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Adolfo Casais Monteiro — Manuel Bandeira: Estudo sôbre a sua poesia
Carlos Queirós — Desaparecido e outros poemas
Da “Tiragem especial de 200 exemplares em papel Offset Laid, rubricados pelo organizador e numerados de I a XXV, acompanhados por um desenho original, e de 1 a 175”, integrou este a segunda série declarada.
Vitorino Nemésio — Varanda de Pilatos
Primeira edição do romance de estreia de Vitorino Nemésio, dedicada à mulher, Gabriela Monjardino Gomes, (com quem casara esse ano, e a quem dirige um pequeno texto de abertura), e apresentando um «In Memoriam» final de Júlio Monteiro Aillaud, o editor, morto pouco antes.
Exemplar desgastado na capa, já quase solta do volume, entre pequenas falhas e rasgões. Miolo pelo contrário em muito bom estado, com as folhas praticamente limpas, sendo apenas de destacar um ligeiro rasgão na folha preliminar.
Vitorino Nemésio — A Casa Fechada
Primeira edição de um dos livros iniciais do autor, com dedicatória impressa “À memória de Raúl Brandão. A sua mulher”. Na carta-prefácio, escrita de Bruxelas precisamente a Maria Angelina, dizia Nemésio: “Ao percorrer mentalmente as minhas maiores amizades para dedicar êste livro, achei as dos mortos mais perfeitas e, nesse número, a de Raúl Brandão acenou-me tornando estas palavras inadiáveis (…) pedindo a V. Ex.ª se digne aceitar da oferta aquela porção que em tudo o que era dêle lhe cabia”.
Contém as novelas «O Tubarão», «Negócio da Pomba» e «A Casa fechada».
Vitorino Nemésio — Ondas Médias (biografia e literatura)
Entre a história e sobretudo a literatura, consagra capítulos – com o texto das palestras pronunciadas via rádio ao microfone da Emissora Nacional de Radiodifusão – aos árcades pré-românticos, principalmente aos românticos (destaque para Garrett e Herculano, mas também Camilo, Bulhão Pato e Soares de Passos) e ainda, no final, a Eça e Júlio Dinis, Junqueiro, Júlio de Castilho e Anselmo Braancamp, Fausto Guedes Teixeira e por fim o Só de António Nobre.
Bom exemplar, ainda por estrear, conservando a totalidade dos cadernos por abrir – e além disso valorizado por dedicatória de oferta manuscrita por Nemésio sem indicação do destinatário.
Vitorino Nemésio — Conhecimento de Poesia
Vitorino Nemésio — Sapateia Açoriana
Lisboa: Arcádia, 1976. In-8º de 92, [4] págs. Br.
Primeira edição. Contempla os títulos «Sapateia Açoriana», «Andamento Holandês», «Poemas Corticais», «Canções do Alentejo e do Guadiana» e «Mais Poemas».
Vitorino Nemésio: a obra e o homem
Publicado na conhecida colecção homónima da Arcádia, o livro, preparado por um discípulo açoreano na Faculdade de Letras de Lisboa, teve contribuição principal de David Mourão-Ferreira e, entre as secundárias, da conterrânea açoreana – de biógrafo e biografado – Natália Correia. Dividiu o autor este seu trabalho nas secções «Visão pessoal», «A vida e a obra», «O narrador», «O poeta», «O investigador e o crítico» e «O cronista», rematadas no final por uma extensa e útil recolha bibliográfica. No figurino costumeiro, reproduzem-se a meio do volume documentos e retratos variados.
Exemplar por estrear, dos poucos que nessa qualidade restarão.
Irene Lisboa — 13 Contarelos
(Livraria Sá da Costa, Lisboa). (Êste livro foi composto e impresso na tipografia da Escola Normal Primária de Lisboa). [S/d – 1926?]. In-8º de [XII], 171, [9] págs. Br.
