Portugal. Nós por cá ainda temos este exemplar da (primeira) edição brasileira, única até então disponível no mercado lusófono. 
Quanto ao livro, apesar de um tanto simplista e simplificador, desde logo no próprio conceito de civilização que lhe serviu de título, lê-se com gosto e não fica nada mal em qualquer biblioteca civilizada.
A ilustração é criteriosa e abundante.
Exemplar com o selo de uma livraria portuense O Século, na Rua de Sá da Bandeira, que o livreiro não crê ter chegado a conhecer.

15€

Graça Morais — Terra Quente, O Fim Do Milénio

Terra Quente, O Fim Do Milénio / As Quatro Estações do Ano (Agosto de 1999 - Agosto de 2000) // Texto de António Carlos Carvalho, Fotografias de Roberto Santandreu

Gótica (Novembro de 2000). In-4º de 183, [III] págs. Enc.

Homenagem à «Terra Quente» do Nordeste transmontano (integra mais ou menos o território dos concelhos de Alfândega da Fé, Carrazeda de Ansiães, Macedo de Cavaleiros, Mirandela, Mogadouro e Vila Flor, na confluência hidrográfica do Douro e dos seus belos afluentes Tua e Sabor) por uma das suas «fihas» mais ilustres (Graça Morais é natural do Vieiro). Além do texto e das fotografias referidos em subtítulo há ainda abundantes reproduções de trabalhos da artista e também alguma prosa – retirada de diários – da sua própria pena.   

O álbum foi encadernado em tela, revestida de uma sobrecapa de papel. 

30€

A Linguagem Simbólica da Natureza

A Linguagem Simbólica da Natureza: A Flora e a Fauna na Pintura Seiscentista Portuguesa / (…) Prefácio de Vítor Serrão

vega (DL 2009). In-4º de 384, [II] págs. Br.

Dizia a nota editorial inscrita na badana que neste livro “é interpretado o significado simbólico da flora e da fauna representadas na produção pictural seiscentista portuguesa de pintores como Josefa de Óbidos (1630-1684), Baltazar Gomes Figueira (1604-1674), Bento Coelho da Silveira (c.1630-1708), e André Reinoso (c.1590-1650), entre outros. Nos pintores da escola de Óbidos, Josefa e Baltazar, é de realçar a exactidão da reprodução do mundo natural, o que permitiu a identificação de espécies de fauna e flora características da Lagoa de Óbidos” ultimamente nas notícias.  
Quanto ao prefácio de Serrão, salientava ser este “um dos pontos altos desta fase amadurecida de estudos sobre a Natureza Morta portuguesa do século XVII. (…) O cruzamento entre a História da Arte, a Iconologia, a Filosofia e a História Natural – num vasto processo de lição sobre as representações barrocas que nunca fora antes empreendido – confere inegável sucesso a uma metodologia de ponta de que a autora é responsável e que afirma a originalidade da sua investigação”.

25€

La Femme et l'Amour

La Femme et l'Amour (Texte et documents réunis par André Lejard)

La Guilde du Livre, Lausanne. (Achevé d'imprimer le 30 septembre 1967, sur les presses des Imprimeries Populaires - Arts graphiques, à Genève. La composition a été faite en caractère Garamond corps 12 et le tirage exécuté sur papier offset sans bois. La reliure est due aux soins des Ateliers Mayer et Soutter, à Renens. (...) / Edition hors commerce réservée aux membres de la Guilde du Livre). In-8º gr. de 265, [XV] págs. Enc.

Ut pictura poesis, o volume recolhe composições poéticas e artísticas agrupadas em duas não-secções (a ordem é meramente de exposição): Antiguidade Grega e Romana e Oriente / Ocidente, da Idade Média a Pierre Jean Jouve, nome final da lista de mais ou menos ilustres que, para elencar aqui apenas o séc.XX, antologia Rilke, T. S. Elliot, Yeats, Jarry, Apollinaire, Maïakovski, Pasternak, Valéry, Alberti, Breton, Eluard, Desnos e Lorca.

Encadernação do editor em tela com título e motivos ornamentais gravados a dourado na lombada e um cliché recortado sobre a pasta superior - que neste exemplar, nº 1659 de uma tiragem inteiramente numerada, apresenta uma pequena marca de corrosão, a qual com ligeiras manchas nessa mesma pasta é seu único defeito. 