Primeira edição do primeiro livro de Irene Lisboa, que ainda recentemente foi reeditado em fac-simile pelo jornal Público e talvez dispense grandes apresentações; impresso em bom papel, com a graciosa capa de papel kraft. Integra os contos «Joanico», «Fala a Pena», «LindaLinda», «Còradinha», «Serão», «A Flauta Mágica», «O Conto da Serpente», «Maria, a Macha», «Medo», «As Três Pedrinhas Vermelhas», «Valverde», «Tiroleto» e «Número 12». Ilustrações de Ilda Moreira.
Irene Lisboa — Um dia e outro dia...
Irene Lisboa — Modernas Tendências da Educação
Irene Lisboa — Apontamentos
Publicado em edição de autor com tiragem decerto exígua, é este não só dos mais raros como um dos mais interessantes livros de Irene Lisboa, à base de, justamente, «Apontamentos» de tipo diarístico – que foram aqui seccionados nas duas grandes partições «De Setembro de 1942 a Fevereiro de 1943» e «De 1942 para trás, ao acaso» (constando esta dos capítulos «A fonte do veado», «Os reformados», «Férias no campo» e «Uma mão cheia de nada», anunciando o célebre livro-a-vir «Uma mão cheia de nada, outra de coisa nenhuma»).
Bom exemplar, sem defeitos de relevo.
Irene Lisboa — Título qualquer serve (para novelas e noveletas)
Edição original de um livro que recolheu novelas como «O Braga», «Alexandrino», «O Passarinho da Serra», «O Baile», «Vigília», «Senilidade», «Contar Não é o Meu Forte», «Província», «Noite» e «Tempo Passou».
Irene Lisboa — Uma Mão Cheia de Nada, Outra de Coisa Nenhuma
Segunda edição, apreciada pelos desenhos de Pitum Keil do Amaral que a ilustram ao longo do volume e na capa.
Exemplar em bom estado, descontando ligeiro desgaste superficial da capa e uma assinatura de propriedade na folha preliminar, de anterrosto.
7€
Poetas Novos de Portugal (selecção e prefácio de Cecília Meireles)
Do longo – estende-se por quase cinquenta páginas – texto introdutório da escritora brasileira, como de costume, nestas circunstâncias, proclamador de intenções e explicador de critérios, poder-se-ia, entre outras coisas, reportar: a indicação habitual de Cesário, Nobre e Antero como as raízes desta «nova» poesia portuguesa, atribuindo-lhes depois como «caules» Pessanha e, até certo ponto, Afonso Duarte, o que hoje parecerá quase uma extravagância (salvo o caso de alguns nomes do Novo Cancioneiro, Carlos de Oliveira – que aqui nem aparece –, confessado tributário do poeta da Ereira, à cabeça), para não dizer um contra-senso, mesmo cronológico (Sá-Carneiro, por exemplo, era mais velho, pelo que ainda aí não se entende que influência haveria o Orpheu de lhe ir beber...); a inclusão, aliás com algum destaque, de Irene Lisboa (João Falco) e Fernanda de Castro neste contexto, talvez explicável por simpatia feminina, ou nem isso (se por aí fôssemos, antes a lamurienta Florbela); a colação larguíssima de um Fernando Pessoa então quase inédito, mas já credor do maior – de longe – destaque e assinalado “o caso mais extraordinário das letras portuguesas”, o que as amizades portuguesas de Cecília explicariam; e a atribuição à Presença de mais méritos dos que comummente, e com bom juízo, por estes dias se lhe reconhecerá. Cronologia, gostos, tendências, compadrios e presumível «mão» lusa (de Casais Monteiro, de Cortes-Rodrigues, ou ambas; não a de Cortesão, director desta «Coleção Clássicos e Contemporâneos» e também a viver no Brasil, que decerto ditaria outras escolhas) a esmo: tudo certamente cheio de boas intenções, mas demasiado confuso, atabalhoado, desequilibrado e falho de critério.
São os principais representados Pessanha, Sá-Carneiro, Pessoa, João Falco, Régio, Nemésio, Botto, Alberto de Serpa, Carlos Queirós, Casais Monteiro, Saul Dias e J. J. Cochofel.
Primeira edição; rara em Portugal (e mesmo no Brasil pouco frequente). Este exemplar, da série encadernada pelo editor, pertenceu também a Laureano Barros, que nos típicos apontamentos a lápis sobre a guarda indicou isso mesmo - a série e a raridade. A encadernação apresenta-se porém um tanto manchada e escurecida junto às margens.
João Gaspar Simões — Pântano
João Gaspar Simões — Pântano
João Gaspar Simões — Pântano
João Gaspar Simões — Teatro
Lisboa, Livraria Popular de Francisco Franco, 1953. In-8º de 217, [7] págs. Br.
Primeira edição, consideravelmente invulgar.
Exemplar por estrear, com as folhas ainda por abrir. Em muito bom estado, descontando apenas o leve desgaste da capa.
16€
João Gaspar Simões — Elói ou romance numa cabeça
Elói ou romance numa cabeça (2.ª edição revista / Com um prefácio do autor e um estudo crítico de Albano Nogueira)
Coimbra Editora, Limitada. (Acabou de se imprimir aos 30 dias de Abril de 1941 nas oficinas da Coimbra Editora, L.da). In-8º de 234, [2] págs. Br.
Não deverá ter sido muito ampla a tiragem desta segunda edição, tendo em conta que são pouco frequentes os exemplares que dela ainda vão aparecendo (a terceira, da Arcádia, apreciada pela capa e recentemente publicada em fac-simile numa colecção do jornal Público, é bastante mais usual). Além do prefácio (3 páginas) do autor, distingue-se pelo mais longo posfácio com o estudo crítico referido, «Breves comentários à actividade romanesca de João Gaspar Simões», que via neste romance o primeiro publicado em Portugal fora da égide tutelar de Camilo e de Eça – ou Nogueira não leu por exemplo Nome de Guerra, de Almada, ou não o considera um romance...
Exemplar em muito bom estado, salvo uma marca marginal de escurecimento na capa, que se pode conferir pela fotografia.
João Gaspar Simões — Éloi, ou romance numa cabeça
(Editora Arcádia - Lisboa). [S/d - 196_]. In-8º de 181, [3] págs. Br.
Edição publicada na colecção «Autores Portugueses», já em finais da década de 1960, e particularmente estimada pela capa que Victor Palla para ela compôs - por isso tendo sido recentemente re-publicada em fac-simile numa colecção distribuída pelo jornal Público.
14€
João Gaspar Simões — Interpretações Literárias
Primeira edição de um conjunto de longos ensaios, em parte inéditos, sobre Balzac, Tolstoi, o brasileiro Jorge de Lima, Júlio Dinis, Afonso Duarte e James Joyce. Inclui um prefácio do autor, em que se lê ter-se ele empenhado “em obter a chave que abre a porta dos romances de Balzac, de Tolstoi ou de Júlio Dinis, associando à interpretação destes as circunstâncias psicológicas ou os traços de carácter dos romancistas que se lhe afiguram conexos nessa elaboração”. Tem ainda, no final, um índice de todos os (muitos) escritores citados ao longo do volume.
10€
O Romance Contemporâneo
Sociedade Portuguesa de Escritores / Lisboa – 1964. (Composto e impresso na Tipografia Ideal). In-4º de 191, [9] págs. Br.
Impresso em bom papel, o volume reproduz os textos de várias conferências pronunciadas em 1960 – que tiveram por título, respectivamente, «Romance, existência e visão do mundo», «O romance alemão contemporâneo», «Do romance espanhol contemporâneo», «O romance francês contemporâneo», «O moderno romance inglês», «Do romance italiano contemporâneo», «O romance norte-americano contemporâneo» e «O romance brasileiro actual».
Jose Régio — Davam Grandes Passeios aos Domingos
Jose Régio — Três Peças em um Acto
Portugália Editora, Lisboa. (1957). In-8º de 113, [7] págs. Enc.
Quinto e último volume do Teatro de José Régio, que apesar de mais recente é, por alguma razão, o mais raro. Edição original e salvo erro única.
Jose Régio — A Salvação do Mundo
Lisboa, Teatro Municipal de São Luiz. 1971. In-8º gr. de XLVII, [V], 191, [1] págs. Br.