20€

Maria Amália Vaz de Carvalho — Cartas a Luiza (moral, educação e costumes)

Companhia Portuguesa Editora, L.da. Porto. [S/d]. In-8º de 250, [2] págs. Enc.

Segunda edição de um livro dedicado a Luísa de Almeida e Albuquerque, a quem a autora, na nota introdutória, dizia: “Tu, que és uma das raras mulheres que se levantam acima do nivel intellectual do nosso sexo, deves comprehender e approvar que eu lucte, no estreito limite do meu poder, pela libertação moral e intelectual das nossas irmãs opprimidas”.

Exemplar bem encadernado com cantos e lombada em pele (tendo esta última as casas gravadas a ouro), conservando   integralmente a capa de brochura; em muito bom estado.

22€

Maria Amália Vaz de Carvalho — Serões no Campo

Lisboa: Livraria Editora de Mattos Moreira & C.ª (68– Praça de D. Pedro–68), 1877. In-8º de 236, [4] págs. Enc.

Edição original desta recolha dos textos «Um justo», «Alice», «A mulher antiga e a mulher christã», «A actriz», «Madame de Sevigné», «Á morte de Georges Sand» e, também In Memoriam, «Castilho».

O exemplar, sem a capa original, foi recentemente encadernado e ostenta nas folhas de rosto e de anterrosto uma primitiva assinatura de propriedade.

24€

Bernardim Ribeiro — Saudades: História de Menina e Moça

Saudades: História de Menina e Moça (2.ª edição, revista por Delfim Guimarães)

1916 / Guimarães & C.ª - (largo) Editores (68, Rua do Mundo, 70). In-8º de 160 págs. Enc.

Na «Advertencia» preliminar, o escritor e versejador fundador desta sua editora homónima explicava pretender, com esta "edição popular" linguística e graficamente trabalhada, pôr o livro "ao alcance do grande publico, tornando conhecida, lida e estimada uma obra de peregrino brilho, um dos mais belos florões da nossa literatura".     
     
Exemplar revestido de modesta encadernação da época, conservando a face cimeira da capa de publicação, ilustrada por Alfredo de Morais com o título Saudades gravado a dourado.   

15€

Joel Serrão — Cronologia geral da história de Portugal

Iniciativas Editoriais. 1977. In-8º de 247, [1] págs. Br.

Reproduz a «Advertência» da 2ª edição (de 1973) e a «Nota Preliminar» da original (1971). O volume divide-se nas secções: «Proto-História», «Condado Portucalense», «Formação e organização de Portugal», «Expansão marítima e colonial», «Domínio espanhol», «Restauração da independência e consolidação do domínio português no Brasil», «Aceleração do Processus da independência brasileira e instauração do regime liberal», «Regeneração e expansão africana» e «República».

10€

Joel Serrão — Dicionário de História de Portugal

Dicionário de História de Portugal, dirigido por (…)

Iniciativas Editoriais. 4 vols. in-4º. Enc.

Edição original – na série rigorosamente original, com capa e sobrecapa da própria editora lisboeta – de um trabalho que dispensará apresentações, e que teve como colaboradores, só por exemplo, Luís de Albuquerque, Manuel de Azevedo, Garcia y Bellido, Charles R. Boxer, Mário Cardoso, Martins de Carvalho, Rómulo de Carvalho (aka António Gedeão), Armando de Castro, Hernâni Cidade, Jaime Cortesão, Almeida Costa, António Cruz, Jorge Dias, Túlio Espanca, Vitorino Magalhães Godinho e Rui Luís Gomes, entre outros e por ordem de apresentação; curiosa e bastante inusual mescla de  anti-salazaristas, salazaristas, mais simpatizantes, menos simpatizantes e nem-sim-nem-sopas. 
No seu prefácio, Joel Serrão explicava que a empreitada levou dez desesperantes mas indispensáveis anos (!) a preparar, e que o âmbito dela ia até ao primeiro quartel do século XX. Mais tarde, já por iniciativa da editora portuense Figueirinhas (que viria a adquirir os direitos da obra e a reeditá-la), António Barreto e Maria Filomena Mónica acrescentariam outros três volumes até ao 25 de Abril. Entretanto, nestes últimos anos, mais oito pequenos volumes se publicaram, dedicados em exclusivo ao 25 de Abril e ao próximo pós-Revolução. Quem quiser completar a colecção apenas terá portanto de no-lo solicitar, ou contactar directamente a editora.

Os quatro volumes foram encadernados em pele com a dita sobrecapa de papel aposta, que todos conservam, ainda que com pequenos defeitos.