Edição especial publicada por ocasião da abertura do teatro lisboeta – inaugurado precisamente com a peça de Régio, encenada por Costa Ferreira e tendo como intérpretes, entre outros, Eunice Muñoz, João Lourenço, Vítor de Sousa, Maria de Jesus Aranda, Fernanda Figueiredo e Ernesto Gonçalves –, em colaboração com a Brasília Editora. Inclui textos introdutórios de Luís Francisco Rebelo, Costa Ferreira e Fernando Midões, além da reprodução de três textos de Régio sobre teatro e de uma selecção de textos críticos sobre a sua produção dramática (de Álvaro Ribeiro, Duarte Ivo Cruz, Eugénio Lisboa, Jorge de Sena, Luciana Stegagno Picchio, Luís Francisco Rebelo, Tomás Ribas, etc.). Inclui ainda cronologia das edições e representações das peças do escritor (com fotografias de várias) e a reprodução de dois desenhos dele.
Jose Régio — O Príncipe com Orelhas de Burro: história para crianças grandes
Editorial Inquérito Limitada, Lisboa. (1946). In-8º 365, [9] págs. Br.
Publicada quatro anos após a original (muito feiinha...), valem para esta bem mais engraçada edição as típicas ilustrações a pena e tinta propositadamente compostas pelo irmão do autor, apresentadas a página inteira.
Eugénio Lisboa — José Régio
Livraria Tavares Martins, Porto / 1957. In-8º peq. de 201, [3] págs. Br.
Segundo título publicado na colecção «Poetas de Ontem e de Hoje», recolhendo composições de Poemas de Deus e do Diabo, Biografia, As Encruzilhadas de Deus, Fado, Mas Deus é Grande e A Chaga do Lado. Além do interesse que a biografia possa ter seja do ponto de vista literário seja do bibliográfico, cabe destacar que o volume reproduz retratos, fotografias diversas e desenhos de Régio do acervo de Alberto de Serpa, que os cedeu – havendo alguns dos desenhos que, salvo erro, só mesmo aqui aparecem.
Exemplar com uma assinatura e dois pequenos sublinhados iniciais a tinta; e prejudicado ainda por ligeiros defeitos exteriores.
14€
Eugénio Lisboa — José Régio ou a Confissão Relutante
Este (na capa) "Estudo Crítico-Biográfico e Antológico" foi dividido pelo autor, quanto ao ensaio, em «A Vida», «A "Presença"» e «A Obra»; repartindo-se a secção antológica em «Poesia», «Ficção», «Teatro» e «Crítica Literária».
A Dez Anos da Morte de José Régio
Editorial Resistência, SARL (Rua Nova de São Mamede, 27-2.º Esq.) 1200 Lisboa. (Composto e impresso na Tipografia da Casa Nun'Álvares — Porto, em Julho de 1980). In-8º gr. de 77, [III] págs. Br.
Os depoimentos são entremeados de ilustrações : retratos artísticos de Régio, fotografias em que aparece com amigos excursionistas a Ponte de Lima, manuscritos, etc.
10€
Prista Monteiro ― Sonata e Fuga, ou Os Últimos Anos de Vida de José Régio
Agosto 1976. (Esta 1.ª edição foi oferecida à Biblioteca Municipal de Tomar, terra Natal da família do autor.) (Edição patrocinada pela Secretaria de Estado da Cultura). (Ilustrações em Offset, composição, impressão e fotolitos: A Gráfica de Tomar, 1977). In-8º de 45, [23] págs. Br.
Documento imprescindível da bibliografia passiva regiana, que já ia merecendo a reedição que salvo erro nunca teve, abre por um prefácio de Barahona Fernandes e por outro de Raul Rego, «Lembrança de José Régio», o qual terminava dizendo "Parece-me que a personalidade de José Régio terá neste testemunho do seu médico um dos elementos de melhor interpretação". Segue-se o texto do clínico, rico em apontamentos, embora um tanto excessivo na tese que adianta: a de que Régio se foi «suicidando», deixando morrer, só assim se devendo interpretar a recusa do poeta em ser tratado numa casa de saúde do Porto, preferindo recolher à casa de família em Vila do Conde. São reproduzidos cartas manuscritas e um desenho do poeta, de quem um retrato é também apresentado em folha destacada preliminar.