90€

Luís Chaves — Os Pelourinhos Portugueses

Os Pelourinhos Portugueses, por Luís Chaves (Titular da Ass. dos Arqueólogos Portugueses / Antigo Conservador do Museu Etnológico Português)

Edições Apolino / Gaia — Portugal, MCMXXX. In-8º gr. de 67, [I] págs. Br.

Um dos títulos mais apreciados da graciosa colecção «Estudos Nacionais (sob a égide do Instituto de Coimbra)», sempre neste figurino típico, impressa sobre bom papel avergoado e ilustrada por clichés no texto ao longo do volume. Antes de passar à colação de vários exemplares pelo país fora, o estudo recolhe citações sobre este velho monumento característico do municipalismo português na nossa literatura (não só literária, mas também histórica e jurídica): Gil Vicente, Garrett, Herculano, Camilo, Eça, etc. 

25€

Memorial de Várias Cartas e cousas de edificação dos da Companhia de Jesus

Memorial de Várias Cartas e cousas de edificação dos da Companhia de Jesus / com um prefácio por Joaquim Costa, director da  biblioteca / reconstituição do texto e nota preliminar de José Pinto, 1.º bibliotecário

1942, Emp. Ind. Gráfica do Pôrto / Marânus. In-4º de 425, [I] págs. Br.

Edição da BPMP, à época empenhada nesta série de reprodução de manuscritos - este, no título original, «Memorial de Varias Cartas e cousas de edificaçam dos da Comp.ª pera uso e proueyto spual dos Nouicos uendo o exemplo dos Antigos.», com data de 1596; embora a cópia seja decerto posterior, uma vez que engloba já notas sobre episódios e padres do início de Seiscentos.
Exemplar valorizado por dedicatória de oferta manuscrita por Joaquim Costa "Ao Ilustre escritor, o Ex.mo Senhor Vereador Dr. Alberto Pinheiro Torres, com as mais gratas homenagens da Biblioteca Pública Municipal do Porto".

30€

Museu Marítimo de Macau (Manuel Bairrão Oleiro / Rui Brito Peixoto)

Museu Marítimo de Macau. (Impressão e acabamento: Tipografia Martinho, Macau). S/d – 1992?]. In-4º de 200 págs. Enc.

“Porto de pesca, de abrigo, de armamento, de comércio, de passageiros: ao longo dos tempos, Macau pode ser visto como lugar de troca – de bens, de pessoas, de ideias – onde o mar não foi barreira, mas sim meio de comunicação. A cidade, fundada no século XVI com a fixação dos Portugueses, dispõe desde 1987, de um Museu Marítimo que se propõe documentar essa característica essencial”. 
Dedicado pelos autores à memória de Ernesto Veiga de Oliveira, que ainda terá deixado alguns contributos, e a João Manuel Bairrão Oleiro, o álbum, encadernado em percalina com sobrecapa de papel, foi impresso em folhas de papel couché e amplamente ilustrado a toda a extensão do volume.  

20€

C. R. Boxer — Fidalgos no Extremo Oriente (1550-1770)

Fidalgos no Extremo Oriente (1550-1770) / Factos e Lendas de Macau Antigo

Fundação Oriente / Museu e Centro de Estudos Marítimos de Macau. (Fotocomposição e impressão - Tipografia Macau Hung Heng, 1990). In-8º gr. de 295, [I] págs. Br.

Edição portuguesa a partir da da Oxford University Press, de 1968; com tiragem de 2000 exemplares, este bem conservado, apenas com ligeiros defeitos exteriores.

20€

C. R. Boxer — O Império Marítimo Português (1415-1825)

edições 70 (DL1992). In-4º de 410, [II] págs. Cart.

"Primeiro império colonial moderno e, também, o último a desaparecer, espalhado por cinco continentes, o "mundo que os portugueses criaram" foi bem o exemplo da tenacidade de um povo que conseguiu opor-se e sobreviver aos choques com inimigos bem mais poderosos. O Professor Charles R. Boxer traça a evolução do império marítimo português desde as primeiras viagens de descoberta, no início do século xv, até à independência do Brasil, numa obra que disseca as grandezas e reveses de uma aventura sem paralelo na história da humanidade. Pela visão de conjunto e profundidade da investigação O Império Marítimo Português constitui uma peça fundamental na bibliografia da história da expansão portuguesa.
Edição patrocinada pela Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses, de um livro que até hoje continua a ser sucessivamente reeditado. A edição original inglesa fôra em 1969, e só alguns anos depois traduzida para português sob o título O Império Colonial Português - que, a partir daqui, passaria a O Império Marítimo Português.