14€
José Régio: Uma Vida, Uma Obra
1994 (Tipografia Minerva – Vila do Conde). In-4º gr. de 39, [1] págs. Br.
Catálogo da exposição organizada em Vila do Conde e Portalegre em 1994 (por ocasião do 25º aniversário da morte de Régio), cartonado na capa e impresso em papel superior; com um texto em verso alusivo de João Maria dos Reis Pereira. Reproduz, em página inteira, dois retratos do escritor e três desenhos a tinta da sua pena. Com tiragem limitada a 500 exemplares, é uma peça importante para estudiosos e coleccionadores, dado o interesse das competentíssimas biografia e resenha bibliográfica da autoria de Marta Miranda, coadjuvada na catalogação por Maria Manuela Santos e Balbina Cruz.
Exemplar em bom estado, sem defeitos de relevo, descontando um pequeno vinco junto à margem direita das folhas (mais pronunciado nas primeiras).
Miguel Torga — Vindima (Romance)
Miguel Torga — Novos Contos da Montanha
Miguel Torga — Contos da Montanha
Coimbra, 1969. (Comp. e imp. na Gráfica de Coimbra). In-8º de 207, [1] págs. Br.
“Depois de muitos anos de desterro, regressam novamente ao torrão natal os heróis deste atribulado livro. Numa época em que tantos portugueses de carne e osso emigraram por fome de pão, exilaram-se eles, lusitanos de papel e tinta, por falta de liberdade. Enfarpelados num duro surrobeco de embarcadiços, lá se foram afoita- mente em demanda do Brasil, o seio sempre acolhedor das nossas aflições. E ali viveram, generosamente acarinhados, assistidos de longe pela ternura correctiva do autor. Voltam agora ao berço, roídos de saudades. E não é sem apreensão que os vejo pisar, já menos toscos de aparência, o amado chão da origem. É que muita água correu sob a ponte desde que se ausentaram. Quatro décadas de opressão desfiguraram completamente a paisagem do país. A humana e a outra. Velhos desamparados, adultos desiludidos, jovens revoltados - num palco de desolação. Almas amarfanhadas e terras em pousio. Que alento poderá receber dum ambiente assim uma esperança de torna-viagem? Mas a pátria é um iman, mesmo quando a universalidade do homem, como neste preciso momento, sai finalmente dos tacanhos limites do planeta. Poucos resistem à sua atracção ao verem-se longe dela, seja qual for a órbita em que se movam. Até os seus filhos de ficção. Por mais fortuna que tenham pelo mundo a cabo, é com o ninho onde nasceram que sonham noite e dia. É que só nele se exprimem correctamente, estão certos nos gestos, são realmente quem são. De maneira que não me atrevi a contrariar a vinda das minhas humildes criaturas, como a prudência talvez aconselhasse. Pelo contrário: favoreci-a. Pode ser que o exemplo seja seguido, e o êxodo, que empobreceu a nação, comece a fazer-se em sentido inverso, e as nossas misérias e tristezas mudem de fisionomia. Portugal necessita urgentemente de ser repovoado”, assim rezava o prefácio do autor a esta nova edição.
8€
Miguel Torga — Bichos
Coimbra, 1954. (Composto e impresso nas oficinas da «Coimbra Editora, L.da»). In-8º de 131, [1] págs. Br.
Exemplar recoberto de uma curiosa sobrecapa de uma «Secção de Livros» da delegação do portuense O Primeiro de Janeiro em Coimbra que pelos vistos os vendia – conforme atesta o selo colado na folha de guarda.
Miguel Torga — Fogo Preso
Primeira edição deste conjunto de textos em prosa, na maior parte inéditos, e que o autor dizia no prefácio não querer votar ao esquecimento: por exemplo, «Eça de Queirós e Coimbra», «Teixeira de Pascoaes», «Palavras ditas no Comício Socialista realizado em Coimbra» e no de Lisboa, alocuções, mensagens e entrevistas várias.
Exemplar com discreta assinatura de propriedade na folha de guarda; de resto, muito bem cuidado, sem defeitos a apontar.
24€