18€

Códice Bastião Lopes

Códice Bastião Lopes (de autor anónimo) / Introdução de Luís de Albuquerque / Descoberta do Mundo (ciclo de edições comemorativas dos centenários das grandes navegações portuguesas, de Bartolomeu Dias e Pedro Álvares Cabral (1487-1500)

Imprensa Nacional-Casa da Moeda. (Acabou de imprimir-se em Outubro de mil novecentos e oitenta e sete nas Oficinas Gráficas da (...)). In-8º de XXII, 30, [IV] págs. Enc. 

É importante a extensa exposição preliminar de Albuquerque, explicando até onde era então possível o que se sabia e as vicissitudes pelas quais passara este manuscrito quinhentista muito inseguramente atribuído ao cartógrafo – até aos anos 70 mais conhecido no estrangeiro do que cá, onde chegou comprado em leilão pela Gulbenkian, após ter transitado das mãos do lusitanista Charles Boxer para um antiquário norte-americano. O códice é aqui reproduzido em fac-simile sobre folhas de papel couché.

Do volume foram impressos 2000 exemplares na “edição normal” e 1000 na “edição de luxo” encadernada e revestida de seda preta, com um cliché e gravações a ouro na frente; esta dividida em duas séries de 500, uma destinada a ofertas e outra que entrou no mercado; pertencendo este exemplar a esta última tiragem especial posta à venda; e tendo o cliché ligeiramente raspado, defeito que, a ser verdade o que diz a carta manuscrita de oferta que ainda conserva, seria já de origem.

25€

Giulia Lanciani — Sucessos e Naufrágios das Naus Portuguesas

Estudos de Literatura Portuguesa / Caminho. (1997). In-8º de 562, [II] págs. Br.

“O conjunto de narrativas geralmente conhecido como História Trágico-Marítima é um dos mais fascinantes monumentos da história literária portuguesa. Infelizmente, por diversas razões históricas, essas narrativas não tiveram até hoje uma edição à altura da sua importância. / Giulia Lanciani coloca agora à disposição de todos, nestes Sucessos e Naufrágios das Naus Portuguesas, uma edição rigorosa e fiável de oito desses relatos. Esta edição é o resultado de um longo trabalho de pesquisa em bibliotecas, arquivos e fundos documentais nacionais e estrangeiros, tendo em vista uma depuração dos textos originais de erros, deturpações e contrafacções que se foram acumulando ao longo da história” (nem se percebe que razões históricas pudessem impedir uma edição à altura, nem é rigorosamente verdade que ela não existisse...)

15€

Damião Peres — História dos Descobrimentos Portugueses

Portucalense Editora, s.a.r.l. Pôrto, 1943. (A presente obra, executada nas oficinas gráficas da Companhia Editora do Minho, ficou concluída no dia vinte e um de Setembro de mil novecentos e quarenta e seis). In-4º de 515, [I] págs. Enc. 

Foi a edição original, plausivelmente com várias tiragens, deste estudo ainda hoje de referência, considerado por alguns (v.g. o historiador Oliveira Marques) o mais importante trabalho de conjunto dedicado ao tema, para o qual o autor já decerto começara a carrear materiais enquanto preparava a monumental História de Portugal que dirigiu, ainda durante os tempos do magistério na primitiva Faculdade de Letras do Porto para onde o amigo Leonardo Coimbra o levara – e que passou a ser a cidade adoptiva deste lisboeta mesmo depois da extinção daquela reputada instituição superior, logo no dealbar do Estado Novo.

Encadernação do editor, em tela gravada a ouro e a seco na lombada e na pasta superior, esta última com ilustrações alusivas.

Bom exemplar, sem defeitos significativos.

50

Damião Peres — História dos Descobrimentos Portugueses

História dos Descobrimentos Portugueses ——— Segunda edição (Actualizada) 

Edição do autor / Coimbra – 1960. (A presente obra, executada nas oficinas gráficas da Companhia Editora do Minho, em Barcelos, ficou concluída no dia vinte e nove de Novembro de mil novecentos e sessenta e um). In-4º de 590, [II] págs. Enc.

Segunda de várias edições que o livro já conheceu; com uma encadernação em percalina verde gravada a dourado e a seco.

Bom exemplar, igualmente.

30€